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Flamenguista e fã de futevôlei: Celina Leão e sua proximidade com o esporte

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Reprodução: Instagram Celina Leão

Por Michael Nunes, Carol Martins e Bruno H. de Moura*

O governador Ibanes Rocha anunciou na última quarta-feira (13/5) o nome da deputada federal Celina Leão como nova secretária de Esporte e Lazer do Distrito Federal. A deputada entrou na vaga de Leandro Cruz, que esteve à frente da pasta de 2019 até ontem.

Muito ligada à comunidade policial, Celina Leão não tem apenas a proximidade política com o governador Ibaneis Rocha. Além de presidir o Progressistas, partido da base do governo, e ter apoiado o governador na eleição de 2019, Celina e Ibaneis dividem a paixão pelo Clube de Regatas do Flamengo.

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Ligações diretas com o Flamengo e organizada no DF

Não é de hoje que o governador é criticado pelo favorecimento de jogos do Flamengo em Brasília. Rubro-negros, Ibanes Rocha e Celina Leão são figurinhas carimbadas nos jogos da equipe carioca.

Na Copa Libertadores de 2019, Rocha viajou com a equipe para o Equador, em uma disputa das oitavas de final da competição no ano passado, que culminou com título carioca. Na ocasião, Ibaneis presidiu a delegação rubro-negra.

Já Celina Leão é frequentadora assídua da sede da torcida Jovem do Flamengo na capital – a organizada divide espaço com a Independente do São Paulo. Na campanha eleitoral de 2018, a então deputada distrital, candidata à Câmara Federal, posou para fotos e recebeu apoio político de lideranças das organizadas.

Celina Leão tira foto na sede da Torcida Jovem do Flamengo durante campanha de 2018. Reprodução: Facebook torcida jovem

Segundo um diretor da facção rubro-negra ao Distrito do Esporte, Celina Leão destinou verbas para uma grande festa da torcida em 2018, ano das eleições. “A Celina Leão ajudou a nossa festa. As bebidas e o aluguel do espaço da festa foi ela quem pagou”, disse um dos líderes da organizada, que preferiu não ser identificado.

Na final da Libertadores, quando o Flamengo faturou a taça da competição, a deputada esteve presente na sede da Torcida Jovem Fla 23° Pelotão Brasília. O espaço fica na cidade de Samambaia. Na página da torcida, é possível ver fotos da nova secretária de esportes do DF, assistindo os jogos e com a camisa da Jovem Fla. A atual secretária de esportes também compartilhou as imagens.

Reprodução: redes sociais Celina Leão

Nova secretária é jogadora assídua de futevôlei

Não é apenas o futebol que instiga as paixões de Celina Leão. A nova secretária de esporte esbanja habilidade com a bola na cabeça e no pé. Celina é jogadora assídua de futevôlei.

A política publica com frequência vídeos de suas partidas nas areias. O lugar mais frequente de seus jogos é o Minas Clubes, localizado no Setor de Clubes Norte, no Plano Piloto. A secretária mostra proximidade com a bola e não decepciona na defesa.

Reprodução: Redes Sociais Celina Leão

Dinheiro público para o Flamengo

Falando em dinheiro, esse é um dos pontos que mais gera críticas ao atual governo pelos amantes do esporte candango. O patrocínio do BRB, banco do GDF, para o time de Basquete do Flamengo pelo governador ainda não foi totalmente digerido pelos dirigentes locais.

À época do negócio, o governador alegou que a maior torcida do DF é flamenguista e que o apoio fortaleceria o turismo na cidade, já que o time carioca mandaria 30% dos jogos em Brasília.

Nas partidas que o Flamengo Basquete jogou na capital federal na última temporada, o público presente no ginásio da Asceb foi inferior aos jogos disputados pelo Universo Brasília, equipe tetracampeã nacional e tricampeã sul-americana de basquete. No patrocínio do BRB, o Flamengo levou R$ 2,5 milhões e o Universo Brasília R$ 1,5 milhões.

A torcida do futebol do DF também discute a falta de apoio do governo para o futebol local. Com problemas recorrentes nas praças esportivas e financeiros das equipes, dirigentes e torcedores questionam a proximidade de Ibaneis e o esforço do governador de abrir espaço para o time de futebol do Flamengo jogar no estádio Mané Garrincha.

*colaborou Danilo Queiroz

Mané Garrincha se candidata a sediar final da Sul-Americana

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Por Bruno H. de Moura

Mesmo em tempos de coronavírus o planejamento de médio e longo prazo da Confederação Sul-Americana de Futebol não para. A principal entidade do futebol da América do Sul  divulgou na tarde desta quinta-feira (14/5) os estádios e as cidades que se candidataram para sediar as finais da Copa Libertadores da América e Sul-Americana pelos próximos 3 anos.

O Brasil é o país com maior número de candidatos em ambas as competições. Na Copa Libertadores, Curitiba, Porto Alegre e São Paulo tem candidaturas nos 3 anos. Já o Maracanã pleiteia em 2022 e 2023, mas não em 2021. Argentina, Chile, Peru, Equador, Uruguai e Colômbia também apresentaram palcos para sediar a principal partida de clubes do continente.

Já a final da Sul-Americana é desejada por diversas cidades. Apenas no Brasil Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Salvador, e Rio de Janeiro propuseram sediar as finais de 2021 a 2023. Porém, estádios como Arena Fonte Nova, Arena da Baixada e Castelão, além do poderoso Maracanã, terão a forte concorrência do Mané Garrincha.

A Arena BSB, que tem a concessão do local pelos próximos 20 anos, vem fazendo fortíssima campanha para receber a final. Além de viagens pelo mundo e contatos com federações, a empresa amplia sua relação política na Conmebol com o apoio de Ibaneis Rocha.

Segundo a entidade, um workshop por videochamada cada candidato será feito nos próximos dias 25 e 26, para definir conceitos das finais e tirar dúvidas para a elaboração do Dossiê de Candidatura. Cada candidata tem até 29 de maio para apresentá-lo.

Pesquisa diz que jogos com torcedores só após vacina para coronavírus

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Foto: Úrsula Nery/Agência FERJ

Por Agência Brasil

Segundo estudo do Instituto de Pesquisa Inteligência Esportiva da Universidade Federal do Paraná (UFPR), a presença do público em eventos esportivos no Brasil só poderá voltar após a criação de uma vacina para o novo coronavírus. O trabalho também defende as orientações das autoridades sanitárias.

A pesquisa de título “Inteligência Esportiva” é uma ação conjunta entre o Centro de Pesquisa em Esporte, Lazer e Sociedade (CEPELS) da UFPR e a Secretaria Nacional de Esporte de Alto Rendimento (SNEAR) do Ministério do Esporte.

A notícia sobre o estudo foi divulgada esta semana pelo site da UFPR e traz declarações do professor de educação física Fernando Mezzadri, um dos integrantes do projeto. “As atividades físicas devem evitar qualquer forma de aglomeração ou de incentivo à circulação de pessoas. Sempre que possível as pessoas podem caminhar perto de suas residências e não devem procurar ir aos parques para realizar as atividades”.

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Em relação ao retorno do esporte profissional, a pesquisa considera uma série de cuidados, como diagnosticar atletas e demais envolvidos, medir a temperatura e fazer testagem rápidas em quem frequenta os centros de treinamentos e pensar em realizar eventos em localidades menos afetadas pela doença, com ausência de público.

Entretanto, reforça Mezzadri, esta volta não deve ocorrer agora. “Tanto os atletas quanto as pessoas devem fazer os testes como uma forma de controle e precaução, mas a volta aos treinamentos normais e as competições ainda não devem ocorrer agora. Consideramos muito precipitado o retorno às competições pelo atual estágio da pandemia no Brasil”.

Mezzadri lembra que os campeonatos estaduais no Brasil estão suspensos, o que impacta esse mercado. Para o professor, no caso do futebol brasileiro, os gestores devem proteger os milhares de jogadores que ganham até três salários-mínimos e já estão perdendo seus contratos: “Dificilmente haverá jogos com torcida enquanto não existir uma vacina para a covid-19”.

Dirigentes do DF opinam sobre Celina Leão na Secretaria de Esporte

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Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados

Por Danilo Queiroz, Bruno H. de Moura e João Marcelo

O esporte do Distrito Federal começou a quarta-feira (13/5) com uma importante articulação política. Durante evento que reinaugurou o Terminal Rodoviário de Sobradinho, o governador Ibaneis Rocha anunciou a deputada federal Celina Leão como nova titular da Secretaria de Esporte e Lazer (SEL-DF) no lugar de Leandro Cruz. A mudança, inclusive, foi bem recebida pela classe de dirigentes dos clubes do futebol candango.

Em contato com a reportagem do Distrito do Esporte, os mandatários das equipes locais elogiaram Celina Leão e destacaram a proximidade da nova secretária com as mais diversas modalidades do esporte candango. Em visão praticamente unânime, a ex-presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) foi aprovada para conduzir a pasta esportiva do GDF.

“Ela é um ótimo nome para o cargo, conhece bem todo o Distrito Federal e é próxima do esporte de Brasília, inclusive pratica futevôlei muito bem. Se o governador Ibaneis Rocha indicou é porque ela é capacitada e pode fazer um bom trabalho. Da minha parte, coloco o Gama à disposição para ajudar a nova secretária no que for preciso”, comentou Weber Magalhães, presidente do Gama.

Mandatária do Brasiliense, Luíza Estevão também recebeu a notícia de forma positiva e disse ter boas expectativas sobre Celina Leão à frente da SEL-DF. “Acho que ela pode fazer um excelente trabalho. Além de experiência política, é uma pessoa do esporte, praticante de futevôlei, e pode nos ajudar a elevar as modalidades no Distrito Federal”, enfatizou a dirigente do Jacaré.

Presidente do Real Brasília, Luis Felipe Belmonte ressaltou o fato de a mudança ter sido feita por “conveniência do GDF”. “O secretário Leandro sempre nos atendeu com presteza em tudo que pedimos e tem um histórico brilhante. A Celina é muito competente, com experiência na área pública e também temos um bom relacionamento com ela. Temos a certeza que a nova Secretária continuará o trabalho de desenvolvimento do setor”.

O discurso também foi adotado por Godofredo Gonçalves, presidente do Capital. “A Celina tem uma identificação grande com o esporte. Tenho certeza que ela vai tratar muito bem todas as categorias e alinhar à saúde, que é o que mais estamos precisando no momento. Ela pode dar o tratamento para alavancar todas as categorias, incluindo o futebol, que ela vai ter um olhar muito especial para essa área que gera tanto emprego e renda”.

Dirigente do Luziânia, Bruno Mesquita adotou um tom mais crítico e pediu uma mudança na postura de Ibaneis. “Acredito que vai ser melhor, já que o ex-secretário não fez muito pelo esporte de Brasília. Fico feliz de saber que está havendo mudança, mas enquanto não mudar a cabeça do governador vai entrar e sair secretário porque ele pode interromper o modo de trabalhar deles. A torcida é para que ela assuma de verdade, tome as decisões e possa lutar pelo nosso esporte”.

Presidente do Minas Brasília, Nayeri Albuquerque espera que a pasta siga apoiando o futebol feminino. “Temos certeza que ela irá conduzir uma excelente gestão. Sempre foi participativa no esporte e contamos com o apoio dela para traçarmos bons caminhos dentro da modalidade. Fico contente por ter uma mulher no comando e desejamos sucesso neste novo ciclo do secretário Leandro, que sempre nos apoiou”, afirmou.

Um dos dirigentes mais atuantes no futebol candango, Ari de Almeida, do Ceilândia, também teceu elogios a Celina. “Ótima. Alguém que é do DF, conhece as pessoas e tem nosso apoio”. Presidente do Formosa, Henrique Botelho citou Celina como nome importante para a retomada do futebol. “Acredito que ela tenha mais sensatez para compreender que a vida precisa continuar, inclusive a vida esportiva”, explicou.

Celina deixará cargo de deputada federal

Como nova integrante do corpo de secretários do Distrito Federal, Celina Leão irá deixar o cargo de deputada federal. No seu lugar, assume Tadeu Filippelli (MDB-DF), que já ocupou o cargo de vice-governador de Brasília. Anunciada por Ibaneis Rocha, a nova titular assumirá a Secretaria de Esportes após a publicação da mudança no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF).

Ibaneis troca secretário de esportes do DF

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Reprodução: instagram Celina Leão

Por Bruno H. de Moura

Durou 1 ano e 5 meses a gestão de Leandro Cruz à frente da secretaria de esportes do Distrito Federal. Na manhã desta quarta-feira (13/5), o governador Ibaneis Rocha anunciou que a deputada federal Celina Leão, do partido Progressistas, é a nova comandante da pasta esportiva do GDF.

Celina foi deputada estadual e era deputada federal por Brasília desde janeiro de 2019. A saída de Celina reforça a base do centrão de Ibaneis Rocha. A deputada preside o Progressista, partido ligado ao fisiologismo político, no DF. A ida de Celina para a secretaria de esporte abre caminho para Tadeu Filippelli (MDB) assumir uma cadeira na Câmara Federal.

Ex-vice governador do DF, Filippelli marcou história nos escândalos políticos na capital. Há 5 dias a Justiça bloqueou R$ 10 milhões de Filippeli, Agnelo Queiroz – ex-governador – e outras duas pessoas, por envolvimento com desvios na construção do BRT-Sul. Filippelli, também, foi alvo de delações premiadas e do escândalo da redução do ICMS no governo retrasado.

“Eu não poderia fechar essa fala sem anunciar aquilo que venho esperando há muitos dias: a presença da deputada Celina Leão agora no nosso corpo de secretários, como secretaria de Esportes dessa cidade”, disse Ibaneis.

O anúncio da nova secretária de esportes foi feito durante a reinauguração do Terminal Rodoviário de Sobradinho. Hoje é o aniversário de 60 anos da região administrativa. Segundo Ibaneis, Celina vai reforçar o time de secretários do governador. “Para poder trazer mais esporte e lazer para nossas crianças e investir pesado na saúde da população”, afirmou.

Com a mudança, Leandro Cruz, ex-ministro do esporte no governo Michel Temer e indicação política do partido do governador, o MDB, deixa a função. Durante sua gestão, Leandro trouxe eventos internacionais para o DF, como o UFC, Liga das Nações de Vôlei, e efetivou a parceria público privada com a Arena BSB, consórcio que administra o Mané Garrincha.

Treinador de Vicente Luque acompanhou a luta ao vivo pelo Instagram

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Divulgação

Por Michael Nunes

No último sábado (9/5) o casca grossa Vicente Luque venceu pela segunda vez o americano Niko Price, desta vez no UFC 249. Após um revés em sua última luta, o lutador brasileiro da categoria meio médio voltou para os trilhos da vitória.

Diferente do que acontece na rotina dos confrontos, o treinador da equipe onde Vicente treina, Daniel Evangelista, não pode ir ao Estados Unidos, acompanhar o seu pupilo.

Diante da pandemia do coronavírus, Daniel teve que acompanhar a luta pela televisão. Porém os quilômetros de distância não impediram que o coach desse instruções para Vicente. No fim de cada round, Daniel falava com o lutador por chamada de vídeo.

“A gente já tinha planejado tudo. Eu liguei para o Durinho, que estava no córner com o Vicente, porém na hora o delay era de um minuto e cinco segundos. Eu quase caí duro, não sei o que vou fazer”, conta Daniel.

Instruções passadas diretamente de Brasília

O treinador então pensou outra forma de acompanhar o confronto. Ele pediu para Gilbert Durinho, que também é lutador do UFC, para fazer uma transmissão pelo Instagram. “Pensei, vejo na televisão ou pela transmissão? Na Tv era impossível, então eu vi pelo o que o Durinho conseguia filmar pelo celular, que não é a mesma coisa”, relembra Evangelista.

Mesmo com os problemas técnicos, Daniel conseguiu conversar com o córner do lutador e ir passando o que teria de ser feito ou mudado na estratégia de Vicente. o que foi fundamental. “Eu falava: olha o tempo da luta, o adversário está crescendo no combate”, confidenciou Daniel.

O líder da Cerrado MMA, academia candanga especializada em artes marciais, contou que pela transmissão deu para ter uma visão ampla do combate. Contar com o auxílio de Durinho e Henri Hooft, que ajuda Luque quando o atleta treina na nos Estados unidos, foi precioso na disputa vitoriosa para o brasileiro. “Pude passar alguns ajuste, mas quando você tem pessoas como Durinho e Henry, está em casa, nem preciso falar nada”, frisou o coach.

Vicente Luque vai pra cima de Niko Price — Foto: Getty Images

“Ele tem botar mais 30% da energia. Colocar mais pressão. Eram coisas específicas que eu falava com o Gilbert , e ele repassava para Vicente”, falou Daniel. As instruções deram efeito. No combate, bastante acirrado, o americano Niko Price vendeu caro a vitória para Vicente.

Na reta final da luta Daniel motivou Vicente à distância

No intervalo dos três rounds, Daniel pediu mais volume no boxe do seu aluno. Quem assistiu a luta viu um Vicente Luque com um jogo de boxe afiado, “Eu esperava o Henri e Durinho falar sobre as coisas técnicas. Eu lembro que pedi para ele aumentar a intensidade no boxe e chutar mais”, relembra o treinador.

Vicente voltou com tudo no último assalto do combate. E em uma sequência de jabs e diretos após uma trocação franca. O brasileiro venceu por nocaute técnico e volta ao jogo das estrelas do UFC.

Federação adia retorno e prorroga home office até 18 de maio

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Arte: Eduardo Ronque/FFDF

Por Bruno H. de Moura

Seguindo as orientações do governo do Distrito Federal e do Ministério Público da capital, a Federação Brasilense de Futebol decidiu adiar o retorno das atividades presencias na entidade para 18 de maio. É a segunda vez, neste mês, que o órgão máximo do futebol local remarca o reinício do funcionamento presencial.

A medida segue o novo decreto do governo candango. Ibaneis Rocha adiou, novamente, a reabertura das atividades consideradas não essenciais e do comércio do DF. A nova data do governador é 18 de maio, mas não existe garantia de que será implementada. O governo local vem atualizando suas previsões dia após dia, a depender do crescimento da curva de infectados e, principalmente, internados pela Covid-19.

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Resolução segue medidas recentes

Na Resolução 06/2020, o presidente da FFDF, Daniel Vasconcelos, considera a Medida Provisória 927/2020, que trata da flexibilização das jornadas de trabalho pela pandemia, a emergência da saúde pública e a crise mundial de saúde pública.

A resolução tem apenas 1 artigo, que prevê: “Art. 1º – Determinar a suspensão do retorno às atividades de todos os funcionários da Federação de Futebol do Distrito Federal, retornando as suas atividades no dia 11 de maio de 2020. Ficando neste período, os mesmos designados a trabalharem em sistema home office.”

A FFDF deu férias coletivas a todos os funcionários em março e previu a volta em 04 de maio, mas foi obrigada a adiar para 11 deste mês. Agora, a previsão é de reiniciar os trabalho presenciais em 18/05, mas sem garantia de que isso realmente acontecerá. Do lado dos clubes a expectativa em ter bola rolando ainda neste mês é cada vez mais distante.

Com quarentena agitada, Caio Bonfim segue preparação para Tóquio

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Foto: Abelardo Mendes Jr/ rededoesporte.gov.br

Por Agência Brasil

Enquanto muitos estão tendo tempo de sobra nessa quarentena, o marchador brasiliense Caio Bonfim está tendo que se dividir em três. O corredor falou um pouco sobre a rotina nesses dias de confinamento em uma live realizada na última segunda (4) nos perfis nas redes sociais da Confederação Brasileira de Atletismo (CBA).

O primeiro Caio, digamos assim, é o pai. Em junho do ano passado, às vésperas de embarcar para a disputa do Pan-americano de Lima, o atleta teve o seu primeiro filho, Miguel. Agora, ele está podendo curtir o bebê. “Meu ritmo de competições é sempre muito intenso. Então, nesse lado, a quarentena está sendo excelente. Posso colocar em prática o meu lado de papai coruja”.

O segundo Caio é o solidário. No início desse mês, o corredor promoveu uma live solidária. O recordista brasileiro dos 20km e dos 50km marchou 21km em uma esteira durante 1h33min31s. O objetivo era arrecadar doações de alimentos e materiais de limpeza para entidades assistenciais de Sobradinho (DF). “Queríamos ajudar os mais necessitados de alguma forma. Vi alguns atletas amadores correndo dentro de casa. E aí surgiu essa ideia. Era para fazer 30km, mas para não alongar demais fechei nos 21km”, afirma.

Até terã-feira (5) já foram arrecadados, através de um site, R$ 4.005,00. A meta é de R$ 10 mil. “Só podemos vencer essa competição juntos. Praticamente todo o material arrecadado vai ser revertido para os ‘velhinhos’ de um lar daqui de Sobradinho. Muitos deles são abandonados e sofrem ainda mais nesse período”, afirma.

O terceiro Caio é o atleta. “Estou fazendo um trabalho de força para ganhar um pouco mais de musculatura. Fiz algumas simulações de provas. Inclusive, naquele dia da live, competiria na Copa do Mundo de marcha. É fazer o macro ciclo anual para não perder muito preparo”, diz Bonfim, que também mantém contato direto com o Comitê Olímpico Brasileiro (COB).

“Tenho 29 anos, estou longe do meu auge. Quero usar esse ano que tenho até Tóquio para atingir o topo da preparação física. A ideia não é tirar apenas os cinco segundos que me afastaram do pódio nos Jogos do Rio, em 2016. Quero tirar mais para fazer história”, projeta.

Para isso, ele não quer descuidar de nenhum detalhe. “Cheguei ao Mundial de Doha, no final do ano passado, dez vezes mais bem preparado do que no torneio de Londres, em 2017, quando conquistei o bronze. Mas tive que cumprir uma punição de dois minutos por penalização da arbitragem. E acabei em 13º. Então, também estou fazendo esse trabalho técnico para não deixar escapar nada”, declara.

Jogos Olímpicos

Caio Bonfim já tem índice para disputar os Jogos de Tóquio. A classificação veio com o terceiro lugar na prova dos 20km da etapa do Circuito Mundial da modalidade na cidade chinesa de Taicang. Bonfim cravou o tempo de 1h20min37s. Esta será a terceira Olimpíada do brasileiro.

Em Londres, ele ficou com a 39ª posição. E, no Rio de Janeiro, veio a 4ª posição nos 20km com a marca de 1h19min42s, apenas cinco segundos a mais do que o terceiro colocado, o australiano Dane Bird-Smith. Tempo que ficou engasgado na garganta do marchador por um ano, até o Mundial de Londres de 2017.

“Aqueles cinco segundos da Olimpíada estavam entalados. Por isso cheguei na Inglaterra com o foco total na medalha. Cheguei, fiz dois ou três treinos, competi e fui embora. Apesar de saber que o atleta deveria ser bem tratado, independentemente da medalha. Mas aqui no Brasil não funciona assim. Por isso estou tentando usar essa conquista de Londres, e até mesmo o bom desempenho no Rio, que já tinha aberto muitas portas, para ajudar vários outros colegas que fazem trabalhos excelentes, mesmo sem as medalhas”.

Provas

20km e 50km são as duas distâncias olímpicas disputadas na marcha atlética. E são provas bem diferentes. Quem garante é o próprio atleta: “Para completar os 50km a pessoa tem que gostar de desafio. Porque tem muito sofrimento. O mais difícil é o treino, são muitos quilômetros. Muda a vida do atleta. São muitos dias sozinho. O otimismo é fundamental para chegar ao final. Os marchadores sempre dizem que, quando se entra nos 40km, é a metade. Os últimos 10km são uma loucura”. Já os 20km tem uma intensidade muito alta: “Perdi mais peso nos 20km do que nos 50km nos Jogos do Rio de Janeiro. A velocidade média chega aos 15km/h”.

Na prova dos 50km, no Rio de Janeiro, o francês Yohann Diniz, mesmo sendo recordista mundial da distância e um dos principais candidatos ao pódio, foi um dos que mais sofreu. Depois de liderar, passou mal, desmaiou e teve problemas intestinais. Concluiu a prova, mas na oitava colocação, com 3h46min43s, seguido pelo brasileiro Caio Bonfim.

O brasileiro marcou 3h47min02s para garantir o nono lugar. Lembranças daquela prova não faltam. “Fui ao banheiro durante a prova. Tinha um mais perto. Mas acabei não o encontrando e perdi alguns preciosos minutos. O francês foi mais corajoso, acabou fazendo nas calças, e, por isso, mereceu mais”.

Vicente Luque é imponente e luta com Niko Price é interrompida por médicos

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Foto: Twitter/UFC News

Por João Marcelo

Incógnita, remarcações e retorno. Essas palavras poderiam facilmente ser o resumo do UFC 249, primeiro evento de nível mundial após a declaração da pandemia do coronavírus. E o solo americano, mais precisamente em Jacksonville, na Flórida, foi o palco escolhido para a realização das lutas. Além do UFC 249, as duas próximas edições também acontecerão nos Estados Unidos. Tomando precauções como testes em massa e portões fechados, o silêncio no combate foi algo incomum em um esporte tão vibrante.

Porém, para um brasileiro, a volta contou com ponto positivo. Com muita trocação, disposição e bastante sangramento, os lutadores fizeram um combate à altura de uma revanche. O número 13 dos pesos-leves, Vicente Luque, conseguiu vencer, pela segunda vez em sua carreira, o americano Niko Price. O atleta da Cerrado MMA chegou a sua décima primeira vitória no maior evento de MMA do mundo após interrupção médica no terceiro round.

Três rounds com trocação e ímpeto dos lutadores

Os primeiros segundos de luta, como de praxe, foi bem estudados pelos adversários. Aos 40 segundos, Luque deu seu primeiro chute e desequilibrou Price. O americano respondeu com diversas tentativas de jabs. Já com três minutos de combate, as trocas de socos e chutes ficou mais acirrada e aberta. Faltando pouco mais de um minuto para o fim, Niko acertou um chute no queixo de Luque e partiu para cima do brasileiro, conseguindo-o levar para o chão. Vicente conseguiu levantar após alguns segundos.

Assim como no primeiro round, os primeiros segundos foram de cautela. Após o estudo, Luque acertou um golpe em Price, que reclamou de ter sido baixo. O árbitro parou a luta e esperou Niko se recuperar. Na volta, o americano voltou com mais ímpeto, com vontade de encerrar logo a luta e abriu mais um trocação com Vicente. O brasileiro ficou recuado algum tempo, mas logo se recuperou e levou a luta para o meio do octógono. Faltando 50 segundos para o fim, Luque conseguiu acertar um direto.

Já no terceiro round, Vicente começou sendo mais contundente na trocação. Os golpes abriram um grande sangramento em Price. O americano manteve a luta em pé e sofreu um knockdown depois de um cruzado de Luque quando faltavam um minuto e meio para o fim. O brasileiro ficou por cima, mas a luta teve que ser interrompida por conta da quantidade de sangue em Price. Após a consulta, os médicos decidiram finalizar a luta e declarar a vitória do brasileiro.

 

Com etapa marcada para Brasília, Liga das Nações de Vôlei é cancelada

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ingressos liga das nações
Foto: Wander Roberto/Inovafoto/CBV

Por Lucas Espíndola

A Federação Internacional de Vôlei (FIVB) anunciou na última sexta-feira (8/5) pela manhã que a Liga das Nações, principal competição do vôlei, não será disputada em 2020. A causa é a pandemia do coronavírus que devasta o mundo inteiro. A competição estava marcada para começar no próximo dia 19 de maio com jogos femininos. Os masculinos teriam bola no ar no dia 22.

No dia 13 de março, a federação mundial já havia adiado a Liga das Nações para depois dos Jogos Olímpicos de Tóquio, que até então aconteceriam entre julho e agosto (posteriormente foram adiados para 2021). A fase inicial da competição é disputada em diferentes países e e a sede da fase decisiva seria a China. No Brasil, as sedes seriam Campo Grande, Cuiabá e Brasília.

Inicialmente, os jogos em Brasília estavam marcados para acontecer no final do mês de maio. A seleção feminina mandaria suas partidas primeiro, entre os dias 26 e 28 de maio. Já a masculina jogaria a partir do dia 29, mandando seus jogos na capital federal até 31. Mesmo com o cancelamento da etapa 2020, Brasília ainda receberá a Liga das Nações em 2021 e 2022.

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Passagem da Liga das Nações em Brasília foi um sucesso de público
Capital Federal ainda receberá competição em 2021 e 2022

Em nota divulgada no site oficial da entidade, Ary Graça, presidente da FIVB, justificou o cancelamento da Liga das Nações como “dada a natureza evolutiva da pandemia, a complexidade da realização do evento global em vários países anfitriões e o compromisso de proteger a saúde dos participantes”.

Ainda no comunicado, Ary diz que a atenção agora está voltada para a Liga das Nações de 2021, a fim de garantir que seja a melhor edição de sempre. Além disso, o presidente da FIVB ressaltou a garra dos atletas que estavam se preparando para a competição, e não tem dúvidas de que o próximo ano será muito emocionante, quando a Liga voltará.