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Modalidades esportivas solicitam reaberturas graduais de atividades

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Foto: Divulgação/Secretaria de Esporte

Por Danilo Queiroz

Após o Governo do Distrito Federal (GDF) iniciar a flexibilização das práticas esportivas durante a pandemia do coronavírus, federações de diversas modalidades esportivas de Brasília começam a articular os seus retornos. Primeiro, no início de junho, quem teve autorização para voltar a funcionar foram os parques e espaços de lazer. Na última sexta-feira (26/6), os clubes de futebol puderam retomar seus treinos.

Para isso, as associações e as federações esportivas devem elaborar seus planos e entregar diretamente à Secretaria de Esporte e Lazer (SEL), que fará esse encaminhamento à área responsável. Atualmente, tramita o pedido da Federação de Futebol do Distrito Federal (FFDF) que, em parceria com os clubes, organizou um documento com orientações para a volta do Campeonato Candango, que foi suspenso em março.

Todos os pedidos também ser enviados pelo e-mail [email protected]. “Estamos abertos ao diálogo com todas as modalidades esportivas e recebendo suas solicitações. Somos sensíveis às demandas, mas também estamos atentos à curva de contaminação do coronavírus. Trabalhamos arduamente para que tudo seja realizado com muita segurança, sem colocar vidas em risco”, explicou a secretária de Esporte, Celina Leão.

Até o momento, seguindo medidas sanitárias e de segurança contra a propagação da Covid-19, as Federações Brasiliense de Tênis, de Canoagem, de Desportos Aquáticos e a de VA’A Canoagem, Remo e Vela Adaptada já submeteram seus planos de retomada à SEL/DF. Todos eles serão analisados pelo comitê de crise, que determinará se há possibilidade ou não de funcionamento.

Além das federações, o Clube de Golfe Brasília, a Associação Brasileira de Academias, a Escola de Match Point, a Liga Brasileira de Muay Thai e a Liga Esportiva das Categorias de Base de Brasília também pleitearam o retorno das atividades ao enviarem às autoridades de saúde do governo local seus planos de segurança com as normas que irão adotar para previnir os frequentadores do coronavírus.

Conselho deliberativo do Flamengo aprova patrocínio do BRB ao rubro-negro

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Foto: Júlia Mesquita

Por Michael Nunes

Enfim o acordo do novo patrocínio do BRB com o Flamengo foi assinado. Nesta segunda-feira (30/6), o conselho deliberativo do rubro-negro aprovou, em votação online o acordo. Um ponto a ressaltar foi o recorde de votantes nas deliberações do clube, alcançada nesse pleito.

A parceria vai render aos cofres rubro-negro pelo menos 32 milhões, por ano. O acordo é de três anos, tendo a possibilidade de se estender por mais dois. Flamengo e BRB serão parceiros em uma plataforma financeira digital, com 50% de divisão nos lucros superiores a 64 milhões.

O pagamento será anual e dividido em três parcelas. O primeiro montante de 11 milhões será repassado no dia 10 de julho de cada ano, a outra parcela em 10 de novembro e a última em 10 de março do ano seguinte.

A marca do BRB será utilizado pelo atual campeão da Libertadores nos uniformes de jogo, treino, agasalhos e camisas de viagem, além de ser vista nas placas em dia de jogos, no CT do Ninho do Urubu e nos banners das coletivas de empresas.

A logo do banco candango será exposta na parte nobre da camisa. Um ponto válido é que será apenas a identidade visual da entidade financeira sem o dizeres Banco Regional de Brasília. O patrocínio master estará em cor branca no uniforme titular, preto na camisa dois e verde florescente na camisa número três, que tem a cor cinza chumbo.

O BRB também vai usar os jogadores do clube em duas campanhas publicitárias anuais. A marca já vai ser estampada no uniforme do rubro-negro na próxima quarta-feira no jogo válido pela Taça Rio entre Flamengo e Boa Vista. A partida também estreará as transmissões oficiais de jogos do clube profissional na Fla TV.

Sondados para torneio preparatório, Gama, Brasiliense e Real foram barrados pela FGF

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Foto: Divulgação/Secretaria de Esportes

Por Bruno H. de Moura

Três dos mais importantes times do futebol contemporâneo do DF quase participaram de um torneio preparatório com times de Goiás e do Mato Grosso. Gama, Brasiliense e Real Brasília foram sondados e chegaram a receber convites dos organizadores da competição para disputar o preparatório.

A mini competição tem à frente os ex-jogadores Márcio e Lino que viram uma boa oportunidade de movimentar o cenário esportivo nesse período de pandemia. As partidas não teriam público, respeitaria recomendações básicas de distanciamento e serviria para aquecer os times para torneios nacionais de 2020.

Os dois organizadores pensavam, inclusive, em agilizar a transmissão por televisão das partidas, o que geraria verba para quitar as despesas com os jogos. Em entrevista ao jornal goiano O Popular, o ex-goleiro Márcio confirmou que procurou  Gama, Brasiliense e Real Brasília para saber do interesse dos times em integrar as equipes participantes. O Cuiabá também foi procurado e demonstrou interesse.

Porém, a ideia de equipes de fora de Goiás participarem do torneio foi barrada pela presidência da Federação Goiana de Futebol. Segundo apurou o Distrito do Esporte, o presidente da entidade, André Pitta, travou a possibilidade de ampliar os participantes para além de Goiás, por questões de translado e logística, já que as equipes teriam de se deslocar entre estados.

A reportagem confirmou que Gama e Brasiliense demonstraram efetivo interesse no torneio. As duas equipes competirão na Série D de 2020 – ainda não confirmada – e na Copa Verde  – também no limbo -.

Torneio preparatório para competições nacionais

Goiás e Atlético Goianiense na Série A, Vila Nova na Série B e Goiânia na Série D seriam as únicas equipes a jogar o preparatório. O torneio serve para as equipes criarem ritmo de jogo e fortalecimento muscular das equipes. Porém, após o lockdown intermitente decretado no estado vizinho, há grandes chances do torneio ser adiado para o final do ano.

A tendência é que o campeonato goiano de 2020 só volte em dezembro e termine no próprio mês. Os times do interior foram praticamente todos desmantelados e a solução aventada resolveria outra questão. Com o retorno em dezembro, as equipes do interior e da capital teriam elenco para emendar com o Goianão 2021, já em janeiro.

Goiás e o Distrito Federal, que no início da pandemia tinham sintonia de atuação entre seus líderes, vivem momentos díspares. Enquanto Ronaldo Caiado tenta fechar o estado para segurar a desestruturação do sistema de saúde pública de Goiás, Ibaneis Rocha disse ao jornal Estado de S. Paulo que vai abrir todo o DF e que começará a tratar a doença como uma gripezinha qualquer.

Lockdown intermitente em Goiás pode impedir reinício do Candangão

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Arte: Danilo Queiroz/Distrito do Esporte

Por Bruno H. de Moura e Danilo Queiroz

A decisão de decretar lockdown no estado de Goiás pegou de surpresa a diretoria dos dois times goianos no Candangão 2020. Formosa e Luziânia têm sede, estrutura, elenco, torcida e patrocínio no estado vizinho, mas disputam a elite do futebol do Distrito Federal.

A reportagem do Distrito do Esporte apurou que Formosa e Luziânia ficaram em problemática posição. Com a decisão, as equipes não devem poder voltar aos treinamentos nas próximas semanas. Os clubes não teriam como se preparar para os confrontos das quartas-de-final do Candangão, previstos para o dia 22 de julho.

O decreto do governo do estado orienta o fechamento dos municípios por 14 dias, com 14 sequenciais de abertura, e voltar o fechamento por mais 14, reiniciando o ciclo. Nesse método, a volta aos treinos e jogos no estado seriam descartados.

Formosa pode “mudar” para o DF

4ª melhor equipe da primeira fase e adversário do Taguatinga nas quartas-de-final, o Formosa não tem ideia de como fará. Segundo Henrique Botelho, presidente da equipe, a medida coloca o time “numa sinuca de bico”. “Esse negócio pegou todo mundo de surpresa. Eu já estava indo na secretaria de saúde para apanhar os testes, agora nós estamos num beco sem saída. Eu vou ter de discutir uma solução aqui, provavelmente nós vamos ter de treinar no DF”, disse o presidente à reportagem.

O Formosa não descarta vir se preparar em território Candango. Porém, os altos custos com a medida, tanto de alojamento de toda a comissão e atletas, quanto do aluguel de algum CT e estádio, podem impedir a ideia do clube. “Com certeza será nosso maior adversário”, afirmou Botelho.

Luziânia diz que não aceitará reinício do campeonato sem tempo para treinar

Outra equipe afetada pelo lockdown intermitente, o Luziânia viu o decreto como alarmante para sua posição. O clube, que vem passando dificuldades desde a pausa, especialmente com a renovação de elenco e quitação salarial, diz não ter condições de se deslocar completamente para Brasília. Segundo Bruno Mesquita, diretor de futebol da agremiação, o decreto muda 100% o planejamento.

“Para a gente, sem o lockdown, já estava complicado por Luziânia tem um decreto que vai até 30 de julho. Não tem como fazer nada antes disso. Tentamos conversar com a prefeita Edna para liberar de forma extraordinária, mas ela está levando no banho maria e nada. É inviável ir para Brasília porque temos que alugar um clube para treinar. É fora de cogitação”, contou à reportagem.

Os clubes finalistas do torneio haviam decidido recomeçar a competição no próximo dia 18, com os jogos de ida das quartas-de-final já no dia 22. Contudo, sem possibilidade de treinar em sua cidade, o Luziânia não vai aceitar a volta da competição. “Não vamos abrir mão e também não vamos aceitar começar o campeonato. O planejamento feito inclui três semanas de treinamento e não vamos aceitar um dia a menos. Na reunião eu expliquei a situação. Disse que se retomassem o campeonato eu não ia conseguir jogar. Brasiliense e Real Brasília se comprometeram a nos ajudar, mas até agora não conseguimos”, sacramentou Mesquita.

Decreto de Caiado será adotado em Formosa. Luziânia aguarda prefeita.

A medida adotada pelo governador Ronaldo Caiado se baseou em um estudo da Universidade Federal de Goiás. Segundo a UFG, com o atual nível de isolamento no estado, Goiás não teria mais leitos de UTI disponíveis em duas semanas e o sistema de saúde entraria em colapso entre 8 e 15 de julho.

O lockdown interminente do decreto estadual não necessariamente vincula os prefeitos, que tem autonomia para decidir como cada cidade se comportará, se com mais ou menos abertura ou se fechará por completo.

Segundo a rádio Lance FM e o portal Foca Lá, ambos de Formosa, o prefeito da cidade, Gustavo Marques, já anunciou que adotará o modelo proposto pelo governador. Serviços básicos e essenciais serão mantidos, mas o comércio e outras atividades secundárias não serão permitidas pelos próximos 14 dias.

 Ainda não se sabe qual comportamento a prefeita de Luziânia, Edna Aparecida, seguirá. A mandatária está em Goiânia para se reunir com o governador ainda hoje.

Entenda como funciona o Lockdown intermitente de Ronaldo Caiado

O governador Ronaldo Caiado disse em coletiva nesta segunda-feira (29/6) que seu decreto instituirá um lockdown intermitente até setembro. Nesse modelo, haverá fechamento total por 14 dias e abertura pelos próximos 14, de maneira intercalada. Fecha 14, abre 14. Os pesquisadores da UFG estimam três cenários: tudo como está, com taxa de isolamento em 36%; lockdown absoluto por três meses, prevendo taxa de isolamento em 55%; e, por último, um cenário intermediário, intercalando a maior e a menor taxa.

Caso a terceira opção – proposta – seja efetivamente adotada, uma média de 8.360 pessoas devem ser salvas de morrer em decorrência da doença. Além disso, o governo conseguiria atestar aonde é possível uma maior abertura e onde deve-se apertar a medida. Caso nada seja feito, 18 mil mortos devem entrar na estatística do estado de Goiás.

Bezerrão recebe vistoria de força-tarefa instituída pelo GDF

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Foto: Divulgação/Secretaria de Esporte

Por Danilo Queiroz

O estádio Bezerrão, no Gama, foi o primeiro palco esportivo a receber a visita da força-tarefa que irá levantar os problemas dos equipamentos públicos do Distrito Federal. Na manhã desta segunda-feira (29/6), a arena recebeu representantes da Secretaria de Esporte e Lazer do Distrito Federal (SEL/DF) Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros, da Defesa Civil e da Vigilância Sanitária, que analisaram toda a estrutura.

Constituída pelo Governo do Distrito Federal (GDF) em 17 de junho, o grupo de trabalho terá a missão de levantar todas as melhorias que precisam ser feitas para deixar os estádios candangos com condições de uso. A principal meta é resolver todas as pendências que costumam emperrar a emissão dos laudos de segurança, documentos necessários para que os equipamentos recebam público nos eventos.

Atualmente, as autorizações são emitidas por evento, o que acaba criando alguns empecilhos. Na atual temporada, o Gama teve dificuldades de liberar o Bezerrão para a partida contra o Brasil de Pelotas, que foi válida pela Copa do Brasil. O alviverde só teve a certeza de que poderia abrir os portões para os torcedores do clube algumas horas antes da bola rolar pela competição nacional.

Clique e saiba mais:
– Todos os estádios públicos do DF estão inaptos para sediar jogos
– Augustinho Lima e Bezerrão: veja como arenas estão durante a pandemia
– Abrigando alojamento, Abadião recebe cuidados diários durante pandemia
– Prometido para a Copa do Mundo, estádio do Cave ainda não foi entregue
Força-tarefa do GDF fará inspeções de estádios nesta semana

Segundo a SEL/DF, entre os itens analisados nas visitas estão segurança, acessibilidade, conforto, prevenção de acidentes e combate a incêndio, assim como condições sanitárias e de higiene. Cada estádio – composto de espaços como gramado, pista de atletismo, arquibancadas, áreas de lançamento e saltos, tribunas – requer um conjunto de ações em diferentes níveis para que se coloquem em condições de receber eventos.

No Gama, o secretário Executivo de Futebol, Paulo Victor, participu da ação representando a Secretaria de Esporte, coordenadora da força-tarefa. “As vistorias técnicas estão sendo feitas. Iremos fazer as melhorias possíveis para que possamos dar continuidade ao Candangão, a princípio sem a participação do público. Acredito que daqui para frente, com essa nova gestão, teremos condições de melhorar muito os nossos estádios”, disse.

Com a possibilidade de retomada do Candangão ainda em julho, os estádios que estão recebendo jogos encabeçam a lista de prioridades nos trabalhos. “Nossas prioridades são Bezerrão, Abadião, Serejão e Augustinho Lima, já que são os estádios que estão brigando no torneio e o Gama e Brasiliense, que vão disputar a série D”, destacou Paulo Victor. As arenas de Taguatinga, Ceilândia e Sobradinho serão as próximos vistoriadas.

Seguindo o calendário de visitas divulgado na última semana, a força-tarefa irá nesta terça-feira (30/6) ao Abadião, em Ceilândia. Em seguida, na quarta-feira (1º/7), será a vez do Serejão, em Taguatinga, receber a análise do grupo de trabalho do GDF. Na quinta-feira (2/7), o local que será vistoriado pelo grupo de órgãos públicos será o Augustinho Lima, em Sobradinho.

Estádio mais utilizado durante a primeira fase do Campeonato Candango, o Bezerrão abrigou 13 partidas que tiveram mando de jogos com mando de campo de Gama e Capital. A tendência é que o local, que tem capacidade para receber 20.310 torcedores, também seja palco da partida que marcará o retorno da competição local entre o alviverde e o Real Brasília, mas sem a presença de público.

Brasiliense e Rafael Donato acertam rescisão e zagueiro deixa o clube

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Foto: Reprodução/Brasiliense FC

Por João Marcelo

No primeiro dia de treinos após o governador Ibaneis Rocha autorizar o retorno das atividades dos clubes de futebol do Distrito Federal, o Brasiliense contou com uma baixa, o zagueiro Rafael Donato. O defensor e o clube acertaram a rescisão nesta segunda-feira (29/6), já publicada no Boletim Informativo Diário (BID) da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O Jacaré agora conta com quatro opções na zaga.

O zagueiro foi contratado pelo clube candango em novembro do ano passado, visando as competições na atual temporada. O atleta vestiu a camisa amarela em sete oportunidades, somando as duas competições em que o Brasiliense disputou neste ano, Candangão (em andamento) e Copa do Brasil (clube candango já eliminado). Com a saída, o técnico Márcio Fernandes terá Badhuga, Bruno Oliveira, Preto Costa e Naylhor como opções no sistema defensivo.

Ainda sem clube de destino, Rafael Donato, atualmente com 31 anos, começou sua carreira no Botafogo, clube alvinegro carioca, nas categorias de base. Ainda jogou na base do Palmeiras e no Audax Rio-RJ, quando se profissionalizou. Do clube carioca, seguiu rumo ao Bahia, depois Cruzeiro, Criciúma e Joinville, antes de se transferir para o clube português União Madeira. Antes de desembarcar no Distrito Federal, ainda vestiu a camisa do Al-Kawkab, equipe da Arábia Saudita.

Treinos autorizados

Depois de ser notificado, na última sexta-feira (26/6), pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) por descumprir recomendações de não realizar treinamentos, o Jacaré voltou hoje (29/6) aos treinamentos, dessa vez com consentimento do Governo do Distrito Federal (GDF). O Decreto do governador Ibaneis Rocha autoriza a retomada de treinos dos clubes de futebol do DF, desde que sejam feitos os testes do coronavírus de forma semanal.

Clique e saiba mais
FFDF envia protocolo de segurança do Candangão ao GDF; veja detalhes
MPDFT notifica clubes do DF que estão treinando durante pandemia
Brasiliense registra primeiro caso de Covid-19 entre atletas do DF
GDF publica decreto liberando treinos de clubes no Distrito Federal

No Dia do Orgulho LGBTQI+, zagueira do Cresspom conta como é ser lésbica nos campos do DF

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Foto: Reprodução/Instagram

Por Bruno H. Moura e João Marcelo

Há 51 anos o silêncio foi rompido. Em resposta a uma violenta invasão a um bar LGBT na cidade de Nova York, centenas de gays e simpatizantes tomaram as ruas da maior cidade norte-americana para falar, aos quatro cantos, que não aceitavam os abusos, xingamentos e a mais enraizada homofobia da Polícia de Nova York. A revolta de Stonewall marcou o início de um movimento de ruptura com a aceitação pacífica do preconceito pela orientação sexual. Um basta foi dito.

Após o dia 28 de junho de 1969, todos os anos, nos EUA, a comunidade LGBTQI+ se reúne em espaços públicos para mostrar o orgulho de ser quem é, sem medo, receio e investido de muita coragem. Em todas as classes sociais, de todos os credos, e de todas as profissões e atividades, homossexuais, bissexuais, não binários, transsexuais, assexuais, entre outras vertentes, vestem suas cores e brilham nas ruas de todo o país.

Nesse dia importantíssimo para a aceitação de quem e como somos, o Distrito do Esporte conversou com a zagueira do Cresspom, Camila Santos. A atleta relatou o machismo no futebol, os xingamentos que já ouviu das arquibancadas, as dificuldades diárias de ser lésbica assumida e a cor da pele. Ainda citou o apoio familiar, que sempre houve e como seus pais foram importantes em sua criação.

Mesmo com o crescimento do futebol feminino, a defensora ainda enxerga um machismo no desporto. “No esporte que eu pratico ainda existe aquele pensamento de que é esporte pra homem aqui no Brasil, nós da modalidade sempre vamos sofrer nem que seja um preconceito disfarçado”, disse. A jogadora ainda relatou fatos que eram corriqueiros nos campos. “Já passei constrangimentos da torcida gritar “sapatão” para nós. Hoje em dia não escuto mais pelo fato das leis estarem bem rígidas a respeito disso”, disse Camila.

Dentro de casa, Camila sempre contou com o apoio de seus familiares. “Minha família aceitou (a homossexualidade), pois sempre me apoiaram em tudo que eu fazia e faço, sempre respeitando princípios éticos, apesar da gente ser de família humilde. Meus pais sempre me instruíram a honestidade e caráter em primeiro lugar, então minha homossexualidade não foi rejeitada. Até porque isso não define caráter de ninguém”, disse a zagueira do Cresspom.

 

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Camila ainda mencionou um fato em uma consulta dentária. “Uma vez, um dentista no consultório me perguntou o que eu praticava e eu disse: futebol. Em seguida me perguntou se eu era lésbica, eu disse que sim e aí me falou: “você joga futebol, é lésbica e negra, não deve ser nada fácil sua vida, hein?”, perguntou o médico.

“Eu disse que isso, todos os dias, me faz ser forte. Pois quando eu entro em campo e represento mulheres, mulheres que apanham de homens, mulheres que são mães solteiras como minha mãe, mulheres pobres e pretas, porém fortes. Eu represento todas as meninas da minha cidade, Cataguases, em Minas Gerais”, disse a orgulhosa cidadã mineira.

Temporada 2020/2021 do NBB tem data prevista para seu início

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Basquete - NBB
Foto: Divulgação/Unifacisa

Por João Marcelo

Os amantes do basquete brasileiro terão que esperar mais alguns meses para ver a bola laranja subir nas quadras do Brasil. Desde 15 de março, quando foi paralisado o NBB 19/20 por conta da pandemia do coronavírus, não há jogos oficiais. As equipes disputantes definiram não ter mais competição e o torneio atual foi encerrado sem campeão. E em reunião do Conselho de Administração da Liga Nacional de Basquete (LNB) na última quinta-feira (25/06), ficou definido que em novembro iniciará a nova temporada.

Os clubes acertaram a data para 14 de novembro, um sábado. Três meses antes será o prazo final para a negociação dos direitos associativos das equipes. Em 30 de agosto, a entrega da documentação, comprovando poderio financeiro e precisando da aprovação do Conselho. Além disso, precisa da validação do Livro de Dívidas – apresentar certidões mostrando regularidades com a comissão técnica e jogadores na temporada anterior – para participar da edição.

O mês seguinte será para o anúncio dos clubes participantes e demais aspectos. Em 4 de setembro, a lista com os clubes aprovados nos pontos citados anteriormente. O regulamento também será divulgado nesta data. E por fim, em 15 de setembro, a tabela com os jogos. Porém, todas essas datas podem ser mudadas de acordo com o controle da pandemia. A LNB criou uma Equipe Multidisciplinar para tratar de todos as questões referentes ao Covid-19 e suas implicações.

Outro fator já foi definido para a nova temporada do basquete brasileiro, o número de estrangeiros. Herança do NBB 2019/2020, quatro atletas de fora do Brasil poderão ser inscritos na competição. Na temporada anterior, segundo estudos da LNB, as equipes tiveram apenas 2,88 de média de atletas em seus elencos. O Universo Brasília, equipe representante da capital federal na elite do basquete, não tinha nenhum inscrito em seu elenco na última edição.

 

Após Decreto do GDF autorizar, presidentes de clubes planejam volta aos treinos

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Por Bruno H. de Moura, João Marcelo e Danilo Queiroz

A relação entre clubes e GDF parece que entrou numa sinergia como há muito não se via. Após criarem um protocolo de retorno das atividades em parceira entre times e secretaria de esportes e a pressão de torcidas organizadas levar a um compromisso público de patrocínio das equipes locais, o governo do DF, horas após o MPDFT manifestar contrariedade com o retorno de treinos, publicou decreto que autoriza treinos presenciais e coletivos das equipes.

Diretamente, os mais beneficiados pela medida são os clubes de futebol. A reportagem do Distrito do Esporte foi atrás dos dirigentes dos times candangos que estão em atividade para saber como a medida influencia em seu planejamento.

No Brasiliense a expectativa é de retorno breve após a edição da autorização pelo GDF: “vamos voltar o quanto antes, Seguindo o protocolo de segurança proposto no decreto”, disse a diretora do time, Luíza Estevão. A Boca do Jacaré já recebeu atividades de seus jogadores nessa semana, o que causou insatisfação do MPDFT.

Presidente do Real Brasília, Luís Felipe Belmonte não compreendeu o trecho do decreto que determina 2 metros de distância entre todos os envolvidos nas atividades. “Só não entendi essa de distanciamento mínimo de 2 metros. Como os jogadores irão treinar? Se um estiver com a bola ninguém poderá chegar perto dele? Não entendi essa parte, até porque se todos estão testados e liberados estaremos em ambiente seguro.”

No Capital Clube de Futebol tudo deve voltar no dia 1º de Julho. A equipe, que foi flagrada treinando nessa semana, tem todos os protocolos prontos para o retorno e os atletas testaram negativo para a doença. “Vamos voltar sim. Nossa programação está para inciiar os treinos dia primeiro. Então nós vamos manter tudo normal”, disse Godofredo Gonçalves, presidente do clube.

No Minas Brasília, equipe candanga na principal divisão do futebol feminino do Brasil, a ordem é cautela. “Vamos avaliar todos os pontos do decreto. Até hoje, nossa preocupação é o bem estar e saúde das atletas. Vamos avaliar as exigências do decreto e do Ministério da Saúde. É preciso ter todos os cuidados de prevenção. Para o futebol feminino, vamos agir com cautela, pois temos que ter uma previsão de retorno das competições”, afirmou Nayeri Alburquerque, uma das fundadoras do time.

Homero Santarelli do Sobradinho Esporte Clube afirmou que ainda não sabe como será o procedimento de volta do time, mas que “assim que for liberado vamos voltar. Estamos no aguardo”.

Os presidentes de Luziânia e Formosa Esporte não foram consultados, pois as regras de autorização para o retorno dependem das prefeituras municipais das duas cidades, e não de autorização do Governo do Distrito Federal. A reportagem não conseguiu contato com o presidente do Taguatinga.

Procurado por dois dos repórteres dessa matéria, o presidente do Gama, Weber Magalhães, não respondeu aos contatos, por whatsapp e ligação telefônica, da reportagem.

GDF publica decreto liberando treinos de clubes no Distrito Federal

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Arte: Danilo Queiroz/Distrito do Esporte

Por Danilo Queiroz, João Marcelo e Bruno H. Moura

Horas depois de o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) repreender Brasiliense e Capital por treinarem durante a pandemia, o governador Ibaneis Rocha publicou um decreto autorizando a retomada dos treinamentos por parte das agremiações esportivas. Repleta de regras, a decisão foi publicada em edição extra do Diário Oficial na noite desta sexta-feira (26/6).

Segundo o decreto, fica autorizada a “retomada de treinamentos dos clubes de futebol profissional do Distrito Federal”. Entre as regras, os times terão que testar todos funcionários para detectar o novo coronavírus antes de retomar as atividades nos centros de treinamento. A decisão diz ainda que a detecção deverá ser repetida pelas agremiações de forma semanal.

Os profissionais envolvidos no dia a dia dos clubes terão que respeitar distanciamento mínimo de 2 metros. Além disso, o uso de máscaras deverá ser obrigatório, exceto para os atletas que estiverem treinando no gramado. O GDF disse ainda que profissionais com mais de 60 anos ou portadores de deficiência não devem participar das atividades que serão realizadas nos centros de treinamento.

Uma rígida rotina de proteção também deverá ser seguida nos CTs. Os médicos, fisioterapeutas e demais profissionais deverão sempre usar equipamentos individuais de proteção no contato com os atletas. Na entrada, todos os funcionários e demais profissionais que adentrarem nas dependências destinadas às atividades deverão ter a temperatura corporal aferida.

Em casos suspeitos ou confirmados da doença, os clubes deverão iniciar um isolamento social de 14 dias, com monitoramento e testagem de quem tiver tido contato próximo com o paciente. Cada clube deverá ainda manter um registro de casos suspeitos, testes realizados e diagnósticos confirmados com análise periódica das informações.

Nos dias de treinos, os clubes não poderão liberar a presença de público. Além disso, será obrigatório disponibilizar álcool em gel nas dependências. Banheiros e demais locais do clube higienizados e com suprimentos suficientes para possibilitar a higiene pessoal dos profissionais e demais frequentadores. Por fim, o uso de bebedouros não poderá ser feito nas dependências.

Clubes querem retomar Candangão em julho

Em reunião realizada em junho, os clubes classificados para as quartas de final do Campeonato Candango decidiram retomar a competição em 18 de julho. A data foi definida após a Federação de Futebol do Distrito Federal (FFDF) elaborar o protocolo de segurança que foi enviado para o GDF. Se for autorizado pelo governo, o torneio teria suas finais realizadas em agosto.

Veja o decreto na íntegra