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Bora para o estádio? Veja os valores das entradas da 1ª rodada do Candangão

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Candangão 2023 partidas - Campeonato Candango
Editoria de Arte/Distrito do Esporte

Finalmente o Campeonato Candango da atual temporada vai começar. Depois de muito tempo de espera, os clubes do primeiro escalão da capital federal entrarão em campo no próximo final de semana. Ao todo, cinco jogos movimentam a rodada inaugural do Candangão, com um duelo no sábado (28/1) e outros quatro no domingo (29/1).

O Campeonato Candango deste ano será a 65ª edição na história. O maior campeão do Distrito Federal é o Gama, com 13 títulos conquistados. No ano passado, o Brasiliense derrotou o Ceilândia na finalíssima e levantou o caneco pela 11ª vez. Neste ano, o certame promete ser um dos mais disputados de todos os tempos. O campeão levará o prêmio de R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais). Confira os valores dos ingressos das partidas da primeira rodada e os locais de venda.

Santa Maria x Paranoá

A partida entre a Águia Grená e o clube azul e amarelo dará o pontapé inicial no Candangão 2023. Casa do Santa Maria na atual temporada, o confronto entre as equipes será fora do Distrito Federal, mais precisamente no Serra do Lago, em Luziânia. Os ingressos para este duelo serão vendidos na bilheteria do estádio no dia da partida. As entradas custam R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia-entrada). Santa Maria e Paranoá jogam no sábado (28/1), às 10h30.

Capital x Samambaia

No repaginado Estádio JK, no Paranoá, o Coruja recebe o Cachorro Salsicha na primeira rodada do Candangão. Marcado para domingo (29/1), às 10h, as duas equipes vão lutar pelos três primeiros pontos no certame. O clube mandante vendeu uma carga de ingressos nos dois últimos amistosos, diante da Patrocinense-MG e Ceilândia. O restante das entradas serão comercializadas na bilheteria a partir de 8h do domingo, no valor de R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia-entrada).

Brasília x Real Brasília

Em mais um jogo do dia 29, só que às 15h, o Colorado recebe o Leão do Planalto na primeira partida entre as duas equipes profissionais na história. Anteriormente, os clubes só haviam se enfrentado nas categorias de base. O jogo contará com torcida única, com apenas os adeptos mandantes podendo comparecer. As entradas estão sendo vendidas pelo aplicativo do Brasília e serão comercializados na bilheteria do Serejão no dia do jogo. Os valores são de R$ 50,00 (inteira) e R$ 25,00 (meia-entrada).

Gama x Taguatinga

No Defelê, na Vila Planalto, o Alviverde recebe a Águia Branca às 15h de domingo (29/1). As entradas já estão sendo vendidas antecipadamente na loja Gamão da Construção. Além do estabelecimento, os ingressos também podem ser adquiridos na bilheteria do estádio no dia da partida. Os valores são de R$ 20,00 (meia-entrada) e R$ 40,00 (inteira). Sócios podem retirar o ingresso portando um documento com foto no dia 29.

Ceilândia x Brasiliense

Reeditando a grande final do Candangão de 2022, Ceilândia e Brasiliense duelam na primeira rodada. O confronto irá contar com torcida única. Com isso, apenas torcedores do Gato Preto podem comparecer no estádio. A diretoria do Alvinegro liberou a entrada gratuita de adeptos que estejam vestindo a camisa do Ceilândia. Quem não for trajado com o uniforme do clube preto e branco, poderá adquirir o ingresso por R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia-entrada).

Confrontos da 1ª rodada do Candangão

Sábado (28/1)

Santa Maria x Paranoá
Serra do Lago – 10h30

Domingo (29/1)

Capital x Samambaia
JK – 10h

Brasília x Real Brasília
Serejão – 15h

Gama x Taguatinga
Defelê – 15h

Ceilândia x Brasiliense
Abadião – 15h45

Estádio JK passa por vistoria e é aprovado para o Candangão 2023

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Estádio JK
Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

Em meio a tantos problemas relacionados a estádios no Distrito Federal, um deles vem se saindo muito bem com as obrigações de qualidade e conforto de jogadores e torcedores. Localizado no Paranoá e gerido pelo Capital, o JK passou por fiscalização dos órgãos de segurança e foi considerado apto para receber as partidas do Campeonato Candango de 2023.

A vistoria foi realizada pela Subsecretaria do Sistema de Defesa Civil (Sudec), vinculada à Secretaria de Segurança Pública do DF (SSP/DF). Na visita ao Estádio JK, a pasta analisou as condições das áreas a serem utilizadas por público, jogadores e colaboradores durante os jogos, com ênfase na integridade dos elementos estruturais da edificação, bem como vigas, pilares, cobertura e afins.

A subsecretaria não encontro pendência e não realizou nenhuma recomendação de melhorias à diretoria do Capital. Conforme explica a Sudec da SSP, o Estádio JK conta com engenheira coordenando equipe de manutenção, responsável por realizar ações corretivas, preventivas e preditivas periodicamente para manter o bom funcionamento do palco esportivo do Paranoá.

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Outros estádios com partidas marcadas durante o Candangão de 2023, Mané Garrincha, Rorizão, Defelê, Abadião e Serejão também reúnem condições de segurança estrutural para a realização dos jogos. Nos dois últimos, porém, existem algumas pendências e a indicação de torcida única, principalmente em jogos de maior demanda de público, como os clássicos.

Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

O Estádio JK está sob os cuidados do Capital desde 2021, quando o clube arrendou a arena atrás do projeto Adote uma Praça, ação da Secretaria de Projetos Especiais (Sepe) com o intuito de recuperar os espaços públicos do Distrito Federal. O Coruja cuidou de todo o projeto de reforma para fazer o local como casa nas próximas temporadas do futebol local.

Além da renovação do gramado, o complexo do Estádio JK ganhou dois campos anexos de treinamento (onde as equipes de base do Capital realizam algumas atividades). Os vestiários da arena ganharam ampliação, as arquibancadas foram consertadas e pintadas. Também houve reformas elétricas e hidráulicas. O encerramento dos trabalhos está previsto para este ano.

“É uma satisfação grande poder somar forças com o poder público e devolver a praça esportiva à cidade”, comemora o presidente do Capital, Godofredo Gonçalves. “Ali era um estádio parado há 11 anos e, hoje, além do time, ele atende a quase mil crianças de 7 a 19 anos com aulas de futebol. Isso é um benefício grande para a comunidade”, pontuou. O Capital estreia no local no domingo (29/1) às 10h, contra o Samambaia.

Confronto entre Brasília e Real Brasília terá torcida única

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Estádio Serejão - Brasiliense - Copa Verde
Foto: Lucas Bolzan/Distrito do Esporte

O Campeonato Candango 2023 está se aproximando. Os clubes seguem se preparando para a maior competição do futebol local, onde 10 times brigarão pelo título e, de quebra, encher a conta da equipe com uma premiação de R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais). A primeira rodada acontece no próximo final de semana, com uma partida abrindo o torneio no sábado (28/1) e outros quatro duelos no domingo (29/1). Com a mudança de local, o duelo entre Brasília e Real Brasília contará com torcida única.

Anteriormente marcado para o Estádio Nacional Mané Garrincha, o confronto entre Brasília e Real acabou sendo transferido da maior arena do Distrito Federal para o Elmo Serejo Farias, o Serejão, em Taguatinga. O motivo da transferência é facilitar a logística envolvendo a organização da estrutura necessária para a realização da Supercopa do Brasil, entre Palmeiras e Flamengo, no Mané Garrincha, no sábado (28/1), às 16h30.

● Fique por dentro
América-MG x Cruzeiro: ingressoz de clássico em Brasília estão à venda
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Com a partida transferida para o Estádio Serejão, apenas torcedores da equipe mandante – no caso o Brasília-, poderão comparecer à cancha para acompanhar o confronto. Isso se deve por conta de algumas restrições nos laudos da praça esportiva de Taguatinga. Com algumas adequações à serem realizadas, as duas torcidas não poderão comparecer ao jogo. A informação foi confirmada pelo Presidente da Federação de Futebol do Distrito Federal, Daniel Vasconcelos.

Em contato com a reportagem do Distrito do Esporte, o Brasília informou que os ingressos para a partida serão vendidos pelo aplicativo do clube (brasiliafc), que pode ser baixado nas lojas de app’s dos smartphones e tablets, e também serão comercializados na bilheteria do Serejão no dia do jogo. Octacampeão candango, o Colorado quer surpreender e sair da fila de títulos do certame local e, de quebra, conquistar as vagas para as competições nacionais da temporada que vem.

Campeonato Candango – 1ª rodada

Sábado (28/1)

10h30 Santa Maria x Paranoá – Serra do Lago

Domingo (29/1)

10h Capital x Samambaia – JK
15h Gama x Taguatinga – Defelê
15h Brasília x Real Brasília – Serejão
15h45 Ceilândia x Brasiliense – Abadião

América-MG x Cruzeiro: ingressos de clássico em Brasília estão à venda

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Libertadores
Jogo entre Chapecoense x Cruzeiro pela Série B do Campeonato Brasileiro. - Foto: Divulgação/Cruzeiro

O clássico mineiro em Brasília entre América-MG e Cruzeiro está com ingressos à venda. Com valores variando entre R$ 69 (meia-entrada mais barata) e R$ 398 (inteira mais cara), as entradas para o jogo de 4 de fevereiro, às 16h30, no Estádio Nacional Mané Garrincha, começaram a ser comercializadas para os torcedores dos dois clubes a partir desta terça-feira (24/1).

Nesta segunda-feira (30/1), o Metrópoles Sports, organizador da partida na capital federal, resolveu atender aos pedidos de torcedores e abaixar os preços dos ingressos. Quem comprou as entradas nos valores antigos terá ressarcimento do valor pago a mais por Pix. Os detalhes serão divulgados no fim da tarde de terça-feira (31/1).

Os adeptos de América-MG e Cruzeiro podem comprar os ingressos pela internet, onde há cobrança de taxa de conveniência, e nos pontos físicos espalhados pelo Distrito Federal. Para o jogo válido pela terceira rodada do Campeonato Mineiro de 2023, apenas as arquibancadas inferiores e setor hospitality do Estádio Nacional Mané Garrincha foram liberados pelos organizados.

Os setores mais baratos da principal arena da capital federal serão o Norte e o Sul (atrás dos gols), com entradas a R$ 69. No Leste e Oeste (área central do gramado), os organizadores cobram a partir de R$ 89. Na hospitality, os espaços Leste e Oeste custam R$ 199, enquanto o Norte e Sul serão vendidos por R$ 149. Todos os valores são de meia-entrada (veja mais no fim do texto).

Assim como nos outros grandes jogos realizados no Distrito Federal entre o final de janeiro e o início de fevereiro, haverá o benefício de meia-entrada social, liberado para quem doar 1kg de alimento não-perecível no dia do jogo. Nas primeiras 48 horas, a venda foi exclusiva para clientes do Banco de Brasília (BRB). Depois disso, iniciou-se a comercialização para o público-geral interessado na partida.

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Na pré-venda, há uma quantidade limitada e disponibilizada conforme o modelo do cartão BRB do cliente. Além da Bilheteria Digital, os torcedores de América-MG e Cruzeiro podem comprar os ingressos nos pontos físicos espalhados pelo Distrito Federal. Ao todo, 11 espaços na capital estarão vendendo os ingressos do clássico mineiro, com pagamento em dinheiro e cartão.

Além da bilheteria do Estádio Nacional Mané Garrincha, palco do jogo válido pelo Campeonato Mineiro, também há opções de pontos físicos de venda na 102 Norte, na 308 Sul, no centro de Taguatinga, em Águas Claras, no Terraço Shopping, no Taguatinga Shopping, no JK Shopping, na 209 Sul, na 101 do Sudoeste e na Feira do Guará (veja a lista completa no fim da matéria).

Preços
Ingressos (meia-entrada)
Cadeira Inferior Norte/Sul: R$ 69
Cadeira Inferior Leste/Oeste: R$ 89
Hospitality Leste/Oeste: R$ 199
Hospitality Norte/Sul: R$ 149

Ingressos (inteira)
Cadeira Inferior Norte/Sul: R$ 138
Cadeira Inferior Leste/Oeste: R$ 178
Hospitality Norte/Sul: R$ 298
Hospitality Leste/Oeste: R$ 398

Vendas on-line
– Bilheteria Digital

Pontos físicos de venda
– Bilheteria do Estádio Nacional Mané Garrincha;
– Avenida Shopping (102 Norte);
– Grandes Torcidas (308 Sul);
– Globo Esporte (Taguatinga Centro);
– Rio Butiquim (Águas Claras);
– Free Corner (Terraço Shopping);
– Barbearia Elvis (Taguatinga Shopping);
– Barbearia Elvis (JK Shopping);
– Koni (209 Sul);
– Koni (101 do Sudoeste);
– Tabacaria Zahle (Feira do Guará).

Brasília e Real Brasília sai do Mané Garrincha e passa para o Serejão

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Estádio Serejão - Brasiliense - Copa Verde
Foto: Lucas Bolzan/Distrito do Esporte

Por Rayssa Loreen e Danilo Queiroz

A partida entre Brasília e Real Brasília, válida pela primeira rodada do Campeonato Candango de 2023, teve uma mudança de palco. Antes marcada para o Estádio Nacional Mané Garrincha, o confronto entre o Colorado e o Leão do Planalto foi remanejado para o Serejão, em Taguatinga. O confronto de estreia das equipes no torneio local está marcado para domingo (29/1), às 15h30.

A transferência para o Serejão foi confirmada pela equipe do Distrito do Esporte com o Brasília e a Federação de Futebol do Distrito Federal (FFDF). A motivação, segundo as partes, é facilitar a logística envolvendo a organização da estrutura necessária para a realização da Supercopa do Brasil, entre Palmeiras e Flamengo, no Mané Garrincha, no sábado (28/1), às 16h30.

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Com bom relacionamento mantido com a Arena BSB, empresa responsável pela gestão do Estádio Nacional Mané Garrincha, o Brasília tratou a mudança do confronto diante do Real Brasília para o Serejão como melhor opção para as partes envolvidas. Tudo foi feito em comum acordo. Com isso, os outros compromissos do Colorado no Candangão 2023 segue agendados para o maior palco do futebol candango.

Outros quatro jogos estão com os detalhes definidos. No sábado (28/1), às 10h30, o Santa Maria abre o Candangão 2023 diante do Paranoá, no Serra do Lago. No domingo (29/1), serão outras três partidas. Além de Brasília e Real Brasília, Capital e Samambaia se enfrentam no JK, às 10h. Às 15h, será a vez de Gama e Taguatinga, no Defelê. Às 15h45, Ceilândia e Brasiliense medem forças, no Abadião.

Campeonato Candango – 1ª rodada
Sábado (28/1)
10h30 Santa Maria x Paranoá – Serra do Lago

Domingo (29/1)
10h Capital x Samambaia – JK
15h Gama x Taguatinga – Defelê
15h30 Brasília x Real Brasília – Serejão
15h45 Ceilândia x Brasiliense – Abadião

Visão de Jogo 17: Equações difíceis, mas importantes: calendário e preços

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Coluna Visão de Jogo
Por Luiz Henrique Borges

Os campeonatos estaduais começaram. Demonstrando a sua desvalorização e a necessidade de se pensar em uma nova fórmula, muitas equipes iniciaram as disputas com equipes reservas, preferindo ampliar o tempo de preparação dos titulares para as principais disputas que ocorrerão ao longo do ano. Em decorrência da paixão dos torcedores, tal estratégia pode ser uma perigosa armadilha. Uma campanha ruim no estadual, mesmo justificada, significa a insatisfação proveniente das arquibancadas e uma pressão adicional sobre o treinador, à sua comissão técnica e aos próprios atletas nos demais campeonatos.

Com os calendários cada vez mais espremidos e repletos de competições, o tempo de preparação é cada vez menor. O excesso de jogos e de compromissos, incluindo aí as seleções, são alvos de críticas dos principais treinadores mundiais uma vez que eles implicam na redução do descanso dos jogadores e, consequentemente, em contusões mais frequentes. Talvez, nos principais clubes europeus que contam com orçamentos milionários, o afastamento de alguns titulares não se traduz, necessariamente, em queda na qualidade do jogo e na competitividade do time, afinal eles podem comprar os melhores jogadores do mundo e os “reservas” possuem nível técnico semelhante aos titulares. No entanto, na maior parte do mundo, inclusive no Brasil, a realidade é outra.

Apesar das reclamações dos treinadores, os dirigentes do futebol, incluindo a FIFA, fazem um discurso de racionalidade, mas tomam decisões, normalmente a partir das narrativas do crescimento sustentável do futebol pelo mundo, que tendem, na verdade, a aumentar os torneios. Se o “crescimento sustentável” realmente beneficiasse os clubes menores e a grande maioria dos jogadores que recebem salários baixos e possuem temporadas curtas, eu não faria críticas. Mas sabemos que a realidade não é essa.

No Brasil, por exemplo, não fossem os estaduais, aproximadamente 80% dos clubes nacionais não existiriam por falta de competições. Segundo a Gazeta Esportiva, 650 equipes do Brasil disputaram alguma divisão de campeonato estadual ou nacional em 2019. Deste número, apenas 124 atuam nas séries A, B, C ou D, ou seja, menos de 20% dos clubes possuem calendário anual, os demais permanecem a maior parte do ano sem atividades, consequentemente desempregando muitos profissionais que atuam no futebol.

Os estaduais são o sangue para um sem-número de clubes profissionais. A sua extinção, visando prolongar os campeonatos nacionais e racionalizar os calendários, como alguns defendem, significará a extinção de muitos times e também o fim dos sonhos de diversos jovens que sonham em encontrar o sucesso, um dia, no competitivo, exigente e difícil mercado do futebol.

O calendário precisa ser revisto, mas todos os clubes, grandes, médios e pequenos, precisam ser preservados. Defendo estaduais mais longos e disputados, inicialmente, por clubes que não atuam nas séries A e B. Os principais clubes do país, envolvidos em diversas disputas e com calendários completos para o ano, só participariam nas fases finais da competição, preferencialmente nas etapas eliminatórias.

Também é fundamental que todos os campeonatos que tenham jogadores convocados para a Seleção Brasileira tenham seus jogos suspensos nas datas FIFA. Muito provavelmente, apenas a Série A será atingida, afinal os nossos principais jogadores atuam na Europa e os poucos que atuam no Brasil jogam na principal divisão do nosso futebol.

Finalmente, mas não menos importante, o futebol precisa continuar acessível aos brasileiros e não apenas aos grupos privilegiados que durante muito tempo estigmatizaram e trataram o principal esporte nacional de forma preconceituosa. Continuamos sendo um país pobre e desigual. Como temos uma grande população, em números absolutos há um público considerável com renda mais elevada, no entanto, percentualmente, muitos foram excluídos da prática que já foi mais corriqueira, a de assistir os seus clubes do coração nos estádios. A atividade antes democrática e inclusiva se encontra cada vez mais elitizada e excludente.

É comum ouvirmos comentários de que o processo hoje vivenciado no Brasil é semelhante ao europeu e eu concordo com a afirmação. A questão que me incomoda é que as realidades socioeconômicas entre nós e os europeus são totalmente díspares. Por exemplo, meu amigo Guilherme, fanático flamenguista, me chamou para assistirmos a final da Supercopa do Brasil, que será disputada no Estádio Mané Garrincha em Brasília. Quando ele me falou a tabela de preços, a meia-entrada em áreas não tão nobres do estádio custando R$ 200,00, já achei os preços muito salgados, inviabilizando que os torcedores menos abonados possam assistir o jogo.

Mesmo sabendo que é uma final, um jogo especial, entre duas das melhores equipes do país, o que justificaria alguma majoração nos preços, os valores cobrados dificultam e até impossibilitam que o trabalhador comum possa ir ao estádio.

Os clubes, as empresas que promovem os eventos e a CBF ou suas congêneres estaduais precisam ter lucro. Contudo, entendo que é preciso encontrar um difícil equilíbrio entre os ganhos, justos sem dúvida alguma, e a presença dos torcedores, especialmente os mais humildes e que foram fundamentais para a construção da grandeza dos clubes mais amados do país. Me parece que os “times do povo” passaram a rejeitar o povo, ou seja, os clubes se afastam conscientemente de suas bases populares.

A taxa de ocupação dos estádios do país ao longo de 2022 foi de apenas 29,6%. Levando em conta apenas o Brasileirão, ela não chega a 50%. Existindo ociosidade, ou seja, lugares vagos nas arquibancadas, sob qualquer ótica, inclusive a econômica, não se justifica excluir os mais humildes da festa do futebol uma vez que o custo com um torcedor adicional é mínimo em relação aos custos fixos para a realização da partida. Além disso, clubes que se intitulam de populares, deveriam buscar alternativas capazes de acolher aqueles que estão sendo excluídos pelo processo de elitização.

Muito mais importante que se vangloriar do tamanho das suas torcidas, os dirigentes de cada um dos clubes precisam se preocupar e fazer com que todos os segmentos de torcedores se sintam representados e valorizados. Caso contrário, será cada vez maior o número de pessoas que irão torcer para equipes estrangeiras, afinal o distanciamento entre ver, em um estádio, um Real X Barcelona será equivalente ao Palmeiras X Flamengo ou, e os dados já indicam isto, uma vez que 22% dos brasileiros não torcem para ninguém, jamais viverão a experiência de ter um time do coração.

Ceilândia corre contra o tempo, mas quer duas torcidas na estreia

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Estádio Abadião, que não reúne condições para a imprensa trabalhar - Foto: Internet

O Ceilândia Esporte Clube está eivando esforços para que a estreia no Candangão 2023 não seja mais um jogo com apenas torcedores de um time – um mal que assola, há temporadas, o futebol do Distrito Federal.

O plano de Ari de Almeida e todo o seu staff é que na quinta-feira, quando houver a derradeira visita técnica dos órgãos reguladores ao estádio Abadião, o estádio do Gato Preto já tenha todas as condições de suprir as demandas de torcedores de Ceilândia e Brasiliense.

Essa é uma demanda antiga dos torcedores no Abadião e a expectativa da diretoria do Ceilândia é resolver todas as pendência apontadas pelos órgãos responsáveis – Corpo de Bombeiros Militar e Polícia Militar – até quinta-feira para que tenham autorização para tanto. O clube trabalha com melhorias no estádio.

Na última quinta-feira (19/01), a Federação de Futebol do Distrito Federal (FFDF) emitiu nota informando que, após reunião com a PMDF, dois jogos seriam com torcida única por recomendação do órgão: Ceilândia x Brasiliense e Brasiliense x Gama.

Jogo no domingo é tentativa de angariar público

O clássico da região oeste de Brasília ocorrerá no domingo (29/01) por força da final da SuperCopa entre Palmeiras x Flamengo. Um dos motivos da transferência da partida do sábado para o domingo era possibilitar que o torcedor do futebol de Brasília não tivesse de escolher entre uma partida de apelo nacional e a repetição da final do Candangão nos últimos dois anos.

Inclusive, nas últimas vezes que se enfrentaram, todas no Abadião, tanto o torcedor do Jacaré, quanto o amante do Gato Preto, não puderam acompanhar todos os jogos. Nas finais de 2022 uma partida contou com torcedores do Brasiliense e outra com torcedores do Ceilândia.

O argumento que a Polícia Militar, órgão que mais dificulta a liberação da praça para os dois públicos, utiliza é de que não haveria banheiros e serviço de bar na parte à direita das cabines de transmissão, onde a torcida visitante ficaria. Além disso, a estrutura que separa as duas torcidas, um alambrado localizado ao lado da tribuna de honra, não seria suficiente para impedir um confronto entre as equipes.

Vitória em família: irmãos Bonfim vencem seus combates no UFC

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Ismael Bonfim e Gabriel Bonfim vencem em suas estreias no UFC
Foto: Reprodução/UFC

A família Bonfim, de São Sebastião, está em festa com as vitórias dos irmãos Ismael e Gabriel no UFC 283, no Rio de Janeiro. A estreia dos lutadores na organização terminaram antes dos tradicionais três rounds de cinco minutos. Ismael Marreta foi o primeiro a subir no octógono e venceu com um nocaute espetacular sobre o americano Terrency McKinney aos dois minutos do segundo round. Gabriel Marretinha encerrou sua luta contra Mounir Lazzez de forma ainda mais rápida: uma finalização aos 49 segundos do primeiro round.

O primeiro dos irmãos a pisar no octógono foi Ismael “Marreta” na categoria dos leves. O brasiliense enfrentou o americano Terrency Mckinney, lutador perigoso e promissor da organização. A luta começou e Marreta mostrou estar à vontade, sem sentir o peso da estreia e com facilidade para colocar o seu jogo em prática. O round inicial foi de completo domínio do brasileiro, conectando boas sequências de jabs, sempre com fortes diretos de esquerda que balançaram o americano.

A estratégia inicial de sua luta, segundo o próprio atleta relatou ao Distrito do Esporte, era manter o combate no solo. Porém, Marreta mostrou toda a sua desenvoltura na luta em pé. Quando Terrency tentava aplicar uma queda, Ismael defendia de forma segura e usava de contra golpe o seu jiu-jitsu para colocar o americano no chão. No fim do primeiro round, Ismael Marreta continuou encurtando a distância e aplicando jabs e diretos que deixaram Terrency assustado e com receio.

Ismael Bonfim venceu no UFC 283
Foto: Reprodução/UFC News

O segundo assalto contou com o lutador brasiliense ainda mais dominante no combate. As investidas sem sucesso de seu adversário deixaram Marreta mais confiante e com uma linda joelhada voadora, acertou Terrency em cheio e derrubou o americano. McKinney caiu nocauteado e Ismael abriu seu cartel no UFC com um vitória sensacional. O peso-leve ainda aproveitou para pedir ao presidente da organização, Dana White, o prêmio de nocaute da noite.

Combate rápido e eficaz

A família Bonfim teve pouco tempo para comemorar a vitória de Ismael. Poucas horas depois, foi a vez do irmão mais novo, Gabriel Bonfim, subir no octógono do UFC. Marretinha mostrou que o quesito eficiência é de família e finalizou seu combate com menos de um minuto. O embate entre o peso meio-médio e o duríssimo tunisiano Mounir Lazzez começou frenético, com os dois lutadores indo para a trocação franca.

Gabriel Bonfim venceu no UFC 283
Foto: Reprodução/UFC News

Oriundo do boxe, Gabriel conectou sequências que fizeram o seu oponente balançar e na tentativa de sair do raio de ação do brasiliense, Mounir tentou uma queda, mas deixou o pescoço exposto. Marretinha aproveitou a oportunidade e aplicou uma justa guilhotina em Lazzez. O tunisiano ainda tentou sair da finalização, mas não resistiu e deu os três tapinhas aos 49 segundos de luta.

Minas Brasília anuncia pacote de reforços para a temporada 2023

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Minas Brasília Série A1
Foto: Jéssika Lineker/Distrito do Esporte

Por Lucas Espíndola e Rayssa Loreen

O Minas Brasília tem o objetivo ousado de voltar à elite do futebol feminino. Com as atenções voltadas à Série A1 do Brasileirão, o clube tem trabalhado a todo vapor para montar o plantel da temporada 2023. Até o momento, 19 atletas foram anunciadas pelo time, sendo apenas sete permanentes de 2022. Nesta temporada, o grupo será comandado por Rodrigo Campos.

De acordo com o treinador, a temporada do Minas será definida em dois momentos. O primeiro é focado no retorno da equipe à primeira divisão do Brasileirão Feminino. Depois, o professor quer conquistar o Candangão 2023.

“Voltar a ganhar o título local no segundo semestre será muito importante para nós, mas o principal objetivo do clube está no primeiro semestre. Recolocar o time na primeira divisão tem embasado todo o nosso planejamento”, explicou.

As atletas remanescentes da temporada passada são: Renata Rosas (lateral), Monse (meia), Tati Antônio (zagueira), Mileninha (atacante), Lia (zagueira), Jhefiny (atacante) e Bruna, que atuou pelo Sub-20 (meia).

Novas integrantes

Depois de renovar com algumas atletas e preencher a saída de profissionais que tomaram outro rumo, o Minas Brasília foi ao mercado e acertou o contrato de diversos reforços, 12 no total. Algumas destas jogadoras que foram contratadas já defenderam o tradicionalíssimo clube do Distrito Federal em outras oportunidades, como Katyelle. A goleadora estava no Cresspom, onde disputou o Candangão Feminino. Porém, em 2022, a atacante jogou pelo Minas na Série A2 do Brasileirão. “Estou feliz com a minha volta para o Minas e espero ajudar o time a subir para elite!”, afirmou.

Outra atleta que já atuou pelo clube azul e verde é a arqueira Thaís Amorim. Ela defendeu o clube em 2020 e logo depois foi para o arquirrival Real Brasília. Na temporada passada, a goleira estava no Cruzeiro, juntamente ao técnico Rodrigo Campos. Mais uma profissional que retornou para “As Minas” é Bárbara Chagas. Anteriormente ela defendeu o Cresspom e consagrou-se como vice-artilheira do Candangão Feminino, com 13 bolas na rede.

Vinda do Santiago Morning, do Chile, a meia Laura de La Torre é o reforço internacional que chega para o plantel treinado por Rodrigo Campos. Além do clube da capital do país, a chilena também já jogou pela Universidad de Chile. A atleta comentou sobre a expectativa de jogar pelo Minas. “Minhas expectativas com a equipe é conseguir o acesso (para a Série A1 do Brasileirão). Creio que a equipe está se reforçando muito bem e esse é o grande objetivo”, concluiu.

A atleta ainda falou sobre a experiência fora do país de origem e a meta nesta temporada. “É uma experiência nova em todos os sentidos. É a primeira vez que vou defender um time de fora do Chile. Já enfrentei equipes brasileiras pela Copa Libertadores. Minha meta para 2023 é dar o meu melhor e, com isso, ajudar o Minas Brasília chegar ao acesso e ganhar o torneio regional (Candangão Feminino)”.

Durante todo o mês de janeiro, o Minas Brasília está anunciando as jogadoras que irão defender a equipe. Além das atletas citadas acima e as renovações feitas pela diretoria do time, também chegaram ao clube verde e azul a goleira Rubi; as zagueiras Pires e Rafa Martins; as laterais Hadri Karen e Thalita; a meia Silvânia; e as atacantes Keke e Joycinha.

Temporada 2023

O primeiro compromisso do elenco profissional das Minas na temporada 2023 é na Série A2 do Brasileirão Feminino, entre 15 de abril e 8 de julho. Depois, será a vez de lutar pela quarta taça do Candangão Feminino. O torneio está previsto para começar em 30 de setembro.

Confira todas as contratações e renovações do Minas Brasília

Goleiras: Rubi e Thaís Amorim;
Zagueiras: Rafa Martins, Lia, Tati e Pires;
Laterais: Hadri Karen, Thalita e Renata;
Meias: Bárbara Chagas, Bruna, Monse, Laura de La Torre e Silvânia;
Atacantes: Jheniffer, Katyelle, Mileninha, Keke e Joycinha