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Após reunião, Candangão pode voltar dia 18 de julho

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Arte: Danilo Queiroz/Distrito do Esporte

Por Bruno H. de Moura, Danilo Queiroz e João Marcelo 

Quatro meses depois da pausa devido ao coronavírus, o futebol no Distrito Federal pode voltar em exatos um mês e nove dias. Pelo menos essa é a proposta dos oito times finalistas do Campeonato Candango, que foi paralisado em 18 de março com praticamente toda a primeira fase concluída.

Na noite dessa terça-feira (9/6), representantes das equipes classificadas para a fase final do torneio se reuniram virtualmente com a Federação de Futebol do Distrito Federal (FFDF) e tiraram uma proposta de retorno do campeonato. A ideia dos clubes é voltar aos treinos de forma livre, cada um dentro de suas condições, mas todos a partir de um protocolo de medidas sanitárias e que preservem os atletas.

Na reunião, ficou acertado o envio para a Secretária de Esporte e Lazer (SEL/DF) e para a Secretaria de Saúde (SES/DF) a proposta das seguintes datas:

18/07 – Gama x Real – jogo restante da primeira fase
22/07 – 1ª partida das quartas de final
26/07 – 2ª partida das quartas de final

Nas quartas e domingos sequentes os confrontos continuariam. Inicialmente, as partidas não teriam público e a presença física nos estádios estaria restrita aos jogadores, comissão técnica, diretores e imprensa. O documento com a intenção dos clubes e FFDF será enviado amanhã (10/6), à Secretaria de Saúde.

Presidentes estão animados com volta do campeonato

A reportagem do Distrito do Esporte entrou em contato com presidentes e diretores dos clubes classificados para a fase final do Candangão. O sentimental geral é de confiança na nas datas previstas e de que a secretaria de saúde vai aprovar o plano e a administração pública liberar os estádios para os jogos.

Presidente do Real Brasília, Luís Felipe Belmonte disse que “a expectativa de retorno é o mais breve possível, até porque atletas profissionais não podem ficar por muito tempo inativos, sob pena de geração de lesões graves quando do retorno.”

Líder do Formosa Esporte, Henrique Botelho disse que a reunião foi bastante produtiva e está confiante com o retorno do campeonato. Botelho sempre foi um dos maiores entusiastas da volta da bola no quadradinho. Segundo ele, não houve combinação de retorno aos treinos simultaneamente, mas o Formosa deve retornar no dia 21 deste mês.

Mandatário do Capital Clube de Futebol, Godofredo Gonçalves considerou que os clubes juntamente à Federação tomaram uma boa decisão. “Inclusive coincidiu com as datas que colocamos no nosso protocolo. É bem positivo. Conseguiremos terminar o campeonato em campo, vai ser algo que pode até servir de referencia para os outros estados. Todos os times preparados para encerrar da melhor forma possível o Candangão 2020”, atestou.

A diretora do Brasiliense, Luíza Estevão, confirmou o encontro com a FFDF. “Concordamos com as colocações da reunião. Semana que vem começamos os treinos, nos preparando para a volta do campeonato”, afirmou, ressaltando que irá divulgar a data de retorno aos treinos nas redes sociais do Jacaré. Indagada sobre o detalhes, a mandatária foi enfática. “Sobre as datas estipuladas, quem pode fornecer essas informações é a FFDF, não cabe a mim confirmar ou negar, nem fazer especulações”, finalizou.

Reunião prévia abriu as portas para retorno

Na última segunda-feira (8/6), em reunião também não presencial entre times, o presidente da FFDF, Daniel Vasconcelos, o diretor técnico da FFDF, Márcio Coutinho, a infectologista Dra. Eliana Bicudo, a secretária do Esporte e Lazer do DF, Celina Leão, o secretário de Saúde do DF, Francisco Aráujo, o secretário-adjunto de Saúde do DF, Paulo Ricardo e o coordenador do Protocolo Nacional da CBF, Dr. Jorge Pagura, os clubes e os representantes públicos combinaram de acertar, em conjunto, uma data e métodos de segurança sanitária para a volta do torneio.

Com as datas, o DF pode ser um dos primeiros estados a voltar com o futebol profissional. Rio de Janeiro que vive um racha entre os times, alguns querem e outros não, e Goiás, em que Vila Nova, Goiás e Atlético já estão em atividade, são outros estados adiantados para a bola rolar.

GDF autoriza retomada do Eixão do Lazer e amplia ação para a W3 Sul

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Foto: Andre Borges/Agência Brasília

Por Danilo Queiroz

O Governo do Distrito Federal (GDF) autorizou, por meio de decreto assinado pelo governador Ibaneis Rocha na tarde desta terça-feira (9/6), a retomada do projeto Eixão do Lazer. Realizado desde 1991 em domingos e feriados e interrompido como prevenção à pandemia do coronavírus, o projeto interrompe o fluxo de veículos e libera a mais importante via de Brasília para a prática de exercícios físicos.

A volta passa a valer já na quinta-feira (11/6), dia em que será comemorado o feriado de Corpus Christi. De acordo com o texto do decreto, o uso por parte da população será autorizado de 6h às 17h. No trecho que corta as asas norte e sul de Brasília, os esportistas estão autorizados a praticar atividades de corrida, caminhada, bicicleta e outros veículos não motorizados, ficando proibidas práticas que gerem aglomerações.

Assim como nos parques, que voltaram a funcionar na última quarta-feira (3/6), o GDF não autorizou a presença de ambulantes para a comercialização de qualquer produto no Eixão do Lazer. O uso de máscara de proteção facial também será obrigatório para todos os frequentadores, assim como o cumprimento de outras determinações de segurança indicada pelos órgãos de saúde, como o distanciamento de 1,5 metros.

A secretária de Esporte e Lazer, Celina Leão, explicou a necessidade dessa reabertura. “Não podemos aglomerar nos lugares de atividades física que já estão liberados, como os parques. Com mais essa opção de espaço para prática de esporte, as pessoas estarão mais seguras. Lembrando que as medidas de segurança também valem para acesso ao Eixão do Lazer”, destacou.

Extensão para a W3 Sul

Além da autorização para a prática de atividades físicas no Eixão do Lazer, os esportistas do Distrito Federal ganharam mais uma opção para se exercitarem. No decreto, Ibaneis Rocha expandiu o projeto para a W3 Sul. Com isso, também de 6h às 17h, a via ficará com o trânsito de veículos interrompido entre as quadras 502 e 516 para garantir o uso por parte da população brasiliense.

A liberação dos espaços fazem parte do cronograma da Secretaria de Esporte e Lazer (SEL) para o retorno das atividades físicas na Capital Federal. O objetivo é manter a população ativa, garantindo a saúde dos esportistas. Defensora da prática de exercícios como forma de prevenção a doenças, Celina Leão, comemorou a retomada nas redes sociais. “Mais uma conquista para saúde da população do Distrito Federal”, postou.

Brasil retira candidatura e desiste de sediar Copa do Mundo Feminina

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Foto: Divulgação/Fifa

Por Danilo Queiroz

O Brasil não está mais na corrida para receber a Copa do Mundo Feminina de 2023. Uma das candidatas para receber o torneio da Fifa, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou na noite desta segunda-feira (8/6) que saiu da concorrência após a entidade máxima do futebol concluir que o Governo Federal brasileiro não deu as garantias necessárias para o país receber a competição.

Em nota, a CBF explicou que a Fifa considerou que “não foram apresentadas as garantias do Governo Federal e documentos de terceiras partes, públicas e privadas, envolvidas na realização do evento”. Com a desistência brasileira, a escolha ficará entre entre Austrália/Nova Zelândia, Japão e Colômbia. O anúncio oficial será feito em 25 de junho, após reunião do Conselho da entidade.

Dizendo “compreender a necessidade da FIFA de obter tais garantias”, a CBF afirmou ainda que sabe “que elas fazem parte do protocolo padrão da entidade internacional, sendo elemento fundamental para conferir a segurança necessária para efetiva realização de eventos deste porte”. A entidade informou ainda que a desistência foi definida por “uma combinação de fatores” e “com grande responsabilidade”.

“Diante do momento excepcional vivido pelo país e pelo mundo, a CBF compreende a posição de cautela do Governo brasileiro, e de outros parceiros públicos e privados, que os impediu de formalizar os compromissos no prazo ou na forma exigidos. Sendo assim, a CBF decidiu retirar a candidatura brasileira e apoiar a Colômbia na disputa para a sede da Copa do Mundo Feminina FIFA 2023”, continuou o comunicado.

Brasília receberia abertura do torneio

O projeto brasileiro havia sido apresentado à Fifa em dezembro do ano passado. Na ocasião, a CBF indicou que realizaria partidas em oito cidades, incluindo Brasília. No planejamento, a capital federal receberia nove jogos, incluindo a abertura da competição. A preparação das seleções seria realizada no no CT do Brasiliense, no Bezerrão, no Abadião e no Centro de Capacitação e Aperfeiçoamento Físico (Cecaf).

Brasiliense fará testes de coronavírus em jogadores e funcionários

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Foto: Lucas Bolzan/Brasiliense F. C.

Por Danilo Queiroz

Atento às possibilidades e aguardando autorização do Governo do Distrito Federal (GDF) para retomar as atividades do futebol profissional, o Brasiliense dará início nesta terça-feira (9/6) ao planejamento para proporcionar um cuidado mais aprimorado aos seus funcionários no combate à Covid-19. Para isso, o clube amarelo irá realizar testes de coronavírus em jogadores, comissão técnica e demais contratados.

Os exames do elenco amarelo serão realizados em um laboratório clínico indicado pelo Jacaré. Para evitar aglomerações no processo, os profissionais do Brasiliense serão testados em pequenos grupos e seguindo às recomendações de segurança sugeridas pelos órgãos de saúde. A tendência é que os resultados sejam disponibilizados ao clube em cerca de dois dias.

Com os testes em mãos, a diretoria do Brasiliense poderá dar andamento ao planejamento de retomada. A tendência é que quem testar positivo cumpra um período de isolamento em casa. Nos últimos dois meses, o Jacaré já vem prestando assistência para que os jogadores possam se proteger de forma mais eficaz, além de manter os cuidados físicos para que estejam em condições quando for possível reiniciar os treinos.

Essa possibilidade, porém, depende da aprovação do protocolo de segurança elaborado pela Federação de Futebol do Distrito Federal (FFDF) e da liberação, ao menos para treinos, por parte das autoridades de saúde do governo local. Seja qual for a data da autorização, o Jacaré estará preparado e cercado de todos os cuidados possíveis para garantir um retorno seguro para todos os seus contratados.

Liga Nacional de Futsal (LNF) propõe nova fórmula para torneio deste ano

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Foto: Divulgação/LNF

Por Lucas Espíndola

A Liga Nacional de Futsal (LNF) está em busca de um novo modelo para o campeonato de 2020. O torneio, que era para ter sido iniciado no mês de março, ainda não tem data para ter bola rolando, mas o presidente da Liga projetou um possível retorno em agosto ou setembro. Ao invés de todos jogarem contra todos, como no modelo atual, os times seriam divididos em grupos, no modelo proposto por Cladir Dariva.

A ideia sobre o novo formato surgiu em uma reunião virtual envolvendo todos os clubes participantes, que ocorreu no último sábado (6/6). O pensamento inicial seria dividir os 21 times participantes em três grupos regionalizados. Em uma chave ficaria as equipes de Brasília, São Paulo e Minas Gerais. Nas duas chaves restantes ficariam os times da região sul do país, que são a grande maioria de participantes da LNF.

Porém, para que esse novo formato saia do papel e entre de vez nas quadras, depende dos decretos dos governos municipais de cada estado e do Governo do Distrito Federal (GDF), relacionados à flexibilização da quarentena em cada localidade. Os grupos ficariam dessa forma:

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Com Real Brasília Futsal, Liga Nacional será transmitida pela TV Brasil
Ala Leandro será o representante do Real Brasília Futsal na LNF Games 2020

GRUPO A
Real Brasília Futsal, Minas, Praia Clube, Corinthians, Magnus, São José e Intelli.

GRUPO B
Carlos Barbosa, Cascavel, Joinville, Atlântico, Foz Cataratas, Marreco Futsal e Umuarama.

GRUPO C
Tubarão, Campo Mourão, Pato Futsal, Assoeva, Jaraguá, Joaçaba e Blumenau.

Com essa nova fórmula proposta pela Liga, os times fariam viagens mais curtas durante toda a primeira fase. Assim, o desgaste dos atletas seriam menores em relação à viagens mais longas. Além disso, cada time faria menos jogos na primeira parte, entrando em quadra em 12 oportunidades, enquanto no modelo atual da temporada cada um jogaria 20 partidas.

A Liga Nacional de Futsal (LNF) estava prevista para começar em 27 de março, data que o time da capital federal, Real Brasília Futsal, enfrentaria o Campo Mourão, no Paraná. Mas por conta da pandemia do coronavírus, a primeira rodada foi cancelada. Alguns dias depois, no dia 30, o presidente da LNF soltou um comunicado oficial, informando que o início da Liga seria adiada, suspendendo as atividades por tempo indeterminado.

Ala Leandro será o representante do Real Brasília Futsal na LNF Games 2020

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Foto: Reprodução/LNF

Por João Marcelo

Enquanto as atividades esportivas não são retomadas no Brasil, a Liga Nacional de Futsal (LNF) resolveu criar um campeonato de vídeo game, o LNF Games. O torneio virtual terá um atleta representante de cada equipe credenciada para o campeonato em quadra, que se iniciaria em 23 de março, mas por conta do coronavírus, ainda não tem data para a abertura. E para atuar pelo Real Brasília Futsal, o escolhido foi o ala Leandro Azevedo.

O campeonato, com início na próxima segunda-feira (8/6), contará com 21 jogadores, um de cada equipe participante da LNF 2020. O ala Leandro, representante do Real Brasília Futsal que jogará na terça-feira (16/6), foi alocado no Grupo G ao lado de João Salla, do Joinville/Krona Futsal, e de Kelvin, do Magnus Futsal. As gravações das partidas – assim definidos para evitar problemas com conexão e plataforma do jogo – serão transmitidas nas plataformas digitais da LNF (LNFTV – YouTube – Twitter) de segunda à sexta, às 20h.

Ficou definido que o jogo será o FIFA 20, da EA Sports, e ocorrerão no console Playstation 4. O tempo de cada partida será de seis (6) minutos.

O regulamento oficial decidiu que na primeira fase serão sete grupos com três representantes cada. Os atletas poderão escolher uma seleção e essa permanecerá em seu poder até o fim do torneio. As partidas serão dentro dos grupos e os primeiros colocados de cada chave avançarão para a fase mata-mata, somando sete jogadores. O oitavo classificado virá de uma votação online, selecionado pelos torcedores dos clubes participantes.

Os pontos durante a fase classificatória serão da seguinte forma: vitória soma três pontos, empate um ponto e o derrotado não soma. Após o fim da classificação, o primeiro enfrentará o oitavo, o segundo contra o sétimo e assim por diante. Para definir as colocações, os critérios de desempate serão maior número de vitórias, maior saldo de gols, maior número de gols marcados, menor número de gols sofridos e por fim, sorteio.

As partidas da fase eliminatória serão únicas sendo quartas de final, semifinal e a final, disputada em 19 de junho. Caso haja empate no tempo normal, não haverá prorrogação, indo direto para a disputa de pênaltis, com cinco chutes para cada lado e mantendo a igualdade, os chutes serão alternados. O vencedor da LNF Games receberá um troféu entregue pela Liga Nacional do Futsal.

Tabela de Jogos

8 de junho (segunda-feira)

GRUPO A
Campo Mourão x Blumenau
Campo Mourão x Assoeva
Blumenau x Assoeva

9 de junho (terça-feira)

GRUPO B
Cascavel x Tubarão
Cascavel x Corinthians
Tubarão x Corinthians

10 de junho (quarta-feira)

GRUPO C
Foz Cataratas x Jaraguá
Foz Cataratas x Intelli Tempersul
Jaraguá x Intelli Tempersul

11 de junho (quinta-feira)

GRUPO D
Marreco x ACBF
Marreco x Praia Clube
ACBF x Praia Clube

12 de junho (sexta-feira)

GRUPO E
Pato x Joaçaba
Pato x São José
Joaçaba x São José

15 de junho (segunda-feira)

GRUPO F
Umuarama x Atlântico
Umuarama x Minas
Atlântico x Minas

16 de junho (terça-feira)

GRUPO G
Real Brasília Futsal x Joinville
Real Brasília Futsal x Magnus
Joinville x Magnus

17 de junho (quarta-feira)

QUARTAS DE FINAL
1º colocado x 8º colocado
4º colocado x 5º colocado

18 de junho (quinta-feira)

QUARTAS DE FINAL
2º colocado x 7º colocado
3º colocado x 6º colocado

19 de junho (sexta-feira)

SEMIFINAL e FINAL

Brasília Vôlei, em parceria com Sesi e a Faculdade Upis, inicia campanha do agasalho

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Foto: Reprodução/Instagram Brasília Vôlei

Por João Marcelo

Próximo ao início da estação mais fria do ano, o inverno, que começa em 21 de junho e termina em 23 de setembro, o Brasília Vôlei iniciou a Campanha do Agasalho 2020. A equipe candanga recolherá as doações junto com a Faculdade Upis e o Serviço Social da Indústria (Sesi). Além do clube brasiliense, recém promovido à elite do voleibol feminino, diversos órgãos e instituições do Distrito Federal aderiram à ação.

Em sua conta oficial no Instagram, o Brasília Vôlei lançou a campanha nesta sexta-feira (05/06) e estenderá a ação até 20 de junho, no terceiro sábado do mês. Os interessados em contribuir com agasalhos, roupas de frio ou cobertores poderão ir até os dois parceiros, a Faculdade Upis, localizada na 712/912 Sul, na Asa Sul, ou no Sesi de Taguatinga, na QNF 04, para efetuar as doações.

A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) também está coletando donativos na Campanha do Agasalho. O recolhimento ocorre em todos os batalhões espalhados pelo Distrito Federal. Para quem não pode sair de casa, por conta do coronavírus, a PMDF arrecada através dos seguintes contatos: (61) 99909-8128 (WhatsApp) ou pelo e-mail [email protected].

Ainda há instituições e programas que recolhem doações pela capital federal. O grupo Coletivação, em Ceilândia Norte, é um dos que prestam o serviço em uma das maiores regiões administrativas do Distrito Federal. Na Asa Norte, o projeto Abrace o Mundo recolhe na Igreja São José Operário, na 604 Norte. O Riacho Fundo Solidário coleta em sua região administrativa ou vai até seu domicílio através do WhatsApp (61) 99354-8854. Ainda há iniciativas com informações pelo Instagram, são elas: ProBem, BSB Invisível e o Instituto Dona Salomão.

GDF deve publicar decreto para que os órgãos regularizem estádios do DF

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Augustinho Lima
Foto: Renato Araújo/Agência Brasília

Por João Marcelo

Problema recorrente no Distrito Federal, a liberação dos estádios para eventos esportivos parece estar com os dias contados. Em recente reunião da secretária de Esporte, Celina Leão, com a Federação de Futebol do Distrito Federal (FFDF), as burocracias dentro do próprio governo para a licença das praças esportivas foram posta em pauta. E, nesta quarta-feira (3/6), Celina informou que, em breve, o GDF deve publicar um decreto para determinar que em 30 dias todos os problemas sejam resolvidos.

A informação foi divulgada inicialmente pelo portal Metrópoles. Ao todo, são 13 praças na capital e mais três no entorno. Desses, apenas os dois de Goiás (Diogão em Formosa e Serra do Lago em Luziânia), um de Minas Gerais (Urbano Adjuto em Unaí) e os dois de gestão privada em Brasília (Mané Garrincha e Cícero Machado, o Defelê) estão com suas documentações regulares e aptos para receber partidas de futebol. Dos habilitados, somente o Defelê não possui iluminação para jogos noturnos.

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Os 11 estádios restantes estão com seus laudos vencidos. Vale ressaltar que para a realização de uma partida, quatro critérios são necessários estar vigentes, são eles: segurança; engenharia, acessibilidade e conforto; prevenção e combate à incêndio e pânico e por último, condições sanitárias e de higiene. Para a resolução do problema, o governador Ibaneis Rocha reunirá a Secretaria de Esportes, o Corpo de Bombeiros, a Defesa Civil e as administrações regionais para trabalhar em parceria.

Das praças esportivas com impasses, somente Bezerrão no Gama, Abadião em Ceilândia, Metropolitana no Núcleo Bandeirante e o Ninho do Carcará no Cruzeiro possuem iluminação. Completando a lista dos impossibilitados e que não dispõem de sistema de refletores, Serejão em Taguatinga, Augustinho Lima em Sobradinho, Rorizão em Samambaia, Adonir Guimarães em Planaltina, Juscelino Kubitschek no Paranoá, Cave no Guará e Chapadinha em Brazlândia.

Há pouco menos de um mês, a Secretária de Esportes se reuniu com a FFDF e ouviu de seus mandatários a problemática. “O que a Federação de Futebol do DF nos relatou é que há uma burocracia muito grande dentro do próprio governo, o que fez com que todas essas arenas ficassem sem laudos técnicos para o funcionamento. A decisão do governador reunirá todos esses órgãos e vai facilitar e muito a liberação desses documentos”, disse Celina Leão à coluna Janela Indiscreta do portal Metrópoles.

Coluna do Gabruga #2: 23 minutos de Brasiliense na Libertadores

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Foto: Gustavo Miranda/Agência O Globo

*O texto a seguir é de inteira responsabilidade de seu autor. As possíveis opiniões e/ou conclusões nele emitidas não estão relacionadas, necessariamente, ao ponto de vista do Distrito do Esporte. 

Por Gabriel Caetano*

No dia 8 de maio de 2002, o estreante Brasiliense disputava o título da Copa do Brasil pau a pau com o “Todo Poderoso Timão”. Tão inesperado quanto a sua chegada naquela final, era o desempenho amarelo em campo que, assim como fez o campeonato inteiro, não se reprimiu pelo favoritismo adversário.

A contestada derrota por 2 a 1 na primeira partida em São Paulo (culpa da arbitragem desastrosa de Carlos Eugênio Simon)exigia uma vitória amarela para coroar aquela que seria a “maior zebra da história da Copa do Brasil”. O Brasiliense, como fez no Morumbi, partiu para cima do Corinthians na etapa inicial do confronto no Serejãoe mandava na partida.

Aos 41 minutos, uma roubada de bola no meio campo se tornou um lançamento para o rápido Gil Baiano e se transformaria em gol, não fosse Fábio Luciano. Vendo que ninguém pararia o meia amarelo, o zagueiro passou o rapa e fez a chamada “falta de segurança”, levando aquele velho “cartão amarelo que podia ser vermelho”.

A falta, porém, era tão perigosa quanto a jogada, ainda mais quando se tem Wellington Dias. O baixinho atacante, repercutido na mídia como o principal herói do desconhecido Brasiliense, colocou a bola no ângulo. Nem mesmo um goleiro como Dida poderia pegar – não à toa ficou sem reação.

Quem diria, machucado, Wellington Dias quase ficou de fora. Como a Seleção Brasileira na final da Copa do Mundo de 1998, o Brasiliense foi um time amarelo que teve de esperar até o último minuto para contar com seu goleador.

“Time abusado esse Brasiliense, encarou o Corinthians de igual para igual no Morumbi e está encarando agora também”, disse Cléber Machado na transmissão ao vivo da TV Globo, sendo complementado por Casagrande: “Já vi encarar Fluminense no Maracanã, Atlético-MG no Mineirão, está vacinado”.

“GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOL, WELLINGTON DIAS, DO BRASILIENSE!!
O Brasiliense faz o primeiro gol, o Brasiliense fica neste momento com o resultado que dá o título da Copa do Brasil para o time de Taguatinga. ”
Cléber Machado, em narração da partida pela TV Globo. 8 de maio de 2002.

Foram mais quatro minutos até o final do primeiro tempo, terminado sem acréscimos. Aos gritos de “timinho, timinho”, os jogadores corintianos saíram irritados. O lateral Kleber nem quis dar entrevista e foi direto para o vestiário. Enquanto isso, o jacaré inflável passeava nas arquibancadas.

Os jogadores amarelos mantiveram a empolgação, mas sem tirar os pés do chão. Em resposta ao comboio de repórteresque lhes perguntavam se o título já estava garantido, todos eram enfáticos: “que nada, o favoritismo ainda é deles”.

Péricles Chamusca, técnico do Brasiliense, também se manteve calmo: “ (para o segundo tempo) é manter a marcação forte, não abrir mão de atacar, isso é fundamental, é a característica (principal) da equipe”. E assim foi o início do segundo tempo, com a equipe amarela já indo para cima no primeiro minuto.

As vaias eclodiam para os paulistas que, na tentativa de furar a defesa amarela, passaram a se concentrarnas jogadas aéreas. Foi assim a primeira chegada paulista no segundo tempo: Aos três, Kleber cruzou da esquerda, Leandro cabeceou para fora.

A resposta tentou ser dada logo em seguida, com o clube amarelo tentando encaixar um contra-ataque; sem sucesso. Foi aí que os paulistas começaram a mudar o enredo do jogo. Aos seis, nova bola alçada na área e Gil sozinho, praticamente na linha da pequena área, mandou para fora a chance de empatar.

Responder a altura tinha apenas um caminho para o Jacaré: contra-ataques. As jogadas rápidas nos pés do trio ofensivo Wellington Dias, Gil Baiano e Jackson passaram a ser o caminho. Sem efetividade, o Brasiliense acabava tendo que trocar passes na intermediária.

Aos 12 minutos, mostrou-se na transmissão da partida o número de passes errados: Corinthians 34 x 9 Brasiliense. Nesse momento, era evidenteosproblemas do “Timão”: não conseguia criar jogadas, abusava das enfiadas de bola e a marcação amarela era muito forte.

Também era evidente que os paulistas estavam melhores na partida, mesmo não sendo efetivos. O Brasiliense começava a ir cada vez menos para o ataque, se fechando e buscando prender a bola ao invés de criar jogadas rápidas. Antes tivesse ficado atrás. Quando foi a frente, acabou traído.

Aos 19, escanteio para o Brasiliense. Naturalmente os zagueiros subiram para a área e, na cobrança fechada de Wellington Dias, Maurício até mandou para as redes, mas pelo lado de fora – foi suficiente para torcedores do outro lado da arquibancada comemorarem.

O goleiro Dida não titubeou, pegou a bola rápido e já cobrou o tiro de meta: a bola desviou no caminho e sobrou nos pés de Leandro. Foi questão de segundos: O atacante avançou em velocidade pela esquerda, cruzou para Deivid que cabeceou em meio a dois zagueiros amarelos. Era o gol alvinegro. Corinthians voltava a ter a taça de campeão da Copa do Brasil – fato consumado, pouco mais de meia hora depois.

Tentativa de vaga nos bastidores

As vagas para o Brasil na Libertadores em 2002 eram quatro: Campeão da Copa do Brasil; Campeão da Copa do Campeões; Campeão e vice do Brasileirão.

Com o Brasileirão 2002 sendo disputado em mata-mata, o Corinthians garantiu ao menos um vice-campeonato brasileiro ao se classificar para a final, sendo assim, abriria uma vaga para a Libertadores, por conta de seu título na Copa do Brasil.

Naquela época, o regulamento não deixava explícito o que deveria ser feito em casos como esse e, no dia 6 de dezembro de 2002, Luiz Estevão, homem forte do Brasiliense, declarou que iria buscar uma vaga na competição sul-americana, sem declarar à imprensa como faria isso – o motivo dado foi que os jornalistas candangos não estariam ao lado do futebol local.

Em primeiro momento, a vaga seria destinada ao terceiro colocado no Brasileirão 2002, o Grêmio. Nos bastidores, a indicação de Ricardo Teixeira, então presidente da CBF, era claramente essa, usando a alegação de que isso já teria sido decidido com antecedência.

Foi quando entrou a diplomacia de Weber, presidente da Federação Metropolitana de Futebol (FMF, atual FFDF) – grande amigo de Teixeira. De acordo com Weber, a conversa com Teixeira não lhe rendeu nenhuma confirmação, nem negação, então Luiz Estevão e a cúpula amarela ficaram esperando a reunião para indicação dos representantes em Assunção, sede da CONMEBOL.

Morrendo a esperança de jogar a Libertadores, o sonho passou a seruma indicação para a recém-criada Copa Sul-Americana. Seria o primeiro ano do Brasil na competição e também não havia critérios definidos para indicações, porém os classificados foram os clubes de quarto à oitavo no Brasileirão, mais o Corinthians, vice-campeão brasileiro. Com isso, o time amarelo não pôde ser o primeiro time candango a representar a Capital Federal internacionalmente – fato reservado ao Brasília, 13 anos depois.

*Gabriel Caetano é jornalista formado pelo Icesp. Pesquisador do futebol candango com foco na Sociedade Esportiva do Gama desde a adolescência, trabalhou como analista de comunicação e marketing do clube em 2019, tendo sido ainda diretor de marketing do Capital na reestruturação do clube, em 2018. Divide seu tempo entre curiosidades no Histórias do Gamão e a agência na qual é sócio, a RC Marketing Esportivo. 

SEL/DF e Minas Brasília abrem diálogo sobre futebol feminino no DF

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Foto: Divulgação/Secretaria de Esporte

Por Danilo Queiroz

Ao assumir o principal cargo da Secretaria de Esporte e Lazer do Distrito Federal (SEL/DF) em meados de maio, Celina Leão firmou o compromisso de zelar pelo futebol local em busca de melhorias na modalidade. Nos primeiros dias no cargo, a secretária se reuniu com a Federação de Futebol do Distrito Federal (FFDF) para traçar metas para o Campeonato. Nesta semana, foi a vez de uma representante da categoria feminina ser ouvida.

Na terça-feira (2/6), presidente do Minas Brasília, Nayeri Albuquerque, foi até o encontro de Leão na SEL/DF para realizar uma avaliação do atual cenário do futebol feminino e debater possíveis mudanças que possam elevar a categoria na capital federal. Entre os temas debatidos, a mandatárias das Minas e a secretária de Esportes dialogaram sobre como expandir a modalidade nas regiões administrativas do DF.

“Essa é proposta: a gente tentar oportunizar a prática do futebol feminino em todas as cidades do Distrito Federal. A secretária levanta a bandeira da mulher no esporte, a importância de a mulher estar inserida em inserida em todos os lugares. A gente se identifica muito com o projeto dela. Ela foi muito receptiva conosco”, avaliou Nayeri Albuquerque em entrevista ao site da SEL/DF.

Da secretária, Albuquerque ouviu promessas de empenho para alcançar o objetivo e da ampliação do diálogo entre o futebol feminino e a SEL/DF. “No que depender da gente, vamos trabalhar para que mais atletas consigam chegar ao topo, assim como esse time, que conseguiu chega à Série A do Campeonato Brasileiro Feminino, orgulhando nosso Distrito Federal”, destacou Celina Leão na ocasião.

Além do avanço da modalidade feminina, Celina Leão e Nayeri Albuquerque também conversaram sobre a manutenção da parceria do Minas Brasília com a Secretaria de Esportes que já perdura por algumas temporadas. Atualmente, o representante candango na elite do futebol nacional manda suas partidas no estádio Bezerrão, no Gama. O palco é gerido pela pasta esportiva do DF.

Além da participação do Minas Brasília na Série A1 do Brasileirão Feminino pelo segundo ano seguido, o futebol candango também possui um representante na divisão de acesso do torneio nacional. Pela primeira vez na história, o Real Brasília está disputando a Série A2 da competição. O direito de jogar a divisão de acesso foi disputado após o Leão do Planalto se sagrar campeão candango feminino ao superar o próprio Minas na final.