Início Site Página 597

Copa Jihon é suspensa e presidente da FCKDF não crê no retorno do desporto em 2020

0
Foto: Reprodução/Academia Shury-Kan

Por João Marcelo

Enquanto algumas modalidades esportivas traçam estratégias para a volta – ainda há exemplos de retorno -, outras continuam a ser suspensas e mantendo a incógnita de eventos no ano corrente. Inicialmente marcado para a segunda semana de junho, a Copa Jihon, que teria a terceira edição em Brasília, foi oficialmente suspensa pela Confederação Brasileira de Karatê (CBK). Procurado pela reportagem do Distrito do Esporte, o presidente da Federação Candanga de Karatê do Distrito Federal (FCKDF) se mostrou descrente quanto ao retorno do esporte este ano.

Nos dias 13 e 14 de junho, o Distrito Federal receberia a 3ª Copa Jihon. Porém, o evento foi suspenso pela CBK por conta do coronavírus. Uma nova data não foi anunciada e a dúvida paira se ocorrerá ou não esse ano. Assim como o torneio candango, o Open AABB Nacional de Karate (Aracajú/SE) e o Open CPN de Minas Gerais (Passos/MG) também foram suspensas pela confederação. Outras competições datadas a partir de julho ainda não foram suspensas, adiadas ou canceladas.

Foto: Reprodução/Confederação Brasileira de Karatê

Presidente da FCKDF não acredita no retorno das competições em 2020

Em contato com o presidente da Federação Candanga de Karatê do Distrito Federal, Gerardo Coelho, o mandatário disse que “esse ano é atípico, não acredito na volta do esporte este ano”. Gerardo mostrou preocupação quanto à curva crescente da pandemia. “Não tem como assegurar quando essa curva irá abaixar e isso atrapalha o rendimento dos atletas. Mesmo se tiver competições no fim do ano, os competidores não estarão preparados. Ninguém está treinando, fica complicado”, disse.

Ele ainda se mostra descrente quanto à realização das competições marcadas para 2021. “Todos os segmentos na área esportivas estão suspensos. O maior evento mundial, as Olimpíadas de Tóquio, foi remarcado para ano que vem e nem sabemos se realmente vai acontecer”, falou. Por fim, ele disse estar seguindo todas as recomendações dos órgãos competentes. “A WKF (World Karatê Federation) e a CBK nos informou para aguardar normalizar e estamos cumprindo”, finalizou.

Coluna do Gabruga #1: Na justiça e na bola – A épica classificação do Gama na Copa do Brasil de 2004

0
Foto: Renato Cassiano

*O texto a seguir é de inteira responsabilidade de seu autor. As possíveis opiniões e/ou conclusões nele emitidas não estão relacionadas, necessariamente, ao ponto de vista do Distrito do Esporte.

Por Gabriel Caetano*

O grande artilheiro da Copa do Brasil de um dos maiores clubes do Brasil manda a bola no travessão, aos 37 do segundo tempo. No rebote, seu colega de equipe ainda marca aquele que seria o gol da classificação. Porém, o artilheiro já havia tocado na bola antes, caracterizando o segundo toque, invalidando a jogada e desclassificando o clube, dando a vaga para uma equipe da terceira divisão.

Foi assim que o torcedor alvinegro viu a queda do Botafogo para o Gama, em pleno Maracanã, no dia 7 de abril de 2004. Depois de um 4 a 4 caótico no jogo de ida, o alviverde não sucumbiu e jantou o Glorioso em território inimigo, avançando às oitavas de final da Copa do Brasil.

Incrivelmente, esse roteiro dentro de campo não foi o “prato principal” e, como nas grandes epopeias, foi apenas o fechamento dramático e fantástico para coroar um herói – nesse caso, vários heróis.

Allan, lateral direito do Gama, estava irregular desde 2002 | Foto: Reprodução da Internet

Roteiro desenhando-se

A dramaturgia dessa história começou a se desenhar em 4 de fevereiro de 2004, em uma cidade do interior paranaense. Diante do Paranavaí (PR), o Gama teve uma partida difícil em um campo pior ainda, com mais areia do que grama. No final, nenhum dos times conseguiu sair do zero.

Com o apito final, o adversário paranaense já tinha sua cartada: Allan, lateral direito do Gama, não estava inscrito no Boletim Informativo Diário (BID) da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O clube paranaense apresentou denúncia, pedindo a exclusão imediata do clube candango por jogador irregular.

A vitória, unânime nos tribunais, veio no mesmo dia da partida de volta. Em campo, o alviverde não se deprimiu e engatilhou a ideia de que a única chance de classificação era a vitória – a derrota nos tribunais tinha sido apenas em primeira instância.

Em seu melhor estilo, o zagueiro-artilheiro Emerson marcou o primeiro, aproveitando cruzamento e cabeceando para o fundo das redes. Victor Santana e Bobby completaram a vitória: 3 a 0.

O advogado Fábio Franco, do clube paranaense, se baseou no Artigo 214 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) para apresentar denúncia. Naquela época, constava no artigo que o clube seria punido ao “incluir atleta que não tenha condição legal de participar da partida, prova ou equivalente”.

Artigo 214 (CBJD) – Incluir atleta que não tenha condição legal de participar de partida, prova ou equivalente.
Pena: perda do dobro do número de pontos previstos no regulamento da competição para o caso de vitória e multa de R$5,000,00 (cinco mil reais) à R$50.000,00 (cinquenta mil reais).

E o que seria “incluir atleta que não tenha condição legal de participar da partida, prova ou equivalente”?

Apenas o simples fato dele constar na súmula da partida ou o ato dele entrar em campo, seja como titular ou substituto?

Foi aí que o Gama mudou de estratégia.

Weber Magalhães (à esquerda) criticado pela torcida do Gama no “Caso Gama” de 2000, dessa vez ficou do lado alviverde. Fábio Simão (presidente da FMF, centro) e Paulo Goyaz (presidente do TJD-DF, à direita) se posicionaram a favor do alviverde e foram ao STJD, no Rio de Janeiro | Ronaldo de Oliveira/CB/D.A Press

Reviravolta nos tribunais; Heróis inglórios

O estudo para mudar a tática no recurso pedido pelo Gama foi feito por Paulo Goyaz, advogado do clube no “Caso Gama” e na época presidente recém-eleito do TJD-DF. Na nova contestação, a tese era que Allan não poderia ser considerado como “participante da partida”, pois não saiu do banco.

No dia 3 de março de 2004, o alviverde conseguiu um efeito suspensivo. O presidente do STJD, Luiz Zveiter, decidiu que a CBF não poderia marcar os jogos da segunda fase entre Paranavaí e Botafogo até que houvesse um julgamento final, marcado para o dia 11 de março.

O lobby do Gama para o julgamento no Rio de Janeiro tinha além de Paulo Goyaz e os representantes da diretoria alviverde, Fábio Simão, presidente da Federação Metropolitana de Futebol (FMF, atual FFDF) e Weber Magalhães, Secretário de Esportes e Lazer, na época.

Na briga entre Gama e CBF, quando era presidente da federação do DF, Weber foi acusado de omissão por torcedores e veículos de imprensa, chegando a receber críticas de diretores alviverdes por conta de “atitudes políticas” e desde então parte da torcida tinha “um pé atrás” com ele.

Chegou o dia 11 de março e o Gama deu outra goleada no Paranavaí. Em segunda e última instância, o STJD deu parecer favorável ao alviverde por 6 a 1.

Na volta ao DF, centenas de torcedores e até jogadores esperavam os cartolas no aeroporto. Ao desembarcar, Wagner Marques, Paulo Goyaz e até mesmo Weber Magalhães foram ovacionados pela torcida gamense. E quem diria, mesmo contestado por sua posição acuada em 2000, o então secretário Weber Magalhães foi um dos mais aclamados, recebido aos cantos da torcida Inferno Verde: “O Weber é da Inferno, ô, ô, ô, ô, ô”.

Sete anos depois, a torcida alviverde estaria praticamente chutando Paulo Goyaz e Wagner Marques, graças ao ostracismo atingido pelo clube em meio a gestão deles, principalmente por conta de problemas financeiros e polêmicas extracampo, como a negociação de jogadores e a venda da sede social. Daquele grupo, Weber Magalhães, atual presidente do Gama, é o único que ainda mantém prestígio com a torcida – mas já teve provas em seus primeiros anos de gestão no alviverde: se vacilar, o bicho pega.

Lacraram o Bezerrão, mas não conseguiram vencer

O clube paranaense não se deu por vencido e procurou a Justiça Comum, sendo o Procon da cidade de Paranavaí o autor da ação – clubes desportivos não poderiam entrar diretamente com ações na Justiça Comum.

No dia 24 de março, data da primeira partida entre Gama e Botafogo, os paranaenses chegaram a uma vitória, em primeira instância. A juíza Thereza Figueiredo Barbosa, da 1ª Vara de Precatórias do Distrito Federal, determinou às 14h34 o cumprimento da liminar cedida ao Procon de Paranavaí e exigiu que se lacrasse os portões do Bezerrão.

A resposta do alviverde foi correr até a sede da 1ª Vara de Precatórias do DF, no Setor de Rádio e TV Sul, para apresentar liminar concedida pela 1ª Vara Cível do Rio de Janeiro, garantindo a vaga do clube. Às 18h21, pouco mais de duas horas antes do previsto para o começo da partida, a juíza atendeu o pedido e determinou o cumprimento da decisão.

Agora era correr para deixar tudo pronto para a partida. Os lacres foram retirados e os portões abertos às 19h32. Os torcedores teriam menos de uma hora para correr até o Bezerrão, comprar ingresso e entrar no estádio.

Vitória triunfal

Como era de se esperar, o tumulto foi formado e até metade do primeiro tempo ainda havia torcedores entrando no estádio. Oficialmente foram vendidos 3.020 ingressos, mas o estádio estava lotado, a perspectiva pelo “olhômetro” era de um público de 10 mil presentes.

Graças a esse lacre e a incerteza de ter jogo ou não, fiquei fora da lista de gandulas – eu fazia escolinha no Jaime dos Santos, atrás do Bezerrão e por isso era gandula habitual.

Quase não vi o espetáculo também, meu pai pensou que não teria jogo. Como o prédio onde morávamos era ao lado do Bezerrão, ver o fluxo de pessoas indo ao estádio despertou a vontade do coroa e partimos ao alçapão. Ainda perdi uma parte, entrei bem na hora que o Emerson fez 2 a 1 para o Gama – e ainda era “cedo”, entrei aos 15 minutos do primeiro tempo.

O jogo, assim como toda a batalha judicial, foi emocionante. Alviverdes e alvinegros fizeram jus ao roteiro fora dos campos e deixaram a partida emocionante do começo ao fim. Ao final do primeiro tempo, foram cinco gols, duas viradas e vitória momentânea dos cariocas. Na volta do intervalo, o Gama teve de buscar o empate duas vezes para terminar o confronto de ida em 4 a 4. Rodriguinho, Emerson, Goeber e Victor Santana fizeram os gols alviverdes.

No Maracanã, novamente quem piscasse perderia um gol. Logo aos nove, Alex Alves abriu o placar para os donos da casa. Na saída de bola, o alviverde já buscou o empate, com Victor Santana. Aos 36, o Gama já vencia por 3 a 1 e os cariocas entraram em desespero.

O roteiro espetacular do confronto ainda tinha mais uma peculiaridade para apresentar. Depois de tanto atacar, o Botafogo teve sua chance de ouro aos 37 do segundo tempo, em cobrança de pênalti.

Alex Alves, artilheiro da Copa do Brasil, estoura uma bomba no travessão e ela volta para o atacante passar meio de barriga, meio de coxa, para Ruy Cabeção marcar o gol que seria a classificação carioca. O jogador comemorou – devia ter olhado para trás.

“Era o empate: não. Wallace Nascimento Valente (árbitro da partida) ouviu o assistente, ele lembrou que a trave é neutra, por tanto o segundo toque de Alex Alves na bola parava a festa do Botafogo e começava a do Gama”
Trecho de reportagem do Globo Esporte (TV Globo), 8 de abril de 2004.

Mais uma prova de duas frases bem conhecidas entre alvinegros cariocas e alviverdes candangos:

Tem coisas que só acontecem com o Botafogo e, claro, se não for sofrido, não é Gama.

*Gabriel Caetano é jornalista formado pelo Icesp. Pesquisador do futebol candango com foco na Sociedade Esportiva do Gama desde a adolescência, trabalhou como analista de comunicação e marketing do clube em 2019, tendo sido ainda diretor de marketing do Capital na reestruturação do clube, em 2018. Divide seu tempo entre curiosidades no Histórias do Gamão e a agência na qual é sócio, a RC Marketing Esportivo.

Covid-19: Federação de vôlei cria Fundo de Apoio financeiro a atletas

0
Foto: Divulgação/FIVB

Por Agência Brasil

A Federação Internacional de Vôlei (FIVB) criou um Fundo de Apoio para ajudar atletas de vôlei de quadra e vôlei de praia, impactados financeiramente em decorrência da pandemia do novo coronavírus (covid-19). Em nota oficial publicada ontem (26), a entidade explica que o auxílio será distribuído individualmente, com o objetivo de suprir as necessidades básicas de cada jogador ou jogadora, incluindo alimentação, cuidados familiares e moradia.

“A FIVB entende quanto tempo e dedicação cada jogador de vôlei e de vôlei de praia coloca em nosso esporte. Eles são o coração e a alma do voleibol e sem eles nosso esporte não seria o sucesso global que é. Também entendemos perfeitamente que, para alguns, o adiamento ou cancelamento necessário dos eventos da FIVB terá um impacto significativo em suas vidas cotidianas”, explicou o brasileiro Ary Graça, presidente da FIVB.

Na nota veiculada no site da entidade que rege o voleibol em todo o planeta, Ary Graça também ressaltou que a medida de auxílio financeiro aos jogadores da modalidade é encarada como um dever pela FIVB. “Portanto, é responsabilidade da FIVB continuar a apoiá-los de todas as formas possíveis, e é por isso que o fundo de Apoio aos Atletas foi criado”, finalizou.

As inscrições foram abertas ontem (26) e poderão ser realizadas no site da FIVB até 26 de junho. O candidato ao auxílio financeiro precisa preencher alguns requisitos, entre eles, não haver sofrido sanções em nível nacional e internacional, e ter cumprido as regras antidopagem. Todo o processo de avaliação e concessão da ajuda financeira será conduzido por uma comissão, composta por integrantes da FIVB.

Diretora do Brasiliense abre as portas para o Flamengo e diz ter o melhor CT do DF

0
Foto: Daniel Ferreira/Metrópoles

Por Bruno H. de Moura

O futebol do Distrito Federal está parado e, até o momento, a possibilidade de retorno dos jogos e treinos é algo distante. A nova secretária de esportes, Celina Leão, acha possível a retomada do esporte profissional 45 dias após a reabertura das academias no DF, que também não tem data certa.

Com os centros de treinamento vazios e os atletas se exercitando em casa se abre a oportunidade de outros clubes de outros lugares do país usarem a estrutura dos times candangos. O governador do DF, Ibaneis Rocha, e o presidente da república, Jair Bolsonaro, já ofereceram a capital federal para continuar o campeonato carioca.

Em entrevista ao jornal Correio Braziliense, a mandatária do Jacaré do papo amarelo, Luíza Estevão, afirmou que caso seja necessário as portas do CT do Brasiliense estão abertas ao Flamengo. “Existe essa possibilidade sim, claro!”, disse ao jornal Estevão.

Segundo a reportagem assinada pelo jornalista João Romariz, Estevão disse não existir problema em ceder o CT para o rubro-negro e completou que essa possibilidade se fortalece pelo Brasiliense ter a melhor estrutura do DF. “Por nosso CT ter a melhor estrutura de Brasília, e uma das melhores do país, existe uma preferência dos times de fora para utiliza-lo. E assim fortalecemos o futebol”, assentou.

Mas, tudo isso, vai depender da liberação dos órgãos estatais de saúde. “Claro, este ano é uma situação complicada, então antes que exista algum acordo, aguardamos um posicionamento do governo e dos órgãos de saúde, para liberação ou não dos treinos”, disse ao jornal.

Flamengo treinou no Brasiliense neste ano

Não seria a primeira vez que o rubro-negro usaria a estrutura do time candango. O CT do Brasiliense é velho parceiro de diversos times que vem jogar no DF. Corinthians, São Paulo, Fluminense, entre outras equipes já usaram a estrutura da equipe de Luiz Estevão.

Neste ano, o Flamengo utilizou todo o CT do Flamengo quando da final da SuperCopa do Brasil, contra o Athletico Paranaense, em fevereiro. Os ares do Jacaré deram sorte ao Flamengo. O time de Gabigol venceu os paranaense por 3-0 e venceram a competição.

Já o Athletico Paranaense foi recebido pelo Real Brasília.

Real Brasília faz ação solidária em prol da comunidade da Vila Planalto

0
Foto: Divulgação

Por Lucas Espíndola

A pandemia do coronavírus provocou uma imensidão de ações solidárias espalhadas pelo Distrito Federal, seja ela de times de futebol, equipes de outros esportes e até mesmo de atletas e pilotos da capital do país. Esse sentimento de empatia e acolhimento fincou no Real Brasília que, mais uma vez, promoveu uma ação de solidariedade.

No último domingo (24/05), o Leão do Planalto, juntamente com a banda de samba Coisa Nossa, assim como tinha feito anteriormente com um grupo de pagode, fez uma live em uma plataforma digital em prol da solidariedade, a fim de arrecadar donativos para ajudar as famílias mais necessitadas do Distrito Federal.

Nessa parceria do clube com a banda da capital, o Real Brasília ajudou a viabilizar a live do grupo com os custos da transmissão e produção do show no YouTube. Além disso, a equipe de futebol ainda doou um valor que será revertido em diversas cestas básicas, que serão entregues às famílias hipossuficientes da Vila Planalto.

Essa não é a primeira ação que o Real Brasília promove nessa quarentena. No dia 25 de abril, um sábado, a equipe auri-anil doou uma tonelada e meia de alimentos no show online do Menos é Mais, grupo de pagode de Brasília. Pelo lado do futsal, no dia 23 de maio, a equipe do DF participou da campanha Futsal Faz Bem.

Clique e saiba mais
Real Brasília doa 1,5 tonelada de alimentos em show online
Real Brasília Futsal participa da campanha “Futsal Faz Bem”
Nelson Piquet e Pedro Piquet arrecadam cestas básicas no DF
Luziânia se une à torcida em campanha de arrecadação de doações

Ao Distrito do Esporte, o diretor executivo Luís Eduardo Belmonte, falou sobre as ações solidárias e parcerias do clube. “O Real Brasília tem enraizado em seus fundamentos a beneficência. Desde dar oportunidade a um jovem ou uma jovem praticar um esporte que ama, até ajudar as famílias que tem necessidade. Quando apareceu essas oportunidades dessas parcerias, com o grupo Menos é Mais, com o Coisa Nossa ou Brasília Futsal, e qualquer outra que possa aparecer futuramente, o clube vai estar fazendo tudo que pode.”

“O Real Brasília fica muito feliz de ter recebido esses convites dessas bandas, do Menos é Mais, do Coisa Nossa. Essa nova parceria com o Real Brasilia Futsal tem rendido frutos excelentes e por causa disso o Real Brasília vai continuar com esses princípios bem fortes, com essa beneficência, e sempre que possível vamos estar auxiliando”, completou o diretor executivo.

Na live da banda Coisa Nossa, a camisa do Leão do Planalto ficou exposta durante todo tempo. A equipe de marketing do clube fez um vídeo especialmente para o show online, contando um pouco da história do time. Gustavo Pontes, assessor de marketing do Real Brasília, explicou o que fundamentou a ideia.

“O Real Brasília fez essas ações com esses grupos por eles serem de Brasília, assim como o clube. Como estamos buscando identificação com a cidade, buscamos apoiar artistas locais, assim como fizemos também no evento dos grafiteiros no Defelê”, detalhou Gustavo. Até o encerramento dessa matéria, a live da banda junto com o Real, ultrapassava 40 mil visualizações.

Todos os estádios públicos do DF estão inaptos para sediar jogos, diz relatório da FFDF

5
Fotos: Reprodução da Internet

Por Bruno H. de Moura

Aquilo que é de conhecimento quase que geral no futebol candango agora está atestado documental e oficialmente pela Federação de Futebol do Distrito Federal. Segundo levantamento da entidade que organiza o esporte no DF, todos os estádios do DF sob responsabilidade do GDF e de suas regiões administrativas não possuem condições administrativas de sediar jogos.

O relatório foi pedido pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios ainda em março. À época, o MPDFT deu 48 horas para a FFDF mandar as informações. Além disso, a nova secretária de esportes, Celina Leão, pediu ao presidente da entidade, Daniel Vasconcelos, o envio das informações. A ideia de Leão é reunir as informações para apresentá-las aos órgãos competentes e tomar providências a respeito da situação dos estádios. Nenhuma praça é de responsabilidade da FFDF.

A situação mais crítica é a do Rorizão em Samambaia. Casa dos times da cidade na segunda divisão do DF, a praça esportiva está embargada por ordem judicial e também não possui qualquer dos quatro laudos necessários. Na tabela prevista da “Série B” candanga de 2020, o estádio não foi anunciado para casa de Samambaia e Samambaense, que normalmente usam deste local.

Leia mais:

O Rorizão é um dos três estádios sob a batuta direta da Secretaria de Esportes do GDF, agora sob o comando de Celina Leão. Augustinho Lima em Sobradinho, sem nenhum laudo, e Bezerrão no Gama, com laudo de engenharia e condições sanitárias, também possuem pendências.

Estádio do Gama também tem problemas com laudos

Casa do líder do Candangão 2020, o Bezerrão está com laudo de Segurança e Prevenção e Combate a Incêndio e Pânico vencidos. Estes são os laudos emitidos por Polícia Militar e Corpo de Bombeiros. Como o Distrito do Esporte já publicou, os dois órgãos são os que mais arranjam burocracia e motivos para não liberar as praças esportivas do DF.

Já o laudo de Engenharia, Acessibilidade e Conforto tem validade até 20/01/2021, enquanto o laudo de Condições Sanitárias e de Higiene findará em 23/01/2021.

Apenas um estádio das administrações regionais tem algum dos 4 laudos obrigatórios

De 8 estádios de responsabilidade das RAs, somente o Serejão possui algum dos 4 laudos necessários para sediar partidas. O laudo de Engenharia, Acessibilidade e Conforto da arena que recebe jogos do Brasiliense valerá até 14/01/2021. Os demais três laudos não estão dentro da validade.

Em outra ponta, Adonir Guimarães (Planaltina), JK (Paranoá), Abadião (Ceilândia), Metropolitana (Núcleo Bandeirante), Ninho do Carcará (Cruzeiro), Cave (Guará) e Chapadinha (Brazlândia) não possuem nenhum dos quatro laudos.

Praças do entorno e particulares tem todos os requisitos

Se os estádios do governo não têm laudos, as praças do entorno usadas nas competições do DF e sob administração privada possuem plena condição de uso.

Serra do Lago (Luziânia), Diogão (Formosa) e Urbano Adjunto (Unaí), todos de fora do território candango, apresentam liberação vigente, sem prazo nos laudos autorizativos. As três podem receber partidas à noite, pois os estádios tem sistema de iluminação.

Mané Garrincha (Arena BSB) e Defelê (Real Brasília) também sanaram os quatro laudos obrigatórios e podem receber, tranquilamente, jogos com público. Porém, o Defelê ainda não tem iluminação para partidas online.

O relatório foi divulgado pelo portal DF SPORTS+ e confirmado pela reportagem do Distrito do Esporte com a Federação de Futebol do Distrito Federal.

 

Luziânia se une à torcida em campanha de arrecadação de doações

1

Por Danilo Queiroz

A onda de solidariedade para ajudar às famílias mais necessitadas durante a pandemia do novo coronavírus chegou até mais um clube participante do Campeonato Candango. No próximo fim de semana, o Luziânia irá se unir à Torcida Força Azul, principal organizada de torcedores do clube, para realizar uma campanha de arrecadação de alimentos não perecíveis, máscaras e itens de higiene e limpeza.

Batizada de “A União faz a Força”, a campanha será realizada no sábado (30) e domingo (31). Nos dois dias, membros da Força Azul estarão recebendo as doações de 8h às 11h no Ginásio de Esportes de Luziânia, localizado na Rua 1. Todos os donativos arrecadados serão repassados à famílias que passam por situações de dificuldade no município goiano e em regiões próximas.

<iframe src=”https://www.facebook.com/plugins/post.php?href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Ftfazl2006%2Fposts%2F930635650714881&width=500″ width=”500″ height=”753″ style=”border:none;overflow:hidden” scrolling=”no” frameborder=”0″ allowTransparency=”true” allow=”encrypted-media”></iframe>

“Em tempos de crise não existe cor, bandeira, nem uniforme. Somos todos um só contra o coronavírus. Sabemos que as condições estão difíceis para todos, mas vamos juntar forças e ajudar quem precisa nesse momento. Junte-se com a Força Azul e o Luziânia e venha marcar esse gol de placa contra a pandemia”, diz a postagem oficial da campanha no Instagram oficial da organizada.

Caso os moradores da cidade não consigam entregar suas doações diretamente no Ginásio de Esportes nos dias de mutirão organizados pela Força Azul, a torcida disponibilizou cinco contatos de membros (veja detalhes no fim da matéria) que irão organizar a retirada dos donativos onde for possível para o doador. “Juntos venceremos mais essa batalha”, convoca a torcida.

Campanha A União faz a Força – Torcida Força Azul e Luziânia
Quando: sábado (30) e domingo (31), de 8h às 11h
Onde: Ginásio de Esportes de Luziânia
Objetivo: arrecadar alimentos não perecíveis, máscaras e itens de higiene e limpeza para doação
Contatos para retirada alternativa: Santiago (61) 98223-8551 | Emerson (61) 98445-1548 | Marcus (61) 99869-5957 | Luis (61) 98198-4425 | Ingredy (11) 99204-8659

Com o NBB parado, Gui Santos e Gui Bento mantém tratamento de lesões no Universo/Brasília

0
Gui Santos - Foto: Divulgação/Universo Brasília

Por Bruno H. de Moura*

Após uma temporada conturbada, marcada por graves problemas financeiros, desempenho abaixo das últimas temporadas e incontáveis problemas no departamento médico, o Universo Brasília encerrou o ano 2019/2020. De olho na próxima temporada do NBB, 2020/2021, o time segue recuperando os seus atletas acometidos por fraturas e entorses.

Esse é o caso dos jogadores Gui Bento e Gui Santos, que seguem em recuperação das lesões sofridas durante a última temporada do basquete brasileiro. O NBB foi encerrado por causa da pandemia de coronavírus.

Nos últimos dias, Bento e Santos realizaram uma série d exames na Capital Ressonância Magnética, empresa parceira do time. Sob a batuta do dr. Estevam José Guimarães, médico da Clinor, outra patrocinadora do Universo, os jogadores avaliaram a evolução da recuperação de suas lesões.

Segundo o fisioterapeuta do Universo Brasília, Carlos Ewbank, o processo recuperatório está dentro do previsto. Gui Santos, que sofreu a mais grave lesão da última temporada, uma ruptura do tendão patelar da perna direita, fez uma série de exames de imagem. Já Gui Bento, acometido por uma entorse no joelho esquerdo, também foi examinado pelo corpo clínico dos parceiros do time do DF.

“Está tudo dentro do protocolo. Em sessenta dias, deverá ser avaliado novamente e, se estiver aprovado, será direcionado a realizar exercícios em quadra”, avaliou Ewbank sob a recuperação de Gui Santos. Segundo ele, Gui deve voltar a disputar partidas no mês de novembro, quando o NBB, inicialmente, já teria recomeçado os trabalhos.

Sobre Gui Bento, Carlos acredita que em 2 meses ele poderá voltar às quadras. “Ele está bem, se recuperando e iniciou trabalhos com bola. A nossa previsão é que ele esteja liberado já em julho”, avalia Carlos Ewbank.

*Com informações da ASCOM do Universo/Brasília

Com Real Brasília Futsal, Liga Nacional será transmitida pela TV Brasil

3
Foto: Reprodução/TV Brasil

Por Danilo Queiroz

Os amantes do futsal receberam uma ótima notícia relacionada à próxima temporada da Liga Nacional de Futsal (LNF). Depois de mais de uma década, a competição voltará a ter seus jogos veiculados em um canal aberto de televisão. Desta vez, a emissora responsável pelas transmissões será a TV Brasil. A parceria foi confirmada pela entidade máxima da modalidade no país durante a noite da última sexta-feira (22/5).

As partidas da principal divisão do futsal brasileiro serão transmitidas sempre nas manhãs de domingo, às 11h. A novidade também irá beneficiar os fãs candangos da modalidade, já que, neste ano, o Real Brasília Futsal irá disputar o torneio nacional. Devido à pandemia do novo coronavírus, que paralisou os principais torneios esportivos ao redor do planeta, a competição ainda não tem data para ter bola rolando.

“Voltar a ter os jogos transmitidos na TV aberta democratiza ainda mais o futsal, pois atinge um público que não acompanha pela TV a cabo e também não tem o hábito de assistir por streaming. Desta forma, conseguimos ter um ciclo completo de transmissões, em todas as regiões do país. O alcance da LNF aumenta muito” comemorou Alexandre Rollin, coordenador de comunicação e marketing, ao site da LNF.

Além da TV Brasil, a Liga Nacional de Futsal (LNF) também tem suas partidas transmitidas na TV Fechada pelo SporTV. Na internet, as partidas são levadas ao público ao vivo pela LNFTV, canal oficial da entidade. Com a chegada da emissora do Governo Federal, quem tiver acesso aos três meios de comunicação poderá acompanhar todas as partidas que acontecerem na próxima temporada.

A nova parceria também foi comemorada pelas ganhos financeiros que pode trazer. “Sob a visão de negócio, a LNF cresce a cada edição, aumentando sua arrecadação e patrocinadores. Fruto do aumento do seu alcance aos diversos perfis de público que se identificam com o futsal. Com a transmissão de 100% dos jogos já em 2020, a tendência é que este crescimento siga evoluindo cada vez mais”, continuou Rollin.

Jogadores comemoram acerto

A novidade das transmissões em TV aberta também foi bem recebida por jogadores e demais integrantes dos times que irão disputar a próxima temporada do torneio. Técnico do Magnus, finalista da edição em 2019 e campeão da Liga como jogador, Ricardinho afirmou que o acerto é uma estímulo para todos os profissionais que estão envolvidos na realização da competição.

“Parabéns à LNF. É de suma importância para o público apaixonado pelo futsal. Quanto mais conseguirmos levar o esporte a mais pessoas, melhor. Cada vez que aumenta o público, aumenta a nossa responsabilidade em levar o entretenimento para quem está assistindo. Para as empresas que apoiam o esporte, isso também é fundamental, pois estimula a capacidade de investimento de patrocinadores”, discursou.

TV Brasil fará esquenta com jogos históricos

Engana-se quem pensa que o futsal levará tempo para aparecer na tela da TV Brasil. Com a ausência de jogos ao vivo, a emissora decidiu entrar na onde de reprises de partida importantes da última temporada da LNF. A ação começará já a partir deste domingo (24), às 11h (dia e horário que se tornarão oficiais da modalidade em canal aberto), com a veiculação de Corinthians x Jaraguá.

Confira os Canais da TV Brasil em todo o país:
NET: 531
Claro TV: 9
Sky: 23
Oi TV: 20

Canais abertos
Brasília – DF
Canal 2.1 – Digital

Exclusivo: ex-dono e atual presidente do Capital travam batalha na Justiça pela venda do clube

0
Foto: Divulgação/Capital

Por Bruno H. de Moura e João Marcelo 

Às vésperas do início do Candangão 2020, uma ação judicial poderia ter balançado as estruturas de um dos favoritos à fase final do torneio. Há dois meses do início da competição local, uma ação judicial pedia o pagamento de uma dívida de milhares de reais ou a devolução da propriedade de um time ao antigo dono.

Segundo apurou o Distrito do Esporte com exclusividade, o antigo dono do Capital Futebol Clube e empresário, Ademilton Ricardo da Silva, mais conhecido como Pavão, foi à Justiça cobrar R$ 362.173,12 de Godofredo Gonçalves, atual sócio majoritário e presidente da coruja.

Ao DDE, Godofredo diz que o valor remanescente está sendo usado para quitar dívidas deixadas por Pavão no CNPJ do Capital, especialmente com jogadores, e que o abatimento das dívidas no valor do negócio foi acordado na assinatura do contrato entre as partes. Já Pavão quer receber a parcela contratual com juros que quase dobram o montante inicial.

Pagamentos em dinheiro e dívida do ano passado

Na ação judicial, distribuída em 08 de novembro de 2019, Pavão afirma que vendeu parte das suas quotas do clube e a totalidade das de sua filha para Godofredo por R$ 600.000,00, a serem pagos em 3 parcelas de R$ 200.000,00 cada. Na soma final, Godofredo ficou com 80% do time e Pavão com 20%. A filha de Ademilton saiu da sociedade.

Na cláusula segunda do contrato particular de cessão de quotas societárias ficou acordado que a primeira parcela seria quitada em novembro de 2018, a segunda em julho de 2019 e a última em julho de 2020. Pavão está cobrando apenas a segunda parcela, de R$ 200.000,00, que venceu em julho do ano passado.

Pavão juntou recibos do pagamento da primeira parcela dos duzentos mil. R$ 151.000,00 foram transferidos da conta de Godofredo e outros R$ 49.000,00 foram pagos em espécie. Porém, a segunda parcela não teria sido saldada. Somente R$ 10.000,00 foram “aleatoriamente” repassados, na palavra de Pavão. Por isso, o empresário entrou na Justiça contra seu sócio.

Rescisão contratual ou pagamento da dívida

Além de pedir a quitação da dívida, Pavão requereu a rescisão do contrato com a devolução do clube ao seu comando, o que é previsto no acordo firmado entre as partes. Entre os motivos apontados, um deles foi a montagem e a proximidade do início do campeonato. A ação foi ajuizada em novembro de 2019, mas ainda não teve a citação de Godofredo para se defender no processo ou pagar a dívida.

Após uma discussão formal sobre o juiz competente para julgar o processo, em março deste ano, a 19ª Vara Cível de Brasília determinou que Pavão escolhesse qual o pedido principal da ação: pagamento da parcela em mora ou rescisão contratual. O empresário desistiu da rescisão e solicitou a quitação da dívida, hoje, segundo ele, em R$ 362.172,12.

Parcela do negócio quita dívidas antigas

A reportagem procurou o atual sócio majoritário do clube, Godofredo Gonçalves. À reportagem, o presidente do Capital afirmou que não repassou os R$ 190 mil para Pavão por estar usando esse valor para pagar dívidas trabalhistas e com fornecedores do clube ainda do período em que Pavão e sua filha eram os únicos donos.

Segundo Godofredo, pelo menos 10 ações trabalhistas de ex-jogadores cobram salários, FGTS, INSS, do período pré-negócio. Em uma dessas reclamações trabalhistas, quatro jogadores pedem R$ 342.000,00 para o Capital Futebol Clube por vínculos pré-2018. A reportagem teve acesso ao processo e pode conferir que as admissões desses atletas foram feitas antes do contrato ser assinado, mas algumas rescisões são de depois.

Outras ações já foram arquivadas, após acordos entre a atual diretoria e os antigos funcionários. Os atletas iniciaram sua atuação ainda sob a batuta societária de Pavão.

Segundo a cláusula quarta do contrato de transferência de quotas, cabe ao cedentes – Pavão e sua filha – as dívidas trabalhistas, salariais e tributárias auferidas antes do negócio, e aos cessionários aqueles advindas após o acordo. Por fim, prevê o documento que o valor do negócio pode ser utilizado para abater dívidas antigas não saldadas. É essa cláusula que Godofredo está utilizando para não passar a parcela de Julho de 2019 para Pavão.

clausula contratual a que a reportagem teve acesso

O que dizem as partes

Procurado, Godofredo afirmou que não tem problema em pagar Pavão, mas antes quer saldar as dívidas antigas vinculadas ao CNPJ do time, como prevê o contrato. O empresário afirmou que notificou, por diversas vezes, Pavão da dívida, mas que o antigo proprietário se recusou a pagar por não reconhecer a pendência.

Já o antigo proprietário falou com a reportagem por ligação. Ele informou que era melhor procurar seu advogado, pois não queria saber nada de Godofredo, nem falar sobre este assunto. Ao ser informado das alegações de dívidas antigas por parte de Godofredo, Pavão disse que “ele não é juiz para ficar travando compra” e que “ele prova na justiça” as alegações de dívidas antigas.

A reportagem procurou o advogado de Pavão no processo. O jurista disse que só falaria com autorização expressa de seu chefe. Procurado e informado da condição de seu advogado, Pavão apenas respondeu com “blza, abs”.