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Giro do Candanguinho #6 – dois invictos caem e Grupo A tem novo líder

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Brasiliense e Aruc duelam em confronto válido pela sexta rodada do Candanguinho
Foto: Jéssika Lineker/Distrito do Esporte

A sexta rodada do Candanguinho derrubou o último esquadrão que tinha 100% de aproveitamento até aqui. A rodada ainda teve uma reviravolta, com um novo líder no Grupo A, ocupando o lugar da Igrejinha. O final de semana também marcou a maior goleada do Campeonato Candango Sub-20: Real Brasília 10×0 Sesp/Samambaense. O que sobrou em um, faltou em outros. Dois jogos terminaram em 0 a 0: Samambaia x Brasília e Gama x Paranoá.

A sexta rodada do Candanguinho foi aberta no sábado (16/6), às 10h, no Estádio Serra do Lago, no Entorno Sul do quadradinho. confronto super importante entre Luziânia e Canaã. A equipe estreante no futebol do Distrito Federal, que vem demonstrando força dentro da competição de categorias de base, surpreendeu mais uma vez. Atuando fora de casa, o Vento Forte derrotou a Igrejinha, que até então estava com 100% de aproveitamento dentro do certame local.

Canaã x Ceilandense - Candanguinho
Canaã em campo na vitória diante do Ceilandense na quinta rodada do Candangão – Foto: Divulgação/Canaã

Os gols da vitória do Canaã aconteceram no final do primeiro tempo. Aos 43′, Caio Vinicius abriu o placar. Três minutos mais tarde, Matheus Reis ampliou para os visitantes. A vitória deixa o clube estacionado na terceira colocação, com 14 pontos. O Vento Forte está com um pé na vaga para a próxima fase do Candanguinho. Já o Luziânia perdeu a liderança para o Brasiliense e está na segunda posição, com 15.

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Derrota para os Estados Unidos faz Brasil deixar Brasília com ensinamentos
Xô, zika! Brasiliense reencontra os triunfos contra o União Rondonópolis
Ceilândia vence o Anápolis e volta a ser líder no grupo A5

O Jacaré enfrentou a Aruc no Estádio Serejão. O esquadrão amarelo anotou os três pontos após o placar magro de 1 a 0 diante dos visitantes. Wagner foi o autor do tento salvador. No Serra do Lago, o Botafogo conquistou sua primeira vitória na competição. A estrela solitária do DF venceu o Ceilandense por 3 a 2, com gols de Stanley e Igor Henrique (duas vezes). Rafael Alonso e Yuri marcaram para o time de Ceilândia.

Brasiliense e Aruc duelam em confronto válido pela sexta rodada do Candanguinho
Brasiliense 1×0 Aruc em confronto válido pela sexta rodada do Candanguinho – Foto: Jéssika Lineker/Distrito do Esporte

Ainda no sábado aconteceu a maior goleada do Candanguinho da atual temporada. No confronto entre felinos, O Leão do Planalto passou por cima da Pantera. Com gols de Arthur Gabriel (três vezes), Raphael Henrique e Lucas Diniz (duas vezes), Caio, Pedro Ayub e Arthur Pereira, o Real Brasília atropelou o Sesp/Samambaense por 10 a 0 e finalmente entrou no G4 do Grupo B do Campeonato Candango Sub20.

Outro invicto foi derrotado na competição local. O Planaltina visitou o Capital no Estádio JK e conheceu seu primeiro revés no certame. O Galo do Planalto abriu o placar com Yan, mas viu o Coruja virar com Gean Carlos e Rian. Luis empatou para o time vermelho no início do segundo tempo, mas acabou sofrendo o terceiro gol no final da partida: 3 a 2. Encerrando a sexta rodada, o Brazlândia coninua na liderança do Grupo B após vencer o Santa Maria por 2 a 0, com gols de Luan e Gabriel Barbosa.

Gama x Paranoá pelo Candanguinho 2023
Gama e Paranoá empataram em 0 a 0 – Foto: Filipe Fonseca/Paranoá E.C.

6ª rodada do Candanguinho

Luziânia 0x2 Canaã
Botafogo 3×2 Ceilandense
Gama 0x0 Paranoá
Brasiliense 1×0 Aruc
Real Brasília 10×0 Sesp/Samambaense
Samambaia 0X0 Brasília
Capital 3×2 Planaltina
Brazlândia 2×0 Santa Maria

**Greval e Legião folgaram na rodada

Derrota para os Estados Unidos faz Brasil deixar Brasília com ensinamentos

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Brasil Estados Unidos

Faltou uma vitória para o Brasil fechar o quadrado perfeito na etapa de Brasília da Liga das Nações de Vôlei. Na manhã deste domingo (18/6), o time canarinho sucumbiu pela única vez em quatro partidas na capital federal ao perder para os Estados Unidos, por 3 sets a 0, no Ginásio Nilson Nelson. A queda diante das atuais campeãs olímpicas, porém, não apaga a evolução da equipe em casa.

Bater as americanas é uma tarefa muito complexa. Mesmo trazendo poucos nomes da campanha da medalha de ouro em Tóquio para Brasília – eram somente três -, os Estados Unidos se mostraram um time em um estágio mais complexo. O técnico Zé Roberto Guimarães e o elenco brasileiro sabiam disso e trataram de colher ensinamentos do único tropeço em Brasília.

“Temos que aprender com uma partida como essa. Os Estados Unidos jogaram muito bem e mereceram a vitória, mas podemos jogar melhor do que apresentamos hoje. Conseguimos buscar o jogo em alguns momentos, mas não foi o suficiente. A palavra para o nosso grupo é evolução. É nisso que vamos focar nos próximos jogos”, avaliou a central Thaísa, maior pontuadora do Brasil no jogo, com 10 pontos.

O técnico Zé Roberto seguiu linha parecida de análise. “O saque delas dificultou a nossa recepção e tivemos problemas com os contra-ataques. É nisso que precisamos melhorar. Esses jogos servem como parâmetro. Os Estados Unidos jogaram com mais naturalidade e foram mais eficientes. Precisamos melhorar a nossa relação entre o bloqueio e a defesa para jogos como esse”, pontuou.

O saldo geral, entretanto, é positivo. Ao deixar Brasília com três vitórias na mala, a Seleção Brasileira aparece em quinto lugar na classificação da Liga das Nações (clique para ver completa). O time, agora, volta às atenções para a próxima etapa da competição internacional, marcada entre 27 de junho e 2 de junho. Em Bangkok, as adversárias serão as equipes da Itália, Canadá, Turquia e as donas da casa.

Xô, zika! Brasiliense reencontra os triunfos contra o União Rondonópolis

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Brasiliense União
Foto: Jéssika Lineker/Distrito do Esporte

Acabou a série de resultados negativos do Brasiliense na Série D do Campeonato Brasileiro. Depois de acumular quatro tropeços seguidos e figurar fora da zona de classificação ao mata-mata do grupo A5 do torneio nacional, o Jacaré se reencontrou com os triunfos ao bater o União Rondonópolis, por 3 a 0, no Estádio Serejão, em Taguatinga. O resultado, porém, ainda não gera alívio total.

Voltar a conquistar três pontos era importante para elevar o moral do Brasiliense. O time amarelo conseguiu a missão com uma atuação consistente diante do time que liderava o grupo A5 da Série D do Brasileirão no início da rodada. Mesmo assim, o Jacaré ainda não voltou para o G-4. O time, agora, aparece na quinta colocação, com 13 pontos, dois a menos em relação ao Operário, atual quarto colocado.

Foto: Jéssika Lineker/Distrito do Esporte

Retomada amarela

Superando as dificuldades ofensivas demonstradas nas partidas anteriores da Série D do Brasileirão, o Brasiliense viu um cenário propício ao encontrar um União Rondonópolis de postura mais retraída no Estádio Serejão. Assim, o Jacaré empilhou oportunidades no campo de ataque. Hernane Brocador, Zotti e Tarta até tentaram, mas não conseguiram encontrar as redes.

Em nova chance, Zotti recebeu na área e demonstrou muita tranquilidade para abrir o placar e, enfim, dar um resultado efetivo à pressão amarela no gramado. O gol fez o time da casa mudar de postura, trocar passes com mais paciência à espera das saídas do União Rondonópolis. Os visitantes tiveram muitos problemas para levar real perigo e só exigiu uma boa defesa de Ravel, com Pikachu.

Gols de tranquilidade

Logo nos primeiros minutos do segundo tempo, o Brasiliense marcou pela segunda vez em boa jogada de Daniel Mendonça. O lance aos cinco minutos deixou o time amarelo mais à vontade e tranquilo no Serejão. Com o placar bem resolvido, o Jacaré passou a dar campo para o União Rondonópolis em busca de espaço para contra-atacar. Conseguiu algumas vezes, mas não aproveitou os lances com Lila e Luquinhas.

Naquela altura, o Brasiliense era um time mais consciente em campo e a proximidade de encerrar um incômodo jejum de vitórias deixava o time mais leve com a bola. Enquanto o goleiro Elias evitava o terceiro, o União Rondonópolis pouco criava no ataque. Na insistência, Matheus Barboza foi lançado em profundidade, tirou a marcação, seguiu livre e marcou. Gol para tirar de vez a zika em cima do Jacaré.

Ceilândia vence o Anápolis e volta a ser líder no grupo A5

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Anápolis Ceilândia
Jogo entre Anápolis e Ceilândia no Estádio Jonas Duarte - Foto: Mateus Dutra/Ceilândia

A vitória foi por um placar magro, mas valeu muito para o Ceilândia na Série D do Campeonato Brasileiro. Na tarde deste domingo (18/6), o Gato Preto entrou em campo em jogo válido pela nona rodada do grupo A5 da competição e bateu o Anápolis, por 1 a 0, no Estádio Jonas Duarte. Os três pontos conquistados como visitante foram suficientes para o alvinegro retomar a liderança da chave.

O resultado do Ceilândia diante do Anápolis é gigante por outros motivos. O Gato Preto encerrou uma ingrata sequência de quatro empates consecutivos, mas virou o único time invicto do grupo A5 da Série D. Somente Retrô, Ferroviário e Patrocinenses ainda não perderam nenhuma partida na competição nacional. O Galo goiano tinha 100% de aproveitamento no Jonas Duarte.

Gol importante

Em campo, o Ceilândia não fez uma partida de grande poder ofensivo, mas era mais organizado quando comparado ao Anápolis e demonstrou mais consciência no momento de construir as jogadas. No sistema defensivo, o Gato Preto também se portava bem e complicava as tentativas de investida do Galo. O equilíbrio dava o tom do confronto entre dois candidatos à liderança.

Na jogada do gol, o Gato Preto contou com uma jogada muito bem tramada e executada com louvor na troca de passes. Coube a Romarinho, o artilheiro do time na Série D do Brasileirão, o papel de artilheiro. O camisa 20 fez cruzamento rasante atravessar toda a grande área do Anápolis e encontrar Iago, livre, para apenas escorar para as redes do goleiro Wellerson, aos 30 minutos.

Postura madura

Na etapa final, o Anápolis voltou para o gramado do Estádio Jonas Duarte um pouco mais organizado e disposto a protagonizar uma virada em casa diante do Ceilândia. Entretanto, o Galo tropeçou na própria ineficiência ofensiva e praticamente não deu trabalho efetivo para o goleiro Matheus Silva, autor de poucas defesas de grande grau de dificuldade durante os 90 minutos.

Com a vantagem, o Ceilândia ativou o modo de defesa e mostrou maturidade ao entender a importância de cada ponto conquistado na Série D do Brasileirão, principalmente em partidas fora de casa. Bem postado defensivamente, o time não se arriscou, ainda mais quando perdeu Euller, expulso. Postura suficiente para garantir a retomada da liderança do grupo A5 da Serie D.

Na despedida da Liga das Nações do DF, Brasil perde por 3 a 0 para os EUA

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Etapa de Brasília da Liga das Nações de Vôlei
Foto: Divulgação/VNL

Nesta manhã de domingo (18/6), o Brasil fez seu último jogo na capital do país. Em jogo empolgante, a Seleção Brasileira perdeu para os Estados Unidos por 3 sets a 0. A equipe do técnico Zé Roberto até tentou levar a vitória, mas não foi párea para as atuais campeãs olímpicas. Agora, o Brasil irá se preparar para terceira parte da Liga das Nações de Vôlei, que ocorrerá em Bangkok, capital da Tailândia.

No primeiro set, bastante disputado, a Seleção Brasileira enfrentou muitas dificuldades contra as atuais campeãs olímpicas. As estadunidenses saíram na frente e, melhores no confronto, abriram margem. A equipe de Zé Roberto encostou e até tentou uma virada no final, mas foram os EUA que saíram na frente, fechando o set em 25/22.

A segunda parte do embate contou com os Estados Unidos mais à vontade. Logo nos primeiros pontos, impuseram uma boa diferença e assim mantiveram por boa parte do set. Em busca do empate, a Seleção Brasileira perdeu a concentração e errou muitas jogadas, principalmente os ataques que se chocavam com o bloqueio estadunidense. O resultado foi mais um set perdido pelo Brasil, desta vez por 25/19.

Na terceira etapa, os Estados Unidos conseguiram abrir uma vantagem de seis pontos, tornando as coisas complicadas para o Brasil. Mesmo com o apoio da torcida, a Seleção Brasileira não conseguia se recuperar. As brasileiras ainda tentaram, mas não foi suficiente para o Brasil sair com a vitória em casa, e os Estados Unidos venceram por 25/22.

Veja mais

Próxima etapa da Liga das Nações

Ainda restam dois jogos: Tailândia x Croácia às 14h e Alemanha x Coreia do Sul às 17h30, para a Liga das Nações dar um “até logo” para o Distrito Federal, mas a próxima etapa já tem seu local, horários e jogos definidos. A Seleção Brasileira está no Grupo 6 e viaja para Bangkok, na Tailândia, para fazer mais quatro confrontos. O primeiro será em 28/6, às 20h30, contra a Itália. No dia seguinte, às 17h, enfrentará o Canadá. Em 30/6, às 20h30, o adversário será a Turquia e, por fim, as donas da casa, em 2/7, às 20h30.

A fase final contará com as sete melhores seleções classificadas nas três etapas disputadas, além dos Estados Unidos, país anfitrião. As oito equipes farão as quartas de finais em 12 e 13 de julho, e as semifinais ocorrerão em 15 de julho. A decisão do terceiro lugar e a final serão disputadas no dia seguinte. Todos os jogos serão realizados no College Park Center, em Arlington, nos Estados Unidos.

Liga das Nações: jogadoras elogiam energia da torcida na etapa de Brasília

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etapa de Brasília
Foto: Divulgação/VNL

Em mais uma partida da Liga das Nações de Vôlei diante de um Ginásio Nilson Nelson lotado, neste sábado (17/6), a Seleção Brasileira feminina dedicou o importante triunfo diante da Alemanha para a torcida. No terceiro compromisso pela etapa de Brasília da competição internacional, o time tupiniquim fez bom uso dos gritos de embalo dos brasilienses para se manter invicto em casa.

Até o momento, foram três jogos e três vitórias. Coreia do Sul e Sérvia foram as outras seleções a sucumbirem à fórmula perfeita encontrada pela equipe do técnico Zé Roberto Guimarães: um jogo consistente e o apoio da torcida. Neste domingo (18/6), a Seleção Brasileira se despede da etapa de Brasília da Liga das Nações, às 10h, contra os Estados Unidos. Até lá, o time quer aproveitar o momento.

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Confira a classificação atualizada da Liga das Nações de Vôlei
Brasil vence Alemanha em penúltimo jogo no Distrito Federal

A líbero Natinha foi uma a ressaltar isso. A jogadora ressaltou a imporância do clima da capital federal nas partidas. “Foi um jogo muito importante. Estou feliz por ter jogado aqui em Brasília, com o apoio da nossa torcida. Foi uma energia maravilhosa e o time inteiro está de parabéns. O Zé conseguiu rodar o time, todo mundo entrou um pouquinho e sentir esse clima incrível”, pontuou.

Destaque do jogo com 19 pontos, Rosamaria também creditou o desempenho à torcida. “A gente sabe o quanto cada jogo é importante. Tivemos oportunidade de rodar o time, todo mundo entrou no jogo, e isso é muito importante. Fiquei feliz com a minha atuação, por ajudar a equipe. Sei que a gente ainda pode melhorar, e é a energia dessa torcida que coloca a gente para frente”, destacou.

Liga das Nações de Vôlei: Brasil vence Alemanha em penúltimo jogo no DF

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Brasil
Foto: Divulgação/VNL

Nesta tarde de sábado (17/06), o Brasil venceu a Alemanha por 3 sets a 1, em seu penúltimo jogo na capital. Com a Seleção tupiniquim levando os dois primeiros sets, a equipe europeia até esboçou reação ao ganhar o terceiro set, mas a equipe comandada pelo técnico Zé Roberto Guimarães não deu chances às germânicas e fechou a partida na quarta parcial.

No primeiro set, o Brasil teve dificuldades com a formação que o técnico Vital Heynen criou ao colocar em quadra todo o time reserva. Porém, as brasileiras conseguiram trabalhar em cima das dificuldades e neutralizaram a Alemanha.

O primeiro set iniciou-se com a Alemanha bagunçando o jogo da Seleção Brasileira. O técnico alemão optou por colocar as reservas e a escolha deu muito certo, já que o Brasil ainda tentava entender o jogo das europeias. Mas a equipe tupiniquim conseguiu administrar melhor o set, atacando e bloqueando de forma sucinta e, assim, conseguiu vencer, por 25/22.

Na segunda etapa, o Brasil voltou mais concentrado no jogo. As opostas estavam mais confortáveis para soltar o braço, e deixaram as alemãs completamente desconfortáveis em quadra. O técnico Zé Roberto encontrou uma solução para neutralizar a Alemanha, e trocou a Macris por Roberta, trazendo uma nova dinâmica para a Seleção Brasileira, e vencendo o segundo set por 25/18.

No terceiro set, a Alemanha conseguiu sair na frente e administrava melhor o placar, explorando o lado de quadra das brasileiras. A Seleção verde e amarela tentou alcançar o placar e virar, porém, as europeias se saíram melhor e conseguiram ganhar a terceira etapa de forma apertada, por 25/22.

No quarto set, a Seleção Brasileira abriu oito pontos de vantagem em cima da Alemanha. O técnico Zé Roberto trouxe jogadoras que não vinham atuando. As meninas foram imponentes e acabaram garantindo mais uma vitória para as donas da casa, por 25/17.

Saiba mais

O último jogo da Seleção Brasileira em Brasília será contra os Estados Unidos, no domingo (18/6). O duelo acontecerá no Ginásio Nilson e Nelson, às 10h. Já a Alemanha enfrentará a Coreia, no mesmo dia, às 17h30. Confira, aqui, a classificação atualizada da Liga das Nações de Vôlei.

Visão de Jogo #35: Em decisão tecnicamente sofrível, deu a lógica

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Coluna Visão de Jogo
Por Luiz Henrique Borges

Em 1880, um novo clube de futebol surgiu na Inglaterra, o FC St. Mark’s. Pouco tempo depois a equipe ganhou uma nova alcunha e passou a ser chamada de Ardwick Association Football Club. Finalmente, em 16 de abril de 1894, ela foi rebatizada com o seu nome atual e que no último sábado entrou para o seleto grupo de campeões do torneio de clubes mais importante do futebol europeu. Falo do Manchester City que é a 23o agremiação a entrar nesta lista exclusiva. De quebra, a Champions voltou a ter um campeão inédito após mais de uma década e a Inglaterra ampliou sua marca como o país com o maior número de clubes campeões da competição, são seis no total (Manchester United, Liverpool, Chelsea, Nottingham Forest, Aston Villa e Manchester City).

Apesar da longevidade, o City só se tornou uma superequipe depois de ter sido adquirido pelo Abu Dhabi United Group (ADUG), uma empresa dos Emirados Árabes Unidos. Após a sua aquisição, há 15 anos, o Sky Blues, que não era um time da primeira linha do futebol inglês, passou a empilhar taças e mais taças, mas faltava uma, a mais desejada e também considerada a mais importante na Europa, a Champions League. No último sábado, a longa e tortuosa espera acabou e o torcedor do Manchester City pode gritar, esgoelar até ficar sem fôlego, que é o atual campeão da Europa e, o que é incomum, de forma invicta. Das suas 67 edições, só em 15 oportunidades isso ocorreu e o City foi o 11o clube a alcançar a façanha, uma vez que o Liverpool, o Ajax, o Milan e Manchester United já conseguiram ser campeões invictos em duas oportunidades.

Para além dos investimentos que se iniciaram em 2008, a conquista consolida um trabalho de, praticamente, sete anos, quando Pep Guardiola deixou o poderoso Bayern de Munique e resolveu se aventurar no competitivo futebol inglês. Sob o seu comando, o City conquistou 14 títulos: Premier League (5), Copa da Liga Inglesa (4), Supercopa da Inglaterra (2) e Copa da Inglaterra (2). Caro leitor, eu não errei a conta, o décimo quarto título era a cereja que faltava no bolo e o planejamento, a confiança no trabalho desenvolvido e a capacidade de superar as frustrações que ocorreram no período foram recompensados com a conquista da Champions. Óbvio que o dinheiro investido foi importante, mas ele, por si só, não representa o caminho das glórias e certamente o milionário francês Paris Saint-Germain é o melhor exemplo.

A decisão contra a esforçada equipe da Internazionale de Milão, ao contrário do que muitos esperavam, inclusive esse cronista, não foi fácil, apesar do City ter iniciado os primeiros minutos dando a pinta de que pressionaria muito o seu adversário. No entanto, a equipe italiana, sabendo que o seu oponente gosta de ter e trabalhar a bola, logo adiantou a sua marcação o que gerou bastante desconforto para a equipe da Inglaterra. A partir daí, o confronto ficou mais pegado e, apesar da melhor (e raríssima) oportunidade de gol ter sido do Manchester City, a Inter soube controlar e picotar o ritmo do jogo impedindo, dessa forma, que o costumeiro rolo compressor de Guardiola aplainasse o gramado do estádio Olímpico Atatürk, em Istambul, Turquia.

A rara e excelente oportunidade perdida pelo City ocorreu aos 26 minutos do primeiro tempo quando Haaland recebeu um passe açucarado de De Bruyne na área. O norueguês bateu forte, cruzado, mas goleiro Onana, muito bem colocado, espalmou com a mão esquerda. Muitos torcedores acreditaram que, a partir daí, o time inglês iniciaria a sua avalanche ofensiva, no entanto, três minutos depois, a esperança ganhou ares de drama quando o cérebro do time, De Bruyne, caiu em campo sentindo dores na parte posterior da coxa direita. Apesar da tentativa de continuar em campo, o atleta belga foi substituído, minutos depois, por Phil Foden.

O panorama inicial do segundo tempo não foi muito diferente, exceto pelo empenho da Inter na marcação que também se transformou em algumas jogadas de ataque perigosas. Aos 13 minutos, o argentino Lautaro Martinez, após o duplo e ridículo erro de Bernardo Silva e Akanji, entrou livre dentro da área e obrigou a primeira grande defesa de Éderson na partida. O susto parece ter acordado o City que passou a valorizar ainda mais a bola e em uma jogada envolvente, Bernardo Silva cruzou a bola da direita que foi cortada para o meio da área e encontrou o pé de Rodri que bateu forte para colocá-la no fundo das redes.

Sem outra opção, a Inter partiu para o tudo ou nada. Na estratégia chulamente denominada de “calça de veludo ou bumbum de fora”, a Inter dava espaços para o seu adversário que teve, nos pés de Phil Foden, a oportunidade de matar o jogo. O jogador inglês entrou livre dentro da área, mas chutou fraco, nas mãos de Onana. Foi o último suspiro ofensivo do City pois, a partir daí, Ederson, goleiro da equipe inglesa e o único brasileiro na decisão, se transformou no herói do confronto. O momento épico do atleta ocorreu aos 43 minutos quando Lukaku subiu dentro da pequena área e cabeceou para o gol, eu já dava como certo o empate e a prorrogação. A defesa do brasileiro foi simplesmente estúpida, inacreditável, sensacional, espetacular.

A pressão italiana seguiu, sem sucesso, até o apito final do árbitro do jogo. Guardiola, sempre muito intenso, ficou eufórico com a conquista, afinal o projeto desenhado há anos e que bateu na trave algumas vezes, agora se concretizou. O incansável e meticuloso treinador espanhol realizou mais uma temporada brilhante que culminou com a conquista da denominada Tríplice Coroa: a Premier League, a Copa da Inglaterra e a Champions League.

Eu confesso que, no jogo decisivo, esperava bem mais do Manchester City afinal ele conta com um elenco mais qualificado que o do seu adversário. Em determinado momento do jogo cheguei a enviar uma mensagem para um colega dizendo como o peso da camisa é importante nos momentos decisivos. O City, que buscava o seu primeiro título, parecia uma equipe ansiosa, desconfortável e que sentia a decisão. Já a Inter, mesmo sem o mesmo brilho técnico, estava mais à vontade, talvez por ser o franco-atirador, talvez por já ter levantado a Champions em outras três oportunidades ou, talvez, pelos dois motivos conjuntamente.

O certo é o que o City não conseguiu mostrar todo o seu poderio e, em muitos momentos do jogo, senti a falta do craque, do jogador que é capaz de quebrar, com uma rabiscada, com um drible, com uma arrancada, com um lançamento que nega todas as leis da física, o esquema defensivo montado pelo adversário. De qualquer forma, deu a lógica. O título foi justo e coroou a campanha impecável que os Citizens fizeram na temporada.

Brasília Vôlei renova com sete atletas para a Superliga Feminina

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Superliga
Foto: Daniel Mafra/Brasília Vôlei

Todas as atenções dos fãs de voleibol no Distrito Federal estão voltadas para a realização da Liga das Nações, mas o representante candango na principal competição de clubes do país está focado na montagem do elenco de olho na temporada 2023/2024. Nesta semana, o Brasília Vôlei anunciou a renovação contratual de jogadoras do elenco para a disputa da próxima Superliga Feminina.

Antes mesmo de se voltar ao mercado da bola para suprir saídas como a da oposta Arianne Tolentino, o Brasília Vôlei optou por começar o planejamento garantindo outras peças importantes da equipe. Após negociações, o clube candango garantiu a permanência de sete jogadoras: a levantadora Ju Carrijo, a ponteira Ana Media, as centrais Lanna e Lia, a oposta Amanha e as líberos Vitória e Sophia.

A próxima edição da Superliga Feminina ainda não teve a data de início divulgada pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), mas deve ter bola no alto nos últimos meses de 2023, seguindo o padrão das últimas temporadas. O Brasília Vôlei tem como objetivo chegar aos playoffs da competição nacional. Na última disputa, o clube candango parou precocemente na primeira fase, quando terminou em 10º lugar.

No ano passado, o Brasília Vôlei também participou do Campeonato Mineiro da modalidade. O torneio serviu de esquenta para a temporada de compromissos na competição nacional. Neste ano, ainda não há confirmação de presença no torneio. No certame, o time da capital federal tem a oportunidade de medir forças contra times da Superliga Feminina, como Praia Clube e Minas Tênis Clubes.

Em jogo emocionante, Brasil vence Sérvia e confirma segunda vitória

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Foto: Mauricio Val/FVImagem/CBV

Em clássico do voleibol mundial, na noite desta quinta-feira (15/06), o Brasil venceu a Sérvia por 3 sets a 2, em jogo eletrizante. Com a equipe europeia vencendo o primeiro e terceiro set, a Seleção Brasileira conseguiu vencer o segundo set, o quarto e garantiu a vitória em um tiebreak de tirar o fôlego, no Ginásio Nilson Nelson, na capital do país.

O Brasil parecia desatento no primeiro tempo contra a equipe europeia, mas conseguiu se recuperar no segundo. Porém, a equipe do técnico Zé Roberto Guimarães convenceu mesmo no quarto set, onde obteve uma ampla vantagem de 13 pontos. O tiebreak contou com adicional de grande importância, a torcida empolgada que gritava em cada ponto da Seleção tupiniquim.

A primeira etapa do jogo, houve um nervosismo das meninas. A Seleção Brasileira errava muitos passes e deixou as sérvias abrirem sete pontos de diferença. Mesmo com o técnico Zé Roberto pedindo time-out, as brasileiras demoraram para encaixar a metodologia pedida pelo técnico. Com muitos ataques indo para fora e bolas parando no bloqueio sérvio, a equipe tupiniquim tinha problemas para colocar a bola ao chão.

O técnico Zé Roberto viu essa falha no ataque do Brasil e fez duas substituições: colocou Rosamaria e Roberta. A equipe até conseguiu diminuir e empatar o placar, mas a Sérvia foi mais contundente e venceu o primeiro set por 25/23.

No segundo set, o Brasil voltou mais atento e com um bloqueio afiado. A Seleção Brasileira chegou a abrir cinco pontos de vantagem. Foi nítido para os torcedores brasilienses a diferença da primeira parcial para o segunda. O Brasil se segurou como podia para não permitir a virada das sérvias. Explorar o bloqueio e o ataque em diagonal foi uma das táticas das brasileiras para permanecer na frente no placar, que acabou garantindo o segundo set para o Brasil, por 25/22.

O terceiro tempo teve uma boa disputa por parte das duas equipes. A Sérvia saiu na frente e o Brasil buscava a virada. Nada estava definido. Porém, na metade do set, a Sérvia conseguiu mostrar superioridade, usando muito bem as opostas para atacar com mais ofensividade lado das brasileiras. E, com isso, a equipe europeia, acabou levando o terceiro set, por 25/21.

As brasileiras queriam levar a partida para tiebreak e, além de ter 11 pontos de vantagem, contavam também com a torcida que vibrava com cada ponto. O Brasil esteve por todo o quarto set na frente e, mesmo com alguns erros, trabalhava para que as adversárias não pudessem diminuir a vantagem criada. A Seleção tupiniquim deu um show de competitividade e levou o quarto set com a ampla vantagem de 25/12.

Como não podia se esperar menos de um clássico do vôlei mundial, o tiebreak começou e trouxe uma atmosfera incrível ao Ginásio Nilson e Nelson. Logo nos dois primeiros pontos, houve um bom rally. A torcida jogava com o Brasil e as brasileiras pontuavam com boas cortadas que não davam chances para a Sérvia. A cada saque rival, ocorria uma chuva de vaias. O Brasil atacou bem, contou com muitos erros de saques da Sérvia e garantiu a vitória por 15/11.

O próximo jogo da Seleção Brasileira será contra a Alemanha, no sábado (17/6). O duelo acontecerá no Ginásio Nilson e Nelson, às 14h. Já a Sérvia enfrentará a Croácia, no mesmo dia, às 21h. Confira, aqui, a classificação atualizada da Liga das Nações de Vôlei após os dois jogos de quinta-feira (14/6).