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Após participar de racha no Noroeste, subsecretário de Esporte do DF é detido

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Foto: Divulgação/CBMDF

Por João Marcelo 

Recém-nomeado ao cargo de subsecretário de convênios e parcerias da Secretaria de Esporte e Lazer do DF, Wesley Wenisgton Vieira dos Santos foi preso na noite do último domingo (05/07). O servidor participava de um racha que acabou com o acidente de seu “desafiante” no Noroeste. O jovem, identificado como Pedro Luca Lima Gabriel, de 22 anos, está internado no Hospital de Base após sofrer fraturas em seu corpo.

Wesley, que estava em uma Mercedes-Benz C-200, disputava um racha com Pedro, que pilotava um Audi A4 Avant. Os dois corriam na SQNW 307, no Noroeste por volta das 22h. Pedro perdeu o controle de seu veículo, após colidir com o de Wesley, e capotou por diversas vezes. O servidor do GDF fugiu do local, mas se apresentou à 2ª Delegacia de Polícia, na STN 916, na Asa Norte, cerca de uma hora e meia depois do acidente para prestar esclarecimento e foi preso logo em seguida.

Em nota, enviada ao portal Metrópoles, a Secretaria de Esporte disse que “aguarda a apuração dos fatos sobre o envolvimento do servidor Wesley Wenisgton Vieira dos Santos no acidente de trânsito para tomar as devidas providências”. Em seguida, o órgão enviou nova manifestação informando que Wesley Wenisgton foi nomeado na última sexta-feira (3/7), mas ainda não havia tomado posse. “O ato será tornado sem efeito até a apuração dos fatos.”

Porém, o nome de Wesley Wenisgton foi publicado no Diário Oficial em 1º de julho, última quarta-feira. O servidor foi nomeado para exercer o Cargo de Natureza Especial, Símbolo CNE-02, de Subsecretário, da Subsecretaria de Convênios e Parcerias, da Secretaria de Estado de Esporte e Lazer do Distrito Federal (SEL/DF). Também consta no site da SEL/DF, com última atualização em 2 de julho às 11h15, seu nome na Secretaria de Convênios e Parcerias.

As últimas informações davam conta de que Pedro Luca, que era morador de Águas Claras, sofreu fratura exposta no tornozelo esquerdo, fratura na costela direita, pneumotórax e corte na cabeça. Já Wesley Wenisgton não sofreu lesões graves.

Com Brasileirão em vista, Minas Brasília marca volta aos treinos

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Foto: David Penna/Minas Icesp

Por Danilo Queiroz

Após o Governo do Distrito Federal (GDF) autorizar a retomada dos treinamentos dos clubes locais e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) definir a volta da Série A1 do Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino para 26 de agosto, o Minas Brasília, representante candango na competição nacional, marcou o retorno das atividades do departamento de futebol para 17 de julho.

Neste dia, o elenco das minas irá se reunir no Minas Brasília Tênis Clube para dar início ao protocolo obrigatório de segurança para a retomada. O primeiro passo será a testagem de todas as jogadoras, comissão técnica, dirigentes e demais funcionários que atuam no dia a dia do clube. Casos positivos serão afastados das atividades, isolados e terão acompanhamento do departamento médico.

No comunicado de retorno publicado em seu site, o Minas Brasília destacou que “continuará adotando medidas de prevenção: higienização de mãos, uso de máscara, etiqueta respiratória, bem como evitar aglomerações nos seus domicílios e fora do clube para proteger os demais membros do time e, principalmente, resguardar a família de nossas atletas e profissionais do dia a dia do clube”.

O Minas Brasília não entra em campo desde 14 de março, quando goleou a Ponte Preta por 7 a 0 no estádio Bezerrão, no Gama. Na ocasião, a partida não contou com a presença de público. Dias depois, a CBF suspendeu o torneio com a quinta rodada ainda em andamento. Desta forma, o retorno, em 26 de agosto, ocorrerá com a realização das três partidas que ficaram pendentes do certame.
Com isso, a primeira partida do Minas Brasília no retorno da competição nacional ainda terá a data oficializada pela CBF. O adversário da 6ª rodada será o São Paulo, com as brasilienses atuando como visitantes. O primeiro jogo em casa aconteceria somente na 8ª rodada diante do Palmeiras. Com seis pontos ganhos, o time do Distrito Federal ocupa atualmente o 10º lugar na tabela da Série A1.

Trio que deixou o Gama representa 1/4 dos gols e cartões da equipe na temporada

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FOTO: GABRIEL MESQUITA/ASCOM GAMA

Por Lucas Espíndola

Com o campeonato candango paralisado desde o dia 19 de março, exatamente há 109 dias, devido a pandemia do novo coronavírus, clubes do Distrito Federal e entorno vêm perdendo alguns atletas para outras equipes. Nem o líder do torneio escapou da egressão de jogadores. Nomes importantes da Sociedade Esportiva do Gama tiveram suas saídas confirmadas, surpreendendo negativamente toda a torcida alviverde.

No ano de 2020, o alviverde possui 43 gols em 11 jogos disputados, 10 pelo Candangão e um pela Copa do Brasil. Ao todo, Luquinhas, Tarta e Balotelli marcaram 10 gols para o Gama neste ano, um pouco menos de 25% dos tentos anotados pelo periquito na temporada. Com a saída desses atletas, o melhor ataque do Candangão perde um pouco do seu poderio ofensivo. O levantamento foi feito pelo Distrito do Esporte.

Luquinhas tem melhor desempenho individual entre os ex-Gama

O primeiro desses jogadores a sair foi o volante Wallace, mais conhecido como Tarta. Considerado por muitos um ídolo, após ótimas atuações no ano passado e no Candangão deste ano, o jogador chamou a atenção do Juventude, clube gaúcho que disputará a Série B do Brasileirão em 2020. Depois do anúncio do adeus, a torcida gamense  lamentou a saída do ídolo.

Mas não é para menos. Neste ano, com a camisa alviverde, Tarta teve atuações de gala. Na primeira rodada do Candangão, o volante marcou duas vezes diante do Taguatinga, em duas cobranças de falta. No clássico verde amarelo, o volante também marcou um golaço, cobrando uma falta magistral no final da partida. Além dos gols, o meia leva na mala duas assistências, diante do Sobradinho e Brasil de Pelotas.

Outro nome importante que deixou o Gama foi o atacante Luquinhas. O ex camisa sete alviverde marcou seis gols no ano de 2020. Além disso, Luquinhas fez uma ótima dupla com Tarta, que serviu o atacante com duas assistências. O dianteiro fez seu primeiro gol diante do Sobradinho, no estádio Augustinho Lima. Também obteve uma excelente participação contra o Ceilandense, marcando dois gols.

Contra o Luziânia, Luquinhas deu sua única assistência na goleada de cinco a um no Serra do Lago. Na mala de Balotelli, mais um que deixou o alviverde, o volante irá levar um gol. Antigo dono da camisa número cinco, Wagner Balotelli marcou um tento com o uniforme gamense, contra o Paranoá. O último nome que saiu do periquito foi o goleiro reserva Rafael Copetti, fechando o quarteto de atletas importantes que deixaram a equipe.

Tchau gols, tchau cartões.

Com a saída do trio goleador, além dos gols irem embora, também se foi um grande número de cartões recebidos pelos atletas enquanto atuavam com a camisa alviverde. Contando todos os jogos do Gama na temporada, o periquito foi penalizado com 24 cartões ao todo, uma média de 2,18 por cada partida disputada em 2020.

O quarteto que deixou o clube foi responsável por seis desses cartões recebidos. Essas penalizações representam exatamente 25% das punições, um número muito alto para poucos atletas. O volante Tarta foi o jogador que mais cartões recebeu, três durante toda a temporada. O meia foi penalizado diante do Taguatinga, Ceilândia e Capital, cumprindo suspensão no jogo contra o Luziânia.

O segundo mais punido foi outro volante, Wagner Balotelli. Durante o ano de 2020, o atleta viu duas vezes a cor do cartão. O primeiro foi no clássico contra o Brasiliense, e o segundo contra o Capital, no empate em dois a dois. Completando os seis cartões, Luquinhas foi penalizado contra o Formosa, em jogo válido pela última rodada do Candangão. O goleiro Rafael Copetti não foi punido durante a temporada.

Gols

42 gols ao todo
10 gols do trio Tarta, Balotelli e Luquinhas.
Exatamente 23,81%

Cartões

24 cartões ao todo
6 cartões do quarteto Tarta, Balotelli, Luquinhas e Rafael.
Exatamente 25%

Números dos jogadores que saíram do Gama

Tarta – Volante

3 gols – Taguatinga e Brasiliense.
2 assistências – Sobradinho e Brasil de Pelotas-RS.
2 cartões amarelos

Luquinhas – Atacante

6 gols – Sobradinho, Ceilandense, Brasil de Pelotas, Brasiliense e Formosa.
1 assistência – Luziânia
1 cartão amarelo

Balotelli – Volante

1 gol – Paranoá
2 cartões amarelos

Rafael Copetti – Goleiro

Não disputou nenhuma partida

Após Goiás fechar, torneio goiano pode parar no DF. Ibaneis se reunirá com organizador

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Foto: Reprodução/Agência Brasília

Por Bruno H. de Moura e Danilo Queiroz

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha e a secretária de esportes, Celina Leão, vão discutir com os organizadores de um torneio preparatório de futebol a possibilidade do DF sediar a competição. Segundo apurou a reportagem, a reunião irá ocorrer entre segunda e terça-feira e pode selar um acordo entre GDF e organização.

O torneio preparatório é ventilado desde o mês de junho. À frente da competição estão os ex-jogadores Márcio e Lino, o primeiro foi goleiro titular do Atlético Goianense por quase 10 anos e o segundo zagueiro com passagens por diversos clubes.

Ao Distrito do Esporte, Márcio confirmou o interesse em trazer a competição para solo candango. Segundo o empresário, tudo “vai depender de uma reunião q está marcada pra próxima semana com algumas autoridades de Brasília.” Ibaneis Rocha e Celina Leão estarão presentes nesta conversa.

Inicialmente, o encontro seria no final da semana passada, mas por questões de agenda acabou sendo transferida para o início da próxima, entre segunda e terça-feira. A notícia de o torneio vir a ser jogado no DF foi publicado primeiro pelo jornalista Rafael Bessa da Rádio Sagres 730 de Goiânia, e confirmado pelo Distrito do Esporte.

Gama e Brasiliense podem disputar competição

Os 4 times de Goiás em torneios nacionais devem participar do preparatório. Atlético Goianiense, Goiás, Vila Nova e Goiânia estariam em negociação bastante avançada. Inicialmente, a chance de equipes candangas jogarem foi ventilada, mas após a FGF barrar em função da logística e deslocamento, apenas o quarteto goiano estaria dentro.

Porém, caso a competição venha mesmo a se realizar no DF, Gama e Brasiliense podem completar os integrantes. Márcio disse ao DDE que o jacaré e o periquito devem ser convidados quando o martelo for batido “Assim q tivermos essa reunião e confirmação serão convidados sim. Já tem uma (reunião) pra conversa”, afirmou.

A reportagem procurou a assessoria de imprensa da secretaria de esportes, mas não obteve resposta até a publicação dessa reportagem.

Torneio preparatório para competições nacionais

Goiás e Atlético Goianiense na Série A, Vila Nova na Série B e Goiânia na Série D seriam as únicas equipes a jogar o preparatório. O torneio serve para as equipes criarem ritmo de jogo e fortalecimento muscular das equipes. Porém, após o lockdown intermitente decretado no estado vizinho, há grandes chances do torneio ser adiado para o final do ano.

A tendência é que o campeonato goiano de 2020 só volte em dezembro e termine no próprio mês. Os times do interior foram praticamente todos desmantelados e a solução aventada resolveria outra questão. Com o retorno em dezembro, as equipes do interior e da capital teriam elenco para emendar com o Goianão 2021, já em janeiro.

Goiás e o Distrito Federal, que no início da pandemia tinham sintonia de atuação entre seus líderes, vivem momentos díspares. Enquanto Ronaldo Caiado fechou o estado para segurar a desestruturação do sistema de saúde pública de Goiás, Ibaneis Rocha disse ao jornal Estado de S. Paulo que vai abrir todo o DF e que começará a tratar a doença como uma gripezinha qualquer.

Em decreto recente, o mandatário do GDF reautorizou todas as atividades na capital, à exceção de torneios esportivos, festas noturnas, e atividades culturais como teatro e cinema. Segundo dados divulgados o DF mais mais de 88% dos seus leitos de UTI da rede pública ocupados.

MPDFT pede rigorosa fiscalização dos treinos dos clubes de futebol

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Foto: Fernando Torres/CBF

Por Danilo Queiroz

Durante a última semana, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) voltou a se manifestar sobre a preparação dos clubes visando o retorno do Campeonato Candango, previsto para 18 de julho, mas ainda sem a confirmação de que realmente voltará nesta nada. Desta vez, o órgão solicitou através de recomendação um “rigoroso acompanhamento e fiscalização” no controle ao coronavírus.

O documento, assinado pelo procurador dos direitos do Cidadão José Eduardo Sabo Paes, foi endereçado à secretária de Esporte do DF, Celina Leão, ao secretário de proteção e ordem urbanística do DF, Guttemberg Tosatte Gomes, e ao presidente da Federação de Futebol do DF (FFDF), Daniel Vasconcelos, e pede que os órgãos cobrem dos clubes o atendimento dos protocolos técnicos e científicos de segurança.

O objetivo da recomendação, segundo o MPDFT, é a proteção individual e coletiva de jogadores, comissão técnica, dirigentes e demais funcionários envolvidos no dia a dia dos clubes candangos, a fim de se evitar a disseminação da Covid-19. Em 26 de junho, um decreto publicado pelo governador Ibaneis Rocha autorizou os times do Distrito Federal a retomarem os treinamentos com uma série de protocolos.

Clique e saiba mais:
GDF publica decreto liberando treinos de clubes no Distrito Federal
Em novo Decreto, Ibaneis não autoriza eventos esportivos
Após reunião, Candangão pode voltar dia 18 de julho

“A supremacia da vida está acima de todos os princípios que regem os demais valores. É imperiosa a necessidade de preservar a vida de atletas, comissão técnica, arbitragem, imprensa e demais profissionais envolvidos na realização dos jogos, além de evitar possíveis aglomerações de torcedores pelas arenas, em face do potencial risco de disseminação do novo coronavírus”, declarou o procurador José Eduardo Sabo.

Assim como nas demais recomendações enviadas à FFDF e aos clubes candangos, o MPTDF estipulou um prazo de cinco dias para que os citados possam apresentar as providências
concretas que serão tomadas para o cumprimento da solicitação. O órgão ministerial ressalta ainda que o não atendimento poderá “ensejar a propositura da competente ação civil pública, além de outras medidas judiciais e extrajudiciais”.

Brasiliense desfalca maior rival e contrata dupla titular do Gama

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A dupla contratada pelo Brasiliense posa para fotos com a presidente Luíza Estevão.

Por Bruno H. de Moura e João Marcelo

O Brasiliense foi rápido e cirúrgico no mercado da bola. Na tarde desta sexta-feira (03/07), o jacaré “roubou” do seu maior rival, o Gama, dois dos mais importantes jogadores do elenco titular do periquito.

O atacante Luquinhas e o meia Wagner Balotelli foram apresentados no CT do Jacaré agora há pouco. No início da tarde o Boletim Informativo Diário (BID) da CBF já informava a saída dos dois atletas do Gama, mas o destino deles ainda era especulado. O Brasiliense era o favorito.

Com a confirmação, a dupla poderá reforçar o elenco do Brasiliense para a Copa Verde e a Série D. Como jogaram a primeira fase do Candangão pelo Gama até o limite de partidas em que se autoriza a mudança de time, Luquinhas e Balotelli não poderão entrar em campo na reta final do torneio local.

A reportagem do Distrito do Esporte apurou que ambos treinaram nessa tarde junto ao grupo do Brasiliense no CT da sua nova equipe. O técnico Márcio Fernandes já trabalhava com o goleiro Fernando Henrique e com o zagueiro Naylhor, duas últimas contratações da equipe. Porém, o time perdeu Rafael Donato, que em comum acordo rescindiu com a equipe de Luíza Estevão.

Além de reforçar seu elenco, o jacaré fere fortemente o Gama, que vive péssima situação financeira desde o começo do ano. O alviverde não consegue quitar os salários em dia, é alvo de algumas ações judiciais antigas de cobrança de salários, e sem jogos nesse período de pandemia, teve o cofre fortemente afetado.

Com reapresentação marcada para a próxima segunda-feira (06/07), o treinador Vilson Taddei terá dor de cabeça para armar sua equipe na fase final da competição. Além de Luquinhas e Balotelli, o Gama não conta mais com Tarta e Rafael Copetti, o primeiro para o Juventude (RS) e o segundo para o Brasil (RS).

Coluna do Gabruga #5 – Aguardemos as sobras do banquete servido na Gávea

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Arte: Gabriel Caetano/Coluna do Gabruga

*O texto a seguir é um artigo opinativo e, portanto, é de inteira responsabilidade de seu autor. As possíveis opiniões e/ou conclusões nele emitidas não estão relacionadas, necessariamente, ao ponto de vista do Distrito do Esporte.

Por Gabriel Caetano

No último dia 1º de julho, Paulo Henrique Costa, presidente do Banco de Brasília, viajou até a “Cidade Maravilhosa” para decretar de vez a falência moral do esporte no Distrito Federal. Ao lado de Rodolfo Landim, presidente do Flamengo, selou oficialmente a parceria com o clube rubro-negro.

Entre inconsistências de arquivos e a desinformação do próprio BRB, o primeiro registrode investimento do banco no esporte local aconteceu em 1992, na primeira gestão de Joaquim Roriz, estampando a camisa do Taguatinga, campeão local naquele ano. Os valores? Ninguém sabe.

Voltou a patrocinar apenas seis anos depois, com Cristovam Buarque no Buriti. Em época que se patrocinava com chuteiras e bolas, a “grana” que o alviverde conseguiu foi revolucionária. Foi o pontapé inicial para a nacionalização tão almejada pelo banco.

O Gama disputava a fase final da segunda divisão do Campeonato Brasileiro e, por meio de Wagner Marques, então presidente de honra do clube e Weber Magalhães, presidente da Federação Metropolitana de Futebol (FMF, atual FFDF), o alviverde conseguiu junto ao BRB um patrocínio de R$ 50 mil, que aumentaria mais R$ 50 mil caso o Gama conquistasse o título – feito cumprido pelo alviverde, mas não pelo Governador. Ninguém nunca viu a cor desse dinheiro.

Éramos felizes e não sabíamos

No dia 21 de janeiro de 1999, já na gestão do Governador Joaquim Roriz, nasceu a ‘Secretaria de Esportes e Valorização da Juventude’ que, hoje, tem o nome de ‘Secretaria do Esporte e Lazer’. Na época, o primeiro secretário a comandar a pasta foi justamente Wagner Marques que, na prática, era o “dono dos negócios” no Gama, mesmo sem ser de fato o presidente.

No primeiro ano de atuação, a Secretaria de Esportes do DF passou a ser a principal financiadora do futebol candango. Foram destinados R$ 340 mil somente à Federação Metropolitana de Futebol – equivalente a R$ 1.817.164,37 corrigidos para valores atuais pelo IGP-M (FGV). Feito inédito na história do futebol local.

O dinheiro foi proposta do Presidente Executivo do Gama e Deputado Distrital, Agrício Braga, que, de acordo com o mesmo, visava dar condições para o futebol amador e melhorar a situação do estádio Mané Garrincha. Em 1999, o gramado do Mané Garrincha estava abandonado, totalmente esburacado.

Agrício foi também autor do projeto Bolsa Atleta – inicialmente rejeitado pelo Governo de Joaquim Roriz, por falta de recursos, mas posteriormente expandido nacionalmente e hoje é um importante fomentador do esporte brasileiro.

Com um orçamento de R$ 6 milhões, Wagner Marques repassou R$ 639.571,00 para 14 federações. Mais de 50% do valor total foi para o futebol, com um valor quase três vezes maior que o destinado ao segundo colocado na lista, o atletismo, que recebeu R$ 133 mil.

Em 2000, houve uma mudança no cargo de secretário: Wagner Marques trocou cadeiras com Agricio Braga, pegando a faixa de presidente do Gama e repassando a de Secretário de Esportes para Agricio.

O orçamento teve um pequeno aumento, passou a ser de R$ 7,7 milhões. O futebol contou com R$ 900 mil apenas para a recuperação de campos e mais R$ 600 mil fora do orçamento oficial, vindos da Secretaria de Fazenda e divididos da seguinte forma: R$ 50 mil para a Federação Metropolitana de Futebol; R$ 50 mil para escolinhas de futebol e R$ 500 mil a serem divididos entre os 10 clubes que disputavam o Candangão na época, recebendo cada um R$ 50 mil, equivalente a R$ 222.502,75, de acordo com correção monetária pelo IGP-M (FGV). Foi a primeira vez que os clubes receberam verba pública para disputar o torneio local.

Nem tudo era um mar de rosas. Nessa época, estava a pleno vapor no Congresso Nacional a ‘CPI da CBF-Nike’. Os secretários de esportes nesses dois primeiros anos de atuação, dirigentes alviverdes, foram acusados de favorecimento ao clube e investigados pela CPI. Agrício Braga chegou a ir sem ser convidado na Câmara dos Deputados, para oferecer seu sigilo fiscal – O deputado Pedro Celso (PT) havia feito um requerimento pedindo a quebra de sigilo fiscal de Agricio.

Eles não ligam pra gente

Ontem (1º/7), apenas pela segunda vez na história de sua conta no Instagram, o Banco de Brasília publicou sobre um parceiro no futebol. Isso porque não estou contando a vez em que publicaram fotos do Luziânia com nome de Capital e do Capital com nome de Luziânia e depois tiveram de apagar.

Contando com as postagens feitas no stories de sua conta oficial, foram 11 publicações sobre a parceria com o Flamengo só ontem, contendo vídeos do presidente do BRB exaltando seu novo parceiro, além da criação de páginas no Instagram, Facebook e Twitter apenas para fomentação da parceria, com o nome “NaçãoBRB”.

E os parceiros do futebol do DF? Nem acertam o nome…

Na única vez que citou seus parceiros no futebol candango, o BRB sequer colocou o nome certo do Minas/Icesp e precisou ser repreendido por seguidores, que lembraram ao banco: Vocês patrocinam o Unaí, o Paracatu não existe mais.

A data da primeira postagem é de maio de 2016, desde então o Banco de Brasília patrocinou o Gama na Copa do Brasil, quando o clube chegou à terceira fase contra o Santos e destina a quantia de R$ 6 mil por jogo à clubes do Candangão que atendem as exigências – muitos nem fazem o requerimento, alegando ser uma quantia ínfima.

Nenhum deles receberam uma menção sequer nas redes sociais oficiais do Banco de Brasília.

Fizemos por merecer (?)

Por que eu estou citando isso, parece até inveja, né? O “Mengaum” é bem visto e o futebol local nem sequer tem o nome citado por seus parceiros. Não tiro a culpa dos dirigentes locais por causa disso.

Apenas um clube, o Real Brasília, tem departamento de marketing e comunicação com uma equipe, em outros clubes (naqueles que tem um profissional para isso), um “peão” faz todo o trabalho de uma equipe. Não há como os clubes serem vistos com bons olhos e fidelizar o torcedor como consumidor, se não ligam para seu público e para sua marca.

Pobre imprensa candanga, ainda sofre porrada de todo lado, acusada de “não ajudar o futebol local” por mostrar a verdade. Vos apresentarei o conceito primário do Código de Ética de um jornalista: compromisso com a verdade.

Nessa semana, Marcos Paulo Lima, jornalista de esportes do Correio Braziliense, citou em matéria um fato que ilustra a irresponsabilidade e amadorismo do futebol local: apenas dois clubes que disputam a Série A do Candangão apresentaram prestação de contas do ano de 2019, uma exigência da Lei Pelé.

Desfrutemos das migalhas

Dito tudo isso, já está claro que não amenizo para nenhum lado. Voltemos a falar do BRB: Na semana do anúncio da parceria entre o banco e o Flamengo, torcedores da Ira Jovem Gama se movimentaram para fazer um protesto contra essa palhaçada. É claro que o BRB viu a proporção que ganhou, não à toa clamou por uma reunião para amenizar a situação – e assim cancelar a manifestação.

Reunião feita, fotos tiradas e uma promessa de R$ 8 milhões para o esporte local a ser definida em reunião amanhã, sexta-feira (3/7). Chama amenizada com sucesso. Agora é esperar um “belo arrego”.

Para um torcedor que nasceu nas arquibancadas, entrando em campo com os jogadores alviverde e vendo da arquibancada do Serejão os rubro-negros se remoendo de raiva porque o Gamão ‘jantou’ eles, o sonho maior é que as centenas de milhões sejam revertidas para o esporte local, seja ou não para meu Gama, seja ou não para o Candangão. Pensemos também em nossa cultura, nossa saúde, enfim, nosso bem-estar em geral.

A Lei Orgânica do Distrito Federal garante a fomentação prioritária ao esporte, cultura e lazer da população local, por entidades administrativas diretas ou indiretas, caso do Banco Regional de Brasília (BRB), além da Lei de Criação do próprio banco fazer referência a isso. Vamos valorizar isso.

Estou esperando e brigando para que eu possa voltar a ver essa imagem: rubro-negro puto vendo o Gama ganhar deles.

*JÁ ME ADIANTO AOS CRÍTICOS*

O BRB não é um mero banco privado, pois 97% das ações são de propriedade do Governo do Distrito Federal. Sendo o GDF uma entidade sem fins lucrativos, falar no lucro que a marca Flamengo traz é algo que fere o bem-estar da população local, aquela que paga impostos e gira a economia. Além de que, é claro, fere a ética do cargo quando o principal responsável por impulsionar esse patrocínio declarou publicamente sua vontade de ser presidente do rubro-negro, sendo o Governador do Distrito Federal.

Se você não vê problema nisso. Eu lamento.

*Gabriel Caetano é jornalista formado pelo Icesp. Pesquisador do futebol candango com foco na Sociedade Esportiva do Gama desde a adolescência, trabalhou como analista de comunicação e marketing do clube em 2019, tendo sido ainda diretor de marketing do Capital na reestruturação do clube, em 2018. Divide seu tempo entre curiosidades no Histórias do Gamão e a agência na qual é sócio, a RC Marketing Esportivo.

Em novo Decreto, Ibaneis não autoriza eventos esportivos e deixa Candangão no escuro

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Foto: Reprodução/Agência Brasil

Por João Marcelo e Bruno H. de Moura

Vai, não vai. Assim está o Campeonato Candango de 2020. Após a Federação de Futebol do Distrito Federal (FFDF) e os clubes se reunirem e deixarem 18 de julho como data provável de volta do Candangão, a situação pode mudar com o novo Decreto do governador Ibaneis Rocha. Faltando apenas 16 dias para a data estipulada de retorno, ainda há indefinições quanto aos clubes de Goiás em relação a liberação dos treinos no entorno.

No mês passado, os clubes e a FFDF fizeram uma reunião virtual para definir as tratativas de retorno do Candangão 2020. Após isso, um protocolo de segurança foi elaborado e encaminhado ao Governo do Distrito Federal (GDF). Ainda em junho, o governador autorizou os treinos dos clubes do Distrito Federal. Seguindo os trâmites de reinício da competição, Ibaneis Rocha precisava autorizar o retorno do campeonato e liberar os estádios públicos. Porém, em Decreto publicado nesta quinta-feira (02/07), o político manteve suspensa as competições de todas as modalidades esportivas.

O artigo 2° do capítulo II do Decreto trata das atividades suspensas, no âmbito do Distrito Federal. E no seu segundo item menciona as competições, “os eventos esportivos no Distrito Federal, inclusive campeonatos de qualquer modalidade esportiva”. A publicação não suspende as atividades físicas presenciais, portanto, os treinos dos clubes do Distrito Federal mantém-se permitidos.

O governador também liberou as atividades em academias de atividades físicas a partir de 7 de julho. Para frequentar os espaços, os interessados deverão marcar um horário com as academias.

Procurado pela reportagem do Distrito do Esporte, o presidente da FFDF, Daniel Vasconcellos, disse estar aguardando uma definição do poder público. “Eu oficializei, na Secretaria de Esportes, um documento na terça-feira (30/06), a pedido da secretária (Celina leão), pedindo uma previsão da volta do campeonato, estou aguardando ela me devolver o documento com a previsão estipulada pelo governo. Depois disso tomarei qualquer decisão”, disse Daniel.

Clubes do entorno ainda vivem indefinição dos treinos

Formosa e Luziânia, duas equipes classificadas à próxima fase do Candangão, não estão autorizadas a treinar. O Governo de Goiás decretou lockdown intermitente no estado e impediu os clubes de realizar atividades presenciais. Com isso, os clubes goianos que disputam o Candangão não poderiam jogar a fase eliminatória, visto que não teriam tempo hábil para a preparação de seus atletas. Os clubes estudaram os treinos no Distrito Federal, mas os altos custos derrubaram a iniciativa.

Em Formosa, o prefeito da cidade, Gustavo Marques, aderiu ao Decreto do governador Ronaldo Caiado e implantou o lockdown. Já a prefeita de Luziânia, Edna Aparecida, adotou o lockdown total aos finais de semana. Com todas as problemáticas, o Luziânia, através de seu diretor de futebol, Bruno Mesquita, em reportagem ao Distrito do Esporte, disse não aceitar o retorno do Candangão. “Não vamos abrir mão e também não vamos aceitar começar o campeonato. O planejamento feito inclui três semanas de treinamento e não vamos aceitar um dia a menos”, disse.

Modalidades esportivas solicitam reaberturas graduais de atividades

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Foto: Divulgação/Secretaria de Esporte

Por Danilo Queiroz

Após o Governo do Distrito Federal (GDF) iniciar a flexibilização das práticas esportivas durante a pandemia do coronavírus, federações de diversas modalidades esportivas de Brasília começam a articular os seus retornos. Primeiro, no início de junho, quem teve autorização para voltar a funcionar foram os parques e espaços de lazer. Na última sexta-feira (26/6), os clubes de futebol puderam retomar seus treinos.

Para isso, as associações e as federações esportivas devem elaborar seus planos e entregar diretamente à Secretaria de Esporte e Lazer (SEL), que fará esse encaminhamento à área responsável. Atualmente, tramita o pedido da Federação de Futebol do Distrito Federal (FFDF) que, em parceria com os clubes, organizou um documento com orientações para a volta do Campeonato Candango, que foi suspenso em março.

Todos os pedidos também ser enviados pelo e-mail [email protected]. “Estamos abertos ao diálogo com todas as modalidades esportivas e recebendo suas solicitações. Somos sensíveis às demandas, mas também estamos atentos à curva de contaminação do coronavírus. Trabalhamos arduamente para que tudo seja realizado com muita segurança, sem colocar vidas em risco”, explicou a secretária de Esporte, Celina Leão.

Até o momento, seguindo medidas sanitárias e de segurança contra a propagação da Covid-19, as Federações Brasiliense de Tênis, de Canoagem, de Desportos Aquáticos e a de VA’A Canoagem, Remo e Vela Adaptada já submeteram seus planos de retomada à SEL/DF. Todos eles serão analisados pelo comitê de crise, que determinará se há possibilidade ou não de funcionamento.

Além das federações, o Clube de Golfe Brasília, a Associação Brasileira de Academias, a Escola de Match Point, a Liga Brasileira de Muay Thai e a Liga Esportiva das Categorias de Base de Brasília também pleitearam o retorno das atividades ao enviarem às autoridades de saúde do governo local seus planos de segurança com as normas que irão adotar para previnir os frequentadores do coronavírus.

Conselho deliberativo do Flamengo aprova patrocínio do BRB ao rubro-negro

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Foto: Júlia Mesquita

Por Michael Nunes

Enfim o acordo do novo patrocínio do BRB com o Flamengo foi assinado. Nesta segunda-feira (30/6), o conselho deliberativo do rubro-negro aprovou, em votação online o acordo. Um ponto a ressaltar foi o recorde de votantes nas deliberações do clube, alcançada nesse pleito.

A parceria vai render aos cofres rubro-negro pelo menos 32 milhões, por ano. O acordo é de três anos, tendo a possibilidade de se estender por mais dois. Flamengo e BRB serão parceiros em uma plataforma financeira digital, com 50% de divisão nos lucros superiores a 64 milhões.

O pagamento será anual e dividido em três parcelas. O primeiro montante de 11 milhões será repassado no dia 10 de julho de cada ano, a outra parcela em 10 de novembro e a última em 10 de março do ano seguinte.

A marca do BRB será utilizado pelo atual campeão da Libertadores nos uniformes de jogo, treino, agasalhos e camisas de viagem, além de ser vista nas placas em dia de jogos, no CT do Ninho do Urubu e nos banners das coletivas de empresas.

A logo do banco candango será exposta na parte nobre da camisa. Um ponto válido é que será apenas a identidade visual da entidade financeira sem o dizeres Banco Regional de Brasília. O patrocínio master estará em cor branca no uniforme titular, preto na camisa dois e verde florescente na camisa número três, que tem a cor cinza chumbo.

O BRB também vai usar os jogadores do clube em duas campanhas publicitárias anuais. A marca já vai ser estampada no uniforme do rubro-negro na próxima quarta-feira no jogo válido pela Taça Rio entre Flamengo e Boa Vista. A partida também estreará as transmissões oficiais de jogos do clube profissional na Fla TV.