Com Endrick e Igor Thiago, DF volta à Copa do Mundo após três edições

Atacantes romperam um hiato de 16 anos sem a presença de atletas nascidos na capital federal em Mundiais. Os últimos foram os pentacampeões Kaká e Lúcio, na edição da África do Sul, em 2010

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Depois de um hiato de três edições, o futebol do Distrito Federal, enfim, está reinserido no universo dos jogadores escolhidos para representar o país em uma Copa do Mundo. Confirmada pelo técnico italiano Carlo Ancelotti na tarde desta segunda-feira (18/5), em cerimônia realizada no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, a lista com os 26 nomes selecionados para o Mundial da Fifa, disputado nos Estados Unidos, no México e no Canadá, guardou espaço para os atacantes Endrick e Igor Thiago.

A dupla rompe um intervalo de 16 anos sem a presença da capital federal entre os convocados da Seleção Brasileira para um Mundial. Os últimos representantes do DF também carregam trajetória marcante com a camisa verde e amarela. Pentacampeões na edição de 2002, disputada na Coreia do Sul e no Japão, o meio-campista Kaká, natural do Gama, e o zagueiro Lúcio, nascido em Planaltina, também defenderam o Brasil nas Copas de 2006, na Alemanha, e de 2010, na África do Sul. No ciclo de 2014, Kaká chegou a participar de convocações, mas acabou fora da lista final.

Na Rússia, em 2018, o cenário voltou a se repetir e nenhum atleta do Distrito Federal ocupou espaço entre os escolhidos da Seleção Brasileira. Já no ciclo para o Catar, em 2022, apenas um jogador da cidade apareceu no radar. Natural de Santa Maria, o meio-campista Felipe Anderson, então atleta do West Ham e atualmente no Palmeiras, participou dos amistosos diante de Panamá e República Tcheca, mas não voltou a ser lembrado pelo técnico Tite.

Os brasilienses da vez trilharam caminhos distintos até a Copa do Mundo de 2026. Tratado como promessa desde o último Mundial, Endrick passou a frequentar convocações da Seleção Brasileira ainda em 2023. Revelado pelo Palmeiras e atualmente no Real Madrid, o atacante natural de Taguatinga e criado em Valparaíso rapidamente assumiu protagonismo como uma das principais joias do futebol brasileiro da nova geração. Mesmo convivendo com a forte concorrência ofensiva e com a pressão criada em torno do próprio nome desde muito cedo, consolidou espaço durante as passagens de Dorival Júnior e Carlo Ancelotti.

A caminhada de Igor Thiago até a Seleção ocorreu de maneira mais longa e menos badalada. Natural do Gama e criado na Cidade Ocidental, o atacante precisou construir espaço gradualmente até alcançar o status de nome de Copa do Mundo. Revelado pelo Cruzeiro, o centroavante passou por Ludogorets, da Bulgária, Club Brugge, da Bélgica, e Brentford, da Inglaterra, consolidando evolução sobretudo pela força física, pela capacidade de pressão sem a bola e pela mobilidade ofensiva. O crescimento consistente no futebol europeu transformou o brasiliense em alternativa valorizada pela comissão técnica de Ancelotti, responsável pela primeira convocação do atleta.

A presença de Endrick e Igor Thiago também simboliza uma mudança recente no perfil dos jogadores revelados pelo Distrito Federal. Historicamente associado a nomes ligados ao meio-campo e ao sistema defensivo — como Kaká, Lúcio e até Felipe Anderson —, o DF chegará ao Mundial de 2026 representado justamente por dois atletas ofensivos. O feito reforça não apenas o retorno da capital federal ao principal palco do futebol mundial, mas também a capacidade recente da cidade em voltar a revelar talentos competitivos em nível internacional.

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