Por Wevertton Rodrigues e Luís Moreira
Novo nome na cadeira de presidente da Associação Atlética Luziânia. Na tarde desta terça-feira (8/7), foi confirmado a troca do gestor executivo à frente da equipe goiana, filiada à federação do DF e bicampeã do Candangão. Às vésperas do conselho arbitral que definirá os times participantes, fórmula de disputa e demais detalhes da Segundinha, Wallace de Carvalho Santiago, até então o mandatário do clube, renunciou ao cargo. Rodriguinho, ex-jogador e ídolo da Igrejinha, foi o nome escolhido por apoiadores para ocupar a vaga até julho de 2026 – com possibilidade de prorrogação. No futebol candango, o executivo conta com passagens como treinador, auxiliar técnico e gestor, em clubes como Gama e Brasiliense.
Com pouco tempo para a legalização burocrática na troca do comando, além da montagem do elenco profissional para a disputa da única competição do Luziânia no restante desta temporada, a nova administração teve de correr rápido para formalizar os trâmites. A nova administração esteve presente na sede da Federação de Futebol do Distrito Federal (FFDF) para regularizar os novos nomes da diretoria. Os trâmites com a entidade envolvem um rigoroso processo de registro de atletas, regularização de documentos, cumprimento do calendário oficial e reuniões com representantes dos clubes para alinhamentos técnicos e administrativos. Todos os detalhes foram concluídos e certificados.
Procurado pela reportagem do Distrito do Esporte, Rodrigo Antônio Lopes Belchior – o Rodriguinho – falou sobre como surgiu o convite para assumir o cargo. “O convite para assumir a presidência do Luziânia surgiu de forma natural, a partir de um alinhamento entre o momento de reconstrução que o clube vivia e minha disposição em contribuir com um projeto sério, transparente e comprometido com resultados. Após conversas com lideranças internas e com o respaldo do grupo empresarial da Seagen África, entendi que era hora de aceitar o desafio. Minhas expectativas são altas: queremos reestruturar o clube em todos os aspectos para colocá-lo novamente como protagonista no cenário esportivo.”
Clique e leia mais:
- Na Vila! Cotado para o Mané Garrincha, Santos e Flamengo tem local definido
- Pedro Romano deixa o Capital e jogará no Vila Nova-GO até o fim da Série B
- Ceilândia e mais sete: veja os classificados para a segunda fase da Série D
Detentor de 11 títulos do Candangão (o jogador com mais títulos até então), Rodriguinho também comentou sobre as experiências e especializações adquiridas após a pendurar as chuteiras, em 2017, pelo Samambaia. “Após minha aposentadoria como atleta, mergulhei em diversas áreas, principalmente em gestão esportiva, planejamento estratégico, captação de recursos e formação de atletas. Atuei em projetos sociais e empresariais que me deram uma visão ampla sobre liderança, governança e responsabilidade com o coletivo. Isso me permite hoje unir a experiência de campo com a visão de gestão que o futebol moderno exige”.
A última passagem em diretoria de clubes foi pelo Gama, em 2022. Na ocasião, Rodriguinho assumiu o cargo de coordenador de futebol, durante a turbulenta SAF que ficou a frente do Alviverde. O ex-jogador assumiu o cargo no fim de 2021, ainda com a gestão do associativo. Quando se despediu do clube, o dirigente ressaltou as boas campanhas realizadas em torneios de base, mas fez fortes críticas ao então diretor Leonardo Scheinkman. Ainda na declaração após a saída, Rodriguinho lembrou do título do Candanguinhio Sub-17 e das boas campanhas do Sub-15, Sub-17 e Sub-20, onde garantiu a participação na Copinha.
Fazem duas temporadas desde a queda do Luziânia à Segunda Divisão do Campeonato Candango. Nesta temporada, o principal objetivo da equipe é, enfim, retornar à elite local. Na última edição da Segundinha, a ‘Igrejinha’ foi eliminada ainda na primeira fase – terminou na 5º colocação entre os oito clubes participantes. Após um bom começo no torneio, caiu de rendimento e de fora dos classificados ao mata-mata. Em 2023, a primeira participação após a queda, ficou perto de alcançar o acesso: se classificou para as semis, mas foi eliminada pelo vice-campeão, o Planaltina.
Nova diretoria sonha com o Serra do Lago para a Segundinha
Mesmo diante do otimismo diante da nova diretoria, um ar de incerteza ainda é predominante nos torcedores da ‘Igrejinha’. O principal fator para a insegurança é o futuro indefinido do Estádio Serra Lago, casa do Luziânia. A praça esportiva está sem condições de receber partidas profissionais, com aspecto de abandono. Até o momento, o clube ainda não definiu onde serão sediados os confrontos durante o torneio. Apesar de improvável, a nova diretoria ainda sonha em conseguir efetuar os reparos necessários na arena antes do início da Segundinha. O time busca apoio do governo e dos órgãos públicos responsáveis para conseguir tal missão.
Com o Luziânia longe da elite local desde 2022, o palco esportivo caiu no esquecimento e sofre com problemas relacionados à falta de revitalização no gramado e partes da estrutura, como as arquibancadas, onde o desgaste da pintura é visível. O campo está prejudicado por mato e pragas. Espaços como banco de reservas e vestiários também acusam problemas provocados pela falta de manutenção. O Serra do Lago não recebe uma partida profissional desde outubro do ano passado, quando o Luziânia goleou o Botafogo-DF, por 7 a 0, pela Segunda Divisão do Campeonato Candango.

