Ceilândia marca no último lance, bate Operário e retorna ao G-4 da Série D

Com gol de Sandy nos instantes finais e jogo de poucas chances, o Ceilândia superou o Operário por 1 a 0 fora de casa e voltou à zona de classificação. Jogo teve paralisação após árbitro acionar protocolo antirracismo

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O roteiro parecia caminhar para um empate sem emoção, mas o futebol guardou o golpe final a favor do Ceilândia. Na tarde deste domingo (3/5), no Estádio Dito Souza, o Gato Preto venceu o Operário Várzea-Grandense por 1 a 0, pela Série D do Campeonato Brasileiro, com gol de Sandy no último lance e retorno ao G-4 do Grupo A4 da quarta divisão. Os três pontos conquistados longe do Distrito Federal, em uma partida marcada por uma paralisação após o acionamento do protocolo antirracismo no segundo tempo, recolocaram o alvinegro em condição de lutar pela classificação ao mata-mata da competição nacional.

O confronto teve mais intensidade do lado mandante durante boa parte do jogo, com o Operário-MT controlando ações iniciais e criando as melhores oportunidades. O Ceilândia demorou a entrar na partida e encontrou dificuldades para produzir ofensivamente, em um duelo marcado por baixa efetividade e muitos erros na construção. O resultado alçou o Gato Preto ao terceiro lugar da chave, com sete pontos somados em cinco apresentações. As equipes voltam a se enfrentar no domingo (10/5), às 16h, no Estádio Abadião, na abertura do returno da competição nacional.

Sucuri e trave salvam

O Operário assustou no primeiro minuto, com Kaio Cesar chutando de fora da área para defesa de Edmar Sucuri. Aos três, o goleiro do Ceilândia foi exigido novamente em chute de Augusto. O Ceilândia acordou aos poucos no jogo. Aos 11, Fábio entrou na área sozinho, mas chutou mal. O jogo seguiu com o Chicote da Fronteira melhor. No entanto, nenhuma das equipes transformava os lances ofensivos em grandes chances. Aos 24, o Gato Preto pediu pênalti em lance de Azevedo, mas o jogador foi amarela por tentar cavar a infração.

O cenário pouco se modificou após a pausa para hidratação. Aos 33, o Operário assustou. Willian chutou girando da entrada da área e parou na quina da trave. O lance animou os mandantes. Mesmo assim, o tempo com a bola no pé no campo ofensivou não gerou novas finalizações perigosas em direção ao gol de Edmar Sucuri. O Ceilândia, por outro lado, baixou o ímpeto. Quando chegava ao ataque, o alvinegro não passava da intermediária. Com a ineficiência dos dois lados, o primeiro tempo terminou com o placar zerado.

Sandy resolve no fim

O time da casa ficou no quase aos três. Sidney chutou com força da entrada da área e a bola explodiu na trave. Dois minutos depois, o camisa oito teve nova chance, mas chutou fraco, nas mãos de Sucuri. Na sequência, o duelo caiu de intensidade. O Operário-MT não ia bem nas bolas alçadas na área, porém, ostentava maior posse de bola e seguia eficiente na marcação ao Ceilândia. O Gato Preto praticamente não protagonizou ações ofensivas na primeira metada do segundo tempo.

Aos 32, o jogo foi paralisado pelo protocolo antirascimo, acionado pelo árbitro Marcos Machado, após um jogador do Ceilândia apontar ofensas racistas da arquibancada. A Polícia Militar entrou em campo. A bola rolou cinco minutos depois. Na volta, os dois times mantiveram os problemas de finalização. O Gato Preto teve efetividade, literalmente, no último lance do jogo. Sandy aproveitou uma bola viva na área e garantiu os importantíssimos três pontos para o clube alvinegro na partida longe do Distrito Federal.

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