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Mantos do Candangão: veja como comprar camisas de times do DF

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Arte: Danilo Queiroz/Distrito do Esporte

Alan Rones, especial para o Distrito do Esporte

Em meio à pandemia do Coronavírus, o futebol internacional, nacional e local paralisaram. No Distrito Federal, a última rodada do Campeonato Candango foi realizada em 18 de março, com as partidas ocorrendo com portões fechados nos Centros de Treinanento dos clubes mandantes.

Se não tivesse paralisado, o Candangão 2020 teria realizado a primeira partida da final em 18 de abril. O dono da taça seria conhecido no último sábado (25/4). Porém, os clubes precisam ainda disputar todo o mata-mata da competição. Tem também um jogo pendente da décima rodada da primeira fase entre Gama x Real Brasília. Os dois clubes rebaixados para a Segunda Divisão foram Paranoá e Ceilandense.

Para diminuir a saudade da competição, preparamos para os leitores do Distrito do Esporte um catálogo com os uniformes das doze equipes que fazem parte do Candangão 2020. Você terá ainda informações de valores e os locais onde poderá adquirir cada uma das camisas.

BRASILIENSE – As camisas do Jacaré são vendidas através do site oficial do clube. Além dos uniformes de jogo, tem ainda uma opção do modelo em gola pólo utilizada para concentração e que é bastante solicitada pelos torcedores. No momento da conclusão desta matéria, as peças estavam esgotadas.
Onde: Loja on-line do Brasiliense e na unidade física da Líder Sports (CSB 3 – Taguatinga Sul)
Valor: R$ 65,00
Fornecedora: Líder Sports

CAPITAL – As camisas do time azul são vendidas no site oficial do clube. No portal, os torcedores tem como opção o uniforme de goleiro e bonés. Além disso, também é possível se tornar sócio-torcedor do clube, o que também dá direito às peças oficiais.
Onde: Loja on-line do Capital e site da Tolledo Sports
Valor: R$ 79,90
Fornecedor: Tolledo Sports

CEILÂNDIA – Em contato com a reportagem, um representante do Gato Preto confirmou que as camisas da temporada 2020 não estão sendo comercializadas. Porém, é possível encontrar algumas peças pela internet, mas o clube não reconhece essas revendas como oficiais.
Onde: Não está sendo comercializado
Fornecedor: Super Bolla

CEILANDENSE – As duas camisas oficiais utilizadas pelo rubro-negro na campanha que acabou com o rebaixamento para a Segunda Divisão do Candangão podem ser compradas diretamente com o fornecedor oficial.
Onde: (61) 3202-1405 ou (61) 98385-7474 e no Mercado Livre
Valor: R$ 80,00
Fornecedor: Malluí

FORMOSA – As camisas oficiais do Formosa Esporte podem ser compradas diretamente no site da Tolledo Sports, o fornecedor oficial dos materiais utilizados pelo clube goiano no torneio local.
Onde: Site da Tolledo Sports
Valor: R$ 129,90
Fornecedor: Tolledo Sports

GAMA – Atual campeão candango e detentor de 12 títulos no Distrito Federal, o alviverde comercializa seus produtos oficiais através da Gama Store. Os itens são da marca própria do clube, a SEG75.
Onde: Gama Store
Valor: R$ 169,90
Fornecedor: SEG75

LUZIÂNIA – Único clube do entorno que já foi campeão do Candangão (em 2014 e 2016), o Igrejinha vende suas peças através do direct de sua página oficial no Instagram.
Onde: Instagram do Luziânia
Valor: R$ 69,90
Fornecedor: Líder Sports

PARANOÁ – Também rebaixado no torneio local, o Paranoá tem suas duas camisas oficias comercializadas através do site oficial de sua fornecedora de material esportivo.
Onde: Site da Twin Esportes
Valor: R$ 99,00
Fornecedor: Twin Esportes

REAL BRASÍLIA – No site do fornecedor de material esportivo, o clube tem suas camisas revendidas por R$ 129,90. À época da inauguração do estádio Defelê, o aurianil vendeu as peças na arena por R$ 99,90. A reportagem não obteve resposta se o valor permanece.
Onde: Site da Tolledo Sports
Valor: R$ 129,90
Fornecedor: Tolledo Sports

SOBRADINHO – Em contato com a reportagem do Distrito do Esporte, o clube alvinegro informou que não fizeram camisas de venda este ano.
Onde: Não está comercializando
Fornecedor: Sem fornecedor Oficial

TAGUATINGA – Antes mesmo do início do Candangão, o Taguatinga colocou alguns modelos oficias à venda no site Mercado Livre
Onde: Mercado Livre
Valor: R$ 119,99
Fornecedor: Astro Sport

UNAÍ – A camisa oficial do Unaí pode ser comprada diretamente com um representante do clube (Toninho).
Onde: (38) 99978-0150
Valor: R$ 100,00
Fornecedor: Camisaria Martins

Alan Rones atua no mercado como fotógrafo. Clique aqui e conheça mais detalhes do trabalho do profissional.

“Legado” de ex-técnico, lateral Carlinhos é mais um a deixar o Brasiliense

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Arte: Danilo Queiroz/ Distrito do Esporte

Por Danilo Queiroz

O Brasiliense segue aproveitando a parada forçada no Campeonato Candango pelo novo coronavírus para diminuir seu elenco. Depois de confirmar a rescisão amigável com Edno, Fernando Pires, Guilherme, Charles e Júlio Magalhães, o Jacaré utilizou o Boletim Informativo Diário (BID) da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para registrar o distrato com o lateral-direito Carlinhos.

A publicação no sistema de contratos do futebol brasileiro informando que o jogador chegou a um acerto para deixar o clube aconteceu na noite de sexta-feira (24/4). Assim como boa parte dos jogadores que haviam deixado o clube amarelo recentemente, Carlinhos chegou no fim do ano passado, mas foi pouco utilizado no decorrer da atual temporada. A exceção é Edno, que foi contratado antes dos demais companheiros.

Em nota publicada em seu site oficial, o Jacaré confirmou a saída do atleta em comum acordo. “A diretoria do Brasiliense Futebol Clube segue ativa e trabalhando na reformulação do elenco durante a paralisação do futebol. Na última sexta-feira (24/04), o clube acertou a rescisão do lateral direito Carlinhos”, diz o comunicado. Durante sua passagem pelo time amarelo, o jogador entrou em campo somente em apenas uma oportunidade.

Leque de opções de Mauro Fernandes vai se desfazendo

Quando assumiu o Brasiliense visando as competições de 2020, o técnico Márcio Fernandes foi o responsável por comandar uma reformulação no elenco amarelo com a intenção de rejuvenescer as peças do time. Ao todo, já sob a tutela do ex-comandante, o Jacaré contratou um leque de 18 novos jogadores. Porém, com a chegada de Mauro Fernandes, alguns perderam espaço e acabaram saindo.

Dos contratados da pré-temporada, os que mais entraram em campo foram os atacantes Zé Love, Manoel e Neto Baiano, o zagueiro Rafael Donato, os volantes Romário e Esquerdinha e o meio-campista Marcos Aurélio. Contratados já a pedido de Mauro, os laterais Fernandinho e Raillan também ganharam oportunidades na reta final da primeira fase do Candangão. Douglas, que ainda não estreou, foi o último a chegar.

Jacaré segue sem previsão de retorno

Sem entrar em campo desde 18 de março, quando goleou o Paranoá por 8 a 0, o Brasiliense, assim como os demais clubes classificados para a segunda fase do Candangão, segue sem saber quando jogará novamente. Com a pausa nos jogos, o clube amarelo paralisou as atividades e liberou os atletas para se protegerem em casa. Em 2020, o Jacaré tem ainda a Série D do Brasileirão no calendário.

O bom filho a casa torna: Gauchinho será treinador do Sub-17 do Real Brasília

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Foto: Ricardo Botelho/Real Brasília FC

Por João Marcelo

As partidas de futebol estão paralisadas em todo mundo por conta da pandemia do Covid-19, mas no Distrito Federal, o Real Brasília segue a todo vapor fora de campo. Depois de explicitar os projetos para uma nova filial em Goiás, agora o Leão do Planalto acerta o comando técnico de sua equipe Sub-17. O treinador escolhido para assumir o cargo foi  Paulo Roberto Junges, conhecido como Gauchinho, que estava a frente do Ceilândia no Candangão 2020.

Natural de Selbach, interior do Rio Grande do Sul, Gauchinho tem vasta experiência no futebol. O ex-atacante, hoje com 43 anos, atuou por grandes clubes do Brasil como Internacional, Grêmio, São Paulo, Athletico Paranaense e Goiás. Fora de seu país natal, o mexicano Cruz Azul, o colombiano Tolima e os paraguaios Guaraní e o Cerro Porteño, onde é um dos maiores ídolos do clube. Pelo azulgrana, um vice-campeonato em 1999 e um quarto lugar na Libertadores do mesmo ano, sendo o artilheiro da competição com seis gols ao lado de mais cinco atletas.

Pelo Distrito Federal e entorno, Gauchinho atuou pelo CFZ, Ceilândia e Brasília como jogador. Já fora das quatro linhas, o treinador comandou as equipes do Paracatu, Brasília, Dom Pedro, Real Brasília e estava no Ceilândia, onde treinou durante o Candangão 2020. Em seu último trabalho, uma modesta campanha que culminou na décima posição, uma acima da zona de rebaixamento, livrando o Gato Preto do temido descenso.

 

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O treinador voltará a comandar o clube após três anos. Porém, em 2016, teve seu melhor momento no Real Brasília, quando ainda atendia por Dom Pedro. Nesse período, Gauchinho conquistou a Segunda Divisão do Candangão. A extraordinária campanha contou com impressionantes sete vitórias em sete jogos disputados. Além disso, foram 14 gols feitos – média de dois gols por partida – e apenas três sofridos. A final, contra o Paranoá, foi vencida por um a zero, decretando o título e o tão sonhado acesso.

Assumindo no lugar de Cléber, o treinador agora terá a missão de revelar novos talentos para o Real Brasília. Ainda não há data para o primeiro jogo oficial de Gauchinho no comando técnico. Outra incógnita é em qual campeonato irá estrear, pois o Real Brasília informou, através de seu diretor de futebol, Pedro Ayub, que estava acertando uma parceria com um clube goiano para a disputa do campeonato local, visando um aumento do calendário para as jovens promessas.

 

Clássico dos Solidários: Brasiliense arrecada mais que Gama e entidades de apoio são beneficiadas

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Foto: Reprodução/Instagram Brasiliense FC

Por Michael Nunes

O Clássico dos Solidários, uma ação envolvendo os dois maiores campeões do Distrito Federal, terminou com uma goleada de solidariedade e com vitória do Jacaré por 7 a 2. Porém, neste jogo todos saíram ganhando. Com o intuito de ajudar quem mais precisa nesse momento caótico, devido à pandemia do Coronavírus, Brasiliense e Gama deixaram a rivalidade de lado para se unirem na arrecadação de verba para ajudar projetos que apoiam pessoas menos favorecidas.

A campanha vendia ingressos alusivos no valor de R$ 5,00. E para tornar a ação mais acirrada, como todo clássico verde-amarelo é, os organizadores promoveram a regra de que a cada R$ 150,00 arrecadado equivalia a um gol. Além disso, sempre que o valor fosse atingido, haveria a doação de uma cesta básica no valor médio de R$ 75,00. Os torcedores que participaram iam até o site da ação para comprar os bilhetes.

 

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E 15 de abril foi a data escolhida para o início do Clássico dos Solidários.  O “jogo” terminou com vitória do Brasiliense sobre o Gama e foi divulgado através das redes sociais dos clubes. A torcida do Jacaré saiu campo anotando um placar de 7 a 2, com gols de todos os participantes da ação. O clássico também ajudou os cofres dos clubes neste período de pandemia, já que os calendários dos jogos estão parados sem a previsão da volta.

O presidente da torcida organizada Facção Brasiliense, Glauber Ramos, disse que os integrantes se mobilizaram a favor da campanha e serão recompensados pela nobre atitude. “Nós estimulamos os nossos associados a participarem individualmente. E entre os que fizeram as doações, iremos fazer uma rifa de materiais afim de parabenizá-los pela iniciativa”, contou Glauber.

Coronavírus já deu prejuízo de quase 4 bilhões para o futebol

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Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Por Bruno H. de Moura

A crise global causada pelo coronavírus terá forte impacto financeiro no futebol brasileiro. Levantamento encomendado pela CBF mostra que as perdas econômicas diretas e indiretas da pausa no esporte nacional atingiram, até o momento, a casa dos R$ 4 bilhões. O estudo foi divulgado na última

Em entrevista ao UOL, o secretário-geral da entidade, Walter Feldman, estimou que o esporte movimenta 0,72% do PIB nacional. “[O estudo] é um elemento muito importante, Nunca tinha sido feito. Em números genéricos, o futebol corresponde a 0,72% do PIB brasileiro. Ou seja, é uma atividade econômica relevante, de cerca de R$ 54 bilhões na movimentação na nossa economia”, disse Feldman à jornalista Marília Ruiz.

“São mais de 150 mil empregos conquistados diretamente em nossa cadeia”, constatou Feldman. A CBF não precisa quando a bola voltará a rolar. “O impacto nesse momento seria algo semelhante a R$ 4 bilhões, que esperamos recuperar com um, digamos, rebote quando pudermos retomar nossas atividades”, disse o secretário-geral.

No Distrito Federal o futebol está parado desde 20 de março, quando a Federação de Futebol do DF decidiu paralisar o Candangão. Dias depois, a FFDF suspendeu todas as competições do DF por tempo indeterminado, inclusive torneios como a segunda divisão, que não tinha começado.

O futebol candango não deve voltar antes de junho, conforme divulgado pelo Distrito do Esporte.

Presidente do Gama confirma empréstimo de Tarta ao Juventude-RS

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Foto: Douglas Oliveira/Fertil Comunicação

Por Danilo Queiroz

Um dos maiores destaques elenco do Gama, o volante Tarta está de malas prontas para deixar o Ninho do Periquito. Durante a pausa das competições provocada pelo coronavírus, o volante acertou sua transferência por empréstimo para o Juventude-RS. Após darem início à negociação, os clubes entraram em acordo durante a semana e o jogador irá defender o time gaúcho até o fim da temporada.

A informação foi confirmada ao Distrito do Esporte por Weber Magalhães, presidente do Gama. “Sim, será por empréstimo”, resumiu o mandatário alviverde. A tendência, portanto, é que Tarta não vista mais as cores do alviverde candango e vá para o Rio Grande do Sul tão logo seja possível. No Juventude-RS, o atleta terá pela frente a sequência do Campeonato Gaúcho e a da Série B do Campeonato Brasileiro.

Em entrevista ao portal Pioneiro, de Caxias do Sul (RS), Weber teceu diversos elogios ao volante. “O Tarta é uma pessoa fantástica, um garoto maravilhoso. Ele poderia estar em grandes clubes, teve a oportunidade ano no Gama e fomos campeões invictos. Ele foi destaque do campeonato. Jogador com 27 anos, mas é muito promissor, um cara que se cuida, família. Cabe a ele, agora, mostrar todo seu futebol no Juventude”, ressaltou.

Com a saída, Tarta encerra uma história de três temporadas com a camisa do Gama. Contratado em 2018, o jogador vestiu as cores alviverdes em 35 oportunidades, anotando nove gols. Em 2019, foi peça importante na conquista invicta do clube no Campeonato Candango. Antes de deslanchar no Periquito, o volante jogou por times como Luziânia, Cruzeiro, Ceilândia, Sobradinho, Anápolis-GO e Rio Branco-AC.

Começa venda de camisa comemorativa pelos 20 anos do Brasiliense

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Uniforme comemorativo Brasiliense - instagram Twin Esportes

Por Bruno H. de Moura

O amante do maior Jacaré do centro-oeste já pode iniciar as comemoração de 20 anos de nascimento do amarelino candango. Fundado em 01 de agosto de 2000, o Brasiliense completa 20 anos de história, títulos e conquistas neste conturbado 2020.

Por isso, a empresa de material esportivo, Twin Esportes, lançou uma camisa comemorativa aos 20 anos do clube. Segundo o Instagram da empresa, serão apenas 200 peças com selo de número e na barra da camisa. Além disso, o escudo foi rebordado e contém selo exclusivo de aniversário.

Composta de uma cor amostardada, o uniforme tem detalhes em preto e uma logo pelos 20 anos do time na frente. Atrás, o uniforme tem o número 20 estampado e a frase “O Maior Campeão Nacional do DF”, e duas taças, que representariam os títulos da Série C de 2002 e Série B de 2004.

Detalhes camisa comemorativa Brasiliense – Instagram Twin Esportes

As entregas do uniforme já começaram. As peças podem ser adquiridas na loja da Twin Esportes, no Guará, ou via encomenda pelo WhatsApp 9.9977.8693. Cada camisa sai ao preço de R$ 65,00.

Real Brasília estuda a criação de uma filial goiana para as categorias de base

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Foto: Ricardo Botelho/Real Brasília

Por João Marcelo

Uma das maiores reclamações de dirigentes e torcedores dos clubes de futebol do Distrito Federal é quanto ao calendário disponibilizado. A maioria disputa apenas o estadual e fica sem jogar durante todo o restante do ano. E a problemática não acompanha somente aos profissionais, os garotos das categorias de base também sofrem com isso. E pensando no aumento de jogos das jovens promessas, o Real Brasília trabalha para criar uma equipe goiana.

Em entrevista ao Conversa de Craque, feito pelo Instagram do Distrito do Esporte, o diretor de futebol do Real Brasília, Pedro Ayub, citou as ideias do clube para um calendário cheio para as categorias de base. Atualmente, na capital federal, há apenas um campeonato para cada modalidade (sub-19, sub-17, sub-15 e sub-13). E na visão do dirigente, apenas um torneio não é o ideal para uma melhor preparação dos garotos visando as taças nacionais.

E uma ida para Goiás, abrindo uma nova filial do time, é o próximo passo a ser dado pelo Leão do Planalto. “Se cogitou esse ano com o presidente (Luiz Felipe Belmonte) a gente jogar o campeonato goiano com um CNPJ de lá para os meninos participarem. Lá eles jogam o ano todo e as categorias de base teriam um nível melhor para esses garotos. Estamos pensando nisso para eles disputarem o ano inteiro e competir em alto nível”, disse Pedro Ayub.

A criação da nova equipe, englobando do sub-13 até o sub-20, teve que ser adiada devido ao Coronavírus. “A pandemia atrapalhou um pouco a gente, estávamos conversando com outros clubes que estavam com o CNPJ parado e estudando para criar uma parceria de tornar o Real Goiás, que disputaria as categorias de base. O sub-17 e o sub-20 entrariam na segunda divisão no primeiro ano, tentando o acesso. Já o sub-13 e o sub-15 jogariam direto contra Goiás, Vila (Nova), Atlético (Goianiense)”, falou.

O calendário, tão sonhado pelos clubes do Distrito Federal, seria aumentado com a criação do Real Goiás e confrontaria em um certo período, mas sem maiores sustos para o time. “Eles têm dois torneios: um do início do ano até junho e outro no segundo semestre. Esse segundo semestre teria aqui em Brasília, aí teríamos que jogar nos dois lugares. Teríamos que ter elenco, mas se conseguisse fazer isso teria um elenco melhor para os próprios meninos virem querer jogar contra os clubes maiores”, relatou.

O dirigente citou ainda a importância dos pais no desenvolvimento do atleta e uma estrutura boa do clube. “Também para o pai não ter que sair, pois o que mais acontece é ter que mudar a vida para acompanhar o sonho do filho. Aí o menino sai de casa com 13, 14 anos, que hoje todo mundo pega para ser clube formador e depois com 16, 17 anos devolve o menino para a família. O jovem não viveu com os pais, o pai mudou toda a história de vida, alguns gastam o que não tem para acompanhar esse filho e acaba que devolvem o menino frustado. Sai de um clube grande para um de menor estrutura, não queremos isso”, disse.

Ayub acredita que, com o novo planejamento, os jovens jogadores ganharão mais confiança para as competições futuras. “É importante ensinar eles a competirem em alto nível para chegar em uma taça São Paulo e não acharem que os outros são melhores que eles e não são. Eles apenas estão acostumados a jogar 60 jogos juntos, se conhecem mais e tem mais minutagem, se sentem mais seguros.”, expressou.

Por fim, Pedro Ayub discorreu como está a atual situação do projeto. “A conversa está bem adiantada, só não posso revelar os clubes que são. Esperamos dar um grande passo para esses meninos competirem o ano todo. A ideia era para esse ano de 2020, agora não temos como precisar quando isso será feito por conta do momento que vivemos. Estava tudo encaminhado, mas agora é complicado cravar o dia.”, finalizou.

 

 

 

 

Sala de Imprensa #7 – Aos seus 60 anos, minha Brasília

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Praça dos Três Poderes, Brasília, DF, Brasil 23/8/2017 Foto: Toninho Tavares/Agência Brasília

Por Bruno H. de Moura*

21 de abril de 753 a.C. Nascia um império como nunca visto na história da humanidade. Dizem os historiadores, e a poesia de Tito Lívio, que naquela data longínqua Rômulo matava seu irmão Remo e fundava a cidade de Roma, à margem esquerda do rio Tibre.

21 de abril de 1509. O segundo monarca inglês entre os Tudors subiu ao trono Bretão. Sucedendo seu pai, Henrique VII, o novo rei Henrique VIII iniciava o mais decisivo reinado da história inglesa. Coube a Henrique VIII a fundação da Igreja Anglicana, a separação da Inglaterra da Igreja de Roma, a invasão da França  e os primeiros passos de uma das mais deliciosas histórias de amor, poder e casamentos de todos os tempos.

21 de abril de 1972. A coroa Portuguesa encerrava o último capítulo da destruição da inconfidência mineira. Joaquim José da Silva Xavier era julgado, condenado à morte capital, enforcado, assassinado e esquartejado. Nascia o patrono de Minas Gerais e o mártir da revolução mineira. Hoje a capital do Estado de Minas Gerais é simbolicamente transferida a Ouro Preto.

21 de abril de 1926. Chegava ao mundo Isabel Alexandra Maria, rainha Elizabeth II da Inglaterra.

21 de abril de 1960.

60 anos atrás, ao batilhar do relógio, inaugurava-se na praça dos três poderes a mais nova capital de um país. Uma cidade planejada, criada para integrar todos os cantos de um país continental e garantir a segurança do poder central da nação.

A escolha do quadradinho central não foi obra do acaso. Antevista por Dom Bosco nos idos de 1850 – entre os paralelos 15 e 20 do hemisférios sul, um lugar de grande riqueza próximo a um lago – Brasília nasceu do sonho de Dom Bosco, da expansão pro centro do mineiro Juscelino Kubitschek e da percepção dos generais de que nada mais seguro que um avião no centro do país.

Feita de e para a política, a capital só se realiza de gente. Dos candangos que deram sua vida e morreram soterrados na construção da capital dos funcionários públicos, até os cariocas que, contra sua própria vontade, vieram povoar os pilotis das Asas do avião.

A Brasília dos goianos, povo mais próximo e irmão da capital, até os estrangeiros de todas as nações, representando suas cores, cheiros e sabores nas 131 embaixadas instaladas na capital federal.

Brasília tem de tudo e tem para todos. Não na mesma proporção, muito menos na mesma fatia. Neste veículo, por exemplo, temos sócio que mora na Ceilândia, região distante da praça dos três poderes, e outro que reside a 5 minutos do lugar mais importante do país. Brasília é o símbolo da oportunidade e da desigualdade.

Brasília é a cidade do avanço, do futuro e das oportunidades. Mas, também, dos fidalgos, dos filhos de e dos parentes do. E que exemplo melhor para demonstrar a nossa Brasília que nosso esporte.

Desde antes da fundação oficial de Brasília já tínhamos futebol e times da bola redonda aqui na capital. A profissionalização do esporte demorou, mas veio, e no começo do século Gama e Brasiliense representavam com uma beleza ímpar a força dos candangos, novos e velhos. Vivemos o auge de nosso esporte e o glorioso Mané Garrincha, que nomeia nossa mais importante e controversa praça esportiva, sentiria orgulho da capital.

Mas passou a bonança e veio a decadência. Em 10 anos do luxo ao lixo. Saímos do gosto esplêndido dos sabores dos restaurantes de contas de 3 mil reais no lago Paranoá para o cheiro fétido do antigo lixão da estrutural, felizmente fechado.

O futebol de Brasília não dá alento, não recupera, não sinaliza sua volta aquele nível do time brilhante do Brasiliense em 2002, covardemente assaltado por Carlos Eugênio Simon na final da Copa do Brasil contra o Corinthians. O Brasília, há 6 anos atrás, ainda nos deu esperança no esporte da capital ao ganhar a Copa Verde. Mas só, e somente só.

Pior, chegamos ao pior momento da história do basquete da capital. O Universo Brasília, maior clube de basquete do Brasil e orgulho máximo de todo esportista do DF no final dos anos 2000 e início da década de 10, mergulhou em um poço fundo de dívidas, falta de estrutura, apoio institucional e qualidade técnica. Como cobrar de um elenco que só se machuca e não recebeu salários por 4 meses?!

O Brasília Vôlei, após capengas, mas sequenciais campanhas, foi rebaixada ano passado da elite da Superliga. Felizmente e graciosamente tivemos a melhor campanha da Superliga Feminina B e voltamos de onde jamais deveríamos ter saído. Um alento.

Poderia falar, ainda, de Caio Bomfim, Ketleyn Quadros, Reinier, Kaká, Vincente Luque, Dimba, Oscar Schmidt, Nelson Piquet, meu deus, quantos grandes nomes da história do DF. Mas minha homenagem à capital também é um pedido de socorro.

Socorro ao nosso esporte, socorro à nossa história, socorro aos times que não fazem só o futebol profissional do Candangão, mas trabalham socialmente com as áreas mais carentes de toda a capital.

Não esqueçamos que o IDH de Brasília é o maior do país. Enquanto o Lago Sul tem níveis da Noruega com renda per capita de R$ 8.317,19, o Setor Complementar de Indústria e Abastecimento (SCIA), área próxima ao antigo lixão, tem por cabeça renda de R$ 569,97, quase 15 vezes menor.

Roma, Henrique VIII, Rainha Elizabeth e Brasília não tem apenas a data de eventos históricos em igualdade. Todas representam poder, longevidade, sucesso, mas também desigualdade.

Ao acabar este período de coronavírus lembremos a beleza da capital federal, seu por do sol, os pastéis da Viçosa na volta pra casa, a água gostosa do lago Paranoá, e todas as alegrias da nossa capital. Mas não esqueçamos a história e o símbolo de Tiradentes, único condenado à morte pela Inconfidência Mineira por ser o de menor poderio financeiro e de baixa patente militar.

Nascemos no mesmo dia de Roma e no mesmo dia da libertação da alma de um sonhador que só queria a liberdade de seu povo.

*Bruno Henrique de Moura é jornalista e advogado. Filho orgulho da Universidade de Brasília, já falou de política e economia no JOTA e no Estadão. No esporte do quadradinho passou por Esportes Brasília, Lance FM, Nova Aliança, Nossa Brasil FM, Ativa FM entre outras. Hoje se divide entre a advocacia, o Distrito do Esporte, bons restaurantes e excelentes bebidas, e o estudo do Direito Penal Militar.