Início Site Página 17

Capital demite Fábio Brostel após queda precoce no Candangão 2026

0
Fábio Brostel
Foto: Ueslei Costa/Capital

A terça-feira (3/3) marcou uma mudança relevante nos bastidores do Capital. O clube anunciou o fim do vínculo com o técnico Fábio Brostel e com integrantes da comissão técnica. A decisão ocorre após a eliminação precoce na primeira fase do Campeonato Candango 2026. O tricolor também confirmou a saída do auxiliar Júnior Valle, do analista João Guilherme e do fisioterapeuta Rodrigo Nascimento.

Fábio Brostel comandou o Capital em 10 partidas na temporada, com quatro vitórias, quatro empates e duas derrotas. O principal resultado ocorreu na Copa do Brasil, competição na qual o tricolor alcançou a terceira fase. O desempenho nacional contrastou com a campanha irregular no torneio local. A queda no Candangão acelerou a avaliação interna sobre o comando técnico.

Apesar da frustração no campeonato regional, a trajetória na Copa do Brasil representou avanço esportivo e financeiro para o clube. A participação até a terceira fase ampliou visibilidade e reforçou o projeto competitivo do Capital em cenário nacional. Ainda assim, a diretoria optou por mudança antes do início da Série D do Campeonato Brasileiro. O planejamento para a competição nacional seguirá com novo comando.

Em nota oficial, o Capital agradeceu de forma pública pelos serviços prestados e pelo profissionalismo demonstrado durante o período no clube. A diretoria destacou o empenho e o comprometimento com o projeto institucional. O encerramento do ciclo foi tratado com respeito nos bastidores do tricolor. A decisão encerra uma passagem marcada por altos e baixos em curto espaço de tempo.

Agora, o Capital volta atenções para a definição do novo treinador visando a Série D do Campeonato Brasileiro. O desafio envolve reorganizar o elenco e recuperar a confiança após a eliminação no Candangão. A diretoria trabalha nos bastidores para anunciar substituto nos próximos dias. O objetivo envolve manter competitividade no calendário nacional de 2026.

Brasiliense Camilla Orlando leva o Brasil ao título sul-americano Sub-20

0
Camilla Orlando
Foto: Staff Images/CBF

O último sábado (28/2) entrou para a trajetória da brasiliense Camilla Orlando com peso histórico. O Brasil venceu a Venezuela por 2 a 0, no Paraguai, e conquistou o 11º título do Campeonato Sul-Americano Feminino Sub-20. A taça representou a primeira conquista da treinadora no comando da categoria e simbolizou a consolidação de um trabalho iniciado em junho de 2025. A técnica do Distrito Federal celebrou o feito como marco pessoal e coletivo.

Ex-Real Brasília, a brasiliense assumiu a Seleção Brasileira Sub-20 no meio da temporada passada e, rapidamente, imprimiu identidade competitiva ao grupo. Em 14 partidas no comando, acumulou 10 vitórias, dois empates e duas derrotas. A campanha continental reforçou a hegemonia brasileira na categoria e elevou o protagonismo da profissional formada no futebol candango. O resultado ampliou a relevância do Distrito Federal no cenário nacional feminino.

Após o apito final, a emoção tomou conta da treinadora. “Muita emoção, muita alegria. Estou muito feliz de vestir a camisa da Seleção Brasileira e conquistar mais um título com essa camisa. A gente sabia da responsabilidade que era representar a Seleção no Sul-Americano, e eu estou muito feliz.” A declaração refletiu o peso da responsabilidade assumida pela brasiliense diante de uma geração promissora. O título coroou a primeira grande missão no ciclo.

Durante a preparação, o elenco passou por 40 dias de concentração intensa, período dedicado ao fortalecimento coletivo e ao ajuste tático. A comissão liderada por Camilla Orlando apostou em convivência diária, repetição de padrões de jogo e construção de mentalidade vencedora. A estratégia resultou em consistência defensiva e eficiência ofensiva ao longo do torneio. A final diante da Venezuela confirmou a maturidade competitiva da equipe.

Na decisão, o Brasil controlou o ritmo e construiu a vitória com autoridade. O placar de 2 a 0 selou a campanha sólida e consolidou a assinatura da técnica brasiliense na categoria. A conquista abre novas perspectivas dentro da estrutura da Seleção Brasileira e projeta a treinadora como um dos nomes emergentes do futebol feminino nacional. O Distrito Federal passa a figurar também no topo da base continental.

Kartódromo de Brasília reabre em março após quatro anos fechado

0
Kartódromo de Brasília
Foto: Anderson Parreira/Agência Brasília

Após quatro anos de portas fechadas, o Kartódromo Internacional de Brasília prepara o retorno das atividades em março. O equipamento, localizado dentro do Autódromo Internacional de Brasília, volta ao calendário esportivo da capital com estrutura renovada e homologação dentro dos padrões internacionais. A reabertura encerra um período de incerteza para pilotos, equipes e famílias ligadas ao kartismo. O ronco dos motores voltará a ocupar o espaço tradicional da velocidade candanga.

O superintendente do BRB Autódromo, Fernando Distretti, destacou a relevância da retomada para a formação esportiva. “O kart é a porta de entrada do automobilismo. Grandes pilotos, inclusive nomes da Fórmula 1, como Nelson Piquet, começaram no kart. Brasília é um celeiro de talentos e já revelou muitos pilotos. Trazer essa pista de volta é fundamental para incentivar iniciantes, amadores e futuros profissionais, fortalecendo o esporte na cidade”, afirmou. A fala reforça o papel histórico da capital na revelação de talentos.

A nova pista conta com 1.100 metros de extensão, 10 metros de largura na reta principal e 8 metros nas curvas, além de seis opções de traçado. A estrutura foi planejada com foco em segurança e versatilidade técnica para competições regionais e nacionais. A fase final das obras inclui paisagismo, pintura de sinalização, acabamento das zebras e ajustes nas barreiras de proteção. A base estrutural já atende às exigências do kartismo internacional.

A reinauguração ocorrerá com a primeira etapa do Brasília Kart Series, competição reconhecida pela Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) e com apoio da Federação de Automobilismo do Distrito Federal. O evento prevê estrutura de lazer com praça de alimentação, espaço gourmet e sala de simuladores. A organização estima a participação de aproximadamente 100 pilotos. O grid contará com representantes do Distrito Federal e de outros estados.

As categorias contemplam mirim, cadete, júnior, graduado, novatos e psk, voltada a competidores acima de 23 anos com experiência no kart amador ou profissional. O presidente da Federação de Automobilismo do Distrito Federal, Renato Constantino, destacou a diversidade etária do campeonato. “Temos pilotos de 8 a 72 anos, com grids completos em várias categorias”, afirmou. A expectativa envolve impacto esportivo e também movimentação econômica no entorno do autódromo.

Morre Juan Azevedo, campeão candango pelo Real Brasília, aos 25 anos

0
Juan Azevedo
Foto: Real Brasília

O segunda-feira (2/3) ganhou contornos de tristeza profunda no futebol do Distrito Federal. O Real Brasília confirmou a morte do meio-campista Juan Azevedo, de 25 anos, vítima de um acidente de trânsito ocorrido em 23 de fevereiro. O atleta permanecia internado no Hospital de Base há uma semana, mas não resistiu. A notícia comoveu dirigentes, jogadores e torcedores do esporte local.

Juan Azevedo iniciou a trajetória no Real Brasília em 2020, ainda nas categorias de base do Leão do Planalto. O talento levou rapidamente o meia ao elenco profissional, após destaque no Campeonato Candango Sub-20 de 2021. Em 2022, participou da Copa São Paulo de Futebol Júnior e ampliou a experiência em cenário nacional. A consolidação veio na campanha vitoriosa do Candangão de 2023.

Na decisão contra o Brasiliense, o meia protagonizou atuação marcante na partida de ida da final, com dois gols fundamentais para o título. A performance entrou para a história do clube e consolidou o nome do atleta entre momentos inesquecíveis da equipe aurianil. A entrega dentro de campo simbolizava dedicação diária aos treinamentos. O vínculo com o Real Brasília sempre foi tratado como relação de identidade e pertencimento.

O último compromisso do jogador ocorreu neste ano, também diante do Brasiliense, pela segunda rodada do Candangão 2026. A partida marcou a despedida involuntária de um atleta ainda em plena ascensão. O clube divulgou nota oficial com manifestação de pesar e solidariedade aos familiares e amigos. O ambiente no elenco profissional reflete consternação e respeito à memória do companheiro.

A Federação de Futebol do Distrito Federal (FFDF) prestará homenagem com um minuto de silêncio nas partidas das semifinais do Campeonato Candango 2026, no fim de semana. O gesto simboliza reconhecimento à trajetória construída no futebol candango. A lembrança de Juan Azevedo permanecerá associada ao título de 2023 e ao compromisso demonstrado com a camisa do Real Brasília. O Distrito Federal se despede de um jovem talento marcado por dedicação e história.

FFDF define datas e transmissões das semifinais do Candangão 2026

0
Candangão
Foto: Diller Abreu/FFDF

A segunda-feira (2/3) marcou a oficialização do roteiro decisivo do Campeonato Candango BRB 2026. A Federação de Futebol do Distrito Federal (FFDF), em conjunto com Gama, Ceilândia, Samambaia e Sobradinho, definiu datas, horários, locais e transmissões das semifinais. O encontro ocorreu na sede da entidade e organizou o calendário das partidas de ida e volta. A reta final ganhou contornos definitivos para a disputa por vaga na decisão.

Os confrontos colocam frente a frente o Sobradinho e o Samambaia em uma chave, enquanto o Ceilândia mede forças com o Gama na outra. A definição também levou em consideração as janelas de transmissão na televisão aberta e nas plataformas digitais. A expectativa envolve equilíbrio técnico e arquibancadas cheias nos quatro palcos escolhidos. A fase semifinal abre o caminho para a grande final do torneio local.

O primeiro duelo ocorrerá no sábado (7/3), às 16 horas, no Estádio Defelê. O Sobradinho receberá o Samambaia, com transmissão da Record Brasília, em confronto marcado por rivalidade regional recente e estilos distintos. A partida inaugura a etapa decisiva do Candangão em ambiente tradicional do futebol candango.

No domingo (8/3), também às 16 horas, o Ceilândia enfrentará o Gama, no Estádio Abadião. O duelo terá transmissão pelo YouTube da FFDF TV e promete forte presença de torcedores alvinegros e alviverdes. O confronto reedita embates recentes em fases agudas da competição. A disputa coloca frente a frente duas camisas pesadas do Distrito Federal.

Volta no Bezerrão e no Serejão

Os jogos de volta inverterão os mandos no sábado (14/3) e no domingo (15/3), ambos às 16 horas. O Gama receberá o Ceilândia, no Estádio Bezerrão, com transmissão da Record Brasília, em confronto decisivo por vaga na final. O palco tradicional do alviverde voltará a sediar partida eliminatória em busca de protagonismo regional. A expectativa envolve clima de decisão desde o apito inicial.

No domingo (15/3), o Samambaia enfrentará o Sobradinho, no Estádio Serejão, com transmissão pelo YouTube do Metrópoles Esportes. O encerramento da fase semifinal ocorrerá em Taguatinga, em ambiente conhecido por decisões locais. O resultado definirá o segundo finalista do Campeonato Candango BRB 2026. A contagem regressiva para a decisão já começou no calendário local.

CBF sorteia grupos da Copa Centro-Oeste na terça-feira com Gama e Capital

0
Copa Verde
Foto: Joilson Marconne/CBF

A terça-feira (3/3) promete movimentar o calendário regional, com o sorteio dos grupos da Copa Centro-Oeste, torneio integrado à Copa Verde. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) realizará o evento às 14h, na sede da entidade, no Rio de Janeiro. A definição das chaves marcará o início oficial da caminhada do Gama e do Capital na competição. A transmissão ocorrerá ao vivo pela CBF TV.

A Copa Verde chega à 13ª edição em 2026 e apresenta o maior formato da história, com 24 clubes das regiões Norte, Centro-Oeste e do Espírito Santo. A estrutura foi dividida em dois blocos: a Copa Norte e a Copa Centro-Oeste, cada um com 12 participantes. O campeão de cada bloco assegura vaga na terceira fase da Copa do Brasil de 2027. O novo desenho amplia a relevância esportiva do torneio no cenário nacional.

No formato inicial, os 24 clubes foram distribuídos em quatro grupos de seis integrantes, sendo dois grupos destinados à Copa Norte e dois voltados à Copa Centro-Oeste. A competição contará com 70 partidas em 10 datas reservadas exclusivamente ao calendário regional. Cada equipe disputará pelo menos seis jogos na fase classificatória. Os finalistas poderão alcançar até 10 partidas ao longo do percurso.

O início está marcado para 25 de março, enquanto o encerramento ocorrerá em 7 de junho, data prevista para a decisão. O intervalo exclusivo no calendário reforça a prioridade institucional dada ao torneio pela CBF. A criação da Copa Verde em 2014 buscou fortalecer o futebol fora do eixo tradicional do país. A ampliação para dois blocos consolida essa estratégia de valorização regional.

A presença do Gama e do Capital coloca o Distrito Federal em posição de destaque no cenário Centro-Oeste. O alviverde aposta na tradição do Bezerrão, enquanto o tricolor mira protagonismo em um calendário nacional desafiador. O sorteio desta terça-feira (3/3) indicará os primeiros obstáculos no caminho candango. A expectativa cresce para conhecer os adversários na busca por uma vaga histórica na Copa do Brasil.

Gama renova contrato do atacante Felipe Clemente até 2029

0
Felipe Clemente
Foto: Filipe Fonseca/Gama

O fim de semana marcou um movimento estratégico no planejamento do Gama para as próximas temporadas. O alviverde oficializou a renovação do contrato do atacante Felipe Clemente até 2029, após bom início em 2026 e artilharia no Campeonato Candango, com sete gols. A diretoria assegurou a permanência do camisa 11 no momento mais decisivo da temporada. O acordo reforça o planejamento para a sequência das competições nacionais e regionais.

O atacante chegou ao alviverde no início de 2026 e rapidamente assumiu protagonismo dentro e fora das quatro linhas. A liderança na tabela de goleadores do Candangão consolidou a condição de referência ofensiva no elenco comandado pelo técnico Luís Carlos Souza. A permanência garante estabilidade antes das semifinais do torneio local. O calendário ainda reserva desafios de peso ao clube do Distrito Federal.

Desde a estreia, Felipe Clemente apresentou mobilidade, presença frequente na área e frieza nas finalizações. A sequência de boas atuações criou identificação imediata com a torcida no Bezerrão. O rendimento elevou o patamar do setor ofensivo e deu confiança ao grupo em partidas decisivas. O número sete na artilharia traduz regularidade ao longo da campanha líder da primeira fase do Candangão.

A renovação ocorre em um momento de consolidação do projeto esportivo do Gama para 2026. O clube disputará a Copa Centro-Oeste e a Série D do Campeonato Brasileiro, além da reta final do Campeonato Candango. A manutenção do principal goleador representa um passo relevante na busca por protagonismo regional e nacional. A diretoria aposta na continuidade como fator de crescimento coletivo.

Com contrato estendido até 2029, o atacante ganha respaldo institucional para manter a evolução no Bezerrão. O Gama, por outro lado, preserva a principal peça ofensiva em um ano de calendário cheio e ambições elevadas. A combinação entre estabilidade e desempenho coloca o alviverde em cenário promissor para os próximos capítulos da temporada.

Quem pode jogar a Série D 2027? O tabuleiro do Candangão explicado

5
Série D
Foto: Fabio Souza/CBF

A reta decisiva do Campeonato Candango não vale apenas taça, rivalidade e vaga na final. O mata-mata do torneio local virou um verdadeiro tabuleiro estratégico em torno das duas vagas do Distrito Federal na Série D do Campeonato Brasileiro de 2027. Com Gama x Ceilândia de um lado e Samambaia x Sobradinho do outro, cada resultado pode provocar efeito dominó na próxima temporada nacional. No momento, ninguém está garantindo na próxima edição do torneio nacional via regional.

O regulamento reserva duas vagas na Série D do Brasileirão aos finalistas do Candangão. Quem chegar à decisão carimba automaticamente presença na quarta divisão nacional do ano seguinte. Porém, o cenário fica mais complexo quando entram na equação a Série D de 2026, os critérios de acesso e o ranking da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), outras maneiras de classificação ao torneio nacional.

Há um ponto essencial para entender a engrenagem: se um clube do Distrito Federal subir da Série D para a Série C em 2026, ele deixa de ocupar vaga na edição seguinte da quarta divisão. Nesse caso, abre-se espaço via regional para o terceiro colocado do Candangão. Já se um time garantir vaga na Série D 2027 por chegar ao mata-mata nacional (critério adotado a partir deste ano) e já possuir vaga local assegurada, o lugar extra não retorna ao DF automaticamente: a reposição ocorre pelo Ranking Nacional de Clubes (RNC).

O detalhe que muda tudo

Outro fator decisivo está no próprio regulamento do Candangão. O terceiro colocado não será definido pela campanha da primeira fase. A posição será estabelecida exclusivamente pelo desempenho nas semifinais. Em caso de eliminação, o critério considera apenas os resultados do confronto eliminatório, ignorando pontuação anterior. No ano passado, por exemplo, o Brasiliense fez campanha geral melhor em comparação ao Ceilândia, mas ficou em quarto ao ser eliminado com saldo pior.

Na prática, liderar a fase classificatória (posição ocupada pelo Gama, com 23 pontos conquistados) não garante vantagem na briga por uma eventual herança de vaga nacional. Quem cair na semifinal precisará ter campanha superior no duelo eliminatório para assegurar a terceira posição oficial da competição e também uma vaga na Copa do Brasil (o DF passou a ter três com a reformulação do calendário da CBF).

Gama e Ceilândia

Como se enfrentam na semifinal, Gama e Ceilândia vivem situação peculiar. Apenas um dos dois chegará à decisão e, automaticamente, reservará vaga na Série D 2027, independentemente da campanha nacional deste ano. O derrotado dependerá do próprio desempenho na quarta divisão de 2026 para buscar classificação via mata-mata ou torcer por eventual acesso do rival, caso fique em terceiro no Candangão.

Se um deles subir para a Série C, o terceiro colocado do Candangão herdará a vaga regional aberta. Porém, se um deles garantir vaga nacional por chegar ao mata-mata e já tiver vaga via torneio local, o Distrito Federal não recebe automaticamente esse lugar adicional. Ele será reservado para o ranking da CBF. O Brasiliense, por exemplo, se classificou para a edição de 2026 desta maneira.

Sobradinho e Samambaia

Para Sobradinho e Samambaia, o caminho é mais direto. Quem avançar à decisão do Candangão garante presença na Série D do Brasileirão de 2027. O eliminado dependerá de uma combinação de resultados envolvendo acesso de outro clube do Distrito Federal, além própria definição da terceira colocação nas semifinais. Assim, o Leão da Serra e o Cachorro Salsicha herdariam vagas apenas se o finalista do torneio local entre Gama ou Ceilândia subir.

Capital e Brasiliense

Capital e Brasiliense disputam a Série D do Campeonato Brasileiro de 2026, mas não têm mais possibilidade de garantir vaga em 2027 pelo Candangão. Para jogar a próxima edição do torneio nacional, precisam subir para a Série C ou alcançar o mata-mata da quarta divisão deste ano. Mesmo conseguindo a vaga nacional por mérito esportivo, o Coruja e o Jacaré não abrirão espaço regional extra, justamente por não avançarem às semifinais da elite do DF.

O cenário aberto

O que parecia apenas disputa por vaga na final ganhou contornos de planejamento estratégico. Cada semifinal carrega peso duplo: esportivo e administrativo. A combinação entre acesso, ranking e regulamento transforma o Candangão 2026 em uma engrenagem complexa.

No fim das contas, o tabuleiro está armado. Uma final garante vaga. Um acesso pode abrir caminho a quem não chegar na decisão local. Um mata-mata pode fechar portas. E o terceiro colocado, definido apenas pelo desempenho na semifinal, pode virar protagonista inesperado na corrida nacional.

Ceilândia tem virada épica sobre o Brasiliense e vai às semis do Candangão

0
Foto: Renan Pariz/Ceilândia

O futebol de Brasília escreveu uma de suas épicas páginas neste sábado (28/2), pela última rodada do Candangão 2026. Contra todo e qualquer tipo de prognóstico (por como o jogo se desenhou), o Ceilândia conquistou uma épica virada por 3 a 2 sobre o Brasiliense em pleno Estádio Serejão e se classificou às semifinais do campeonato.

Esta história nada tem a ver com os primeiros 85 minutos de jogo. Menos que isso, dentro de meia hora o Jacaré construiu uma boa vantagem com clara superioridade e dois gols. Destaque para Jean Pyerre, mostrando cada vez mais entrosamento com seus pares, ponto positivo que fica para a campanha da Série D. O segundo tempo seguiu todo um protocolo, com o time da casa administrando a vantagem e vendo como seu adversário nada realizava com posse, até que o dito impossível se fez. O Distrito do Esporte te conta, agora.

Clique e leia mais:

Diretos e cruzados

O começo da partida compreendeu uma pressão com bola nos pés efetiva por parte do Jacaré. Logo ao segundo minuto o placar foi aberto: Vitor Marinho apareceu com boa trama por dentro, junto de Tarta, e serviu a Jean Pyerre, que finalizou com grande técnica, tornando inalcançável ao goleiro Vitor Hugo para abrir o placar. O time da casa seguiu girando muito bem a bola, de lado a lado, sem grandes dificuldades para chegar à área rival. Aos quatro, Vitor Marinho apareceu novamente para dar um novo passe de gol, mas Thiago Pereira não pegou bem de frente para a marca penal.

O resultado logicamente obrigava o Gato Preto a aplicar pressão, uma vez que agora apenas a virada importava. Entretanto, a coisa não andava bem com a bola no chão, com notado espaçamento entre os atletas do ataque. O primeiro experimento visitante aconteceu aos nove, com Cleiton Maranhão arriscando de fora da área, sem dificuldade para o goleiro Matheus Kayser. No minuto seguinte, o Ense reclamou pênalti em passe infiltrado de Jean Pyerre para Wallace Pernambucano, abraçado por Bosco, mas ignorado pelo árbitro Sávio Pereira Sampaio e pelo VAR, capitaneado por Rafael Martins Diniz.

A tentativa alvinegra era concentrada nas pontas, buscando jogar às costas dos laterais adversários, mas encontrando marcação dupla. Aos 14, Tarta testou de fora da área, mas parou em Vitor Hugo. Do outro lado, Marquinhos era a válvula de escape do Ceilândia, mas tinha ares de solidão ao parecer trabalhar sozinho diante do resto de companheiros que não muito faziam na fase ofensiva. Após os 20, passou a boa e efetiva pressão do Brasiliense do jogo, vendo o adversário trocar passes imprecisos e sem trazer sustos à sua meta.

Aos 27, Patrickão fez sua primeira aparição no jogo, vencendo em velocidade o zagueiro João Teixeira mas batendo fraco e rasteiro, em bola cruzada desde a esquerda, na área, sem dificuldades para Matheus Kayser. Aos 31, o Jacaré ampliou a conta. Após toque de mão de Badhuga na meia-lua da grande área, Tarta bateu falta primorosa, no ângulo do goleiro Vitor Hugo.

Sávio Pereira Sampaio decretou parada para hidratação em seguida, no que mais parecia o nocaute decretado do alvinegro. Coisa pouco funcional a um time ainda mais entregue após tomar o segundo golpe, enquanto o time amarelo cuidou da cadência com a bola e da vigilância na marcação até o fim da etapa inicial.

The Eye Of The Black Cat

Para o segundo tempo, o técnico Adelson de Almeida fez mudanças no meio campo, trocando Cleiton Maranhão e Cabralzinho por Henrique Vigia e Robert. Para cúmulo, com dois minutos Badhuga se lesionou sozinho e Pedrinho teve que entrar em seu lugar. Tudo disso para que nada mudasse na imprecisão alvinegra, mantendo uma das piores atuações da equipe em 2026. Coisa que, depois, de nada importaria. Apenas aos nove Marquinhos fez cruzamento perigoso, que Cardoso não completou para descontar, na primeira boa chance de todo o segundo tempo.

O susto deu justificativa para mais mexidas do banco amarelo e assim deixar de apenas espreitar a ampla posse de bola do Gato Preto. Vieram a campo Erick Luís e Serginho, este vindo da Ponte Preta, com boa expectativa e no lugar do muito aplaudido Jean Pyerre, nome do jogo pelo manejo no meio-campo do Ense. Teoria que não seguiu na prática, uma vez que o Brasiliense pouco saiu ao ataque. Prova de tudo isso foi a falta de oportunidades geradas, tornando o jogo cada vez mais arrastado diante de um interessado com o resultado diante de um incapaz em mudar a realidade.

Aos 26, lance inusitado: Tarta bateu falta, mas Vitor Hugo não encaixou, deixando rebote para Serginho e ganhando no bote do meia. Na sobra, Erick Luís chutou em cima do companheiro de equipe e iria ao gol, mas foi claramente cortada sobre a linha por Fabinho. Numa confusão entre todo o quadro de arbitragem, Sávio Pereira Sampaio deu gol, impedimento, gol e finalizou com o correto impedimento de Serginho, que caiu em condição ilegal após dividir com o goleiro. Aos 28, Montanha faria seu último ato no jogo finalizando com perigo, ao lado da meta. Ele sairia depois da parada para reidratação, para entrada de Gustavo Xuxa. A fim de jogo, aos 33, Tarta saiu de três marcadores e bateu da entrada da área, com perigo e parando em grande defesa de Vitor Hugo.

É aqui que surge o começo do épico renascimento do Gato Preto. Aos 40, viria a descontar, após falha da defesa local em escanteio cobrado por Robert, com todos ficando pelo caminho e com Cardoso conferindo na segunda trave de cabeça. O anticlímax se consolidara aos 42, de forma despretensiosa. Vinicius Tanque achou lindo passe para Cardoso deslocar Matheus Kayser e empatar o jogo.

No mesmo tempo, o Gama viria a salvar o maior rival, com o gol de Michel contra o Capital no JK, mesmo com um jogador a menos, uma vez que, neste cenário, uma vitória tricolor eliminaria ambos das semis. Aos 44, Igor Carmino quase fez o gol salvador, batendo na área com o peito do pé e parando em mais uma grande defesa de Vitor Hugo.

A epopeia do Gato Preto se consolidou de novo com Vinicius Tanque encontrando novamente Cardoso em liberdade, nas costas de Igor Carmino. O camisa 7 iludiu Matheus Kayser em um bom drible e tocou para a meta vazia: delírio do banco, vaias e silêncio da arquibancada, com duras críticas à direção do Brasiliense após o jogo.

Ainda após o apito final, o elenco do Ceilândia esperou e explodiu de felicidade ao ver como o Capital, mesmo com dois a mais, não conseguia virar sobre o Gama, em pleno JK, confirmando a épica passagem às semifinais. Claramente abatido e sem saber de onde, fico com a memória da canção Eye Of The Tiger, do Survivor, que se tornou um sucesso na saga do resiliense pugilista Rocky Balboa. O Ceilândia conseguiu. Subiu a “escadaria” da Avenida Elmo Serejo como Sylvester Stallone subiu na Filadélfia. Logrou o impensado. A épica. Creia no que cada um creia, os deuses do futebol também tiveram algo de querer nesta classificação do Ceilândia às semifinais do Candangão 2026.

O que vem por aí

Classificado em quarto, a missão do Gato Preto será rever o Gama nas semifinais. Mandará o primeiro jogo no Estádio Abadião, no próximo final de semana, e terá de ir ao Bezerrão na volta, uma semana mais tarde. Já o Jacaré, que terminou a primeira fase do distrital em sexto, vai aguardar o início da Série D do Campeonato Brasileiro. Ainda com grupos indefinidos, a competição nacional começa no dia 5 de abril.

Brasiliense 2 

Matheus Kayser; Vitor Marinho 🟨, Igor Carmino, João Teixeira e Jhonathan Moc; Marcos Jr (Felipe Manoel), Tarta ⚽ e Jean Pyerre ⚽ (Serginho); Thiago Pereira (Júlio Vitor), Montanha (Gustavo Xuxa) e Wallace Pernambucano (Erick Luís); Técnico: Luiz Carlos Winck

Ceilândia 3

Vitor Hugo; Sávio, Willian Barão, Badhuga (Pedrinho) e Fabinho; Bosco 🟨, Cleyton Maranhão 🟨 (Henrique Vigia) e Cabralzinho (Robert); Cardoso ⚽⚽⚽, Marquinhos (Cebolinha) e Patrickão (Vinicius Tanque); Técnico: Adelson de Almeida

Sobradinho vence, volta à semifinal e rebaixa o Brasília no Candangão 2026

0
Sobradinho
Foto: Eduardo Ronque/Sobradinho

No sábado (28/2), o Estádio Defelê virou palco de dois destinos opostos. O Sobradinho venceu o Brasília por 1 a 0, pela nona e última rodada da primeira fase do Campeonato Candango, garantiu vaga na semifinal após sete temporadas e ainda decretou o rebaixamento do rival. O Leão da Serra terminou em terceiro, beneficiado pelos tropeços de Capital e Brasiliense, enquanto o Colorado encerrou a campanha na zona da degola. Enquanto o colorado lamenta a queda, o alvinegro se prepara para duelar com o Samambaia em busca de um lugar na final.

A rodada final do Candangão reuniu tensão máxima. O Sobradinho dependia do próprio resultado e da derrota de um dos concorrentes diretos para seguir vivo na briga pelo título. O Brasília precisava pontuar e torcer para o Paranoá ser goleado — algo que aconteceu — para escapar do descenso. Ao fim da tarde, o contraste ficou evidente: festa alvinegra nas arquibancadas com a vitória magra, mas suficiente para garantir sequência na competição e silêncio de lamentação e tristeza do lado colorado.

Pênalti perdido

O início apresentou intensidade dos dois lados, com marcação alta e disputa firme no meio-campo do gramado do Defelê. Em escanteio a favor do Brasília, um bate-rebate terminou com toque de mão de Aldo na entrada da área. A arbitragem marcou pênalti. Um dos jogadores com melhor eficiência pelo Brasília ao longo do Candangão, Milla assumiu a cobrança e chutou para fora, desperdiçando a chance de abrir o placar. Logo depois, Gegê recebeu livre na área e também finalizou sem direção. O Sobradinho escapou ileso do momento mais delicado do jogo.

A resposta alvinegra veio em sequência. Geovane arriscou de fora da área após troca de passes com Bernardo e exigiu boa defesa de Caleb. Pipico cabeceou sozinho em cobrança de falta e mandou para fora. Antes do intervalo, Bernardo quase marcou em cobrança venenosa. O empate persistiu até o descanso. Naquela altura, a igualdade em zero não beneficiava nenhuma das equipes e a necessidade de ampliar a pressão em busca de um gol definitivo no resultado aumentava nas duas equipes.

Gol das semis

O Sobradinho voltou dos vestiários com postura mais agressiva em busca de um resultado positivo na rodada final do Campeonato Candango. O experiente Bernardo liderou as ações ofensivas e manteve o time instalado no campo adversário. A pressão crescia conforme o relógio avançava. O gol decisivo nasceu da insistência. Thiago André encontrou Roniel na entrada da área. O atacante dominou, driblou o marcador e deslocou Caleb com categoria. O Defelê explodiu em alegria pelo gol. Naquela altura, isso era suficiente para o Leão da Serra avançar.

Com a vantagem construída, o alvinegro administrou o resultado com maturidade. O Brasília tentou reagir, porém, mostrou pouca força ofensiva. Com a derrota do Brasiliense para o Ceilândia e o empate do Capital com o Gama, o apito final confirmou a classificação alvinegra e selou o rebaixamento colorado para 2027. O Sobradinho reencontra o Samambaia na semifinal e retoma o protagonismo no Candangão. O Avião encerra a campanha com queda dolorosa e missão de reconstrução na próxima temporada.