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Parque da Cidade será administrado pela Secretaria de Esporte

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Foto: Divulgação/Agência Brasília

Da redação do Distrito do Esporte
redaçã[email protected]

O maior espaço público de prática esportiva do Distrito Federal está próximo de ter uma nova gestão. Nos próximos dias, o Parque da Cidade Dona Sarah Kubitschek passará a ser gerido pela Secretaria de Esporte e Lazer. O remanejamento passará a ser oficial tão logo a medida seja publicada no Diário Oficial (DODF). Antes, o espaço era de responsabilidade da Secretaria Executiva das Cidades, da Secretaria de Governo.

E a pasta administrada pela secretária Celina Leão já está repleta de planos que deseja implementar no Parque da Cidade. A padronização dos quiosques, uma mudança na identidade visual e a criação da Praça do Atleta Paralímpico são as medidas que devem ser adotadas logo nos primeiros dias sob o comando do espaço público, que tem um tamanho equivalente a mais de 420 hectares.

“O Parque da Cidade é um lugar que a gente percebe que pode ser melhorado, ampliada toda aquela entre estrutura ali. Então nós vamos trabalhar um olhar especial para o Parque e fazer todos os investimentos de melhoria para que as pessoas tenham mais opções de lazer”, ressaltou Celina Leão. Atualmente, o espaço está funcionando de 6h às 21h, sendo obrigatório o uso de máscara pelo público.

Fundado em 11 de outubro de 1978, a estrutura está localizada no coração de Brasília e se transformou em ponto de encontro diário para milhares de brasilienses. O Parque reúne o trabalho do quarteto ícone da capital federal. Com projeto de Oscar Niemeyer, obra paisagística de Burle Marx e área urbanística desenvolvida por Lúcio Costa, além de colecionar azulejos de Athos Bulcão.

O espaço do Parque da Cidade Dona Sarah Kubitschek conta com dezenas de churrasqueiras, quadras de futebol, de areia, de beach tennis e poliesportivas, além de playgrounds, conjuntos sanitários, parques infantis e pontos de encontros comunitários (PEC). Boa parte da estrutura está restrita devido à pandemia causada pelo novo coronavírus (Covid-19).

GDF autoriza retomada do futebol nos gramados do Distrito Federal

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Foto: Lucas Bolzan/Distrito do Esporte

Por Danilo Queiroz

A volta do futebol nos gramados do Distrito Federal está autorizada. Depois de a Federação de Futebol (FFDF) marcar o retorno do Campeonato Candango para o próximo sábado (4/8) com o jogo entre Gama e Real Brasília, o governo local viabilizou a autorização para que as partidas ocorram em território brasiliense. A autorização entrará em vigor assim que for publicada no Diário Oficial (DODF).

Assim como foi feito na volta das equipes aos treinos, a liberação das partidas de futebol deverá cumprir uma série de protocolos de segurança. O principal deles é a proibição da presença de torcida nos estádios. Todos os ambientes também deverão passar por um processo de desinfecção antes das partidas. Os locais serão equipados ainda com cabines que auxiliam no processo.

Para participar dos jogos, todos os envolvidos deverão passar por exames prévios de Covid-19. O uso de máscara será obrigatório nos vestiários, com os clubes disponibilizando álcool gel para todos os profissionais envolvidos na organização das partidas. O GDF indicará ainda que os jogadores fiquem o menor tempo possível dentro dos vestiários para minimizar o risco de contágio.

As medidas de prevenção também irão invadir as quatro linhas do gramado. Durante os noventa minutos, os jogadores não poderão beijar a bola ou ter qualquer tipo de contato físico nas comemorações de gol. As tradicionais squezzes também estão proibidas e deverão ser substituídas por materiais descartáveis e de uso único. A entrada em campo terá que ocorrer de forma separada.

O GDF indica ainda que crianças e profissionais acima de 60 anos não participem das partidas. Nos banco de reservas, os atletas deverão ocupar os espaços de forma intercalada e usar máscaras enquanto não forem utilizados no jogo. Somente atletas titulares em campo e árbitros poderão ficar sem o equipamento. Troca de camisas entre os atletas também não será permitida no retorno do futebol no Distrito Federal.

Segundo o GDF, o descumprimento das medidas indicadas será passível multas, interdições e demais sanções administrativas penais. Todos os itens do protocolo serão fiscalizadas pelas secretarias DF Legal e de Esporte e Lazer.

FFDF mantinha contato por decreto

Conforme adiantado na segunda-feira (3/8) pelo Distrito do Esporte, o presidente da FFDF, Daniel Vasconcelos, mantinha contato permanente com a secretária de Esporte, Celina Leão, para viabilizar que os jogos ocorressem nos estádios da capital federal. Elogiando o trabalho da titular na Secretaria de Esporte, o mandatário da federação tinha convicção de que os jogos iriam acontecer em território candango.

“Recebemos um pedido da Federação de Futebol do DF (FFDF) pedindo o retorno das atividades para o dia 8 de agosto e a nossa equipe interna da Secretaria de Saúde, do Esporte e Lazer e o grupo de combate à Covid-19 organizou o protocolo que possibilitou o retorno imediato a partir da publicação do decreto. Vamos retomar o futebol com toda a segurança”, ressaltou Celina Leão.

Confira os protocolos para a realização das partidas:
– Fica vedada a presença de público durante os jogos;
– Os ambientes dos estádios deverão ser previamente desinfectados e higienizados antes dos jogos;
– Os estádios deverão possuir cabines de desinfecção;
– Os jogos só serão permitidos após todos os atletas e demais profissionais de clubes serem submetidos a exames prévios de Covid-19;
– O uso de madrugada será obrigatório nos vestiários;
– Os clubes deverão disponibilizar álcool gel para todos os profissionais;
– O tempo nos vestiários deverá ser minimizado
– Não será permitido beijar a bola;
– Não será permitido contato entre os atletas nas comemorações de gol;
– Deverá haver reposição hídrica com recipientes descartáveis e sem uso de squeezes;
– Não poderá ocorrer a entrada em campo, de forma conjunta, das equipes;
– Crianças, profissionais com idade a partir de 60 anos ou portadores de doenças crônicas não deverão participar dos jogos;
– Fica vedado foto oficial antes dos jogos;
– Fica vedado aperto de mão e troca de flâmulas;
– Atletas no banco de reservas deverão ocupar os espaços de maneira intercalada e usar máscara;
– Não será permitida a troca de camisas ou demais peças do uniforme entre atletas da mesma equipe ou da equipe adversária em qualquer momento;
– Somente os atletas em campo e o trio de arbitragem terão permissão para permanecer sem máscaras ou protetor facial individual (face shield) no tempo de jogo;
– Os jogadores deverão trocar seu uniforme completamente durante o intervalo do encontro, e depositarão os itens usados nos cestos de roupa dispostos para tal.
– Ao término da partida, as delegações deverão permanecer em ambientes ao ar livre e somente entrar no transporte coletivo quando todos os integrantes estiverem prontos para deixar o estádio, evitando aglomerações em locais fechados;
– A saída das equipes deverá ser organizada de modo a, em primeiro lugar, retirar-se a equipe visitante, posteriormente a equipe local, e por último o pessoal da arbitragem.

Real Brasília assina com Artur, goleiro campeão da Copa Verde 2014

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Foto: Divulgação/Real Brasília

Por Lucas Espíndola

Na semana que antecede o retorno do Campeonato Candango, o Real Brasília continua ativo no mercado da bola e apresentou mais um reforço na noite desta segunda-feira (3/8). A novidade no elenco aurianil é o experiente goleiro Artur Júnior, que estava atuando no futebol do Espírito Santo. O arqueiro é conhecido no futebol local, tendo passagens por diversos times da capital do país.

A passagem mais marcando do goleiro pelo futebol do Distrito Federal aconteceu na temporada de 2014, quando Artur foi campeão da Copa Verde pelo Brasília, que venceu aquela final diante do Paysandu. O jogador foi um dos grandes destaques da conquista. O atleta ainda disputou uma competição internacional, defendendo o Colorado candango na Sul-americana do ano seguinte.

Além do time vermelho e branco, o goleiro ainda defendeu as cores de Brasiliense, Samambaia, Gama, Capital e Ceilândia. Em 2018, Artur jogou pelo Uniclinic, time do Ceará. O jogador ainda atuou por mais três clubes do estado nordestino: Novo Horizonte, Atlético Cearense e Floresta. A última equipe que o goleiro defendeu foi o Estrela do Norte, clube do Espírito Santo.

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Real Brasília anuncia mais dois nomes para o Candangão
Leão do Planalto contrata novo volante para o torneio local

Durante a pausa do Candangão, o Real já havia contratado mais um goleiro, e Artur chega para disputar posição com Leonardo Unamuzaga e Jeferson Reis. O último citado, entrou como titular no jogo treino diante dos aspirantes do Goiás Esporte Clube, onde o clube do DF ganhou por 1 a 0. Além dos goleiros, o Real trouxe reforços para a zaga, laterais, meio de campo e ataque.

Nesta temporada, o Leão do Planalto só disputará o Candangão, mas almeja chegar nas finais da competição com o intuito de garantir mais torneios no calendário da próxima temporada, já que os dois times que chegarem até os jogos decisivos do torneio local também garantem participação na Série D do Campeonato Brasileiro, na Copa do Brasil e na Copa Verde do próximo ano.

O Real Brasília tem encontro marcado com o Gama no próximo sábado, dia 8 de agosto. O jogo é válido pela 10ª rodada do campeonato local e ocorrerá às 16:00. Ainda não está definido um estádio para esta partida, já que para ter jogos no DF é necessário uma liberação do governador Ibaneis Rocha. O Leão do Planalto está na terceira posição e já está classificada para as quartas de final do Candangão.

Elenco do Gama entra de greve a cinco dias de reestreia

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Foto: Divulgação/S.E. Gama

Por Bruno H. Moura

As coisas pareciam regularizadas em terras Gamense. Após turbulenta negociação pós pandemia, com o elenco atrasando duas vezes a retomada das atividades presenciais, o Gama reapresentou no dia 20/07/2020. A equipe se reapresentou e o elenco, com novidades, inclusive, reiniciou os trabalhos. Pareciam.

Na tarde desta segunda-feira (03/08), o plantel gamense entrou em greve. São mais de seis meses sem qualquer pagamento. A diretoria do time, por diversas vezes, afirmou aos jogadores que quitaria as dívidas salariais. Até o momento nada foi pago. Hoje os jogadores não foram a campo.

Havia um acordo entre elenco e diretoria: pagamento de parte da dívida até o dia 02/08/2020. O presidente do clube, Weber Magalhães, chegou a pedir mais dois dias de prazo para os jogadores, mas como não houve cumprimento e considerando o amplo período sem dinheiro na conta, o plantel cruzou os braços.

Caso não se quite a dívida, o elenco considera permanecer em greve por tempo indeterminado. O Gama enfrentará o Real Brasília no próximo sábado (8/8) pela última partida da primeira fase do Candangão 2020.

Segundo a assessoria de imprensa do clube, o clube conversou com os atletas e pagará parte do saldo pendente até quarta-feira. Os jogadores aguardarão esse prazo sem realizarem atividades. No último dia 18 de julho o elenco publicou carta aberta direcionada à torcida Gamense relatando toda a situação.

 

CARTA AO TORCEDOR E A DIRETORIA DA SOCIEDADE ESPORTIVA DO GAMA

Os jogadores da Sociedade Esportiva do Gama decidiram no dia 18/07/2020, em reunião, o retorno as atividades no clube.

Conforme acordado com a diretoria do Gama, a volta acontecerá a partir da segunda feira (20/07/2020), visando o vasto calendário a ser cumprido e compromissos contratuais. Ficou firmado acordo com a diretoria para sanar todos os débitos que se encontram em aberto: seis meses de salários em atraso.

Entendemos todo o problema que ocorreu no Brasil devido a pandemia do COVID-19, prejudicando o futebol brasileiro e a Sociedade Esportiva do Gama, porém esse grupo honra a camisa sagrada do Gama com muita responsabilidade e amor. Devemos isso a vocês torcedores e a toda sociedade futebolista.

Esse grupo de jogadores não irá abandonar o GAMA. Iremos buscar com muita luta e garra, o título do Candangão e o acesso à Série C.

Temos família e estamos em momento financeiro crítico. Ressaltamos que o acordo com a diretoria, que ainda confiamos, está firmado, e se não apresentarem a solução até o dia 2 de agosto, iremos nos reunir novamente para tomar as medidas cabíveis.

Jogadores do Gama,
Brasília (DF), 18 de julho de 2020

Vicente Luque se torna o segundo maior nocauteador dos meio-médio no UFC

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Foto: Divulgação/UFC Brasil

Por Michael Nunes

A trajetória de Vicente Luque no Ultimate Fighting Championship (UFC) vem a cada dia ganhando mais notoriedade. No último sábado (01/08), o representando do Cerrado MMA nocauteou o jamaicano Randy Brown no segundo round no UFC Fight Night. A oitava vitória nas últimas nove lutas fez o Assassino Silencioso se tornar o segundo lutador com mais vitórias por nocaute da categoria meio-médio até 77Kg da organização.

No ranking geral, o representante de Brasília possui oito vitórias por nocaute e está atrás somente do norte-americano Matt Brown, que lidera com 11 triunfos. Lutando no UFC desde 2015, Vicente Luque, que já ganhou várias vezes o prêmio de bônus da noite ou pelo melhor nocaute ou finalização, aparece ainda no terceiro lugar quando também são somadas vitórias por KO e finalização.

Nesta dupla contagem, Luque soma 11 vitórias, uma a menos que o americano Matt Hughes, que tem 12, e duas atrás de Brown, que também lidera a lista com 13. Atualmente, o brasileiro ocupa a 12° posição geral no ranking dos meio-médios. Diante de uma categoria estagnada, o Assassino Silencioso encontra dificuldades para enfrentar atletas top 15 da divisão.

Na entrevista pós-vitória no sábado, Vicente lembrou que só tem 28 anos e quanto mais lutar, ganhará experiência e ritmo no octógono. “É isso que estou fazendo. Após minha derrota para o Thompson, eu tenho trabalhado muitas coisas. Eu ainda quero fazer ótimas lutas, grandes shows, mas não quero ficar tão machucado. Senti que comecei a entender isso nessa luta. Não foi perfeito, mas fiz uma luta empolgante”, contou.

Para o próximo confronto, Luque já tem um adversário em mente. “Tem tantos caras que eu gostaria de enfrentar. Eu chamaria para a próxima luta o cara que está logo abaixo de mim, que é o Nate Diaz. Ele só quer super lutas, mas se formos seguir os rankings, eu estou acima dele. Então acho que seria uma ótima luta. Tenho muito respeito por ele e adoraria uma luta. Com os nossos estilos, seria um grande embate”, disse.

Em sintonia com governo, federação espera liberação de jogos no DF até quarta

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Arte: Danilo Queiroz/Distrito do Esporte

Por Danilo Queiroz

O retorno do Campeonato Candango está cada vez mais próximo. No sábado (8/8), Gama e Real Brasília entram em campo para concluir a primeira fase da competição local e dar fim a uma paralisação de 143 dias provocada pela pandemia do novo coronavírus. Com data marcada para a bola voltar a rolar, falta apenas a liberação do Governo do Distrito Federal (GDF) para a realização dos jogos em território candango.

Porém, de acordo com a Federação de Futebol do DF (FFDF), a situação não deve demorar a ser resolvida. Destacando o empenho do governador Ibaneis Rocha e da secretária de Esporte, Celina Leão, para a resolução do problema que está impedindo o uso dos estádios locais, o presidente da entidade local, Daniel Vasconcelos, espera que um novo decreto modificando a questão seja publicado nos próximos dias.

“Estamos trabalhando em conjunto e eles estão muito empenhados nisso. Tem 90% encaminhado de que vamos conseguir resolver de hoje até quarta-feira essa questão do decreto. Lá atrás foi conversado que iria se soltar um novo na primeira semana de agosto. Então, não tem atraso. O governo está ciente da nossa preocupação e estamos em uma sintonia muito boa”, ressaltou.

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Confiante de que o Candangão irá ser finalizado no quintal de casa, Daniel garantiu estar em contato permanente com Celina Leão e fez questão de destacar o comprometimento da secretária na causa. “Temos que ressaltar o trabalho da Celina e o empenho junto ao governo para resolver as pendências. Venho conversando com ela todos os dias e ela me garantiu que vamos resolver essa semana”, destacou.

Com isso, a transferência das partidas decisivas para cidades do entorno do DF, como Formosa e Luziânia, está praticamente descartada. A possibilidade havia sido ventilada nos últimos dias devido à incerteza da liberação dos palcos da capital federal. “Pelo trabalho que vem sendo desenvolvido, essa hipótese de terminar o campeonato no entorno é remota”, continuou Vasconcelos.

Desta forma, a partida entre o alviverde e o aurianil deve acontecer já no estádio Bezerrão, no Gama. Na última semana, a Secretaria de Esporte informou que, além da arena gamense, outros três palcos esportivos do DF estão aptos para receber jogos: Serejão, Augustinho Lima e Rorizão. Abrigando alojamento de combate à pandemia, o Abadião não deve ser utilizado na reta final do Candangão.

Vicente Luque conquista mais um nocaute no UFC

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Por Michael Nunes

A terceira luta principal do UFC Fight Night em Las Vegas neste sábado (01/08), foi do representante da capital federal, Vicente Luque. O lutador da Cerrado MMA enfrentou o Jamaicano Randy Brown na categoria peso Meio-Médio até 77 kg.

O primeiro round começou com Vicente estudando a luta e encurtando a distância do jamaicano. Aos 2 minutos, Luque conseguiu um knockdown com um cruzado de direita que levou Brown ao chão. O brasileiro tentou ir o nocaute técnico, mas o jamaicano se recuperou bem e conseguir levantar.

Vicente Luque continuou conectando bons jabs e apostando nos chutes baixos. No final do primeiro round, Luque ainda conectou outro knockdown em Randy Brown.

O segundo round começou com um ritmo frenético. Vicente continuou conectando bons low-kicks que fez o jamaicano trocar de base.

Porém, Brown usou sua longa envergadura para conectar jabs e diretos em Luque, que teve um pequeno corte no supercílio direto. Vicente, sempre com a distância encurtada, minava a resistência e o fôlego com jabs na linha de cintura de Brown, que respondia a altura e até conseguiu derrubar com uma boa queda.

Luque usou o seu jiu-jitsu e conseguiu se levantar rápido. O brasileiro foi para cima com uma sequência de jabs encurtando Brown na grade, mas Vicente deixou a surpresa para o final.

Faltando apenas 10 segundos para o fim do segundo round, Luque acertou uma joelhada em cheio que fez o jamaicano cair praticamente nocauteado. O representante de Brasília conectou mais dois socos até o árbitro interromper a luta.

Mais uma vitória para Vicente Luque que venceu a oitava das suas nove últimas lutas. Após o combate, o brasileiro conversou com o comentarista e também lutador do UFC, Paul Felder, e pediu o polêmico Nate Diaz como seu novo desafiante.

Opinião: Salve o Brasiliense!

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*O texto a seguir é um artigo opinativo e, portanto, é de inteira responsabilidade de seu autor. As possíveis opiniões e/ou conclusões nele emitidas não estão relacionadas, necessariamente, ao ponto de vista do Distrito do Esporte.

Por Gabriel Dias*

Dia 02 de junho de 2001. Eu era uma criança correndo nos pilotis de um prédio a poucos quilômetros do estádio Elmo Serejo, em Taguatinga, Distrito Federal. O porteiro do prédio, sujeito de aparência sisuda, mas de conversa muito simpática chama a mim e aos outros amigos que estão brincando ali e diz: vocês viram? O Iranildo fez um gol igualzinho ao do Pet (em referência ao gol que Petkovic fez sobre o Vasco na final do Carioca daquele ano).

Eu me pergunto por alguns segundos sobre o que ele estaria falando e seguimos as brincadeiras.

Alguns minutos depois, estamos jogando futebol na quadra ao lado do prédio e passam vários carros com pessoas em bandeiras e camisas verdes gritando “pentacampeão!“. Eram torcedores do Gama. Mais uma vez me pergunto o que está acontecendo e no dia seguinte descubro que o Gama venceu uma equipe chamada Brasiliense, conquistando seu quinto título distrital consecutivo.

A primeira vez

Não demorou muito e, numa tarde qualquer de 2002, estou escutando rádio e ouço uma partida de futebol, com o brilhante narrador André Luís Mendes pela rádio Nacional Brasília. Aquele time chamado Brasiliense estava ganhando uma partida pela Copa do Brasil contra o Vasco do Acre e passando de fase. O que eu não tinha noção é que o Brasiliense era fundado em 01 de agosto de 2000 e estava iniciando uma caminhada meteórica para um clube com menos de 2 anos de idade.

Aquele 2002, ano de Copa do Mundo, foi se desenrolando e, ainda sem entender o que se passava, eu vi em jornal o relato sobre uma épica e histórica classificação do Brasiliense, aquele time que chamava atenção com o seu uniforme todo amarelo e cheio de patrocínios, que havia segurado um empate com o tradicional Náutico em Pernambuco debaixo de uma chuva torrencial e se classificava para as oitavas de final da Copa do Brasil. Agora eu já começava a ficar profundamente impactado.

A TV exibiu uma reportagem mostrando um jogador chamado Wellington Dias, destacando sua batida na bola e seus gols olímpicos. Eu não sabia a qualidade que aquele jogador tinha. O Brasiliense enfrentou o Confiança de Sergipe nas oitavas de final da Copa do Brasil e com uma goleada de 4×1, passou às quartas de final, feito histórico para o jovem futebol do DF, feito impressionante para uma equipe de 2 anos de idade.

Wellington Dias, sempre ele

O meu tio foi nos visitar e contou que o Brasiliense havia ganho a primeira partida, mas para o meu espanto ele venceu o gigante Fluminense. Ocorre que o segundo jogo seria no Maracanã e com gol dele, Wellington Dias, numa falha bizarra do goleiro tricolor, o clube do DF marcava a história com caneta de ouro, chegando a uma semifinal de copa nacional para enfrentar o Atlético Mineiro.

O jogo foi transmitido na TV e toda a minha família parou para assistir o espantoso time de Wellington Dias e Gil Baiano fazer 3×0 em pleno Mineirão. Meu pai nos levou para assistir a segunda partida e vi ali, diante dos meus olhos, o show de Wellington Dias e companhia vencendo novamente o Atlético Mineiro, agora em casa, por 2×1, e carimbando o passaporte para a final contra o poderoso Corinthians do treinador Carlos Alberto Parreira.

“pela primeira vez na vida ouvi aquele grito da torcida visitante abraçando a minha tristeza em ver o meu time tomando um gol.”

Vimos o primeiro jogo também pela TV e o Brasiliense foi, como na opinião da maioria das pessoas, prejudicado por uma má arbitragem e derrotado por 2×1 no Morumbi, em São Paulo. Fomos ao jogo de volta na esperança do título com uma vitória simples por 1×0 e aquele estádio Serejão com sua maioria pintada de amarelo sentiu o gosto do título pelo gol de falta de Wellington Dias até o momento em que, já no segundo tempo, Deivid colocou a cabeça na bola e pela primeira vez na vida ouvi aquele grito da torcida visitante abraçando a minha tristeza em ver o meu time tomando um gol.

Valente, histórico, o Brasiliense foi vice da Copa do Brasil em 2002.

Naquele mesmo ano seria campeão da Série C do Campeonato Brasileiro. Dois anos depois seria pela primeira vez campeão candango, numa sequência que só seria interrompida pelo Ceilândia em 2010, foi também campeão do Campeonato Brasileiro da Série B em 2004. Eu e meu pai acompanhamos tudo aquilo assiduamente, com jogos de estádio lotado até mesmo em dias da semana à tarde. Nós sempre nos olhando e dizendo: em casa o Brasiliense não perde.

O retorno do gigante

Infelizmente, em 2006, o Brasiliense já estava disputando a Série B do Brasil novamente, em 2007 o clube outra vez derrubaria gigantes como o Cruzeiro e chegaria até a semifinal da Copa do Brasil, onde foi derrotado pelo Fluminense. Em 2010, a equipe caiu melancolicamente na última rodada da Série B do Brasileirão e enfrentou um período difícil que culminou com a queda para a Série D em 2013 e até mesmo alguns anos sem se qualificar para divisões nacionais pelo campeonato candango.

Hoje, já disputando a Série D nacional há alguns anos consecutivos, o Brasiliense tem seus torcedores fiéis e apaixonados que acompanham o clube nas boas e nas más. O Jacaré deve ter alguns milhares de simpatizantes adormecidos e, pelo sucesso gigantesco do seu início de vida, traz consigo a esperança de voltar a empunhar o seu mascote, o Jacaré, pelo cenário do futebol nacional, levando consigo o futebol do DF. Hoje, 01 de agosto de 2020, 20 anos de Brasiliense Futebol Clube, que os dias gloriosos voltem para o Jacaré.

*Gabriel Dias tem 29 anos, nascido em Goiânia, é morador do DF desde os 9 meses de idade. Servidor Público da área da Educação, é amante de esportes, mais profundamente do futebol, desde a infância e já escreveu crônicas esportivas para os blogs Draftados e Futebol Raiz.

Formosa faz nova testagem com 100% de negativos

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Por Bruno H Moura

O Formosa Esporte segue sem casos de coronavírus na equipe. Nesta sexta-feira o time e a comissão técnica fizeram nova rodada de exames. Ao todo, 30 membros do clube foram testados e nenhum deu positivo para a moléstia.

O Tsunami já havia feito uma primeira bateria de testes na semana passada, quando voltou às atividades presenciais. Também sem casos registrados. A Clínica Check Up é a responsável por colher o material e testar as amostras.

A tendência é que o Formosa continue testando os jogadores a cada 10 dias. A equipe está treinando fortemente para o retorno do Candangão.

Reinício do Candangão ainda sem local definido

A data está sacramentada: 8 de agosto. Os locais de jogos, ainda não. Os clubes e a Federação de Futebol do Distrito Federal decidiram o retorno para o segundo fim de semana de agosto, mas a realização das partidas na capital federal ainda depende da autorização do governador Ibaneis Rocha. O mandatário do Distrito Federal liberou os treinos em seus últimos decretos, mas as competições esportivas mantiveram-se suspensas.

Caso até a data prevista de retorno da competição não hajam mudanças quanto aos jogos, as equipes que disputam a fase eliminatória do Candangão e a FFDF divulgaram que as partidas serão realizadas no Entorno. Dentre os palcos citados para definir o campeão e os classificados para a Série D 2022, Serra do Lago, em Luziânia (GO) e o estádio Diogão, em Formosa (GO), são os locais aptos para receber os confrontos finais.

 

 

Coluna do Gabruga #6 – Há 20 anos, Gama triunfava sobre CBF, FIFA e Clube dos 13

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Foto: Acervo Histórias do Gamão

*O texto a seguir é um artigo opinativo e, portanto, é de inteira responsabilidade de seu autor. As possíveis opiniões e/ou conclusões nele emitidas não estão relacionadas, necessariamente, ao ponto de vista do Distrito do Esporte.

Por Gabriel Caetano*

Tarde ensolarada em Belo Horizonte, Minas Gerais. Gama e América-MG entram em campo no estádio Independência, pela primeira rodada da Copa João Havelange, no dia 30 de julho de 2000. Aos 17 minutos do primeiro tempo, cobrança de escanteio a favor do Gama, Romualdo aproveitou e, sozinho, escorou para o fundo das redes, marcando o único gol da partida.

O atacante alviverde corre com as mãos para cima, agradecendo a Deus pelo gol, seguido de seus companheiros. Eis a vitória. Muito maior que o simples 1 a 0 fora de casa em uma partida morna com público baixo na estreia de um Campeonato Brasileiro.

Há menos de um ano da vitória, o Gama era “apenas mais uma zebra” que achou um lugar na elite do futebol brasileiro e, provavelmente, estaria de volta às divisões inferiores em pouco tempo. Naquele confronto diante do América-MG, o simples Gama era o guerreiro que alcançou a justiça, após enfrentar os mais temidos “monstros”.

Duelando com gigantes

Foram muitos que ousaram tirar o Gama da posição de direito a qual o clube candango havia conquistado dentro de campo. Os primeiros foram os poderosos Botafogo e Internacional, buscando pontos que não lhe eram justos.

No dia 18 de outubro de 1999, se desenhava uma das maiores polêmicas do futebol brasileiro. A Comissão Disciplinar do Tribunal de Justiça Desportiva decidiu tirar do São Paulo os três pontos conquistados na vitória sobre o Botafogo e repassou para o alvinegro carioca.

O Tocantinópolis-TO, primeiro clube de Hiroshi, alegava ser o dono do passe do atleta, transferido ao Rio Branco-SP e, posteriormente, vendido ao São Paulo. O Botafogo então requereu os pontos, apresentando um documento de 13 de julho de 1999, em papel timbrado da CBF, no qual constava a ficha do jogador, bloqueada por conta de pendência jurídica entre o Tocantinópolis-TO e o São Paulo.

O recurso pedido pelo Botafogo era considerado irregular por conta de um motivo: era uma resolução interna da CBF, contrariando irregularmente uma portaria ministerial, o Código Brasileiro Disciplinar de Futebol.

“O que se viu foi um dos dias mais tristes do Direito brasileiro”

José Carlos Ferreira Alves, advogado do São Paulo em 1999, sobre o julgamento de Sandro Hiroshi

Daí em diante, os inimigos só foram aumentando. Eurico Miranda e o Clube dos Treze – grupo dos vinte clubes que se auto intitulavam os maiores do Brasil –, não queriam o “simples clube candango” na elite do campeonato nacional, tentando jogar para debaixo do tapete a incompetência dos chamados “grandes”.

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e até mesmo a FIFA tentaram punir o Gama por simplesmente cobrar o que lhe era de direito: um lugar na primeira divisão do Campeonato Brasileiro. Fizeram de tudo, tentaram mudar a regra novamente, até mesmo o nome da competição. No final, a justiça federal não foi burlada, a Constituição respeitada, e foi ela quem esteve ao lado do Gama durante todo tempo.

O “simples” Gama fez muita gente engolir as palavras perante o direito conquistado em campo e, no final, Romualdo e companhia, com as mãos para o céu, agradeceram a Deus pela justiça que lhes foi feita.

Mentiras contadas nessa história

1 – O Gama entrou na Justiça Comum

Essa é uma das principais mentiras contadas, resultando em outras. O Gama entrou com duas ações no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) para revogar os pontos ganhos irregularmente pelo Botafogo, em julgamento no mesmo STJD. Os recursos do Gama não foram julgados no tempo regulamentar. No dia 12 de novembro de 1999, um dia após o final da primeira fase do Campeonato Brasileiro, o Partido da Frente Liberal (PFL) no Distrito Federal e o Sindicato dos Treinadores Profissionais de Futebol entraram com uma ação no Tribunal Regional Federal, em Brasília, contra a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e STJD, alegando violação aos direitos dos consumidores – no caso, os torcedores/consumidores -.

2 – A CBF foi impedida de realizar o Campeonato Brasileiro e passou para o Clube dos 13

A grande verdade é outra. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) não aceitava a liminar expedida pela Justiça Federal garantindo o Gama na primeira divisão do Campeonato Brasileiro de 2000. De todas as formas a entidade tentou derrubar a liminar, foram várias tentativas, recursos não acatados e, quando viu que não conseguiria ganhar na justiça, jogou a toalha e passou a incumbência da realização do Campeonato Brasileiro para o Clube dos 13.

A ideia com a transferência de responsabilidade era a liga independente do Clube dos 13 driblar a justiça e o alviverde ficar fora do Campeonato Brasileiro – o que acabou não acontecendo.

De fato, a CBF chegou a ser ameaçada pela FIFA por conta das adulterações de documento do jogador Sandro Hiroshi, que disputou o Sul-Americano Sub-17 pela Seleção Brasileira e por ações ajuizadas na Justiça Comum, mas nada de concreto foi realmente definido. A FIFA chegou a declarar oficialmente: Seleção Brasileira e a CBF não seriam punidas. Em contrapartida, deveria aplicar uma punição a Sandro Hiroshi – o que aconteceu.

3 – A adulteração de documentos de Sandro Hiroshi gerou o início da confusão

O jovem atacante do São Paulo, Sandro Hiroshi, passou pelo pior momento de sua carreira quando descobriram a adulteração de seus documentos – o famoso gato -, mas engana-se quem pensa ser esse o motivo de todo o imbróglio judicial que levou Botafogo, Internacional e São Paulo aos tribunais e, posteriormente, desencadeou a guerra entre Gama e CBF.

Em 1999, Sandro Hiroshi atuou pelo Rio Branco (SP), no Campeonato Paulista, se destacando e sendo contratado pelo São Paulo. O Tocantinópolis (TO), clube anterior de Hiroshi, alegou uma irregularidade na transferência do jogador, exigindo uma parte na transferência, gerando o bloqueio de seu passe e, com isso, Hiroshi não poderia ter atuado diante de Botafogo e Internacional.

*Gabriel Caetano é jornalista formado pelo Icesp. Pesquisador do futebol candango com foco na Sociedade Esportiva do Gama desde a adolescência, trabalhou como analista de comunicação e marketing do clube em 2019, tendo sido ainda diretor de marketing do Capital na reestruturação do clube, em 2018. Divide seu tempo entre curiosidades no Histórias do Gamão e a agência na qual é sócio, a RC Marketing Esportivo.