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Federações de Goiás e Distrito Federal fazem intercâmbio entre árbitros

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Wilton Pereira Sampaio - Foto: TNT Sports

Por Maurício Carvalho

A FGF (Federação Goiana de Futebol) e a FFDF (Federação de Futebol do Distrito Federal) em comum acordo, decidiram efetuar um intercâmbio entre árbitros e assistentes de futebol das duas federações. Além da troca de experiências, o intuito principal das federações é o crescimento no âmbito profissional.

A novidade adotada inicia-se no próximo sábado (05/02), e curiosamente dois irmãos estarão envolvidos nessa estreia, Wilton Pereira Sampaio será o homem do apito no Candangão, enquanto Sávio Pereira Sampaio viajará para Goiânia.

Em jogo válido pela quarta rodada do Campeonato Goiano, Sávio Sampaio, árbitro do Distrito Federal, recém-promovido ao quadro FIFA, terá pela frente um clássico: no estádio Onésio Brasileiro Alvarenga, às 16:30hrs, Vila Nova x Atlético Goianiense farão um jogo tenso, pois ambas as equipes vêm de derrota e buscam recuperação na tabela.  Sávio terá a companhia dos assistentes, Daniel Henrique Andrade, também do Distrito Federal e Tiago dos Santos.

Já o conhecido Wilton Pereira Sampaio, pertencente ao quadro da FIFA desde 2013 terá a missão de conduzir o duelo entre Capital x Brasília, confronto direto da tabela (as duas equipes visam o G4, o Brasília está na 3ª posição com sete pontos, porém a situação pode mudar em caso de vitória do Capital, atualmente 5º colocado com cinco pontos). A partida abre a quinta rodada do Candangão, sábado, às 15:30hrs, no estádio JK.

nota ffdf e fgf arbitragem

Experiência na arbitragem do Candangão

Wilton Pereira Sampaio é natural de Teresina, Piauí, tem 40 anos e apita profissionalmente desde 2007, e, em 2013 entrou para o quadro de árbitros da FIFA.

O árbitro filiado à Federação Goiana é conhecido pelo seu rigor à frente dos jogos e pode se vangloriar de algumas partidas importantes em seu currículo, dentre elas o jogo da volta da semifinal da Libertadores de 2019 entre Boca Juniors x River Plate em La Bombonera, e a semifinal do Mundial de Clubes de 2018, no jogo em questão o Real Madri venceu o Kashima Antlers do Japão por 3×1.

Retorno à Capital Federal

Recentemente Wilton Pereira foi o árbitro da decisão da Super Copa do Brasil, aqui mesmo na Arena BRB Mané Garrincha, jogou em que o Flamengo levantou a taça após derrotar o furacão por 3 a 0.

Finais apitadas por Wilton Pereira Sampaio

Campeonato Goiano 2021 – Anápolis 1×1 Vila Nova

Super Copa do Brasil 2020 – Flamengo 3×0 Athletico PR

Recopa Sulamericana 2016 – Independiente Santa Fé 1×1 River Plate

Vivian Cardoso, reforço do Real Brasília, conta sobre sua carreira ao DDE

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Foto: Júlio César/Real Brasília

Por Lucas Espíndola

O Real Brasília inicia sua caminhada na atual temporada nesta sexta-feira (04/02). A equipe do Distrito Federal vai enfrentar o Internacional, fora de casa, pela Supercopa Feminina. A diretoria fez diversas contratações para 2022, entre elas Vivian Cardoso, destaque do Botafogo. A meia foi anunciada pelas Leoas do Planalto em dezembro de 2021, juntamente com mais duas outras atletas experientes.

A meia de 24 anos atua profissionalmente desde 2015, quando integrou o time de São Bernardo. Vivian contou ao Distrito do Esporte que ingressou no clube por conta da faculdade, já que a equipe da cidade tinha uma parceria com uma instituição educacional e que seus pais só deixariam ela continuar jogando caso estudasse ensino superior. Porém, o aparceiramento entre o São Bernardo e a entidade acabou, fazendo com que a atleta mudasse de clube.

Depois de atuar no ABC Paulista, Vivian Cardoso foi jogar na famosa Rua Javari, onde é a sede do Juventus da Mooca. A jogadora permaneceu por quatro anos no Moleque Travesso. Ao mesmo tempo que atuava pela equipe Grená, a meia também jogava pelo time da faculdade. Após se formar, a atleta finalmente pôde sair do estado de São Paulo, e o destino foi o Botafogo, onde ficou por duas temporadas e meia. O Alvinegro foi o último clube de Vivian antes do Real Brasília.

Jogando pelo Botafogo, Vivian Cardoso foi campeã carioca em 2020. No clube Alvinegro, a meia ganhou o apelido de “Rainha dos Clássicos”, já que era decisiva diante dos principais rivais no estado do Rio de Janeiro. Ao DDE, a jogadora contou um pouco mais sobre o apelido. “Esse apelido me deixou muito feliz, porquê foi uma forma da torcida demonstrar carinho e reconhecer meu trabalho. Era uma sensação de dever cumprido, precisava honrar a camisa que vestia e consegui. Com certeza ficará marcado pra sempre”.

O Real Brasília é apenas o quarto clube profissional na carreira de Vivian. A atleta gostou bastante da estrutura e a forma que foi recebida na equipe. “Fiquei encantada quando cheguei aqui, o Real oferece uma estrutura fantástica, desde o meu primeiro dia nunca me faltou nada. Todo auxílio que precisei foi de fácil acesso e com muita qualidade! A organização e seriedade no trabalho é de se exaltar! Me senti acolhida e parte da família desde o princípio”.

Foto: Júlio César/Real Brasília

Veja outras perguntas e respostas da entrevista de Vivian Cardoso ao Distrito do Esporte.

DDE: Como foi seu início de carreira?

Resposta: Comecei aos nove anos em uma escolinha de futebol com meninos. Depois, aos 13, comecei a jogar com meninas em outra escolinha até os 17, quando terminei a escola e fiz um acordo com meus pais (que sempre me apoiaram), para que eu pudesse continuar jogando eu teria que fazer faculdade. Então, entrei no meu primeiro clube em 2015, no São Bernardo, clube que tinha parceria com a faculdade. O São Bernardo desfez o time e no ano seguinte fui para o Juventus onde fiquei por quatro anos (2015-2019) jogando pela faculdade ao mesmo tempo. Quando me formei em 2019 e pude sair do Estado de SP o destino foi o Botafogo-RJ, onde fiquei por duas temporadas e meia.

DDE: Sempre sonhou em ser jogadora de futebol?

Resposta: Desde pequena sempre tive a certeza do que eu queria ser quando crescesse. Sempre estive no meio do futebol por conta do meu pai, que é dono de um time da cidade e meu irmão que jogava nesse time, então a referência veio do berço. Todos os fins de semana gostava de estar com eles nos jogos. Eu percebi que era possível realizar esse sonho quando passei por algumas dificuldades e não desisti, vi que realmente era amor. Além de sentir prazer em treinar/jogar, sem enxergar a rotina de atleta como obrigação, algo chato.

DDE: Conta um pouco sobre sua trajetória no Botafogo.

Resposta: O Botafogo foi o primeiro clube que joguei longe de casa. Cheguei em 2019 com o objetivo de ajudar a equipe subir para elite do Campeonato Brasileiro. Graças a Deus alcançamos, logo em seguida tivemos o título estadual em 2020. Cresci muito trabalhando lá, tanto como atleta quanto pessoa. Tenho um carinho gigante pelo clube, pelas pessoas com quem trabalhei lá e pela torcida que me acolheu e esteve sempre junto em todos os momentos, e agradeço pelo meu ciclo lá.

DDE: Você chegou a acompanhar algumas partidas dos times do DF durante 2021? Se sim, o que acha do futebol feminino em Brasília?

Resposta: Cheguei a assistir alguns jogos sim, mais ainda depois que sabia que viria para cá. Gosto de como estão lidando com a modalidade, os investimentos só demonstram o quanto as equipes levam a sério e querem evoluir.

DDE: Qual sua expectativa para a temporada no Real Brasília?

Resposta: As expectativas são grandes! Já sabia da força do elenco do ano passado, não à toa estavam brigando pela classificação. Chegaram peças novas para reforçar ainda mais, o grupo está extremamente forte e competitivo para brigar pelo topo. O trabalho tem sido muito intenso para que nossos objetivos na temporada possam ser alcançados.

DDE: Você gosta de marcar gols e, além disso, dá diversas assistências. Como você acha que poderá ajudar o Real Brasília?

Resposta: Acho que é exatamente nisso, na base do meu estilo de jogo de marcar gols, dar assistências para minhas companheiras, comprando a ideia de jogo do professor. Cheguei pra somar e o que puder fazer para contribuir com o grupo, estou à disposição.

DDE: O que está achando de Brasília?

Resposta: Eu vim ano passado para Brasília, justamente para jogar contra o Real Brasília. Foi muito rápido, na época eu não tive tempo de conhecer nada e, agora chegando no clube, ainda não tive oportunidade de conhecer os lugares, dar uma volta na cidade com um tempo maior por causa da pré temporada. Eu cheguei direto para fazer exames, tenho treinado forte esses dias e ainda não deu tempo, mas em breve eu quero conhecer tudo aqui em Brasília. Inclusive, eu aceito dicas aí da galera do que fazer e o que conhecer primeiro por aqui (meu IG é o @viiviancardoso). Eu achei bem interessante o planejamento da cidade, tudo bem organizado, plano, o nome das ruas é bem diferente do que eu estava acostumada. Mas está sendo legal e estou feliz de estar em Brasília e ter a possibilidade de conhecer e viver em uma cidade nova.

Foto: Júlio César/Real Brasília

Goleadas marcaram a quarta rodada do Candangão

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Foto: Divulgação

Por Lucas Bolzan

A quarta rodada do Candangão BRB 2022 foi movimentada no meio desta semana. Com jogos quarta e quinta-feira (02 e 03/02), todos os confrontos tiveram pelo menos um gol marcado. Destaque para as goleadas de Capital e Paranoá, que confirmaram trunfos importantes em busca da classificação à próxima fase.

Média de gols alta

Em cinco jogos disputados nesta rodada, ao todo tivemos 18 gols marcados, com a média de 3,6 gols marcados por partida. Na tabela, Ceilândia e Paranoá seguem com uma grande sequência de vitórias. Enquanto o Gato, isolado na liderança com 12 pontos, chegou a sua quarta vitória em quatro jogos, se mantendo invicto, a Cobra Sucuri, com a goleada sobre o Gama, chegou a terceira vitória seguida, garantindo pontos importantes para o grande objetivo, que é chegar entre os melhores.

Confira os resultados e a classificação após a 4ª rodada:

Quarta (02/02) – 15h30

  • Brasília 2 x 1 Brasiliense – Arena BRB Mané Garrincha
  • Taguatinga 1 x 1 Unaí – Defelê
  • Santa Maria 1 x 4 Capital – Serra do Lago

Quinta-feira (03/02) – 15h30

  • Gama 0 x 4 Paranoá – Defelê
  • Luziânia 1 x 3 Ceilândia – Serra do Lago

Acompanhe os gols no nosso youtube:

Disputa na artilharia

Com muitos gols nos jogos, os artilheiros também se destacam. Cinco jogadores, nestas primeiras rodadas, seguem insanos, na luta para ser o goleador da competição. Confira:

Watthimen (Santa Maria) – 4 gols
Platini (Paranoá) – 3 gols
Daniel (Paranoá) – 3 gols
Romarinho (Ceilândia) – 3 gols

Próxima rodada

A quinta rodada segue a todo vapor no próximo final de semana, inclusive com jogos sendo disputados na parte da manhã. Confira os duelos:

Sábado (05/02) – 15h30

  • Capital x Brasília – Estádio JK

Domingo (06/02) – 10h30

  • Brasiliense x Luziânia – Abadião
  • Paranoá x Santa Maria – Estádio JK

Domingo (06/02) – 15h30

  • Gama x Taguatinga – Defelê

Domingo (06/02) – 16h

  • Ceilândia x Unaí – Abadião

Luziânia incomoda, mas Ceilândia é letal e segue 100% no Candangão

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Foto: Alan Rones/Ceilândia EC

Por Maurício Carvalho

Sob sol forte e presença tímida do público pagante, o líder Ceilândia foi até o estádio Serra do Lago enfrentar o lanterninha Luziânia. A pontuação não entrou em campo e a Igrejinha fez grande primeiro tempo, criando as chances mais claras. Porém, sob o mantra do ditado “a bola pune”, o Gato Preto foi quem abriu o placar ainda no primeiro tempo. Na etapa final, o Azulão sofreu gol relâmpago, até ensaiou uma reação sem sucesso, sofreu o terceiro gol e viu o alvinegro vencer por 3 a 1.

Os donos da casa ignoraram a situação das equipes na tabela e, mesmo com retrospecto negativo, a igrejinha foi para cima. Pelezinho teve a bola do jogo em duas oportunidades, porém, não guardou e a máxima do futebol prevaleceu: quem não faz, leva. Em uma rara oportunidade, Tarta bateu falta da entrada da área e abriu o placar. Na volta do intervalo, Mirandinha só precisou de um minuto para ampliar para o líder. Em um segundo tempo com muitos cartões amarelos, os treinadores mexeram bastante em seus times e Everton diminuiu para o time da casa. No final, Cabralzinho manteve o Ceilândia com 100% de aproveitamento.

Foto: Arley da Cruz

Luziânia vai para cima, mas leva gol

Contrariando todos os prognósticos, o Luziânia não ficou somente preocupado em se defender e, com o time mais aberto, abriu espaços para o Ceilândia conseguir duas chegadas logo nos primeiros cinco minutos. Mirandinha invadiu a área e não conseguiu arrematar e, posteriormente, Romário recebeu livre de marcação, mas cabeceou fraco na mão do goleiro Gabriel. O Luziânia respondeu imediatamente em um belo chute de Lila, de fora da área. O jogo não parava e, aos sete, Pelezinho recebeu uma linda enfiada de bola, porém, observou o goleiro Léo crescer na sua frente, se enrolou com a bola e perdeu uma chance de ouro.

O Luziânia continuou comandando as ações do jogo. Na marca dos 14, o zagueiro Gustavo Melo transformou um chutão em um lindo lançamento da intermediária para o camisa 11 do Luziânia. Pelezinho não deixou a bola cair e finalizou de primeira com muito estilo, por cima da meta do arqueiro do Gato Preto. O sol castigava no Serra do Lago e no lance anterior a parada técnica, os donos da casa chegaram novamente. Aos 25, China limpou bem pela esquerda e finalizou com perigo à esquerda do goleiro Léo.

Com 31 no relógio, China demorou um pouquinho e Pelezinho ficou em posição de impedimento em um lance que geraria muito perigo para a defesa ceilandense. Dois minutos depois, China, novamente pela esquerda, finalizou com perigo. O ritmo do jogo diminuiu, entretanto, aos 38, Mirandinha foi derrubado na entrada da área. Em jogada ensaiada, Tarta bateu com muita categoria, no canto do goleiro Gabriel: 1 a 0. Com a vantagem no placar, o Ceilândia manteve a posse de bola e pelos lados chegou duas vezes antes do intervalo, pela direita em chute fraco de Mirandinha e pela esquerda em cruzamento de Hyury que morreu nas mãos do goleiro Gabriel.

Foto: Alan Rones/Ceilândia EC

Gato Preto é letal

O Luziânia não teve se quer tempo de pressionar o Ceilândia. Com um minuto e meio, Hyury percebeu a movimentação de Mirandinha. O camisa 11 recebeu a bola, invadiu a área e bateu na saída do goleiro: 2 a 0. O Luziânia assustou aos 10, novamente com Pelezinho, que passou no meio de dois, mas finalizou fraco. Bruno Monteiro fez quatro modificações durantes os quinze primeiros minutos, mas o time goiano acusou o golpe e não repetiu a intensidade do primeiro tempo, já o Gato Preto procurou manter a posse de bola.

Aos 21, o Ceilândia teve um excelente contra-ataque. Porém, Hyury foi fominha e chutou mal. No lance seguint, Pelezinho finalizou colocado com perigo à esquerda de Léo. Após mais uma parada técnica para hidratação, aos 26, o Luziânia chegou ao gol com a participação de jogadores provenientes do banco: Bruno Alemão finalizou para boa defesa do goleiro do Ceilândia e Everton aproveitou o rebote batendo no cantinho.

O Ceilândia respondeu na saída de bola. A sorte da Igrejinha foi o zagueiro Gustavo Melo evitando o terceiro gol dos visitantes em cima da linha. O jogo ficou um pouco mais faltoso e o árbitro distribuiu alguns cartões amarelos. O Gato Preto mexeu bastante e, aos 39, Romarinho acertou a trave e, na sobra, o zagueiro Gustavo Melo cometeu pênalti. Cabralzinho cobrou rasteiro no canto e ampliou para o Ceilândia. Aos 44, Romarinho acertou a trave novamente em um arremate de cabeça.

De olho na próxima rodada

Com objetivos diferentes às duas equipes voltam a campo no próximo domingo (6/2). Às 10h30, o Luziânia tentará sua primeira vitória diante do Brasiliense, fora de casa, no Estádio Abadião. Também no Abadião, o líder Ceilândia recebe o Unaí, às 16h.

Luziânia 1
Gabriel; Samuel (André), Cristiano, Gustavo Melo🟨, Ronalty; Lucas (Bruno Alemão), Neto🟨 (Everton⚽🟨), João Vitor (Elber), Lila🟨; Rodrigo Pelezinho, China🟨. Técnico: Bruno Monteiro.

Ceilândia 3
Léo Unamuzaga; Douglas Rato (Crystian), Vidal, Fernando Gomes, Gleissinho🟨; Gabriel Henrique🟨, Tarta⚽(Romarinho), Hyury (Werick); Cabralzinho⚽, Mirandinha⚽ (Fernandinho), Romário (Gabriel Pedra). Técnico: Adelson de Almeida.

Pela segunda vez na história, Paranoá bate o Gama e chega à vice-liderança

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Lucas Bolzan/Distrito do Esporte

Por Lucas Bolzan

Gama e Paranoá movimentaram a tarde de quinta-feira (03) do futebol candango. Mandando o jogo no estádio Defelê, na Vila Planalto, o time alviverde foi dominado do início ao fim pelos adversário e saiu de campo goleado por 4 a 0, gols marcados por Clécio, Regino, Michel Platini e Rodolfo (contra).

A goleada deixou o Paranoá na vice-liderança da competição, além de fazer a equipe chegar à terceira vitória seguida no campeonato, mantendo o Gama em situação de alerta e fora da zona de classificação para a fase final.

Domínio do Paranoá na primeira etapa

A partida começou o com o Paranoá a todo vapor. Desde o primeiro minuto a Cobra Sucuri valorizava a posse de bola no ataque e aos três abriu o placar com Clécio. O volante recebeu cruzamento de Vandinho e de cabeça abriu o placar de forma precoce no Defelê.

A partir daí, o jogo ditou outro ritmo. O Gama, buscava o ataque, mas não conseguia chegar ao gol de Matheus. Já o Paranoá, com mais facilidade, investia nos contra ataques até que aos 18 minutos chegou ao segundo gol. Daniel Guerreiro recebeu pelo meio e tocou para Regino pelo alto. O atacante, com categoria escorou de primeira, sem chance para Mosquete, ampliando o placar.

O Paranoá não estava satisfeito com apenas os dois a zero. Aproveitando a fraqueza da defesa alviverde, os jogadores ofensivos mostravam entrosamento para chegar com facilidade ao gol adversário, principalmente com Clécio e Michel Platini. Porém, sem mais emoções maiores, o Paranoá terminou a primeira etapa com a excelente vantagem.

O domínio persiste

No segundo tempo, o Paranoá entrou modificado. Por problemas físicos, Regino saiu para a entrada de Paulinho. Porém, o ritmo da Sucuri continuou forte. Mantendo o entrosamento e a rápida troca de passe, a equipe do Paranoá não deixava o Gama jogar. As poucas vezes que os alviverdes chegavam ao campo de ataque adversário, não conseguiam a finalização.

Com algumas alterações, o Gama tentava mudar a disposição técnica dentro de campo. Mas, o Paranoá, continuava investindo nas jogadas pelas laterais. E através de uma boa jogada pela direta, conseguiu o escanteio. Na cobrança, Vitinho colocou a bola na cabeça de Michel Platini, que mandou no contrapé de Mosquete, aumentando a goleada, na Vila Planalto.

Chegando na reta final, o jogo ficou morno. A Cobra Sucuri, com o resultado embaixo do braço, forçava na marcação para não levar o gol e sair com o resultado muito mais que positivo. Apesar da expulsão do volante Paulinho, os visitantes chegaram no quarto gol, contra, marcado pelo zagueiro gamense Rodolfo, em recuo não acompanhado pelo goleiro.

Na próxima rodada, o Paranoá, embalado, volta a seu mando para enfrentar o Santa Maria. A partida será no domingo (06), às 10h30, no JK. Já o Gama, enfrenta o Taguatinga, também no domingo, às 15h30, no Defelê.

GAMA 0

Mosquete, Alex, Ferrugem, Rodolfo ⚽ (contra) e Saturnino (Pedro Henrique); Borges, Graxa e Vitor Cruz; Filipe Cirne, Milla e Iacovelli (Lucas Silva). Técnico: Jonilson Veloso.

PARANOÁ 4

Matheus Damasceno 🟨, David (Fabinho 🟨), Gustavo, William e Vandinho; João, Clécio ⚽, Regino ⚽ (Paulinho 🟨🟨🟥) e Marquinhos; Daniel Guerreiro e Michel Platini ⚽ (Vitinho). Técnico: Klésio Borges.

Gama aguarda há 1 ano dinheiro da SAF. DDE reconstitui fatos desde 2020

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Foto: Lucas Bolzan/Distrito do Esporte

Por Bruno H. de Moura

O imbróglio entre a Sociedade Esportiva do Gama e o empresário Leonardo Scheinkman tem mais um capítulo à vista.

Fontes ligadas aos poderes do clube explicaram à reportagem o início da conturbada relação entre as partes, que se arrasta desde 2020. O Distrito do Esporte reconstitui o histórico entre clube e Leonardo Scheinkman.

Leonardo e Gama iniciaram tratativas em 2020

Em Dezembro de 2020 um empresário chamado Ítalo entrou em contato com Weber Magalhães oferecendo jogadores ao Gama. O presidente explicou ao empresário que a situação financeira do clube era grave e não poderia contratar jogadores do empresário.

Nesse momento esse empresário perguntou se o Gama não teria interesse em ouvir uma proposta de investidores que fizeram uma negociação com o Criciúma que não avançaram. O empresário fez a ponte para que o Weber conhecesse o João Ferreira Neto, que à época era sócio do Léo na empresa “investidora”.

No dia 11 de janeiro João e Léo desembarcaram em Brasília para apresentar uma proposta para a diretoria Executiva. Na assembleia do Gama de 26 de fevereiro de 2021, João Neto e Leonardo Shakman apresentaram uma proposta inicial para os conselheiros, no estádio Bezerrão.

Essa proposta inicial era valida por 10 anos, prorrogáveis por mais 10 de acordo com anuência das partes. Porém, já havia previsão da criação da SAF e a proposta dizia que, os investidores começariam a negociar com os credores para pagamento das dívidas e assumiriam o dia a dia do clube, inclusive o passivo.

O investimento inicial seria de € 1 milhão de euros para tocar no futebol e pagar os acordos com credores.

Promessas de aporte de do dinheiro em 1 semana se logo votado

Em 30/03/2021 o Conselho Deliberativo do Gama convocou assembleia-geral para examinar “discutir e decidir de interesse da SEG e investidores acerca da Minuta de Contrato de Parceria (art. 4º novo Estatuto), e que as partes, após, poderão firmar Contrato Definitivo, conforme proposta apresentada e discutida, à exaustão e previamente, pelo Colegiado de Líderes e Poderes da Sociedade Esportiva do Gama.”

A reunião se deu em 05/04/2021. Conforme fontes presentes à assembleia Léo prometeu ter um investidor ao seu lado disposto a fazer o aporte inicial milionário no clube, mas dependia de uma rápida e célere aprovação da SEG. Léo prometeu que se permitido à diretoria elaborar o contrato e avançar nas negociações rapidamente em uma semana teria o € 1 milhão de euros na conta.

Léo falava, dizem os presentes, que se demorasse a aprovar sua proposta ele a tiraria da mesa. Foram 12 horas de assembleia, em três dias, porque não havia concesso entre os conselheiros da equipe. Ao final, a assembleia deu autorização para Léo e diretoria executiva negociarem as especificidades da parceria.

O contrato possuía uma cláusula de confidencialidade que, se não cumprida, ensejaria uma multa de R$ 10 milhões de reais.

Série D e passivo que se arrasta até hoje

Enquanto Léo e a diretoria liderada por Arilson Machado e Weber Magalhães negociavam as cláusulas, valores e condições do, aquele tempo, “arrendamento” do futebol do Gama, pessoas ligadas a Scheinkman passaram a comandar, efetivamente, o gerenciamento do Gama para a Série D de 2021.

Léo dizia que aquele acordo era temporário até a aprovação da Lei da SAF, já em perspectiva de ser sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro.

João Ferreira Neto, naquela época, sócio de Scheinkman, ficava responsável por montar o time e contratar o staff, enquanto Leonardo corria atrás do dinheiro para custear a competição. O empresário fez questão de que a SEG entregasse todo o controle sobre formação de elenco, comissão técnica e equipe de marketing para seu grupo. O gerente de futebol Diego Ziegg veio nessa leva.

Feito como desejava Léo, às vésperas do campeonato, o dinheiro para a Série D não havia sido depositado. E nunca foi. Comissão técnica, jogadores, gerente de futebol, nem ninguém recebeu até hoje. Membro de alto cargo no staff do time chegou a sofrer ameaça de despejo e estourar todos os seus cartões de crédito. O profissional até hoje não foi pago e o argumento de Léo é haver problema com o dinheiro fora do país.

Após o fracasso na Série D e não havendo dinheiro em conta, Leonardo e João Ferreira Neto desfizeram a sociedade e João se afastou da questão do Gama, Leonardo não.

Dívidas trabalhistas aumentaram 20%

Nesse ínterim, também, Léo decidiu negociar com o passivo trabalhista do clube. Desde o campeonato de 2019 o Gama não consegue arcar direito com salários e já virou figurinha carimbada na Justiça do Trabalho do DF.

Autorizado pela diretoria do time, Léo se apresentou como responsável pelo clube e sentou com o advogado que representa a maior parte dos credores do clube. O empresário teria dado garantias de quitar valores se houvesse desconto no montante. O desconto foi de cerca de 30% por esse advogado.

O acordo foi apresentado na Justiça e, após o aceite do TRT, nunca foi cumprido. A dívida de X, que seria reduzida a 0,7x, aumentou para 1,2x, já que o descumprimento do negociado gerava multa de 20%, já aplicada. Até agora os acordos trabalhistas não foram honrados e estão em nome da Sociedade Esportiva do Gama.

Quem também teve problemas com essas questões foram os advogados que auxiliavam Leonardo no Processo. A empresa comanda por Léo trocou duas vezes de escritório de advocacia e os advogados, quando procurados por pessoas de alto escalão do Gama, alegavam que estavam saindo da negociação da operação por inadimplência dos honorários.

Contrato da SAF assinado em julho de 2021

Após a aprovação da Lei da SAF, Leonardo disse ao Gama que as tratativas iniciais precisariam serem reiniciadas, pois pelo fato novo – lei em vigor – as coisas mudariam. Em julho de 2021 o conselho deliberativo do Gama deu novo aval para contrato de SAF com Leonardo.

Léo dizia que só traria ao Brasil o investimento pós processo da SAF.

De julho de 2021 até novembro de 2021 Leonardo continuou afirmando que teria o investidor para aportar o prometido € 1 milhão de euros. Em novembro de 2021, finalmente, a Sociedade Esporte do Gama e a Green White Investments LLC, empresa criada por Leonardo, assinaram contrato da SAF.

Cláusulas determinavam aporte em até 10 dias da assinatura do contrato

Dentre as cláusulas do acordo, 3 foram citadas pela SEG em nota divulgada há poucos dias para justificaram o desejo de extinção do acordo.

A cláusula 13.4 determinada que o grupo de Léo mostrasse condições financeiras do aporte de € 1 milhão de euros em até 7 dias da assinatura.

A cláusulas 13.5 dava 10 dias úteis para a Green White Investments fazer o aporte de € 1 milhão de euros.

Já a cláusulas 14.2 evidenciava que o passivo da série D de 2021 fosse quitada em até 7 dias úteis da assinatura do contrato.

Assinatura em 17 de novembro

O contrato foi assinado em 17 de novembro de 2021 condicionando sua validade ao aporte, bem como às 3 cláusulas acima citadas.

Os prazos não foram seguidos pela Green White. Nenhum deles. O Gama deu prazo extra, não cumprido.

O Gama convocou e realizou assembleias em 17 e 28 de dezembro para tratar da cisão da SAF. Na do dia 28 se decidiu romper o contrato, mas nova oportunidade foi dada ao empresário.

Os conselheiros se reuniram em assembleia para aprovação de previsão orçamentária de 2022 em 30 de dezembro de 2021, porém não finalizaram a assembleia por não saberem se o Gama em 2022 teria um orçamento de associação ou orçamento de SAF, que no caso da segunda seria bem menor.  Isso está na Ata 160 do Conselho do Gama.

Prazo final: 25 de janeiro de 2022

O ano virou e o Gama seguiu aguardando o depósito do dinheiro. Leonardo chegou a mostrar, no meio dessas negociações, um comprovante de € 1 milhão de euros em conta no estrangeiro. O argumento dele é que entraves burocráticos do Gama o impedem de transferir o dinheiro para o país.

Também nesse ínterim, em conversa com um conselheiro, ele chegou a dizer que precisaria ir até os EUA para conseguir um extrato de sua conta corrente, o que não poderia se dar por meio virtual, precisaria de sua presença no território americano.

Em 18 de janeiro o Gama notificou Léo, novamente. O time cobrava que o empresário quitasse as folhas salariais de janeiro de 2022 e dezembro de 2021 até 25 de janeiro de 2022 e aportasse até 10 de fevereiro de 2022 o € 1 milhão de euros do contrato.

Sem o cumprimento de nenhuma dessas questões o Gama soltou nota na segunda-feira (31/01) informando que entende por extinto o contrato com a Green White Investments por descumprimento dessas três cláusulas, dentre outras.

 

Versão de Leonardo Scheinkman

O Distrito do Esporte vem acompanhando de perto a questão e ouvindo os dois lados. Há dois dias a SAF do Gama, dirigida pelo seu acionista majoritário, Leonardo Scheinkman, soltou nota oficial afirmando que tem o controle do departamento de futebol do Gama,  mas que também teve custos de cerca de R$ 600 mil reais com o Gama nesse tempo todo.

Leia a matéria nesse link.

A íntegra da nota da SAF:

Empresa gestora da SAF do Gama nega calote, explica situação e visa reerguer o clube

Nesses últimos dias fomos surpreendidos com a notícia de que a Sociedade Esportiva do Gama, tradicional clube de Brasília, havia levado “calote” do investidor que adquiriu 90% das ações da SAF (Sociedade Anônima do Futebol). Essa informação é inverídica.

Além disso, o nome de Leonardo Scheinkman foi colocado como responsável pelo investimento, fato que também não condiz com a verdade.

Scheinkman é o atual diretor da SAF do Gama, e não o investidor, propriamente dito, da Green White Investments LLC. “Não sou um investidor, sou uma pessoa que ajudou o clube a encontrar um investidor”, disse Leonardo.

Desde o final de 2021, quando a SAF do Gama foi criada, foram gastos R$ 600 mil pela empresa investidora.

“Nós sabíamos das dificuldades que teríamos em fazer uma parceria com um clube em situação caótica, com gestão amadora e com pessoas que destruíram o clube e deixaram nessa situação depois de muitos anos. São muitos os problemas estruturais”, comentou Leonardo.

“O objetivo sempre foi fazer um modelo estrutural e profissional, onde não houvesse evasão de renda, pagamentos controlados e outras formas de corrupção. E por conta dessa discordância teve esse atrito”, continuou o diretor da SAF.

A Sociedade Anônima do Futebol do Gama é uma empresa legítima e constituída na forma da lei, com a comissão técnica e jogadores contratados, com novos patrocínios, profissionalizando a gestão e tudo em prol do clube.

Os antigos gestores que não têm credibilidade e estão tentando reverter o negócio, com tendo atitudes de interesse pessoal e não para o Gama.

“A SAF vai seguir a todo vapor em um projeto único para a recuperação do Gama. Precisa contar com o apoio da torcida, que será fundamental neste projeto. Comissão técnica e atletas apoiam a SAF”, disse Leonardo Scheinkman.

“Vamos lutar pelo crescimento do Gama. Isso tudo atrapalha na negociação com fundos, patrocinadores e isso pode gerar danos irreversíveis para o clube. Em respeito à instituição, algumas investigações estão sendo feitas. E vamos esclarecer no momento oportuno”, finalizou. 

Brasília e Cerrado Basquete perdem mais uma vez pelo segundo turno do NBB

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Foto: Divulgação/LNB

Por Lucas Espíndola

O meio de semana não foi muito bom para os times de basquete do Distrito Federal. Brasília e Cerrado entraram em quadra, ambos fora de casa, para enfrentar o Bauru e Pinheiros, respectivamente. As duas equipes foram derrotas, somando mais um revés no segundo turno do Novo Basquete Brasil. Com o resultado desfavorável, o Brasília segue na última colocação na classificação, com apenas 15% de aproveitamento. Enquanto isso, o Cerrado estaciona na 14ª posição, com 33%.

Brasília perde no interior de São Paulo

Jogando no Ginásio Panela de Pressão, o time do Distrito Federal teve um início de jogo muito bom, mesmo atuando fora de casa. No primeiro quarto o Brasília conseguiu se impor, aplicando 24 a 12 e colocando uma boa vantagem no placar. Porém, o time da capital simplesmente desapareceu no período seguinte. Com um desempenho pífio, a equipe marcou apenas nove pontos em 10 minutos. As cestas foram convertidas por Fischer, Ronald e Zach Graham. Bauru virou o placar e levou o marcador de 47 a 33 par ao intervalo.

A volta dos vestiários fez muito bem para os donos da casa, que continuaram em cima do Brasília. Pontuando de forma sucessiva, o Bauru abriu 24 pontos de vantagem no final do terceiro quarto: 72 a 48. A equipe azul voltou a acordar no último período, mas já era tarde demais. O time do DF venceu os 10 minutos finais por 26 a 24, mas saiu derrotado por 96 a 74. O cestinha da partida foi Gabriel Jaú, com 28 pontos. Pelo lado do Brasília, destaque para Thomas, que marcou 20 pontos e pegou seis rebotes.

Foto: Divulgação/LNB

Pinheiros vence Cerrado

Atuando no Poliesportivo H. Villaboim, o Cerrado Basquete visitou o Pinheiros. Assim como em diversos jogos, o time do Distrito Federal começou bem na partida, convertendo cestas e não deixando o adversário abrir muita vantagem no placar. O primeiro quarto encerrou com 20 a 18 para a equipe de São Paulo. O segundo quarto foi totalmente desfavorável para os candangos. O Pinheiros foi avassalador, marcando 31 pontos em cima do Cerrado: 51 a 32.

O time do Distrito Federal voltou muito bem do intervalo, diminuindo em seis pontos a vantagem do Pinheiros ao final do terceiro quarto: 63 a 50. Os 10 minutos finais eram de extrema importância para o Cerrado vencer, porém, não conseguiu se impor e foi derrotado por 88 a 70. O cestinha da partida foi Coleman, com 24 pontos. Pelo Cerrado, Serjão foi quem marcou mais pontos na partida, enquanto Thornton foi o líder de rebotes e Dawkins o de assistências.

O que vem por aí

O Cerrado Basquete permanece no estado de São Paulo para disputar a próxima rodada do Novo Basquete Brasil. O time vai até o interior enfrentar o Bauru, no Ginásio Panela de Pressão. O confronto será na próxima sexta-feira (04/02), às 19h30. Já o Brasília viaja até o Rio Grande do Sul pra enfrentar o Caxias do Sul. A partida será no dia 9 de fevereiro, uma quarta-feira, às 20h.

Taguatinga e Unaí empatam com gols pela quarta rodada do Candangão

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Foto: Jonas Pereira/Distrito do Esporte

Por Rayssa Loreen

Em partida morna, Taguatinga e Unaí jogaram no Defelê, na Vila Planalto, na tarde desta quarta-feira (02/02) pela quarta rodada do Candangão. A partida foi truncada, marcada por muitas faltas e sem gols no primeiro tempo. Na segunda etapa, as duas equipes marcaram e o confronto terminou em 1 a 1, gols de Evanilson (Taguatinga) e Vidal (Unaí). Com o empate, a equipe mineira entrou na zona de rebaixamento e a Águia caiu uma posição, da quinta colocação para o sexto lugar.

O jogo começou melhor para a equipe mineira e em menos de dez minutos conseguiu as duas chances mais perigosas da etapa inicial. Com muitas faltas, os goleiros foram pouco exigidos e os jogadores não criaram jogadas de perigo. O segundo tempo foi mais agitado no Defelê. Mesmo com muitas pausas, os dois times conseguiram marcar. De falta, Evanilson abriu o placar para o Taguatinga. Depois, em uma jogada bagunçada, Vidal empatou para a equipe mineira.

Etapa inicial sem grandes oportunidades de gol

O Unaí começou o jogo a todo vapor. Logo aos dois minutos, Ezio arriscou um gol, mas a zaga adversária tirou. Aos cinco, Falero conseguiu dominar e também tentou marcar, porém a bola saiu desviada. Pouco tempo depois, falta a favor do Taguatinga e Felipinho foi para a cobrança. O jogador chutou direto na área e a zaga mineira afastou. Na sobra, João de Deus arriscou o gol de novo, mas o goleiro Lucas defendeu e impediu o primeiro tento do Taguatinga.

Com seis minutos de partida, Ezio chegou mais uma vez na bola e tentou o chute de fora da área. Ele pegou mal na bola e não deu em nada. Não demorou muito para o Taguatinga acordar e conseguir criar jogadas. Aos 14 minutos, Evanilson chutou bem, mas a bola foi no canto do gol e Edson defendeu com tranquilidade. Aos 26, Jairo conseguiu chegar bem no ataque e teve a oportunidade de entregar a bola para o companheiro Itamar, porém foi pressionado por Felipinho e perdeu boa oportunidade.

No minuto 36, em cobrança de escanteio, Falero optou pela cobrança curta e achou Filipinho, que tentou o ataque, mas foi impedido pela equipe adversária. Depois, Brendon acabou se machucando em uma dividida e o juiz apitou falta perigosa para o Unaí. João de Deus cobrou e a bola foi direto na barreira. Perto de acabar o primeiro tempo, a Águia conseguiu uma chance clara de gol. João Pedro deu passe para Jairo, que chutou mal e bola foi por cima da trave.

Foto: Jonas Pereira/Distrito do Esporte

Um gol para cada lado

Precisando da vitória, as equipes começaram o segundo tempo de uma forma diferente. Aos quatro minutos, falta perigosa para o Taguatinga depois de uma chegada forte de Julio em Felipe. Evanilson foi para a batida, chutou com categoria e marcou o primeiro gol do confronto. Apesar do gol no início, a partida foi voltou a ficar morna. As equipes continuaram marcando muitas faltas e a bola mal rolava em campo. Com isso, as oportunidades da rede balançar eram mínimas.

À frente no placar, o Taguatinha começou a arriscar e Ezio, de fora da área, chutou forte e a bola parou nas mãos de Lucas. Logo após, Micael tentou marcar de cabeça, mas o goleiro da Águia foi atento mais uma vez e conseguiu impedir o empate. Com pouco mais de 30 minutos, Jairo conseguiu o contra-ataque, pegou bem na bola e, sozinho na área, demorou para finalizar e perdeu a chance de ampliar o marcador. Poucos minutos depois, Jairo repetiu a jogada e, de novo, não marcou.

Aos 35, o Unaí tentou chegar mais uma vez. Brendon conseguiu espaço nas laterais, cruzou para João de Deus, que trabalhou com a bola e devolveu para o camisa 61. O jogador chutou, mas a defesa do Taguatinga, atenta, interviu a jogada. Com 38 no cronômetro, a equipe mineira empatou no Defelê. Em cobrança de falta, Peixoto chutou, a zaga afastou, mas no rebote, Vidal aproveitou e deixou tudo igual no confronto. Aos 44, Henrique buscou o gol da vitória, mas Edson fez uma linda defesa. No último lance, Henrique arriscou mais uma vez, mas a bola saiu pelo lado esquerdo do arqueiro do Unaí.

Taguatinga 1
Lucas; João Pedro, Somália (Jefferson), Daniel, Venício Ferreira; Fabrício 🟨, Evanilson ⚽️, Luan, Jairo (Wesley) ; Felipe (Henrique) e Itamar 🟥.
Técnico: Luiz Carlos Prima.

Unaí 1
Edson; Juninho, Ezio, Julio, Brendon; Micael, Matheus Falero (Diogo), João de Deus, Felipinho; Gabriel Almeida 🟨 (Gabriel Vinícius) e Vidal ⚽️.
Técnico: Guiba.

Brasília vence, ultrapassa o Brasiliense e vira vice-líder do Candangão

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Brasília
Foto: Gabriel Aurelio/Brasília FC

Reativo, mas efetivo. Sob este mantra, o Brasília venceu o Brasiliense na tarde desta quarta-feira (2/2), na Arena BRB Mané Garrincha, em jogo válido pela quarta rodada do Campeonato Candango BRB. Durante os 90 minutos, o Colorado se postou de uma forma mais defensiva para parar o ataque do Jacaré. A tática deu certo e, aliado a duas finalizações certeiras, uma em cada tempo, o Avião venceu, por 2 a 1, ultrapassou o time amarelo e pulou para o segundo lugar na classificação do torneio local.

O primeiro tempo trouxe um Brasiliense com a bola no pé por mais tempo. O time amarelo, porém, não esbanjava criatividade e teve os melhores momentos em bolas na área. Assim, teve uma bola no travessão e fez um gol impedido. O Brasília pouco chutou, mas foi efetivo em cobrança de falta nos acréscimos. A etapa final foi mais corrida e teve mais emoções ofensivas. O Jacaré perdeu pênalti nos primeiros minutos e chegou a empatar, mas logo o Colorado retomou a vantagem e garantiu a vitória.

Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

Brasília abre o placar de falta

O Brasiliense abriu a partida com jogada ensaiada. Após a bola chegar na lateral, o cruzamento veio e Badhuga mandou para fora. O lance acabou sendo isolado em uma sequência de minutos de troca de passes sem muita objetividade. As defesas bem postadas dificultavam as tentativas de infiltração. Mesmo sem agressividade, o Jacaré era quem mais tinha a posse nos pés. Aos 13, Bernardo colocou bola na área e Kath cortou mal. No rebote, Luquinhas chutou mascado e Aldo emendou, mas acertou o travessão.

Com 16, Aldo viu a bola quicar e arriscou de muito longe. Roger pegou sem dificuldade. Na saída de bola, o Brasília errou e Bernardo quase guardou. O Brasiliense era quem mais incomodava naquela altura do jogo. Aos 25, em bola na área, Aldo apareceu de novo e marcou, mas a arbitragem flagrou falta de ataque. Com dificuldade, o Colorado tentava sair do campo defensivo, mas finalizou pela primeira vez somente aos 32, em bola que desviou em Aldo e saiu para escanteio. Na cobrança, a zaga afastou.

Apenas com as laterais como arma, o Brasiliense perdeu força ofensiva. Fechado defensivamente, o Brasília atrapalhava bastante as transições amarelas. Em contrapartida, o Colorado acaba abdicando de atacar e não incomodava o goleiro Edmar Sucuri. Com 43, Leandro Aguiar arriscou de fora da área, mas chutou para fora. Mornos, os minutos finais do primeiro tempo caíram bastante em intensidade. Entretanto, no último lance, Leandro Aguiar cobrou falta com perfeição e abriu o placar.

Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

Ian Carlos garante os três pontos

O Brasiliense voltou para o campo com três alterações na tentativa de se reinventar. Com menos de um minuto, o cenário ficou favorável quando Luquinhas foi derrubado na área por Matheus Rocha. Porém, Aloísio, que acabara de entrar, bateu telegrafado e Roger Kath pegou. Outra cara nova na etapa final, Tiago Luís isolou o rebote. O lance deixou o jogo franco, com o Brasília tentando ataques rápidos e o Jacaré buscando espaços. Aos nove, Leandro Aguiar arriscou, mas mandou para fora.

O time amarelo seguia com a mesma dificuldade de furar a retranca colorada e teve chance somente aos 17, quando Kesley finalizou cruzamento por cima. Dois minutos depois, ele não perdeu. Após defesa de Kath, Marcão pegou a sobra e rolou para Kesley igualar. Com 21, Tiago Luís arriscou de longe e tirou lasca da trave. O empate havia animado o Jacaré, mas, aos 24, veio o banho de água fria. Sucuri bateu roupa em chute de Titico e Ian Carlos colocou o Colorado na frente. Aos 29, Alagoano desviou e carimbou a trave.

O gol recolocou o Brasília na defesa e o Brasiliense no ataque. Com 33, Kesley isolou sobra de escanteio. Com o triunfo parcial, o Colorado se fechou e deu a bola para o Jacaré em busca de um contra-ataque. Aos 40, Tiago Luís cobrou falta próxima da área para fora. Conforme o tempo passava, o time amarelo parecia ficar cada vez sem mais criatividade ofensiva. No fim, os visitantes promoveram uma blitz em busca do gol, mas ele não veio e o Avião conquistou a segunda vitória no Candangão.

BRASÍLIA 2
Roger Kath; Adilson, Tairone, Vinícius Machado e Matheus Rocha; Dadinho, Jhonson, Lucas Perdomo (Titico) e Willian (Lucas Victor); Ian Carlos ⚽ (Obina) e Leandro Aguiar ⚽. Técnico: Luis Carlos

BRASILIENSE 1
Edmar Sucuri; Andrezinho 🟨, Badhuga, Railon e Goduxo (Peu); Radamés (Aloísio), Aldo e Bernardo (Kesley ⚽); Matheus Silva (Tiago Luís), Luquinhas 🟨 (Daniel Alagoano) e Marcão. Técnico: Reinaldo Gueldini

Capital derrota Santa Maria e conquista sua primeira vitória no Candangão

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Foto: Gustavo Roquete/Capital C. F.

Por João Marcelo Pepi

Fora da zona de classificação à próxima fase, na sétima colocação, o Santa Maria recebeu o Capital na tarde desta quarta-feira (02/02) no estádio Serra do Lago, em Luziânia (GO). A Coruja chegou na cidade goiana pressionada por estar na penúltima posição, à frente somente do Unaí. Porém, com a bola rolando, o Capital mostrou superioridade e chegou à sua primeira vitória no Campeonato Candango. Rafael Grampola, Felipe Clemente e Romarinho marcaram pela Coruja, e Fagner descontou para o Santa Maria.

Na zona de rebaixamento, o Capital foi o primeiro clube a marcar com Romarinho após cruzamento de Felipe Clemente. Em outra bola aérea, Thiago Magno achou Fagner livre e o Santa Maria chegou ao empate. Novamente um cruzamento de Felipe Clemente, mas dessa vez Rafael Grampola marcou um lindo gol de bicicleta. Na segunda etapa, o Santa Maria começou bem, mas o arqueiro Julio César se atrapalhou e Felipe Clemente não desperdiçou, marcando o terceiro gol da sua equipe.

Rafael Grampola marca golaço e deixa Capital à frente no placar

Com início bastante estudado, Santa Maria e Capital fizeram os primeiros dez minutos sem grandes oportunidades. Porém, aos 15′, o Capital abre o placar com Romarinho. Felipe Clemente faz cruzamento pela direita e o camisa sete da Coruja cabeceia para o fundo do gol. O empate do Santa Maria veio aos 26′ em jogada aérea. Após bom cruzamento de Thiago Magno pela direita, o meia achou Fagner livre, que bateu de chapa e não deu chance ao goleiro Léo Rodrigues.

Dois minutos depois, a Coruja volta à frente do placar. Felipe Clemente avançou pelo lado direito de ataque, cruzou na área e Rafael Grampola emendou uma linda bicicleta, marcando um golaço no estádio goiano. Quando o cronômetro marcava 33′, Charles aproveitou o vacilo da defesa do Santa Maria e chutou forte para o gol, mas Dedé interviu e evitou o terceiro gol do Capital. Cerca de sete minutos depois, Thiago Magno chutou de fora da área, mas a bola subiu e não assustou Léo Rodrigues.

Trapalhada de goleiro e vitória do Capital

O Santa Maria começou o segundo tempo de forma incisiva. Logo aos seis minutos, Thiago Magno cortou a defesa do Capital e cruzou na medida para Watthimem. O artilheiro da Águia, livre, cabeceou mal e perdeu uma grande oportunidade de empatar o confronto. Quatro minutos depois, Thiago Magno cobrou escanteio, a bola passou por todo mundo e Renildo desviou, mas Léo Rodrigues salvou sua equipe.

Aos 19′, o Capital cobra falta na área e o arqueiro Julio César sai muito mal na bola, e por pouco não engole um verdadeiro frango. Na saída de bola, a trapalhada continua e o goleiro solta a bola nos pés de Felipe Clemente. O atacante não desperdiça e chuta de fora da área, com Julio César fora do lance, para aumentar o placar da Coruja. No minuto seguinte, Igor tentou surpreender Léo Rodrigues e encobrir o goleiro de muito longe, mas o arqueiro da Coruja, atento, faz ótima defesa.

Com 28′, Andrey cobrou falta de muito longe e tirou tinta da trave esquerda de Léo Rodrigues. Próximo do minuto 40, Judson recebeu lançamento e quase marcou o quarto do Capital. Porém, aos 42, o Capital deu números finais à partida. Na cobrança de escanteio, Wallace escorou de cabeça e Emerson Silva, que acabara de entrar, cabeceia para marcar o quarto gol do confronto. Com a vantagem no placar, o Capital segurou o confronto e venceu pela primeira vez na competição.

SANTA MARIA 1
Julio César; Da Silva (Bruno), Dedé, Leandro, Eder Miller; Andrey, Kessi (Igor), Thiago Magno 🟨 (Élber), Vagner; Fagner ⚽ e Watthimem (Renildo).
Técnico: Erivaldo Silva

CAPITAL 4
Léo Rodrigues; Gabriel, Juan Pablo, Wallace, Felipe Assis; Paulo Henrique, Sandy (Maicom), Charles (Judson); Romarinho ⚽ (Pedro Henrique), Felipe Clemente ⚽ (Emerson Silva ⚽) e Rafael Grampola ⚽ (David Souza).
Técnico: Édson Porto