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CBF irá liberar auxílio financeiro para árbitros e assistentes de futebol

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Foto: Reprodução

Por Lucas Espíndola

Todos sabem que o futebol brasileiro está parado devido a pandemia do Covid-19 (Coronavírus) e aqui no Distrito Federal não é diferente. Com a pausa nos campeonatos, as equipes têm buscado formas para conseguir pagar os jogadores e funcionários. Situação semelhante vive a arbitragem, mas a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) angariou auxílio para os árbitros e assistentes.

A CBF está concedendo um subsídio financeiro a arbitragem pertencente ao quadro nacional, devido a esta paralisação. Este auxílio consiste no adiantamento de uma taxa de arbitragem, que é calculada a partir do maior valor pago pela entidade para cada categoria correspondente.

Além disso, a Comissão Nacional de Arbitragem contribui também com atendimentos psicológicos, aulas teóricas através de videoconferência e diversas orientações para cada profissional manter o seu condicionamento físico duramente o período de quarentena. No aspecto físico, os cuidados estão sendo redobrados para garantir a boa forma.

Vale lembrar que a arbitragem de futebol no Brasil não é profissional. No “país do futebol” o integrante de arbitragem não possui salário fixo ou vínculo empregatício, diferentemente de alguns países europeus. A remuneração varia de acordo com o número de partidas que o mesmo é designado a apitar ou bandeirar, além da categoria em que é enquadrado.

Um árbitro pode ser enquadrado nos seguintes níveis:
– Federação estadual (FFDF)
– Confederação Brasileira de Futebol (CBF)
– Federação Internacional de Futebol (FIFA)

Árbitros
Christiano Gayo
Luiz Paulo da Silva Aniceto
Maguielson Lima Barbosa
Marcello Ruda
Rafael Diniz
Rodrigo Raposo
Savio Sampaio

Assistentes
Ciro Chaban
Cassia Fança
Daniel Henrique da Silva Andrade
Jose Reinaldo Nascimento
Kleber Alves Ribeiro
Lehi Sousa Silva
Leila Naiara da Cruz
Lucas Modesto
Lucas Toquarto Guerra
Marconi de Souza Gonçalo
Milton Alves
Renato Gomes Talentino

Coronavírus: GDF amplia decreto que proíbe eventos até 3 de maio

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Foto: Reprodução/Agência Brasil

Por Danilo Queiroz

O avanço da pandemia do novo coronavírus fez o Governo do Distrito Federal (GDF) apertar ainda mais o certo. Na noite desta quarta-feira (1º/4), o governador Ibaneis Rocha publicou um novo decreto que prorroga o isolamento social da população até 3 de maio. Com isso, todos os eventos esportivos também ficam suspensos até, no mínimo, essa data. A decisão abrange ainda qualquer atividade que exiga licença do poder público.

Com isso, o Campeonato Candango continuará sem uma data para ser retomado. Paralisado em 18 de maio, o torneio local concluiu praticamente toda a primeira fase, faltando apenas a realização do jogo entre Gama e Real Brasília, válido pela 10ª rodada. Na última rodada, os clubes precisaram jogar em centros de treinamento para impedir o avanço da doença.

Caso não aja nova prorrogação, o Candangão será retomado em 6 de maio, uma quarta-feira, o que totalizaria 49 dias de paralisação. No momento, os torneios de futebol da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) estão sem atividade por tempo indeterminado. No futebol feminino, Minas Brasília, que disputa a Série A1 do Campeonato Brasileiro, e Real Brasília, que joga a A2, seguem sem saber quando retornam a campo.

Com a incerteza do retorno dos jogos, algumas cicatrizes já surgem no Candangão. Na última terça-feira (31/3), o Formosa decidiu rescindir com todo elenco e comissão técnica para que os contratados pudessem sacar o Fundo de Garantia. A parceria entre Luziânia e Aruc também já sofre as consequências da paralisação.

No basquete, o Novo Basquete Brasil (NBB) decidiu que retornará a competição direto dos playoffs. Em 13º na classificação geral, o Universo/Brasília acabou eliminado com a medida. No vôlei, a Liga Nacional decidiu dar por encerrada a Superliga B e ceder o acesso para os dois melhores colocados na primeira fase. Com isso, o time feminino do Brasília Vôlei garantiu o acesso, enquanto o masculino continuará na segunda divisão.

Formosa rescinde contratos do elenco durante paralisação do Candangão

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Foto: Divulgação/Formosa Esporte

Por Bruno H. de Moura

Buscando auxiliar seus funcionários durante a crise provocada pela paralisação das atividades esportivas provocada pelo coronavírus, o Formosa Esporte decidiu rescindir todos os contratos de jogadores e comissão técnica. A decisão, tomada em comum acordo, teve motivações que estão relacionadas à saúde financeira do clube goiano e uma ajuda extra aos colaboradores da agremiação.

A informação foi confirmada ao Distrito do Esporte por Henrique Botelho, presidente do Formosa. O mandatário do Tsunami do Cerrado explicou ainda que as carteiras de trabalho dos contratados serão baixadas ainda nesta terça-feira (31/3). Após o trâmite, jogadores e comissão técnica poderão ter acesso aos valores depositados no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). “Dessa forma poderão ajudar suas famílias”, resumiu.

A liberação, porém, é provisória e não significa um adeus precoce do elenco que está disputando o Campeonato Candango e já tem participação garantida na segunda fase do torneio local. Ainda de acordo com Botelho, foi feito um acerto verbal para que todos retornem ao Formosa quando a situação for amenizada e o futebol volta à rotina. “Iremos gerar novos contratos para todos”, continuou o presidente.

Buscando solucionar os problemas provocados pelo período sem jogos e, consequentemente, sem diversas arrecadações, o Formosa está apoiando um movimento nacional de clubes que pleiteiam ajuda financeira à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para atravessar a crise. Liderando a ação em âmbito local, o Tsunami do Cerrado está acompanhado de Ceilândia, Ceilandense, Capital, Taguatinga, Unaí e Paranoá.

Antes da paralisação do Candangão, o Formosa garantiu classificação para as quartas de final da competição ao terminar a primeira fase em quarto lugar, com 19 pontos conquistados em uma campanha que contou com seis vitória, um empate e quatro derrotas. Com a posição, o Tsunami do Cerrado irá brigar por uma vaga nas semifinais com o Taguatinga.

Com endosso candango, clubes pedem auxílio à CBF durante paralisação

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Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Por Bruno H. de Moura, João Marcelo e Danilo Queiroz

Um dos maiores efeitos da paralisação das competições esportivas provocada pelo coronavírus, a queda de arrecadação vem causando preocupação em dirigentes, que já se movimentam para tentar amenizar a situação. Reunidos em conferências virtuais, centenas de clubes brasileiros formularam uma carta onde solicitam auxílio à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para poder sobreviver à crise do período sem jogos. Os pedidos são endossados por Formosa, Capital, Ceilândia, Taguatinga, Ceilandense e Unaí.

Destacando a responsabilidade de gerar mais de 7,5 mil postos de emprego no país, os clubes signatários reivindicam o pagamento mensal de R$ 75 mil durante dois meses para arcar com despesas e a isenção das taxas relativas às transações de registro, renovação e rescisão dos vínculos de atletas junto às federações locais e à CBF. A intenção dos organizadores é reunir 250 assinaturas. Na última versão a que o Distrito do Esporte teve acesso, 105 presidentes já haviam manifestado apoio.

Entusiasta do movimento, Henrique Botelho, presidente do Formosa, destacou a importância da união dos clubes. “Sem dúvidas a ajuda financeira da CBF como a casa do futebol brasileiro será importante pra garantir o sustento dos mais de 7.500 profissionais que trabalham nos mais de 200 clubes. Para o Formosa é crucial, pois não temos de onde tirar recursos para honrar os compromissos com os atletas, comissão técnica e pessoal de apoio”, explicou o mandatário do Tsunami do Cerrado.

Destacando a legitimidade do movimento, Ari de Almeida, presidente do Ceilândia, espera que a CBF tenha sensibilidade de analisar a proposta. “A iniciativa partiu de clubes da Série C e está pegando proporção nacional. Temos equipes, inclusive no DF, que têm um calendário a ser cumprido. São 45 dias parados que acarretam problemas. Tentaremos viabilizar um auxílio para que essas equipes consigam sanar a situação. Estamos mostrando que os pequenos estão se articulando”, explicou.

Procurados pela reportagem do Distrito do Esporte, Godofredo Gonçalves, presidente do Capital e Edmilson Marçal, do Taguatinga, também confirmaram a adesão de seus clubes à mobilização e apoio às solicitações feitas à CBF. O representante da Coruja, inclusive, ressaltou que o Formosa está encabeçando o projeto em âmbito local. Apesar de ter o nome na carta enviada à entidade máxima do futebol brasileiro, Elias Andrade, mandatário do Unaí, não confirmou a adesão, mas disse conhecer o teor dos pedidos.

Veja a carta enviada à CBF na íntegra

“Em conferência virtual realizada na tarde deste domingo, 29 de março de 2020, nós presidentes dos clubes abaixo relacionados pactuamos:

1 – A crise sanitária porque passa o Brasil em face da pandemia do Coronavírus é gravíssima com agudas consequências para todos os segmentos da sociedade, entre estes o futebol profissional;

2 – Os clubes brasileiros têm sido parceiros nas medidas de prevenção e combate ao coronavírus e consequentemente na preservação da vida e assim permanecerão adotando medidas baseadas na ciência seguindo orientação de profissionais de saúde, autoridades governamentais, sanitárias e instituições ligadas ao esporte;

3 – Os 250 clubes signatários desta carta, que disputam os campeonatos estaduais, todos com atividades paralisadas, são responsáveis por mais de 7,5 mil postos de trabalho diretos no país, razão pela qual reivindicamos apoio da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) no valor de R$ 75 mil mensais, por dois meses, para fazer face às despesas atinentes aos contratos em vigência;

4 – Isenção de taxas cobradas por Federações e CBF na inscrição de atletas, rescisões de contratos, taxa anual de clubes e outras taxas.”

Sem descartar ajustes, BRB mantém repasses de patrocínios esportivos

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Foto: Danilo Queiroz/Distrito do Esporte

Por Danilo Queiroz

As diversas agremiações esportivas do Distrito Federal e do Brasil que contam com o apoio financeiro do Banco de Brasília (BRB) tiveram um alento nos primeiros dias de paralisação das competições por força do avanço do novo coronavírus. Mesmo sem a exposição natural de sua marca, a instituição financeira da capital federal está mantendo os pagamentos de todos os contratos de patrocínio firmados.

Em contato com a reportagem do Distrito do Esporte, o BRB informou que está cumprindo os acertos em vigor de divulgação da marca em conformidade com as disposições contratuais. Ou seja, todas as agremiações que tinham valores a receber durante a paralisação de competições causadas pelo coronavírus não tiveram prejuízos em suas contas bancárias, o que causa um alento no período sem outras arrecadações.

No Candangão, o BRB anunciou sua marca nos uniformes de Capital, Luziânia, Paranoá, Ceilandense, Formosa, Taguatinga e Unaí. No basquete, a logo da instituição financeira é encontrada nas camisas de Universo/Brasília, Flamengo e Cerrado Basquete. Durante a Superliga B de Vôlei, os times masculino e feminino do Brasília Vôlei também expuseram o banco. Real Brasília Futsal e Minas Brasília também contam com o patrocínio.

Futuro será analisado

Apesar de garantir o cumprimento das obrigações já firmadas em contrato, o Banco de Brasília (BRB) deixou em aberto os meses que estão por vir. Questionado se planeja algum tipo de ajuste nos contratos já firmados com as agremiações esportivas, a instituição financeira ressaltou que vai aguardar o “momento oportuno para avaliar a necessidade de fazer eventualmente algum ajuste contratual”.

Efeito colateral: coronavírus atrapalha planos de Aruc e Luziânia

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Por Danilo Queiroz

A pandemia de coronavírus que avança ferozmente pelo mundo também não poupou o futebol do Distrito Federal. Desde meados de março, diversas decisões foram tomadas em relação ao Campeonato Candango. As principais delas foram a antecipação da última rodada, com os jogos realizados em centros de treinamentos, e a paralisação do torneio local por tempo indeterminado, o que colidiu no planejamento das equipes da disputa.

Um dos principais afetados é o Luziânia. No início de 2020, o time goiano quase ficou de fora do Candangão, mas acabou fechando uma parceria com a diretoria de futebol recém-ativada do Aruc, que forneceu os jogadores e comissão técnica que garantiram a classificação do azulino para a etapa mata-mata do torneio local. Após o fim da primeira divisão, praticamente todo o elenco disputará a Segundinha com o clube do samba.

É neste ponto que se encontra um dos maiores problemas da paralisação causada pelo coronavírus. Em entrevista ao Distrito do Esporte, o diretor de futebol Bruno Mesquita explicou que todo o elenco que está no Luziânia tem contratos registrados na Confederação Brasileira de Futebol (CBF) até 2 de maio. Depois disso, haverá a transferência para a Aruc. Agora, com a pausa, os planos ficam incertos.

“Nós fizemos um planejamento de toda a primeira fase e do mata-mata do Candangão. Nossos atletas estão inscritos pelo Luziânia no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF até 2 de maio. Depois, eles seriam registrados pela Aruc para a Segundinha. Nós não sabemos até quando vai durar essa situação. Teremos um desgaste financeiro com as taxas de prorrogação dos vínculos dos atletas”, destacou Bruno.

Segundo o diretor de futebol, a remuneração continua paga normalmente mesmo sem a disputa de jogos pelo Candangão. “O Candangão iria até 25 de abril e em 2 de maio nossos atletas voltariam a ter contrato com o Aruc de forma automática e começaríamos a pré-temporada para a Segunda Divisão. Agora não sabemos como iremos fazer isso. Teremos que fazer um novo planejamento”, continuou Mesquita.

A relação do Luziânia com os patrocinadores também acabou diretamente afetada, com as empresas que anunciam no clube realizando cortes nas verbas que eram destinadas ao clube. Atualmente, o time goiano estampa cinco marcas no uniforme. “Nossa parte no contrato com os patrocinadores é gerar visibilidade a eles. Com o campeonato parado, eles não têm esse retorno esperado”, finalizou.

Sozinho na Arábia, preparador físico de Brasília passa por toque de recolher pelo coronavírus

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Divulgação: Cobal

Por Bruno H. Moura

Há 17 dias Antônio Carlos só sai de casa para ir ao mercado e à farmácia. Distante mais de 11 mil e 500 quilômetros de sua esposa e filhos, o preparador físico do Al Khaleej Club (نادي الخليج بسيهات), time da cidade Saihat, é mais um candango atuante no futebol internacional a ser afetado pela pandemia mundial de coronavírus.

Conhecido do futebol candango por trabalhos em times como Brasiliense, Luziânia, Cruzeiro, Brasília, e, especialmente, na sua passagem pelo Sobradinho, Antônio Carlos, o Cobal, vive desde o início de 2019 na fechada Arábia Saudita.

“O clube Al Khaleej é da cidade chamada “saihat”. Como a cidade é bem pequena, assim como Taguatinga, eu moro em outra cidade do lado que se chama “Dammam”. 20 minutos de carro para o treino no clube do Al Khaleej”, conta à reportagem do Distrito do Esporte, direto do apartamento que mora em solo Árabe.

Campeonato local ainda não foi suspenso, mas jogos seguem adiados

O campeonato local não está oficialmente suspenso. Os organizadores das competições de futebol Arábia Saudita estão adiando as partidas do torneio, mas não decidiram, ainda, suspender o torneio, como se vê em quase todos os países da Europa e no Brasil. “O último dia de treinamento foi dia 14 desse mês depois parou tudo, treinos e jogos”, conta o preparador físico.

Como a competição está na reta final, ainda há esperança do retorno desta temporada. “Restam apenas 11 jogos para nossa equipe, já adiaram 3 jogos e nesta terça feira será o 4º jogo adiado. O campeonato que era para terminar em 27 de maio – se for continuar e dependendo de quando iniciar – pode até chegar em julho… sendo que julho já começa a pre-temporada para a outra temporada…”

O time de Cobal está na Divisão 1 local, algo semelhante à Série B do Brasileirão. No país, ainda há a Primeira Liga, que seria a Série A da Arábia Saudita e a Segunda Divisão, equiparável à Série C brasileira.

Divulgação: Cobal

Cobal não descarta retorno ao Brasil

O preparador físico candango tem contrato até o final dessa temporada e possui chances de renovação. “Nossa equipe é hoje o 14º colocado com um jogo a menos que os demais. Não temos mais chances de brigar pelo título, mas temos que tentar terminar em colocação melhor para pelo menos permanecer na Divisão 1 profissional”, fala ao DDE.

Longe de casa desde 2019, Cobal ainda pensa no que fazer. Para ele, financeiramente ficar na Arábia Saudita é a melhor das escolhas. O país, que tem um dos maiores produtos internos bruto de todo o mundo, garante segurança de trabalho e de dinheiro ao profissional. Porém, a distância de seus filhos e da esposa pesa na balança.

“Aqui é bom, mas é um pais muito fechado, diferente do emirados. Estou aberto a propostas. Tenho possibilidades de continuar com o treinador, mas para voltar pra cá termos que pensar direitinho porque ficar longe da família, o que pesa muito. E se for da vontade de Deus que assim seja. Porém, quero ficar perto da minha família. Se surgir uma coisa boa para mim no Brasil perto da família e amigos também é um caso a se pensar”, confidencia no início do entardecer Árabe.

Toque de recolher com horário marcado. Quem desrespeitar pode ser preso

A cultura árabe é muito diferente da brasileira. Com maciça presença dos princípios do islamismo e uma forte corrente do uaabismo no cotidiano local, o país é chamado de Terra das Duas Mesquitas Sagradas. É lá que fica a Mesquita do Profeta (em Medina) e a Grande Mesquita (em Meca). Diariamente, milhões de muçulmanos ao redor do mundo apontam suas orações para Meca.

Rígida na religião, a Arábia adotou um forte combate ao coronavírus. Os aeroportos estão fechados, há toque de recolher diário, apenas comércio essencial funciona. A expectativa dos comandantes da monarquia saudita é ampliar o escopo da quarentena neste momento para retornar, logo, à vida normal.

Segundo Cobal, há toque de recolher toda a noite, começando às 19h de um dia e terminando às 6h do outro. Algumas cidades do país inicial o toque de recolher geral às 15h. “Tem um multa caso a pessoa for pega andando na rua entre 19pm as 6:00 am. Tudo fechado aqui, academia, escolas, lojas, shopping, restaurante só entrega..delivery!”

Casos Covid-19

6 am ate’ 7 pm
Maioria do país

6 am ate’ 3 pm
Riyadh
Mecah
Medhna
Qadif 

“A polícia patrulha sim, até a prática de atividade física na rua está proibida por aqui em Dammam. A polícia fechou a cidade: não entra ninguém, e nem sai.”, afirma.

“Eles aqui são bem rígido com tudo…Aqui você não vê pessoas nas ruas como no Brasil…Aqui eles estão tomando providências para tentar voltar a normalidade em uns 25 dias”, contou ao DDE.

 

Brasileiros sofrem para voltar da Arábia Saudita

Enquanto isso, diversos brasileiros que estavam na Arábia Saudita não conseguem voltar para a casa. Os voos partindo e chegando no país foram cancelados ou reduzidos drasticamente a o país não se esforça em tirar de lá os estrangeiros.

A embaixada brasileira em Riad, capital da Arábia Saudita, segundo relatos, pouco estaria fazendo para auxiliar os viajantes do Brasil na Arábia. Até o momento, Portugal, Marrocos e Peru são os países com melhor desempenho na empreitada.

 

Arábia passa por crise política por conta do Petróleo*

Não bastasse o coronavírus, a Arábia Saudita é fortemente atingida em suas finanças por uma guerra de preço no barril do petróleo com a Russia. Aliada aos Estados Unidos, a monarquia Saudita lidera um cartel de controle de preços do barril e pediu para haver uma diminuição na produção pretolífica, o que desagradou fortemente o governo Russo de Vladmir Putin.

O líder Russo bateu de frente com os árabes e ampliou a produção de petróleo local. Enquanto isso, os investidores do mercado de petróleo se deparam com um cenário ruim tanto do lado da oferta quanto da demanda pela commodity.

O impasse marca o fim de uma parceria entre os países que estava em vigor desde 2016 e que ajudou a reequilibrar os preços do petróleo após as cotações atingirem os patamares mínimos de US$28/barril em janeiro daquele ano.

*com informações de Valor Econômico

Parado por coronavírus, NBB retomará temporada a partir dos playoffs

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Foto: Ricardo Bufolin/EC Pinheiros

Por Danilo Queiroz

O destino da temporada 2019/2020 do Novo Basquete Brasil (NBB) após a parada forçada que foi causada pela pandemia do novo coronavírus já está definido. Em reunião realizada via videoconferência nesta quinta-feira (26/3), clubes participantes, atletas e treinadores decidiram pela continuação da competição nacional. Ainda sem data, o torneio sera retomado a partir dos playoffs. Com isso, a primeira fase está encerrada.

A decisão, então, encerra precocemente a temporada do Universo/Brasília. Com 26 jogos disputados, a franquia candanga acabou na 13ª posição, uma abaixo da zona de classificação para a segunda fase do NBB, com 30,8% de aproveitamento. O time brasiliense tinha ainda mais quatro jogos válidos pela primeira fase contra Corinthians, Basquete Cearense, Unifacisa e Minas Tênis Clubes. Todos, agora, estão cancelados.

Segundo o regulamento da competição nacional, por ficarem nas quatro primeiras posições da classificação geral da primeira fase, Flamengo, Sesi Franca, São Paulo e Minas Tênis Clubes já estão diretamente nas quartas de final e esperam os vencedores dos confrontos de oitavas de final, que serão disputados entre Mogi x Bauru; Pinheiros x Paulistano; Corinthians x Unifacisa; e Botafogo x Rio Claro.

Na reunião que definiu o destino do NBB, o Universo/Brasília foi representado pelo armador Nezinho. Durante o encontro, o diretor do departamento técnico operacional da Liga Nacional de Basquete (LNB), Paulo Bassul, apresentou aos clubes diversas possibilidades para a continuidade do torneio. No entanto, todos optaram por aguardar para começar a debater o novo calendário, em função do quadro atual que se encontra o Brasil.

“O mais importante foi ver que o desejo de todos é de ir até o fim da competição e cumprir os compromissos estabelecidos com os parceiros e patrocinadores. Clubes, atletas e técnicos estão cientes do momento que o mundo está passando e estão dispostos a fazer o que for necessário para que consigamos chegar ao fim desta temporada do NBB da melhor maneira”, afirmou o presidente interino da LNB, Nilo Guimarães.

Lutadores brasilienses de MMA se adaptam à quarentena para manter o ritmo

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Reprodução: Instagram: Vicente Luque

Por Michael Nunes

Com a paralisação de todos os eventos esportivos no Brasil e em grande parte do mundo e com a recomendação de ficar em casa para toda a população, os lutadores brasilienses de MMA estão buscando treinos alternativos para não perderem o ritmo de luta.

Quem é atleta sabe que o corpo é a máquina de trabalho, principalmente no MMA, um esporte de alto rendimento individual. Ficar parado nessa quarentena é sinônimo de perder tempo e preparo. O lutador do UFC na categoria médio até 77 quilos, Vicente Luque, tinha um compromisso marcado no próximo dia 11 de abril em Portland, Estados Unidos. O Brasileiro lutaria contra o jamaicano Randy Brown numa luta de recuperação.

Segundo o atleta a companhia cancelou o evento e não tem uma data prevista para o combate. Para não ficar totalmente parado Luque vem treinando sozinho, ” Estou treinando em casa. Para manter o meu ritmo e o gás”, disse Vicente. O atleta sabe que nesse tempo de crise por conta da pandemia do novo Covid-19, é importante por mais que seja difícil manter o foco e a alimentação balanceado.

Atletas de UFC Brasília e Federal Fight mudam rotina

O UFC Brasilia foi no último dia 14, os atletas brasilienses Renato Moicano, Francisco Trinaldo e Rany Yahya, que entraram em ação, estão em período de treino mais leve até por causa da restrição médica.

Sem luta marcada, porém pensando em estar sempre preparado o atleta da Cerrado MMA, André Fisher, vem treinando em seu lar, ” estou treinando em casa na medida do possível. Faço sombrinha, flexão de braço, agachamento e movimentação”, disse Fisher.

O lutador inventou um “brinquedinho” para manter a distância e precisão do jab, golpe com em que um soco é dado com uma mão enquanto o outro braço fica de base. Fisher colocou uma bolinha em anzol grosso e colou no teto.

O Federal Fight, inicialmente marcado para abril, foi adiado para junho deste ano na capital federal. Anderson Carvalho que luta até 84 quilos está no card do Federal Fight. Com a quarentena, o lutador está com os treinos a todo vapor, “Não mudou em nada minha rotina. Fazendo base, movimentações, cárdio em dia e a dieta em dia. Continuar 100% com o foco e preparado”, finalizou Anderson.

Conheça o Muay Thai, o esporte que está crescendo cada vez mais no DF

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Foto: Divulgação/Liga Brasileira de Muay Thai

Por Ana Caroline Martins

Nascido na Tailândia, o Muay Thai é uma arte marcial com mais de dois mil anos de idade. Acredita-se que o desporto era um método de defesa pessoal usado por guerreiros tailandeses nos campos de batalha durante as inúmeras guerras que foram travadas ao longo da história da nação.

Apesar de ser um esporte muito antigo, o Muay Thai difundiu-se pelo mundo somente no século XX, proporcionando a todos os seus praticantes uma boa disciplina física e mental. O desporto que se caracteriza pelo uso combinado de punhos, cotovelos, joelhos, canelas e pés chegou ao Brasil no ano de 1979 através do Grão Mestre Nélio Naja e, desde então, tem ganhado cada vez mais destaque e adeptos.

O Muay Thai vem crescendo bastante no Distrito Federal e ganhando cada vez mais espaço no cenário das competições esportivas locais, nacionais e internacionais. Um destaque muito importante para esse crescimento, vem através da Liga Brasileira de Muay Thai Tradicional – LBMTT, criada em 2010, pelo Mestre Sandro Luiz, que promove tanto o ensino da arte marcial tailandesa, quanto eventos esportivos nacionais, regionais, estaduais, interestaduais e internacionais, como Sul Americanos, Pan Americanos e Mundiais.

Desde sua inauguração até os dias atuais a LBMTT vem realizando vários campeonatos a nível nacional e internacional. Dentre eles o que mais se destaca é a Copa do Embaixador, que acontece na embaixada da Tailândia e tem total apoio do país, considerado por tanto um evento oficial, pois tecnicamente acontece em solo tailandês. O campeonato vai para a sua terceira edição e recebe competidores de todo o Brasil e de alguns países das américas.

Graças a esse trabalho e empenho da LBMTT de dar visibilidade e suporte para o esporte, os atletas da modalidade tem ganhado espaço e reconhecimento em vários países, sendo convidados para diversos campeonatos dentro e fora do Brasil.

Coronavírus (COVID-19)

No ano de 2020 a Liga Brasileira de Muay Thai Tradicional, já estava com o seu calendário de competições anuais completo. Porém, devido ao novo Coronavírus, todos os eventos foram adiados. Mas para os atletas não desanimarem e não perderem o foco e o ritmo, serão realizadas aulas ao vivo no Instagram da LBMTT e do Mestre Sandro Luiz.