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Campeonato Sul-Americano de Wakesurf chega ao fim na capital federal

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Marcos Protta - Wakesurf
Foto: Carlos Carpinelli

No último final de semana chegou ao fim o 18º Campeonato Sul-Americano de Wakesurf. O evento aconteceu na Ponte JK, um dos pontos turísticos do Distrito Federal. A competição internacional reuniu mais de 70 atletas brasileiros e da América Latina, consolidando ainda mais o calendário da modalidade em solo brasiliense. As finais aconteceram no domingo (5/3).

Organizador da prova que aconteceu no quadradinho, André Romão relembrou quando tudo iniciou em 1995, no Campeonato Brasiliense de Surf, que foi realizado em solo catarinense. “Brasília não tem praia, mas temos um lago limpo com ótimas condições de praticar esportes náuticos nele. Podemos nos divertir e fazer bons campeonatos com essa edição do Sul-Americano”, afirmou o promotor.

Além da modalidade de Wakesurf, o Lago Paranoá estava repleto de praticantes de outros esportes aquáticos, como caiaque, remo e stand up paddle. Para André Romão, o evento conseguiu atingir o objetivo de dar visibilidade a modalidade. “O sol de Brasília esteve encantador e muitas pessoas nos prestigiaram. Agora a meta é trazer mais gente para as próximas competições e quem sabe atletas de outras partes do mundo para a gente realizar uma etapa do Campeonato Mundial”, contou.

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Wakesurf
Foto: Matheus Melo

Um dos atletas mais renomados do Brasil, Marcos Protta, que tem no currículo cinco brasileiros, três ouros em etapas de mundiais, competiu em três categorias e gostou do seu desempenho nas águas do Lago Paranoá. “Foi divertido e consegui tirar bom proveito das minhas voltas. Seguirei treinando forte para continuar representando bem o Brasil nas competições internacionais”, disse.

Para frente, Protta tem no calendário duas etapas do Mundial. A primeira será em Madri em junho e a segunda em julho na Inglaterra. O candango também disputará uma competição nos Estados Unidos, em Orlando, no mês de setembro.

Paranoá marca no fim, pula para terceiro e tira o Brasiliense do G-4

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Foto: Jéssika Lineker/Distrito do Esporte

O jogo não foi dos melhores, mas o Paranoá conquistou um resultado para comemorar bastante em termos de classificação no Campeonato Candango. Na tarde deste domingo (5/3), a Cobra Sucuri empatava com o Brasiliense até os acréscimos do segundo tempo, quando marcou mais um, venceu por 2 a 1 e pulou para a terceira colocação do torneio local. O resultado foi muito ruim para o Jacaré, que acabou saindo do G-4 das semifinais e foi ultrapassado por outros rivais diretos.

O primeiro tempo foi de muito estudo por parte das duas equipes e os gols saíram em erros. O Brasiliense saiu na frente quando a zaga vacilou e deixou Mamute completar rebote livre. Nos acréscimos, Sucuri bateu cabeça com a zaga e Lucas Victor empatou. Os lances de perigo foram bem mais raros na etapa final. Mesmo assim, tanto o Jacaré quanto a Cobra Sucuri tiveram chances de saírem de campo com um resultado melhor. Os visitantes aproveitaram e somaram os três pontos.

Gols em erros

No primeiro minuto, o Paranoá assustou. Após bola cruzada na área, Willian Jr. emendou sem deixar cair, mas mandou por cima. Com a bola no pé, a Cobra Sucuri cercou a área do Brasiliense e pressionou na tentativa de ser letal. O primeiro ataque do Jacaré foi aos seis. O time puxou contra-ataque, mas Mamute se precipitou ao tentar encobrir o goleiro e isolou. O lance foi o último antes do início de um período de estudo entre as equipes, com muito toque em busca de espaço no meio de campo.

Com erros de passe, os times encontravam dificuldades para evoluir com perigo no ataque. Aos 21, o Paranoá fez quase tudo certo. O time puxou contra-ataque veloz e a bola parou em Daniel Guerreiro, mas, na hora do 10, o atacante finalizou muito mal. Nove minutos depois, o Brasiliense teve chance em bola parada, mas Tarta bateu a meia altura e carimbou a barreira. Pouco depois, o camisa oito do Jacaré teve uma nova chance e não decepcionou.

Maicon até defendeu o chute venenoso de Tarta, mas, no rebote, Mamute completou para o gol. O Paranoá respondeu aos 32. Após tabela, Willian Jr. invadiu a área, chutou forte e parou em Edmar Sucuri. O time visitante seguia em busca do empate. Com 36, Daniel Guerreiro chutou de longe e exigiu outra defesa do goleiro do Brasiliense. Nos acréscimos, o Jacaré tomou o empate em jogada com erro. Sucuri se embananou na hora de segurar a bola e ela ficou limpa para Lucas Victor empurrar para a rede vazia.

Foto: Jéssika Lineker/Distrito do Esporte

Virada no final

O Brasiliense voltou a campo modificando na tentativa de apresentar um futebol melhor. Mas, com 20 segundos, quem finalizou foi Daniel Guerreiro, mas para fora. Na resposta, Luquinhas se antecipou, mas escorou para fora. Com quatro, Vitor Jr. fez boa jogada individual. Com opções de passe, chutou errado. Mesmo com as chances, a partida no Serejão estava escassa em qualidade. Aos 15, a Cobra Sucuri quase virou em boa tentativa de cobertura de fora da área.

Sem poder ofensivo, o Jacaré não ameaçava Maicon e tinha dificuldades nas transições. O Paranoá também não jogava bem, mas estava mais perigoso. Com 26, o Jacaré conseguiu furar as linhas e marcou com Gustavo Henrique. Porém, a arbitragem assinalou impedimento e anulou o lance. Dois minutos depois, a Cobra Sucuri chegou com perigo. Vandinho cruzou rasteiro. A bola passou na frente da área e ninguém desviou. O time da casa esboçou uma tentativa de pressão.

Aos 34, o Jacaré chegou a ter três escanteios em sequência, mas não aproveitou nenhum. Na resposta, Vandinho fez outra boa jogada e, novamente, ninguém completou o cruzamento rasteiro. Os minutos finais foram de jogo aberto e trocação ofensiva. A ineficiência, porém, seguiu presente em campo. Isso até os acréscimos. Após cruzamento, João subiu alto, cabeceou com força para vencer Sucuri e dar a vitória, os três pontos e a terceira posição ao Paranoá.

BRASILIENSE 1
Edmar Sucuri; Caetano, Railon, Gustavo Henrique 🟨 e Goduxo; Radamés (Diogo Sodré), Gabriel Henrique e Tarta (Renan Oliveira); Tobinha (Daniel Alagoano), Luquinhas (Kieza) e Yuri Mamute ⚽ (Hernane Brocador 🟨). Técnico interino: Alan George

PARANOÁ 2
Maicon; Douglas Rato, Dedé, Pedro Medeiros 🟨 (Felipe Paulista) e Felipe Assis (Lucas Victor ⚽); André, Filipe Werley (João ⚽) e Vandinho; Willian Jr., Vitor Junior (Willian Magrão), Daniel Guerreiro (Gabriel Pedra 🟨). Técnico: Luiz Carlos Sousa

Festa da Coruja: Capital vence Brasília e se mantém na briga pelo G4

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Capital x Brasília pelo Candangão 2023
Foto: Gustavo Roquete/Capital

O Capital recebeu o Brasília na tarde deste domingo (5/3) no estádio JK, no Paranoá, pela sétima rodada do Campeonato Candango. Antes da bola rolar, o Colorado homenageou o atacante Ricardo Oliveira pelos 800 jogos em sua carreira. Porém, a festa em campo foi da Coruja. Com gols de Manoel, Leozynho e Roger Gaúcho, a equipe de Celso Teixeira venceu por 3 a 1 o clube treinador por Alex Silva. Mirandinha descontou para o lanterna da competição.

O primeiro tempo foi de completo domínio do Capital. Com ótimas tramas entre o quarteto de ataque, Manoel fez o único gol da etapa inicial após chute rasteiro. Porém, o arqueiro Jennerson fez outras três grandes defesas e impediu o placar largo. Nos primeiros minutos da segunda etapa, Leozynho aumentou o marcador. Roger Gaúcho ampliou e Miradinha descontou para o Brasília. No fim, as equipes ainda tiveram chances de marcar, mas finalizou com vitória por 3 a 1 para o Capital.

Jennerson impede goleada na primeira etapa

A primeira finalização da partida saiu dos pés de Leozynho, no primeiro minuto, mas a bola subiu muito. O Brasília respondeu na sequência com Castro Júnior e o chute foi longe do gol. Aos quatro, Manoel foi lançado na área, dominou, driblou o marcador e finalizou rasteiro no canto de Jennerson para abrir o placar. Cinco minutos depois, Manoel fez bom passe por cobertura, Deivid Anacleto dominou no peito e rolou para Igor Villela, que bateu cruzado e obrigou Jennerson a fazer ótima defesa.

Após a pressão do Capital, o jogo ficou morno e voltou a ter um bom ataque aos 29 minutos com Manoel. Deivid Anacleto cruzou na área, o centroavante finalizou de primeira e Jennerson realizou outra linda defesa. No minuto seguinte, Deivid Anacleto cruzou rasteiro, Manoel chutou de primeira e Jennerson fez mais um milagre. No rebote, Leozynho chutou forte e Jennerson, outra vez, impede o Capital de aumentar o placar. Aos 42′, Ricardo Oliveira recebeu a bola, o atacante dominou e chutou de fora da área, mas errou o alvo.

Chuva de gols

Assim como no primeiro tempo, o Capital continuou pressionando o Brasília. Aos três minutos, em bola alçada na área, Kadu tentou dominar e perdeu boa chance de ampliar. No lance seguinte, em outro cruzamento, Manoel cabeceou e Jennerson defendeu com tranquilamente. Com seis no cronômetro, Igor Villela ajeitou e Leozynho bateu forte, mas o arqueiro colorado realizou outra grande defesa na partida. Aos oito, a Coruja aumentar o placar. Leozynho recebeu na entrada da área, finalizou forte e desta vez, sem chances para Jennerson.

Aos 13′, Leozynho entrou na área, tocou para Roger Gaúcho tirando o goleiro Jennerson da jogada, e o atacante, que acabara de entrar, finaliza para fora. Cinco minutos depois, Igor Villela achou Leozynho livre pelo lado esquerdo de ataque, o atacante bateu cruzado e balançou as redes de Jennerson, mas foi marcado impedimento. Com 28 no cronômetro, Manoel rolou para Roger Gaúcho, o meia dominou e bateu na saída de Jennerson para aumentar o marcador.

Dois minutos depois, Borges fez ótimo cruzamento na área, achou Mirandinha livre e o atacante colorado chutou firme para estufar as redes de Luan. Aos 33′, outro bola levantada na área e Ricardo Oliveira, sozinho, perdeu grande oportunidade de diminuir o marcador. Cinco minutos após, Roger Gaúcho finalizou forte de longe e Jennerson, novamente, salva o Brasília. Aos 39, Roger Gaúcho tocou para Felipe Alves, o atacante limpou o zagueiro e tentou encobrir Jennerson, mas o arqueiro em dia inspirado, impediu o quarto gol.

O que vem por aí

Brasília e Capital voltam a campo no próximo fim de semana para a penúltima rodada do Candangão. O Colorado recebe o Taguatinga, em confronto direto contra o rebaixamento, no sábado (11/3), às 16h, na Arena BRB Mané Garrincha. No domingo (12/3), às 15h30, o Capital enfrenta o Ceilândia no estádio Abadião. Paranoá x Real Brasília jogam no sábado (11/3), às 15h, no Defelê. E para fechar a rodada, duas partidas no domingo (12/3): Gama x Samambaia, às 15h, no Defelê, e Santa Maria x Brasiliense, às 15h30, no Serra do Lago.

Capital 3
Luan; Toninho Paraíba, Kadu, Itallo e Emerson (Jordan Kaique 🟨); Derli, Marconi (Serginho Paulista) e Igor Villela (Claudinho); Leozynho ⚽ (Felipe Alves), Deivid Anacleto (Roger Gaúcho ) e Manoel .
Técnico: Celso Teixeira

Brasília 1
Jennerson; Crystian 🟨, Edimar, Juan e Espeto; Yuri Ferreira (Ewerton Potiguar), Borges, Castro Jr. (Dan) e Careca (Marcos Antônio); Hiwry (Mirandinha ) e Ricardo Oliveira (Julio Carioca).
Técnico: Filipe Lemes

Ceilândia derrota Gama e acirra briga por vaga na semifinal

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Foto: Lucas Bolzan/Ceilândia

Neste domingo (5/3), em jogo válido pela sétima rodada do Campeonato Candango, o Ceilândia venceu o Gama por 2 a 0, no Estádio do Serra do Lago, e encostou no G4 da competição. Com gols de Gabriel e Clemente, o Gato Preto chegou aos 11 pontos e assumiu a quinta posição no campeonato. Já o alviverde candango fechou a rodada na segunda posição com 13 pontos, atrás do líder Real Brasília, que soma 14.

Na primeira etapa, o Gato Preto não deixou o Gama jogar, sempre com ataques pelo lado esquerdo e bons cruzamentos com China e Clemente. Em uma confusão na área, Clemente chutou para o gol e Ravel falhou na defesa, deixando o Ceilândia na frente. No segundo tempo, o Gama veio com uma nova postura e em busca do empate. Porém, foi o Ceilândia que marcou em uma bela troca de passes e Gabriel, livre, anotou o segundo gol e deu números finais ao confronto.

Ceilândia comandou o primeiro tempo

No primeiro minuto, o Ceilândia tentou surpreender o Gama. Com mais pressão no início, o alvinegro candango deixou a equipe de Vilson Tadei desconfortável no jogo. Aos 4 minutos, o zagueiro Renan cometeu falta e recebeu o primeiro amarelo da partida. Com 9 minutos, Dogão tentou o cruzamento, mas o atacante Clemente não aproveitou. Aos 10′, o Ceilândia desceu pelo lado esquerdo com Clemente, mas o goleiro Ravel impediu o cruzamento e tocou para fora.

Em uma confusão na área, aos 16′, Clemente aproveitou a oportunidade, chutou para o gol e o Gato Preto saiu na frente. Aos 31′, com cruzamento de Wisley, Dogão chutou de primeira e Ravel defendeu. Logo em seguida, o Gama tentou um contra-ataque, mas sem muitos riscos para o clube treinador por Adelson de Almeida. O Ceilândia criava oportunidades pelo lado esquerdo, porém, pecava nas finalizações.

Com um erro de passe na defesa do Gama, o time de Adelson de Almeida quase ampliou com Clemente, mas o goleiro Ravel fez uma boa defesa, aos 38′. O Gama tentou o empate com uma cabeçada e Matheus Silva defendeu a meta alvinegra. O alviverde candango ainda tentou um gol antes do fim do primeiro tempo e por pouco não deixou tudo igual, mas Vitor Xavier, aos 46′, não aproveitou a chance.

Foto: Lucas Bolzan/Ceilândia

Segundo tempo

Na segunda parte do confronto, o Gama começou com outra postura e tomou iniciativa já nos primeiros minutos. Em um bom contra-ataque, Clemente fez cruzamento na área, aos 8 minutos, mas nenhum atleta do setor ofensivo do Ceilândia chegou para finalizar. Em uma bela troca de passes entre o trio de ataque alvinegro, Gabriel chutou forte e ampliou para o Gato Preto, aos 13′.

O Gama, mesmo com uma postura diferente do primeiro tempo, não conseguia finalizar as jogadas. Aos 25′, Clemente soltou uma bomba e Ravel impediu o terceiro do Ceilândia. Nos minutos finais, as equipes não conseguiram criar mais chances claras de gol e deixou o jogo sem muitas emoções. O Gama ainda tentou diminuir o marcado, mas a defesa do Ceilândia interceptou e manteve o placar favorável ao Gato Preto.

Foto: Lucas Bolzan/Ceilândia

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Gama 0

Ravel, Renan🟨 (Alex), Tiago Santana (Rafael); Léo Santos (Zanatelli), Júlio César🟨, Bruno Ribeiro; Michel Platini, Diogo Oliveira (Gabriel Negão), Kelvin; Vitor Xavier🟨 e Paolo (Lucas).

Técnico: Vilson Taddei

Ceilândia 2

Matheus Silva, Wisley, Euller (Geovane); João Afonso🟨 (Dudu), Werick, China; Foguinho (Felipe Cirne), Gabriel ⚽, João de Deus (Paulo Renê); Dogão (Gabriel Correia) e Clemente⚽.

Técnico: Adelson de Almeida

Real Brasília joga bem, mas perde para o Palmeiras em casa

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Real Brasília e Palmeiras
Foto: Julio Cesar/Real Brasília

Vitória do Palmeiras em Brasília! Na tarde deste domingo (5/3), Real Brasília recebeu o Palmeiras no Estádio Defelê, na Vila Planalto, pela segunda rodada da Série A1 do Brasileirão Feminino. Mesmo fazendo boa partida, as Leoas do Planalto não conseguiram impedir o ataque avassalador do Palmeiras e perderam por 3 x 0. O alviverde volta para casa com mais três pontos importantes na competição e assume a vice-liderança na tabela.

O Palmeiras teve certa liberdade no primeiro tempo, mas o Real Brasília não se intimidou e também conseguiu criar jogadas de perigo. Mesmo assim, a zaga das Leoas falhou em momentos cruciais do jogo. E foi em uma dessas que Bia Zaneratto marcou e deixou o Palmeiras na frente. A etapa final também foi bem movimentado, mas o Real Brasília pecou na hora de finalizar. Letícia entrou e marcou mais dois para as visitantes.

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Vantagem alviverde

O primeiro tempo começou equilibrado. As duas equipes entraram em campo estudando  bem antes de avançarem para o ataque. A primeira chegada foi aos três minutos, com Bia Zaneratto. A camisa 10 arriscou da entrada da área, mas Rafa Soares apareceu rápido para impedir a finalização. Na sequência, Duda Santos ficou com a bola, fez um chapéu e deu um belo passe para Rodriguez, que não conseguiu finalizar. Aos nove minutos, Keikei salvou as donas da casa. Gutierrez foi veloz, dominou e buscou finalizar, mas Isabela Melo atrapalhou a tentativa. Porém, depois, a camisa 8 do Verdão aproveitou mais uma vez, bateu forte e a arqueira do Real Brasília tirou o perigo.

O Real Brasília também teve boas jogadas. Aos 11′, Dany Silva entregou para Laíne e a lateral fez o cruzamento para a pequena área. Ninguém foi mais rápida que Tapia, que subiu para impedir o gol. No lance seguinte, Karla Alves tabelou com Gaby Soares e a camisa 10 jogou para trás. Bola para ninguém. Aos 15′, a número 10 tentou a cabeceada e a arqueira do Verdão encaixou. O Palmeiras voltou a incomodar cinco minutos mais tarde, com Katrine. A jogadora aproveitou a sobra, arriscou de longe e bola saiu por cima.

Minutos depois, Ju Oliveira trabalhou a bola com Karla Alves e a camisa 95 obrigou a goleira a fazer uma defesaça. No lance seguinte, Gaby Soares dominou e chutou para o gol, mas juiz apitou impedimento. Aos 25′, Bia Zaneratto aproveitou uma falha bizarra na zaga das Leoas do Planalto, deu uma arrancada e ficou perto de marcar, mas foi travada por Isabela Melo. A arbitragem apitou penalidade máxima. Na cobrança, a craque do Alviverde bateu bem demais e deixou a bola no fundo do gol, abrindo vantagem no Defelê.

O Real Brasília foi inteligente e não sentiu a desvantagem no placar. O plantel comandado por Adilson Galdino continuou insistindo no empate, principalmente nos 10 minutos finais. Aos 34′, Ju Cipriani recebeu no lado esquerdo, bateu forte e Tapia defendeu. Outra chance foi na bola parada, nos minutos seguintes. Karla Alves cobrou bem, mas a defesa adversária tirou de perigo. Aos 39′, a número 95 assustou a goleira do Palmeiras mais uma vez, mas não conseguiu marcar. Cinco minutos depois, Dany Silva ficou livre na lateral direita, chutou forte e Tapia fez mais uma defesaça. Lorena Bedoya e Gaby Soares também tentaram. A arqueira adversária defendeu todas.

Vitória do Palmeiras

Etapa final! O segundo tempo também foi movimentado para ambos os lados. As mandantes entraram bem demais e conseguiram criar perigo ainda nos primeiros minutos. Aos três, Karla Alves conseguiu espaço, ficou com a bola e entregou para a companheira Dany Silva. A camisa 99 bateu bem e a bola parou na trave. Quatro minutos depois, o Real Brasília conseguiu o contra-ataque com Laíne. Ela cruzou para Ju Oliveira, que bateu forte e a bola saiu pelo lado esquerdo do gol.

As Leoas do Planalto continuaram na busca por uma jogada promissora e que resultasse em gol. Mesmo assim, alguns erros bobos impediram a bola de entrar. Aos 19′, Laíne teve a posse e a chance de tocar, mas perdeu uma boa oportunidade. Como resposta, o Palmeiras partiu para o ataque. Letícia recebeu de Bia Zaneratto e chutou direto para o fundo da rede adversária, ampliando ainda mais a vantagem alviverde. Aos 24′, Karla Alves recebeu, encontrou espaço pela lateral, mas foi travada.

Quase perto do apito final, outra falha da defesa do Real Brasília deixou o Palmeiras com liberdade para tentar. Letícia ficou livre e de frente para o gol. Chutou forte e quase viu a bola entrar, mas Keikei quase foi ao céu para impedir o terceiro das adversárias. Aos 40′, Letícia foi para cima mais uma vez. Em outra falha do Real Brasília, a atacante foi rápida, chutou forte e não deu chance para a arqueira da casa defender.  Sem outras chances, o Palmeiras volta para casa com mais três pontos na bagagem. Com o resultado, o time assume a vice-liderança da Série A1 do Brasileirão Feminino, atrás apenas do Corinthians.

O que vem aí…

Os times voltam a campo no próximo final de semana. O representante do Distrito Federal vai até o Rio Grande do Sul enfrentar o Internacional, no sábado (11/3), às 11h. O palco do duelo será o Estádio Morada dos Quero-Queros. O Verdão também vai jogar fora de casa. No domingo (12/3), o Palmeiras mede forças com o Avaí/Kindermann, às 15h, na arena Caçador.

Ficha técnica

Real Brasília 0

KeiKei; Laine, Rafa Soares, Isabela Melo (🟨) e Petra; Júlia Cipriani, Ju Oliveira e Karla Alves; Nenê (Lorena Bedoya), Gaby Soares e Danielle Silva. Técnico: Adilson Galdino

Palmeiras 3

Tapia; Poliana, Sorriso e Katrine (🟨); Andressinha (🟨), Lorena (Lais), Duda Santos e Camilinha; Amanda Gutierrez (Letícia ⚽), Bia Zaneratto (⚽) e Yami (Juliete Oliveira). Técnica: Vanessa Silva

Em jogo morno, Real Brasília vence e assume a liderança provisoriamente

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Real Brasília x Samambaia - Campeonato Candango - CAndangão - 7ª rodada
Foto: Júlio César/Real Brasília

Sob um sol escaldante no Estádio Ciro Machado do Espírito Santo, o Defelê, Real Brasília e Samambaia duelaram na tarde deste sábado (4/3) pela 7ª rodada do Candangão. As duas equipes entraram em campo visando continuar no G4 da competição local e a classificação na próxima fase. Atuando em casa, o Leão do Planalto conseguiu vencer por 2 a 0 e garantiu a liderança de forma provisória. Já o Cachorro Salsicha corre risco de sair da zona de classificação.

A primeira etapa começou morna, com as equipes se estudando bastante nos minutos iniciais. O tempo inaugural foi bastante estudado como um todo, as defesas se sobressaindo em cima dos ataques dos clubes. No final do primeiro tempo, houve duas chances claras de gol do Real Brasília, mas sem sucesso. Os 45 minutos finais tiveram a mesma toada do primeiro, porém, a rede foi balançada duas vezes pelo clube aurianil.

Primeiro tempo morno no Defelê

Os minutos inicias do duelo entre o Leão do Planalto e o Cachorro Salsicha começou sem grandes, com as equipes se estudando mais. A primeira finalização da partida foi aos seis minutos. Marcos Paulo cobrou falta rasteira a favor do Real Brasília, a bola passou rente a trave direita de Vavá. Aos 10′, novamente o camisa número nove tentou furar a defesa do Samambaia, mas a marcação bloqueou o chute e a redonda saiu pela linha de fundo.

O Real Brasília tinha mais posse de bola e povoava o campo de defesa do adversário, mas esbarrava na forte marcação do Cachorro Salsicha. Enquanto isso, o Samambaia ainda não havia chegado com perigo a meta de Wendell. Quando o relógio marcava 20 minutos, o Cachorro Salsicha finalizou pela primeira vez. Após boa trama pelo lado direito, Cabralzinho recebeu na meia lua da grande área e mandou para o gol, Wendell, de forma tranquila, defendeu.

Após a chance, o jogo voltou a ficar morno, com os clubes não conseguindo criar boas oportunidades de gol. Aos 34′, falta perigosa para o Samambaia na boca da grande área. Romário cobrou e a bola explodiu na barreira, no rebote, Cabralzinho finalizou de primeira e a pelota saiu pelo lado esquerdo da meta de Wendell. Aos 40′, novamente o Cachorro Salsicha finalizou. João resolveu arriscar de fora da área, Wendell voou nela e praticou a defesa em dois tempos.

Dois minutos depois, aconteceu a primeira chance claríssima de gol em todo o primeiro tempo. Guilherme recebeu dentro da área, limpou a marcação e arrematou de perna direita para a meta de Vavá, a bola passou por cima do travessão. Aos 44′, Uederson deu ótimo passe para Guilherme, o camisa número 10 correu com a redonda, invadiu a área e arrematou para o gol, a pelota tirou tinta da trave esquerda da meta adversária. Aos 48′, Maguielson encerrou o primeiro tempo.

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Real Brasília x Samambaia - Campeonato Candango - Candangão - 7ª rodada
Foto: Luã Tomasson/Samambaia F.C.

Real Brasília marca e sai vitorioso

A primeira chance do segundo tempo foi do Real Brasília. Depois de uma falha do sistema defensivo do Samambaia, a bola sobrou para Guilherme, o jogador limpou a marcação e bateu para o gol, Vavá fez a defesa. Em seguida, o time visitante até tentou responder. Depois de cruzamento na área a marcação tirou a pelota da cabeça de Cabralzinho, que estava preparado para testar para a meta de Wendell.

Aos 10′, outra chance para o Leão do Planalto. Gabriel Lima cobrou falta para os donos da casa, Vavá foi nela e encaixou com tranquilidade. Dois minutos depois, o Samambaia respondeu. Giovanny recebeu bola na ponta direita, invadiu a área e bateu cruzado, a pelota foi para fora. Romário estava sozinho na marca do pênalti e reclamou com o companheiro. Aos 16′, novamente o camisa número 20 do Cachorro Salsicha arrematou para o gol, desta vez sem perigo nenhum.

Três minutos depois o Real Brasília respondeu. Depois de cobrança de escanteio, Josué cabeceou para o gol, a bola passou por cima do travessão. Na sequência, quase a rede foi balançada. Depois de mais um tiro de canto, Hyago subiu no segundo andar e fuzilou de cabeça, a redonda tirou tinta da trave direita e foi para fora. Depois das chances iniciais, o confronto voltou a cair de ritmo. Aos 32′, pênalti para o Real Brasília, após a bola explodir no braço de Preto Costa.

Na cobrança, Luquinhas bateu no cantinho direito, sem chances para Vavá, 1 a 0. Na sequência, o Real Brasília teve a oportunidade de ampliar, mas esbarrou no arqueiro adversário. Luquinhas cobrou falta rasteira e o goleiro do Samambaia espalmou para o lado. Aos 43′, quase o empate. Depois de cobrança de falta na área, a bola foi desviada para o gol, mas Wendell fez ótima defesa. Na sequência foi a vez de Caju arrematar para a meta adversária, desta vez para fora.

Aos 49′, o Real Brasília fechou o caixão do Samambaia. Depois de ótima jogada pela esquerda, a bola foi cruzada rasteira na medida para João Eric, o atleta só teve o travalho de empurrar para o fundo das redes. Aos 51′, Maguielson deu números finais a partida.

O que vem por aí

A próxima rodada será disputada no final de semana que vem. No sábado (11/3), o Real Brasília joga em casa novamente, só que desta vez como visitante. O Leão do Planalto enfrenta o Paranoá, no Estádio Ciro Machado do Espírito Santo, o Defelê, às 15h. No dia seguinte, no mesmo local, o Samambaia vai até a Vila Planalto para enfrentar o Gama, às 15h.

Real Brasília 2
Escalação: Wendell; Caio Mendes, Josué, Hyago e Gabriel Lima; Thiago Ulisses, Obina e Guilherme (Luquinhas ⚽); Matheus Jesus, Uederson 🟨 (João Eric⚽ ) e Marcos Paulo (Igor Feijão).
Técnico: Gerson Ramos

Samambaia 0
Escalação: Vavá; Coquinho, Badhuga, Preto Costa 🟨 e Felipe Alves; João Juvena 🟨 (Dharlysson), Lila (Danielzinho) e Cabralzinho 🟨; Geovanny (Caju), Romário (Michael) e Joãozinho.
Técnico: Luís dos Reis

Veja como estão os adversários de Brasiliense e Ceilândia nos estaduais

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Brasiliense e Ceilândia, adversários na primeira rodada do Candangão 2023
Foto: Jéssika Lineker/Distrito do Esporte

Na última sexta-feira (3/3), a Confederação Brasileira de Futebol divulgou a tabela básica da Série D do Campeonato Brasileiro. Brasiliense e Ceilândia, integrantes do Grupo 5, estão ao lado de Anápolis-GO, Interporto-TO, Iporá-GO, Operário VG-MT, Real Ariquemes-RO e União Rondonópolis-MT. Antes da bola rolar pela quarta divisão nacional, os adversários disputam seus respectivos estaduais pelo país. O Distrito do Esporte detalhou como estão cada equipe nas competições.

O torneio mais avançado é o Campeonato Goiano e dois adversários dos clubes do Distrito Federal estão nas quartas: Anápolis e Iporá. Outra competição em fase final é o Campeonato Mato-grossense, com Operário-VG e União Rondonópolis brigando por uma vaga na semifinal e outra nas quartas. Em situação delicada está o Interporto, que corre risco de ser rebaixado no Campeonato Tocantinense neste sábado (4/3). O Real Ariquemes fez apenas um jogo até o momento no Campeonato Rondoniense.

Adversários de Goiás

Primeiro adversário do Ceilândia, o Iporá-GO disputa as quartas do Campeonato Goiano contra o Atlético-GO. A primeira partida entre as equipes terminou com vitória de 1 a 0 para o clube atleticano e para se classificar, o Iporá precisa vencer por dois ou mais gols de diferença para avanças às semis. Caso vença por um gol de diferença, a vaga será decidida em cobranças de pênaltis. O decisivo confronto ocorrerá neste domingo (5/3), às 10h, no Antônio Accioly.

O outro goiano do Grupo 5 da Série D do Brasileirão, o Anápolis, também está nas quartas do Goianão. A equipe empatou por 0 a 0 com o Vila Nova no confronto de ida e precisa de uma vitória simples neste sábado (4/3), às 16h, no OBA, para avançar de fase. Goiás x Goiânia (8 a 3 para o Goiás na ida) e Aparecidense x CRAC (3 a 0 para a Aparecidense na ida) completam as quartas da competição.

Na fase de classificação, o Anápolis terminou em sexto lugar com 15 pontos, oriundos de três vitórias, seis empates e duas derrotas. O clube marcou 12 vezes e sofreu oito gols no campeonato. Já o Iporá terminou a primeira fase somando 14 pontos com campanha de quatro vitórias, dois empates e cinco derrotas. A equipe anotou 13 gols e viu sua rede ser balançada por 14 vezes. No confronto entre as equipes, em 29 de janeiro, o placar finalizou em 0 a 0.

Adversários do Mato Grosso

Duas equipes do Mato Grosso estão no Grupo 5, ao lado de Brasiliense e Ceilândia: Operário VG e União Rondonópolis. O Campeonato Mato-grossense está em sua última rodada de classificação e os dois clubes figuram na parte de cima da competição. O União Rondonópolis é o segundo colocado com 15 pontos. São quatro vitórias, três empates e uma derrota na competição, além de dez gols marcados e sete sofridos. O Operário VG é o quarto colocado com 13 pontos, oriundos de três vitórias, quatro empates e apenas uma derrota. O tricolor de Mato Grosso anotou 12 gols e sofreu dez durante a competição.

As duas equipes estão classificadas para as quartas da competição, mas brigam, ainda, por uma vaga restante na semifinal. O regulamento do Campeonato Mato-grossense prevê que os dois primeiros colocados avancem direto à semifinal, enquanto do terceiro ao sexto, jogam as quartas. O Cuiabá, primeiro colocado com 24 pontos, está garantido nas semifinais. Dom Bosco (terceiro com 13 pontos), Academia (quinto com 10 pontos) e Nova Mutum (sexto com 9 pontos) completam o G6 do torneio.

Adversários de Rondônia e Tocantins

O Interporto é o adversário dos clubes da capital federal com situação mais delicada em seu estadual. A equipe ocupa a sétima colocação do Campeonato Tocantinense e figura na zona de rebaixamento do campeonato, à frente apenas do Palmas, que desistiu da competição. O Interporto soma duas vitórias (uma por W.O. sobre o Palmas) e quatro derrotas. A equipe anotou cinco gols (o pior ataque do torneio) e sofreu seis. A situação fica ainda mais preocupante, pois a equipe perdeu três pontos ao entrar em campo contra Tocantinópolis sem nenhum atleta inscrito no BID, da CBF.

O clube tocantinense pode ser rebaixado nesse fim de semana, a depender de alguns resultados. Com três pontos, o Interporto pode alcançar, para fugir do descenso, Capital (quinto colocado com seis pontos) e União (sexto lugar com quatro pontos. Porém, as duas equipes estão com cinco jogos e atuam neste sábado (4/3). O Capital visita o Tocantins, às 16h, e o União recebe o Gurupi, às 18h30. Caso vençam seus jogos, o Interporto chega à última rodada do Campeonato Tocantinense, para enfrentar o União, sem chances de se salvar.

Último a estrear no estadual, o Real Ariquemes fez apenas um jogo no Campeonato Rondoniense. A equipe de Rondônia enfrentou o Guaporé no último domingo (26/2), no estádio Valerião, e venceu por 1 a 0. O rubro-negro, terceiro colocado na competição, volta a campo neste domingo (5/3) para jogar contra Gênus, último colocado do certame, às 15h30, no estádio Aluizão.

Campanha dos desafiantes de Brasiliense e Ceilândia

Anápolis (disputa as quartas do Campeonato Goiano)
12 jogos
3 vitórias
7 empates
2 derrotas
12 gols feitos
8 gols sofridos

Iporá (disputa as quartas do Campeonato Goiano)
12 jogos
4 vitórias
2 empates
6 derrotas
13 gols feitos
15 gols sofridos

Operário VG (4º lugar no Campeonato Mato-grossense)
8 jogos
3 vitórias
4 empates
1 derrota
12 gols feitos
10 gols sofridos

União Rondonópolis (2º lugar no Campeonato Mato-grossense)
8 jogos
4 vitórias
3 empates
1 derrota
10 gols feitos
7 gols sofridos

Real Ariquemes (3º lugar no Campeonato Rondoniense)
1 jogo
1 vitória
0 empate
0 derrota
1 gol feito
0 gol sofrido

Interporto (7º lugar no Campeonato Tocantinense)
6 jogos
2 vitórias
0 empate
4 derrotas
5 gols feitos
6 gols sofridos

Coluna Visão de Jogo 23: Como é bom entrar em um estádio

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Coluna Visão de Jogo

Por Luiz Henrique Borges

Não interessa quantas vezes eu já fui a um estádio ou qual é o seu tamanho, se ele é acanhado, com pouco conforto como o Diogão da cidade de Formosa, localidade em que vivi por mais de uma década, ou se é um confortável e imponente estádio de Copa como o Maracanã ou o Mané Garrincha, em Brasília. O certo, o imutável, é que eu nunca perco o encantamento quando entro no corredor que dá para as arquibancadas e vejo o gramado. De noite, quando os refletores estão ligados, a sensação de arrebatamento é ainda maior.

Na última quarta-feira, o meu grande companheiro dos jogos do Formosa no Diogão, o doutor Tales Dilli, veterinário das minhas cachorras, chamadas carinhosamente de “minhas menininhas”, me convidou para assistir o seu time do coração, o Grêmio, que jogou pela Copa do Brasil aqui em Brasília contra a Campinense, equipe do interior da bela e simpática Paraíba. Além de levar o seu pai, o seu George, também gremista, o Tales está preocupado com as novas gerações de torcedores e, por isso, “convidou” a Luísa, sua filha de 8 anos, para assistir o jogo. O seu intuito, ao levá-la pela primeira vez a um estádio, é para que ela fosse picada, em definitivo, pela “mosquinha tricolor”.

Em decorrência da pandemia, eu passei os últimos anos assistindo aos jogos pela televisão e, desde que recebi o convite do Tales, mesmo não sendo uma partida que envolveria o meu time, fui tomado por aquela boa ansiedade, tão comum em alguém que aguarda um evento ou uma viagem muito desejada. Entrar em estádio de futebol é, para mim, uma experiência sensorial completa com os cheiros, os sons e as visões únicas do ambiente e das pessoas irmanadas ao lado das equipes pelas quais elas torcem. É, literalmente, tomar parte da cultura do futebol.

O Grêmio exercitou um monólogo durante os 90 minutos diante da fragilidade de seu adversário. Mesmo em alguns momentos em que o tricolor parecia preguiçoso, como no início da etapa final, o domínio da equipe gaúcha foi completo. A representação paraibana foi esforçada, mas, exceto por seu goleiro, não demonstrou os recursos técnicos mínimos para enfrentar o time dirigido por Renato Gaúcho. O tricolor teve controle absoluto da partida e deu uma aula de jogo coletivo. O placar final, 2X0, foi bem modesto e também se deveu as excelentes defesas de Otávio, o goleiro do rubro-negro, que, a meu ver, foi o melhor jogador em campo.

Contar com grandes jogadores é muito interessante para os clubes. Um dos argumentos utilizados pelo meu amigo para me convencer a ir ao jogo, como se fosse necessário, foi a presença de Luis Suárez. Como é bom assistir os craques. O toque de calcanhar do jogador uruguaio, no primeiro gol do seu time, já valeu o ingresso e me fez lembrar o refinado tratamento que Seedorf, no Botafogo, dava para a bola. Ver o Suárez, sua capacidade de matar a bola, de fazer o pivô, de tabelar com seus companheiros, me fez não só reviver as sensações, já quase esquecidas de ter um craque em meu time, como reforçou a minha convicção de que o Botafogo precisa investir em um jogador que seja capaz de arrastar os torcedores para o estádio.

No dia seguinte, durante o confronto contra o Sergipe, distante das luzes, dos sons, dos odores do estádio, mas confortavelmente sentado no meu sofá, minha certeza de que o Botafogo precisa não só contar com um craque, mas também reformular de modo considerável o seu elenco aumentou exponencialmente. A equipe que leva o nome de seu estado, carinhosamente chamada de Gipão, além de extremamente valente e laboriosa, é muito bem treinada. No entanto, tecnicamente, como todos os clubes com investimentos baixos, ela apresenta um quadro de jogadores mais modesto.

Ao final dos 90 minutos, o Botafogo se classificou para a próxima fase da Copa do Brasil, mas o desempenho do clube carioca foi lamentável. A equipe se mostrou inoperante ofensivamente e muito frágil e exposta defensivamente. Sua atuação foi desastrosa e o sofrido empate, gol do zagueiro Adryelson aos 54 minutos do segundo tempo, só classificou o Botafogo em virtude das ótimas defesas do goleiro Lucas Perri. Se justiça e futebol fossem parceiras, certamente o Sergipe teria vencido, com facilidade, o confronto.

Da turma dos Lucas que o Botafogo tem no grupo não tenho como abordar o futebol de Lucas Mezenga. O zagueiro é reserva e praticamente não é escalado. Dos outros três, só o goleiro demonstrou, até agora, capacidade para envergar a camisa do Glorioso. Sinceramente, não sei o que levou o Textor, dono da SAF botafoguense, a comprar o Lucas Piazon e o Lucas Fernandes. Contar com esses caras no meio campo é ter a certeza de que o ataque não será municiado.

Também me assustei com a atuação do Rafael. Como torcedor do clube, ele poderia ficar nas arquibancadas, mas como jogador de futebol ele precisa se aposentar. Desde o seu retorno ao Brasil, ele se machucou diversas vezes e, nas poucas partidas que fez, jogou muito mal. A expulsão contra o Vasco foi ridícula e, ontem, a lateral direita, poderia ser chamada de Avenida Rafael.

Também estou cansado com a tal da promessa chamada Matheus Nascimento. Desde quando alguém pode ser promessa jogando profissionalmente há pelo menos três anos? Entendo que ele ainda é jovem, acabou de completar 19 verões. Contudo, a não ser por algumas faíscas de talento, ele pouco acrescenta ao time. Não sei se ele ainda não tem a maturidade física e mental para atuar no grupo principal ou se ele não irá se tornar o talento esperado, fato que é muito comum na transição para o profissionalismo. Neste sentido, não seria melhor aproveitá-lo no sub-20? Independente da decisão, o certo é que o Textor, após a suspensão do Tiquinho Soares, precisa colocar sua mãozinha no bolso e trazer um bom atacante para o clube.

A atuação do Botafogo pode ter sido horrorosa, mas as entrevistas do treinador português, Luís Castro, são sempre muito boas. Em Aracaju não foi diferente. Ele não fugiu das perguntas e como um líder deve fazer, trouxe para si a responsabilidade pelo péssimo desempenho. O treinador deixou claro que o seu time jogou muito mal e que o adversário foi bem superior ao longo de quase todo o jogo, exceto nos seus minutos finais, quando o Sergipe já estava fisicamente extenuado.

Provavelmente, em uma tentativa de poupar os seus comandados, Castro só tangenciou a pergunta sobre os reforços. Ele respondeu ao jornalista: “Não falo mais em reforços. Já falei o que tinha para falar e não vou me refugiar em falta de reforços para justificar o mau momento que estamos vivendo”. Ele pode não falar, mas eu vou: – Textor, se você não reforçar o time, o rebaixamento no Brasileirão tá logo ali. Coloca a mão no bolso!

Brasiliense conhece datas dos confrontos na Copa do Brasil e Copa Verde

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Brasiliense x Taguatinga
Foto: Jéssika Lineker/Distrito do Esporte

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) detalhou as tabelas da Copa do Brasil e da Copa Verde. O Brasiliense, representante do Distrito Federal nas duas competições, conheceu as datas dos seus confrontos. O primeiro adversário será o Goiás, na próxima quarta-feira (8/3) pela Copa Verde, com mando do Jacaré. Após, o clube brasiliense viaja até o Rio de Janeiro para enfrentar o Botafogo, em 15 de março, pela Copa do Brasil, em jogo único valendo vaga na terceira fase do certame.

Após eliminar o Tocantinópolis por 4 a 2, o Brasiliense terá o Goiás pela frente na Copa Verde. A CBF detalhou a tabela dos jogos de ida das quartas e o Jacaré enfrentará o esmeraldino na próxima quarta-feira (8/3). O confronto será na Boca do Jacaré, em Taguatinga, às 20h. A partida da volta, para decidir um dos semifinalistas da competição regional, ainda será definida pela entidade.

Uma semana depois da Copa Verde, em 15 de março, o Brasiliense disputará o confronto da segunda fase da Copa do Brasil com o Botafogo. A partida será no Rio de Janeiro e terá início às 20h. Diferente da primeira fase, caso haja empate, a disputa da vaga será decidida nos pênaltis. O Jacaré e o alvinegro carioca se classificaram após empatarem com Athletic Club e Sergipe, respectivamente.

Brasiliense em busca da classificação no Candangão

Entre as duas competições, o Brasiliense terá confrontos importantes pelo Campeonato Candango. Quarto colocado com nove pontos, o Jacaré enfrenta o Paranoá, quinto colocado com os mesmos nove pontos, neste domingo (5/3), às 16h, na Boca do Jacaré, pela sétima rodada do torneio. Após, a equipe de Alan George enfrenta o Santa Maria, oitavo colocado, em 12 de março, às 15h30, no Serra do Lago. A última rodada da fase de classificação será contra o Brasília, lanterna do Candangão, em 18 de março, às 15h30, na Boca do Jacaré.

Confrontos da Copa do Brasil

7 de março (terça-feira)
Brasil-RS x Ponte Preta-SP – 20h

8 de março (quarta-feira)
Camboriú-SC x Bahia-BA – 19h
Remo-PA x São Luiz-RS – 20h
Tombense-MG x Retrô-PE – 21h30

9 de março (quinta-feira)
Náutico-PE x Vila Nova-GO – 19h
Botafogo-SP x São Raimundo-RR – 20h
Santos-SP x Iguatu-CE – 21h30

14 de março (terça-feira)
Maringá-PR x Marcílio Dias-SC – 19h
Coritiba-PR x Criciúma-SC – 20h
América-MG x Santa Cruz-PE – 21h30

15 de março (quarta-feira)
Nova Iguaçu-RJ x Nova Mutum-MT – 15h30
Ituano-SP x Ceará-CE – 19h
Águia de Marabá-PA x Goiás-GO – 19h
Botafogo-RJ x BRASILIENSE – 20h
CRB-AL x Operário-MG – 21h30
Ypiranga-RS x Red Bull Bragantino-SP – 21h30

CBF divulga tabela básica da Série D do Campeonato Brasileiro de 2023

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Tabela da Série D
Foto: Breno Babu/CBF

A sexta-feira (3/3) foi de novidades importantes no torneio obsessão dos times do Distrito Federal. Cumprindo o regulamento e o Estatuto do Torcedor, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou nesta noite a tabela básica da Série D do Campeonato Brasileiro. Neste ano, a entidade manteve o formato regionalizado e colocou Brasiliense e Ceilândia no grupo A5 (todas as chaves estão no fim do texto). Valores de aporte financeiro também foram confirmados.

Na parte inicial da briga pelo acesso para a terceira divisão, que renderá R$ 300 mil a cada time (veja mais informações financeiras ao fim da matéria), o Jacaré e o Gato Preto terão pela frente equipes localizadas na região Centro-Oeste e Norte. Ao lado dos candangos, o grupo A5 será composto por União Rondonópolis-MT, Real Ariquemes-RO, Operário-MT, Iporá-GO, Interporto-TO e Anápolis-GO.

Os representantes candangos vão estrear em mando de campo invertido. O Brasiliense viaja até o Mato Grosso para medir forças com o Operário. Em casa, o Ceilândia vai medir forças com o goiano Iporá. As partidas entre os dois representantes do futebol candango na tabela da Série D estão marcados para 4 e 25 de junho, nas rodadas cinco e 10 da primeira fase.

Durante o dia, a CBF reuniu os clubes participantes da Série D do Brasileirão em reunião do Conselho Arbitral. No encontro, foi batido o martelo de temas como as datas básicas da tabela do torneio nacional. A arbitragem da competição também foi debatida pelos clubes. As equipes optaram, ainda, por não paralisar a competição durante as datas Fifa, reservada para jogos da Seleção Brasileira.

Apesar disso, houve uma mudança em relação ao calendário inicial projetado pela CBF. Agora, a Série D do Brasileirão vai ter bola rolando a partir de 7 de maio. Antes, a entidade planejava começar o torneio em 30 de abril. A Terceira Divisão deste ano, por exemplo, também precisou ser remanejada pela entidade nacional, mas em duas semanas em relação da data original.

A segunda fase tem previsão de ter bola rolando a partir de 29 de julho. As oitavas de final começam duas semanas depois, no dia 12 de agosto. Fase responsável por definir os quatro clubes promovidos de divisão, as quartas de final serão jogadas em 26 de agosto e 3 de setembro. As finais da Série D do Brasileirão estão marcadas previamente para 17 e 24 de setembro.

Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Aporte financeiro

Durante o Conselho Arbitral com os clubes da Série D do Campeonato Brasileiro, além da definição da tabela de jogos e dos grupos, a CBF também oficializou uma premiação aos clubes. O aporte começa na primeira fase com a destinação de R$ 300 mil em três parcelas. Quem avançar, embolsa mais R$ 100 mil por etapa. O campeão e o vice levam o mesmo valor. Com isso, o auxílio pode chegar a até R$ 800 mil.

A entidade máxima do futebol brasileiro também ampliou o número de passagens aéreas disponibilizadas aos 64 clubes participantes da Série D do Brasileiro. Antes, cada um tinha direito a 23 lugares nos voos disponibilizados pela CBF. Agora, o número será de 26. As informações foram repassadas pela Federação Maranhense de Futebol (FMF) em nota divulgada à imprensa.

Grupo A5
Brasiliense
Ceilândia
União Rondonópolis-MT
Operário-MT
Iporá-GO
Interporto-TO
Anápolis-GO
Real Ariquemes-RO

Primeira rodada
Ceilândia x Iporá-GO
Anápolis-GO x Real Ariquemes-RO
Interporto-TO x União Rondonópolis-MT
Operário-MT x Brasiliense

Calendário da Série D de 2023

Fase de grupos: 7 de maio a 23 de julho (14 datas)
Segunda fase: 29 de julho e 6 de agosto (2 datas)
Oitavas de final: 12 e 20 de agosto (2 datas)
Quartas de final: 26 de agosto e 3 de setembro (2 datas)
Semifinais: 6 e 10 de setembro (2 datas)
Finais: 17 e 24 de setembro (2 datas)

Demais grupos da Série D

Grupo A1
Princesa
Nacional
Humaitá
São Francisco
São Raimundo-RR
Trem
Tuna Luso
Águia de Marabá

Grupo A2
Ferroviário
Fluminense-PI
Parnahyba
Tocantinópolis
Caucaia
Cordino
Maranhão
Atlético Cearense

Grupo A3
Nacional
Potiguar
Globo
Sousa
Santa Cruz
Iguatu
Pacajus
Campinense

Grupo A4
Bahia de Feira
Sergipe
Falcon
Retrô
Jacuipense
ASA
Cruzeiro-AL
Atlético de Alagoinhas

Grupo A6
Nova Iguaçu
Athletic
Democrata GV
Santo André
Portuguesa
Real Noroeste
Vitória-ES
Resende

Grupo A7
XV de Piracicaba
Maringá
FC Cascavel
CRAC
Ferroviária
Operário-MS
Patrocinense
Inter de Limeira

Grupo A8
Aimoré
Hercílio Luz
Sãojoseense
Caxias
Novo Hamburgo
Camboriú
Concórdia
Brasil de Pelotas