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Brasiliense decidirá em casa a classificação às oitavas da Copa do Brasil

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Copa do Brasil
Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Por Victor Parrini

Em clima de expectativa, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) sorteou os confrontos da terceira fase da Copa do Brasil. Desta forma, ficou definido que o Brasiliense, único representante do Distrito Federal vivo na competição, enfrentará um dos maiores campeões do torneio: o Grêmio. As vagas para as oitavas de final serão decididas em confrontos de ida e volta, com o Brasiliense decidindo a classificação no DF. O  segundo e decisivo confronto pode acontecer no estádio Serejão, em Taguatinga.

Agora, a última definição está por conta das datas e horários das partidas, o que deverá acontecer nos próximos dias. A princípio, segundo o calendário oficial da entidade máxima do futebol brasileiro, há duas datas reservadas para os confrontos da terceira fase da Copa do Brasil: 2 e 9 de junho.

A segunda competição mais importante do cenário nacional será palco para o primeiro confronto da história entre Brasiliense e Grêmio. O embate marca o encontro entre o atual campeão da Copa Verde e o vice-campeão da última edição da Copa do Brasil. Vale ressaltar que, ambas as equipes entraram na diretamente na terceira fase da competição. O Jacaré por ter vencido a competição regional no início do ano, e o tricolor gaúcho por ter se classificado à fase preliminar da Libertadores da América.

Copa do Brasil: CBF define adversário do Brasiliense na terceira fase

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Foto: Thais Magalhães/CBF

Por Victor Parrini

Representante do futebol candango na terceira fase da Copa do Brasil, o Brasiliense conheceu, na tarde desta sexta-feira, o adversário que terá pela frente na estreia na competição nacional. Em sorteio realizado na sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), no Rio de Janeiro, ficou definido que o Jacaré disputará uma das vagas nas oitavas de final do torneio contra o Grêmio. A partir desta fase da competição nacional, todos os embates da Copa do Brasil são realizados em duelos de ida e volta.

A CBF ainda irá detalhar mais informações das partidas nos próximos dias, quando deve confirmar os dias, os horários e os locais de cada duelo. Os jogos, porém, irão demorar para acontecerem. No calendário oficial da entidade máxima do futebol brasileiro, há duas datas reservadas para os confrontos da terceira fase da Copa do Brasil: 2 e 9 de junho. Em maio, os meios de semana irão abrigar torneios internacionais.

Assim como o Brasiliense, o Grêmio também entrou na Copa do Brasil a partir da terceira fase. O clube tricolor ganhou o direito por ser um dos participantes brasileiros na Libertadores. Os gaúchos, porém, já foram eliminados do torneio e enviados à Sul-Americana, onde estrearam com um vitória por 2 x 1, diante da La Equidad, da Colômbia. O Jacaré conseguiu pegar o atalho graças ao título da Copa Verde.

Apontada como a competição mais democrática do calendário de futebol brasileiro por envolver clubes de todos os estados do país, mais o Distrito Federal, a Copa do Brasil de 2021 começou com 80 equipes envolvidas na disputa da primeira fase. Duas etapas depois, 20 delas se juntaram a outros 12, campeões da Copa Verde, Copa do Nordeste, Série B do Campeonato Brasileiro, além dos times da Libertadores e o nono colocado da Série A.

DF na Copa do Brasil

Neste ano, o Distrito Federal voltou a ter três representantes na Copa do Brasil após oito temporadas. Além do Brasiliense, Gama e Real Brasília também disputaram o torneio, mas acabaram eliminados na primeira fase. O alviverde caiu para a Ponte Preta após empate por 1 a 1. Os paulistas tinham vantagem do resultado. Debutante na competição, o aurianil caiu com derrota para o América-RN, por 2 a 0. Os algozes foram eliminados na sequência.

Raptor lança nova luva de alta performance para goleiros

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Foto: Gustavo Pontes

Por Lucas Espíndola

Com novas metodologias de treinamento e novas tecnologias, a posição de goleiro é a que tem mais evoluído nos últimos tempos. Com isso, os brasilienses Bruno Oliver e Guilherme Gomes, vendo que uma das coisas mais importantes para os goleiros é o seu equipamento principal, a luva, fundaram a Raptor em 2018, empresa especializada em luvas para os goleiros. O negócio que possui menos de cinco anos no mercado já é a quinta mais vendida em território nacional.

Nesta quinta-feira (22/04), buscando crescer ainda mais no mercado, a Raptor lançou uma nova luva para goleiros que foi apelidada de Dragon. O equipamento do arqueiro, que conta com uma alta engenharia, possui material termo ajustável, isso faz com que as mãos do profissional sempre permaneçam em temperatura ideal. Além disso, a palma possui uma tecnologia exclusiva com material látex R-Aqua, proporcionando aos goleiros um bom desempenho no seco ou na chuva.

Foto: Júnior Rosa

A Raptor é patrocinadora de 15 goleiros, espalhados pelo Brasil e até outros países. Na capital federal, destaque para Edmar Sucuri, goleiro titular do Brasiliense que foi herói na conquista da Copa Verde em Belém do Pará, diante do Remo. Também é patrocinado pela empresa do Distrito Federal um goleiro de seleção. Trata-se de Mahmoud, que defende o esquadrão do Catar, país que será a sede da próxima Copa do Mundo, disputada em 2022.

No continente europeu, mais específico em Portugal, a empresa também se faz presente, onde patrocina o arqueiro Magrão, do Rio Ave. O vídeo de lançamento da luva Dragon foi gravado no Estádio Nacional Mané Garrincha. A gravação contou com a participação de personagens conhecidos do nosso futebol, como Luiza Estevão, vice-presidente do Brasiliense; Luan, goleiro do Capital e do arqueiro Edmar Sucuri, que defende as cores do Jacaré. As luvas Dragon já estão à venda no site da Raptor, com entrega para todo o Brasil.

Para adquirir sua luva Dragon, acesse https://raptorbrasil.com.br/

 

Minas Brasília briga até o fim, mas é superado pelo São José no Brasileirão

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Foto: Luã Tomasson

Por Lucas Espíndola

Em jogo válido pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro Feminino Série A1, Minas Brasília e São José entraram em campo no estádio Abadião, em busca dos três pontos na competição nacional. Jogando fora de casa, a equipe Joseense conseguiu a vitória após marcar no início da partida. Com esse resultado, “As Minas” caem uma posição e continuam com um ponto na competição. A equipe foi ultrapassada pelo próprio São José, que agora soma três pontos no torneio nacional.

O primeiro tempo pode ser dividido em duas partes, uma pequena e uma grande. A menor foram os quatro primeiros minutos, onde em sua primeira chance no jogo, o São José abriu o placar, com Joyce. A outra parte foram as chegadas do Minas Brasília no ataque, que se multiplicaram com o passar dos 45 minutos, principalmente na parte final antes do intervalo, mas o time da casa não balançou as redes. Na segunda etapa o time da casa continuou desperdiçando as chances, inclusive um pênalti, com Nenê. Sem marcar, o empate não veio.

São José senta no resultado

A partida mal havia começado e logo na primeira chance do time visitante, saiu um tento no jogo. Após avançar pelo lado direito do campo de ataque, Nathalia cruzou para dentro da área, a bola bateu no travessão e sobrou para Joyce, que só teve o trabalho de empurrar para o fundo das redes, um a zero para o São José. Após sair atrás do placar, a equipe da casa tratou de partir para o ataque.Dois minutos depois o Minas Brasília teve a chance de empatar, mas na finalização, Robinha chutou por cima do gol de Jessica.

O Minas Brasília até que chegava bem ao ataque, conseguia ganhar território, principalmente na intermediária, laterais e entrada da área, mas pecava bastante no último passe antes da finalização. Aos 32′, quase o time da casa igualou o placar. Após cruzamento na área e confusão na pequena área, a bola sobrou para Kaká, a camisa três finalizou rapidamente, mas a redonda acabou saindo pela linha de fundo. Depois da parada técnica, o duelo entre as duas equipes caiu bastante tecnicamente.

Após ficar a maioria do tempo na primeira etapa se defendendo e evitando os ataques do Minas Brasília, o São José resolveu voltar a atacar depois dos 36 minutos. Em cobrança de falta pelo lado esquerdo, o time paulista alçou a bola dentro da área, mas sem levar perigo ao adversário. Aos 41′, Robinha bateu falta muito perigosa, a pelota foi afastada e, na sobra, Stef finalizou para o gol, mas a goleira Jessica defendeu com tranquilidade. Na reta final do primeiro tempo o Minas Brasília cresceu na partida.

Aos 42′, Jéh bateu falta para o time da casa, mas a pelota acabou passando por cima do gol de Jessica. Dois minutos mais tarde, Kati cobrou escanteio venenoso, a bola foi desviada em direção a pequena área e a defesa do São José afastou o perigo. Aos 47′, a lateral direita novamente bateu falta da intermediária, a redonda passou com perigo ao lado esquerdo de Jessica. Um minuto depois, Luiz Aniceto encerrou o primeiro tempo de jogo.

Foto: Luã Tomasson

Minas Brasília perde pênalti e desperdiça a chance do empate

O técnico Carlos Bona fez duas mudanças, colocando a Pelé e Manu. A camisa 15 foi destaque na base do Minas Brasília, após disputar o Brasileirão Sub-18. A primeira chance da segunda etapa foi dela. Com menos de dois minutos no relógio, a meia arriscou da intermediária, a bola explodiu na trave direita de Jessica, logo depois a defesa afastou o perigo. Após o jogo ficar um pouco truncado, a equipe da casa teve a chance de empatar o confronto.

Aos 20′, o árbitro Luiz Aniceto marcou um pênalti a favor do time verde e azul. Na cobrança, Nenê bateu e a arqueira Jessica defendeu, no rebote, a defesa tirou o perigo para longe. Depois da parada para hidratação, o São José chegou com perigo pelo lado esquerdo, mas Karen fez uma bela ponte, espalmando a bola. No rebote, Giovania se enroscou com a marcadora e se jogou dentro da área, o juiz marcou simulação e amarelou a atacante Joseense.

Aos 34′, novamente Jessica impediu o tento de empate. Kati cruzou de forma venenosa para dentro da área, Farinon, sozinha, cabeceou para o gol, mas a arqueira do São José operou um milagre e defendeu a finalização. Aos 45′, novamente a camisa 21 finalizou para o gol, dessa vez chutou de fora da área, a goleira da equipe visitante fez a defesa. Aos 47′, Manu cobrou falta para o Minas, mas a pelota acabou saindo pela linha de fundo. Aos 51′, o juiz Luiz Aniceto encerrou a partida no Abadião.

O que vem por aí?

Na terceira rodada, a próxima do Brasileirão Feminino, o Minas Brasília permanecerá na capital federal, onde recebe o Santos no estádio Abadião. A partida acontecerá na segunda-feira (26/04), às 15 horas. O time do Distrito Federal irá mandar seus jogos no estádio localizado na Ceilândia, onde conquistou o Campeonato Brasileiro Série A2, pois um hospital de campanha está instalado no gramado do Bezerrão. Já o São José enfrentará o São Paulo no domingo (25/04), às 20 horas, no estádio Martins Pereira, no interior paulista.

Minas Brasília 0
Escalação: Karen; Lay (Manu), Kaká, Dih🟨 e Jéh; Karla, Robinha (Ayala), Nenê e Kati; Stef (Pelé) e Gabi Arcanjo (Farinon).
Técnico: Carlos Bona

São José 1
Escalação: Jessica; Natália (Sisi🟨), Bruna🟨, Letícia e Juju🟨; Ionara (Verônica), Thaynara e Rafa (Camila); Joyce⚽(Camila), Ju Oliveira (Fernanda Tipa) e Giovania🟨.
Técnico: Nedilson Oliveira

FFDF detalha partidas do quadrangular semifinal do Candangão; Veja datas

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Após a confirmação da classificação de Brasiliense, Ceilândia, Gama e Luziânia, a Federação de Futebol do Distrito Federal (FFDF) definiu as rodadas do quadrangular semifinal do Campeonato Candango. Disputada em esquema de ida e volta, com cada time entrando em campo em seis oportunidades, a etapa irá definir os dois times que irão disputar a final única do torneio local.

A terceira fase do Candangão será disputada com jogos nos próximos três meios e fins de semana. Com isso, a etapa irá de 24 de abril e terá término em 12 de maio, com dois jogos disputados por rodada. Na primeira, o Ceilândia recebe o Luziânia, no sábado (24/4), às 15h30, no estádio Abadião. No domingo (25/4), será a vez de Gama e Brasiliense disputarem o clássico, às 15h30, no Defelê.

Sem poder contar com o estádio Bezerrão, que abriga a estrutura de um hospital de campanha no combate ao novo coronavírus, o Gama optou por sediar suas partidas como mandante no Defelê. Os demais times classificaram irão jogar em suas habituais casas: o Brasiliense no Serejão, o Ceilândia no Abadião e o Luziânia no Serra do Lago. A tendência é que os palcos recebam os 12 jogos.

Quadrangular semifinal (terceira fase)

1ª Rodada
24 de abril – 15h30
Ceilândia x Luziânia – Estádio Abadião

25 de março – 15h30
Gama x Brasiliense – Estádio Defelê

2ª Rodada
28 de abril – 15h30
Luziânia x Gama – Estádio Serra do Lago
Brasiliense x Ceilândia – Estádio Serejão

3ª Rodada
2 de maio
Brasiliense x Luziânia – Estádio Serejão
Gama x Ceilândia – Estádio Defelê

4ª Rodada
5 de maio
Ceilândia x Gama – Estádio Abadião
Luziânia x Brasiliense – Estádio Serra do Lago

5ª Rodada
8 ou 9 de maio – 15h30
Gama x Luziânia – Estádio Defelê
Ceilândia x Brasiliense – Estádio Abadião

6ª Rodada
12 de maio – 15h30
Luziânia x Ceilândia- Estádio Serra do Lago
Brasiliense x Gama – Estádio Serejão

Deola nega ter participado de manipulação de resultados no Candangão

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Instagram Deola / Reprodução

Por Bruno H. de Moura e João Marcelo

Você leu no Distrito do Esporte que ao menos quatro fontes do portal afirmaram que o goleiro Deola, ex-Palmeiras, Guarani/SP, Fortaleza e que estava no Real Brasília, supostamente estaria envolvido num esquema de manipulação e venda de resultados no Candangão 2021.

O sistema engendrada por dirigentes do futebol local consistiria em arrebatar alguns atletas em campo para facilitar placares favoráveis e pouco usuais. Jogadores do sistema defensivo de algumas equipes foram os alvos principais.

Ao podcast Voz do Quadradinho, também do Distrito do Esporte, o presidente do Real Brasília, time de Deola, disse não acreditar que o goleiro estava envolvido no esquema e que as atuações do jogador foram dentro da normalidade. A informação consta da reportagem original.

O DDE procura contato com Deola desde o dia de ontem, mas não obteve resposta direta do atleta ou de seus staff. Segundo informações de hoje do América do Rio de Janeiro, atual time do jogador, ele machucou o metacarpo da mão direita e ficará por pelo menos 40 dias fora de atividade.

No início da noite desta quarta-feira (21/4), a assessoria de imprensa do jogador falou com o Portal UOL. Deola negou as acusações dizendo que as acusações não condizem com a realidade e relembrando de um episódio de 2010 quando a torcida pedia para o goleiro entregar o resultado ao time tricolor que, se vencesse, ajudaria no título tricolor contra o maior rival do Palmeiras, então time de Deola, o Corinthians.

“jamais faria esse tipo de coisa. Não tenho desvio de caráter. É tudo calúnia [se referindo à reportagem do Distrito do Esporte]. O meu próprio presidente saiu em minha defesa. É só lembrar o episódio de 2010, Palmeiras x Fluminense. Jogaram um copo d’água na minha cabeça porque eu não queria entregar o jogo e estava fazendo as defesas. Não é da minha índole”, disse o atleta….”, afirmou ao UOL.

 A reportagem do Distrito do Esporte segue à procura de Deola e o espaço do veículo está aberto para manifestação do jogador, bem como dos demais citados na reportagem.

Vitória histórica: Real Brasília supera Botafogo e ganha a primeira na A1

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Foto: Júlio Cesar/Real Brasília

O Real Brasília teve um dia histórico, justamente no aniversário da capital federal. Na tarde desta quarta-feira (21/4), as Leoas do Planalto conquistaram a primeira vitória na história da Série A1 do Campeonato Brasileiro Feminino. Atuando no estádio Defelê, na Vila Planalto, o time aurianil superou o Botafogo, por 1 x 0, em jogo válido pela segunda rodada da competição de elite da modalidade no país.

O triunfo veio embasado em uma grande atuação da goleiro Flávia. No primeiro tempo, a arqueira defendeu um pênalti logo com três minutos. O clube carioca ainda chegou a carimbar a trave do aurianil. No início da etapa final, brilhou a estrela da atacante Gadu, autora do gol que garantiu os primeiros três pontos do Real Brasília na Série A1. No fim, a camisa 1 ainda fez boas intervenções para garantir o triunfo.

Flávia pega pênalti

O início de jogo fico marcado por um susto instantâneo no Real Brasília. Com apenas três minutos de partida, a lateral Chaiane invadiu a área e foi derrubada. A arbitragem assinalou o pênalti. Na cobrança, a atacante Kelen chutou baixo no canto direito. Se agigantando, a goleiro Flávia deu um toque providencial na bola para impedir o primeiro tento carioca. Com o jogo voltando à normalidade, as Leoas do Planalto chegaram ao ataque.

Aos 15 minutos, Dan Nunes fez cruzamento fechado e assustou a goleira Rubi. Oito minutos depois, o Botafogo respondeu. Vivian desviou cruzamento feito por Juliana e acertou a trave. Bastante disputado, o jogo seguiu brigado. Porém, os lances de perigo acabaram surgindo de forma mais rara, fazendo com que o primeiro tempo fosse encerrado com o zero dos dois lados do placar.

Gol no início e milagres no fim

Na etapa final, o Real Brasília achou o caminho do gol. Com seis minutos, Dani Silva passou boa bola para a atacante Gadu. Sem marcação, a artilheira das Leoas do Planalto finalizou de cavadinha para colocar as candangas na frente. O gol veio em uma hora bastante importante. À frente, o time aurianil conseguiu controlar as ações da partida sem ser ameaçado de forma ostensiva.

O Real Brasília voltou a atacar somente na reta final da partida. Com 38 de partida, Marcela armou grande jogada, se livrou da marcação, mas parou em Rubi. O Botafogo teve uma grande chance de igualar aos 52 minutos. Após cobrança de falta, Karen cabeceou de frente para o gol. Em mais uma importante intervenção, Flávia pegou. No rebote, Gaby Louvani mandou de coxa e a arqueira pegou novamente, garantindo o triunfo.

Real Brasília 1
Flávia 🟨; Dan Nunes (Eliane), Isabela Melo, Petra e Lana (Natasha Rosas); Sassá 🟨, Rafa Soares (Andressa 🟨) e Camila Pini 🟨 (Maiara); Daniele Silva, Marcela e Gadu ⚽ (Thábata)
Técnico: Adilson Galdino

Botafogo 0
Rubi; Mylena, Amanda (Gaby Louvain), Káren e Chaiane (Laura); Cris 🟨 (Thamires), Driely 🟨 e Vivian; Kélen (Bruna), Brenda 🟨 e Juliana (Isabella Rangel)
Técnico: Gláucio Carvalho

Ceilândia desabrocha no segundo tempo e vai as semis do Candangão

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Foto: Alan Rones/Ceilândia EC

Na base da raça – e da combinação de resultados necessária – o Ceilândia voltou a figurar entre os quatro melhores times do Campeonato Candango. Na tarde desta quarta-feira (21/4), o Gato Preto recebeu o Santa Maria, no estádio Abadião, com um olho voltado para os acontecimentos de Brasiliense e Capital, no Serejão. Com uma vitória por 3 x 0 e derrota da Coruja por 1 x 0, o alvinegro ficou com a vaga.

A classificação, porém, veio com muita emoção. No primeiro tempo, o Ceilândia carimbou o travessão e criou outras boas chances. Sem facilitar, o Santa Maria também incomodou o time alvinegro. No segundo tempo, o Gato Preto fez o que precisava. Marcou três vezes – duas delas após os 43 minutos -, e garantiu um lugar na próxima etapa de disputa do torneio local.

Chances perdidas

O alvinegro precisava de um resultado positivo para seguir com chances de classificação para o quadrangular semifinal do Candangão e começou frenético desde o início. No minuto inicial, Wisman acertou o travessão. Aos sete, Gabriel recuperou a bola e passou para Mirandinha. Atento, Alisson interceptou. Incisivo, o Gato Preto marcou presença no ataque em outros momentos, mas não conseguiu marcar.

O Santa Maria só deu as caras na partidas após a pausa para hidratação. Porém, o goleiro Diego fez intervenção para impedir qualquer problema para o Ceilândia. Com 43 minutos, o Gato Preto voltou a realizar boa trama ofensiva. Wisman encontrou Matheus Silva e passou boa bola. O centro-avante bateu bem e com força. Alisson, porém, estava bem posicionado e mandou para escanteio.

O alvinegro ainda teve uma boa oportunidade de sair na frente ainda no primeiro tempo. Mirandinha invadiu a área com a bola dominada. Porém, ao invés de cruzar, optou por mandar direto para o gol. Fraca, a finalização acabou se perdendo pela linha de fundo. Durante os 45 minutos iniciais, o Ceilândia foi mais forte no ataque, mas acabou pecando nos momentos decisivos das jogadas.

Alvinegro marca três

O cenário de ineficácia nas jogadas do Ceilândia mudou completamente na etapa final. Antes, porém, o goleiro Diego precisou agir para impedir o Gato Preto de sair atrás do placar. Aos 7, Klécio tentou de falta, mas errou o alvo. O Santa Maria tentou responder, mas Wesley Brasília furou tentativa de voleio e Paulinho não alcançou passe na área. O jogo estava aberto e Wesley voltou a perder outra grande oportunidade.

Com 26 minutos, o Ceilândia chegou ao gol. Igor Pato cruzou e encontro Klécio. De cabeça, o volante colocou o alvinegro na frente. O Gato Preto, porém, precisava fazer mais. Entretanto, aos 37, quem quase chegou ao gol foi o Santa Maria. Diego pegou chute de Naylan. A partir dos 43, a estrela de Matheus Silva brilhou. Após receber boa bola, o atacante limpou a jogada e tocou na saída de Alisson para aumentar.

Naquele momento, o alvinegro se classificava pelo critério do número de cartões amarelos recebidos. Todos os outros estavam empatadas. O Ceilândia, porém, preferiu não dar sopa ao azar e fez mais um. Com 50 minutos no relógio, Andrezinho cruzou a bola no peito de Matheus Silva. O domínio deixou a redonda a feição para o chute forte. A finalização morreu no fundo do gol do Santa Maria e cravou a vaga de uma vez por todas.

Ceilândia 3
Diego; Bochecha, Fernando, Lucas Frank e Denis (Andrezinho); Dogão (Klécio ⚽), Werick 🟨 e Mirandinha (Igor Pato); Willian, Wisman (Felipe Goiano) e Gabriel Pedra (Matheus Silva ⚽⚽🟨)
Técnico: Adelson de Almeida

Santa Maria 0
Alisson; Rendell 🟨 (Lucas Rato), Martinelly, Léo Bahia e Éder 🟨; Gabriel, Wesley Brasília (Naylan) e Robinho (Paulinho); Rafinha, Thompson 🟨 e Igor (Lucas Capixaba)
Técnico: Júnior Araújo

Capital perde e é desclassificado por gol do Ceilândia aos 50 do 2º tempo

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Zé Love marca gol pelo Brasiliense - Igo Estrela / Metrópoles

Por Bruno H. de Moura

Foi por quase. Mas não foi. A melhor campanha do Capital C.F. foi interrompida por dois fatores: um empate arrancado pelo Ceilândia no finalzinho do confronto direto com o Gato Preto; e o artilheiro Zé Love. No critério de desempate a equipe que não teve derrotas na primeira fase e o melhor setor defensivo da competição vai pra casa sem chegar ao quadrangular final. Já o Brasiliense segue com impressionantes 100% de aproveitamento na competição.

Sem força ofensiva, o Jacaré teve seu pior primeiro tempo na competição. Não deu um chute a gol sequer. Do outro lado, o Capital criou, criou, criou, mas não transformou suas chances de gol em bola na rede.

Na segunda etapa as modificações eficientes de Vilson Taddei, entradas de Jefferson Maranhão e Tobinha, deram uma cara totalmente diferente ao Brasiliense e selaram a derrota do Capital que envolto na marcação do Jacaré tomou um gol e não conseguiu reagir.

1º Tempo: Capital é melhor, mas não balança as redes

O início do jogo foi bastante parelho. Precisando garantir um bom resultado, seja empate ou vitória, o Capital acelerou o jogo e saiu para cima do Brasiliense que, nos primeiros minutos, tentou se impor na partida, mas sem muita efetividade.

Aos 15′, cobrança de falta bem próxima à meia lua da grande área. Na batida Peninha chutou em cima da barreira do Capital. Aos 22′ Pitio dominou, viu Cabralzinho que cruzou perigosamente, mas Sucuri saiu para catar. 3 minutos depois foi a vez de Leandro Bulhões do meio da rua chutar uma bomba, espalmada por Sucuri para escanteio.

Aos 26′ foi a vez de Roberto Pitio bater de primeira, de dentro da área, e ver a bola passar riscando o travessão do Brasiliense. Aos 34′ nova boa oportunidade ao Capital, dessa vez em cobrança de falta que ia na cabeça de Leandro Bulhões, mas Badhuga afastou. Na resposta Luquinhas mandou bola açucadara para Zé Love, interceptada pelo goleiro do Capital.

A partida desacelerou e o meio de campo voltou a ficar povoado. O Brasiliense cometia muitas faltas e só parava o ataque da Coruja com faltas ou com erros de direção do Capital.

2º Tempo: Brasiliense volta outro time e Capital vai pra casa por critério de desempate

Na volta do intervalo Vilson Taddei modificou duas vezes o Brasiliense. Tobinha e Balotelli foram para campo nas vagas de Sandy e Carlos Eduardo. Rogério Mancini nada fez.

Aos 2” cobrança de escanteio à esquerda, a bola sobrou para Luquinhas na entrada da área ajeitar e chutar colocado, mas a bola desviou em Leandro Bulhões e saiu para outro escanteio que, na cobrança, levou à recuperação de bola pelo Capital e contra-ataque da Coruja.

Aos 6” a pressão do Brasiliense, desde o início da segunda etapa, foi recompensada. Tobinha de cabeça resvalou na bola, ela passou por Peixão que furou na defesa, e sobrou para Luquinhas encontrar Zé Love bem posicionado dentro da área marcar seu 7º gol no Candangão 2021.

Na sequência, Vilson Taddei substituiu Luquinhas, assistente do gol, por Jefferson Maranhão. Minutos depois Leandro Bulhões deu sua vaga para Mykaell pela Coruja.

Aos 13” Tobinha recebeu dentro da área e bateu de primeira, a bola quase encobriu o goleiro Gabriel Victor. No minuto seguinte foi a vez de Zé Love encontrar Jefferson Maranhão dentro da área e o atacante não dominar a bola. O Brasiliense usava os contra-ataques como sua principal arma e ganhava terreno, e posse de bola, com o passar do relógio.

Aos 22” cobrança de falta para o time amarelino. Peninha lançou um torpedo no travessão de Gabriel Victor e, na sobra, Zé Love chutou por cima do gol, mesmo estando em impedimento marcado. Capital irreconhecível. Mancini mexeu outra vez, desta no ataque: Douglas Candango no lugar de Roberto Pitio.

28” no relógio e Milton Jr. deixou Mário Henrique pronto para chutar cruzado perigosamente e obrigar o goleiro do Capital afastar. Os dois treinadores não economizaram nas mudanças. O Capital mudou três de uma vez: Cirne, Wester e Maicon nos lugares de Cabralzinho, Peixão e Romarinho. O Brasiliense duas: Didira e Michel Platini dentro, Peninha e Zé Love fora.

O tempo andava e o Ceilândia vencia pelo magro placar de 1-0 o Santa Maria. Já classificado o Brasiliense só fazia sua obrigação, mas o Capital continuava com a calculadora na mão para ver se classificava ou não, já que empatava em saldo número de pontos e vitórias com o Gato Preto.

O Ceilândia fez o 2º aos 44” da segunda etapa. A equipe classificava pela quantidade de cartões amarelos. Mas o gato preto tomou outro cartão no final da partida. Ceilândia e Capital empataram em tudo. Absolutamente tudo. Os dois times fizeram 4 pontos, venceram, empataram e perderam uma partida. Ambos os times com 4 gols feitos e 3 sofridos e saldo de 1. Ambos os times com  8 cartões amarelos tomados e 1 cartão vermelho. Absolutamente tudo igual e só restava o sorteio para definir a vaga do grupo D.

O jogo no Serejão acabara, e o Capital secava o Ceilândia que não podia marcar o terceiro gol.

Mas, aos 50”, Matheus Silva, pela segunda vez, marcou no Abadião. Pelo saldo de gols e pelo número de gols feitos, o Ceilândia eliminava o Capital com o apito final aos 51”.

Brasiliense: 1

Edmar Sucuri; Aldo, Badhuga, Keynan, Milton Junior🟨; Mario Henrique🟨, Luquinhas (Jeferson Maranhão), Sandy (Tobinha), Peninha (Didira); Carlos Eduardo 🟨 (Balotelli) e Zé Love⚽ (Michel Platini).

Tec.: Vilson Taddei

Capital: 0

Gabriel Victor; Peixão (Wester), Islan, Vitor Carvalho🟨, Fabrício; Leandro Bulhões (Mykaell🟨), David Souza, Geovane, Cabralzinho (Felipe Cirne); Roberto Pitio (Douglas Candango) e Romarinho (Maicon)

Tec.: Rogério Mancini

Arbitragem:

Árbitro central – Savio Pereira Sampaio
Assistente 1 – Daniel Henrique da Silva Andrade
Assistente 2 – Kleber Alves Ribeiro
Quarto Árbitro – Allysson de Souza Zilse

EXCLUSIVO – Fontes revelam esquema de manipulação capitaneado por dirigente

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Editoria de Arte/Distrito do Esporte

Por Bruno Henrique de Moura, Lucas Espíndola e Olavo David Neto, do Distrito do Esporte, e Petronilo Oliveira, do Jornal de Brasília

Quando os gregos no século VIII a.C. decidiram criar os jogos olímpicos, algumas premissas nortearam os valores da competição: entendimento mútuo, igualdade, amizade e, principalmente, jogo limpo. De todos esses fundamentos, o jogo limpo talvez seja o mais importante. Não trapacear, não usar de estratagemas para vencer, respeitar o adversário e preservar a integridade da competição, jamais se deixando levar por benefícios obscuros e que contrariem o espírito de honestidade e respeito pelo adversário.

Durante 15 dias, o Distrito do Esporte, em parceria com o Jornal de Brasília, conversou com 12 fontes diferentes, de dentro e fora das quatro linhas. Dirigentes, membros de comissões técnicas, jogadores, parentes de atletas e empresários. Quatro repórteres se dedicaram a explorar uma suspeita que paira desde antes do início da competição: venda e manipulação de resultados para beneficiar apostadores.

O que se pôde extrair das várias conversas e cruzamento de informações é que houve direcionamento de resultados para beneficiar apostadores com três times como principais suspeitos: Formosa, Samambaia e Real Brasília.

Gramado do Mané Garrincha na final do Candangão 2020 | Foto: Mateus Teófilo/Esp. Distrito do Esporte

Presidentes de clubes receberam ofertas de compra de partidas

A maioria das fontes consultadas diz que o presidente do Formosa Esporte, Marcelo Lucas Ribeiro, seria o coordenador do esquema no futebol do Distrito Federal. Marcelo teria a responsabilidade de definir quais jogos teriam resultados menos comuns e, sucessivamente, mais bem pagos em casas de apostas. De acordo com os relatos, caberia ao empresário convencer jogadores, e, quando necessário, dirigentes, para entregar resultados.

Ao menos três cartolas no Distrito Federal foram abordados por um dirigente de futebol local oferecendo facilidades em confrontos e resultados favoráveis em troca de dinheiro.

O caso mais emblemático é do presidente do Real Brasília, Luis Felipe Belmonte.

Em entrevista ao podcast Voz do Quadradinho (clique e ouça), produzido pelo Distrito do Esporte, Belmonte disse que no intervalo do jogo entre Real Brasília e Formosa, que sedimentou o rebaixamento do Leão do Planalto, recebeu uma ligação de um dirigente envolvido no Campeonato Candango e no esquema de manipulação. No contato, foi-lhe ofertado um resultado favorável na partida entre Luziânia e Santa Maria, que poderia selar a permanência do Real Brasília na primeira divisão em caso de resultado empate ou derrota dos goianos.

Belmonte recusou a oferta. Conforme disse no podcast do Distrito do Esporte, afirmou ao outro dirigente que só paga jogadores do próprio time. Minutos depois, o Luziânia fez o segundo gol contra o Santa Maria e, posteriormente, o terceiro gol. O Real Brasília foi rebaixado.

Belmonte não quis falar à reportagem quem seria o dirigente que lhe fez a proposta indecente. “Vou aguardar ser chamado para depor no Ministério Público”, vaticinou o advogado. Sob condição de anonimato, outros dirigentes, membros de comissão técnica e até mesmo atletas contaram que também foram abordados.

A respeito do Real Brasília, quatro fontes da reportagem imputaram participação no esquema ao goleiro Deola que, sem o conhecimento de membros da comissão técnica e da diretoria do clube, haveria sido beneficiado financeiramente por falhas. A reportagem tentou contato com o atleta, mas não obteve retorno até a publicação deste material. O espaço segue aberto para manifestações.

Luis Felipe Belmonte – Reprodução Instagram

Empresa de fora para auditar os resultados

Belmonte refutou as acusações direcionadas ao arqueiro, citando atuações convincentes e sem maiores falhas nas atuações pelo clube. No oitavo episódio do programa de entrevistas do DDE, o cartola afirmou com exclusividade que contratará uma empresa europeia especializada em encontrar ilegalidades em partidas em função de palpites remunerados.

“Eu não quero mudar os resultados do campo, mas eu quero saber o que aconteceu de verdade.” “Ela (a empresa) faz a verificação do que que acontece de lisura com relação a jogos de loteria e aos resultados de campo. é a empresa que identificou os esquemas de manipulação em Portugal e na Itália.” pontuou o empresário à reportagem. A auditoria deverá começar a partir de maio, segundo o relato do presidente.

Presidente do Formosa é apontado como gerenciador do esquema

No final de 2020, o Distrito do Esporte publicou reportagem sobre Marcelo Lucas Ribeiro e sua passagem pelo Maranhão. À época, ele fora aclamado presidente do clube numa eleição sem concorrência para um mandato de quatro anos. Marcelo se desligara há poucos meses do Imperatriz/MA, equipe rebaixada, tal qual o Formosa em suas mãos. Os relatos das fontes ligadas ao Cavalo de Aço maranhense apontavam uma quadrilha capitaneada pelo hoje mandatário do Tsunami do Cerrado. Um dos relatos, inclusive, virou manchete: “É uma máfia”, disse um ex-funcionário do clube.

Paira sobre ele a responsabilidade por resultados considerados estranhos da equipe do Formosa. À frente do Tsunami do Cerrado, Marcelo trouxe um elenco completamente novo e recheado de jogadores que já atuaram com ele em outras oportunidades, como no futebol de Santa Catarina e, principalmente, no contestado time do Imperatriz.

Resultados elásticos, jogadores em posições improvisadas, placares pouco usuais. A torcida do Formosa passou a suspeitar dos sucessivos fracassos do time. Ligada ao Tsunami do Cerrado, uma fonte confidenciou à reportagem, em março deste ano e mais de um mês antes do início das investigações pelo MPDFT, desconfiar de manipulação de resultado através do time e suspeitar de três jogadores do elenco.

Atletas seriam os principais meios de manipulação. O esquema compraria de três a quatro jogadores de um determinado time e garantia que esses atletas forjassem placares, especialmente de derrotas. Apostava-se contra uma equipe e esta perdia. O método foi dito por oito das 12 fontes consultadas.

À reportagem, Marcelo negou veementemente as acusações. “Posso dizer que o Formosa foi o mais prejudicado, mas por conta da pandemia. Na nossa cidade, ficamos três, quatro semanas sem poder treinar”, ponderou o cartola. “Era só alimentação, vídeo do adversário e perdemos os jogos na reta final, quando acabava o combustível dos atletas. Fomos prejudicados nisso. Mas eu não participei de manipulação de resultado nenhum, tanto que estou à disposição da Justiça para prestar qualquer esclarecimento”, garantiu Ribeiro.

Além de se defender, o dirigente saiu em benefício dos jogadores, majoritariamente contratados sob sua gestão no clube de Entorno do DF. “Confio nos meus atletas também, que foram honestos e entraram em campo até o final. Se pudéssemos treinar, não teríamos sido rebaixados. Agora é com a Justiça”, frisou.

Marcelo Ribeiro em entrevista a uma rádio de Imperatriz/MA

Jogadores do Samambaia teriam entregado partidas

Outro time fortemente envolvido no esquema seria o Samambaia. Presidente da equipe, Neimar Frota afirmou à reportagem, ainda no sábado (17/4), que arrendou o time, num contrato de três anos, a um grupo de empresários europeus indicados pelo presidente do Bolamense, Antônio Teixeira.

Segundo Neimar, o Samambaia foi o mais prejudicado e ele pretende acionar questionar o rebaixamento por meio de ação judicial. “Estou indo atrás de um advogado bom mesmo e espero que essa semana já consiga entrar na Justiça”, disparou. Ele se recusou a confirmar o nome dos arrendatários por motivo de sigilo contratual.

Da Inglaterra para os sofridos campos candangos

Um levantamento realizado pelo Distrito do Esporte mostra que o grupo de empresários citado é a Wonder Sports, empresa inglesa especializada em gestão de futebol e agenciamento de atletas. É a Wonder Sports que gere a carreira de Djordje Susnjar, atacante sérvio que atuou pelo Samambaia no Candangão 2021.

A empresa conta com três sedes internacionais: Chicago, Nova York e Londres. Onze agentes, dentre eles dois sócios principais, Emmanuel Wonder e Christopher Haris, representam a instituição. O sérvio Mastilo Vladimir teria intermediado o acordo com o Samambaia e coordenado a chegada de Djordje e outros.

De acordo com os relatos, Neimar chegou a dizer que os jogadores da equipe, de fato, entregaram resultados e prejudicaram o Samambaia Futebol Clube. “Não vou deixar meu time ser rebaixado numa situação dessas de forma alguma”, teria afirmado o dirigente.

Esquema funcionaria desde 2017

Não seria novidade do Candangão 2021 o esquema de compra e venda de desempenho de jogadores. Fontes da reportagem reportam a ofertas indecorosas e pedidos pouco republicanos desde 2017. Jogadores com amplo histórico no esporte local, idem. Todas as confirmações foram feitas com ao menos três pessoas ligadas ao futebol candango.

Segundo dados da consultoria KPMG, o mercado de apostas online em competições esportivas no Brasil pode movimentar US$ 2,1 bilhões (R$ 11,3 bilhões) por ano depois de regulamentado. Desde 2018, ainda no governo Temer, há lei no Congresso Nacional autorizando a exploração do setor, mas falta regulamentação sobre a maneira que pode se dar e a cobrança de impostos.

Sites estrangeiros e bicheiros seriam, hoje, os principais beneficiários das apostas on-line em resultados de partidas de futebol aos nada populares jogos de golfe.

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) investiga o campeonato de 2021. Alguns dirigentes já depuseram ao órgão. O presidente da Federação de Futebol do Distrito Federal (FFDF), Daniel Vasconcelos, um dos denunciantes da entidade, depôs aos investigadores.

Em nota, a FFDF afirmou que “é importante ressaltar que a Federação não possui competência investigativa para análise do fato em questão. Portanto, o que resta é aguardar, de modo que a Federação sempre se colocará à disposição e colaborará com os órgãos de investigação.”

Foto: Vinicius de Melo/GDF