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Prêmio Dimba 2020: Blaise, Caio Carioca e Zé Love são os finalistas

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Arte: Danilo Queiroz/Distrito do Esporte

O Prêmio Dimba de 2020 já tem seus finalistas! De quinta-feira (17/12) a domingo (20/12), os leitores do Distrito do Esporte votaram para escolher os três nomes entre os 13 concorrentes que seguem na disputa do prêmio de autor do gol mais bonito da temporada profissional do Distrito Federal. Em ordem alfabética, Blaise, Caio Carioca e Zé Love foram os mais votados na primeira fase.

Ao todo, a enquete para definir os três finalistas do Prêmio Dimba recebeu 1.837 votos. Blaise, Caio Carioca e Zé Love, somados, receberam 49% do total. Para não ter influência direta na realização da etapa decisiva, prevista para acontecer entre terça-feira (22/12) e quinta-feira (24/12), o detalhamento dos votos em cada um deles será divulgado após a divulgação do vencedor, em 26 de dezembro.

Davi Ceará (183 votos), Hugo (163 votos), Katrine (144 votos), Neves (138 votos), Luquinhas (132 votos), Pitty (109 votos), Tarta (23 votos), Michel Platini (21 votos), Marcos Aurélio (14 votos) e Gustavo (12 votos) ficaram, em ordem de posicionamento, entre o 4º e o 13º lugar da votação. O Distrito do Esporte presta homenagens e agradece a cada atleta participante pelo engajamento e espírito esportivo.

Como é de praxe nas votações públicas realizadas pelo Distrito do Esporte, cada torcedor pôde participar apenas uma vez. Para não influenciar no processo de escolha, as parciais não serão divulgadas enquanto as enquetes estiverem abertas para registro de votos. Para garantir a transparência da ação, todos os registros do Prêmio Dimba serão revelados aos torcedores no dia seguinte ao fim de cada uma das etapas de participação.

Quem já levou o Prêmio Dimba

Em 2018, ano que marcou a primeira edição da homenagem aos atletas que atuam no futebol candango, o volante Paulinho, do Capital, venceu com um golaço de fora da área marcado no estádio Bezerrão. Em 2019, quem levou o Prêmio para casa foi o atacante Gazito, do Brasília, com uma bela bicicleta da entrada da área convertida no Estádio Nacional Mané Garrincha.

Prêmio Dimba 2020
Primeira fase: 17 a 20 de dezembro (Encerrada – 72 horas de votação)
Anúncio do resultado: 21 de dezembro
Fase final: 22 a 24 de dezembro (48 horas de votação)
Anúncio do vencedor: 26 de dezembro

Brasiliense é goleado pelo Mirassol e fica em situação difícil na Série D

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Foto: Marcos Freitas/Agência Mirassol

O Brasiliense está em situação crítica na Série D do Campeonato Brasileiro. Na tarde deste domingo (20/12), o time amarelo foi até o Estádio José Maria de Campos Maia para disputar os primeiros 90 minutos das oitavas de final da competição nacional contra o Mirassol e acabou voltando com um resultado bastante negativo. Acuado, o Jacaré não conseguiu fazer frente ao time paulista e acabou perdendo por 4 a 0. O maior destaque do jogo foi o atacante Fabrício, que balançou as redes três vezes.

Animado, o primeiro tempo foi bastante movimentado, com boas oportunidades para os dois lados. Quem aproveitou melhor foi o Mirassol, que conseguiu abrir o placar em boa jogada entre Fabrício, o autor do gol, e Cássio Gabriel. Na etapa final, o Brasiliense praticamente não apareceu em campo. Dominantes, os donos da casa acuaram o time candango e marcaram mais três vezes para fechar o placar e abrir boa vantagem em busca das quartas de final da competição nacional.

Mirassol aproveita chance e sai na frente

Nos primeiros minutos de jogo, o Brasiliense buscou pressionar a saída do Mirassol. Aos quatro, o zagueiro Patrick tentou tirar de cabeça, mas quase marcou a favor do Jacaré, que seguiu trocando passes em busca de espaços. Aos 13, os paulistas tiveram a primeira chance. João Carlos cabeceou para o gol, mas a bola desviou em Aldo e foi para fora. O time candango respondeu com rapidez. Luquinhas recebeu e finalizou, mas parou na defesa do goleiro Jefferson.

Dois minutos depois, o Mirassol inaugurou o placar. Fabrício recebeu de Cássio Gabriel e ficou de frente para a meta do Brasiliense, tendo apenas o trabalho de desviar para as redes. Em desvantagem, o Jacaré adiantou as linhas de marcação para tentar incomodar mais os paulistas. Porém, os donos da casa voltaram a ameaçar aos 28, com Cássio Gabriel em cobrança de falta. Aos 32, em contra-ataque, Luquinhas passou por dois, mas Jefferson novamente impediu o gol.

Com 38, em cobrança de escanteio, Fernando Henrique impediu o Mirassol de ampliar ao pegar cabeçada no canto. Na sequência, o Jacaré teve boas oportunidades de empatar, mas acabou parando na defesa mandante. Ao fim do primeiro tempo, a partida ficou truncada, com chegadas mais fortes e cartões amarelos para os dois lados. Igor Henrique, do time paulista, tomou o terceiro e será desfalque no Serejão. Sem novas jogadas de perigo, o Leão foi para o intervalo em vantagem.

Paulistas aumentam ritmo e ampliam

O forte calor na cidade de Mirassol (SP) fez com que as equipes começassem a etapa final em um ritmo cadenciado. O Brasiliense chegou a ficar com a posse em busca de espaço, mas quem voltou a marcar foi o time paulista. Moraes recebeu na ponta esquerda e, em um chute despretensioso, acabou contando com a contribuição do goleiro Fernando Henrique para ampliar. Animado, o time paulista sem lançou em busca de mais. Eduardo tentou por cobertura, mas mandou por cima.

Com o time acuado, Tadei mexeu e colocou Romarinho e Carlos Eduardo. Porém, aos 16, o time paulista voltou a balançar as redes. Em nova jogada de Cássio Gabriel, Fabrício ficou de frente para Fernando Henrique e teve calma para fazer o terceiro. Aos 20, Netto quase ampliou, mas finalizou para fora. Dominante, o Leão criava as melhores chances. Aos 26, Cássio Gabriel recebeu livre, mas o goleiro do Jacaré fechou o ângulo. No minuto seguinte, o Brasiliense chegou, mas Romarinho não alcançou cruzamento da direita.

Trocando passes, o Mirassol fez o quarto. Fabrício, novamente ele, recebeu e bateu bem para vencer Fernando Henrique. Eficiente, o time paulista não cedia espaços para o Brasiliense e passou a controlar o jogo. Aos 36, Vinícius chutou fraco. No fim, o Jacaré voltou ao ataque. Aos 40, Luquinhas novamente parou em Jefferson. Cinco minutos depois, Keynan desperdiçou bom cruzamento. Com as chances perdidas, o time candango não diminuiu e ficou em grande desvantagem.

O que vem por aí

Respirando por aparelhos, o Brasiliense terá que remar bastante em busca da sobrevivência na Série D do Campeonato Brasileiro. Para avançar no tempo normal, o Jacaré terá que vencer por cinco gols. Em situação mais confortável, o Mirassol pode perder por até três tentos de margem. Em caso de vitória do Jacaré por quatro gols de diferença, a vaga nas quartas de final será definida nas penalidades máximas. Os dois times voltam a se enfrentar no domingo, às 15h, no estádio Serejão, em Taguatinga.

MIRASSOL 4
Jefferson; Vinícius, Heitor, Patrick e Moraes; Daniel (Eduardo), Igor e Cássio Gabriel (Rafael Tavares); Netto (França), Fabrício e João Carlos. Técnico: Eduardo Baptista

BRASILIENSE 0
Fernando Henrique; Diogo, Keynan, Badhuga e Peu (Iago); Aldo, Wagner Balotelli e Zotti (Peninha); Jéfferson Maranhão (Carlos Eduardo), Luquinhas e Bruno Nunes (Romarinho). Técnico: Vilson Tadei

Capital acerta transferência de Brenno para o mundo árabe

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Foto: Reprodução/Capital

Por João Marcelo

A manhã desta sexta-feira (18/12) começou radiante para um jovem atleta. Com apenas 19 anos e futuro bastante promissor, Brenno acertou junto ao Capital Clube de Futebol sua transferência para o futebol árabe. Atacante alto, a jovem promessa tem 1,87 de altura, e goleador, tem Cristiano Ronaldo como sua inspiração no futebol e acredita que a ida para o Al Bataeh, equipe dos Emirados Árabes Unidos, lhe trará visibilidade e o ajudará a construir sua carreira.

Cria das categorias de base do Capital, Brenno havia subido para os profissionais da equipe na última quinta-feira (17/12) após se destacar no Campeonato Candango Sub-19 deste ano. Em conversa com o Distrito do Esporte, o atleta se descreveu como um atacante versátil. “Sou um jogador que gosta muito de bola aérea, tenho um bom aproveitamento dentro da área e com muita calma para finalizar. Sou fazedor de gols, cara a cara com o goleiro é um a zero. Fora da área é um dos pontos fortes, domino a bola, giro e bato”, disse.

Durante o período matutino desta sexta-feira (18/12), o jogador assinou o contrato com o Al Bataeh Club-EAU e que terá duração de um ano. Os valores da negociação não foram revelados, mas o presidente do clube, Godofredo Gonçalves, informou que “é um valor bem razoável, nos agradou”. Ainda nos termos do documento, ficou fixado que a Coruja terá direito a 20% (vinte por cento) de uma futura transferência. A viagem para o mundo árabe já ocorrerá na próxima segunda-feira (21/12). Brenno fará os testes físicos e exames médicos assim que chegar.

Com apenas oito anos de existência, o Al Bataeh lidera a UAE First Division League, que é o segundo escalão do futebol dos Emirados Árabes Unidos, com 12 pontos. A equipe fez cinco jogos na competição e venceu quatro, perdendo a outra partida. O clube é forte candidato ao acesso para a UAE Pro League, competição de elite do país. A próxima partida do clube e possível estreia de Brenno ocorrerá em 26 de dezembro contra o Masfoot Sports Club, lanterna do torneio.

Expectativa no mundo árabe para alcançar grandes clubes do mundo

A reportagem do Distrito do Esporte conversou com o atacante. Ao citar sobre as expectativas, Brenno salientou já estrear no time de cima em um clube internacional. “São as melhores possíveis, é a minha primeira experiência nos profissionais. Estou indo para minha carreira progredir e o quanto antes me destacar no mundo árabe. Nunca passou pela minha cabeça começar a carreira fora do Brasil. Foi bem melhor do que imaginava, superou minhas expectativas. Vamos para frente!”, falou.

Brenno ainda disse que a família ficou abismada com a transferência. “Todo mundo se assustou, eu também, nunca fui para a fora do país. Foi tudo rápido, ninguém imaginava”. Ainda agradeceu ao seu time formador. “O Capital é a base de tudo, acreditou no meu trabalho. Estou indo para lá com a consciência de que foi com a ajuda do clube”. O fato da próxima Copa do Mundo ocorrer no Catar também foi citado. “O mundo está olhando para o futebol árabe, é uma oportunidade para quem está jogando lá”, disse.

Abordado sobre suas referências no futebol, Brenno citou o atual segundo melhor jogador do mundo e dono de cinco bolas de ouro. “Ah, sempre acompanhei muito o Cristiano Ronaldo, ele é minha inspiração como jogador e pessoa. Ele sempre corre atrás dos objetivos dele, é bem focado e determinado, é um exemplo a ser seguido”. E jogar ao lado de craques como Cristiano é sua meta. “Me imagino jogando uma Premier League (Inglaterra), uma La Liga (Espanha), em algum clube grande europeu”, finalizou.

Foto: Reprodução/Capital

Relação Brasília-Emirados Árabes Unidos

Além de Brenno, o DDE conversou com Patu, diretor de futebol do Capital, sobre a transferência internacional do atleta. “Esse processo de internacionalização do Capital teve início em outubro do ano passado. Passei 20 dias nos Emirados (Árabes Unidos) fazendo contatos, apresentando o clube para pessoas parceiras e brasileiros que estão por lá. Já tínhamos algumas coisas em vista para outros atletas do Capital como o Léo e o Juan Pablo e agora apareceu para o Brenno”, contou.

Patu salientou que a relação entre a capital federal com o mundo árabe é antiga e citou nomes que fizeram essa ponte diminuir. “Brasília tem uma relação de alguns anos com os Emirados, tivemos experiências boas de atletas daqui, principalmente Anderson Carvalho, que teve uma carreira de sucesso, e também treinadores como Sérgio Alexandre, Miluir Macedo, que estiveram por lá e abriram as portas para a gente”, expressou.

Foto: Reprodução/Capital

O diretor de futebol ainda relatou a oportunidade de carreira e até uma chance de jogar a maior competição de seleções do mundo. “De três anos para cá, os Emirados (Árabes Unidos) estão abrindo as portas para atletas Sub-20 e nessa brecha, o Capital está sendo pioneiro em levar atletas dessa categoria e já com grandes possibilidades em carreiras futuras e quem sabe até uma nacionalização para jogar a Copa do Mundo”, discorreu.

Brasileirão Sub-16: Minas Brasília vence São Paulo e garante vaga na final

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Reprodução/My Cujoo

Por Lucas Espíndola

Na manhã desta sexta-feira (18), o Minas Brasília garantiu vaga na decisão do Campeonato Brasileiro Sub-16, que está sendo realizado em Sorocaba-SP. O time do Distrito Federal venceu e convenceu, despachando a equipe do São Paulo que havia sido campeã do torneio em 2019. Com gols de Ana Clara e Nathália, contando ainda com assistência da maestrina Giulia, as “mini Minas” venceram por 2 a 1.

Jogo movimentado sob um sol escaldante

O primeiro tempo foi muito parelho, com as duas equipes chegando com perigo ao gol adversário. Nos minutos iniciais, o São Paulo se alçava mais ao ataque, e essas chances surtiram efeito aos seis minutos de partida. Duda arrancou com a bola, invadiu a área e limpou as marcadoras, na finalização, a camisa número 20 bateu colocado, sem chances para a goleira Janny, 1 a 0.
Logo após o tento tricolor, o time do Distrito Federal cresceu na partida.

Aos 14′, Giulia Giovanna cobrou o escanteio pelo lado esquerdo, Ana Clara se infiltrou muito bem entre as zagueiras e empurrou para o fundo do gol, 1 a 1. Cada time ainda teve a chance de marcar mais um gol no primeiro tempo. Aos 20′, a capitã e camisa 10 do Minas Brasília arriscou de longe, a bola quase encobriu a arqueira Kerolyn, que espalmou para a linha de fundo. Quatro minutos depois, Duda fez bela jogada e tocou rasteiro para Milena, Janny voou com o pé na bola e impediu o gol tricolor.

Vira vira virou

Logo no início do segundo tempo o Minas Brasília virou o placar. Giulia, a maestrina das assistências, deu belo passe para Nathália, a atacante driblou a goleira, invadiu a área e finalizou para o gol aberto, 2 a 1. Depois da virada do time da capital do país, o São Paulo acordou na segunda etapa e, de forma ofensiva, se jogou ao ataque em busca do empate. Aos 15′, Giulia bateu falta perigosa, a bola passou por cima do gol, assustando a goleira Kerolyn.

Aos 24′, Milena recebeu na entrada da área e chutou para o gol, a redonda passou rente à trave esquerda de Janny. Logo em seguida, Sabrina arrematou da entrada da área, a pelota passou ao lado da meta tricolor, quase o terceiro do Minas Brasília. Aos 39′, o árbitro Flávio Roberto encerrou a partida.

O que vem por aí

Agora o Minas Brasília espera o vencedor do confronto entre Internacional e Santos, que acontece às 15 horas. A final está marcada para o próximo domingo (20),às 15 horas, no estádio Walter Ribeiro, local que o São Bento de Sorocaba manda suas partidas.

Prêmio Dimba: escolha os finalistas do gol mais bonito da temporada 2020

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Arte: Danilo Queiroz/Distrito do Esporte

A primeira etapa da votação do Prêmio Dimba, que escolherá o gol mais bonito da temporada 2020 do futebol profissional do Distrito Federal já começou. Agora, a responsabilidade de definir os três finalistas à honraria está nas mãos (e nos votos) dos torcedores. A enquete da primeira etapa da premiação, onde concorrem 13 gols, ficará disponível nesta página até às 14h de 20 de dezembro (domingo). Os três finalistas serão divulgados no dia seguinte no Distrito do Esporte.

Neste ano, o DDE fez algumas mudanças importantes no regulamento e passou a considerar os golaços marcados até 6 de dezembro em todas as competições profissionais com participação de clubes locais: Campeonato Candango (primeira e segunda divisão), Copa do Brasil e Série D do Campeonato Brasileiro. Outra novidade é a participação do futebol feminino. As atletas irão concorrer pela primeira vez com os tentos marcados no Campeonato Candango e nas Séries A1 e A2 do Brasileirão da categoria.

Com a extensão dos critérios de seleção, o número de atletas participantes passou de 10 para 13 concorrentes. A escolha considerou, essencialmente e em primeiro lugar, a questão estética dos gols. Em 2020, os concorrentes são: Katrine (Minas Brasília), Blaise (Sobradinho), Zé Love (Brasiliense), Gustavo (Gama), Davi Ceará (Real Brasília), M. Platini (Gama), Tarta (Gama), Caio Carioca (Formosa), Neves (Paranoá), Luquinhas (Brasiliense), Hugo (Unaí), Pitty (Real Brasília) e Marcos Aurélio (Brasiliense).

Fases de votação

A escolha do autor do gol mais bonito do futebol profissional do Distrito Federal na temporada de 2020 será realizada em duas fases, seguindo o mesmo regulamento das últimas duas edições. Na primeira etapa, realizada entre 17 e 20 de dezembro, os 13 indicados disputam três vagas na grande final. A enquete de registro de votos ficará no ar por 72 horas. O anúncio dos finalistas será feito em 21 de dezembro, no Distrito do Esporte. Já a decisão ocorrerá entre 22 e 24 de dezembro, com 48 horas de votação.

Como é de praxe nas votações públicas realizadas pelo Distrito do Esporte, cada torcedor poderá participar apenas uma vez de cada etapa. Para não influenciar no processo de escolha, ficou definido ainda que as parciais não serão divulgadas enquanto as enquetes estiverem abertas para registro de votos. Para garantir a transparência da ação, todos os registros do Prêmio Dimba serão revelados aos torcedores no dia seguinte ao fim de cada uma das etapas de participação.

Quem já levou o Prêmio Dimba

O vencedor do Prêmio Dimba de 2020 será anunciado em 30 de dezembro, no site e nas redes sociais do DDE. Em 2018, ano que marcou a primeira edição da homenagem aos atletas que atuam no futebol candango, o volante Paulinho, do Capital, venceu com um golaço de fora da área marcado no estádio Bezerrão. Em 2019, quem levou o Prêmio para casa foi o atacante Gazito, do Brasília, com uma bela bicicleta da entrada da área convertida no Estádio Nacional Mané Garrincha.

Prêmio Dimba 2020
Primeira fase: 17 a 20 de dezembro (72 horas de votação)
Anúncio do resultado: 21 de dezembro
Fase final: 22 a 24 de dezembro (48 horas de votação)
Anúncio do vencedor: 26 de dezembro

“General” comandará zaga amarela do Brasiliense

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Foto: Douglas Oliveira

Por João Marcelo

A temporada 2020 ainda não acabou para o Brasiliense, mas a equipe já planeja o plantel para o ano que vem. Com duas competições nos dois primeiros meses do ano, Copa Verde 2020 – o torneio regional apesar de começar e terminar em 2021 contará como certame da temporada atual – e o Candangão 2021, a direção do Jacaré se lançou ao mercado e terá o zagueiro Gustavo, ex-Gama, como reforço para seu sistema defensivo.

O atleta de 29 anos teve sua rescisão com a Sociedade Esportiva do Gama confirmada no Boletim Informativo Diário (BID) da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) na última terça-feira, 15 de dezembro. E nesta quinta-feira (17/12), às 16:07 (horário de Brasília), seu nome foi novamente publicado, agora como jogador do Brasiliense Futebol Clube. Com a não possibilidade de inscrição na Série D devido ao fim do prazo, o zagueiro deverá fazer a estreia pelo Jacaré somente na Copa Verde, com início programado para janeiro de 2021.

O jogador vem de duas boas temporadas pelo Gama, conquistando dois títulos do Candangão, 2019 e 2020, em cima do seu novo clube. Foram 43 partidas e apenas quatro derrotas, todas na atual temporada. Além do alviverde candango, Gustavo atuou pelo Imperatriz, equipe do Maranhão, e disputou a Série C do Brasileirão. Pelo clube maranhense foram apenas sete jogos, mas o aproveitamento foi baixo, com duas vitórias, dois empates e três derrotas.

Imponente dentro de campo, o zagueiro é conhecido como “general” e terá uma difícil missão na próxima temporada. Aclamado pela torcida gamense, com direito até a um bandeirão em sua homenagem, terá que comandar o exército amarelo dentro de campo. Fora de campo contará com seu superior hierárquico, com quem estava atuando, Vilson Tadei. Além da Copa Verde e do Candangão, o defensor ainda poderá disputar a Série C de 2021, caso o Brasiliense suba.

Capital anuncia Léo Rodrigues e promete elenco completo até janeiro

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Foto: Reprodução/Real Brasília

Por João Marcelo

Faltando pouco mais de dois meses para o início do Candangão 2021, o Capital já começou a montar seu plantel. Buscando o primeiro título na elite do Campeonato Candango, a Coruja abriu suas contratações pelo gol. O nome escolhido foi do expediente goleiro Léo Rodrigues, de 33 anos. O arqueiro acumula passagens por equipes do Distrito Federal e estava jogando no futebol baiano.

Profissional desde 2008, Léo Rodrigues começou sua carreira no Guarani, equipe de São Paulo. Após poucas participações no Bugre, o arqueiro procurou novos ares e vestiu as camisas de América-SP, Remo-PA, Veranópolis-RS e Treze-PB antes de migrar para a capital federal. O primeiro clube foi o Dom Pedro, hoje Real Brasília, em 2016.

Frequentemente como suplente do Real Brasília, Léo foi emprestado por duas vezes, Luziânia e Famalicão-POR. Posteriormente, assumiu o posto de titular do Leão do Planalto e jogou os dois últimos estaduais da equipe, 2019 e 2020. Nesse meio tempo ainda foi emprestado para o Sobradinho, em 2019, para jogar a Série D. Sua última equipe foi o Jequié, onde disputou a Segunda Divisão do Campeonato Baiano e fez apenas dois jogos.

Foto: Reprodução/Real Brasília

Capital busca título inédito do Candangão

Indo para sua sétima participação na elite do Candangão, o Capital irá em busca do primeiro título na competição de sua história. Para isso, o presidente do clube, Godofredo Gonçalves, disse ao Distrito do Esporte que terá um plantel competente. “O elenco será bem qualificado com passagens pelos clubes de Goiás, Mato Grosso, Rio de Janeiro e o próprio Distrito Federal, como é o caso do Léo Rodrigues”, disse o mandatário.

Godofredo ainda falou sobre como o clube tentará o feito inédito. “Mais uma vez a gente vem buscando as primeiras colocações, respeitando todos os adversários. Sabemos que terão vários postulantes ao título, mas o Capital quer estar no meio deles, ser um dos postulantes. Buscando equilíbrio e dar um plantel qualificado para o professor (Rogério) Mancini pode fazer o seu trabalho da melhor forma possível e alcançar nosso objetivo que é o título”, frisou.

Apresentação do elenco e protocolos de segurança contra a COVID-19

Além de Léo Rodrigues, outros nomes serão divulgados em breve pela direção do Capital. Todos eles ocorrerão antes da apresentação oficial, que será no primeiro mês do próximo ano, segundo o próprio presidente do Capital. “Nossa apresentação vai acontecer em janeiro e até lá nós vamos anunciar todo o elenco”, informou Godofredo.

Em alta no Distrito Federal, a preocupação contra a Covid-19 também foi citada. “Em 2021 será uma temporada atípica devido ao momento da pandemia, mas o Capital está se preparando e seguindo todos os protocolos de segurança. O planejamento é bem rigoroso para ter uma equipe competitiva.”, finalizou Godofredo Gonçalves.

Candangão Feminino: Real Brasília vence Cresspom e garante vaga na final

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Foto: Luã Tomasson/Real Brasília

Por Lucas Espíndola

Depois da classificação para a Série A1 do Brasileirão Feminino no último final de semana, o Real Brasília entrou em campo nesta quarta-feira (16) para enfrentar o Cresspom, em jogo válido pela semifinal do Candangão da categoria. O primeiro confronto ficou empatado em 2 a 2, em partida realizada no estádio Abadião. Agora no Defelê, o time da casa se classificou após vencer por 3 a 2, garantindo a vaga na finalíssima do certame.

O primeiro tempo foi muito corrido, o Real Brasília abriu o placar logo no início da partida, com um golaço de Camila Pini. o Cresspom tentava chegar com perigo, mas esbarrava na forte marcação do adversário. As Leoas do Planalto ainda ampliaram nos acréscimos, tento marcado por Rafa Soares. A segunda etapa também foi bastante movimentada. O Cresspom diminuiu o placar com Moara. Mas o time auri-anil freou o ímpeto do adversário, e marcou o terceiro com Rhaízza. Ainda teve tempo da equipe visitante marcar mais um, com Dany.

Dois gols nos 45 minutos iniciais

Precisando do resultado positivo, o Cresspom procurou ficar mais com a bola nos minutos iniciais, além de tentar pressionar a saída de bola do Real Brasília. Porém tudo foi em vão, já que aos cinco minutos de partida o time da casa abriu o placar. Em jogada ensaiada após cobrança de falta, Camila Pini chutou de longe, a bola entrou no ângulo direito da goleira Alessandra, 1 a 0. Depois do tento adversário, a equipe amarela e preta se jogou para o ataque, tentando infiltrar na defesa das Leoas.

Aos 23′, o Cresspom finalizou pela primeira vez na partida. Após cobrança de escanteio, a zagueira Camila cabeceou para o chão, a bola desviou na marcação e encobriu a goleira Flávia, mas a bola acabou passando por cima da meta do Real Brasília. Aos 30′, Camila Pini arriscou de longe, a bola tinha endereço certo no canto direito do gol, mas a arqueira do Cresspom pulou e fez bela defesa, impedindo o segundo tento realense.

Com um time cheio de jogadoras altas, o Cresspom via nos escanteios a chance de empatar a partida ainda no primeiro tempo, mas esbarrava na forte marcação do Real Brasília. Aos 46′, as Leoas ampliaram. Após cruzamento na área, um bate rebate aconteceu na área do time amarelo e preto, a bola bateu ainda na trave e na goleira Alessandra, no rebote, Isabela emendou para o gol, a pelota sobrou para Rafa Soares que meteu para o fundo do gol, 2 a 0.

Aos 48′, quase o Cresspom diminuiu o placar. Bárbara cobrou falta com maestria, a arqueira Flavia voou no ângulo direito de sua meta, fazendo a defesa e espalmando a bola para a linha de fundo. Aos 49′, o árbitro Adriano Luiz encerrou o primeiro tempo da partida.

Segundo tempo movimentado

O jogo voltou corrido no segundo tempo, com o Cresspom buscando diminuir o prejuízo e o Real tentando ampliar e carimbar de vez a vaga na final. Aos 10′, o time visitante marcou o primeiro na partida. Isabela cobrou falta diretamente para a área, Moara desviou de cabeça para o gol, sem chances para Flavia, 2 a 1. Aos 21′, Marcela recebeu do lado esquerdo da grande área, a atacante limpou a marcação e finalizou, mas Alessandra encaixou com tranquilidade.

Aos 23′, Lauana deu um belo passe para Kathleen, a goleira Flávia saiu bem do gol e chegou primeiro que a atacante do Cresspom. Aos 28′, Evilásio de Almeida fez duas alterações no time. Um minuto depois, Rhaízza, que havia acabado de entrar, recebeu bela enfiada de Camila Pini, a camisa número 17 bateu bem na bola tirando da arqueira Alessandra, 3 a 1 para o Real Brasília. Logo em seguida, o time da casa teve chance de marcar o quarto, mas esbarrou na goleira adversária.

Aos 38′, o Real Brasília teve um ataque fulminante a seu favor, com três jogadoras do time auri-anil e apenas uma marcadora do Cresspom. Mesmo com a vantagem numérica, as Leoas não aproveitaram a chance e acabaram finalizando para fora. Aos 45′, o time amarelo e preto fez mais um. Após cobrança de falta, a bola ficou pipocando na grande área, a redonda sobrou para Dany, que bateu rasteiro para o gol, 3 a 2. Aos 49′, o juiz deu números finais a partida.

O que vem por aí

Agora, o Real Brasília enfrentará o Minas Brasília na finalíssima do Candangão Feminino. O confronto entre as duas equipes também ocorreu na final da competição no ano passado, com as Leoas do Planalto sendo campeãs do certame. A partida está marcada para o próximo sábado (19), às 14:30 no estádio Bezerrão. O jogo terá transmissão da TV Brasília. Enquanto isso, Cresspom e Ceilândia decidirão a vaga para a Série A2 do Brasileirão da categoria.

Real Brasília 3
Escalação: Flávia; Eliane (Pitty), Rafa Soares, Isabela e Lana (Nathalia); Luciana, Maiara (Ronaldinha) e Camila Pini; Marcela Guedes (Sassá), Amanda (Rhaízza) e Dani Silva.
Técnico: Evilásio de Almeida

Cresspom 2
Escalação: Alessandra; Thamires, Camila e Alessandra; Isabela, Lauana (Denise), Silvania e Bárbara; Moara (Daniela), Dany e Kathleen
Técnico: Marinho

Oi, semifinal! Minas Brasília vence Esmac e avança no Brasileirão Sub-16

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Foto: Adriano Fontes/CBF

Por Lucas Espíndola

Atualizado às 17:28

Na manhã desta quarta-feira (16), o Minas Brasília foi a campo em jogo válido pela última rodada do Brasileirão Sub-16. O time do DF mostrou superioridade principalmente no segundo tempo. A maestrina Giulia e a artilheira Nathalia comandaram a goleada sobre o Esmac, placar que terminou em 5 a 0. Com essa vitória em cima das paraenses, a equipe da capital federal se classificou de forma direta na primeira colocação do grupo A, com sete pontos conquistados em três confrontos realizados. Agora, as “mini Minas” esperam o adversário da semifinal da competição.

O jogo

O primeiro tempo foi bem parelho durante o tempo regulamentar mais os acréscimos. Querendo surpreender o time da capital do país, o Esmac tomou a iniciativa do jogo, e as primeiras chances de gol foram do time paraense. A goleira Janny teve trabalho e impediu o tento das adversárias. Aos 30′, Giulia cobrou falta em direção à área, a bola encontrou a atacante Nathalia, que dominou a redonda com o peito e finalizou logo em seguida para o gol, 1 a 0 para o Minas Brasília.

A segunda etapa começou com o Esmac em cima do Minas Brasília. Com menos de um minuto, o time do Pará acertou o travessão da arqueira Janny. Logo em seguida a equipe azul e verde cresceu novamente na partida, e ampliou o placar. Aos 8′, após cobrança de escanteio pelo lado esquerdo, a zaga da equipe amarela tentou afastar, a bola bateu em Ana Clara e entrou na meta adversária. Aos 14′, Giulia fez um cruzamento perfeito para dentro da área, Nathalia chegou cabeceando para o fundo das redes, sem chances para a goleira do Esmac, 3 a 0.

O Minas Brasília continuou em cima, e aos 25 minutos saiu o quarto gol. Após bola rebatida, a redonda sobrou nos pés de Nathalia que, mesmo de fora da área, mandou um torpedaço para o gol, um golaço. Quatro minutos depois, a atacante marcou mais um na partida. Após assistência da maestrina Giulia, a camisa 17 empurrou para o gol, livre, sem marcação, 5 a 0. Aos 38 da segunda etapa, a árbitra Adeli Mara finalizou a partida.

No outro jogo do grupo A…

Na outra partida que acontecia de forma simultânea, o Avaí/Kindermann, que estava na terceira colocação, enfrentou a Ferroviária, até então líder do grupo. O time de Araraquara precisava de uma vitória simples para se classificar, enquanto o time catarinense torcia contra o Minas Brasília, para avançar de forma direta. Quem se deu melhor no confronto foi o Azulão, vencendo a Ferrinha por 3 a 2. Esse resultado ajudou bastante as “mini Minas”, que se classificaram na primeira posição.

O que vem por aí

Com a classificação de forma direta, o Minas Brasília agora enfrentará a equipe do São Paulo. O tricolor paulista ficou em primeiro do grupo C, com sete pontos conquistados. O time do DF foi o segundo melhor time da primeira fase, só ficando atrás do Internacional, que terminou a primeira fase de forma invicta. A partida irá acontecer na próxima sexta-feira (18), às 15 horas no CT do Sorocaba.

“É uma máfia”, diz torcedor do Imperatriz-MA sobre nova gestão do Formosa

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Marcelo Ribeiro em entrevista a uma rádio de Imperatriz/MA

Por Olavo David Neto

Você viu primeiro aqui no Distrito do Esporte que a eleição para a Presidência do Formosa Esporte acontece hoje, às 19h, e se dará apenas para registrar oficialmente a vitória da chapa única formada para este pleito. Na cabeça da candidatura, Marcelo Lucas Ribeiro se apresenta como empresário ligado ao futebol, com experiências em Santa Catarina, São Paulo e Maranhão. A passagem de Ribeiro e sua empresa, a JB Sports, pelo Nordeste, porém, é um tanto menos gloriosa como dá a entender o novo mandatário do Tsunami do Cerrado. O DDE foi atrás de acontecimentos que marcaram a passagem de Marcelo Lucas Ribeiro pelo Imperatriz (MA).

Na cidade, a segunda maior do Maranhão – e que batiza também o time local -, Ribeiro não deixou saudades. A reportagem conversou com jornalistas, torcedores e até dirigentes locais a respeito da parceria firmada em no final de julho com a JB Sports, do atual presidente do Formosa. Pelo acordo, a instituição assumiu o departamento de futebol do clube com promessas de elevar a competitividade do único representante maranhense na Série C do futebol brasileiro. Pouco tempo depois, porém, o que se viu foi um cenário de terra arrasada.

Em agosto, Marcelo e sua empresa, a JB Sports, chegaram à cidade pedindo calma e apoio da torcida. “Ano passado o time quase subiu. Estamos iniciando agora, implementando nossa proposta de trabalho”, afirmou o gestor no início da parceria. De fato, o Imperatriz quase deixou a terceira divisão em 2019. Classificado em terceiro lugar no Grupo “A” – que reunia equipes do Norte e do Nordeste – com 28 pontos, o colorado da Região Tocantina caiu nas oitavas de final frente ao Juventude (RS), que garantiu o acesso após um empate sem gols no Maranhão e um sonoro 4×0 em Caxias do Sul.

Um dos poucos remanescentes do pós-JB Sports é Fernando*. Em conversa com o DDE – à qual condicionou à preservação do anonimato -, ele contou que, logo após o anúncio, os pés de todo o staff já voaram para trás. “Houve uma desconfiança. Em nenhuma empresa do mundo chega um grupo de investidores para não ter retorno”, revela Fernando. “Eles foram tirando um a um e colocando gente deles. Ficaram poucos dos que aqui já estavam; eu fui um deles”, aponta o funcionário. Ele também atribuiu o desastroso 2020 do Imperatriz à JB Sports. “É 100% culpa deles o que aconteceu aqui. Eles montaram um elenco com jogadores de nível horrível”, desabafa.

Vexame nacional

Pela lógica, era de se esperar que a campanha em 2020 fosse ainda mais promissora. Com isso em mente, Ribeiro montou a equipe do Imperatriz para a nova temporada que era retomada, já que o futebol nacional foi paralisado em função da pandemia do novo coronavírus. Antes mesmo da equipe entrar em campo, o então treinador, o ex-jogador Paulinho Kobayashi, largou o comando técnico da equipe, anunciando a decisão no Instagram.

Pouco depois, Kobayashi concedeu entrevista ao globoesporte.com na qual afirmou que sua saída se deu em função da “mudança radical na gestão de futebol”. “Contratações foram feitas, e em nenhum momento foi consultada alguma opinião”, declarou o treinador, que hoje comanda o América (RN) – onde fez história nos anos 2000 – na terceira fase da Série D. Procurado pelo DDE, o técnico não quis gravar entrevistas por já estar em outro clube e não ter relação direta com o período de Marcelo Ribeiro à frente do Imperatriz. Sem o treinador, o Estadual virou cinzas antes mesmo de esquentar.

As quatro vitórias e três derrotas na primeira fase foram suficientes para levar o clube à etapa seguinte, mas a decepção deu as caras com o 4×1 sofrido no Castelão, em São Luiz, frente ao modesto São José, e nem mesmo os 5×2 devolvidos no jogo final foram suficientes para garantir o Cavalo de Aço entre os quatro melhores clubes do campeonato – que contou, em 2020, com oito agremiações. Restava, então, o Campeonato Brasileiro. Ainda que num ano turbulento como o de 2020, o nacional representa aumento nas receitas para os clubes, e mais tempo de exposição da marca do próprio clube e de seus anunciantes. O que veio, porém, marcou negativamente a história do certame.

Logo na estreia, o gigante Remo (PA) não conseguiu estufar as redes do Frei Epifânio, cancha do Cavalo de Aço. O empate sem gols até foi comemorado na imprensa local, pela envergadura do adversário. O problema, porém, é que foi a única vez que o Imperatriz pontuou. O colorado maranhense tombou 17 vezes nos 17 jogos seguintes – em algumas vezes, de forma vexatória. “A gente começou a desconfiar que tinha algo de errado depois da derrota para o Paysandu”, comenta um profissional da crônica esportiva de Imperatriz. A partida, válida pela sexta rodada, teve sete gols, mas apenas um dos maranhenses.

Já em outubro, o jogo contra o Treze, em Campina Grande, na Paraíba, representou a segunda goleada sofrida pela equipe, que naquele momento já somava seis derrotas. Após o 4×1, o itinerário da volta levou jogadores, diretoria e comissão técnica do Cavalo de Aço ao Aeroporto Internacional do Recife. De acordo com jornalistas maranhenses, foi a despedida da JB Sports. Sem acompanhar a delegação, Marcelo Lucas e um sócio anunciaram aos atletas que não voltariam mais a Imperatriz, mas embarcariam num vôo para São Paulo, onde moravam. “Sem mais nem menos”, diz um funcionário do clube, que solicitou sigilo. “Nem pisaram mais na cidade, rescindiram tudo por assinatura digital”, completa.

“Meia dúzia de filho da puta”

Torcedor do Cavalo de Aço, o repórter fotográfico Johann Breno, 28, tentou tirar satisfações com a diretoria terceirizada do clube do coração logo após a partida do Imperatriz frente ao Vila Nova, em Goiânia. Era a quinta partida da equipe no Brasileirão, e o roupeiro da agremiação, “que também veio de fora”, segundo Breno, não levou os calções de jogo dos atletas. A solução foi pegar emprestado com o anfitrião e jogar com as bermudas viradas do avesso. Na conversa com Marcelo, que não foi gravada, o fotógrafo afirma que “muita coisa feia” foi dita.

Logo depois, uma nova ligação de Marcelo o atentou para registrar o contato. Com o gravador ligado, Johann atendeu e um homem identificado como Fabrício começou a metralhar disparates. “Sabe o que eu vou fazer? Vou mandar o Marcelo embora e pegar essa meia dúzia de torcedor filho da puta que tem aí e vocês assumem o time”, disse o sócio da JB Sports, tido por braço direito de Ribeiro. Ele repete o xingamento quando instado por Johann. Em outro momento, ele sugere uma saída. “Você acha que o cara vai cuidar de calção, perdendo o jogo? Marca uma entrevista com o roupeiro e ele te dá satisfação”, mofou.

O diretor foi ainda mais longe. “Faz uma vaquinha aí, não tem tanto torcedor apaixonado pelo Imperatriz?”, caçoou Fabrício. Para Johann, o tratamento ajudou a intensificar o sentimento que domina a cidade maranhense nos dias de hoje. “A torcida ficou muito triste. Os resultados ruins são todos na conta deles”, ataca o colorado, que também faz um alerta para o Entorno do DF. “A turma que está chegando em Formosa é justamente quem deveria sair do futebol. É uma máfia, só fazem coisa errada”, acusa Breno. Na ida a Goiânia, Marcelo fora expulso de um voo por ataques homofóbicos a um dos comissários de bordo.

No episódio, ficou claro que havia uma ruptura – ou, ao menos, um descompasso – entre jogadores e direção. Após funcionários da companhia aérea solicitarem que Marcelo e o presidente do Conselho Deliberativo, Antônio Torres, deixassem a aeronave, os dois convocaram a delegação a boicotar o voo. Nenhum jogador, treinador ou qualquer outro profissional se mexeu. A Gol embarcou a dupla em um voo seguinte, mas emitiu nota de repúdio às manifestações dos dirigentes.

Outro lado

O Distrito do Esporte apresentou as queixas e denúncias a Marcelo Lucas Ribeiro horas antes da eleição que o consagrará presidente do Tsunami do Cerrado. De acordo com o empresário, a JB Sports não entra na empreitada no Entorno do DF. “Aqui é o Marcelo com um grupo de investidores. Algumas pessoas da JB vão auxiliar na parte financeira, mas como aporte mesmo”, explica o gestor. Sobre os episódios narrados acima, ele atribui os resultados vexaminosos às sanções da Fifa.

O Cavalo de Aço foi acionado na entidade máxima do esporte por causa de uma dívida de US$40 mil com o Atlético Fênix, do Uruguai, pela contratação de Breno Caetano, atacante que deixou o clube antes mesmo do final da Série C. “O problema não foi com o torcedor, foi que o clube, infelizmente, é alvo de ação na Fifa que impediu tanto a empresa, quanto a diretoria de contratar jogadores”, defende-se Ribeiro.

A respeito da rescisão, Ribeiro também apresenta argumentos para apagar do currículo a pífia campanha do colorado no Brasileirão. Segundo ele, já havia acordo para desfazer o acordo, e ninguém foi passado para trás. “Se quiser ligar para o presidente, fique à vontade”, disse. O Distrito do Esporte tentou contato por diversas vezes com Adauto Carvalho, presidente da agremiação – que desde a rescisão com a JB Sports não concede entrevistas – e com Wagner Ayres, vice-presidente do Imperatriz, mas não obteve retorno dos cartolas. “Nós tratamos o destrato a pedido do clube antes do jogo contra o Manaus [uma rodada antes da partida frente ao Treze]”, afirma o empresário. “Acertamos verbalmente e os advogados colocaram em andamento esse destrato”, lembra.

Também não houve fuga, conforme diz, para evitar honrar compromissos. “O jogo foi na quinta e na sexta nós fizemos o pagamento. Foi tudo combinado. A gente não voltou por causa da logística. Minha noiva é de Imperatriz, já voltei duas vezes lá”, aponta Marcelo. O futuro presidente do clube goiano também rebateu as declarações de Kobayashi acerca da gestão no Cavalo de Aço. “Ele pediu desligamento porque tinha duas ou três propostas”, ataca o presidente do Tsunami. “O treinador é consultado, a gente tem um departamento de monitoramento que conversa, sim. Mas quem assina é quem tem o dinheiro no bolso. Se ele não quer trabalhar assim, que não trabalhe”, finaliza o gestor.

*Nome e função fictícios para proteger a identidade da fonte.