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Paranoá e Gama empatam e alviverde volta à liderança do Candangão

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Em jogo quente na tarde neste domingo (12/02), no Estádio Defelê, na Vila Planalto, Paranoá e Gama empataram, por 1 a 1, no jogo entre postulantes a líderes do Campeonato Candango. Welton marcou para o alviverde e João Carlos igualou para a Cobra Sucuri. O resultado provocou um quadruple empate de sete pontos nas primeiras posições do torneio local entre os dois times, Ceilândia e Real Brasília.

No primeiro tempo, o Gama teve um jogo mais ofensivo e criou mais oportunidades. Com isso, saiu na frente do placar aos 42 minutos. O Paranoá marcou logo em seguida, aos 46. A segunda etapa começou com o time do técnico Klésio Moraes tomando a iniciativa e atacando, mas, logo aos 10 minutos, o alviverde conseguiu voltar pro jogo e arriscou alguns chutes, defendidos pelo goleiro Damasceno.

Primeiro tempo disputado

No primeiro minuto, o Gama já colocou pressão e tentou seu primeiro ataque, mas sem muito perigo. Nas ações iniciais da partida no Defelê, o time alviverde foi mais ofensivo e tinha a posse de bola, obrigando a Cobra Sucuri a rifar a posse em vários momentos. Aos 12, o jogador do Paranoá, Gabriel Pedra, sofreu uma lesão e foi necessária a substituição.

Aos 18 minutos, o Paranoá errou passe na defesa e o Gama chutou para o gol, mas nas mãos do goleiro Damasceno. Logo em seguida, a Cobra Sucuri arriscou de fora da área e assustou o goleiro Ravel. Em cruzamento, aos 32, de Daniel Guerreiro, Willian Magrão chutou, mas para fora. Aos 42, Welton aproveitou o rebote do goleiro Damasceno e marcou para o Periquito. O empate veio aos 46 minutos, com um chute de longe de João Paulo, sem chance de defesa para o goleiro Ravel.

Filipe Fonseca/ Paranoá

Paranoá e Gama com times equilibrados

Diferente do primeiro tempo, o Paranoá começou a segunda etapa tomando a iniciativa e colocando pressão no Gama, que, por sua vez, iniciou a etapa final jogando em contra-ataque. Em um cruzamento, aos seis minutos, com cabeceada do Platini, o goleiro Damasceno fez uma bela defesa evitando o gol. A pressão do Paranoá não durou muito, pois, depois dos 10 minutos, o Periquito estava no jogo novamente e criava mais oportunidades.

Um jogo bem disputado, com as duas equipes jogando de forma equilibrada e buscando a vitória. A chance de gol quase veio para o time alviverde, aos 26, em um escanteio e uma bela cabeceada que explodiu na trave. Em um contra-ataque do Gama, Guilherme Santos chutou e o goleiro Damasceno espalmou para fora. Aos 41, Guilherme tentou novamente de fora da área, mas o arqueiro do Paranoá defendeu sem dificuldades.

Nos 10 minutos finais, o Paranoá tentou de todas as formas a virada, mas sem sucesso. O Gama defendia todas as investidas da Cobra Sucuri. E, mesmo com as tentativas do alviverde em buscar a vitória, o goleiro Damasceno foi efetivo na meta. Com isso, não houve nenhum gol para as equipes no segundo tempo.

Filipe Fonseca/ Paranoá

◉ Fique por dentro

-Classificação do Campeonato Candango 2023

-Coluna Visão de Jogo

-Seleção da Rodada#3

O que vem por aí

Os jogos válidos pela 5ª rodada do Candangão terão início na próxima quarta-feira (15/02). Defendendo a liderança do torneio local, Gama vai enfrentar o Santa Maria, às 20h30, no Estádio Nacional Mané Garrinha. Com meta de também seguir na parte superior da classificação da competição, oo Paranoá tem confronto contra o Capital no dia seguinte, às 15h30, no Estádio JK.

Paranoá 1
Matheus Damasceno; Douglas Rato🟨, Felipe Paulista🟨 (Lucas Medeiros), Paulo Rangel, Luiz Felipe; Willian Magrão(André Paulista), João Carlos ⚽🟨 , Pedro Medeiros, Filipe Assis (Willian); Vitor Junior(Vandinho) e Gabriel Pedra (Daniel Guerreiro🟨).

Técnico: Klésio Moraes

Gama 1
Ravel Pelegrini; Alex Danilo, Tiago Santana, Emerson 🟨, Julio César (Zanatelli); Bruno Ribeiro 🟨 (Léo Santos 🟨), Diogo Ribeiro (Guilherme Santos 🟨), Welton Heleno ⚽; Lucas Duarte (Iago), Paolo(Estevão William) e Michel Platini.

Técnico: Vilson Taddei

Na força do mando! Ceilândia aposta no Abadião e encarará o Santos em casa

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Ingressos Ceilândia Santos - Série D
Torcida do Ceilândia presente no Abadião - Foto: Jéssika Lineker/Distrito do Esporte

Não é Mané Garrincha, muito menos Serra Dourado, Antônio Accyoli, ou até mesmo Serejão. A casa de Ceilândia x Santos será o Maria de Lourdes Abadia, o Abadião na cidade que dá ao time seu nome. A definição é da diretoria do time e foi apurada pela reportagem do Distrito do Esporte.

O Gato Preto acredita que mais importante do que uma renda extra com público, interessa a classificação para a segunda-fase da Copa do Brasil. O time não deu sorte e, no sorteio, caiu com o time da Vila Belmiro em uma chave que inclui outros times de grande investimento do país e da Série A.

Ano passado, o Ceilândia foi uma das sensações e grandes surpresas da Copa. O time mandou para casa Londrina, da Série B, e Avaí, da Série A, em 2022. Chegou à terceira-fase e deu trabalho ao Botafogo/RJ antes de ser eliminado pelo time carioca. Além disso, embolsou R$ 3,27 milhões, valor que ajuda na formação do plantel para os objetivos desse ano – Copa Verde e ser campeão, ou vice, do Candangão 2023.

Com o público da sua região e uma capacidade de estádio que pode chegar a 5 mil torcedores, Ari de Almeida e seus diretores colocam todas as fichas no Abadião, contando com que o Estádio vire um caldeirão e que o Gato Preto bote o Peixe na boca. Para isso, vai precisar que a torcida de sua própria terra entenda a importância do jogo e compareça ao estádio para defender as cores do alvinegro, candango.

O local ainda precisa ser confirmado pela Confederação Brasileira de Futebol, a CBF.

O jogo está marcado para 23 de fevereiro, por enquanto sem horário definido. Há pouco, a presidente do Trem do Amapá confirmou à reportagem do Distrito do Esporte que Trem x Vasco será no Mané Garrincha na mesma data, às 21h30. O Distrito Federal terá dois jogos da Copa do Brasil com times considerados grandes na mesma data, pois o Presidente do Ceilândia, Ari de Almeida, garante que a partida será no Abadião e na referida quinta-feira.

O Peixe tem a vantagem do empate para o duelo.

No DF! Mané Garrincha vai sediar Trem x Vasco pela Copa do Brasil

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Nova Iguaçu x Vasco - Campeonato Carioca 2023
Foto: Jéssika Lineker/Distrito do Esporte
Por João Marcelo Pepi e Bruno Henrique de Moura

A série de jogos de times nacionais no Mané Garrincha pode estar longe de acabar. Após Botafogo, Palmeiras, Flamengo, Cruzeiro, América-MG, Corinthians, jogarem no Estádio Nacional nas últimas semanas, o Vasco da Gama vai retornar ao Distrito Federal para novamente atuar na Arena BRB, dessa vez pela Copa do Brasil. Trem x Vasco será o jogo.

O Vasco visitará o Trem do Amapá na primeira fase da competição no dia pré-marcado de 23 de fevereiro, uma quinta-feira, às 21h30. A reportagem do Distrito do Esporte confirmou com a presidente do clube, Socorro Marinho, que o jogo será no Mané Garrincha. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) precisa, ainda, confirmar o local do jogo e deve fazê-lo nas próximas horas.

Falta de condições do estádio do Trem permitiu jogo no DF

Essa possibilidade apareceu nos últimos dias por conta de dois fatores: (i) o estádio Zerão, em Macapá, está sem os laudos necessários para receber a partida, (ii) houve uma proposta financeiramente interessado ao clube pelo Metrópoles Sports, divisão de promoção de eventos esportivos do Grupo Metrópoles.

A presidente do Trem já tinha dito à rádio CBN de Macapá que a partida não poderia acontecer no estádio de sua terra. O Zerão, com capacidade para 13 mil torcedores, possui três laudos, mas está sem autorização de segurança da Polícia Militar do Amapá que não aprovou o estádio para receber público ao jogo – laudo obrigatório pedido pela CBF.

Belém, Brasília e Manaus estavam na disputa para sediar a partida até a última sexta-feira. Porém, no dia 10/02 Belém foi descartada, pois o estádio está em reforma e a ideia da Federação Paraense é reinaugurar no clássico local Remo x Paysandu. O diferencial do Estádio Nacional Mané Garrincha foi a proposta financeira que inclui, não só, o pagamento de um valor X, como também participação no lucro do jogo.

O Vasco da Gama levou um público de 28.857 torcedores para uma renda de R$ 2.511.295,48 na partida contra o Nova Iguaçu pelo Cariocão. Esse bom desempenho de torcida e financeiro, além de técnico, aumentou a vontade tanto do time, quanto dos gestores da arena. Com isso, o Vasco voltará ao DF.

Mal no Candangão, Capital demite o técnico Rogério Mancini

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Rogério Mancini Capital
Foto: Divulgação

O Capital começou o Campeonato Candango de 2023 com um desempenho muito abaixo do esperado. Com apenas uma vitória em quatro partidas e beirando a zona de rebaixamento do torneio local, o Coruja resolveu realizar uma mudança interna e demitiu o técnico Rogério Mancini. Outros membros da comissão técnica do time tricolor também foram desligados do cargo.

O estopim foi a derrota de virada diante do Real Brasília, na tarde de sábado (11/2).  O Capital até saiu na frente, mas não conseguiu segurar o ímpeto da juventude do time adversário e acabou derrotado fora de casa. O resultado foi bastante negativo. Passada a metade da disputa da primeira fase do Candangão, o Coruja ocupa o oitavo lugar, à beira da zona de rebaixamento.

Além de Rogério Mancini, o auxiliar técnico Breno Barbosa e preparador físico Luís também foram dispensados pelo Capital. O comunicado oficial das trocas foi oficializado através das redes sociais do clube com uma carta de agradecimento seguida de um alerta. “O momento exige mudança para que os objetivos sejam alcançados. Desejamos sucesso nos próximos desafios”, destacou o Coruja.

A demissão em meio à primeira fase do Candangão repete o enredo da última temporada. Na ocasião, o Capital também começou o torneio local mal das pernas e optou pela demissão do técnico Vilson Tadei. Edson Porto foi escolhido como substituto. Neste ano, Rogério Mancini foi oficializado para iniciar a nova temporada no clube. Porém, não teve o sucesso esperado em campo.

O Capital terá pouquíssimo tempo para buscar um novo treinador no mercado. Com necessidade urgente de vencer para sonhar com um lugar nas semifinais da atual edição do Candangão, o Coruja volta a campo na quinta-feira (16/2). Às 16h, o time tricolor mede forças com o Paranoá, no Estádio JK, em partida válida pela quinta rodada da primeira fase do torneio local.

Samambaia bate o Brasília e deixa a zona de rebaixamento do Candangão

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Samambaia e Brasília
Foto: Jéssika Lineker/Distrito do Esporte

A primeira partida sob mando de campo no Estádio Rorizão fez muito bem para o Samambaia. Em confronto direto contra o rebaixamento no Campeonato Candango diante do Brasília, o Cachorro Salsicha fez bom uso do fator casa e venceu o adversário por 3 a 0. Os importantes três pontos somados fizeram a equipe deixar a incômoda última colocação do torneio local. Com três derrotas seguidas, o Colorado acabou caindo para a lanterna.

Em um jogo analisado desde o início, o Brasília tinha a bola no pé por mais tempo para pensar as jogadas. Porém, o Samambaia foi mais efetivo. Dono das melhores chances, o time da casa largou na frente do placar com o atacante Matheus Barboza. O segundo tempo teve um Cachorro Salsicha ainda mais dominante e letal. Com boas trocas de passe, a equipe marcou mais duas vezes, com Giovanny e Joãozinho, e consolidou o importante resultado no torneio local.

Foto: Jéssika Lineker/Distrito do Esporte

Samambaia melhor

Em formações espalhadas, Samambaia e Brasília começaram a partida na base do estudo. O Colorado tinha mais posse, mas, aos sete minutos, a primeira grande chance caiu nos pés do Cachorro Salsicha. Cabralzinho fez boa jogada, colocou na área e encontro Romário livre. Meio sem ângulo, o camisa 11 desviou para cima. Mesmo com mais oportunidades de pensar o jogo a partir da defesa, o Avião encontrava dificuldades para evoluir a partir do meio de campo.

Dessa forma, a primeira finalização do Brasília veio somente aos 15. Hugo Leonardo tentou, mas isolou. O Samambaia respondeu no lance seguinte. Matheus Barbosa recebeu na área, chutou forte, mas Jennerson pegou. Nos minutos posteriores, o ritmo da partida diminuiu e ficou concentrado no meio. A cada tentativa de infiltração ou de lançamento longo, as defesas se sobressaiam sobre os ataques, evitando maiores perigos para os goleiros Vavá e Jennerson.

Aos 32, depois da parada técnica, Cabralzinho quase marcou. De longe, o camisa 10 arriscou e acertou o travessão. Três minutos depois, a bola do Cachorro Salsicha entrou. Dharllyson cruzou e Matheus Barboza escorou para a rede: 1 a 0. Mesmo em desvantagem, o Brasília não encontrou os atalhos do campo para incomodar o Samambaia. Satisfeito com a vantagem parcial, o time da casa controlou o jogo até o apito final do primeiro tempo.

Samambaia e Brasília
Foto: Jéssika Lineker/Distrito do Esporte

Cachorro Salsicha define

O Samambaia voltou para o segundo tempo melhor. Aos dois minutos, Joãozinho cruzou rasteiro e Cabralzinho chutou em cima da marcação. Ciente da necessidade de reagir, o Brasília fez quatro alterações em pouco tempo. Mais organizado, o Cachorro Salsicha ampliou com um golaço. Cabralzinho lançou na medida, Giovanny dominou no peito e, de puxeta, encobriu Jennerson. O Colorado respondeu em seguida. De falta, Hiwry acertou a trave de Vavá.

Em contra-ataque, Matheus Barboza recebeu na área, chutou cruzado e Jennerson desviou para escanteio. Aos 24, o Samambaia anotou mais um. Giovanny entrou na área livre e, solidário, rolou para Joãozinho finalizar sem marcação: 3 a 0. Abatido, o Brasília seguiu cometendo os mesmos erros. O Colorado praticamente não incomodava o goleiro Vavá. Com sangue novo em campo, o Cachorro Salsicha seguiu superior na tentativa de transformar o resultado em goleada.

Sob gritos de olé da torcida, o Samambaia aproveitou o nível de definição da partida para cadenciar o jogo. Totalmente sem ação, o Brasília se esforçava para tentar um resultado melhor. Aos 40, em jogada de velocidade, Jennerson pegou chute de Giovanny. A situação do Colorado ficou pior quando Dadinho foi expulso de forma direta por chegada forte em Cabralzinho. O lance deixou o jogo ainda mais tranquilo para o Cachorro Salsicha confirmar a segunda vitória no Candangão.

Foto: Jéssika Lineker/Distrito do Esporte

O que vem por aí?

O resultado fez Samambaia e Brasília deixarem o gramado do Rorizão com sentimentos distintos para a sequência do Candangão. Mais aliviado por estar fora da zona de rebaixamento, o Cachorro Salsicha volta a jogar na quinta-feira (16/2), contra o Brasiliense, no Estádio Serejão. Desesperado para deixar a lanterna, o Brasília joga um dia antes, na quarta-feira (15/2), e abre a quinta rodada do torneio local contra o Ceilândia, no Abadião.

SAMAMBAIA 3
Vavá; Dharllyson, Badhuga, Preto Costa e Felipe (Giovanny ⚽); Wallace, Lila (Peppe 🟨) e Cabralzinho; Romário 🟨, Joãozinho ⚽ (Caju) e Matheus Barboza ⚽🟨 (Michael). Técnico: Luís dos Reis

BRASÍLIA 0
Jennerson; Marquinhos 🟨 (Crystian), Vinícius Sangiori, Dante e Hugo Leonardo 🟨 (Espeto); Borges, Dadinho e Hiwry (Careca); Dan (Titico), Mirandinha (Ian Carlos) e Ricardo Oliveira. Técnico: Ricardo Antônio

Coluna Visão de Jogo 20: Novo fracasso Sul-americano

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Coluna Visão de Jogo
Por Luiz Henrique Borges

Não tenho a menor dúvida de que o Flamengo é um dos melhores times do Brasil e da América do Sul e que os campeonatos disputados por aqui, como o Brasileirão e a Libertadores, são extremamente disputados e equilibrados. No entanto, ainda não nos conscientizamos que o equilíbrio é marcado por baixo e não pelo alto, como ocorre no futebol europeu. Esse é o assunto da semana na Coluna Visão de Jogo.

Nossos clubes, mesmo os de 1 bilhão de reais, como o rubro-negro carioca, não são necessariamente dominantes quando enfrentamos os clubes asiáticos, mexicanos e árabes. As disputas no Mundial de Clubes, desde 2010, demonstram a veracidade da afirmação acima, uma vez que as equipes do nosso continente perderam as semifinais em seis oportunidades, ou seja, em quase metade das vezes. Em relação aos europeus, sinceramente, não há como comparar uma vez que eles são verdadeiras seleções mundiais e, mesmo jogando com o “freio de mão puxado”, eles sempre conquistaram o título no período, exceto em 2012 quando o Corinthians venceu o Chelsea.

Eu entendo os torcedores sul-americanos ficarem eufóricos e muito esperançosos quando suas equipes ganham a Copa Libertadores da América e embarcam para disputar o Mundial de Clubes. Não se espera deles racionalidade, mas sim muita paixão, a mesma que me faz acreditar que o Botafogo alcançará os píncaros do universo futebolístico. O que eu não entendo é a adoção de discurso semelhante ao dos torcedores por parte dos jornalistas e da mídia especializada. Invariavelmente, a nossa imprensa deduz, apesar dos diversos fracassos, que os clubes brasileiros jogarão a final contra os europeus. Tá na hora da nossa mídia suspender o ufanismo e adotar um discurso mais próximo da realidade. Na atual competição, a imprensa já dava quase como certa a decisão do Flamengo contra o Real Madrid, normalmente pontuada por uma ressalva, bastante tímida, no final da frase, que era preciso passar pela semifinal. A equipe espanhola confirmou, sem grande esforço, como invariavelmente acontece, sua vaga na decisão, já o Flamengo…

Mesmo após o novo “desastre”, vejamos o que um jornalista escreveu em um conhecido site no dia 09/02: “Nesta edição do Mundial de Clubes 2022, que está sendo disputada no Marrocos, os times favoritos para vencer as semifinais não mostraram alto nível de rendimento, como era esperado. O Flamengo não conseguiu concretizar o sonho de ser bicampeão Mundial e foi derrotado pelo time saudita Al-Hilal, por 3 a 2. O poderoso Real Madrid venceu o Al Ahly, do Egito com o placar de 4 a 1, mas com desempenho irregular, que não justificou esse resultado”. A afirmação mantém o descolamento do real e a incapacidade de aprendermos com os recorrentes fracassos sul-americanos uma vez que Internacional (2010), Atlético Mineiro (2013), Atlético Nacional (2016), River Plate (2018), Palmeiras (2020) e Flamengo (2022) eram considerados favoritos e perderam os seus jogos.  A recorrência é tão elevada que a ideia de favoritismo deveria ser repensada.

Apesar de terem recursos, o nível de exigência e, consequentemente, de treinamento do futebol árabe é bem mais baixo do que o nosso. Em outras palavras, apesar das contratações, se o Al Hilal fosse convidado agora para jogar o Brasileirão, ele ficaria na segunda página da tabela. Acredito, sinceramente, que se o Flamengo enfrentasse o seu atual algoz em dez oportunidades, ele venceria pelo menos 6 partidas. Nas quatro demais, apostaria em 2 empates e, no máximo,  2 derrotas.

Apesar disso, alguns aspectos nivelaram o Flamengo e o Al Hilal. O primeiro ponto é que todos os clubes brasileiros começaram suas temporadas no início de janeiro e o clube carioca, em particular, ainda trocou de treinador, o que significa o começo de uma nova filosofia de trabalho e de conhecimento entre jogadores e comissão técnica. Talvez, em virtude dos aspectos acima mencionados, alguns atletas do rubro negro carioca estão jogando “pedrinhas”. Há também aqueles que estão passando por uma má fase técnica e, em pelo menos um caso, o atleta, que atua no setor defensivo, já deveria estar aposentado. Além das dificuldades acima destacadas, os cariocas também começaram o confronto muito nervosos, o que acarretou, logo nos minutos iniciais da partida, no pênalti de Matheuzinho sobre Vietto e convertido por Salew al-Dawsari. O Flamengo conseguiu superar o momento desfavorável e ainda aos 20 minutos empatou o confronto com Pedro. Era de se esperar que, alcançado o empate, o clube brasileiro se soltasse e conseguisse se impor e construir a vitória. No entanto, mesmo tendo o domínio territorial e mantendo a bola em seus pés, o goleiro do Al Hilal não era exigido. O ataque flamenguista foi bastante inoperante em todo o jogo.

A situação se agravou nos minutos finais do primeiro tempo quando o árbitro foi ao VAR e, acertadamente, marcou a penalidade máxima cometida por Gerson sobre Vietto. O gol deu a vantagem para o clube árabe que foi para o intervalo com o placar favorável. Entendo que a expulsão do atleta brasileiro, que ainda não se encontrou após seu retorno ao nosso futebol, foi excessiva, prejudicou a equipe no restante do jogo e apressou as substituições equivocadas de Vítor Pereira, treinador do rubro negro.

Apesar de não estar bem fisicamente, Arrascaeta jamais poderia ter sido substituído por Erick Pulgar. O jogador uruguaio é um daqueles atletas que, mesmo atuando abaixo do seu potencial, é capaz de decidir um jogo a qualquer momento. Vítor Pereira, em mais uma bobagem, tirou Everton Ribeiro, outro jogador capaz de alterar os rumos dos jogos. Não tenho a menor dúvida de que Dorival Júnior, que deveria ter sido mantido na equipe apesar das justificativas vazias e sem argumentos pronunciadas por Marcos Braz, não faria as substituições realizadas.

Entramos aí em outro aspecto, a diretoria flamenguista jamais deveria ter mexido na comissão técnica sabendo que disputaria o mundial no início da nova temporada. O novo treinador, que já caiu em desgraça entre os torcedores, não teve tempo para, junto com a sua comissão, dar uma cara para o time. O reflexo do trabalho recente do treinador, ou melhor, da falta dele, ficou visível no jogo contra o Al Hilal na ausência de um esquema tático e de movimentações capazes de surpreender o adversário, além da inexistência de jogadas ensaiadas. O Flamengo parecia muito mais um bando de jogadores do que uma equipe organizada.

Finalmente, mas não menos importante, houve arrogância por parte da diretoria, comissão técnica e jogadores diante de um rival bem menos badalado que o Real Madrid e que foi, equivocadamente, percebido como um adversário apenas pró-forma. Ninguém, inclusive a imprensa brasileira, respeitou a semifinal. Faltou apetite, faltou empenho, faltou categoria, faltou treinamento, faltou entrosamento e sobrou soberba.

Relembre as últimas passagens do Corinthians pelo novo Mané Garrincha

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Corinthians Mané Garrincha
Foto: Rodrigo Gazzanel/Agência Corinthians

O segundo clube mais popular do Brasil tem encontro marcado com a capital do país. Neste domingo (12/2), o Corinthians desembarca em Brasília enfrentar a Portuguesa, no Estádio Nacional Mané Garrincha, pelo Campeonato Paulista. Será a quinta exibição alvinegra desde a reforma da arena para a Copa do Mundo de 2014. No esquenta para o duelo, o Distrito do Esporte relembra as últimas quatro passagens da equipe pela cidade.

A primeira vez do Corinthians na arena mais cara do Mundial do Brasil foi em 25 de agosto de 2013. Na ocasião, a equipe paulista desembarcou como visitante no duelo contra o Vasco, pela 16ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro. Pouco mais de 21 mil torcedores testemunharam o empate da equipe de Tite por 1 x 1. Paolo Guerrero foi o nome da primeira emoção corintiana no novo Mané Garrincha. Apesar do equilíbrio em campo e do ponto para cada lado, o duelo ficou marcado pelo confronto entre membros das torcidas uniformizadas das duas equipes.

O retorno corintiano ao Mané Garrincha aconteceria quase três anos depois. Em 16 de junho de 2016, a trupe paulista desembarcou no DF para encarar mais um carioca: o Fluminense. O resultado daquele 16 junho foi a derrota por 1 x 0, com gol de Cícero. Porém, por incrível que pareça, o revés diante de 21.148 torcedores foi o menor dos problemas alvinegros. Na véspera da partida, o então técnico Tite comunicou o desligamento do clube para assumir a Seleção Brasileira.

Quiseram os deuses do futebol que a primeira vitória do Corinthians no Mané Garrincha viesse na terceira tentativa. Para os supersticiosos, tudo aconteceu exatamente como deveria. Contra o Vasco, em 29 de julho de 2018, a equipe do Parque São Jorge saiu atrás no placar, mas buscou forças para virar com um gol de Jadson e três do paraguaio Ángel Romero, um dos remanescentes daquele time no atual elenco.

Apesar de ter, aparentemente, encontrado o caminho das vitórias no Mané, na última visita ao bando de loucos do Distrito Federal, o Corinthians não foi bem. Em 15 de setembro de 2019, voltou a enfrentar o Fluminense e foi derrotado pelo mesmo placar do encontro de 2016: 1 x 0. O meia Paulo Henrique Ganso foi o carrasco corintiano há dois anos e quatro meses.

Nova chance

Em quatro partidas no reformado Mané Garrincha, o Corinthians tem aproveitamento de apenas 33,3% dos pontos. A possibilidade de upgrade nos números vira em 12 de fevereiro, quando a equipe mede forças com a Portuguesa, às 16h, pela 8ª rodada do Campeonato Paulista.

Em jogo com muitos cartões, Ceilândia ganha do Santa Maria e vira líder

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Santa Maria e Ceilândia
Foto: Lucas Bolzan/Ceilândia Esporte Clube

Muitos cartões, apenas um gol e um novo líder provisório do Campeonato Candango. Assim pode ser definida a vitória do Ceilândia sobre o Santa Maria, por 1 a 0, em jogo bastante brigado e válido pela quarta rodada do torneio local. Com bola na rede de Milla, o Gato Preto conquistou os três pontos no Estádio Serra do Lago mesmo jogando com um a menos durante todo o segundo tempo diante de uma Águia com a bola no pé, mas sem efetividade na definição.

O primeiro tempo foi truncado e com disputas intensas pela bola. Porém, em termos de chance de gols, as equipes ficaram devendo. O Ceilândia foi mais efetivo e saiu na frente com Milla. Confusa, a arbitragem distribuiu seis cartões somente na etapa inicial. Nos 45 minutos finais, o Gato Preto teve um expulso logo aos 30 segundos. Mesmo com vantagem numérica, o Santa Maria não conseguiu transformar a posse de bola em imposição para sair de campo com um resultado melhor.

Foto: Lucas Bolzan/Ceilândia Esporte Clube

Jogo brigado e gol único

O jogo começou bastante estudado. As duas equipes alternavam a posse de bola, mas não criavam chances concretas de abrir o placar no Serra do Lago. A primeira foi aos nove. Após cobrança de escanteio, Fernando Gomes subiu alto e exigiu grande defesa de Alisson. Mesmo com mais posse, o Santa Maria demorou a responder. Aos 17, Élber fez boa jogada, mas Felipe escorou o cruzamento para fora. Com 22, o Ceilândia foi fatal. A zaga da Águia cortou cruzamento mal e Milla, oportunista, guardou.

Tocando em busca de espaço, o Santinha assustou aos 28. Pablo invadiu a área em velocidade e, de cabeça, carimbou o travessão. A Águia, inclusive, parecia mais propositiva. Porém, com nítida dificuldade de gerar chances concretas. Com o rival adiantado, o Ceilândia recuou as linhas e deixou o jogo preso no meio-campo. Com 36, o Gato voltou ao ataque, mas Milla chutou sem força. Com o calor, as duas equipes diminuíram a intensidade.

O jogo também ficou bastante nervoso. Conforme o número de faltas crescia, o árbitro Leandro Almeida distribuía cartões para os dois times. No primeiro tempo, foram três para cada lado. As punições exaltaram o ânimo dos jogadores e dos bancos de reservas, com confusões registradas em campo. Com a bola no pé, emoção somente nos acréscimos. Ivamar tentou pelo Santa Maria, cobrou falta na área e, para não se complicar, Henrique jogou para escanteio.

Santinha sem efetividade

Com pouco mais de 30 segundos, o jogo teve um lance crucial. Americano fez falta dura, recebeu o segundo amarelo e deixou o Ceilândia com um a menos. A vantagem numérica ampliou o domínio de posse do Santa Maria. Á Águia, porém, seguia sem encontrar o caminho para ter uma chance real de gol. Recuado, o Gato Preto sonhava com um contra-ataque. Com 10 minutos, Élber tentou de longe, mas mandou bem longe do gol de Henrique Marchesan.

Em meio à dificuldade de entrar na área, o Santa Maria tentava, ao menosm chutes de fora da área. Porém, a pontaria da Águia não estava afiada. Aos 20, Marchesan brilhou. Feijão fez grande jogada e chutou forte. O camisa 1 do Gato Preto salvou. Preocupado em marcar, o Ceilândia praticamente não chegava ao ataque. Aos 26, o time grená marcou, mas em lance anulado por claro impedimento de Lídio. Modificado por Adelson de Almeida, o alvinegro conseguiu circular um pouco mais a bola.

O calor forte em Luziânia provocou uma queda no ritmo das duas equipes. Satisfeito com o 1 a 0, o Ceilândia abdicou da bola para se defender. O Santa Maria rodou a bola e, aos 39, teve grande chance. Thiago Magno recebeu na área, girou o corpo, mas chutou por cima. Depois disso, a partida voltou a ficar truncada. A Águia até tentou criar oportunidades, mas o Gato Preto se defendeu bem para deixar o campo com o bom resultado a liderança parcial do Candangão.

Foto: Lucas Bolzan/Ceilândia Esporte Clube

O que vem por aí?

Santa Maria e Ceilândia, agora, se concentram na sequência do Campeonato Candango de 2023. Com meta de defender um lugar na zona de classificação para o torneio local, o Gato Preto pega o Brasília, na quarta-feira (15/2), às 15h30, no Abadião. Buscando a recuperação para também seguir brigando na parte superior da competição, o Santinha faz jogo importante contra o Gama, no Estádio Nacional Mané Garrincha, às 20h30.

SANTA MARIA 0
Alisson 🟨; Paulinho 🟨, Pablo, Lídio 🟨 e Lucas Caetano; Marcos Paulo (Wallace), Américo (Feijão) e Thiago Magno 🟨; Ivamar, Élber e Felipe. Técnico: Christian Ramos

CEILÂNDIA 1
Henrique Marchesan; Wisley, Dudu, João Afonso e Fernando Gomes; Andrey 🟨 (Werick), Geovane 🟨 e Dogão 🟨 (Júlio Oliveira); Milla ⚽ (Foguinho), Maikon Valeriano (Gabriel 🟨) (Euler 🟨) e Americano 🟨🟨🟥. Técnico: Adelson de Almeida

Em casa, Real Brasília vence o Capital de virada

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Real Brasília vence Capital de virada
Foto: Julio Cesar Silva/Real Brasília

Sabadou bem demais para os Leões do Planalto. Com situações parecidas na tabela, Real Brasília e Capital se enfrentaram na tarde deste sábado (11/2), no Estádio Defelê, em partida válida pela quarta rodada do Campeonato Candango 2023. O jogo foi bem disputado e os Leões reagiram rápido ao primeiro gol tomado. O placar foi de 2 x 1, com direito a gol contra e expulsão.

O primeiro tempo começou bem movimentado e com as duas equipes desejando balançar as redes. Os esforços na etapa inicial valeram mais a pena para Coruja, que viu o primeiro gol aos seis minutos. Manoel recebeu e abriu o placar. O Real Brasília não desanimou e buscou deixar tudo igual, porém o sistema defensivo do adversário agiu com inteligência e não deixou. Os dois times continuaram agitados no segundo tempo e os donos da casa contaram com o fato de ter um jogador a mais em campo. Depois de várias chegadas perigosas, o time carimbou a vitória.

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Coruja com a vantagem

O primeiro tempo começou sob forte calor, mas nem isso foi capaz de tirar a agitação dos times em campo nos minutos iniciais. Com menos de um minuto, Gabriel Lima cobrou escanteio e Wendel espalmou. Na sobra, Derli quis um gol de bicicleta, porém sem sucesso. Aos 3’, o árbitro assinalou falta para os donos da casa. Caio Mendes cobrou com uma jogada ensaiada. Guilherme ficou para receber, mas demorou e perdeu uma boa chance. Aos 6′, a bola encontrou a rede pela primeira vez na partida. Manoel recebeu de cruzamento e cabeceou para o fundo do gol adversário.

Três minutos mais tarde, Deivid Anacleto teve espaço pela direita e bateu forte, porém Wendel segurou firme e impediu o segundo da Coruja. As chegadas de perigo do Capital não intimidaram o Real Brasília, que buscou chances também. Com 14′, após cobrança de escanteio, Igor Feijão tentou cabecear e não conseguiu. Pouco depois, Matheus Jesus também teve oportunidade. O atacante passou pelos adversários, demorou para finalizar e logo foi travado pelos jogadores da Coruja. Depois de tanta intensidade, o confronto ficou mais ameno. Com o cronômetro quase zerado, os movimentos foram de menos risco.

Precisando sair da desvantagem, o grupo do Real Brasília se organizou na tentativa de comemorar gol também. Porém, o time foi surpreendido diversas vezes e foi incapaz de fazer as finalizações. Na tentativa de afastar o ataque, o jogo teve uma sequência significativa de faltas para os Leões. Aos 40’, em mais uma jogada ensaiada, Guilherme bateu direto e a pelota saiu esbarrando na rede. Três minutos depois, foi a vez de Uederson ir para a cobrança. O camisa 7 também tentou marcar direto e não conseguiu.

A pressão dos minutos finais pegou para a Coruja. Quase perto do apito final, Serginho vacilou e chegou de forma violenta em Gabriel Lima. O jogador já estava amarelado e foi expulso, deixando os donos da casa com a vantagem de um atleta a mais em campo. Mesmo assim, a bola nem chegou perto de balançar as redes mais uma vez e os visitantes comandados por Rogério Mancini foram para o vestiário com a vantagem no placar.

Real vence de virada

A etapa final começou ainda mais enérgica, mesmo com o calor ainda intenso. Com três minutos, ficou tudo igual no placar. Após cobrança de escanteio, Itallo tentou afastar a bola do Real Brasília, porém fez o inverso e viu a bola entrar para os adversários. Com a marcação contra ficou tudo igual no Defelê. Aos 11’, Luan saiu atrapalhado, derrubou Luquinhas e o juiz apitou penalidade máxima para o Real Brasília. Uederson cobrou bem demais, porém Luan defendeu e não deixou a bola entrar.

Na sequência, Gabriel Lima deu uma pancada de longe e a bola fez a curva certinha para balançar a rede adversária, deixando os Leões na frente. Aos 19’, o Capital chegou com Deivid Anacleto. O atacante cruzou para Manoel e o camisa 9 tentou outro gol de cabeça, porém Wendell segurou firme. Com um a mais em campo, Gerson Ramos apostou nas substituições para infiltrar bem o grupo. Com isso, o time encontrou espaços importantes para chegar ao campo adversário.

Do outro lado do confronto, Capital precisou se esforçar um pouco mais para manter a boa postura do segundo tempo. E conseguiu. A Coruja não deu muitas brechas para os donos da casa e continuaram dando trabalho. Mesmo assim os Leões tinham boas alternativas. Aos 33’, Uederson atravessou a disposição adversária e entregou para Luquinhas. Ele tentou marcar pelo lado esquerdo, mas a pelota saiu rente à trave do Capital.

Próximo do apito final, Marllon cobrou falta para a Coruja. Cadu tentou de cabeça, mas a bola saiu. Depois do lance, a comissão do Capital reclamou por conta de uma penalidade não marcada, mas o juiz não anotou nada. Aos 45′, mais uma chance. Marllon arriscou o arremate de longe e Wendell defendeu bem demais. Com emoção até o último minuto, o Real Brasília garantiu a vitória por 2 x 1.

O que vem aí…

Os times voltam a campo no meio da semana, em partidas válidas pela quinta rodada do Candangão 2023. Capital mede forças contra o Paranoá, na quinta-feira (16/2), às 15h30. O palco da partida será o Estádio JK. Já o Real Brasília vai até o Estádio Serejão, para enfrentar o Taguatinga, no mesmo dia e horário.

Ficha técnica

Real Brasília 2

Wendell; Caio Mendes (🟨), Josué, Hyago, Igor Feijão (Maxwell); Gabriel Lima (⚽), Uederson, Obina; João Eric (Eric Juan), Guilherme (Luquinhas) e Matheus Jesus (Eduardo).

Técnico: Gerson Ramos

Capital 1

Luan; Emerson, Toninho Paraíba, Luan Bueno (Cadu), Itallo (⚽contra), Emerson; Derli (Marllon), Wisman (Fagner), Serginho Paulista (🟥); David Sousa, Manoel ⚽ (Roger)  e Deivid Anacleto.

Técnico: Rogério Mancini

Na agenda! CBF marca jogos de Ceilândia e Brasiliense na Copa do Brasil

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Serejão
Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

Os times do Distrito Federal tem data e hora marcadas para estrear na Copa do Brasil de 2023. Com meta de repetirem o desempenho do ano passado, quando chegaram juntos à terceira fase do torneio, Ceilândia e Brasiliense tiveram os jogos da primeira fase da competição nacional agendados pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O Gato Preto vai encarar o Santos, enquanto o Jacaré mede forças com o Athetic-MG.

O primeiro a entrar em campo no torneio mata-mata vai ser o Ceilândia. Logo na estreia do torneio, o Gato Preto terá pela frente o Santos, um gigante do futebol nacional. Devido à proporção da partida, a CBF colocou o confronto na noite de 23 de fevereiro, uma quinta-feira, às 20h. O palco indicado foi um local não muito utilizado pelo alvinegro candango: o estádio Serejão, em Taguatinga.

A escolha pela casa alternativa se dá em função da possibilidade de transmissão nacional do jogo entre Ceilândia e Santos em rede nacional de televisão fechada. O SporTV é o detentor exclusivo da veiculação neste tipo de canal. Com isso, faz necessário um horário acessível aos torcedores. Atualmente, somente o Serejão e o Estádio Nacional Mané Garrincha possuem refletores para jogos noturnos.

Por estar melhor ranqueado na CBF ao relação ao Athletic-MG, o Brasiliense vai viajar na primeira rodada de partidas da Copa do Brasil. Na agenda da competição nacional, a entidade indicou a realização da partida em 1º de março, uma quarta-feira. A bola vai rolar às 20h. O palco da partida, porém, ainda não foi indicado pelo time mandante e consta como “a definir”.

Uma das possibilidades é a utilização do Estádio Joaquim Portugal, casa onde o Athletic-MG costumeiramente realiza as partidas como mandante no Campeonato Mineiro. A arena de São João del-Rei tem capacidade liberada pela Federação Mineira de Futebol (FMF) de 2.303 torcedores. Nas primeiras fases da Copa do Brasil, não há limite mínimo de público em um palco esportivo.