A Série D do Campeonato Brasileiro segue a todo vapor. No último final de semana, foi realizada a segunda rodada da competição nacional. No Grupo A-5, onde se encontram os representantes do Distrito Federal, nenhum clube conseguiu vencer todas as partidas do torneio, fazendo com que não tenha nenhuma equipe com 100% de aproveitamento. O duelo entre Costa Rica-MS e Ação-MT fecha a rodada no grupo apenas na quarta-feira (27/4). Porém, ambos os times já foram derrotados na partida inaugural.
Brasiliense, Ceilândia, Grêmio Anápolis e Operário foram os times que venceram na primeira rodada e tinham a oportunidade de continuar invictos na Série D. No sábado (23/4), a Raposa recebeu o Gato Preto, em Anápolis. Qualquer uma das equipes que saísse vitoriosa continuaria com 100% de aproveitamento. Mas em um jogo fraquíssimo, os dois times empataram sem gols, somando apenas um ponto na tabela.
O Grupo A-5 tem uma curiosidade. Os quatro primeiros colocados estão empatados com quatro pontos conquistados. Ceilândia e Operário estão igualados em todos os quesitos, na terceira posição. Mesmo deixando a vitória escapar pelos dedos jogando em casa e com a presença da torcida, o Brasiliense é o líder do grupo, devido aos gols pró. O time amarelo marcou quatro na competição, sendo o melhor ataque da chave. Em segundo, vem o Grêmio Anápolis, com o segundo melhor poderio ofensivo.
Foto: Jéssika Lineker/Distrito do Esporte
Iporá e Anápolis somaram seus primeiros pontos na competição nacional nesta rodada. Os dois times goianos estão fora da zona de classificação, na quinta e sexta colocação, respectivamente. Costa Rica e Ação estão sem pontuar, já que perderam na primeira rodada. Porém, as duas equipes se enfrentam na próxima quarta-feira (27/4), fechando a segunda ronda de partidas da Série D do Campeonato Brasileiro.
O Cresspom segue com dificuldades de engatar uma sequência de bons resultados na Série A-1 do Campeonato Brasileiro Feminino. Na tarde deste domingo (24/4), as Tigresas voltaram a campo pela competição nacional para enfrentar o Atlético-MG, no Abadião. Porém, o resultado não foi dos melhores. O Galo venceu por 3 a 0 e deixou a equipe candanga na zona de rebaixamento do torneio.
Com a segunda derrota seguida no Brasileirão, o Cresspom segue na 14ª colocação. O time candango está a dois pontos de Grêmio e Real Brasília, os primeiros adversários diretos fora da zona de descenso. O Atlético-MG, por sua vez, ganhou posições importantes com o resultado. Agora, as Vingadoras estão no sétimo lugar, ocupando um dos espaços destinados aos classificados para as quartas de final.
Foto: Pedro José/@eu.pedrojose
No primeiro tempo, o Cresspom até conseguiu segurar o Atlético-MG. Porém, o resultado das mineiras no Estádio Abadião foi todo construído na segunda etapa. Primeiro, Marta colocou o Galo em vantagem no marcador sobre as Tigresas do Cerrado. O segundo gol das Vingadoras saiu dos pés de Cotrim. Nath Fabem teve tempo para fazer mais um e encerrar o placar para as visitantes.
Os três gols sofridos na partida em casa deixaram o Cresspom como uma das piores defesas da competição nacional. Em sete partidas disputadas, as candangas foram vazadas em 18 oportunidades, mesmo número do Esmac, outro integrante da zona de rebaixamento do Brasileirão. Para sair do Z-4, o time candango foca em melhorar o quesito defensivo para ter atuações mais sólidas.
Foto: Pedro José/@eu.pedrojose
As Tigresas do Cerrado terão mais uma semana livre de treinamentos na busca por evolução. No próximo sábado (30/4), o Cresspom terá um confronto importantíssimo na briga contra o rebaixamento. Às 16h, as candangas viajam até o Estádio Vieirão, em Porto Alegre, para duelar com o Grêmio. Se vencer as gaúchas, o time local ultrapassa as adversárias na tabela do Brasileirão.
Tudo igual no Estádio Ciro Machado do Espírito Santo, o Defelê. Atuando em casa, o Brasiliense fez um ótimo primeiro tempo, dando pinta que iria golear. Porém, mesmo abrindo 2 a 0 no placar, o Jacaré vacilou e cedeu o empate nos 45 minutos finais ao Iporá. Com o marcador em 2 a 2, cada clube levou um pontinho para casa. O time amarelo agora soma quatro pontos, enquanto o Iporá conquistou o seu primeiro na Série D.
O jogo iniciou com a temperatura lá em cima. Com menos de dois minutos, já haviam acontecido três oportunidades do marcador ser aberto. O duelo continuou quente com o passar da primeira etapa e, após uma leve pressão, o Brasiliense abriu o placar, depois de uma penalidade máxima. Em seguida, Daniel Alagoano deixou os donos da casa em boa vantagem. Nos 45 minutos finais, o jogo mudou de cara, com a equipe visitante buscando diminuir o marcador. Conseguiram algo melhor. Com tentos de João Vitor e Ramon, o time goiano empatou a partida.
Brasiliense balança a redes duas vezes na primeira etapa
A primeira finalização foi com menos de um minuto, não deu nem para os jogadores respirarem. Após falha na saída da defesa do Jacaré, Renato arriscou de longe, levando perigo ao Sucuri. No minuto seguinte foi a vez dos donos da casa assustarem. Goduxo finalizou da intermediária, a pelota passou tirando tinta da trave direita de Cleriston. Colocando o adversário na parede, novamente o Brasiliense assustou o Lobo-Guará.
Com menos de dois minutos no relógio, Cabralzinho, de fora da área, obrigou Cleriston a defender em dois tempos. Começo animado no Estádio Defelê. Depois de um início frenético, o duelo deu uma redução no ritmo. As duas equipes buscavam o campo de ataque, mas pecavam um pouco no último passe antes da finalização. O Jacaré voltou a assustar aos 14 minutos. Após cruzamento vindo pelo lado direito, Cabralzinho arrematou para o gol, a bola acabou passando por cima da meta adversária.
Aos 20′, novamente o Brasiliense teve uma boa oportunidade. Depois de cobrança de escanteio, a bola sobrou para Daniel Alagoano, o atacante pegou de primeira, mas a pelota saiu pela linha de fundo. Um minuto depois, Bernardo cobrou falta para os donos da casa, mas Cleriston fez a defesa. Aos 25′, após escanteio cobrado, Badhuga cabeceou bonito para o gol, a redonda passou por cima do travessão adversário. Quatro minutos depois, pênalti para os donos da casa.
Foto: Lucas Bolzan/Distrito do Esporte
Na cobrança, Bernardo chutou forte de perna direita, o arqueiro adversário ainda pegou na bola, mas a força foi tanta que a redonda foi parar no fundo das redes, 1 a 0. Aos 38′, quase o segundo do Jacaré. Sucuri lançou para Daniel Alagoano, o jogador correu até o fundo do campo, deixou um marcador no chão e tocou para Cabralzinho, o camisa número sete limpou a marcação e fuzilou para o gol, mas Cleriston fez bela defesa. No lance seguinte, o Iporá respondeu, com Renato, mas o atacante acabou cabeceando para fora.
Aos 42′, o Brasiliense fez o segundo na partida. Daniel Alagoano recebeu, se livrou da marcação e bateu bonito para o gol, a bola ainda desviou em Willian, do Lobo-Guará, triscou na trave e morreu no fundo do gol, 2 a 0. Aos 50′, o árbitro encerrou a primeira etapa.
Foto: Jéssika Lineker/Distrito do Esporte
Iporá iguala o placar no Defelê
Os 45 minutos finais tiveram um início bem movimentado, assim como na primeira etapa. O Brasiliense teve a chance de ampliar o placar, em pelo menos duas oportunidades. Com o passar do tempo, o treinador Celso Teixeira fez algumas mudanças, tirando os dois autores dos gols e colocando Romarinho e Jefferson Maranhão. Aos 16′, o Jacaré teve um tento anulado, por conta de uma posição ilegal.
Dois minutos mais tarde, os visitantes diminuíram a vantagem do Brasiliense. João Vitor recebeu ótimo passe vindo do meio campo, o atleta invadiu a área e só teve o trabalho de tocar para o gol, sem chances para o Sucuri, 2 a 1. Minutos depois, o Lobo-Guará empatou. Em cobrança de falta da intermediária, Ramon fuzilou para o gol, a pelota entrou no canto direito do arqueiro amarelo, 2 a 2.
Após sofrer o gol de empate, o Brasiliense foi todo para cima do adversário. O treinador amarelo colocou o Hernane Brocador no lugar de Gabriel Henrique. A partir daí, os donos da casa começaram a atuar com dois centroavantes. Os donos da casa até pressionaram, criando algumas chances pelas laterais, porém, só cruzavam na área, fazendo com que a defesa ganhasse todas pelo alto. Nos minutos finais, o Brasiliense ainda teve um gol anulado.
O que vem por aí
Brasiliense e Iporá voltam a campo no próximo final de semana, pela Série D do Campeonato Brasileiro. O Jacaré vai até o Mato Grosso para enfrentar o Ação. O confronto será no domingo (01/05), no Estádio Dito Souza, às 16 horas. No mesmo dia, o time goiano atuará como mandante. A equipe recebe o Costa Rica, do Mato Grosso do Sul, no Ferreirão. O duelo será às 15h30.
Brasiliense 2
Escalação: Edmar Sucuri; Andrézinho (Bocão), Badhuga, Keynan e Goduxo; Gabriel Henrique, Radamés, Bernardo ⚽ (Romarinho); Daniel Alagoano ⚽ (J. Maranhão), Cabralzinho (Zotti) e Marcão.
Técnico: Celso Teixeira
Iporá 2
Escalação: Cleriston; Sanderson, Willian, Jefferson e Ramon ⚽ (Felipe Alves); Bosco, Régis (Auecione) e João Vitor ⚽; Renato (Jackson), Flávio e Bruno (Everton).
Técnico: Edson Silva
Cartões amarelos: Gabriel Henrique, Romarinho (Brasiliense); João, Aucione (Iporá)
Fora de casa, o Real Brasília duelou contra o Palmeiras em partida válida pela sétima rodada do Brasileirão Feminino, neste domingo (24/4). O palco da partida foi o Estádio do Canindé, em São Paulo. As Leoas conseguiram fazer um bom primeiro tempo e não deram muito espaço para o time adversário. A postura mudou no segundo tempo e a equipe não conseguiu evitar a derrota por 4 a 1.
O primeiro tempo foi agitado e com ambos os times a procura de espaço em campo para atacar. O Real Brasília conseguiu se impor em diversos momentos da partida e pressionar o Verdão. As Leoas entraram bem no jogo e disputaram bem em campo. Mesmo assim, o Palmeiras marcou o primeiro gol com uma enfiada de bola de Duda Santos. O empate veio aos 20 minutos, com um ataque de Maria Dias. O segundo tempo começou diferente no Estádio do Canindé. O Real Brasília não conseguiu evitar o ataque avassalador do Verdão, que marcou três gols em menos de 10 minutos da segunda etapa.
Foto: Divulgação/CBF
Empate no primeiro tempo
O jogo começou bem movimentado no Estádio do Canindé. Nos minutos iniciais, as duas equipes tentavam encontrar espaço em campo para atacar, mas nada de lances perigosos. Com menos de 2 minutos, o Real Brasília assustou o Verdão em uma cobrança de escanteio. Petra tentou de cabeça e a bola saiu tirando tinta da trave. Com 5 minutos de jogo, Nenê aproveitou a desatenção do Verdão e arranjou um contra-ataque. A jogadora chegou na cara do gol, mas Julia conseguiu chegar a tempo de afastar a bola e impedir a finalização.
Aos 9 minutos, as Palestrinas abriram o placar com gol de Duda Santos. A camisa 7 recebeu um belo cruzamento de Day Silva e não perdeu a oportunidade de balançar a rede. O Real Brasília tentou responder, mas a zaga do Verdão afastou a bola. O jogo continuou agitado e os dois times pressionavam em campo. Aos 16 minutos, Bia Zaneratto aproveitou um cochilo da zaga das Leoas e chegou ao ataque mais uma vez.
No susto, ela foi travada e não conseguiu finalizar. Aos 17 minutos, as Leoas conseguiram espaço em campo com Nenê, que dominou bem a bola e chutou direto para o gol, porém foi marcado o impedimento. O time continuou em busca do gol do empate, que saiu aos 20 minutos. Gaby Soares lançou a bola para Maria Dias e a jogadora balançou as redes, deixando tudo igual no placar.
Aos 33 minutos, Zaneratto tentou o gol da virada, mas Dida foi precisa e conseguiu evitar.
5 minutos depois, mais um susto do Palmeiras. Na grande área, Duda e Byanca Brasil trabalharam bem com a bola nos pés. A camisa 12 chutou em cheio e a bola foi direto no travessão e, na sobra, Duda também arriscou, mas não deu em nada. A primeira etapa terminou com tudo igual no placar: Palmeiras 1 x 1 Real Brasília.
Foto: Divulgação/CBF
Atropelo do Verdão
O Real Brasília entrou com uma postura diferente para o segundo tempo. Sem conseguir marcar o time adversário, as Leoas tomaram 3 gols em menos de 10 minutos.
Aos 4 minutos, Bia Zaneratto chegou ao ataque e marcou um golaço. Não deu nem tempo do Real Brasília responder que a atacante Chu marcou mais um para o Palmeiras.
Pouco tempo depois, Marcela Guedes encontrou uma oportunidade de atacar. A camisa 11 passou pelas jogadoras do Verdão, mas Thais apareceu e impediu a continuação da jogada. Na reação, Bruna Calderan foi oportunista e marcou o quarto gol do Verdão. Com 13 minutos de jogo, Bia Zaneratto tentou marcar mais um, mas Dida foi tranquila e conseguiu defender. Depois de tantos sustos, o jogo ficou mais equilibrado e o Real Brasília, mesmo pressionado, conseguiu chegar ao ataque, mas sem chances perigosas de gol.
A alternativa do técnico Adilson Galdino foi fazer todas as substituições possíveis para tentar mudar a postura do time em campo. Mesmo assim, o Verdão continuou melhor em campo e sacramentou a vitória com 4 gols. Com o resultado, o time continua líder isolado na tabela com 19 pontos. O Real Brasília segue em oitavo lugar, com quatro derrotas, duas vitórias e um empate.
Foto: Divulgação/CBF
Próximo desafio
Na oitava rodada do campeonato, o Real Brasília joga em casa, no Estádio Defelê, contra o Kindermann. A partida será no próximo domingo (01), às 15h. Já o Palmeiras enfrenta o Internacional no sábado (30), às 11h.
Palmeiras 4
Jully; Bruna Calderan ⚽(Carolzinha), Agus Barroso, Thais; Day Silva (🟨), Julia Bianchi, Andressinha (Chú), Duda Santos; Bia Zaneratto (⚽), Byanca Brasil e Patrícia Sochor (Samia). Técnico: Hoffmann Tulio.
Real Brasília 1
Dida; Natasha Rosas, Isabela Melo, Carol Gomes (Bruna Natiele), Sassá (Camila Pini); Petra, Gaby Soares (Dany Helena); Maria Dias (⚽), Nenê (Daniele Silva) e Marcela Guedes. Técnico: Adilson Galdino
O ano de 2021 foi agitado na vida do jovem técnico Rodrigo Campos. O treinador brasiliense deixou o Minas Brasília e, após um curto período, assumiu o Cruzeiro Feminino, até então o maior desafio na carreira. O cenário na Toca da Raposa não era nada favorável. Rodrigo assumiu o time celeste com grandes chances de serem rebaixadas para a Série A2 do Campeonato Brasileiro.
O treinador lembra como foi esse desafio e a oportunidade de mostrar o seu trabalho em uma grande camisa do futebol brasileiro. “Quando fui convidado para ser treinador do Cruzeiro Feminino, foi praticamente uma convocação. Poder representar e liderar uma equipe de um dos maiores clubes do mundo é sempre um prazer para qualquer técnico”, contou Rodrigo.
Para escapar da queda, o Cruzeiro precisava fazer no mínimo seis pontos em nove disputados. Porém, o técnico Rodrigo Campos mostrou que tem qualidade e não estava no comando das cabulosas atoa. “Cheguei ao clube faltando três rodadas para acabar a primeira fase do Campeonato Brasileiro 2021. Com uma dura missão, sabendo da responsabilidade que tínhamos em manter o clube na primeira divisão”, relembrou.
Rodrigo retornou para Brasília e segue comprometido em seus objetivos, estudando e analisando os jogos. “Nesse momento, tenho utilizado o tempo livre para estudar e reciclar meus conhecimentos, e para acompanhar as partidas do Campeonato Brasileiro Feminino”, compartilhou Rodrigo.
Existe um ditado de quem não é visto não é lembrado. Além disso, existem os compromissos e responsabilidades no âmbito financeiro. Rodrigo quer continuar focado no futebol feminino. Embora tenha começado a carreira no masculino, o técnico Rodrigo Campos se mantém com o intuito de crescer no futebol feminino.
Na visão do morador da Asa Norte, o futebol feminino é a sua casa. “Nos últimos dias, recebi dois convites para voltar ao futebol masculino, mas optei por aguardar os próximos desafios no futebol feminino”, frisou Campos.
Segundo o técnico Rodrigo Campos, ele tem seus objetivos e metas traçadas na categoria. “Quando optei por entrar na modalidade, foi com objetivos bem claros. Quero contribuir com a modalidade, colaborar com as atletas, conquistar títulos e escrever meu nome na história do futebol feminino”, prospectou.
Foto: Bianca Crispim/Cruzeiro
Crença no crescimento constante
Diferente do futebol masculino, a modalidade feminina no Distrito Federal vem em constante crescimento e desenvolvimento. Os clubes da capital federal vem ganhando espaço no cenário nacional. No Ranking de 2022 da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), a capital federal está muito bem posicionada com diversos clubes na listagem dos maiores do país.
O técnico Rodrigo Campos acredita que a evolução do futebol candango feminino irá continuar. “Considero que estamos vivendo o melhor cenário do futebol feminino até hoje, com ascensão da modalidade. Os projetos de formação de atletas cada vez mais frequentes em Brasília são fundamentais para que uma atleta chegue no futebol profissional melhor preparada”, detalhou o treinador.
Futuro pode ser na capital
A força de Brasília no futebol feminino é notável, É isso que faz o promissor técnico Rodrigo Campos ver com bons olhos o futuro profissional em um dos clubes de sua cidade. “No futebol profissional, os quatro clubes representantes de Brasília nas três divisões do Campeonato Brasileiro colocam a cidade como uma das principais referências da modalidade no país”, contou.
Foto: Ascom/Cruzeiro
Rodrigo não tem uma característica definida sobre o seu estilo de jogo. O tema está em alta no cenário nacional, é comum em programas jornalísticos, mesas redondas ou nas redes sociais a pauta sobre os estilos e propostas de jogo dos treinadores. Para o técnico Rodrigo Campos, cada elenco, partida ou necessidade pede um plano de jogo, seja reativo ou pressão alta.
“Existem exemplos vitoriosos de equipes reativas e de equipes com um jogo propositivo. Penso sempre em me adaptar ao grupo de atletas e desenvolver estratégias que potencializem a equipe e crie adversidades ao adversário. O modelo de jogo ideal será sempre o que vence e convence”, afirmou. O técnico Rodrigo Campos segue estudando e analisando propostas para quando chegar a certa ele esteja preparado para desenvolver um trabalho sólido e positivo.
Em busca da segunda vitória seguida na Série D do Brasileirão, Grêmio Anápolis e Ceilândia se enfrentaram no estádio Jonas Duarte. No primeiro tempo a equipe goiana teve mais oportunidades, entretanto, não aproveitou a posse de bola e a superioridade em campo. O Gato Preto apostou nos contra-ataques. Na etapa final, os dois treinadores fizeram todas as substituições possíveis, fator que igualou bastante a partida. No final das contas, o jogo terminou empatado sem gols e o Ceilândia conquistou um bom resultado fora de casa.
Na primeira etapa, os mandantes tiveram mais posse de bola (76%). O Grêmio Anápolis chegou mais vezes ao ataque, principalmente pelos lados do campo. Porém, em várias oportunidades, faltou alguém para finalizar. O Ceilândia, por sua vez, fez um jogo tímido, finalizando poucas vezes e criando menos que o adversário. No segundo tempo a qualidade do jogo caiu drasticamente, os goleiros pouco trabalharam e o 0 a 0 foi inevitável.
Primeira etapa
Nos primeiros minutos a partida manteve-se equilibrada. Aos 8, em uma falha do Ceilândia, o Grêmio Anápolis chegou pela direita, com Jair. A bola cruzou a área e ninguém aproveitou. Na sequência do lance, Arthur chutou no meio do gol e Kayser defendeu. O Gato Preto respondeu com Felipinho, em cobrança de falta. A bola passou à direita do gol. Cinco minutos depois, Hywri recebeu com espaço na área, entretanto, a conclusão foi por cima do gol.
Os donos da casa ameaçaram novamente aos 20. Após cobrança de falta, Jair desviou de cabeça, à esquerda de Kayser. O time candango precisou mexer no seu ataque e colocou o atacante Watthimem, quê, por pouco, não abriu o placar em cobrança de falta. Aos 32 o GEA desperdiçou mais um ataque e a arbitragem autoriouzou uma parada técnica para hidratação. Na volta da parada, Giovani Goiano experimentou de longe e assustou o arqueiro Lucas Maticoli, do Grêmio.
Aos 39 foi a vez da Raposa assustar novamente. Janderson bateu falta colocada, mas a bola subiu um pouco. Os mandantes chegaram bem pela esquerda, mais uma vez com Janderson. Bem posicionado, o defensor Fernando Gomes fez o corte. Com quatro minutos de acréscimos, o final da primeira etapa foi brigado, mas sem gols.
Foto: Ceilândia EC Torcedor
Sonolento e sem gols
Na etapa final, Grêmio Anápolis e Ceilândia voltaram mais equilibrados e promoveram algumas mudanças durantes os primeiros 15 minutos do segundo tempo. A primeira finalização de perigo foi de Jair, após cruzamento de Pedro Marinho. Entretanto, a arbitragem anotou uma irregularidade no lance. Aos 26, em cobrança de escanteio, o goleiro da Raposa saiu mal, mas o Gato não conseguiu tirar proveito da falha.
O Gato Preto melhorou em relação à etapa inicial, contudo, às duas equipes não conseguiam impor o seu ritmo de jogo e a partida ficou monótona. Aos 33, Pedro Marinho invadiu a área e, sem ângulo, finalizou por cima, sem perigo para o goleiro Matheus Kayser. Aos 40, o GEA chegou com o zagueiro Ronivan. Após um belo cruzamento, o defensor cabeceou muito mal.
Nos acréscimos, os dois clubes tiveram chances de bola parada, o Grêmio com Maurício, o Ceilândia com Thiago Magno. Ambas não foram aproveitadas. A arbitragem apitou o final do jogo e as duas equipes terminarão a rodada com quatro pontos cada.
Próximos compromissos
As duas equipes voltam a campo no próximo sábado (30/4), pela terceira rodada da Série D. O Ceilândia recebe o Operário de Várzea Grande, do MT, às 15h30, no estádio Abadião. Meia hora mais tarde, a bola começa a rolar no clássico anapolino, entre Grêmio e Anápolis, no estádio Jonas Duarte. A tabela completa do grupo A-5 da Série D, você confere aqui mesmo, no Distrito do Esporte.
Grêmio Anápolis 0
Lucas Maticoli; Éder, Ronivan, Luizão e César; Arthur (Maurício), Marcos Brazion🟨(Pedro Marinho) e Gean; Jair🟨 (Alex Bruno), Marcos Vinícius (Wandinho) e Janderson (Papita) Técnico: Ariel Mamede 🟨
Ceilândia 0
Matheus Kayser; Gabriel Arantes, Fernando Gomes, Igor e China; Giovani Goiano🟨(Werick), Geovane (Hériclis) e Hywri (Thiago Magno); Matheus Guarujá (Gabriel Vidal), Felipinho (Peninha) e Roberto Pítio (Watthimem) Técnico: Adelson de Almeida
Mais um esportista brasiliense tem ganhado espaço no cenário internacional. Atualmente residindo no Rio de Janeiro, Gilbert Soares Klier Junior, de 21 anos, é um nome constante nos torneios internacionais de tênis dos últimos meses. Atualmente, Gilbert é o 9º colocado no ranking nacional de tenistas profissionais elaborado pela Confederação Brasileira de Tênis (CBT). Apesar do longo caminho a percorrer para chegar a um Grand Slam, o atleta surpreende em sua ascensão.
O ano de 2022 não chegou a sua metade. Contudo, já tem motivos para ser comemorado por Gilbert, que saiu do estágio inicial da carreira de um tenista profissional, a (ITF) Federação Internacional de Tênis e passou a disputar os Challengers. Esses campeonatos são necessários para o crescimento no ranking da ATP e, consequentemente, para alçar voos mais altos. Mantendo um bom desempenho e crescendo no ranking, os próximos passos serão os torneios da ATP World Tour, ATP 250, ATP 500, ATP Masters 1000 e, nessa altura, um Grand Slam (Australian Open, Roland Garros, Wimbledon e o US Open).
Trajetória
O sucesso do atleta vem desde as categorias de base. Gilbert foi campeão infantojuvenil sul-americano e integrou a Seleção Brasileira entre os 12 e 16 anos. Em 2021, o tenista da capital deslanchou. Venceu três ITF World Tennis Tour, jogando em Portugal, Colômbia e Peru. O resultado positivo nesses torneios garantiu ao atleta a oportunidade de disputar competições em um patamar mais alto.
Em março, ao lado de Felipe Meligeni, disputando o Challenger de Pereira, na Colômbia, o tenista candango foi até às quartas de final. A dupla brasileira venceu o primeiro set e empatava o segundo, quando, por motivos de lesão, precisou abandonar a partida, ocasionando a derrota por W.O. De todo modo, a participação no campeonato foi importante para o brasileiro somar mais pontos nos rankings.
Arquivo pessoal
Pelo individual, Gilbert também disputou dois torneios recentemente. Jogando no saibro, o brasileiro avançou na fase de qualificação em ambos e foi eliminado na fase subsequente. Os Challegers de Santa Cruz, na Bolívia, e de San Luís, no México. Os campeonatos serviram de experiência e também contaram para a pontuação. Atualmente, Gilbert Klier Junior é o número 372 no ranking da ATP. O tenista brasiliense mostra empolgação com o momento atual e promete não parar por aí.
“2022 está sendo o meu melhor início de ano. Já joguei sete torneios, sendo os dois primeiros na República Dominicana e o último na Cidade do México, em San Luis de Potosi fiz um jogo de oitavas de final com um Chileno que já foi TOP 50 da ATP. Meu objetivo é melhorar o ranking para entrar no US OPEN em NY. Ainda vou jogar mais 10 semanas em Challenger. O trabalho diário e a confiança em Deus fazem a diferença”, pontuou Gilbert.
Na próxima segunda-feira (25/4), Gilbert Jr estará disputando mais um Chalenger, desta vez em Buenos Aires. Em maio, os próximos desafios serão em Recife e no Chile. Conforme obtenha um bom desempenho, maiores são as chances de subir no ranking da ATP e de disputar as competições da elite do Tênis.
Patrocínio
Devido ao alto custo com passagens, reservas, alimentação e todos os gastos envolvidos nas viagens aos torneios internacionais, Gilbert Klier tem encontrado dificuldades para arcar com todas as despesas. Quem quiser saber mais sobre a história do atleta e, de alguma forma, tentar ajudá-lo para seguir competindo em alto nível, pode entrar em contato com o tenista através de sua rede social, no Instagram: @gilbertklier.
Praia Vôlei x Minas -
Jonas Pereira/Distrito do Esporte
Por Igor Neiva
O ginásio Nilson Nelson na capital federal foi palco do primeiro jogo da final da superliga feminina de vôlei entre Praia Clube e Minas. Entre dois times de Minas Gerais, a decisão “pão de queijo”, como é conhecida, ocorreu na noite desta sexta-feira (22/4) e, diferente dos últimos confrontos entre as equipes, desta vez o Minas venceu o Praia Clube e arrancou em busca do tricampeonato da Superliga com a vitória para casa por 3 sets a 1, parciais de 18/25, 22/25, 25/22 e 22/25.
Os melhores times da temporada regular da superliga, o Praia Clube (primeira posição) e o Minas (segunda posição), garantiram mais uma final do torneio. Já era de se esperar um grande jogo, tendo em vista que ambos os times são rivais regionais e nacionais.
Nos últimos três jogos entre as equipes, o Praia Clube, time de Uberlândia, levou a melhor sobre o time da capital, o Minas. Porém, o retrospecto de nada valeu, já que o Minas dominou grande parte do confronto e impôs o bom vôlei no resultado favorável.
As equipes voltarão a se enfrentar valendo o título, na próxima sexta-feira (29/4), às 21h, outra vez no ginásio Nilson Nelson em Brasília. Caso o Minas conquiste nova vitória se consagrará campeão. Já o Praia Clube forçará um terceiro jogo entre os times.
Praia Clube x Minas – Superliga de Vôlei – Foto: Jonas Pereira/Distrito do Esporte
O JOGO
No ginásio lotado, o Minas começou a partida muito bem, abrindo um 5 a 1 diante da equipe de melhor campanha da fase regular, que por sua vez foi em busca do prejuízo e conseguiu igualar e ultrapassar o marcador em uma boa sequência de pontos, deixando o set extremamente equilibrado. Entretanto, no meio do set a equipe da capital mineira deslanchou no placar e com muitos erros de ataque do Praia Clube, o Minas fechou o primeiro set em 18 a 25.
No segundo set o Praia Clube voltou à quadra diferente do que apresentava. As meninas de Uberlândia, mais concentradas e em busca do empate em sets na grande final. Porém, na reta final do set, o time novamente abusou de errar, e mesmo com atuação impecável da ponteira holandesa Anna, não conseguiu parar os fortes ataques de Thaísa, Keisy e principalmente da Turca Neri Oszoy, que comandou a vitória no set por 22 a 25 em favor do Minas.
Se recuperando totalmente de erros de ataque, a equipe do Praia Clube aproveitou o mau momento da equipe do Minas. Em um set que começou equilibrado, o Praia Clube a comando de seu técnico, Paulo Coco, foi pro tudo ou nada e investiu em duas ponteiras, Tainara e Brayelin Martínez, que por sua vez, mudaram o set, vencendo por 25 a 22. E com show da dominicana Martínez anotando nove pontos no set e dando uma sobrevida a equipe de Uberlândia.
Mas no derradeiro set, o Minas liderou o quarto período do início ao fim, aproveitando de erros de recepção e ataque da equipe do Praia Clube. A equipe de Uberlândia tentou esboçar uma reação, porém, era tarde demais, e mais uma vez, Neri Oszoy chamou a responsabilidade, e com fortes ataques, liderou a equipe da capital mineira a importante vitória no primeiro jogo da final da superliga feminina de vôlei. Vitória no set por 25 a 22, e fim de jogo no Nilson Nelson. Praia Clube 1 x 3 Minas.
Final da Superliga de Vôlei – Vôlei Praia x Minas – Foto: Jonas Pereira/Distrito do Esporte
Segundo o treinador, alguns nomes já estariam acertados e em breve seriam anunciados. Pois bem, o atacante Romarinho, de 31 anos, foi o primeiro a ser confirmado, após apuração do Distrito do Esporte. O atleta foi vice-campeão do Campeonato Candango BRB 2022 e vice artilheiro da competição, com oito gols. Romarinho não entrou em acordo com a diretoria do Ceilândia e esteve sem clube desde o fim do campeonato local.
O bom filho à casa torna
Romarinho joga preferencialmente pelo lado esquerdo do campo, entretanto, também pode atuar como referência no ataque. Essa é a segunda passagem do atleta pelo clube de Taguatinga. Em 2017, assim como nessa temporada, o atacante se destacou com a camisa do Gato Preto e foi contratado pelo Brasiliense. No período em que havia permanecido no Jacaré, Romarinho ficou até 2021 e teve breves passagens por empréstimo na Portuguesa SP e no Crac/GO. Com a camisa amarela, o atleta foi campeão da Copa Verde em 2020 e campeão Brasiliense em 2021.
Agora, de volta, Romarinho se juntará a ex-companheiros de Ceilândia, como os volantes Tarta e Gabriel Henrique e meio-campo Cabralzinho. Feliz, por vestir novamente a camisa amarela, o atleta fala do seu retorno ao Jacaré.
“Estou bastante feliz em voltar. Aqui eu conquistei o título da Copa Verde, Candangão, fiz gols e espero, que, junto com meus companheiros, conquistar mais títulos e fazer mais uma vez história com a camisa do Jacaré”, destacou.
O atacante já está registrado no BID e a disposição do treinador Celso Teixeira para o restante das competições que o Brasiliense disputará nesta temporada (Série D e Copa Verde). A única partida que Romarinho não vai poder entrar em campo será o jogo de volta da Copa do Brasil contra o Atlético-MG, tendo em vista que já disputou a competição com a camisa do Gato Preto.
Uma das principais novidades da Série D do Campeonato Brasileiro de 2022, a bola da uhlsport começou a rolar nos gramados da quarta divisão no último fim de semana. Após alguns anos utilizando pelotas produzidas pela Topper, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) fechou contrato com a empresa alemã. Na primeira rodada de jogos, o novo material foi considerado diferente pelos jogadores.
Após os jogos de estreia na competição nacional contra Costa Rica e Anápolis, o Distrito do Esporte perguntou a opinião dos jogadores de Ceilândia e Brasiliense sobre a nova bola oficial da Série D. A principal avaliação dos atletas sobre o material de trabalho foi a leveza da redonda. A mesma pelota, inclusive, é utilizada na Ligue 1, a Primeira Divisão do Campeonato Francês.
O meio-campista Zotti, do Brasiliense, apontou a necessidade de um período de aclimatação com o novo material. “Não que a bola seja ruim, mas ela é diferente. Bem leve. Muito diferente com a que vínhamos jogando. Estamos naquele processo de adaptação. Inclusive, fiquei sabendo que ela é usada no Campeonato Francês, mas realmente é bem diferente mesmo”, avaliou o camisa 10.
Companheiro de elenco de Zotti no Brasiliense, o lateral-esquerdo Peu foi mais crítico e utilizou o mesmo critério de comparar a bola da uhlsport com a fabricada Topper costumeiramente utilizada no Campeonato Candango. “Muito leve. Não chega aos pés da bola do Candangão. Somos acostumados com um tipo de bola e mudar assim é muito ruim”, analisou o jogador do Jacaré.
Atacante do Ceilandia, Watthimem se deu muito bem com a bola do Candangão e marcou quatro gols em oito jogos no torneio. Ele também notou a leveza da pelo fabricada pela alemã uhlsport. “A bola é um pouco diferente, um pouco mais leve que as normais, mas dá para jogar numa boa. Não tem tanta interferência para uma disputa da Série D. É uma bola boa também”, considerou o atleta do Gato Preto.
Em processo de adaptação, os jogadores de Ceilândia e Brasiliense tiveram pouco tempo para treinar com a uhlsport. No meio de semana, nas derrotas por 3 a 0 nos jogos de ida da terceira fase da Copa do Brasil contra Botafogo e Atlético-MG, o material de trabalho foi produzido pela Nike, patrocinadora oficial da CBF e fornecedora dos principais torneios organizados pela entidade nacional.
Mesmo assim, a transição não deve ser grande problema para os próximos compromissos dos times candangos na Série D do Brasileirão. No sábado (23/4), o Ceilândia visita o Grêmio Anápolis, às 16h, no Estádio Jonas Duarte. No domingo (24/4), às 15h30, o Brasiliense recebe o Iporá, no Defelê. Os dois clubes do Distrito Federal buscam a segunda vitória na competição nacional.