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Manutenção de titulares surte efeito e Brasília mira classificação

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Foto: Jéssika Lineker/Distrito do Esporte

Por Lucas Espíndola

O Brasília, recém-promovido à primeira divisão do Campeonato Candango BRB, teve uma quinta rodada para ser lembrada. Com diversas mudanças na equipe titular, a cara do Colorado mudou, fazendo com que o triunfo em cima do Paranoá fosse muito importante. Com os três pontos conquistados, a equipe voltou ao G-4 da competição local e pode continuar sonhando com uma vaga no quadrangular semifinal do Candangão BRB.

O treinador Luís Carlos fez algumas mudanças que foram significativas para a vitória de 1 a 0 sobre a Cobra Sucuri. Após cinco rodadas com a titularidade de Roger Kath no gol, o torcedor Colorado teve uma grata surpresa quando saiu a escalação do Brasília. Muito criticado pelos adeptos do time, Kath não foi nem relacionado para a partida e Luan assumiu a camisa número um do Avião vermelho.

O arqueiro do Brasília simplesmente fechou o gol no confronto realizado no Mané Garrincha, impedindo diversas vezes que o Paranoá balançasse as redes. Dois momentos foram memoráveis na tarde desta quarta-feira (09/02). A primeira foi na última tentativa da Cobra Sucuri antes do intervalo. Aos 48′, Samuel saiu cara a cara com Luan Carlos e o goleiro fez uma defesa espetacular. O outro lance foi no final do jogo, quando o atleta defendeu o cabeceio de Gustavo Macapá e impediu o gol adversário.

Outro acerto significativo do treinador foi Íkaro, lateral-esquerdo que começou no lugar de Matheus Rocha. O jogador fez diversas jogadas boas na primeira etapa, tanto ofensivamente quanto na parte defensiva. No segundo tempo, Íkaro manteve o ritmo de jogo. Em uma oportunidade, o atleta jogou com Matheus Rocha, quando o ex-titular entrou no lugar do atacante Lucas Victor.

Foto: Gabriel Aurélio/Brasília FC

Sem Tairone, Santiago foi o defensor da vez

O zagueiro Santiago foi um dos jogadores que renovaram com o Brasília após o acesso do clube. Anteriormente, o defensor havia atuado pouco na Segundinha, mas ganhou uma nova chance na última rodada, já que o titular Tairone estava suspenso. Tendo Santiago de titular, Luís Carlos pôde analisar uma nova dupla de defesa no Colorado. Com um erro grosseiro no primeiro tempo, o atleta até que atuou bem, conseguindo afastar algumas chances perigosas do adversário. O zagueiro também demonstrou uma forte marcação, muitas vezes avançando até a intermediária para marcar um jogador do Paranoá.

Meia cancha e ataque poderoso

Diante do Paranoá, o Brasília entrou bem ofensivo, com uma formação 4-3-3. Sem Lucas Perdomo, que havia sido titular anteriormente e é outro jogador muito criticado, o meio de campo ficou com Dadinho, Johnson e Willian. O trio do sistema ofensivo foi formado por Leandro Aguiar, Lucas Victor e Titico. Os dois últimos citados ganharam uma nova chance na parte ofensiva da equipe, correspondendo muito bem a oportunidade de ser titular.

Titico foi muito bem pelo lado esquerdo do campo de ataque, além de costurar por algumas vezes pelo meio. E foi assim que saiu o gol do jogo. Após um ótimo lançamento de Lucas Victor para o meio da área, o atleta número 11 bateu de primeira e Matheus Damasceno não conseguiu defender. Ali foi a consagração de Titico, que merece continuar sendo titular do Avião vermelho durante o campeonato.

Foto: Jéssika Lineker/Distrito do Esporte

O atacante Lucas Victor, que deu a assistência na hora do gol, fez boas jogadas pelo lado direito, mas ficou apagado por conta da marcação forte por aquele setor do campo ofensivo. Ian Carlos, que era titular absoluto na equipe, entrou na segunda etapa. Sem brilho, o atleta não foi o mesmo de outras rodadas, mas é um dos jogadores que os torcedores mais confiam no elenco, sendo uma esperança de gols e dribles.

Com um meio-campo bem encorpado, Dadinho, Johson e Willian atuaram bem. Os três atletas conseguem se completar pela parte central do campo, demonstrando que essa parte da equipe titular não deve ser mudada, mantendo o trio nas escalações iniciais de Luís Carlos.

O que vem por aí

Sonhando com uma vaga no quadrangular semifinal do Campeonato Candango BRB, o Brasília volta a campo no próximo domingo (13/02). O duelo será o clássico mais antigo do Distrito Federal, diante do Gama, no Estádio Ciro Machado do Espírito Santo, o Defelê. O grande jogo está marcado para às 15h30.

Na agenda: UFC marca nova luta de Vicente Luque para abril de 2022

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Foto: Reprodução/UFC

Por Michael Nunes

Belal Muhammad é o novo adversário de Vicente Luque no Ultimate Fighting Championship (UFC). O combate está marcado para 16 de abril, no UFC Fight Night, em local ainda não divulgado pela organização, e terá a luta de Luque x Muhammad como a principal. Adversários já conhecidos, os atletas lutaram em novembro de 2016 e o “The Silent Assassin” saiu vitorioso com menos de dois minutos de embate. O lutador com sangue brasiliense ainda tinha a expectativa de um title shot (disputa de cinturão) contra o campeão Kamaru Usman.

A luta entre Vicente Luque e Belal Muhammad será a principal do evento. Esta será a primeira vez que Luque fará o main event. Em entrevista ao UFC, Vicente falou sobre esse momento ímpar. “Eu venho trabalhando para sempre poder estar entrando no card principal, e agora fazer o main event é muito especial. Acho que traz algo a mais para essa luta, além de ser um cara que está ranqueado lá em cima”, disse.

Vicente Luque não luta desde agosto de 2021 quando venceu o americano Michael Chiesa por finalização. Esse último confronto foi a quarta vitória consecutiva de Luque na organização, ganhando o título “Perfomance da Noite”. As vitórias fizeram Vicente subir no ranking da categoria meio-médio e hoje ocupa o quarto lugar, atrás de Colby Covington, Gilbert Durinho e Leon Edwards. Seu próximo adversário, Belal Muhammad, está uma posição abaixo, no quinto lugar.

O confronto entre Luque e Muhammad não é novidade no evento. Os dois se enfrentaram em novembro de 2016 com vitória avassaladora de Vicente por nocaute técnico logo no primeiro minuto de luta. Desde então, Muhammad melhorou o seu jogo e se tornou um adversário duro de ser batido. O lutador com raízes palestinas venceu dez lutas, um no contest (luta sem resultado devido a uma dedada no olho ilegal de Leon Edwards) e só teve apenas um revés para Geoff Neal em janeiro de 2019.

Apesar da dificuldade da luta, Vicente Luque esperava lutar pelo cinturão contra Kamaru Usman ou pegar alguém do Top-3 da categoria. Dana White, mandatário do UFC, já deixou bem claro que o próximo desafiante pelo título é o inglês Leon Edwards, número três no ranking dos meio-médios. Porém, Luque poderá aproveitar o embate para vencer Muhammad mais uma vez e fazer coro para ser o próximo desafiante do cinturão.

Card Luque x Muhammad*

Vicente Luque x Belal Muhammad (meio-médio)
Drakkar Klose x Brandon Jenkins (leve)
Uriah Hall x André Sergipano (médio)
Rafa Garcia x Jesse Ronson (leve)
Miguel Baeza x Adversário ainda não divulgado (meio-médio)
Chris Barnett x Martin Buday (pesado)
Lina Lansberg x Pannie Kianzad (galo)
Caio Borralho x Gadzhi Omargadzhiev (médio)
Melsik Baghdasaryan x TJ Laramie (pena)
Elizeu Capoeira x Mounir Lazzez (meio-médio)

*As lutas podem ser alteradas.

Em noite épica, Brasília e Cerrado Basquete vencem no Novo Basquete Brasil

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Foto: Matheus Maranhão/ BRB/Brasília Basquete

Por Lucas Espíndola

Quem acompanha o basquete na capital federal terá uma lembrança muito boa da noite de quarta-feira (09/02). Depois de um bom tempo, Brasília e Cerrado venceram na mesma rodada do Novo Basquete Brasil (NBB). Os dois confrontos foram realizados no Distrito Federal, no Ginásio BRB Nilson Nelson e Asceb. O time extraterrestre venceu o União Corinthians por 92 a 71, enquanto o esquadrão verde triunfou por 79 a 61 em cima do Caxias do Sul.

Em noite espetacular, Brasília liquida União Corinthians

Às 20h no Ginásio BRB Nilson Nelson, o Brasília Basquete recebeu o União Corinthians. O clube do Sul do país chegou com moral na capital federal, já que havia desbancado o último invicto do campeonato, o Franca. Mas os donos da casa não quiseram saber e começaram com tudo, vencendo o primeiro quarto por 27 a 13. O clube cedeu alguns pontos ao adversário no período seguinte, mas manteve a boa mira ofensivamente, levando para o vestiário o placar de 53 a 34.

O terceiro quarto foi um pouco mais apertado, porém, o Brasília Basquete conseguiu se manter à frente do marcador, abrindo uma boa vantagem de mais de 20 pontos. O último e derradeiro período foi tranquilo para os donos da casa, que tiraram o pé do acelerador e viram o União Corinthians vencer por 15 a 14, mas não foi suficiente para derrotar o Brasília, que triunfou  com uma larga vantagem no placar: 92 a 71.

O nome do jogo foi Gemerson. O atleta quase conseguiu um double double, convertendo 25 pontos (cestinha da partida) e sendo líder de rebotes, com nove ao todo. Thomas comandou as assistências, com 11 no total. O camisa número 24 também se destacou nos rebotes, pegando seis embaixo da cesta. Pelo União Corinthians, Malachias marcou 18 pontos, além segurar cinco rebotes, juntamente com Teichmann.

Foto: Matheus Maranhão/Brasília Basquete

Cerrado Basquete passa pelo Caxias

Meia hora depois, na Asceb, o Cerrado enfrentou o Caxias do Sul. A vitória foi muito importante para os donos da casa, que subiram duas posições na tabela, chegando à 14ª colocação e podendo sonhar com uma vaguinha nos playoffs. O esquadrão verde mostrou a sua força logo no primeiro quarto, vencendo por 24 a 16 e colocando oito pontos de vantagem. Os candangos continuaram impondo um bom ritmo de jogo, levando para o intervalo o marcador em 44 a 28.

Na volta dos vestiários, o Cerrado deu uma pequena deslizada, não conseguindo converter as cestas de forma simples e viu o Caxias do Sul diminuir a vantagem imposta pelo adversário, 56 a 46. Os 10 minutos finais foram bons para os candangos, que conseguiram demonstrar a força do primeiro tempo e novamente se impuseram de forma ofensiva. O confronto terminou 79 a 61 para o Cerrado.

O cestinha da partida foi Humberto, do Caxias do Sul, que anotou 21 pontos. Pelo lado do Cerrado, Dawkins foi quem converteu mais pontos, 16 no total. O armador foi acompanhado por Thornton, com 14, e Gusmão, 13. Assim como na conversão de pontos, quem comandou as assistências dos donos da casa foi o americano que veste a camisa 14, com sete. Líder de rebotes, Serjão conseguiu pegar 10 no total.

Foto: João Pires/LNB

O que vem por aí

O Cerrado volta às quadras na próxima sexta-feira (11/02). Jogando no Ginásio da Asceb, às 20h30, os donos da casa recebem o União Corinthians, para mais uma rodada do segundo turno do Novo Basquete Brasil. Já o Brasília só joga na semana que vem, dia 17 de fevereiro, fora de casa. A equipe enfrenta o Pato Basquete, no Sul do país. O confronto está marcado para às 19h30.

Real Brasília é derrotado pelo Corinthians e se despede da Supercopa

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Foto: Divulgação/CBF

Por Rayssa Loreen

O Real Brasília se despediu da Supercopa feminina nesta quarta-feira (9), jogando na Arena Barueri, no interior paulista. O representante do Distrito Federal entrou em campo contra o Corinthians e, mesmo jogando uma partida com forte marcação, perdeu por 2 a 0, se despedindo de cabeça erguida da competição nacional.

Caminho para a semi

As Leoas conseguiram vaga na semifinal depois de derrotarem o Internacional por 1 a 0, no Beira-Rio, na primeira fase da disputa. Já o Corinthians eliminou o Palmeiras por 3 a 0.

Dentro de campo, gol somente no final da primeira etapa

O primeiro tempo começou devagar para os dois times. Melhor em campo, o Corinthians conseguiu pressionar um pouco mais e buscar o ataque. Aos cinco minutos, Adriana chegou perto para marcar, mas Dida defendeu sem dificuldades.

Dez minutos depois, o Corinthians perdeu mais uma chance de abrir o placar. Tamires entregou bem a bola para Zanotti, que tocou por cima da goleira, mas a bola saiu pelo canto do gol.

Foto: Divulgação/CBF

Com 21 minutos, Adriana encontrou espaço pelo lado direto do Real Brasília, chutou para o gol, mas Dida, de novo, defendeu. Aos 28, Tamires apareceu mais uma vez no ataque. A camisa 37 cruzou para Yasmin, que não conseguiu balançar a rede.

A pressão alvinegra continuava, e aos 38 minutos, falta perigosa marcada a favor do Corinthians. Yasmin foi para a cobrança, mas a bola chegou tranquila nas mãos de Dida. Depois disso, não demorou muito para o Timão abrir o placar na Arena Barueri. Adriana bateu, a bola foi tirada e, na sobra, Jheniffer não bobeou e chutou direto no gol levando a vantagem no placar para o intervalo.

Timão consolidou o placar

A segunda etapa começou mais movimentada. Logo aos cinco minutos, a defesa das Leoas falhou e o Timão encontrou espaço para marcar o segundo. Liana recebeu a bola de Tamires e a camisa 11 aproveitou que não estava sendo marcada e balançou a rede.

Muito presente no jogo, Tamires tentou fazer o dela. Aos 11, a jogadora arriscou de fora da área, porém a bola saiu pelo canto do gol. O Real Brasília ficou menos recuado no segundo tempo, mas isso não foi suficiente para mudar o rumo do jogo. A equipe não conseguiu criar jogadas perigosas e continuou precisando muito da defesa para impedir mais um gol da equipe adversária.

Aos 19, Bianca Gomes buscou o terceiro gol e não conseguiu. No rebote, Adriana também tentou, mas Dida defendeu. Poucos minutos depois, Bianca foi de novo na bola, Dida foi rápida e defendeu.

Para a história…

O tempo ia passando e as duas equipes não atacavam mais. Porém, na reta final da partida, um momento histórico aconteceu na Arena Barueri. Pelo lado do Corinthians, Zanotti saiu para a entrada de Ellen, jogadora da base. Este registro mostra a importância da valorização do futebol feminino no país, desde os primeiros passos para quem sonha em valorizar a carreira dentro da modalidade.

Mesmo com a atuação e o esforço de Ellen bem elogiada na reta final da partida, a atleta viu de perto a árbitra encerrar a partida e sacramentar o Corinthians na final da primeira Supercopa do Brasil de Futebol Feminino, contra o Grêmio.

Futuro do Real Brasília

Eliminado da Supercopa, o Real Brasília só volta a jogar em março, quando começa o Brasileirão A1. Os confrontos ainda não foram definidos, mas o campeonato começa no dia 6 e vai até 25 de setembro.

CORINTHIANS 2

Kemelli; Kati, Giovanna Campiolo (Juliette), Tarciane; Yasmin, Diany, Liana ⚽️ (Jaque) Salazar, Gabi Zanotti (Ellen); Adriana (🟨), Tamires (Grazi) e Jheniffer ⚽️ (Bianca).

REAL BRASÍLIA 0

Dida; Roberta (Nenê), Petra, Isabela Melo, Bruna Natieli; Maiara, Sasá, Gaby Soares, Marcela Guedes (Dany); Carol Gomes e Geovana Alves.

Brasília vence o Paranoá pelo placar mínimo e salta para o G-4 do Candangão

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Foto: Jéssika Lineker/Distrito do Esporte

A boa postura defensiva mais uma vez foi essencial para o Brasília somar pontos no Campeonato Candango BRB 2022. Na tarde desta quarta-feira (9/2), o time colorado recebeu o Paranoá, no Estádio Nacional Mané Garrincha, controlou o ímpeto adversário e aproveitou boa trama para vencer por 1 a 0. O resultado foi suficiente para fazer o colorado ultrapassar o Brasiliense e terminar a 6ª rodada no grupo dos quatro classificados para o quadrangular semifinal do torneio local.

Em bom momento no Candangão, o Paranoá começou a partida no campo de ataque em busca de oportunidades concretas. Porém, quem marcou foi o Brasília e o lance mudou o jogo. Com a vantagem, o Colorado conseguiu marcar bem e acuar a Cobra Sucuri. A etapa final no Mané Garrincha teve poucas chances concretas. Atrás do placar, os visitantes ficaram com a bola no pé, mas esbarraram na postura defensiva do Avião e não conseguiram mudar o cenário da partida.

Foto: Jéssika Lineker/Distrito do Esporte

Paranoá sai melhor, mas Brasília marca

O Paranoá assustou logo no primeiro minuto de jogo. Após troca de passe envolvente, a bola sobrou na entrada da área com João Carlos, que chutou para fora. Com o Brasília encontrando dificuldades de chegar no ataque, a Cobra Sucuri apertava a marcação em busca da recuperação no campo ofensivo. Porém, com faltas e passes errados, o jogo perdeu intensidade. Os goleiros Luan Carlos e Matheus Damasceno pouco foram exigidos e os visitantes voltaram a finalizar somente aos 15 minutos com Paulinho.

Bem postado na defesa, o Paranoá seguia sem sofrer sustos. Ao menos até os 18. Ikaro fez boa jogada pela ponta e achou Willian na área. Matheus Damasceno saiu bem e fez a defesa. Dois minutos depois, o Colorado não perdeu. Lucas Victor recebeu na direita e deu passe na medida para Titico tocar para a rede. A vantagem no placar deixou o Avião mais confortável em campo. A Cobra Sucuri, por sua vez, passou a esbarrar na marcação rival. Aos 24, o Brasília ameaçou outra vez em finalização de Lucas Victor.

A postura colorada de aguardar um contra-ataque era clara. Com o time rival todo posicionado no campo de defesa, o Paranoá lutava por espaços. A dificuldade em impor as ideias deixou o jogo sem sequência. Aos 38, um erro quase virou gol da Cobra Sucuri. Santiago deu passe curto e Daniel Guerreiro sairia livre se não fosse bom corte de Vinícius Machado. Aos 48, os visitantes tiveram outra boa chance. Samuel ficou com a bola espirrada na área e chutou para defesa de Luan Carlos.

Foto: Jéssika Lineker/Distrito do Esporte

Cobra Sucuri esbarra na defesa colorada

A desvantagem deixou o técnico Klésio insatisfeito e o Paranoá recomeçou o jogo com três mudanças. O panorama de ações, porém, seguiu dividido e sem grandes chances nos primeiros minutos. Brigada no meio, a partida ficou faltosa e truncada. Atrás do empate, a Cobra Sucuri seguia rodando a bola por espaço, mas sem sucesso. Os lances de bola na área eram a principal aposta dos visitantes, mas sem grande efetividade. O Brasília seguia fechado na marcação e paciente por uma jogada fatal.

Além da boa postura defensiva do Colorado, o Paranoá também esbarrava nos próprios erros. Aos 21, Daniel Guerreiro ajeitou na entrada da área e Norton finalizou sem direção. O camisa 11, inclusive, era a principal arma ofensiva dos visitantes na partida. Porém, a marcação do Brasília por muitas vezes se sobressaiu nos combates. Aos 29, Norton achou espaço e avançou. Na finalização, Luan Carlos fez a ponte e salvou. O escanteio teve o mesmo roteiro de vários outros no jogo e não foi aproveitado.

Quando ficava com a bola no pé, o Brasília não tinha pressa para chegar na frente do gol e trocava passes na intermediária. As faltas sofridas viraram arma para o Colorado esfriar as ações do jogo. Do outro lado, nem mesmo os chutes de longe chegavam perto de Luan Carlos. Com 44, Luan Carlos fez a grande defesa do jogo. Em escanteio, Gustavo Macapá cabeceou com força, a bola quicou no chão e o goleiro colorado fez defesa providencial para salvar o Avião e garantir o resultado.

BRASÍLIA 1
Luan Carlos; Adilson, Santiago 🟨, Vinícius Machado e Ikaro; Dadinho (Obina), Johnson e Willian; Lucas Victor (Matheus Rocha), Titico ⚽ (Ian) e Leandro Aguiar. Técnico: Luís Carlos

PARANOÁ 0
Matheus Damasceno; David (Vitinho), Gustavo Macapá, William e Vandinho; João Carlos 🟨, Klécio (Cocada), Paulinho (Lucas Dantas) e Marquinhos (Norton); Daniel Guerreiro 🟨 e Samuel 🟨 (Magal). Técnico: Klésio Borges de Moraes.

Ceilândia empata com o Taguatinga e perde os 100% no Candangão

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Foto: Alan Rones/Ceilândia E. C.

Por Maurício Carvalho

No confronto entre cidades vizinhas, Ceilândia e Taguatinga protagonizaram um jogo de baixíssimo nível técnico. Com a classificação para a próxima fase bem encaminhada, o Ceilândia pouco se esforçou, e terminou a partida sem gols. Mesmo jogando em ‘casa’, no Defelê, o Taguatinga até tentou se impor mas esbarrou na falta de criatividade ofensiva e não conseguiu superar a defesa do Gato, que completou seu terceiro jogo sem ser vazada.

O Taguatinga começou com a posse de bola, mas sem assustar a defesa do Gato preto. Os goleiros fizeram boas defesas durante o jogo, porém faltou inspiração por parte dos ataques. No primeiro tempo o Ceilândia chegou na bola parada e até acertou a trave. Pelo lado azul e branco, Wisman desperdiçou uma chance de ouro. Mesmo com mudanças nos dois times, as oportunidades ficaram mais escassas na etapa final. Destaque para o número baixo de faltas de jogo e o cartão amarelo que não saiu do bolso do árbitro Sávio Sampaio. No fim, o zero não saiu do placar.

Poucas chances e nenhum gol

O jogo começou sonolento, com as duas equipes muito cautelosas. O primeiro lance de perigo veio a partir de um erro de passe do goleiro Lucas. O gol ceilandense só não saiu porque o próprio Lucas fez bela intervenção com os pés evitando o gol de Mirandinha. O Ceilândia passou a rondar a área do Taguatinga e no momento em que controlava o jogo, a Águia obteve sua primeira finalização em chute perigoso de Henrique, para grande defesa de Léo Unamuzaga.

Com trinta minutos no relógio, o árbitro Sávio Sampaio fez uma pausa para a hidratação dos jogadores. Na volta da parada o jogo ganhou em emoção: primeiro, Wisman lançou bola na área e Leo evitou o gol do Taguatinga. Na sequência foi a vez do gato preto assustar, Tarta bateu falta venenosa, Lucas deu rebote, e o zagueiro Gilson carimbou a trave dos donos da casa.

Já nos acréscimos veio a grande chance da primeira etapa. Wisman invadiu a área e cara a cara com o goleiro Léo chutou rasteiro à esquerda do gol. O Taguatinga ensaiou uma pressão nos minutos finais, mas sem sucesso, não conseguiu tirar o zero do placar.

Etapa final

O Ceilândia voltou do intervalo com a mesma postura, tentando manter a posse de bola sem sofrer riscos. Aos 12 minutos Wisman emendou uma linda bicicleta, mas o gol do Taguatinga não saiu. Três minutos mais tarde, o líder da competição chegou com China. O lateral cruzou errado e quase surpreendeu o arqueiro Lucas. Com pouquíssima criatividade em campo, o jogo não desenvolvia.

Foto: Alan Rones/Ceilândia E. C.

A bola parada foi responsável pela primeira chance de perigo da etapa final. Aos 29 minutos Tarta cobrou falta com muita força e o goleiro Lucas tirou a bola praticamente de dentro do gol. Em um raríssimo instante de emoção, Hyury recebeu bom passe de Cabralzinho, e o gol alvinegro não saiu porque Vena, capitão do Taguatinga, chegou de carrinho para desarmar. Aos 42 minutos Wesley teve a bola do jogo para o Taguatinga. Mais uma vez Leo fez uma defesaça, porém o impedimento foi assinalado.

De olho na próxima rodada

No próximo sábado (12/02), o Ceilândia vai encarar o Brasiliense no estádio Abadião. A reedição da final do campeonato de 2021 será transmitida pela TV Câmara Distrital às 16hrs. No domingo, às 10:30, o Taguatinga vai até o entorno do Distrito Federal encarar o Santa Maria no estádio Serra do Lago.

TAGUATINGA 0

Lucas; João Pedro, Somália, Daniel, Evanilson; Vena, Luan, Henrique (Wesley), Foguinho (Felipe); Wisman, Itagol (Kantê). Técnico: Luiz Carlos Prima🟨

CEILÂNDIA 0

Léo Unamuzaga; Crystian, Fernando Gomes, Vidal, China; Werick (Gabriel Henrique), Tarta, Fernandinho (Hyuri); Cabralzinho (Fogão), Mirandinha (Tchelê), Gabriel Pedra (Romário). Técnico: Adelson de Almeida

Capital goleia o Luziânia e pula para o segundo lugar na classificação

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Luziânia x Capital
Foto: Gustavo Roquete/Capital C.F.

A chegada do técnico Édson Porto ao Capital foi, literalmente, um divisor de águas. Na tarde desta quarta-feira (9/2), a Coruja mostrou, mais uma vez, a efetividade imposta pelo treinador e venceu o Luziânia, por 4 a 0, no Estádio Serra do Lago. O resultado foi a terceira goleada seguida construída pelo time tricolor, que pulou para a segunda posição na classificação do Campeonato Candango BRB 2022. Os goianos, por sua vez, seguem na lanterna e flertando cada vez mais com o rebaixamento.

O forte calor no município goiano fez os dois times entrarem em campo com uma postura de observação. Na segunda metade do primeiro tempo, o Capital deslanchou e marcou duas vezes com Wallace – em belo chute de falta – e Judson. Na etapa final, a Coruja aproveitou a afobação da Igrejinha para matar de vez o resultado. Com gols de Charles e Pedrinho, a equipe de Édson Porto confirmou o resultado e sacramentou, de vez, a boa fase atravessada no torneio local.

Foto: Gustavo Roquete/Capital C.F.

Na imposição, Capital sai na frente

O jogo no Serra do Lago começou bastante estudado e com as duas equipes com dificuldades de criar jogadas de grande ímpeto. O Luziânia parecia ter um controle melhor da bola no pé. Porém, principalmente com chutes de longe, o Capital foi quem mais arriscou no rumo do gol. Com as marcações se sobressaindo, nenhuma das equipes criou oportunidades claras nos primeiros minutos do jogo. O primeiro lance de real perigo apareceu somente aos 23. Após chute inesperado de Judson, Gabriel caiu e espalmou.

No minuto seguinte, o Capital colocou duas bolas na trave. Em levantamento despretensioso de Judson, a redonda ganhou altura e carimbou o poste. No rebote, Wallace também acertou a quina. O lance em sequência, porém, foi algo isolado sob o forte calor do Serra do Lago. Até o time visitante mudar a partida. Com 32, em nova tentativa de longe, Wallace fez Gabriel trabalhar outra vez. Aos 33, Gabriel fez outra defesaça. Após bola na área, Grampola subiu e exigiu grande ação do goleiro do Luziânia.

Com 35, Wallace foi perfeito. Em cobrança de falta, o camisa 5 do Capital colocou a bola no ângulo e não deu nenhuma chance de defesa para o arqueiro rival. Mesmo precisando do resultado, o Luziânia pouco fez em busca dele. E o time goiano acabou pagando caro pela falta de objetividade, pois o segundo gol da Coruja saiu nos acréscimos. Após boa jogada pela esquerda, Grampola invadiu a área e cruzou para Clemente finalizar em Gabriel. No rebote, Judson não desperdiçou e ampliou.

Foto: Gustavo Roquete/Capital C.F.

Coruja mata o jogo

Com duas alterações, o Luziânia voltou a campo disposto a mudar o cenário do jogo. Com Wallace em dia ofensivo, o Capital tentou duas vezes, mas o volante errou o alvo nas duas. Aos 10, o time goiano puxou contra-ataque, mas Rodrigo Menezes se precipitou e chutou para fora. O nervosismo seguiu atrapalhando os planos da Igrejinha. Em um deles, a Coruja puxou jogada em velocidade e a bola chegou nos pés de Charles. Com categoria, ele bateu no canto do goleiro Gabriel.

Com o resultado encaminhado, o técnico Edson Porto rodou o elenco tricolor. Muito mais na base da vontade, o Luziânia tentou alguns chutes isolados em direção ao gol de Léo Rodrigues, mas pouco assustou o time do Capital. A Coruja tinha a partida totalmente sob controle e seguiu com calma em busca de mais gols. Com os três gols de vantagem do time candango, a partida já não tinha tanta velocidade dos dois lados. Aos 31, Gabriel saiu bem em escorada de cabeça.

O cenário da partida no Serra do Lago deixava a partida com poucas faltas e muita bola rolando. Os goleiros Gabriel e Léo Rodrigues, porém, passaram a ser menos exigidos. Aos 40, Judson fez boa jogada e passou para Clemente. Com os pés, Gabriel defendeu. Apesar da vontade, o Luziânia não conseguia criar grandes jogadas ofensivas. O panorama seguiu nos últimos minutos da partida. Aos 45, a zaga goiana vacilou e Pedinho escorou para a rede e fechou o placar.

LUZIÂNIA 0
Gabriel; Luís Felipe (João Victor), Cristiano, Perivaldo, e Ronald; Felipe 🟨 (José Carlos), Rodrigo Menezes (Roger Lucas) e Adalto (Luíz Felipe); China, Lucas e Rodrigo Pelezinho 🟨 (Brendo). Técnico Vandinho.

CAPITAL 4
Léo Rodrigues; Gabriel (Tavares), Juan Pablo, Emerson e Romarinho; Wallace ⚽ (Maicom), Sandy (Geovane), Judson ⚽ e Charles ⚽ (Pedrinho ⚽); Felipe Clemente e Rafael Grampola (David Souza). Técnico: Édson Porto.

Em jogo eletrizante, Unaí vence Brasiliense e respira no Candangão

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Lucas Bolzan/Distrito do Esporte

No duelo entre mineiros e candangos, o Unaí levou a melhor por 3 x 2 sobre o Brasiliense, na abertura da 6ª rodada do Campeonato Candango. A partida realizada na manhã desta quarta-feira (9/2), no Estádio Urbano Adjunto, foi marcada pelo domínio verde sobre a equipe de Taguatinga. O resultado deu fôlego ao esquadrão de MG, enquanto o tropeço pode custar a vaga do Jacaré no G-4 ao fim da jornada.

O Unaí foi superior ao Brasiliense desde o apito inicial. Os donos da casa precisaram de apenas 20 segundos para conseguir a primeira investida. A recompensa veio aos 33 minutos, quando Akin finalizou de longe, com desvio no meio de caminho, abrindo o placar no interior mineiro. Na volta dos vestiários, Matheus Falero ampliou e, de quebra, anotou o terceiro do Verdão da Serra. O Jacaré conseguiu descontar com Aldo e Badhuga na reta final. No entanto, o tropeço longe do DF não evitado.

Lucas Bolzan/Distrito do Esporte

Unaí se impõe e larga na frente

Focado na vitória, o Unaí se atirou ao ataque com menos de 20 segundos de jogo. Matheus Falero avançou pela direita, superou a marcação e tentou o cruzamento. Atento, Aldo afastou. Passados cinco minutos, os mineiros continuaram pressionando. Acionado novamente, Falero apostou corrida pelo setor direito, mas foi travado pela defesa amarela. A resposta amarela veio após cruzamento de Goduxo pelo setor canhoto. Daniel Alagoano escorou de cabeça para Aloísio que, de primeira, bateu mascado. Marcão tentou a sobra, mas sem sucesso.

Com espaço, o Unaí tentou assustar com finalizações de longa distância. Felipinho dominou de longe e arrematou por cima do gol. O Jacaré respondeu na mesma moeda. Aloísio recebeu pelo centro, ajeitou o corpo e bateu rasteiro, rente à trave do goleiro mineiro. Foi seguindo a receita de finalizar de fora da área que o Verdão da Serra abriu placar. Akin ganhou campo pela direita e não titubeou em chutar de longe. A finalização contou, ainda, com desvio no meio do caminho, impedindo qualquer reação do arqueiro candango.

Após o gol, o clima ficou tenso no interior mineiro. Em disputa pela bola, Daniel Alagoano deixou o braço no rosto de Akin, que desabou, gerando tumulto nas áreas técnicas. A confusão, porém, não mudou o rumo da partida na primeira etapa.

Jacaré reage, mas não evita derrota

Na volta dos vestiários, o Brasiliense precisou de apenas um minuto para chegar ao ataque. Aloísio cortou da direta para o meio e chutou rasteiro e fora da área. No lance seguinte o Unaí foi às redes com Matheus Falero. Felipinho foi levando até a entrada da área e viu a passagem de João de Deus, que bateu cruzado para Falero completar. O assistente, porém, assinalou impedimento, acendendo nova polêmica. E após pouco mais de um minuto de conversa, o trio de arbitragem confirmou o segundo gol mineiro.

Com o prejuízo ainda maior, o Jacaré promoveu mudanças para melhorar a saída de bola e aumentar o poderio ofensivo. As alterações, no entanto, não surtiram efeito. Muito pelo contrário, aos 14’, Paulo Renê aproveitou o buraco na defesa amarela e lançou Matheus Falero. O camisa 11 venceu Badhuga na corrida, driblou o goleiro e anotou o terceiro do Unaí na partida. Com dificuldade para criar, o Brasiliense parava no bloqueio verde e pouco assustava o adversário.

Incomodado pelo resultado, o Brasiliense conseguiu diminuir em bola parada. Bernardo cobrou escanteio, Aldo antecipou na primeira trave e descontou para o Jacaré. Na sequência, o esquadrão amarelo quase marcou o segundo em cabeceio de Matheus Silva. Por capricho, a ofensiva parou no travessão do goleiro Edson. Nos acréscimos, novamente após tiro de canto, o Jacaré diminuiu. Badhuga aproveitou sobra na pequena área e escorou para o fundo das redes.

O que vem por aí

A vitória em casa sobre o Brasiliense deu fôlego ao Unaí no Candangão. O Verdão da Serra chega aos seis pontos e deixa momentaneamente a zona de rebaixamento. O próximo compromisso mineiro no torneio será no sábado (12/2), contra o Capital, às 15h30, no Estádio JK. A derrota pode custar a 3ª posição do Jacaré, podendo ser ultrapassado ao final da rodada. A equipe amarela também volta a campo no sábado, às 15h30, quando recebe o Ceilândia, no Abadião, na reedição da final local do ano passado.

UNAÍ – 3
Edson; Lucas, Vidal, Vinícius e Júlio; Gabriel Almeida 🟨, Akin ⚽ (Madson), Felipinho (Pedrão 🟨) e Micael; Matheus Falero ⚽⚽🟨 (Brendon) e João de Deus (Paulo Renê). Técnico: Emerson Matheus

BRASILIENSE – 2
Fernandes; Andrezinho, Badhuga ⚽, Preto Costa e Goduxo (Peu); Aldo ⚽, Aloísio e Tiago Luís (Bernardo 🟨); Luquinhas (Matheus Silva), Daniel Alagoano 🟨 (Kesley) e Marcão 🟨. Técnico: Reinaldo Gueldini

TJD-DF condena Gama e Brasiliense por confusão no clássico

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Foto: Francisco Stuckert/Fotoarena

Por Bruno H. de Moura

A Primeira Comissão Disciplinar do Tribunal de Justiça Desportiva do Distrito Federal decidiu na noite desta terça-feira (08/02) punir Gama e Brasiliense pelos acontecimentos no estádio Mané Garrincha durante o clássico 70 entre Jacaré e Periquito.

Os membros do TJD-DF entenderam que as duas equipes foram responsáveis por “Deixar de tomar providências capazes de prevenir e reprimir” desordens e lançamento de objetos no campo. Condenados pelo art. 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, Gama e Brasiliense também foram punidos pela elevada gravidade e por ter havido prejuízo ao andamento do jogo, interrompido por quase uma hora. A punição foi unânime.

Os membros da Primeira Comissão Disciplinar só discordaram das punições. Por maioria, os auditores condenaram o Gama a pagar multa de R$ 40.000,00 (quarenta mil reais) e à perda de 5 mandos de campo. Já o Brasiliense foi punido em R$ 20.000,00 (vinte mil reais) e à perda de 2 mandos de campo.

2 julgadores entendiam que a punição mais justa era perda de 2 jogos e multa de R$ 20.000,00 (vinte mil reais) para as duas agremiações, mas foram vencidos.  Cabe recurso ao pleno do TJD-DF e, posteriormente, ao Superior Tribunal de Justiça Desportivo – STJD.

Como o público está proibido de comparecer a competições esportivas no Distrito Federal, o TJD-DF determinou à FFDF definir como se dará o cumprimento da punição. O prazo, segundo a decisão, para pagamento da multa é de 7 dias.

Foto: Francisco Stuckert/Fotoarena

Há duas semanas, durante a partida, membros das torcidas organizadas Facção – vinculada ao Brasiliense – e IRA Jovem – ligada ao Gama – entraram em confronto na reta final da segunda etapa. As imagens da briga entre os dois lados viajou pelo país e até a Polícia Militar foi tida como culpada por não apartar a confusão.

O presidente do TJD-DF, Vinícius Henrique Bernardes dos Santos, já havia determinado a suspensão das duas torcidas organizadas por tempo indeterminado das praças esportivas de Brasília.

A Coruja está voando alto: Capital cresce em momento decisivo da competição

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Foto: Luã Tomasson

Por Maurício Carvalho e João Marcelo Pepi

Cercado de expectativa após contratações expressivas, o Capital não teve o início dos sonhos no Campeonato Candango BRB 2022. Com apenas um ponto conquistado durante as duas primeiras rodadas e um desempenho aquém, a diretoria da equipe azul e branco não hesitou em dispensar Vilson Tadei. Para seu lugar, trouxe Edson Porto. O treinador aprimorou o setor de criação, melhorou a defesa, aperfeiçoou o sistema ofensivo e a crescente de rendimento foi notória, conquistando sete pontos em nove possíveis.

O zagueiro/volante Wallace, autor de um dos gols da vitória sobre o Brasília no último sábado, e o treinador Edson Porto falaram com exclusividade ao Distrito do Esporte, relatando a mudança de ares e a expectativa para o restante da competição. Atualmente em quarto lugar, a Coruja mira se consolidar no grupo que avançará para o quadrangular semifinal com base nos resultados das próximas partidas no Candangão.

Exercendo as funções de zagueiro e volante, de acordo com cada momento da partida, Wallace, fez um gol na vitória contra o Brasília e teve destaque pela boa atuação. O jogador contou sobre como foi a chegada de Edson Porto e o tão sonhado inédito título do Candangão. “Ele trouxe muita confiança para nós e nos deu liberdade para jogar, isso foi fundamental contra o Gama. O mesmo pensamento foi para Santa Maria e Brasília, mas nesses dois jogos conseguimos a vitória”, comentou.

Sobre a gana de ser campeão, Wallace falou da unanimidade do grupo. “A disposição e a vontade que estamos tendo é impressionante, está todo mundo querendo muito ser campeão. Desde a pré-temporada já estávamos com esse pensamento de ser campeão e tenho certeza que estamos no caminho certo para isso. O Capital merece calendário para 2023. Aqui é tudo muito correto, diretoria não nos deixa faltar nada”, complementou.

Um dos nomes da virada de chave do Capital no Candangão, o treinador Edson Porto falou sobre o momento em que chegou ao clube, que ocupava a zona de rebaixamento. “Chegamos muito em cima do jogo contra o Gama. Por sorte, eu conhecia a maioria do grupo e o trabalho foi feito na base da conversa para ajustar o posicionamento da equipe e eles assimilaram bem. É um time com bons valores individuais”, disse.

Sobre o que espera do Capital, Edson foi direto: G-4. “O objetivo principal é estar entre os quatro primeiros colocados. Porém, temos mais quatro jogos pela frente para confirmar esse bom momento. Passando por essa fase, primeiramente, o objetivo passa a ser o título e conseguir um maior calendário para a temporada que vem. Quarta temos mais uma decisão. Falo isso, pois é dessa maneira que devemos encarar cada jogo, como uma decisão”, finalizou.