As categorias de base do Gama conquistaram mais um título no futebol do Distrito Federal. Na manhã deste sábado (29/10), o time alviverde mediu forças com a equipe do Real Brasília na grande final do Campeonato Candango Sub-17, no Estádio JK, no Paranoá. Na final única da competição local, o Periquito contou com bola parada para vencer por 1 a 0 e conquistar a taça de campeão.
O título premiou uma grande campanha do Gama no Candangão Sub-17. Na primeira fase da competição de base, o time gamense venceu seis de sete partidas e avançou com a liderança do grupo A do torneio. No mata-mata, o desempenho do alviverde seguiu irretocável com as classificações sobre Luziânia, nas quartas de final, e Santa Maria, na semifinal, até garantir a taça contra o Real Brasília.
O jogo entre o Periquito e o Leão do Planalto, conforme esperado, teve doses de equilíbrio no gramado do Estádio JK. No primeiro tempo, o Gama acabou desperdiçando algumas oportunidades nos pés de Gabriel, Adriel e Isaac. O Real Brasília exigiu boa defesa do goleiro alviverde Arthur em chute de fora da área de Pedro Ayub. O zero, porém, teimou e não saiu do marcador da decisão.
No segundo tempo, isso mudou. Douglas cobrou falta da entrada da área com categoria no cantinho do goleiro Gabriel e colocou o Gama em vantagem na busca pelo título de campeão. Em busca do empate, o Real Brasília partiu para o abafa e chegou a colocar uma bola na trave nos acréscimos com Juan Pablo. O alviverde também perdeu boas chances de ampliar, mas nem foi necessário.
Com o 1 a 0, o Gama garantiu mais um título do Campeonato Candango Sub-17. De quebra, o elenco juvenil do alviverde garantiu uma vaga em uma das competições nacionais organizadas pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Como campeão local, o Periquito será o representante do Distrito Federal na Copa do Brasil da modalidade na temporada de 2023.
O técnico Luan Carlos estará novamente no comando do Brasiliense, de forma oficial, no jogo deste sábado (29/10) contra o Luverdense pela Copa Verde. É partida única. Portanto, o perdedor sairá eliminado e quem vencer seguirá para a próxima fase da competição. O confronto mata-mata acontece no estádio Passo das Emas, às 21h, com transmissão da Rádio e TV Brasiliense.
Luan Carlos tem 30 anos e é considerado um dos técnicos mais jovem do país. Velho conhecido da torcida amarela, teve a última passagem pelo clube foi no final de 2021. Porém, não obteve êxito e saiu após nove jogos, em novembro daquele ano. Ele havia sido contratado para substituir o vitorioso técnico Vilson Tadei.
Após deixar o Jacaré, Luan conquistou o título de vice-campeão do Campeonato Catarinense de 2022 a frente do Camboriú, trabalhando com ex-jogadores do seu antigo clube, como Jorge Henrique e Wagner Balotelli. Também passou pelo Brusque na Série B do Campeonato Brasileiro.
Em setembro de 2022, a volta de Luan foi anunciada pelo clube visando a Copa Verde. “O Brasiliense é um grande clube, é uma equipe que precisa se reconsolidar no mercado e no cenário brasileiro e a gente sabe que é de forma gradual. Receber um convite desse é um convite que vem com o título de desafio e a gente sempre aposta em desafios para poder crescer e amadurecer na carreira”, conta o técnico sobre como recebeu a proposta de reassumir o clube.
O Brasiliense não disputa jogos oficiais desde julho. A última vez foi pela Série D do Campeonato Brasileiro quando foi eliminado pelo Nova Venécia, em jogo que resultou em punição para o Jacaré após a torcida invadir o campo e entrar em confronto com o Choque da Polícia Militar do Distrito Federal.
A respeito da eliminação, Luan diz que foi um episódio triste mas que ficou no passado. “A gente tem que focar no presente, tentar fazer o nosso melhor e tentar surpreender a Luverdense”, conclui. Além de Luan, o Brasiliense fez outras contratações para compor o elenco. Nomes como os zagueiros Timm e Bahia, o lateral-direito Caetano, o lateral-esquerdo Romarinho, o meia Diogo Sodré e os atacantes Cajú, Alvinho e Yuri Mamute.
Para o Luverdense, um jogo para fechar o ano
Se o Brasiliense vem com força total, carregando na bagaem um título de decacampeão do Campeonato Candango, o Luverdense vai com esperança de recuperar o ano, em busca de uma vaga na Copa do Brasil 2023.
Com péssima atuação no estadual e na Copa FMF, o clube de MT quer fechar o ano com o título da Copa Verde. Com pouco investimento, o elenco se manteve sem grandes alterações e as dificuldades aumentaram quando o centroavante Gabriel Bigode se lesionou. Além dele, outras duas baixas do ataque poderão ser sentidas na equipe. Matheuzinho, que não faz mais parte do time e Erick, que já atuou por outras equipes em competições nacionais e por isso não pôde ser inscrito na competição.
Na Copa Verde de 2021, o confronto entre os dois times terminou em vitória para o Brasiliense por 2 a 1. Eles já se enfrentaram outras duas vezes em partidas válidas pelo Brasileirão Série C 2013, onde o Luverdense venceu as duas por 1 a 0. Como é jogo único, quem vencer estará na próxima fase da competição e o outro time será eliminado.Caso aconteça um empate, a partida será definida por disputa de pênaltis.
Copa Verde 2022
Partida única
Luverdense x Brasiliense
21h (horário de Brasília)
Estádio Passo das Emas
Transmissão: Rádio e TV Brasiliense
A cidade de Guayaquil, no Equador, receberá a final da Copa Libertadores da América entre Flamengo e Athletico neste sábado (29/10) às 17h (horário de Brasília). A cerca de seis mil quilômetros de distância do palco da decisão, quatro torcedores vivem a expectativa do jogo que coroará a melhor equipe da América do Sul. Natanael e Guilherme, pelo lado carioca, e Saulo e Anderson, representando os paranaenses, contam onde assistirão à partida e o simbolismo da finalíssima.
Torcedores do Flamengo, Natanael e Guilherme falaram sobre a animação em acompanhar mais uma final do clube do coração. Natanael assistirá o confronto com amigos e Guilherme terá a companhia do pai. Os paranaenses Saulo e Anderson estarão junto de suas famílias. Saulo contou que irá a um bar com seus filhos, onde um é torcedor do Athletico e outro tem o Flamengo como o clube do coração. Anderson também terá a companhia de seus filhos, mas ficará em casa torcendo pelo título da equipe do Paraná.
Flamenguistas mostram animação e ansiedade
Torcedor do Flamengo, o estagiário Natanael Amaral, morador de Sobradinho, mostrou confiança no rubro-negro carioca e admitiu estar menos tenso após título contra o Corinthians. “Eu estava um pouco mais apreensivo com o Flamengo por conta da final da Copa do Brasil, mas agora que já fomos campeões, fiquei um pouco menos tenso com a Libertadores. Minha expectativa é de uma vitória com um placar tranquilo para o Flamengo”, confessou.
Natanael – ou Natan como costuma ser chamado pelos seus amigos mais próximos – contou à equipe do DDE onde assitirá o confronto e sua companhia. “Vou me encontrar com alguns amigos em um bar em Brasília, no SAAN”, revelou. O flamenguista ainda arriscou palpite para a decisão citando o autor de um dos gols da partida. “Será 3 a 1 para o Flamengo com o Pedro marcando o primeiro gol do confronto”, pontuou.
Foto: Arquivo Pessoal/Natanael Amaral
O advogado Guilherme Aranha Lacerda, morador do Jardim Botânico, confidenciou que recebeu convite para assistir à decisão em outro local, mas preferiu ficar em sua residência na companhia do pai, André Lacerda. “Vou assistir em casa mesmo com meu pai. Até fui chamado para ver na casa de um amigo, mas vou ficar em casa para fazer companhia para o meu pai”, revelou.
Guilherme expressou sua animação e regularidade em acompanhar os confrontos com seu pai. “Estamos animados para ver o jogo. Poder compartilhar esse momento importante com meu pai. A gente assiste praticamente todos os jogos do Flamengo juntos”. O advogado palpitou sobre o resultado da decisão. “Será 2 a 0 para o Flamengo, gols de Éverton Ribeiro e Gabigol”.
Athleticanos assistirão à decisão em família
O tenente Anderson Lima, contou que assistirá o confronto em sua residência. “Como não conheço outros athleticanos aqui no Distrito Federal, irei assistir em casa mesmo”. Natural de Curitiba, no Paraná, Anderson falou da companhia dos seus filhos para acompanhar a decisão. “Assistirei com meus companheiros, Tiago e Rafael. O Tiago, meu filho mais velho, é de Curitiba. Já o Rafael, é nascido em Brasília”. O militar ainda arriscou um placar para a partida. “Vai ser 2 a 1 para o Furacão”, apostou.
Morador do Distrito Federal há cinco anos, Anderson falou do significado de assistir com seus dois filhos. “Para mim representa uma continuidade. Hoje em dia passar valores para os filhos é uma tarefa difícil. Mostrar isso através da escolha do time de futebol, com os altos e baixos que o esporte apresenta, é um paralelo com a vida. Nem sempre ganhamos, mas saímos melhores após cada etapa. É a segunda vez que o Furacão chega na final da Libertadores, torcemos pelo título para coroar esta crescente que o clube vem passando. E todas as alegrias compartilhadas tem um sabor bem especial”, disse.
Foto: Arquivo Pessoal/Anderson Lima
Outro athleticano, o professor Saulo Vieira, afirmou acompanhar a decisão com seus filhos, Talles Caiubi e Arthur Kamau, e sua namorada, Edmária. “Geralmente, vemos esses jogos mais especiais do Athlético aqui em casa mesmo, na empolgação, mas como este é bem mais especial, meu filho mais velho (Talles) chamou para assistir num bar em Taguatinga e estamos animados para ir lá”, confessou. Saulo relatou como foi a primeira final do seu time, em 2005, e que a torcida na família será dividida. “Na primeira, o Talles tinha apenas três anos e o mais novo (Arthur), atualmente com 15, não tinha nascido e hoje é flamenguista”, contou aos risos.
Natural do Paraná, o professor falou sobre o significado do esporte. “Na verdade, um momento de integração em família. Temos limitação de elenco, mas nada que a dedicação e paixão dos atletas não possa superar, ajudados, é óbvio, pela torcida presente lá no dia e pela energia positiva que os athleticanos do mundo inteiro estarão mandando para o nosso querido Equador. Sabemos que teremos o reforço de torcedores de muitos outros clubes do Brasil. Portanto, estaremos juntos nos integrando e alegrando, pois temos consciência da limitação do esporte, o qual é um momento e passa, e o que vale é a nossa convivência saudável e um Brasil mais justo e humano, isso fica”, finalizou.
Foto: Arquivo Pessoal/Saulo Vieira
Flamengo busca o tri e Athletico quer o título inédito
A equipe carioca chega a sua terceira decisão de Copa Libertadores nos últimos quatro anos. Em 2019, contra o River Plate, uma virada épica com dois gols de Gabriel Barbosa nos minutos finais e o bicampeonato – primeiro título foi em 1981 – da Libertadores. Na última temporada, o rubro-negro carioca foi derrotado pelo Palmeiras por 2 a 1 no tempo extra. O clube treinado por Dorival Júnior conquistou há dez dias a Copa do Brasil contra o Corinthians.
O Athletico ainda não levantou a taça da Copa Libertadores, mas chegou próximo em 2005, quando enfrentou outro brasileiro, o São Paulo. À época, a equipe paulista venceu por 5 a 1 no placar agregado. A equipe paranaense treinada por Felipão levantou dois troféus importantes sul-americanos nas últimas temporadas, a Copa Sul-Americana em 2018 contra o Junior Barranquila-COL – seu primeiro título continental – e em 2021 frente ao Red Bull Bragantino.
Com a aproximação da Copa do Mundo, singularmente disputada entre os meses de novembro e de dezembro, os campeonatos que envolvem os clubes brasileiros estão finalizando. Na última quarta-feira, o virtual campeão Brasileiro, o Palmeiras, não ganhou de direito e de fato o título em virtude da vitória, suada e de virada, do Internacional sobre o Ceará. Mais importante do que se manter vivo na busca pelo mais que improvável tetracampeonato brasileiro, o clube gaúcho, desacreditado no início da competição, garantiu sua décima quinta participação na Copa Libertadores da América no próximo ano.
Até o início da rodada, matematicamente, ainda havia mais um postulante ao título, o Corinthians. Os paulistas atuando em casa perderam para o Fluminense. Se a atuação do tricolor não foi tão vistosa, como o Dinizismo já proporcionou ao longo do ano, ela foi muito consistente. O clube carioca cadenciou o ritmo do jogo, envolveu o oponente com toques rápidos, fazendo-o correr atrás da bola e contou com os gols do cirúrgico Germán Cano.
Na próxima quarta-feira, feriado de Finados, o Palmeiras enfrentará o Fortaleza no Allianz Parque e poderá conquistar em casa o seu 11º campeonato nacional. Se uma equipe ganha um campeonato é campeão, dois campeonatos é bicampeão e quando ganha onze campeonatos, como ela deve ser chamada? Há duas formas corretas de se referir a alguém ou a um time onze vezes campeão, uma grega e outra latina, você pode escolher: hendecampeão ou undecampeão.
Conversando com o Professor Gilson, expert na área de TI, afirmei que mesmo que os alienígenas resolvessem abduzir todo o time do Palmeiras, inclusive as suas categorias de base, nas próximas quatro e derradeiras rodadas, ainda assim, as chances dos palestrinos não se tornarem hendeca ou undeca é remotíssima. O Internacional teria, obrigatoriamente, que vencer todos os jogos restantes. Se vencer 3 partidas e empatar uma, contabilizará os mesmos pontos da equipe paulista, mas ficará com uma vitória a menos.
Na última quarta-feira, enquanto falava de Montesquieu e Alexis de Tocqueville, o meu aluno Guilherme anunciou de forma catártica e com um certo maldoso prazer que o Bragantino havia empatado com o Botafogo. Envolvido pelo conteúdo da aula e sem muita noção do horário, entendi que a partida havia terminado e o alvinegro carioca, fato comum neste campeonato, deixou escapar mais alguns pontos atuando em casa.
Finalizada a aula e já no retorno para casa, vi uma mensagem no Whatsapp, do cruzeirense Leonardo, congratulando a vitória botafoguense e a possibilidade de o alvinegro disputar a denominada de Pré-Libertadores no próximo ano. Minha vontade, na hora, juro para vocês, era reduzir a média final do meu querido aluno no mesmo número de gols feitos pelo Botafogo, ou seja, em 2 pontos.
Resta um campeonato em aberto, a Copa Libertadores da América. No sábado, dia 29 de outubro, conheceremos o campeão continental que será rubro-negro. O Athletico Paranaense e o Flamengo são dois clubes que se organizaram, estruturaram e são duas forças do futebol sul-americano. O favorito, para mim, é o Flamengo, exatamente por ter uma força financeira superior ao do seu adversário, ele conta com um elenco mais poderoso. No entanto, dentro de suas possibilidades e sempre de forma muito responsável, o clube paranaense se notabilizou por montar grupos fortes e competitivos.
O jogo único também se caracteriza por reduzir, em certa medida, o favoritismo. Uma jogada equivocada, como ocorreu na final do último ano, ou uma tarde pouco inspirada pode, para o time que conta com atletas mais gabaritado, representar a perda do título. A imprevisibilidade em apenas 90 minutos se acentua.
O vira-latismo sul-americano nos fez copiar um modelo exitoso na Europa, mas de difícil aplicação no contexto local: a final única em campo neutro. Vamos pensar inicialmente na logística. Ao contrário do continente europeu, que conta com um complexo, eficiente e tentacular sistema de transporte, a América do Sul é muito mal conectada o que dificulta o deslocamento dos torcedores até os locais das disputas. Os diversos clarões nas arquibancadas do Estádio Mario Kempes, em Córdoba, vistos na final da Copa Sul-Americana entre São Paulo e Independiente del Valle comprovaram a fragilidade do modelo equivocadamente importado por estas bandas.
A final da Libertadores será disputada em Guayaquil, no Equador. Por curiosidade, resolvi verificar o que um brasiliense, que conta com um dos aeroportos mais movimentados do Brasil, teria que fazer para ir até a cidade que abrigará a final. Inicialmente, será necessário ter uma conta bancária recheada, as passagens de ida e volta estavam variando, nas datas próximas da final, entre R$ 8.000,00 e R$ 10.000,00; sem as taxas de embarque.
Depois, sendo o intrépido viajante um trabalhador, será fundamental negociar com o seu chefe o tempo que ficará ausente das atividades laborais. Não há voos diretos para Guayaquil e o torcedor terá que enfrentar longas viagens de, no mínimo, 24 horas. Curiosamente, o voo mais barato é também o mais “rápido” e o périplo começa, em Brasília, na noite de quinta-feira, dia 27 de outubro. Serão realizadas conexões em Belo Horizonte e Cidade do Panamá, para, enfim, desembarcar em Guayaquil às 17h29 da sexta-feira, dia 28 de outubro. O retorno, lamento dizer, levará um pouco mais de 28 horas, com saída prevista para o final da tarde de domingo e chegada em Brasília na madrugada de terça-feira. Se a leitura já lhe cansou, imagina toda a viagem.
Os custos, é importante ressaltar, não se limitam às passagens, mas o torcedor gastará, no mínimo, com a hospedagem, com a alimentação e com os ingressos para a final que foram comercializados pela Conmebol entre R$ 750 e R$ 1.300 aproximadamente.
Ganhamos, em média, salários menores do que os europeus, contamos com modais de transporte pouco eficientes e muito inferiores ao do Velho Mundo, mas queremos copiá-los sem nos atentarmos para o contexto social, econômico e geográfico que nos envolve. A “genialidade” dos dirigentes “recorte e cole” do futebol sul-americano afastará muitos torcedores do estádio na partida mais importante da competição e o slogan para as novas decisões será: “Final para ver pela TV”.
Distante da paixão pelo Flamengo ou Athletico, eu optaria por assistir in loco um clássico europeu, afinal os valores que terão que ser desembolsados nos permitiriam viajar para a Europa, na metade do tempo que se despende para chegar em Guayaquil, e assistir um confronto entre Real Madrid e Barcelona, entre Liverpool e Manchester City ou até um “joguinho” da Champions na fase eliminatória, tipo PSG e Bayern em Paris. Por favor, senhores dirigentes sul-americanos, chega de invencionices, nós queremos o nosso futebol de volta!
O Real Brasília confirmou o favoritismo e carimbou sua vaga na final do Campeonato Candango de Futebol Feminino. As Leoas do Planalto aplicaram uma goleada impiedosa contra o Capital por 11 a 1 nesta sexta-feira (28/10) e fará a sua quarta final em quatro anos no torneio. A equipe treinada por Adilson Galdino chega à decisão com 100% de aproveitamento no campeonato e aguarda o resultado do jogo entre Cresspom e Minas para saber seu adversário ao título.
O primeiro tempo foi um verdadeiro massacre do Real Brasília. A zagueira Isabela Melo abriu o placar aos seis minutos de partida. Dois minutos depois, Maria Dias anotou o seu tento e com mais seis minutos, Maiara fez o terceiro. Aos 21′, Gaby Soares marcou o quarto. No minuto 33 e 34, mais dois gols: Camila Pini e Marcela Guedes foram as autoras. Ainda houve espaço para as Leoas do Planalto marcarem o sétimo. Maria Dias, aos 45, fechou o placar parcial.
Foto: Júlio César Silva/Real Brasília
A goleada imposta, somada aos dez gols de vantagem, fez com que o Real Brasília controlasse o confronto e desse minutos às suas atletas suplentes. Aos 14′, Bruna descontou e marcou o único gol do Capital na semifinal. Três minutos se passaram e as Leoas do Planalto voltaram a marcar com Raíza. Aos 19′, Maiara anotou seu segundo gol e o nono do Real. Nenê, aos 26, e Roberta, aos 44, decretaram o resultado por 11 a 1 e mais uma final na história do clube aurianil.
A vitória contundente garantiu o Real Brasília em mais uma final do Candangão Feminino. Esta é a quarta final consecutiva das Leoas do Planalto e nas outras três ocasiões, três títulos contra o Minas Brasília, que também poderá chegar ao quarto ano seguindo na decisão. A atual tricampeã do campeonato aguarda o confronto entre Cresspom e Minas Brasília que ocorre neste sábado (29/10), no estádio Rorizão, para saber o seu adversário. A Federação de Futebol do Distrito Federal (FFDF) ainda não definiu a data, local e horário da decisão.
Ainda por começar para o Distrito Federal em 2022, a Copa Verde já está com encaminhamentos definidos para a próxima temporada. Em atualização do calendário do futebol nacional para 2023 nesta quinta-feira (27/10), a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) confirmou a próxima edição do torneio regional e modificou a tradição data de disputa. No próximo ano, a competição será no primeiro semestre.
O ofício enviado às federações de todo o país apenas confirmou uma tendência estudada pela entidade nos últimos meses. Ciente da necessidade de reservar datas para a Copa Verde no mesmo período do Campeonato Candango, a Federação de Futebol do Distrito Federal (FFDF) ressaltou no arbitral de organização do torneio local que os meios de semana seriam dos torneios da CBF.
Em 2023, o futebol do Distrito Federal será representado na Copa Verde por Brasiliense e Ceilândia, campeão e vice do último Candangão. A organização do torneio regional de forma antecipada dá fim, inclusive, a uma agonia dos clubes locais. Neste ano, por exemplo, a competição foi ajustada a toque de caixa pela CBF. Com pouco tempo de preparação, o Gato Preto acabou desistindo da disputa.
Na próxima temporada, a Copa Verde será realizada de forma simultânea com a Copa do Nordeste. Ao todo, a competição regional ocupará 10 datas do calendário de 2023 da CBF. Serão sete no meio de semana e outras três aos finais de semana. A tendência é de bola rolando a partir de 18 de fevereiro. A grande final do torneio sustentável está prevista pela entidade nacional para 3 de maio.
No mesmo período da temporada de 2023, Brasiliense e Ceilândia estarão com os elencos em plena atividade nas partidas do Campeonato Candango, da Copa do Brasil e do início da fase de grupos da Série D do Campeonato Brasileiro. Times de outros estados também vão ter outros torneios simultâneos. Com isso, a tendência é de uma Copa Verde com nível de disputa mais elevado.
Confira as datas das partidas da Copa Verde de 2023
Na noite desta quarta-feira (26/10), o Brasília Basquete recebeu o Bauru na Arena BRB Nilson Nelson pelo NBB. De olho na sua segunda vitória na competição, a equipe da capital federal até começou bem na partida, mas viu os visitantes acordarem no duelo e saírem com o triunfo por 86 a 66. Essa foi a terceira derrota dos extraterrestres na competição nacional. Com mais um placar adverso, o clube caiu para a 14ª colocação.
O primeiro quarto foi bastante a favor do Brasília Basquete. Os donos da casa, assim como na partida anterior, começaram pressionando o adversário de forma abundante. Restando pouco mais de quatro minutos para o fim, os extraterrestres abriram a maior vantagem do quarto inicial: 17 a 10. O clube azul e branco se manteve à frente do marcador até o final e fechou o início do jogo em 24 a 19.
O Bauru acordou já no segundo quarto. Os visitantes começaram a converter as cestas e encostou de vez no placar. O Dragão chegou a virar a partida quando o relógio marcava pouco mais de quatro minutos para o intervalo: 30 a 29. A partir daí, o confronto ficou lá e cá, com as duas equipes brigando pela liderança do jogo. No fim, o Brasília Basquete conseguiu se manter na ponta e levou uma pequena vantagem para os vestiários: 43 a 41.
Com o encerramento do intervalo, o Bauru voltou com todo gás. Desde o início do terceiro quarto, o clube de São Paulo estava melhor. Restando seis minutos, os visitantes viraram a partida e se mantiveram na frente até o fim do quarto: 64 a 54. Os 10 minutos finais serviram apenas para o Bauru controlar o placar. Sem sustos, o time fechou a partida em 86 a 66. Fischer, do Brasília Basquete, foi o cestinha do confronto com 19 pontos.
O que vem por aí
O Bauru permanece na capital federal para outro compromisso. Na próxima sexta-feira (28/10), a equipe de São Paulo visita o Cerrado Basquete, no Ginásio da Asceb, na 904 Sul. O duelo está marcado para às 20h. Já o Brasília volta às quadras na semana que vem. No dia 1º de novembro, os extraterrestres viajam para o Rio Grande do Sul e enfrentam o União Corinthians. A partida será no Ginásio Poliesportivo Arnão, às 19h30.
Garantido na elite do futebol do Distrito Federal pelo segundo ano consecutivo, o Paranoá chegará no Campeonato Candango de 2023 com uma pequena, mas importante e simbólica mudança. Nesta quarta-feira (26/10), por meio de um comunicado nas redes sociais, Cobra Sucuri confirmou oficialmente uma alteração em sua escudo para incluir um endereço ligado à capital federal.
Em 22 anos de história no futebol candango, tornou-se comum o Paranoá realizar trocas pontuais no escudo. Na nova intervenção, o brasão manteve boa parte dos elementos utilizados na temporada de 2022. Porém, agora, o centro do escudo conta com uma imagem da Torre de TV Digital de Brasília. Antes, no mesmo espaço, o clube utilizava a sigla PEC.
“O mundo do futebol requer dinâmica e acompanhamento das tendências no mundo da bola. A Torre Digital em formato de ‘flor do cerrado” é uma homenagem ao arquiteto Oscar Niemeyer que a concebeu e foi importantíssimo em mostrar Brasília para o mundo como uma cidade acima de seu tempo”, explica o Paranoá. O escudo manteve a cora de trigo brilhante. “Representa a fartura, glória, abundância e vitória”, segue o clube.
As três estrelas acima do brasão também foram mantidas para a temporada de 2023. A primeira delas representa a conquista da Taça Brasília de 2004 na vitória por 6 a 2 sobre o Ceilândia, em final jogada no Estádio Nacional Mané Garrincha. As duas outras lembram os títulos mais recentes do Paranoá: as taças da Segunda Divisão do Campeonato Candango de 2019 e de 2021.
A nota de divulgação do novo escudo do Paranoá também trouxe alguns dos planos da diretoria do clube para o biênio de 2023/2024. Com meta de crescer no cenário candango, o clube planeja construir um Centro de Treinamento próprio. Ter um estádio do clube também está entre as principais ideias. A arena, segundo o comunicado, poderia ser na região do Paranoá e de Itapuã.
“O objetivo é otimizar os treinos e a formação de jogadores em sua categoria de base. Toda essa nova formulação começará pelo novo layout e, consequentemente, primeiramente pelo seu brasão”, prospecta a Cobra Sucuri. O clube já tem caminhada confirmada na primeira fase do Campeonato Candango de 2023. A estreia será diante do Santa Maria. Na sequência, enfrenta Brasília, Ceilândia, Gama, e Capital.
Por João Marcelo Pepi, Rayssa Loreen e Vitoria Carvalho
Falta de pagamentos, atrasos e sumiço de mandatário dão o tom das reclamações de funcionários do Brasília e de um dono de restaurante para com o clube colorado. As dívidas são contestadas por Marcelo Silveira, ex-gerente de futebol do clube, dois atletas que preferiram não se identificar e Jair Titton, dono do restaurante Sabor do Sul. Somados, os valores requeridos das dívidas chegam a 60 mil reais. O presidente da equipe, Flávio Simão, confirmou os débitos, mas contestou valores.
O ex-gerente de futebol do Brasília, Marcelo Silveira, fez diversas críticas à gestão de Flávio Simão e contou à reportagem do Distrito do Esporte que o clube o deve uma estimativa de 40 mil reais. Dois jogadores, que preferiram o anonimato, citaram que o acordo de R$ 2.500,00 cada não foi cumprido. Já Jair Titton alega que o Brasília utilizou de seus serviços culinários e fez apenas um pagamento no valor de mil reais, e cerca de 15 mil ainda estão em débito. Flávio diz dever apenas oito mil a Marcelo, ratificou os números de Jair e refutou valores de jogadores.
Foto: Bruno Batista/Brasília F. C.
Dono de restaurante cita dívida em torno de 15 mil reais
O proprietário do quiosque Sabor do Sul, Jair Titton, comentou o acordo. “Eu nem fiz contrato, tamanha era a confiança. Eu combinei almoço e janta para todos os atletas e a cada quinzena ocorreria o pagamento. Para receber a primeira vez já foi complicado, recebi só uma parte. A segunda foi pior ainda. Eu nem ia mais servir, mas ele (Flávio Simão) me prometeu e fiquei com dó dos meninos (jogadores do Brasília), eles não tinham culpa e eu acabei servindo”, falou.
Jair ainda revelou o valor da dívida com Flávio. “Até no hotel trancaram todas as entradas e não deixaram ninguém entrar caso não houvesse o pagamento. Eles depositaram o dinheiro e liberou a entrada, o qual é do lado do restaurante. Mas eu fiquei só na promessa, mais de 15 mil reais. Em maio ele me mandou R$ 1.000,00 e nunca mais apareceu. Eu ligo, mando mensagem e não tenho resposta nenhuma. Até com a mãe dele eu falei e ela disse que tentaria falar com ele”, esclareceu.
De acordo com Jair Titton, o acordo com Flávio Simão foi bem esmiuçado, as partes acertaram sem quaisquer problemas, mas o mandatário do Brasília não cumpriu com o combinado. “A proposta foi o pagamento em três parcelas. A dívida total é de R$ 16.980,00 e dariam três parcelas de R$ 5.660,00 a serem pagas em 21 de fevereiro, 15 de março e 30 de março. Ele disse que pagaria, mas só mandou R$ 1.000,00 em 31 de maio”, detalhou.
Ainda segundo o proprietário do quiosque, mais funcionários foram contratados para dar o suporte necessário aos atletas. “Eu tive que contratar mais pessoas no meu restaurante na época. Todos os dias eram em média 20 pessoas almoçando e jantando, fim de semana chegava a 35 devido aos jogos. Ainda fiz um preço bom, mas ele não cumpriu. Eram cerca de dez jarras de suco por refeição”, relatou. Jair ainda falou sobre um provável acordo. “Se ele me pagar 10, 12 mil eu fico com o restante do prejuízo, melhor do que nada”, confessou.
Não pagamento de um mês gerou três meses de atraso
Um jogador, que pediu para não ser identificado, contou como foi o acerto. “Eu fui indicado para o Marcelo (Silveira, gerente de futebol) por um amigo que tinha jogado no Brasília. O valor era de R$ 2.500,00, o Marcelo e o presidente (Flávio Simão) concordaram. Assinei contrato de três meses, tudo certo. Joguei quatro jogos e no dia do pagamento ouvi que o presidente tinha pago alguns e outros não, inclusive a comissão técnica”, descreveu.
Ainda sobre o contrato, o atleta disse haver um trato. “Eu fui contratado no começo de fevereiro e o campeonato encerrou para gente em 19 de fevereiro (última rodada da fase de classificação). Porém, estávamos com um acordo para eu receber apenas um mês. Só que o contrato tem que ser no mínimo de três meses pela CBF e o clube teria que pagar os três meses. Caso ele pagasse o mês combinado, rescindiria o contrato sem problema algum, mas ele não pagou. Então o contrato foi encerrado em 6 de maio sem nenhum pagamento e agora vou cobrar os três”.
A falta de pagamentos, segundo o jogador, atingiu todo o grupo. “Eu não recebi nada no primeiro mês, no segundo, em março, também nada. Em abril, depois de uma briga e ter pedido para o jogador que tinha me indicado conversar com o presidente, recebi um pix de R$ 500,00. Estava faltando as coisas dentro de casa, sou trabalhador, preciso receber. Mandei mensagem para ele (Flávio) e ele só visualizou, não me respondeu. Chegaram a fazer um grupo de esclarecimentos no WhatsApp, mas foram só promessas.”
Após todas as promessas não cumpridas, o atleta acionou seus direitos perante à Justiça. “Depois de tudo isso, procurei um advogado. Entrei com uma ação trabalhista contra o Brasília e estou esperando audiência. Não era para ser assim, mas o Flávio não foi leal conosco. Até a questão da alimentação era fraca. No restaurante tinha arroz, feijão, macarrão e frango, alimentação inadequada para um atleta profissional. Quando pedíamos outra proteína, informavam que não tinha e o Flávio dizia que não podia fazer nada”, expôs.
Situação semelhante vive outro atleta, que também pediu para não ser identificado. “Eles me devem R$ 2.500,00 e meu contrato era curto, de apenas três meses. Eu estou sempre em contato, negociando, mas ainda nada”, afirmou. Sobre o anonimato, o atleta foi enfático. “A maioria dos jogadores prefere não se expor. Isso pode nos atrapalhar com outros clubes. Muitos ainda estão com o presidente sempre, então ficam melindrados em falar sobre a situação”, contou.
Ex-gerente fala sobre valores não pagos e falta de gestão do clube
O ex-gerente de futebol do Brasília, Marcelo Silveira, contou à reportagem do Distrito do Esporte sobre a dívida que o clube mantém com ele e o desapontamento com Flávio Simão, presidente da equipe. “Meu dissabor é a constante decepção nesta temporada na primeira divisão. Ficaram três meses de salário para trás. Meu trabalho era até o final da competição e a dívida gira em torno de 40 mil reais, valor comum a uma rescisão de contrato de um gerente de futebol”, calculou.
Marcelo descreveu como era o clube antes de sua chegada e a forma como age. “Modéstia à parte, eu cheguei no Brasília e o clube era totalmente defasado esportivamente. O Brasília não tinha uma caracterização de clube profissional, reformulamos tudo. É um clube que se esconde atrás de um CNPJ e a cada ano vai pulando de galho em galho. Só fica em cima da marca Brasília, marca antiga, que teve muita força, mas hoje não é nada disso”, explanou.
Foto: Arquivo Pessoal/Marcelo Silveira
Sobre a falta de pagamentos, Marcelo disse. “A última conversa que eu tive com atletas parece que ele pagou alguns e outros não, o que me deixou aborrecido. Ou paga todo mundo, ou não paga ninguém. Em uma conversa com ele (Flávio Simão), ele me disse ‘você tinha que ter conversando com os atletas e informado que só seria um pagamento caso não houvesse classificação’. Como é que eu ia fazer isso?”, questionou.
O gerente de futebol argumentou sobre a gestão do Brasília. “Trabalhei em vários clubes do Rio de Janeiro e fui para Brasília com bastante expectativa. O primeiro ano peguei o barco andando, tive o acesso e o segundo ano foi essa tempestade. Não imaginávamos que seria assim. Tem que acabar com essa máscara, senão o clube fica fazendo parceria com faculdade, mostrando que tem gestão e não tem, pois não cumprem com os compromissos financeiros com que eles trabalham”.
O mandatário comentou que os jogadores buscaram ações judiciais e que o clube precisa cumprir com o prometido. “Todos os atletas com quem conversei acionaram ele judicialmente, disseram que ele fechou a empresa, que ninguém acha ele. Daqui a pouco ele aparece na primeira divisão, como se nada tivesse acontecido. Não pode ficar assim. Eu sou profissional do futebol, vivo disso e preciso receber. Ainda saio como errado por não ter convencido os atletas em receber só um mês. Futebol cheio de maracutaia, como falo para os atletas que o clube não vai pagar o contrato todo se não se classificar, pagar só um mês?”, indagou.
Marcelo ainda reiterou a falta de gestão ocorrida, segundo ele, na equipe. “Os clubes têm que se profissionalizar não só de boca ou midiaticamente. Dizer que está com gestão, com banco de processamento de atletas que nem agora o Brasília está fazendo. O Brasília não tem nada, não tem gestão. Eles não sabiam nem colocar os atletas posicionados no ônibus, não sabiam nem que a comissão vai à frente. Até isso tive que fazer. O Brasília tem que fazer igual um clube sério faz: pagar os profissionais”, afirmou.
Flávio Simão confirma débitos, rebate Marcelo e contesta valores ditos
A equipe de reportagem do Distrito do Esporte procurou Flávio Simão, que nos atendeu e respondeu as acusações feitas. O mandatário colorado explicou como Marcelo Silveira – ou Marcelinho como o presidente se refere – se tornou seu aliado no time. “Eu estava desamparado e ele acabou se tornando meu braço direito. Quem trouxe ele foram os possíveis investidores que tínhamos e que acabou até não ocorrendo essa parceria”, disse.
Foto: Bruno Batista/Brasília F. C.
O mandatário falou sobre jogadores que não receberam seus salários. “Eu acredito que se eles não tivessem recebido nem o primeiro mês, nem jogado eles tinham. Até porque, o dia que eles receberam foi no jogo contra o Gama. E nós temos a comprovação destes pagamentos. Só no último pagamento alguns atletas não receberam. Quando terminou o campeonato, eu estava sem recurso financeiro para honrar a folha, eu pedi um prazo e durante esse período fui cumprindo com alguns”, assumiu.
Flávio falou sobre as dívidas com o restaurante e sobre as tentativas de negociação. “Sim, eu tenho a divida com o senhor Jair. Ele é próximo de onde eu moro e pedi a ele um tempo para conseguir sanar a dívida. Inclusive, dentro do projeto financeiro, nós devemos sanar todos os débitos do Brasília até o final do mês de novembro. Entraremos em contato com as pessoas que devemos para negociarmos. Estamos fazendo levantamento do que está em aberto e do que ja foi pago, e falta pouco para finalizar o pagamento de todos os jogadores. E do Sr. Jair, que o valor é um pouco mais elevado, irei negociar com ele”, contou.
Sobre os valores devidos a Marcelo, Flávio refuta. “Eu devo apenas um mês de salário para o Marcelo de oito mil reais”. Quanto aos jogadores, apenas uma parte não foi paga. “Sobre alguns jogadores que vieram de fora, alguns já sanamos toda a dívida. Com os jogadores daqui (Distrito Federal), está tudo ok. E agora estamos atrás de negociar com alguns atletas de fora, porém tem atleta que não quer negociar. Entre funcionários, restaurante e outras dívidas, os valores ficam entre 40 e 50 mil reais”, detalhou.
Planejamento prejudicado e problemas administrativos internos
Flávio contou que o clube estipulou um valor para o campeonato, mas os números foram superiores ao pré-determinado por erros. “Fechamos um valor de R$ 300 mil para o campeonato com salários e gastamos quase meio milhão. Meu objetivo era ficar na primeira divisão, senão eu perderia 500 mil. Conseguimos o que queríamos, mas houve falhas administrativas. Haviam jogadores que recebiam cinco mil, outro três, dois, mil e pouco, não era tabelado”.
O mandatário reclamou de atitudes do ex-gerente do clube, todas sem seu consentimento. “O Marcelinho usou de outro restaurante com o nome do nosso clube e deixou dívidas com lanchonete, restaurante. Nós não sabíamos e tivemos que pagar, algumas eu paguei. Quando eu fui fechar o hotel (pagar as diárias), o pessoal já conhecia ele de outros carnavais. Ele já tinha passado a perna de outra forma. Existe um histórico e não tínhamos conhecimento. Para ele, o maior interesse é denegrir minha imagem”, exclamou.
Outras acusações de Marcelo foram rebatidas. “Colocar jogadores posicionados no ônibus era uma das função dele. Você contrata alguém para exercer determinadas funções e essa era uma dele”. Flávio contestou o acordo com os jogadores. “Você trabalharia em uma empresa que trabalha dois meses e recebe um pagamento? Sem nexo. Dentro de um campeonato existe planejamento e foi feito. Ele (Marcelo) se comprometeu com jogadores de fora e não com os locais. Ultrapassou o teto que estipulamos”.
O presidente colorado reafirma as dívidas, mas se compromete a pagá-las. “O que eu tenho de fazer é cumprir minhas obrigações e as cumprirei. Passei por dificuldades financeiras, cheguei até pegar dinheiro com agiota. Fui honrando os compromissos com quem foi honesto comigo. Devo sim. Vou pagar? Sim”, afirmou. “O seu Jair, eu estou devendo a ele, mas ele consegue girar o dinheiro dele. Sei que faz falta, mas preferi pagar o roupeiro, por exemplo, que precisa muito mais. Eu fui pagando pelas pessoas que mais precisava”, reconheceu.
Nos próximos dias, os torcedores irão conhecer os finalistas do Candangão Feminino. A Federação de Futebol do Distrito Federal (FFDF) divulgou os detalhes dos confrontos de volta da competição local. Com a votação para definir o presidente do Brasil no próximo domingo (30/10), os jogos foram antecipados pela entidade. Real e Minas Brasília saíram na frente e possuem boa vantagem nas partidas de volta do Campeonato Candango Feminino.
O primeiro duelo da semifinal acontecerá na sexta-feira (28/10). No Estádio Ciro Machado do Espírito Santo, o Defelê, as Leoas do Planalto recebem o Capital, às 15h30. O Real Brasília construiu uma boa vantagem na primeira partida. Com gols de Isabela, Maria e Thaynara (contra), o clube aurianil venceu por 3 a 0 jogando no JK. Para avançar até a final, o Coruja precisará reverter o marcador e triunfar por quatro tentos de diferença.
No dia seguinte, sábado (29/10), o Cresspom recebe a visita do Minas Brasília. O clássico está marcado para o Estádio Rorizão, localizado na Samambaia, às 15h. Mesmo atuando como mandante, as Tigresas do Cerrado terão uma dura missão diante de seu maior rival. No duelo de ida, “As Minas” golearam por 5 a 1 e colocaram um pé na finalíssima. Milena e Letícia Teles – duas vezes cada -, e Laura Marin marcaram para o Minas. Barbara diminuiu para o Cresspom.
Além de brigarem e tentarem reverter o placar elástico nos jogos de ida, Capital e Cresspom possuem outra missão: interromper a sequência de finais entre Minas e Real Brasília. A equipe verde e azul e as Leoas do Planalto estão caminhando para a quarta decisão de Candangão Feminino. Desde 2019 ambos os clubes decidem o título da competição local. A última finalíssima sem um desses times foi em 2018, quando o Cresspom disputou a taça contra o Minas Brasília.