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Diretor do Paranoá visita time holandês campeão da UEFA em nome do clube

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Luís Felipe, diretor do Paranoá, na Holanda

De passagem pela Europa por conta do World Police and Fire Games, o diretor do Paranoá Luís Felipe aproveitou sua estadia na Holanda para levar a mensagem da Cobra Sucuri as terras baixas.

O diretor do Paranoá e atleta – que joga futebol de campo no time da PMDF – visitou o Feyenoord Rotterdam, um dos principais clubes dos países baixos.

A equipe foi campeã holandesa por 15 oportunidades e teve como grande ano a temporada 19691970, quando conquistou a Liga dos Campeões da UEFA. Essa foi a primeira de uma sequência de 4 temporadas de ouro do futebol holandês. Nas temporadas seguintes o Ajax conquistou o tricampeonato seguido da Liga dos Campeões.

Luís Felipe entrega camisa para diretor de clube holandês – foto: divulgação

No ano de 1974 faturou seu primeiro título na Taça Uefa, hoje Liga Europa, feito repetido em 2002. Desde 1917 a equipe disputa a elite do futebol holandês, sem nunca ter sido rebaixado. No ano passado terminou em terceiro lugar, garantindo vaga à Liga Europa.

A visita de Luís Felipe foi realizada no Varkenoord, centro de treinamento da equipe profissional e das divisões de base do clube holandês, gerida pelo ex jogador Stanley Brard, que recebeu de presente uma camisa do Paranoá Esporte Clube.

O Feyenoord foi finalista da Conference League em 2022, jogando contra a Roma-ITA.

Com eliminação na Série D, futebol do DF ficará dez anos sem jogar Série C

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Foto: Jonas Pereira/Distrito do Esporte

O último domingo (31/7) foi de melancolia para o Brasiliense na Série D do Brasileirão. A equipe do Distrito Federal empatou por 1 a 1 com o Nova Venécia-ES e o placar agregado ficou 4 a 2 para o clube do Espírito Santo. Assim, o resultado não foi o suficiente para avançar a próxima fase. Com mais uma eliminação – o Ceilândia não passou para a fase eliminatória -, o futebol do Distrito Federal irá amargar dez anos sem jogar à Série C, terceira divisão nacional.

A Série C do Brasileirão 2013 contou com o Brasiliense como o único representante da capital federal. O Jacaré compôs o equilibrado Grupo A, fechando a primeira fase no nono lugar com 30 pontos – 18.º colocado geral -, oriundos de uma campanha de oito vitórias, seis empates e seis derrotas. A pontuação conquistada não foi suficiente para livrar a equipe de Taguatinga do rebaixamento. Desde então, nenhum clube do Distrito Federal conseguiu disputar a terceira divisão nacional.

Primeiros cinco anos na Série D

Em 2014, Brasiliense e Luziânia foram os representantes da capital federal na Série D. O Jacaré foi eliminado pelo Brasil-RS nas quartas de finais, faltando apenas este confronto para o acesso, e a Igrejinha caiu ainda na primeira fase. No ano seguinte, apenas o Gama, campeão candango de 2015, conquistou a vaga para a competição nacional. O alviverde candango ficou em terceiro lugar em seu grupo, o A6, e não se classificou para a fase mata-mata da quarta divisão.

Após uma edição com apenas um clube do DF, a Série D 2016 voltou a ter dois clubes da capital federal: Luziânia, campeão candango à época, e Ceilândia, vice campeão. A Igrejinha caiu mais uma vez na primeira fase. O Gato Preto fechou a primeira fase na liderança de seu grupo e animou os torcedores da capital. Porém, a frustração bateu nas oitavas. Após igualdade nos dois jogos, a decisão foi para os pênaltis e o Fluminense de Feira-BA conseguiu a classificação.

Na temporada seguinte, o mesmo roteiro: Luziânia eliminado na primeira fase e Ceilândia caindo nas oitavas, desta vez para o América-RN. Em 2018, Brasiliense e Ceilândia foram os representantes do Distrito Federal na Série D do Brasileirão. O Gato Preto foi eliminado como o último colocado de seu grupo e o Jacaré chegou até às oitavas quando foi desclassificado pelo Campinense nos pênaltis.

Foto: Reprodução/Ceilândia Esporte Clube

Mais meia década na quarta divisão

A edição de 2019 contou com Brasiliense e Sobradinho. O Leão da Serra fez campanha pífia com seis derrotas em seis jogos. O Jacaré fez uma boa primeira fase, mas caiu no primeiro jogo do mata-mata para o Vitória-ES. Em 2020, os dois maiores campeões do DF, Brasiliense e Gama, disputaram juntos a Série D pela primeira vez. Após ocuparem as duas primeiras posições no grupo, os clubes caíram no mata-mata. O alviverde candango foi eliminado na segunda fase pelo Goianésia-GO e o Brasiliense na fase seguinte pelo Mirassol-SP.

Em 2021, Brasiliense e Gama representaram o futebol da capital federal mais uma vez na quarta divisão nacional. Desta vez, o alviverde candango caiu ainda na fase de grupos e o Jacaré no primeiro jogo do mata-mata para a Ferroviária-SP. Neste ano, o Ceilândia foi eliminado na primeira fase e o Brasiliense sucumbiu ao Nova Venécia no último domingo (31/7). Em 2023, o Distrito Federal completará o decênio sem equipe na Série C e dois times terão a chance de mudar o panorama: Brasiliense e Ceilândia.

Pedro Clerot vence duas corridas em Interlagos e se isola na ponta da F4

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Foto: Duda Bairros/F4 Brasil

O final de semana no Autódromo de Interlagos ficará na memória do piloto brasiliense Pedro Clerot. Com mais uma etapa da Fórmula 4 Brasil chegando ao fim, o jovem de 15 anos mostrou que pode ser campeão da modalidade no final do ano. Clerot venceu duas das três corridas realizadas no último final de semana, em São Paulo, além de beliscar um pódio quando ficou na segunda colocação em outra prova. A próxima etapa da F4 Brasil será novamente em Interlagos.

A primeira corrida foi realizada na manhã de sábado (30/7). O piloto do Distrito Federal largou na pole position e controlou a prova do início ao fim. Clerot também anotou a volta mais rápida. O corredor da Full Time Sports venceu com um tempo de 27min56s255, seguido por Lucas Staico, da TMG Racing, e Nicolas Giaffone, da Cavaleira Sports. Os dois pilotos que completaram o pódio chegaram pouco mais de seis segundos depois de Pedro Clerot.

A segunda corrida foi bem emocionante, com dois pilotos que largaram fora do top 5 acabando nas duas primeiras posições. Nicolas Giaffone largou da sexta posição, enquanto Pedro Clerot partiu da oitava. Ao fim da corrida, Giaffone ficou na primeira colocação, seguido de perto pelo brasiliense. Completando o top 5, Vinícius Tessara (3º/Cavaleiro Sports), Nelson Neto (4º/Full Time Sports) e João Tesser (5º/Cavaleiro Sports).

A última corrida do final de semana foi realizada no dia seguinte, domingo (31/7). Pedro Clerot largou novamente na Pole Position, assim como na primeira prova do final de semana. Chegando mais uma vez em primeiro, o brasiliense venceu a segunda corrida da etapa de Interlagos, subindo ao pódio nas três oportunidades. Clerot foi à forra e venceu com sobra, seguido por Vinícius Tessara e Lucas Staico.

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Torcida do Brasiliense atrapalha noite de sono do Nova Venécia

Foto: Duda Bairros/F4 Brasil

Após a terceira corrida e mais uma vitória, Clerot falou sobre o final de semana em Interlagos. “Foi um dia muito bom, e acho que a gente acertou tudo nesse fim de semana. A classificação foi a chave para isso tudo. A equipe, sem dúvida, fez um carro incrível, muito bom, então tudo se encaixou, e agora vamos tentar repetir no fim de semana que vem”, declarou o vencedor.

Depois da segunda etapa da Fórmula 4 Brasil, Pedro Clerot lidera o campeonato com 126 pontos, seguido por Lucas Staico, com 63, e Nicolas Giaffone, com 49. A próxima etapa será novamente na capital paulista, no Autódromo de Interlagos. A terceira etapa será no próximo final de semana, com os treinos livres e classificação acontecendo na sexta-feira (5/8). Conhecendo cada pedaço da pista de São Paulo, Pedro Clerot pode abrir ainda mais vantagem caso vá bem mais uma vez em Interlagos.

Campeonato após duas etapas:
1º – Pedro Clerot, 126 pontos
2º – Lucas Staico, 63
3º – Nicolas Giaffone, 49
4º – Ricardo Gracia, 48
5º – Vinícius Tessaro, 38
6º – Nicholas Monteiro, 30
7º – Fernando Barrichello, 28
8º – Luan Lopes, 27
9º – Felipe Barrichello Bartz, 26
10º – Nelson Neto, 24
11º – Richard Annunziata, 20
12º – Victor Backes, 19
13º – João Tesser, 16
14º – Lucca Zucchini, 14
15º – Álvaro Cho, 2
16º – Aurélia Nobels, 0

Série D: Nova Venécia critica confusão em jogo contra o Brasiliense 

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Foto: Jéssika Lineker/Distrito do Esporte

Vencedor nas quatro linhas do gramado com o placar de 4 a 2 no agregado da disputa com o Brasiliense, o Nova Venécia manifestou repúdio e insatisfação com a confusão promovida pela torcida no gramado na reta final da partida de volta entre os dois clubes no jogo de volta válido pela segunda fase da Série D do Campeonato Brasileiro. Em nota oficial publicada nas redes sociais, o clube lamentou o ocorrido.

Em tom direto, o Leão do Norte utilizou o termo “vergonha” para definir o ocorrido. O jogo estava empatado por 1 a 1 e se encaminhava para o final, quando a torcida do Brasiliense invadiu o gramado, depredou o estádio e agrediu atletas, incluindo jogadores do primeiro time amarelo. O clima de animosidade evoluía conforme o segundo tempo avançava, quando bombas começaram a ser atiradas das arquibancadas para o campo de jogo.

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Árbitro de Brasiliense e Nova Venécia relata cenas de violência em súmula

O Nova Venécia diz ter alertado a segurança sobre a confusão eminente. O time tratou o caso como situação anunciada e prevista. “A torcida do Brasiliense vem promovendo atos como esse ao longo dos anos e a punição é sempre ‘para inglês ver’. Sabíamos do histórico e, por isso, pedimos reforço para a arbitragem, delegado da partida e a própria Polícia Militar. Todos fizeram vista grossa e foram levianos”, criticam os capixabas.

O Leão do Norte citou, ainda, o foguetório promovido no hotel de concentração na madrugada anterior ao jogo para seguir com o pronunciamento. “Se um clube não pode prover a segurança do time visitante, não pode atuar em nível profissional. Torcedores que participam desse ato não podem viver livres na sociedade. Tentaram nos intimidar”, reclamou. “Em campo, onde tudo se decide, a classificação é nossa e a vergonha é deles.”

Além da eliminação precoce na Série D do Brasileiro, o Brasiliense pode sofrer sanções esportivas pela baderna promovida pela torcida no Estádio Abadião. Horas após o jogo, o árbitro Antônio Dib de Moraes Sousa relatou toda a confusão em súmula. A descrição do problema pode causar punições ao time amarelo no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), como multas e perda de mandos de campo em torneios nacionais.

Árbitro de Brasiliense e Nova Venécia relata cenas de violência em súmula

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Jéssika Lineker/Distrito do Esporte

Por Maurício Carvalho, Rayssa Loreen e Jéssika Lineker
O Brasiliense foi eliminado pelo Nova Venécia na tarde deste domingo (31/7) na Série D do Campeonato Brasileiro. A eliminação, infelizmente, passou longe dos holofotes do espetáculo. De maneira covarde e violenta, antes do encerramento do jogo, a torcida do Jacaré protagonizou cenas lamentáveis e invadiu o gramado do estádio Maria de Lourdes Abadia, o Abadião. Na noite deste domingo (31/7), o árbitro da partida, Antônio Dib Moraes de Sousa, relatou toda a confusão em súmula.

A confusão iniciou próximo do fim do confronto, aos 48 minutos da etapa final. O goleiro Paulo Henrique, do Nova Venécia, estava próximo à torcida organizada do Brasiliense e a partir da primeira invasão ao campo, foi o primeiro a dirigir-se ao vestiário. Daí em diante, parte dos torcedores correram em direção aos atletas dos dois times. O zagueiro Badhuga foi agredido com um chute de forma covarde. Os invasores não desistiram e tentaram invadir os vestiários. Além de golpes proferidos na intenção de arrombar as portas, objetos também foram atirados na direção dos vestiários.

Jéssika Lineker/Distrito do Esporte

Ineficácia da Polícia Militar

Assim que as movimentações de violência e o tumulto começaram, um fato chamou a atenção: a demora para a reação da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF). Os poucos agentes da corporação presentes no estádio, aproximadamente sete, se concentraram no meio do campo e focaram na proteção da comissão de arbitragem. Após uma longa demora para combater as reações da torcida organizada do Brasiliense, a polícia disparou tiros de bala de borracha e bombas de efeito moral com o intuito de apaziguar a situação.

A falta de proteção nas arquibancadas e na área da imprensa foi outro fator a ser observado. Os torcedores (os pacíficos) evacuaram o estádio. A imprensa também foi vítima da violência. A transmissão da Instat TV – detentora dos direitos de transmissão da competição – mostrou uma cadeira sendo arrancada da tribuna de imprensa por um dos vândalos que estava com uma camisa obstruindo rosto. Em seguida, as imagens foram cortadas e a transmissão caiu.

Segundo membros da equipe do Distrito do Esporte, viaturas da Polícia entraram nos portões que dão acessos aos vestiários, onde estavam os ônibus da equipe. Uma grande concentração de torcedores também foi vista próxima a um comércio local, nas proximidades da Via Oeste da Ceilândia Sul. Mesmo após meia hora do ocorrido, os dois elencos permaneceram no estádio. Outra informação obtida foi a de confusões envolvendo os mesmos indivíduos, próximo às estações do metrô Ceilândia Sul e Guariroba.

Foto: Jéssika Lineker/Distrito do Esporte

O número de pessoas agredidas ainda é desconhecido.

Súmula detalha confusão na partida

O árbitro do confronto, Antonio Dib Moraes de Sousa, detalhou toda a confusão. Segundo a arbitragem, a torcida organizada do Brasiliense iniciou toda a confusão. Antônio Dib informou a tentativa de agressão aos jogadores das duas equipes, mas não citou o chute recebido pelo zagueiro Badhuga. O árbitro ainda documentou que duas bombas foram lançadas no campo, mas não chegaram a atingir os atletas.

Confira a súmula na íntegra:

“Relato que a partida foi paralisada aos 48 minutos do segundo tempo, quando a bola estava em jogo, devido à invasão de campo por membros da torcida organizada da equipe do Brasiliense F. C., que se localizava atrás da meta defendida pelo goleiro adversário no segundo tempo. Informo ainda que os referidos membros da torcida organizada da equipe do Brasiliense F. C. correram em direção aos jogadores de ambas as equipes, fazendo com que estes corressem em direção aos seus respectivos vestiários. Esclareço ainda que depois de os jogadores da equipe do Nova Venécia terem entrado no seu vestiário, os torcedores invasores tentaram arrombar a porta deste vestiário com socos e pontapés, porém sem êxito, devido à intervenção da polícia militar, comandada pelo 1.º sargento patamo bravo, Raimundo Nonato Barreira dos Santos. Informo que, logo após a invasão, a equipe de arbitragem se dirigiu ao seu vestiário escoltada por policiais. Após conversa com o já referido comandante do policiamento e com o delegado da partida, o sr. Rodrigo Paulino, a partida foi dada por encerrada por falta de segurança em prosseguir, tendo as duas equipes sido avisadas. Informo que foram lançadas duas bombas atrás da meta defendida pela equipe Nova Venécia, uma aos 39 minutos do segundo tempo, e outra aos 44 minutos do segundo tempo, oriundas de onde se localizava a torcida organizada da equipe Brasiliense F. C, não atingindo nenhuma pessoa envolvida na partida. Esclareço que em ambos os momentos, a polícia militar foi informada e a partida prosseguiu normalmente”

Torcida pode receber punições

De acordo com a Lei 13.912, de 25 de novembro de 2019, a torcida do Brasiliense pode  ser impedida de comparecer aos jogos por até meia década. Isso porque a Lei estabelece que “a torcida organizada que promover tumulto, praticar ou incitar a violência ou invadir local restrito aos competidores, árbitros, fiscais, dirigentes, organizadores ou jornalistas seja impedida de comparecer a eventos esportivos pelo prazo de até cinco anos”. Antes, a multa era de três anos.

Vergonha! Brasiliense é eliminado da Série D e torcida invade o campo

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Brasiliense STJD
Foto: Jéssika Lineker/Distrito do Esporte

Após um péssimo resultado fora de casa, o Brasiliense entrou em campo precisando vencer o Nova Venécia por dois gols de diferença (ao menos para levar a decisão para os pênaltis) para seguir na Série D. No entanto, o que mais chamou atenção no estádio Abadião foram os atos de selvageria e violência de parte da torcida do time da capital. Aos 48 minutos do segundo tempo e o  1 a 1 no placar, vândalos invadiram o gramado e o caos foi instaurado. Atletas e imprensa foram agredidos e ameaçados.

O Brasiliense tentou avançar suas linhas e incomodar o Nova Venécia, entretanto, a bola aérea foi único artifício bem explorado na primeira etapa. Pelo lado dos visitantes, Patrick (contratado pelo Brusque) fez muita falta. Na etapa complementar o Esquadrão Amarelo voltou com outra intensidade e até abriu o placar. Em uma rara subida ao ataque, a agremiação capixaba conseguiu o seu gol e a vaga na próxima fase da Série D. Infelizmente, já nos acréscimos, o futebol deu lugar às cenas lamentáveis propagadas por parte da ‘torcida do Brasiliense’.

Chuveirinho na área e nada de gols

Jéssika Lineker/Distrito do Esporte

Logo nos primeiros minutos o Brasiliense se mostrou disposto a reverter a desvantagem do confronto de ida. Na primeira finalização, Zotti alçou a redonda na área e Hernane cabeceou fraco, nas mãos de Paulo Henrique. O Jacaré começou a se precipitar na saída de bola e em um erro de Tarta, Dodô cruzou na área e Caio Monteiro, com certo preciosismo, furou o cruzamento, após tentar a conclusão de letra. O jogo passou a ter muitos erros de passes e poucas chances.

Aos 21, Tarta avançou pela direita e cruzou na área do Nova Venécia. Paulo Henrique espalmou e nenhum atacante do Ense conseguiu aproveitar o rebote. A equipe mandante começou uma blitz aérea. Primeiro com Keynan. A defesa do time capixaba afastou e, posteriormente, Tarta bateu o corner na cabeça de Aldo. A finalização foi para fora. Aos 26, Tarta arrematou da entrada da área, mas a bola desviou e saiu pela linha de fundo.

Os visitantes seguiam apostando no contra-golpe, mas sem êxito para concatenar as jogadas. O Jacaré, no que lhe concerne, tentava tramas pelas laterais, mas esbarrava na falta de criatividade. Aos 40, novamente na bola aérea, o Brasiliense assustou a meta do Nova Venécia. Aldo arrematou de cabeça e a pelota tirou tinta da trave. Os últimos lances de perigo do primeiro tempo caíram nos pés de Tarta. Contudo, em falta da entrada da área e em finalização após belo drible, a bola saiu pela linha de fundo.

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Torcida do Brasiliense atrapalha noite de sono do Nova Venécia

Brasiliense eliminado na Série D

Jéssika Lineker/Distrito do Esporte

Celso Teixeira promoveu a entrada de Cabralzinho e Romarinho e o Jacaré pareceu mais ligado na etapa final. No primeiro lance de perigo, Hernane recebeu o cruzamento no susto e não conseguiu tirar proveito da trama ofensiva. Aos 6, Romarinho foi derrubado na grande área: pênalti para o Jacaré! Após desentendimento entre os adversários e uma catimba dos visitantes, Hernane Brocador foi para a cobrança e bateu rasteiro no canto, abrindo o marcador no Abadião.

A cera virou o 12° jogador do Nova Venécia. Sempre que possível, algum jogador da equipe capixaba caia no campo. Aos 18, Cabralzinho arriscou de muito longe e por pouco não encobriu Paulo Henrique. Cinco minutos mais tarde, Tarta ergueu a pelota na área e Keynan cabeceou para a boa defesa de Paulo Henrique. Tarta, seguia tentando. Em uma cobrança de falta despretensiosa, o camisa 8 quase surpreendeu. A bola balançou a rede, mas pelo lado de fora. Precisando de mais um gol, o Jacaré se lançou ao ataque. Daniel Alagoano chutou e um desvio venenoso da defesa quase matou o arqueiro do Nova Venécia.

Em um contra-ataque rápido, Dodô invadiu a área e Keynan só parou o atacante na base da falta: pênalti para o Nova Venécia. Odilávio bateu o pênalti firme, Arthur até resvalou na bola, mas não impediu o empate do Leão do Norte. O time de Taguatinga não desistiu e após uma bobeira da defesa, Cabralzinho ficou de frente para o gol vazio, mas de maneira inacreditável, finalizou na trave.

O final do jogo ganhou em emoção. Matheus Barboza finalizou com estilo e Max tirou a bola em cima da linha. Em outro lance de perigo, Romarinho bateu colocado, mas Paulo Henrique salvou o Leão do Norte novamente.

Invasão e vandalismo

Jéssika Lineker/Distrito do Esporte

Os nove minutos de acréscimos foram interrompidos e a partida não obteve um apito final. Por volta dos 48 minutos, parte da torcida do Brasiliense invadiu o gramado e a confusão foi instaurada em campo. No intuito de se defender, atletas dos dois times correram para o vestiário. Entre os vários atos de vandalismo, objetos foram atirados contra a polícia militar e os vestiários, além de partes do estádio que começaram a ser depredadas.

A imprensa também foi alvo de violência. Uma cadeira foi arrancada da tribuna de imprensa, os profissionais começaram a ser ameaçados e a transmissão da InStat TV foi encerrada de maneira abrupta. A polícia demorou para reagir o que postergou a ação dos vândalos mascarados de torcedores.

Brasiliense 1
Artur; Andrezinho🟨, Keynan, Badhuga🟨 e Aloísio; Aldo🟨 (Matheus Barboza), Tarta e Zotti; Luquinhas🟨, Tobinha (Daniel Alagoano) e Hernane⚽ (Marcão)
Técnico: Celso Teixeira

Nova Venécia 1
Paulo Henrique🟨; Jairo🟨, Max🟨, Ramon Mexicano🟨(Tavares)  e Maicon; Matheus Lira🟨(Andrey), Emerson Martins, Diego Souza e Dodô; Arthur (Júnior Ramos🟨) e Caio Monteiro (Odilávio⚽)
Técnico: Cássio Barros

Ceilandense vira partida contra Greval e assume liderança do grupo

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Foto: Reprodução/Eleven

Após 21 anos sem disputar uma competição oficial, o Greval recebeu o Ceilandense na rodada de estreia da Segunda Divisão do Campeonato Candango 2022. O clube de Valparaíso-GO mandou o confronto no estádio municipal Salvador Amado, em Cristalina-GO. O início do clube foi animador e abriu o placar no primeiro tempo. Porém, após a volta do intervalo, a equipe de Ceilândia marcou duas vezes e deu números finais. Com o resultado, o Ceilandense assumiu a liderança do seu grupo.

A ansiedade pela volta do Greval à Segundinha demorou um pouco mais que o esperado. Com início marcado para às 15:30, o confronto entre o clube e o Ceilandense atrasou 12 minutos pela ausência da ambulância no estádio de Cristalina. Após a chegada do veículo, a partida iniciou e o time de Valparaíso abriu o placar aos 18 minutos da etapa inicial. Marcus Davi recebeu na área, bateu cruzado e acertou a trave do goleiro Hugo. No rebote, o meia Antonu empurrou para o fundo do gol.

Porém, após a volta do intervalo, o cenário mudou drasticamente. O Ceilandense voltou mais atento e marcou por duas vezes. O primeiro foi de cabeça com o experiente zagueiro Gilson Somália, logo aos seis minutos, após cruzamento de Ruan. Pouco mais de 20 minutos depois, a virada com um golaço. Misael avançou pela direita, cruzou na área e o jovem Gabriel acertou um lindo voleio no ângulo de Rogério, que ficou estagnado no canto contrário.

Virada garante liderança

Com três jogos na primeira chave – o Planaltina folgou -, o Ceilandense assumiu a liderança do Grupo A. O placar favorável de 2 a 1 sobre o Greval deixou a equipe no primeiro lugar devido aos gols-pró. O clube de Ceilândia está empatado em pontos com a ARUC, mas a equipe alvi-celeste fez apenas um gol e assim, é superada pelo time rubro-celeste. No terceiro lugar e quarto lugar, Cruzeiro e SESP/Samambaense, respectivamente, com um ponto cada. Planaltina, Greval e Riacho City fecham o grupo.

SESP Samambaense e Cruzeiro/DF empatam na estreia pela Segundinha

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Foto: Marco Antônio Tchefy

Na estreia de SESP Samabaense e Cruzeiro/DF na Segunda Divisão do Campeonato do Distrito Federal de Futebol 2022 ninguém saiu 100% triste, nem 100% contente. Pelo placar magro de 1-1 cada um levou 1 pontinho para casa. O jogo foi no Rorizão, em Samambaia, às 15:30 de domingo (31/07).

O SESP Samambaense foi melhor na etapa inicial, enquanto o Cruzeiro/DF comandou os 45 minutos derradeiros da partida. Num turbilhão de oportunidades perdidas, ao menos os gols foram dignos de prêmio Dimba, especialmente o segundo.

Na póxima rodada o SESP Samambaense visita o Planaltina enquanto o Cruzeiro recebe o Grêmio Valparaíso. Dia, horário e estádios a confirmar.

 

1º Tempo

O início de jogo foi movimentado. O meio de campo era a área com maior intensidade de jogadas e o Cruzeiro criou as duas primeiras oportunidades, anteriormente aos 10 minutos de jogo.

O SESP Samambaense entrou passou a procurar os flancos e trabalhar na velocidade. O time tem como base as categorias juniores que disputaram o Candanguinho 2022.

Aos 24′, cobrança de escanteio da direita para a esquerda, a bola sobrou para Renato que, livre, isolou a bola em boa chance desperdiçada.

Mas foi aos 29′ que o SESP desencantou. Contra-ataque pela direita, chute em cima do goleiro Daniel que defendeu, mas na sobra, Lucas Lima, sozinho empurrou pro fundo da rede. SESP Samambaense 1-0 Cruzeiro.

Na casa dos 48′ Jeferson ao cobrar falta forte, ainda criou boa oportunidade. Mas o placar encerrou à favor do SESP na primeira etapa.

Foto: Marco Antônio Tchefy

2º Tempo

Sem mudanças para o segundo tempo, os times sofriam com a irregularidade do gramado.

Aos 6”, numa cobrança forte, Marcus Vinícius assustou Danilo mandando um tirambaço na esquerda. Na jogada seguinte foi a vez de David chutar forte e obrigar o goleiro Guilherme a evitar o gol do Cruzeiro. Uma chance de cada time.

Aos 12”, Marcos Sidney gastou a primeira substituição do jogo. Jean David foi pro jogo no lugar de Antônio. Pouco depois o Cruzeiro, mexeu. Na primeira Leandro deu a vaga para Nalbert. Na segunda, Artur no lugar de Luciano.

O Cruzeiro/DF era melhor, mas a despeito de criar, pouco finalizava. O SESP mudava com esperança de retomar as rédeas do jogo. Paulo Henrique e João Gabriel foram pra campo. O tempo passava e o SESP Samambaense se segurava.

Até os 37” quando Matheus, do meio da rua, soltou um torpedo no ângulo direito do goleiro Guilherme, empatando tudo no Rorizão. Tudo igual. 1-1.

Aos 43” Marcos Brasília chutou de longe, o goleiro rebateu esquisito e quase tomou o segundo gol no rebote. O jogo durou até os 50”, sem mais nada de relevante, até o apito final do empate na estreia entre SESP Samambaense e Cruzeiro/DF.

SESP SAMAMBAENSE 1

Guilherme; Kaue🟨, Fabio Lucas, Renato William, Vitor de Oliveira (Carlos Douglas); Antonio (Jean David), Lucas Pablo (Paulo Henrique), Josue (João Gabriel), Marcus Vinícius 🟨; Lucas Lima ⚽ (Pedro Henrique), Pedro Gabriel

Tec.: Marcos Sidney

CRUZEIRO 1

Daniel; Jeferson, Jeovane, Victor Hugo, Rogério (Anderson); Luciano (Artur🟨), Leandro (Nalbert), Matheus , David; Igor (Anthony), Pedro

Tec.: Lucas Pablo

Árbitro central Maricleber Cardoso de Gois ARB
Assistente 1 David Sousa Santana AA1
Assistente 2 Felipe dos Santos Oliveira AA2
Quarto Árbitro Gusthavo Sousa da Silva 4A
Delegado Jose Roberto de Souza Goncalves DEL

Samambaia vence o Grêmio Brazlândia em jogo de apenas 11 minutos no Rorizão

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Foto: Rener Lopes/Agência EB

Apenas 11 minutos. Esse foi o tempo em que a bola rolou na manhã deste domingo (31/7) no jogo entre Grêmio Brazlândia e Samambaia, válido pela primeira rodada da Segunda Divisão do Campeonato Candango. Com dificuldades de registrar jogadores para a disputa do torneio local, a Garça colocou apenas sete atletas no gramado, sofreu três gols e acabou ficando sem o número mínimo após uma lesão.

No 11 contra sete em campo, o Samambaia não teve nenhuma dificuldade para construir o placar no Rorizão. Ainda no primeiro minuto de bola rolando, Wisman aproveitou sobre de bola para colocar a Cobra Cipó em vantagem. Três minutos depois, Joãozinho fez jogada individual, bateu cruzado e ampliou a frente do time amarelo e verde no marcador. Na sequência, Vini fez o terceiro e complicou a situação.

Com a grande desvantagem no placar, o time do Grêmio Brazlândia, com apenas o goleiro e seis jogadores de linha, estava totalmente acuado diante do Samambaia e sem condições de reagir. Após o terceiro gol, Deivisson sofreu falta e ficou caído. O jogador da Garça voltou para a partida no Rorizão. Entretanto, alguns minutos depois, voltou a sentir as dores e não conseguir seguir no gramado.

Sem o número mínimo de jogadores no time do Grêmio Brazlândia necessários para seguir a partida no Rorizão, o árbitro Francisco Diego Gomes Bezerra colocou em prática o protocolo previsto para casos do tipo. Após 30 minutos de espera regulamentar, o dono do apito confirmou que a Garça não poderia continuar em campo e oficializou a vitória do Samambaia por 3 x 0.

O Grêmio Brazlândia, agora, terá sete dias para tentar arrumar a casa e inscrever mais jogadores no Boletim Informativo Diário (BID) da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para tentar retomar a campanha na Segundinha do Campeonato Candango. No próximo domingo (7/8), a Garça mede forças com o Legião. Com três pontos garantidos, o Samambaia folga na segunda rodada.

Torcida do Brasiliense atrapalha noite de sono do Nova Venécia

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Antes da decisão no Estádio Maria de Lourdes Abadia, pela Série D do Campeonato Brasileiro, a torcida do Brasiliense fez uma surpresa nada agradável no hotel que está hospedada a delegação do Nova Venécia. Parecendo um verdadeiro réveillon fora de época, adeptos do Jacaré soltaram fogos em frente a hospedagem da equipe capixaba durante a madrugada.

Em um vídeo recebido pela equipe do Distrito do Esporte, mostra alguns torcedores em frente ao hotel do Nova Venécia, localizado em Taguatinga. Na filmagem aparecem algumas pessoas acionando fogos de artifício durante a madrugada, por volta de 1h da manhã. Os fogos foram sendo estourados juntamente com gritos como “É o Jacaré” e “Não vai dormir não”.

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Brasiliense convoca torcedores para o jogo decisivo pela Série D
Brasiliense perde por 3 a 1 para o Nova Venécia-ES e se complica na Série D

A prática de soltar fogos em frente ao hotel adversário é bem corriqueiro no futebol sul-americano. Os torcedores usam esta tática para desestabilizar os atletas, que provavelmente acordam assustados durante a madrugada. Dois casos ocorreram recentemente durante às oitavas de final da Copa do Brasil. As torcidas de Flamengo e Botafogo fizeram a “festa” na madrugada para desestabilizar os atletas de Atlético-MG e América, respectivamente.

Brasiliense e Nova Venécia entram em campo no próximo domingo (31/7), às 15h30 no Estádio Maria de Lourdes Abadia, o Abadião. No jogo de ida, melhor para o time do Espírito Santo, que venceu por 3 a 1. Para conseguir a classificação e avançar para a próxima fase, o Brasiliense terá que vencer por no mínimo três gols de diferença. Terminando com dois de vantagem, o classificado será conhecido nos pênaltis.

Confira o vídeo onde a torcida do Brasiliense solta fogos de artifício no hotel do Nova Venécia