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Grêmio Brazlândia joga para recolocar a cidade na primeira divisão do DF

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Editoria de Arte/Distrito do Esporte

Fundado em 5 de junho de 1995 a, até então, Sociedade Esportiva de Brazlândia nasceu do anseio de profissionalizar o futebol da cidade localizada a quase 50 km do centro de Brasília. Na história, o clube foi campeão da Segunda Divisão do Campeonato Candango – a famosa Segundinha – em duas oportunidades (2007 e 2011). Em 2018, um grupo de empresários fez a compra do clube e alterou o nome da agremiação para Grêmio Esportivo Brazlândia.

Para a Segundinha de 2022, o Brazlândia tem Luiz Henrique Silva de Lima, ex-jogador com passagem pelo Vasco da Gama, como treinador. No ano passado, o técnico levou a equipe do Taguatinga às finais do Candanguinho. Para a disputa, o GEB aposta em jogadores jovens para buscar o acesso ao Candangão. Porém, a equipe vive dificuldades em sua estrutura e ainda não tem um estádio definido para fazer os treinamentos e mandar os seus jogos na competição.

“Com todas as dificuldades que estamos enfrentando, com falta de campo para trabalhar na cidade, o Grêmio Esportivo Brazlândia, que leva o nome de Brazlândia para o campeonato, deveria ter uma melhor forma de se preparar para a competição, mas faremos o melhor a cada jogo no campeonato, sempre buscando o resultado. Pensamos no acesso, mas a competição vai mostrar se é possível ou não. Nossa cidade merece voltar à primeira divisão”, destacou Luiz Henrique, em entrevista ao Distrito do Esporte.

Mesmo sem ter casa definida para jogar a Segundinha de 2022, o Grêmio Brazlândia se prepara para voltar para suas raízes em um futuro não muito distante. No fim de maio, a agremiação anunciou um acordo com a Secretaria Estadual Especial de Projetos Especiais para assumir o comando do estádio Chapadinha através do programa Adote Uma Praça, o mesmo molde utilizado pelo Capital na reformulação do JK, no Paranoá. Não se sabe, contudo, quando o espaço voltará a receber as partidas do clube

Riacho City surge com mesmo padrão do Bolamense: cercado de mistério

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Antiga Sociedade Desportiva e Empresarial Afrobrasileira Bolamense Futebol Clube, o agora Riacho City Futebol Clube “estreia” na Segunda Divisão do futebol candango em 2022. As aspas são justamente pelo fato da equipe ser, na verdade, o Bolamense em versão repaginada. O clube foi campeão da Segundinha em 2017 e disputou a elite do futebol local em 2018.

Todavia, foram as denúncias de ex-atletas da equipe que fizeram do, até então, Bolamense, famoso de forma negativa no Distrito Federal e no Brasil. Jogadores da equipe relataram, em 2019, condições insalubres de trabalho e promessas pomposas não cumpridas. Para 2022, porém, a equipe ainda espera brigar pelo acesso à elite do Candangão.

“A meta que se almeja de qualquer clube nesta competição é ascender ou voltar a primeira (do Candangão). Temos jogadores que atuaram pelo Corinthians, Santos, em clubes da elite de Portugal. Vamos competir de igual para igual em busca de resultados positivos”, destacou o presidente Antônio Teixeira em contato com a reportagem do Distrito do Esporte, mas sem citar o nome de nenhum atleta.

O clube, entretanto, ainda está cercado de mistério. Alguns escudos circulam na internet como a marca do Riacho City, mas nenhum foi confirmado de forma oficial por Antônio Teixeira. Na Federação de Futebol do Distrito Federal (FFDF) e na Confederação Brasileira de Futebol (CBF), apesar de o novo nome estar oficializado, a marca segue a mesma utilizada antigamente pelo Bolamense. O que ilustra essa matéria, foi enviado à reportagem pelo presidente, sem nenhum detalhe a mais.

Seguindo o modo de operação das últimas temporadas, o elenco também é uma incógnita. O DDE pesquisou possíveis contratos do Riacho City no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF, mas encontrou apenas quatro nomes registrados: os defensores Gledson, Leo Tomé e Davidson, o meio-campista Matheusinho. Todos aparecem na data desta sexta-feira (29/7). O clube estreia neste sábado (30/7), às 10h30, contra a Aruc.

De volta após 21 anos, Grêmio Valparaíso foca nos garotos da base

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O Grêmio Valparaíso faz parte dos ”forasteiros“ da Segundinha. O clube representa a terceira maior cidade do entorno do Distrito Federal. O Valparaíso conta, atualmente, com aproximadamente 175 mil habitantes e vive em constante crescimento. Se tratando de futebol, o Greval estava longe das competições oficiais há 21 anos. Porém, volta em 2022 com o objetivo esportivo e social, já que dar oportunidade à base é uma regra na equipe.

Matheus Rocha é o técnico e principal homem à frente do projeto do Greval. A máxima do clube é o trabalho com a base. Pelo Candanguinho Sub-20, a equipe conseguiu passar da fase de grupos. Contudo, foi eliminada na fase seguinte, pelo Ceilândia, no mata-mata. A comissão técnica operante no campeonato de base será a mesma no time postulante ao acesso à elite do futebol do DF.

No elenco, uma dos pilares da defesa será Lídio. O zagueiro com rodagem no futebol local volta para a cidade de origem no intuito de ser um espelho para a garotada. O treinador Matheus prefere não destacar nomes individualmente. Entretanto, Daniel Tavares, Eduardo Teles e Caio são jogadores promissores do elenco. O time se encontra no grupo A e o primeiro adversário será o Ceilandense, em Cristalina, com mando do Greval. Os próximos jogos ainda não tem mandos definidos.

”Nossa expectativa é conseguir êxito com um bom desempenho na mescla de alguns jogadores experientes com os atletas recém formados no clube e aqueles que jogaram o sub-20. Além de conseguir trazer um contexto de esperança aos jovens da região, trazendo a eles oportunidades“, ressaltou Matheus Rocha ao Distrito do Esporte.

Legião repete premissa de rodar as categorias de base na Segundinha

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A Segunda Divisão do Campeonato Candango começa no próximo sábado (30/7) para o Legião. A equipe, que tem o Botafogo Cristalina na rodada de estreia, entrará em campo com jogadores jovens. Assim como em outros anos, o objetivo principal do clube é preparar os garotos da base para as categorias profissionais.

Jogando a Segundinha desde 2014, o Legião tem ambição diferente dos outros times. O Leão do Rock não busca, prioritariamente, o acesso. Com o time formado, em sua maioria, por atletas sub-17 e sub-20, o plano é acelerar o processo de formação dos jovens jogadores.

Até mesmo no banco de reservas a ideia de jovialidade será aplicada. Quem comanda a equipe na temporada é Marcus Vinícius Rodrigues, de apenas 23 anos. O jovem treinador já passou pelas equipes Sub-20 do Cruzeiro/DF e do Aruc, além do Sub-17 do Legião, quando conquistou o vice-campeonato do Candangão da categoria na temporada passada. Marcus foi apresentado na última segunda-feira (25/7), no perfil oficial do time no Instagram.

Com o elenco em formação, alguns nomes ainda serão oficializados. O Legião conta com jogadores sub-17 e sub-20 para a disputa da Segundinha. Por isso, a preparação com eles começou em janeiro, quando o foco era o Candango Sub-20. Gabriel Gaúcho e Luccas Matheus serão as novidades do elenco. Os dois atletas jogaram pelo Sobradinho na última temporada.

O treinador Marcus Vinícius citou a jovialidade da equipe, mas destacou a gana. “A torcida pode esperar uma equipe aguerrida, cheia de vontade de surpreender. Podemos ser jovens, mas vamos compensar com vontade e superação”, prometeu, em entrevista ao Distrito do Esporte.

Planaltina mantém comissão técnica e se prepara para a Segundinha

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A Segunda Divisão do Campeonato Candango 2022 está prestes a começar e o Planaltina Esporte Clube está preparado para a disputa. O presidente Ricardo J. Martins seguiu com o planejamento do início do ano ao contratar o técnico Hugo Adrián Pilo Burgos, mirando o acesso à elite do Distrito Fedearl. O uruguaio iniciou o trabalho no Galo do Planalto na competição sub-20, levando a equipe até às semifinais, onde foi eliminado pelo Ceilândia.

Na Segundinha, em 2021, a equipe comandada por Antônio Carlos Bona teve um bom aproveitamento com duas vitórias, dois empates e nenhuma derrota em quatro jogos, mas o saldo de gols impediu o PEC de avançar para as semifinais. Bona, auxiliar em 2020, assumiu o time no ano passado após Hugo Pilo ter testado positivo para covid-19 poucos dias do embarque para o Brasil. Assim que chegou, iniciou a preparação para essa temporada.

El Comandante e o bom aproveitamento dos piratas

Apesar de assinar com o Planaltina tendo o objetivo de conseguir o acesso, El Comandante, assim apelidado, fez uma ótima campanha na competição sub-20. Durante sete jogos seguidos, o time dos piratas se manteve invicto, apenas com vitórias e nenhum empate. Perdeu sua invencibilidade para o também invicto Taguatinga, que seguiu sem derrotas até o jogo de volta na semifinal contra o Gama.

Foram apenas quatro derrotas em 12 jogos, já contando com as partidas de ida e volta das semifinais, em que o time também saiu derrotado. O técnico acordou com o presidente Ricardo Martins que ele seguiria o trabalho após essa competição. “Quando cheguei ao clube, em fevereiro, concordamos em trabalhar nos dois campeonatos: sub-20 e profissional”, pontua, ressaltando que no futebol nunca se sabe o que pode acontecer. “Se nosso trabalho não fosse bom, com certeza não continuaríamos no clube”, completa.

O que esperar do PEC na Segundinha

Dando continuidade ao trabalho da comissão técnica formada por Hugo Pilo, Sebastião Guedes, Rildo Lopes, Alex Mariano e o próprio presidente Ricardo Martins, que atua também como preparador de goleiros, o Galo seguirá com praticamente todos os jogadores que estiverem nos gramados atuando no sub-20. “O trabalho dos profissionais é diferente, eles já têm experiência e isso facilita, mas é uma equipe nova que tem que encarar o desafio com profissionalismo e maturidade”, diz o uruguaio.

Para Ricardo o trabalho será árduo e, feito todos os dias, poderá obter êxito. O presidente reafirma a presença dos jogadores que estiveram no sub-20, por enquanto, sem a chegada de nenhum outro jogador. Sobre o novo desafio, ele é prudente. “A preparação para a Segunda Divisão é um obstáculo muito mais difícil”, diz, confiando na comissão que já está inserida no processo. O Planaltina está no grupo A e fará sua estreia no sábado (6/8) contra o Sesp/Samambaense.

Queda inesperada, volta esperada: Real Brasília mira acesso à elite

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Depois da surpresa do rebaixamento em 2021, o Real Brasília quer voltar à elite do futebol candango. Para isso, o Leão do Planalto trouxe um treinador experiente e atletas com grande conhecimento do futebol da capital para jogarem a Segunda Divisão. Membro da complicada chave B, que reúne seis campeões da competição, o clube mandará seus confrontos em sua casa, o estádio Defelê, na Vila Planalto.

Quem ficará na beira do gramado é o técnico Luís Carlos Souza. O treinador esteve na direção do Brasília no início deste ano na disputa do Candangão. Em seu currículo, Luís acumula passagens por outros clubes do Distrito Federal como Capital, Brasiliense e Luziânia. Em conversa com o Distrito do Esporte, Luis afirmou que o principal objetivo da equipe é voltar à primeira divisão. “O trabalho feito pelo Real Brasília não pode ficar na segunda divisão. É para estar em um patamar diferente”, pontuou.

A bola rola para o Real Brasília somente em 7 de agosto contra o CFZ no seu estádio, o Defelê, em confronto válido pela segunda rodada. Na primeira, o time folga. Componente do Grupo B da competição, o Leão do Planalto disputará duas vagas para a fase eliminatória com Grêmio Brazlândia, Legião, Sobradinho, Botafogo/DF, Samambaia e CFZ.

Para Luis Carlos, é o grupo mais difícil da competição. “Na minha opinião é o grupo mais forte com times que tem mais condições de acesso, então a gente tem que ir bem. Vamos tentar passar em primeiro ou segundo para que a gente chegue na final e consiga o objetivo de subir a equipe novamente”, falou.

Elenco e preparação do Real Brasília

O time se reapresentou em junho e apenas alguns nomes foram divulgados. Grande parte deste elenco é composto por atletas com rodagem no Distrito Federal e conhecem a competição. Além deles, jogadores do Sub-20 da equipe também vão vestir o uniforme auri anil. A equipe tem dois destaques: Filipe Cirne, que retorna ao Real Brasília depois de três anos, e Daniel Guerreiro, centroavante experiente da capital federal. Quanto ao seu elenco, Luís Carlos foi sucinto. “Temos bons nomes e o nosso objetivo é fazer com que eles, que já tem qualidade individual, funcionem também como equipe”, explicou.

O clube ainda aguarda a chegada de novos atletas, mas até o momento conta com o seguinte elenco: o goleiro Wendell, o zagueiro Lucas Silveira, Vandinho como lateral, Matheus Oliveira será o volante, Filipe Cirne e Willian serão os meias e por fim, os atacantes Daniel Guerreiro, Ian Carlos e Pedrinho. A comissão técnica é formada por Luiz Carlos no comando, Fran Cainzos como auxiliar, Luciano Siqueira será o preparador físico e Osmair Santana treinará os goleiros.

Com jogadores estrangeiros, SESP/Samambaense quer surpreender

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Mais uma vez na Segunda Divisão do Campeonato Candango, o SESP/Samambaense busca surpreender este ano e, quem sabe, conseguir o acesso para o Candangão 2023. A Pantera busca fazer melhor do que no certame da temporada passada, quando ficou em terceiro no Grupo A, com quatro pontos conquistados e quase avançou para a semifinal. Para qualificar o elenco, o presidente do clube fez parcerias em um centro de treinamento e já definiu o estádio em que atuará.

Desde o Candanguinho, o elenco do SESP/Samambaense não parou de treinar. Apenas seis atletas que jogaram pelo clube na competição Sub-20 irão defender a Pantera na Segundinha. O restante dos jogadores serão contratações pontuais feitas pela diretoria. A maioria dos atletas são vindos de fora, como São Paulo, Alagoas, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. O time ainda contará com jogadores estrangeiros e o retorno de um esportista que já passou pelo futebol alemão. O clube, porém, ainda oculta os nomes.

O clube está realizando a preparação longe do Distrito Federal, mais precisamente em Anápolis, Goiás. A equipe está treinando no centro de treinamento do Maracanã, localizado a cerca de 156 km do centro da capital federal. Gérson, presidente do SESP/Samambaense, falou ao Distrito do Esporte que seguraria para citar alguns nomes do elenco, e que, talvez, aconteceria uma apresentação dos jogadores na semana da estreia na Segundinha.

Depois de alguns anos mandando seus jogos no Estádio Municipal de Alexânia, o SESP/Samambaense firmou uma parceria com a Secretaria de Esportes e atuará como mandante no Estádio Rorizão, localizado em Samambaia. A preferência do clube é que as partidas aconteçam aos domingos, assim como já está definida na primeira rodada, no duelo contra o Cruzeiro. A estreia diante do Carcará será às 15h30.

Samambaia aposta em experiência para buscar o acesso

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Há um ano e três meses sem disputar um jogo oficial, o Samambaia chega à Segundinha com ar de mistério. Com poucos jogadores divulgados até o momento, a equipe terá no comando técnico o experiente Luís dos Reis, treinador com passagens por diversos clubes do Brasil. Outra novidade é a volta ao estádio Joaquim Domingos Roriz, o Rorizão. O time não joga no estádio da sua região administrativa desde dezembro de 2020. A Cobra-Cipó compõe o Grupo B e estreará contra o Grêmio Esportivo Brazlândia.

Rebaixado no Candangão em 2021 como o último colocado do Grupo A e amargando a segunda pior defesa com 19 gols sofridos em seis jogos, o Samambaia terá um grupo complicado em busca da volta à elite. Além da Cobra-Cipó, o Grupo B é formado por Botafogo Cristalina, CFZ, Legião, Real Brasília, Sobradinho e Grêmio Esportivo Brazlândia, contra quem estreia no domingo (31/7).

Experiência e volta para casa

Com vasta bagagem futebolística, o treinador Luís dos Reis foi o escolhido para comandar a equipe. Junto do técnico foram anunciados o preparador físico Ernesto Mathias e o treinador de goleiro Marcus França. O elenco que buscará o acesso à primeira divisão do Candangão ainda é um mistério.

Apenas alguns jogadores foram revelados pela diretoria, são eles: o goleiro Jose Lucas, o lateral Hugo, o volante/zagueiro Fernando Lopes, o volante Filipe Werley, os meias Vinícius Rochinha, Duda e Wisman, e os atacantes Michel Platini, Lucas Victor, Dieguito e Vini.

Além deles, o Distrito do Esporte apurou que dois atletas são emprestados do Brasiliense: o meia Samuel e o atacante Joãozinho. Os empréstimos são uma espécie de acordo entre os clubes. Além dos atletas, Luíza Estevão,responderá pela montagem do elenco. Segundo a dirigente, outros atletas serão anunciados no decorrer dos dias que antecedem a estreia da equipe na Segundinha.

O Samambaia definiu o estádio Rorizão como sua casa para a 26ª edição da Segundinha. O clube não joga na praça esportiva desde dezembro de 2020 quando enfrentou o SESP/Samambaense como visitante pela partida da volta da semifinal da divisão de acesso à época. Como mandante o hiato é ainda maior: 4 de março de 2018. Quatro anos depois, o time jogará ao menos três vezes no Rorizão na fase classificatória. A equipe enfrentará Real Brasília (3ª rodada), Sobradinho (5ª rodada) e Legião (7ª rodada).

Tricampeão, Sobradinho mira retorno à elite do futebol candango

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Sobradinho
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Quando se fala em Segunda Divisão do futebol candango, não se pensa no Sobradinho. É estranho ver o Leão da Serra fora da elite local. Ao menos nos últimos anos. Isso se deve aos anos recentes do alvinegro. Em 2011, o Sobradinho foi vice-campeão da Segundinha e retornou à elite, jogando o Candangão ininterruptamente por 10 anos. O descenso de 2021 é algo não comum na história do time.

Porém, o limbo anterior preocupa. O time da Serra foi rebaixado em 2005 – quando caiam três times de 12 –, e só voltou à elite após seis anos amargando a segunda divisão. O time quer fugir de repetir esse período longe da Primeirona – realidade que afligiu outros campeões, como o Brasília e o Taguatinga, equipes que passaram meia década apenas tentando o acesso.

Para isso, Vitor Santana, comandante da equipe neste campeonato, montou um plantel que mescla jogadores novos das categorias de base, especialmente do Sobradinho, com atletas experientes em competições no DF. São os casos de Luan – zagueiro com passagens pelo Taguatinga, Brazlândia, Brasília, Botafogo/DF e Capital – Junior Aves – meia e lateral esquerdo que jogou no Gama, Brasília, Taguatinga e Botafogo/DF – além de Da Silva – lateral direito que vestiu camisas de Santa Maria, Gama, Samambaia e estava no Tocantinópolis.

O plano do Leão da Serra é começar bem a Segunda Divisão do Campeonato Candango. O time está no grupo mais forte da competição, ao lado de Real Brasília, Botafogo/Cristalina, Legião, Samambaia, Brazlândia e CFZ, que desistiu da disputa.

Para encarar tais adversários, o alvinegro tricampeão candango deve contar com o retorno do Augustinho Lima, sua casa desde sempre e que já sedia treinos do Leão da Serra. “A chave é muito forte. Real vem com um time muito bom, o Samambaia também. Conheço os atletas das duas equipes, bem como a comissão do Real Brasília”, ressalta o treinador Vitor Santana.

A estreia no torneio é um desafio para Vitor Santana. Todavia, o plano do comandante do Leão da Serra não foge da expectativa dos torcedores: o retorno à elite. “Pode ter certeza que o Sobradinho vai brigar também pelo acesso. Começamos depois (a preparação), mas isso não vai atrapalhar nosso foco. Trabalhar muito para que as coisas aconteçam da melhor maneira possível”, salientou à reportagem do Distrito do Esporte.

Vitor contará com o auxílio do preparador de goleiros Junior Roque, do preparador físico Alan Pimenta e do mordomo Alessandro Gabiru nesse desafio. O elenco ainda não está fechado e o clube segue em busca de reforços.

Recuperado, Marcus França estará com o Samambaia na Segundinha

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Marcus França - foto divulgação

Após ser diagnosticado com descolamento de retina grave e passar por cirurgia, o preparador de goleiros Marcus França está recuperado e pronto para estrear seu trabalho junto ao Samambaia na 2ª divisão do campeonato Candango, a Segundinha. O time tem um título na competição, que terá início no próximo final de semana, e tem como objetivo o acesso no Candangão 2023.

Marcus Antonio dos Santos França, conhecido no meio esportivo como Marcus França, é preparador de goleiros há 25 anos e já trabalhou em clubes dentro e fora do Brasil. Com passagens por times desde a base até profissionais, Marcus acumula um vasto currículo e participações em competições nacionais como o Campeonato Brasileiro séries B e D e internacionais como a Copa do Brasil e a Copa Sul-Americana. O treinador esteve na China entre 2018 e 2020, no Aurora Football Club e no University Jiaotong Soccer Club, ambos da capital chinesa Pequim.

O Paranoá foi a última equipe em que Marcus trabalhou e um dos destaques do time foi o goleiro Matheus Damasceno, treinado por ele. Matheus fez grandes defesas durante a Segundinha em 2021 e na grande final contra o Brasília pegou um pênalti, levando o time ao título de campeão. Agora, seu desafio será o Samambaia na Segundinha.

Marcus França quando no Paranoá – foto: Jessika Lineker/Distrito do Esporte

A doença que quase afastou o preparador dos gramados

O Taguatinga contratou Marcus para comandar o treino dos goleiros do Sub20 para a disputa do Candanguinho deste ano. No final de março durante um treinamento ele sentiu um desconforto no olho esquerdo, com ardência e coceira, mas pensando não se tratar de nada grave voltou para casa e descansou. No dia seguinte ele mal conseguia enxergar, ficando com apenas 10% da visão, e precisou ir ao oftalmologista onde recebeu o diagnóstico de deslocamento de retina grave.

O treinador ouviu do médico algo que poderia encerrar suas atividades no futebol para sempre. Caso não fizesse uma cirurgia o quanto antes, ele corria o risco de ficar cego e nunca mais voltar a enxergar.

A solidariedade no meio esportivo

Após arcar com todos os exames necessários, Marcus não tinha condições financeiras de pagar pela cirurgia, então resolveu ir às redes sociais e relatar seu problema, pedindo ajuda com os custos.

Familiares, amigos, atletas e até desconhecidos ajudaram com depósitos em dinheiro e também com divulgação, tornando o caso do treinador ainda mais conhecido. Representantes da Raptor, famosa marca de luvas para goleiros, entrou em contato com Marcus e ofereceram uma rifa em que o prêmio para o vencedor seria mil reais de consumo em produtos da marca.

A operação foi realizada no dia 19/04 e teve um custo de 13 mil reais, contando com o desconto feito pelo médico indicado por uma amiga de Marcus. Com a ajuda de tantas pessoas ele conseguiu pagar a cirurgia apenas com a venda das rifas, que não foram todas vendidas. “Foi inacreditável. Eu não pensei que as pessoas gostavam tanto de mim e do meu trabalho, que estavam me ajudando de qualquer forma”, disse Marcus impressionado com a mobilização das pessoas pelo seu caso.

E completa: “orações eram feitas e as transferências também. Até mesmo os médicos faziam de tudo para que eu realizasse a cirurgia o mais rápido possível”, completa.

Quando Marcus conseguiu o valor total para custear a cirurgia, pediu para que as pessoas não fizessem mais transferências bancárias para ele. As rifas que sobraram serão vendidas e o valor revertido em doações para os mais necessitados.

A recuperação e a volta ao trabalho

Feita a cirurgia, o preparador de goleiros ficou dois meses e vinte dias em recuperação e precisou fazer tratamento com sessões a laser no olho esquerdo. Marcus sofreu com o tratamento e a cicatrização, pois é um processo dolorido. Ele teve um aumento no grau dos óculos, que já usava, mas não ficou com sequelas graves.

Pronto para trabalhar, ele recebeu o convite do técnico Luís dos Reis, para atuar como preparador de goleiros do Samambaia. Aceitou de prontidão e deu início à preparação para a Segundinha, já projetando a estreia do time no próximo domingo (31) às 10h, no Estádio Joaquim Domingos Roriz, o Rorizão. A Cobra-Cipó será o time visitante contra o Brazlândia, ambos fazem parte do grupo B.

Marcus França quando no Paranoá – foto: Jessika Lineker/Distrito do Esporte