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Sala de Imprensa #8 – Ibaneis Rocha criou polêmica ou falou a verdade ao citar que Brasília não têm grandes clubes?

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Foto: Reprodução/Agência Brasília

*O texto se trata de um artigo de opinião e, portanto, é de inteira responsabilidade de seu autor. As opiniões nele emitidas não estão relacionadas, necessariamente, ao ponto de vista do Distrito do Esporte.

Por João Marcelo*

Assunto à nível mundial, o Covid-19 tem criado paralisações em todos os âmbitos, mas nesse artigo trataremos sobre o esportivo e mais precisamente o esporte candango. Há algumas semanas o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, em entrevista ao Jornal de Brasília, disse que Brasília não têm grandes clubes. A fala do político repercutiu mal dentro da imprensa candanga, que não gostou nem um pouco do desdém. Mas afinal, Ibaneis criou polêmica ou falou a verdade?

Bom, sejamos sinceros, Brasília não têm grandes clubes…no futebol masculino. Vejamos, qual foi o último grande título de uma equipe candanga? Antes de responder, falarei dos homens. Mas voltando à minha pergunta, eu mesmo respondo, Brasília campeão da Copa Verde em 2014. E onde se encontra a equipe colorada hoje? Amargando a Segunda Divisão do futebol local desde 2018. E lembro, é o terceiro maior campeão do Distrito Federal com oito títulos.

Voltando um pouco mais, Brasiliense com dois títulos (Série B em 2004 e Série C em 2002) e Gama com o título da Série B em 1998. “O Jacaré chegou à final da Copa do Brasil em 2002”, mas não ganhou, certo? Então as duas maiores torcidas comemoram apenas título estadual, no caso da capital federal, distrital? Sim. E sem contar que essas equipes não passam da Série D, isso mesmo, a quarta divisão, há algum tempo! Então como querer ser chamado de grande? Perdoem-me, mas não dá.

Em uma conversa com profissionais da imprensa no ano passado, ouvi a seguinte frase: “O grupo do Sobradinho é marmelada para o Leão da Serra. Portuguesa-RJ está mal no Carioca, Caldense-MG ficou em sexto no Mineiro e o Vitória-ES é um time limitado”. Eu o indaguei citando que o Vitória-ES foi campeão capixaba e tive como resposta “campeonato capixaba é parâmetro de que?”. E retruquei falando que não via diferença entre Capixabão e Candangão, eles riram de mim. Resultado? Sobradinho sem nenhum ponto conquistado, Caldense nadando de braçada no grupo e o Vitória, tão desdenhado por “nós”, também passou.

Para os mais próximos e para quem me dá liberdade – e agradeço ao Distrito do Esporte por ter artigo de opinião – eu digo que a imprensa, dirigentes e as pessoas envolvidas com o esporte local são soberbas. Sim, são soberbas e muito, aliás. Acham que o futebol local é maior do que é e ficam chateadas quando a verdade vos é dita. Não faço campanha política, antes que digam, e caso falem, fico muito preocupado (risos). Concordo com o Ibaneis quando diz que não têm grandes clubes, mas quando se refere ao futebol masculino, já com futebol feminino, discordo.

Minas Brasília: o profissionalismo fora de campo reflete nos resultados dentro de campo

Pois bem, quando se refere ao futebol feminino, discordo de você, Sr. Ibaneis. O Minas Brasília, presidido pelas irmã Nayara Albuquerque e Nayeri Albuquerque, é o ponto para a capital federal ter time grande. Com “As Minas” já desmentimos a frase “O Brasil não tem time da capital na primeira divisão”. Ué, o futebol se remete somente aos homens? As mulheres ficam de fora por qual motivo? Simples, por não aceitarem que as mulheres são muito melhores que os homens na gestão do futebol no Distrito Federal.

Prestes a completar oito anos, em 26 de junho chegará a essa idade, o Minas Brasília é um grandíssimo exemplo de gestão. As irmãs Albuquerque comandam um poderoso exército, onde a farda é azul e verde, com guerras vencidas e outras ainda por vencer. A última grande glória foi o título da Série A2 do Campeonato Brasileiro em 2018, ou seja, bem recente. Brasiliense e Gama, saudades de levantar esse troféu, né meus filhos? E está na primeira divisão do Brasileirão, parado por conta da pandemia, mas está lá.

Em 2019, no primeiro ano na elite, se manteve na primeira e faltou pouco para ir ao mata-mata. Neste ano tínhamos uma melhor perspectiva, ou temos, não sabemos como será o futuro do esporte. No fim do ano passado, eu estava no saguão do aeroporto e encontrei as meninas do Vitória-PE e conversando com elas, foi me dito várias qualidades, respeito e uma admiração pelas Minas do Distrito Federal. E detalhe: foi nítido a espontaneidade delas ao citar a equipe.

Então, Ibaneis, o senhor foi super correto ao citar que não tem time grande quando se refere aos homens. Quanto ao verdadeiro orgulho da capital, e nem preciso explicitar quem é, certeza que vocês entenderam, o senhor falhou na sua fala. E percebam, não entrei no mérito de ajuda ou não do governo, isso é assunto para um outro Sala de Imprensa. E aproveitando que dei a deixa para outro artigo, tem mais gente grande aqui, governador. Eu nem citei basquete, atletismo…

*João Marcelo atua como repórter e sócio-proprietário do Distrito do Esporte desde maio de 2018. Está concluindo sua formação em jornalismo e profissionalmente comandou as equipes de comunicação do Samambaia-DF e do Botafogo-DF. Já escreveu no Rio de Janeiro sobre culinária, música, cultura e esporte.

Presidentes finalistas discordam sobre volta do Candangão

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Arte: Danilo Queiroz/Distrito do Esporte

Por Bruno H. de Moura, João Marcelo e Danilo Queiroz

Não há consenso entre os 8 presidentes dos times que disputarão a fase final do Campeonato Candango de 2020. De um lado, mandatários querem retomar a competição o mais rápido possível. Do outro, presidentes adotam cautela e preferem aguardar o desenrolar da crise médica mundial do coronavírus.

A reportagem do Distrito do Esporte procurou os 8 presidentes das equipes que garantiram uma vaga à próxima fase. Gama, Brasiliense, Real Brasília, Formosa, Taguatinga, Capital, Luziânia e Sobradinho foram as agremiações mais bem posicionados na primeira metade do torneio, que garante vagas à Série D de 2021, Copa do Brasil e Copa Verde.

De um lado cautela, de outro pressa

Presidente do time líder da competição e atual campeão, Weber Magalhães vê com calma as discussões, neste momento, sobre reinício das atividades. Para o mandatário do Gama é necessário analisar quais medidas preventivas e garantidoras da saúde de atletas, comissão técnica e imprensa podem ser efetivadas. “Ninguém pode voltar na marra. Um jogo envolve 60, 70 pessoas. Nós precisamos ver quais as medidas preventivas e como podem ser efetivadas”.

Edmilson Marçal, presidente do Taguatinga, equipe que faz uma campanha muito melhor que as previsões iniciais, acredita que a melhor solução é buscar alternativas para o torneio voltar “o mais rápido possível”. Segundo Marçal, é necessário “informações, autorização da Federação (de Futebol do Distrito Federal) e da CBF”.

Diretor de futebol do Luziânia, Bruno Mesquita também seguiu a linha de que é preciso aguardar orientações da entidade mandatária do futebol candango sobre a viabilidade do retorno. O clube goiano, inclusive, diz que só tomará decisões internas após um contato oficial da FFDF. “Acreditamos que isso irá acontecer só em junho. Estamos na torcida para que volte logo, mas com segurança”, ressaltou.

Henrique Botelho, líder do Formosa Esporte, quarto colocado na primeira fase, criou um cronograma de volta do torneio que será apresentado aos seus pares. O plano é reiniciar os treinos em 20 de maio e terminar a competição ainda em junho deste ano. Henrique adiantou, em primeira mão, ao Distrito do Esporte sua proposta.

06/06 – Última partida 1ª Fase

10/06 – Quartas Ida
13/06 – Quartas Volta

17/06 – Semi Ida
20/06 – Semi Volta

24/06 – Final Ida
30/06 – Final Volta

Testagem em massa de atletas

Weber Magalhães e Henrique Botelho acreditam que é preciso ver como os atletas estarão. Ambos defendem a testagem em massa dos envolvidos com os jogos, especialmente os atletas. “como eles veem de várias regiões, quando do retorno dos treinos, fazer os exames em todos eles para certificar que não tem nenhum problema e a gente em 40 dias concluir a competição”, afirma Botelho.

Weber Magalhães acredita que a testagem geral é uma das melhores opções, mas se preocupa com quem irá arcar com os custos. Hoje, um teste rápido sai a R$ 126,00 para o governo, mas esse preço pode ficar maior para entidades privadas, como a Federação de Futebol do Distrito Federal. “Vamos fazer testagem em massa? quem vai arcar com os custos”, indaga.

Assim como o presidente do Gama, Bruno Mesquita também ressaltou as dificuldades financeiras provocadas por uma testagem em massa, mas não descartou adotar a medida para garantir a segurança dos envolvidos com o esporte. “Os testes são caros, mas se estamos na chuva é para se molhar. Faremos o que for melhor para todos, pensando nossa saúde e na dos nossos atletas, torcedores e amigos”, garantiu.

Presidentes pensam soluções para os estádios

A forma que as partidas ocorreriam é outro ponto a se solucionar. Para Weber Magalhães é preciso se pensar alternativas para proteger os jogadores e árbitros. “Jogar de máscara, treinar de máscara? Grandes clubes tem dinheiro para fazer uma super higienização. E os que não tem tantos recursos?”, indaga.

Henrique Botelho quer o retorno da competição com a presença de público nos estádios. O mandatário do Tsunami do Cerrado acredita que diminuir a carga máxima de público é uma alternativa viável. “Presença da torcida, porém utilizando 20% da capacidade de cada estádio. Estádio para 10 mil pessoas venderia 2 mil apenas. As pessoas tomando distância de 1,5 m para 2m, todos de máscaras, tendo as mãos higienizadas na entrada e saída dos estádios, assim como os vendedores ambulantes.”

Já Weber Magalhães prefere aguardar mudanças no cenário do DF para pensar na volta do torneio. “Eu voltando a responsabilidade é minha, são 70, 80 pessoas sob minha responsabilidade. Qual vai ser o protocolo? qual a segurança. Temos de voltar seguro de que tudo vai correr bem, até porque a gente sabe que aqui em Brasília está se chegando na periferia. Classe C e classe D”, completa.

A reportagem procurou Paulo Henrique, diretor de futebol do Brasiliense, Pedro Ayub, diretor de futebol do Real Brasília, Godofredo Gonçalves, presidente do Capital, Jean Dávos, presidente do Sobradinho. Nenhum destes respondeu aos questionamentos da reportagem. O espaço permanece aberto aos mandatários.

Nelson Piquet e Pedro Piquet arrecadam cestas básicas no DF

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Foto: Piquet Sports

Por Lucas Espíndola

Em meio à quarentena provocada pela pandemia do novo coronavírus, vemos diversas ações de solidariedade na sociedade em que vivemos. No futebol do Distrito Federal, clubes da capital e a Federação de Futebol do Distrito Federal (FFDF) entraram na onda solidária. E, nesta última semana, o automobilismo de Brasília também resolveu dar um apoio aos mais necessitados.

Nelson Piquet, tricampeão mundial de Fórmula 1 e seu filho Pedro Piquet, piloto da Fórmula 2, arregaçaram as mangas e estão fazendo uma campanha na internet a fim de arrecadar alimentos e doar cestas básicas para famílias de baixa renda da capital do país. Esta ação é conjunta com uma igreja e visa ajuda mais de 120 famílias hipossuficientes.

Os dois – pai e filho – estão passando o período de isolamento social em Brasília e resolveram ajudar. A vaquinha on-line para as cestas básicas pretende alcançar no mínimo R$10.000,00. Em sua conta pessoal no Instagram, Pedro Piquet explicou a decisão de arrecadar alimentos na quarentena.

“Como todos sabem, a carência no país é imensa e o que cada um de nós puder fazer nesse momento para se unir à rede de solidariedade é de extrema valia para quem precisa. Vocês sabiam que existem mais de 67 mil famílias que estão em situação de extrema pobreza no DF? Essa grave situação só aumentou com a crise do coronavírus.
Esse foi o motivo que me levou a criar esse projeto de doações de cestas básicas. Vamos fazer a diferença e amenizar a situação de extrema pobreza em diversas famílias do nosso país”, escreveu Pedro.

Para ajudar na arrecadação, clique e entre no site Vakinha.com.

Arena BSB oferece Mané Garrincha e Ferj não descarta finalizar Carioca no DF

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Brasília Vasco Nova Iguaçu
Foto: Reprodução da Internet

Por Danilo Queiroz

O Campeonato Carioca pode ser finalizado em Brasília, mais especificamente no Estádio Nacional Mané Garrincha. Pelo menos esse é desejo da Arena BSB, consórcio que gere o maior palco esportivo da capital. Durante a semana, a empresa ofereceu o local para que a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) finalizasse seu estadual na capital. A entidade, apesar de não confirmar o contato, não descartou a possibilidade.

Em nota oficial publicada no site da Ferj, Rubens Lopes, presidente da entidade, disse que se sentir “no dever de esclarecer equívocos” sobre a realização de partidas do Carioca em Brasília e, sem negar, explicou a situação. “Não recebemos nenhum comunicado a respeito e, caso venhamos a receber, o assunto será tratado de forma ampla, responsável, sem preconceitos ou pré-julgamento, mas com os cuidados pertinentes”, salientou.

Lopes disse que uma possível decisão será tomada “sem nenhum viés político, midiático e sem qualquer violação dos pilares básicos que norteiam os princípios da FERJ e de seus filiados”, citando ainda “comprometimento com a saúde, obediência às determinações governamentais e procedimentos e protocolos técnicos e científicos recomendados à proteção individual e coletiva” para definir a mudança.

Presidente da Ferj, Rubens Lopes publicou nota negando ter recebido proposta, mas sem rechaçar hipótese | Foto: Úrsula Nery/Agência Ferj

GDF dialoga e até Bolsonaro incentiva Carioca na cidade

Segundo o jornal O Globo, o desejo é apoiado por Ibaneis Rocha, governador do Distrito Federal, que estaria dialogando com interlocutores cariocas. Em nota, o GDF disse “que está em negociação sobre o assunto”. Na semana, até mesmo o presidente Jair Bolsonaro incentivou a ideia. “Estamos querendo trazer a final do Carioca para Brasília. Vamos ver o Botafogo ser campeão aqui”, brincou na porta do Palácio da Alvorada.

Assim como o futebol candango, o esporte carioca está paralisado e sem data prevista de retomada. Na quinta-feira (30/4), o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel prorrogou a quarentena no estado até 11 de maio, o que também vetou a retomada dos treinos dos times de futebol. Um dos empecilhos da vinda ao DF seria a necessidade das delegações realizarem viagens de avião para se deslocar.

Hospital de Campanha não seria empecilho

Em seu Instagram, a Arena BSB confirmou que ofereceu o Estádio Nacional Mané Garrincha para a Ferj. Em nota oficial, o consórcio também informou que a arena esportiva está apta para receber qualquer evento esportivo, “tão logo sejam autorizados pelas autoridades competentes”. Atualmente, as dependências do complexo estão abrigando ainda um Hospital de Campanha que auxilia no combate ao coronavírus na capital.

Operado pela Secretaria de Saúde, o espaço irá abrir 197 leitos médicos no primeiro andar do Mané Garrincha. Segundo a Arena BSB, isso não seria impediria a realização dos jogos. “O Hospital de Campanha de combate à epidemia da Covid-19 não tem contato direto com as áreas de campo, arquibancadas e camarotes, já que o espaço cedido é isolado e independente das áreas destinadas ao esporte no estádio”, explicou.

 

Ver essa foto no Instagram

 

A Arena BSB informa que o Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha está apto a receber eventos esportivos, tão logo sejam autorizados pelas autoridades competentes uma vez que a área do hospital de campanha de combate à epidemia da Covid 19 não tem contato direto com as áreas de campo, arquibancadas e camarotes. Importante destacar que todas as operações relacionadas ao hospital, bem como adaptações, montagem e contratações, são de total e exclusiva responsabilidade da Secretaria de Saúde do Governo do Distrito Federal, sendo a Arena BSB apenas cedente do espaço físico de forma não onerosa. Espaço esse, reiteramos, isolado e independente das áreas destinadas ao esporte no Estádio. A Arena BSB acredita que o retorno gradual e controlado das competições colabora com o isolamento social ao oferecer mais uma opção de entretenimento para população que está em casa.

Uma publicação compartilhada por Arena BSB (@arenabsb) em

Confira nota da Ferj na íntegra:

“Sinto-me no dever de esclarecer equívocos como a publicação em relação ao tema partidas do Campeonato Carioca em Brasília.

Não recebemos nenhum comunicado oficial a respeito e, caso venhamos a receber, o assunto será tratado de forma ampla, responsável, sem preconceitos ou pré-julgamento mas com os cuidados pertinentes, com o objetivo de se atingir o que melhor puder ser feito em busca de soluções para os problemas e dificuldades, sem nenhum viés político, midiático e sem qualquer violação dos pilares básicos que norteiam os princípios em que se fundamentam tanto a FERJ quanto os seus filiados e amplamente divulgados.

A) Comprometimento com a saúde e a vida alheia mediante cumprimento de diretrizes de autoridades competentes;

B) Obediência às determinações governamentais;

C) Seguimento de procedimentos e protocolos técnicos e científicos recomendados à proteção individual e coletiva.

RUBENS LOPES DA COSTA FILHO”

UFC 249 acontecerá nos Estados Unidos e com Vicente Luque no card

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Reprodução: Instagram: Vicente Luque

Por João Marcelo

Prestes a completar dois meses de seu último evento, UFC Brasília em 14 de março, o Ultimate Fighting Championship anunciou uma data para a volta das lutas, 9 de maio. O UFC 249, que anteriormente seria a disputa de cinturão do peso-leve entre Khabib Nurmagomedov x Tony Ferguson, acontecerá sem público nos Estados Unidos. Algumas mudanças no card foram feitas, mas Vicente Luque, representante do Distrito Federal, continua e terá pela frente um adversário já conhecido.

O tão esperado UFC Brasília teve um desfecho inesperado: aconteceu sem público e com um mínimo de pessoas ao redor do octógono. A pandemia Covid-19, que cresce consideravelmente no Brasil, foi a causadora do impacto negativo no evento. Desde então, seguindo orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS), que proíbe aglomerações e a realização de eventos esportivos, os combates do UFC foram adiados. Ainda houve tentativas de datas, mas os governos dos países escolhidos foram contra.

Porém nesta semana, o mandatário do UFC, Dana White, anunciou o UFC 249. A data escolhida foi o próximo fim de semana, mais precisamente sábado, 9 de maio. Os combates ocorrerão em Jacksonville, na Flórida (EUA). Além desse, outros dois, em 13 e 16 de maio, também acontecerão na cidade. Este será o primeiro grande evento esportivo mundial a retomar suas atividades em meio a pandemia. Por conta disso, alguns cuidados serão tomados e a presença do público foi vetada.

Todos os lutadores e o pessoal envolvido na realização do card terão procedimentos, já divulgados pela organização, a serem cumpridos para que não haja contaminação. Dentre os cuidados, a realização de exames e testes para verificar se há contaminados pelo Coronavírus, sala individual para os treinamentos dos atletas, equipamentos de segurança, entre outros precauções.

Vicente Luque x Niko Price: uma nova luta de velhos conhecidos

Representando o Distrito Federal, Vicente Luque terá um adversário duro pela frente, mas com o “caminho para a vitória” já conhecido. Niko Price será o oponente pelo card preliminar do UFC 249 e os dois já se enfrentaram uma vez. Foi em 28 de outubro de 2017 pelo UFC Fight Night 119. Na ocasião, Luque aplicou um brabo estrangulamento aos quatro minutos e oito segundos do segundo round, decretando sua quinta vitória em sete lutas na organização à época.

Dois anos e meio depois, o cartel dos dois tiveram muitas mudanças. Vicente Luque conseguiu ascensão na categoria e hoje é o número 13 dos pesos-leves. Desde a luta com Price, o “Assassino Silencioso” venceu seis vezes seguidas (contando com a luta de Niko) e perdeu apenas uma, a última contra Stephen Thompson. Já Niko “The Hybrid” Price apresentou um cartel mais equilibrado com quatro vitórias e três derrotas. Em seu último combate teve o braço levantado ao nocautear James Vick com um upkick.

UFC 249

CARD PRINCIPAL
Tony Ferguson x Justin Gaethje (peso-leve)
Henry Cejudo x Dominick Cruz (peso-galo)
Francis Ngannou x Jairzinho Rozenstruik (peso-pesado)
Jeremy Stephens x Calvin Kattar (peso-pena)
Greg Hardy x Yorgan De Castro (peso-pesado)

CARD PRELIMINAR
Donald Cerrone x Anthony Pettis (peso-leve)
Alexey Oleynik x Fabricio Werdum (peso-pesado)
Carla Esparza x Michelle Waterson (peso-palha)
Ronaldo Jacaré x Uriah Hall (peso-médio)
VICENTE LUQUE x Niko Price (peso-meio-médio)
Charles Rosa x Bryce Mitchell (peso-pena)
Ryan Spann x Sam Alvey (peso-meio-pesado)

Atletas transformam rotina para treinar em casa durante quarentena

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Foto: Instagram/Caio Bonfim

Enquanto a recomendação continua sendo ficar em casa, para quem puder, os esportistas do Brasil e do mundo precisaram adaptar seus lares em espaços minimamente adequados para dar continuidade às rotinas de treinamentos. A nova realidade, que também inclui os atletas do Distrito Federal, propõe minimizar ao máximo os prejuízos da classe esportiva quando todas as atividades voltarem, de fato, à normalidade. Para manter o preparo físico em dia, acompanhe as medidas adotadas por nomes da capital federal.

Caio Bonfim, maior atleta de marcha atlética brasileira, que estava com o passaporte carimbado para os Jogos Olímpicos de Tóquio – adiado para o próximo ano – trocou a atividade na rua pela esteira. Ele cumpre, diariamente, vários quilômetros em cima do aparelho. “Mas tenho treinado muito bem, estamos usando esse momento para pontuar algumas coisas. Coisas que a intensidade da temporada vai deixando passar porque tem competição a todo o momento. E competitividade tem que estar alta”, diz Bonfim.

A tarefa de mudar o local de treinamento para o multiesportista Estevão Lopes foi mais difícil. Afinal, o esportista pratica vela adaptada, remo paralímpico e paracanoagem no Lago Paranoá. “Venho fazendo como posso em casa. Não parei, mas os treinos são limitados. Eu preciso do Lago Paranoá e das minhas embarcações para praticar essas modalidades. Eu estou fazendo um “quebra galho” em casa. E também estou postando nas minhas redes sociais dicas de exercícios para o pessoal”, destaca Estevão.

Já Thaís Carvalho, do arco e flecha, está fazendo uma série de exercícios com o próprio arco e um elástico. “Estou improvisando meu treino com os recursos que tenho disponíveis”, destaca. Ela avalia como sensata a decisão do Comitê Olímpico Internacional (COI) em adiar a data dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos. “Fiquei aliviada, já que brigo por uma vaga. No Mundial, no ano passado, consegui bater o índice para Tóquio. Agora, em março, estava marcado o Parapan da modalidade no México e lá iria buscar essa vaga”.

A quarentena pegou de surpresa as irmãs gêmeas Nayara e Nayeri Albuquerque, fundadoras do Minas Brasília Futebol Feminino/ As Minas, time de futebol que estava em pleno vapor na Série A1 do Campeonato Brasileiro. “A gente estava vindo de uma vitória contra a Ponte Preta”. A solução foi criar um planejamento, em que cada atleta recebe, diariamente, um treino para executar em casa, entre partes de condicionamento e fisioterapia. “Durante a semana, estamos dividindo entre as posições com treinos teóricos em videoconferência. A gente nunca está parada”, finaliza.

Com informações da Secretaria de Esportes do Distrito Federal

Real Brasília confirma que Filipe Cirne e Érik Gabriel seguirão no XV de Piracicaba

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Foto: Divulgação/XV de Piracicaba

Por Danilo Queiroz e João Marcelo

Na última terça-feira (28/4), os torcedores mais atentos do Real Brasília perceberam que o meio-campista Filipe Cirne e o atacante Érik Gabriel tiveram seus contratos reativados com o time aurianil no Boletim Informativo Diário (BID) da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O procedimento foi feito de forma automática após o vinculo de empréstimo dos atletas com o XV de Piracicaba-SP se encerrar.

Isso, porém, não significa que Cirne e Érik serão reaproveitados pelo Leão do Planalto na retomada do Campeonato Candango, ainda sem data prevista para acontecer. Em contato com a reportagem do Distrito do Esporte, Pedro Ayub, diretor de futebol do clube aurianil, disse que os dois jogadores serão repassados novamente ao time paulista. “O XV vai renovar o empréstimo deles”, garantiu.

Cirne e Érik tiveram contratos reativados com o Real Brasília, mas serão novamente emprestados ao XV de Piracicaba | Foto: Reprodução/CBF

Após se destacar no Candangão com a camisa do Real Brasília e jogar a Série D do Campeonato Brasileiro de 2019 com o Sobradinho, Filipe Cirne teve sua primeira oportunidade no futebol paulista ao ser emprestado para o Guarani. Em 2020, foi repassado pelo novamente pleo time candango, desta vez para o XV de Piracicaba, onde atuou onze vezes. Pelo time paulista, Érik entrou em campo em nove jogos.

Novamente destino de Filipe Cirne e Érik Gabriel, o XV de Piracicaba está disputando a Série A2 do Campeonato Paulista. Assim como o torneio do Distrito Federal, o certame de acesso de São Paulo ainda não tem data para ser retomado. Antes da paralisação, o Nhô Quim estava na quinta colocação na tabela de classificação, dentro de G-8 que garante vaga na segunda fase da competição.

Mais um fora: atacante Wallace Lucas rescinde com o Brasiliense

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Arte: Danilo Queiroz/ Distrito do Esporte

Por Danilo Queiroz

O bota-fora no elenco do Brasiliense durante a pausa das competições oficiais do calendário candango e brasileiro continua a todo vapor. Depois de abrir mão de Edno, Guilherme, Fernando Pires, Charles, Julio Magalhães e Carlinhos, o Jacaré também chegou a um acordo para que o atacante Wallace Lucas também deixe o clube amarelo antes do fim do seu contrato original.

A saída do atacante, que chegou ao Brasiliense em outubro de 2019 na primeira leva de jogadores contratados para a temporada 2020. Sua contratação havia sido avalizada pela comissão técnica que era encabeçada por Mauro Fernandes. A rescisão foi oficializada pelo clube na noite de segunda-feira (27/4) através do Boletim Informativo Diário (BID) da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Saiba mais
– Saidão I – Brasiliense rescinde com pacotão de cinco jogadores
– Saidão II – Lateral Carlinhos se junta à barca e é mais um a deixar o Jacaré

Foto: Reprodução/BID/CBF

Com a velocidade como principal característica, Wallace Lucas, assim como os demais atletas que já saíram do elenco amarelo, não conseguiu ter muitas oportunidades nos seis meses em que esteve na Boca do Jacaré. Ao todo, foi utilizado em somente um jogo oficial, a vitória por 8 a 0 sobre o Ceilandense na quarta rodada do Campeonato Candango, e não marcou nenhum gol.

Jacaré segue sem previsão de retorno

Sem entrar em campo desde 18 de março, quando goleou o Paranoá por 8 a 0, o Brasiliense, assim como os demais clubes classificados para a segunda fase do Candangão, segue sem saber quando jogará novamente. Com a pausa nos jogos, o clube amarelo paralisou as atividades e liberou os atletas para se protegerem em casa. Em 2020, o Jacaré tem ainda a Série D do Brasileirão no calendário.

Presidente da FFDF diz em entrevista que atividades administrativas voltam segunda

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Foto: Reprodução/Instagram

Da Redação

Depois de interromper oficialmente as competições de futebol no Distrito Federal, a Federação de Futebol do Distrito Federal (FFDF) já tem uma data em mente para reiniciar ao menos suas atividades administrativas: 4 de maio, próxima segunda-feira. A data da reabertura da sede física da mandatária do futebol candango foi confirmada pelo presidente Daniel Vasconcelos em entrevista à Rádio DF10.

A data citada por Vasconcelos, inclusive, já estava prevista na resolução nº 4 de 2020 da FFDF, que, além de paralisar o Campeonato Candango, também concedeu férias coletivas a todos os funcionários da entidade. “Vamos seguir as orientações do Governo do Distrito Federal (GDF) e da Secretaria de Saúde tomando todos os cuidados possíveis e aguardando pelo retorno do futebol”, explicou.

A reabertura da FFDF, entretanto, não significa a retomada imediata do Candangão. Em entrevista concedida ao Distrito do Esporte em 20 de abril, Daniel Vasconcelos já havia dito acreditar que seria “muito difícil” retomar o torneio antes do mês de junho. A percepção, inclusive, também era compartilhada por outros dirigentes do futebol local, que viam, naquele momento, ser inviável retomar os jogos com segurança.

A expectativa do presidente da FFDF é tentar ao menos liberar os treinos dos oito times classificados para a segunda fase do Candangão. “Estamos ansiosos, mas temos que lembrar que estamos lidando com vidas humanas. Estamos tratando em conjunto com a Secretaria de Saúde para fazermos tudo com segurança e então, quem sabe ainda em maio, pelo menos voltar aos treinos das equipes”, continuou.

Ainda à Rádio DF10, Vasconcelos disse que a tendência é que o futebol no Distrito Federal volte à normalidade após outros torneios estaduais do país. “No momento não está muito fácil este retorno ao futebol. As Federações pequenas tem dificuldades financeiras para adquirir testes para serem utilizados em atletas, comissões técnicas. Então, a tendência é que as federações maiores retornem o futebol antes das menores”, analisou.

Real Brasília doa 1,5 tonelada de alimentos em show online

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Membros do grupo musical Menos é Mais com materiais do Real Brasília. Foto: Ricardo Ribeiro

Por Lucas Espíndola

O mundo está em colapso. Estamos em meio a uma pandemia devastadora, onde várias pessoas estão perdendo as suas vidas por todo o planeta. Para trazer mais alegria e entretenimento para todos que estão em isolamento social, muitos cantores e grupos musicais aderiram à ideia de fazer shows online, misturado com uma boa dose de solidariedade.

Vários artistas se apresentam de suas casas e transmitem em várias plataformas digitais espalhadas pela internet. No último sábado (25), durante a live do grupo de pagode Menos é Mais, um dos mais reconhecidos grupos de pagode da capital, uma equipe de futebol do DF entrou nessa onda de solidariedade.

O Real Brasília doou uma tonelada e meia de alimentos em cestas básicas. A equipe está sem atividades profissionais tanto no futebol masculino, atual terceiro colocado do  Campeonato Candango de 2020, quanto nas suas equipes de futebol feminino e nas categorias de base.

A pedido da presidência do Real Brasília, após o fim do show, o grupo Menos é Mais liberou a doação das cestas básicas para famílias mais necessitadas e vulneráveis da Vila Planalto, onde está situado o estádio do clube, o Defelê. A entrega de alimentos será feita no dia 1º de maio, no estádio do Leão do Planalto. O Real Brasília vem se aproximando da comunidade.

Além da doação, a equipe de marketing do time azul anil fez um vídeo, que foi mostrado em um dos intervalos do show para mais de 400 mil pessoas que acompanhavam a live pelo YouTube. O vídeo mostra as modalidades em que o Real Brasília atua – futebol masculino, futebol feminino, futsal e futebol americano – e fala um pouco sobre o Leão do Planalto.

ENTREGA DE ALIMENTOS

Dia: 01/05
Horário: 10 horas
Local: Estádio Ciro Machado do Espírito Santo, o Defelê.