A quinta rodada da Série D do Campeonato Brasileiro chegou ao fim nesta quarta-feira (21/5). Três confrontos envolvendo times dos grupos A1 e A2 foram realizados durante o período vespertino e noturno. O Trem-AP perdeu para o Independência-AC em casa por 2×1. Outro clube que venceu pelo mesmo placar foi o Imperatriz, que derrotou o Tocantinópolis longe de seus domínios. Já Sampaio Corrêa e Maranhão ficaram no empate. Com os resultados, sete times seguem invictos no certame.
O Ceilândia, representante do Distrito Federal ao lado do Capital na Série D do Campeonato Brasileiro, está na lista de clubes que ainda não foram derrotados na quarta divisão nacional. O Gato Preto está na liderança do Grupo A5, com três vitórias e dois empates em cinco partidas disputadas. A equipe tem o segundo melhor ataque da chave, ao lado do Porto Velho, além da segunda melhor defesa ao lado de Aparecidense e Luverdense.
O Gato Preto é o único time do Grupo A5 que está invicto. Anteriormente, o Ceilândia tinha a companhia do Luverdense. Porém, na última rodada disputada, o clube do Mato Grosso acabou sendo derrotado pelo Capital no Estádio JK. Os gols foram marcados por Erick Varão e Moisés. Com a derrota, o Luverdense perdeu a segunda colocação para a Aparecidense, deixando o Ceilândia como líder isolado da chave.
Além do representante do Distrito Federal, outros seis clubes seguem invictos na Série D. No Grupo A1, Manauara e Águia de Marabá possuem campanhas idênticas. Ambos os times possuem duas vitórias e três empates, com um aproveitamento de 60% na competição nacional. O esquadrão do Amazonas e do Pará estão na terceira e quarta colocação, respectivamente, atrás somente de Tuna Luso e Independência.
No Grupo A2, quem segue sem perder é o Altos, do Piauí. O clube está na liderança da chave, com três vitórias e dois empates. No Grupo A3, o Santa Cruz está invicto e na segunda colocação geral. O Tricolor Pernambucano possui um aproveitamento de 86%, com quatro vitórias e um empate. O ASA, de Alagoas, tem o mesmo retrospecto do Santinha, porém no Grupo A4. Com mais gols marcados que o adversário, o clube está na liderança geral da Série D.
O último time que segue sem perder vem do Grupo A7. O Cianorte, representante do Paraná na competição nacional, está na liderança da chave. Em cinco jogos, o clube soma duas vitórias e três empates. A próxima rodada da Série D do Campeonato Brasileiro será disputada no fim de semana, com os clubes podendo permanecer invictos ou caindo por terra a invencibilidade na competição nacional.
A noite desta quinta-feira (22/5) será de definição para o único clube do Distrito Federal sobrevivente na Copa do Brasil. Em partida de volta válida pela terceira fase da competição nacional, o Capital recebe o Botafogo no Estádio Nacional Mané Garrincha. A bola rola às 21h30 no maior palco esportivo do quadradinho. Na manhã desta sexta-feira (22/5), o Tricolor Candango anunciou um upgrade para alguns torcedores do clube.
Anunciado através da rede social oficial do Capital, todos os torcedores do Coruja que compraram anteriormente no setor superior destinado a torcida do clube mandante ganharam upgrades, e agora assistirão o confronto diante do Botafogo na parte inferior sul do Estádio Nacional Mané Garrincha. A ação foi realizada para que os adeptos possam ficar mais próximos do gramado e apoiar ainda mais o Tricolor Candango.
O Capital terá uma dura missão para avançar até a próxima fase da Copa do Brasil. Isso se deve após o Botafogo ter goleado o representante do Distrito Federal por 4 a 0, com gols marcados por Alex Telles, Igor Jesus, Artur Guimarães e Rwan Cruz. Para carimbar a classificação, o Tricolor Candango deve vencer o adversário por cinco gols de diferença. Caso vença por quatro gols de diferença, a vaga será decidida nos pênaltis.
Os ingressos para o confronto da Copa do Brasil estão sendo vendidos através da plataforma Bilheteria Digital. Além disso, alguns pontos físicos também estão vendendos entradas: Resenha Bar e Restaurante, na CLS 410, Loja 34 – Asa Sul; Paranoá Esporte, localizado na Avenida Paranoá, Q32, em frente à Universal ou na Loja Oficial do Capital, no Setor Comercial Sul, Quadra 2, Loja 85 – próximo ao Bradesco. Os valores variam de R$ 98,00 a R$ 216,00.
Vitória tricolor! Em duelo válido pela volta da terceira fase da Copa do Brasil, Aparecidense e Fluminense se enfrentaram no Mané Garrincha para decidir uma vaga para a próxima fase da competição nacional. Com a bola em jogo, o clube goiano começou melhor o confronto e até saiu na frente do placar. Todavia, ainda na primeira etapa, o tricolor das Laranjeiras conseguiu uma rápida virada e ainda alargou o placar no segundo tempo. Assim, a equipe assinou a vitoria diante dos torcedores em Brasília pelo placar de 4 a 1. Os gols do jogo foram marcados por Nonato, Samuel Xavier e Ganso para o time carioca, enquanto Wellington Carvalho assinalou para o Camaleão, além de um gol contra de Vanderley.
Classificado para a próxima fase, o Fluminense retorna ao Rio de Janeiro para um clássico no final de semana. Dentro de casa, o Tricolor das Laranjeiras receberá o Vasco em duelo válido pela décima rodada da primeira divisão do Campeonato Brasileiro. O embate está marcado para o próximo sábado (24/05), no Maracanã. A bola deve rolar às 18h30. Enquanto ao Aparecidense, o time goiano continua na Capital Federal para o próximo compromisso pela Série D. Também no próximo Sábado, a equipe goiana encara o Ceilândia pelo sexto confronto desta edição quarta divisão Nacional. No Abadião, o apito inicial está marcado para às 16h30.
Primeiro tempo
Sedento para angariar a vaga para a próxima fase diante do Fluminense, a Aparecidense se lançou ao campo de ataque logo nos instantes iniciais do duelo. A equipe goiana pressionava a saída de bola adversária sem a bola, e quando mantinha a posse da mesma, buscava alçar a bola para o centroavante Júlio César em meio aos dois zagueiros tricolores. Com essa proposta de jogo, o time chegou algumas vezes dentro da grande área rival, porém, não conseguia finalizar as jogadas no alvo com precisão. Todavia, o revide também era perverso. Por meio de escapadas em contra ataques, o clube carioca levava perigo.
Foto: Matheus Dutra/Distrio do Esporte
Em uma dessas jogadas, na risca dos 25 minutos, o goleiro Fábio lançou o ponteiro colombiano Jhon Árias em velocidade contra um zagueiro rival. O atacante ganhou do defensor e disparou rumo a grande área. De frente para o gol, o atleta driblou o guarda redes e desabou. Primariamente, o referencial marcou simulação do jogador tricolor, porém, foi chamado à cabine do VAR para analisar o lance. Após quatro minutos, o juíz concluiu que houve penalidade, mas que também havia impedimento no início da jogada.
A Aparecidense, que prosseguia melhor no confronto, fez valer a única lei que não falha no Brasil, a lei do ex. Próximo aos 35 minutos de jogo, em um escanteio oriundo de um erro de passe de Paulo Henrique Ganso, David alçou a bola na marca do pênalti da área adversária, onde estava o zagueiro Wellington Carvalho. Cria das categorias de base do Flu, o defensor subiu livre de marcação e testou firme para colocar o clube goiano em igualdade no agregado; 1 a 0 no Mané Garrincha.
Entretanto, a felicidade do Camaleão não durou muito tempo. Em jogada construída pela ala esquerda de ataque na risca dos 42 minutos de confronto, o lateral direito tricolor Samuel Xavier inverteu a ponta da construção ofensiva, infiltrou por trás da defesa adversária e apareceu livre de marcação na entrada da área rival. Na primeira finalização no alvo do Fluminense na partida, o jogador bateu cruzado de perna canhota na bochecha da rede para empatar o embate; 1 a 1.
E o Fluminense foi em busca da virada ainda na primeira etapa. Após o árbitro dar bola ao chão depois de um choque de cabeças, Samuel Xavier acelerou a jogada e lançou rapidamente a pelota para o centro do retângulo defendido pelo clube goiano. A zaga do Camaleão afastou mal e o lance se ofereceu para Everaldo, camisa nove tricolor, que surgiu livre na marca do pênalti rival para cabecear a bola pro fundo do gol e colocar o time do Rio de Janeiro à frente no combate; 2 a 1 em uma virada rápida para os cariocas
Para acentuar ainda mais o golpe sofrido pela Aparecidense dentro do confronto, na marca dos 19 minutos de segundo tempo, o Fluminense ainda ampliou o placar após uma trapalhada bizarra da zaga do Camaleão. O goleiro Matheus Alves cobrou um tiro de meta e curto nos pés do volante Enzo, que tentou sair com a bola dominada, mas acabou desarmado na transição. A bola caiu nos pés de Jhon Árias, que bateu firme para uma ótima defesa do guarda-redes rival. Entretanto, no rebote, Serna apareceu sozinho para finalizar. Antes da pelota entrar, o zagueiro Vanderley ainda desviou para ajudar a empurrar a redonda para a própria meta.
A equipe goiana demonstrava estar praticamente nocauteada. Em outra saída de bola completamente desencaixada, o Fluminense voltou a apertar a troca de passes rival e forçou um erro do meio campo adversário, com a retomada da posse de bola em frente a meia lua adversária. Porém, desta vez a pelota caiu no pé de Paulo Henrique Ganso, maestro da equipe tricolor, que bateu forte de perna canhota e anotou um golaço no Mané Garrincha para alargar ainda mais o marcador
Foto: Matheus Dutra/Distrio do Esporte
Com o resultado e a classificação para as oitavas de final garantidas, o técnico Renato começou a tirar os medalhões do Fluminense de campo e dar oportunidades para jogadores com menos minutos na temporada. Indefeso diante de uma classificação que esteve muito perto, mas que escapou pelas mãos por erros coletivos e individuais da própria equipe, o Aparecidense também não demonstrou mais resistências no duelo. Então, desta forma, o duelo se encerrou assim; 4 a 1 para o Tricolor das Laranjeiras.
Aparecidense – 1
Escalação: Matheus Alves; David, Wellington Carvalho⚽, Vanderley e Mário Henrique(Paulo Meneses); Dyego(Gui Meira), Enzo🟨 e Higor Leite(Allef); Kaio Nunes(Juninho), João Marcos e Júlio César(Stéfano);
Técnico: Lúcio Flávio
Fluminense – 4
Escalação: Fábio; Samuel Xavier⚽(Guga), Thiago Silva, Ignácio(Thiago Santos🟨) Fuentes; Hércules(Lezcano), Nonato🟨 e Ph Ganso⚽; Serna(Riquelme), Árias(Isaque) e Everaldo⚽(Baya).
O Real Brasília vive um momento delicado na Série A1 do Campeonato Brasileiro Feminino. Em confronto realizado na tarde desta quarta-feira (21/5), as candangas foram goleadas pelo São Paulo por, 5 a 0, em Cotia, e seguem perigosamente próximas da zona de rebaixamento da competição nacional. O placar também deixa as Leoas do Planalto com chances remotas de chegar ao mata-mata.
A vitória convincente por goleada contra o Real Brasília coloca o time paulista na vice-liderança provisória do Brasileirão Feminino, enquanto as brasilienses, agora, dependem de um tropeço do Juventude contra a Ferroviária e do 3B da Amazônia diante do Grêmio para seguir fora do Z-4. As duas partidas com interesse das Leoas do Planalto ocorrem às 19h desta quarta-feira (21/5).
Dominante durante os 90 minutos de bola rolando no CT de Cotia, as tricolores construíram a vitória com naturalidade. Os gols do São Paulo foram marcados por Bia Menezes, Isa, Bruna Calderan e Crivelari, que balançou as redes duas vezes e foi o nome da partida. Intensas do início ao fim, as paulistas impuseram o ritmo e praticamente não deram chances à equipe do Distrito Federal.
O Real Brasília até teve momentos de organização e conseguiu segurar o ataque paulista no começo do jogo, mas o equilíbrio durou pouco. Após o primeiro gol, a defesa desmoronou. Além da derrota pesada, o técnico Dedê Ramos terá dois desfalques importantes para o próximo jogo, contra o Palmeiras, em 7 de junho, no Defelê. A zagueira Hillary e a meia Manu receberam o terceiro cartão amarelo e estão suspensas.
Com apenas 9 pontos e na 13ª colocação, o Real Brasília precisa vencer e torcer contra adversários diretos nas últimas partidas para evitar o rebaixamento inédito à Série A2 do Campeonato Brasileiro Feminino. Ainda com a rodada em andamento, a distância para a zona de classificação ao mata-mata da elite nacional é de sete pontos, com apenas nove em disputa para as Leoas do Planalto.
São Paulo 5
Carlinha; Bruna Calderan ⚽ (Anne), Kaká, Day Silva (Jê Soares), Bia Menezes ⚽; Maressa (Majhu), Serrana (Robinha), Karla Alves (Milena); Isa ⚽, Crivelari ⚽⚽, Dudinha Técnico: Thiago Viana
Real Brasília 0
Tainá; Laine (Isabela), Edna 🟨, Luciana, Petra; Baião 🟨 (Beatriz), Hillary 🟨, Giovana; Maiara (Manu 🟨), Dani Silva (Katyelle), Primo (Kim) Técnico: Dedê Ramos
Após aproximadamente duas semanas e meia sem partidas oficiais, o Estádio Nacional Mané Garrincha voltará a receber jogos na noite desta quarta-feira (21/5). A principal praça esportiva da capital federal será palco de dois jogos importantes da terceira fase da Copa do Brasil. Anteriormente, o imponente estádio recebeu nove confrontos, válidos pelos campeonatos Carioca, Mineiro, Paulista, Candangão BRB 2025, Série A do Brasileirão e Eliminatórias da Copa do Mundo.
Na noite desta quarta-feira (21/5), a bola rola às 19h30 para o encontro entre Aparecidense e Fluminense. A diretoria do clube goiano aceitou a proposta do Metrópoles Sports para a partida ser disputada no Distrito Federal. Sem poder atuar no Estádio Anibal Batista de Toledo, em Aparecida de Goiânia, o duelo seria realizado no Serra Dourada. Porém, os mandatários da Aparecidense, após negociações, decidiram mandar o jogo em Brasília. O primeiro jogo entre as equipes aconteceu no Maracanã e o Fluminense venceu por 1 a 0.
A Aparecidense está atualmente disputando a Série D do Campeonato Brasileiro. No Grupo A5 da competição nacional, o Camaleão tem as companhias de Ceilândia e Capital, além do Luverdense, Mixto, Porto Velho, Goianésia e Goiânia. Atualmente, o clube está na segunda colocação da chave, com 10 pontos conquistados. Em cinco jogos disputados, o time venceu três, empatou um e perdeu outro duelo.
Já o Fluminense está na disputa da Série A do Campeonato Brasileiro e da Copa Sul-Americana. Na elite do futebol brasileiro, o Tricolor está na sétima colocação, com um aproveitamento de 51%. Já no torneio internacional, o Fluminense está em segundo no Grupo F, com 10 pontos, atrás apenas do Once Caldas. A última rodada da primeira fase colocará frente a frente o dois clubes que brigam pela vaga direta para a próxima fase.
Representante do DF também entra em campo pela Copa do Brasil
Único representante do Distrito Federal vivo na principal copa nacional, o Capital entra em campo nesta quinta-feira (22/5), diante do Botafogo. A bola rola às 21h30, no Estádio Nacional Mané Garrincha. Na primeira partida, o Glorioso goleou o Coruja por 4 a 0, colocando um pé na próxima fase da Copa do Brasil. Os ingressos para a partida ainda estão sendo vendidos através do site Bilheteria Digital. Além disso, o Capital está fazendo uma promoção para quem comprar a entrada na loja física do clube: ingresso + camisa custará apenas R$ 39,90.
Estádio Abadião, que não reúne condições para a imprensa trabalhar - Foto: Internet
O texto se trata de um artigo de opinião e, portanto, é de inteira responsabilidade de seu autor. As opiniões nele emitidas não estão relacionadas, necessariamente, ao ponto de vista do Distrito do Esporte.
Por Gabriel de Sousa*
O que acontece quando você diz a alguém que uma cidade de 350 mil moradores, lar de um clube presente em competições nacionais e tricampeão local, tem somente um estádio com capacidade máxima para 5 mil torcedores? Público esse que precisa assistir a jogos em arquibancadas descobertas, enfrentando problemas de acessibilidade e sem sequer um mísero indicador do placar da partida? Essa é a realidade do Abadião na Ceilândia, um campo ultrapassado que não condiz com o tamanho da maior região administrativa do DF.
Nas rodas de conversa sobre o futebol candango, muitos são os que debatem os motivos que impedem um crescimento vertiginoso do Ceilândia Esporte Clube. Fora das quatro linhas e de questões internas da equipe, o centro das discussões está o Estádio Maria de Lourdes Abadia, um dos raros campos que homenageia uma personalidade mulher. No caso, a primeira gestora da cidade e ex-governadora do Distrito Federal.
Quando se encerra a discussão do estádio, a conclusão é única e certeira. O Abadião, para a Ceilândia, não é pequeno. É minúsculo. É vergonhoso.
Torcida do Ceilândia presente no Abadião – Foto: Jéssika Lineker/Distrito do Esporte
Quem está “turistando” pelas ruas da cidade, mal percebe que ali, entre o metrô e a Via Oeste, há um estádio. Para quem vê de fora, parece uma escola, confundida com o muro da Escola Técnica, que fica ao lado. Em dia de jogo, mal há espaço para concentração dos torcedores do Gato Preto. Ou eles ficam acanhados ao lado da bilheteria, ou entre as pistas, ou no Bar do Japão, point dos membros da torcida organizada.
Atualmente, o Abadião pode receber 5 mil pessoas. Isso é o que diz a segurança pública local. Na prática, o campo não suporta mais de 3 mil. Considero a partida da Copa do Brasil deste ano, onde o Gato Preto bateu o Coritiba com um público de 2.669 presentes. Havia vários de fora. Uma pena para eles. O jogo era grande demais para um estádio de menos.
Quando a segurança pública do DF diz que o estádio, que sofre de falhas de infraestrutura, tem um laudo, os torcedores comemoram a possibilidade de acompanhar os alvinegros. Quem tem o costume de circular pelo estádio, vê que motivos para questionar a possibilidade de jogos serem feitos ali, não faltam.
Mas, para não ficar apenas nas críticas, vale dizer que recentemente o campo recebeu melhorias. No Candangão 2025, o Abadião recebeu refletores que permitiram, após mais de uma década, que lá pudesse ter jogos noturnos. Os jogos feitos após trégua da luz do sol foi a melhor notícia do ano para os ceilandenses. A maioria dos confrontos são no meio da tarde e, sem uma arquibancada coberta sequer, exceto para algumas cadeiras do “setor VIP”, não há para onde se esconder.
Foto: Divulgação/SEL DF
Desde o início do ano, eu e outros torcedores começamos a levantar a bandeira da necessidade de um novo estádio para a Ceilândia. Levamos faixa e tudo. Para alguns, a briga é besta e visa somente gastar mais dinheiro público. Para outros, onde eu me incluo, é uma briga pela sobrevivência do futebol na maior região administrativa da capital federal.
Para o tamanho da cidade, o Abadião precisa não só ser modernizado, precisa aumentar de tamanho. Precisa ter uma capacidade minimamente digna para o avanço do esporte local. Uma praça esportiva para quase 450 mil pessoas (nesta conta soma-se o Sol Nascente/Pôr do Sol), a possibilidade de haver apenas 5 mil no melhor dos cenários, evidencia que o direito ao lazer, garantido pela Constituição Federal, não chegou nas bandas da Avenida Hélio Prates.
Como de costume nesta coluna, a quem desacredita das minhas opiniões, apresento-lhe os números. Ceilândia tem 350.347 moradores para um estádio de cinco mil. Ou seja, o estádio comporta unicamente 1,42% da população da região. Em comparação, o Serejão, para Taguatinga, com seus 27 mil lugares, pode receber 12,82% dos moradores da região administrativa vizinha. É nove vezes maior. Quem ousa explicar o motivo para tamanha disparidade?
Se você pensou em citar que ainda não há relevância do esporte de Ceilândia como justificativa, lembre-se que, além de um time de futebol com crescimento vertiginoso, a região administrativa é berço de atletas de renome. Na cidade, cresceram as medalhistas olímpicas Ketlyn Quadros (judô) e Paula Pequeno (vôlei) e o maratonista vencedor do Pan 2007 Marilson dos Santos. No esporte bretão, a cidade revelou o zagueiro Robert Renan, atualmente no Al-Shabab, da liga saudita.
Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal
Se houvesse um complexo esportivo do tamanho da cidade, como há, por exemplo, no Gama, quantos outros heróis e heroínas do esporte iríamos ter? Quantos outros perdemos?
Para o esporte local crescer, a Ceilândia precisa, urgentemente, de um estádio novo e maior. Nos dias de semana, os moradores de lá, assim como de outras cidades-satélites, fazem a capital federal funcionar. Nos domingos, é preciso ter um lugar digno para o lazer.
Antes de pensar o quanto de dinheiro público vai ser gasto, é preciso refletir do quanto a economia local ganharia com uma praça esportiva moderna e atrativa. Não só fazer o dinheiro circular no Plano, é sobre a necessidade da riqueza ser gerada na própria cidade.
Hoje, a reivindicação de um estádio novo se limita aos sonhos dos moradores e aos clamores dos torcedores do Gato Preto. Mas o pedido, pelo que parece, não é daqueles que são apagados no final de uma estação. A cobrança existe e vai continuar.
Como ceilandense, sei bem que adquirir direitos básicos, como neste caso ao lazer esportivo, é uma sequência de epopeias de lutas. Nascemos assim e crescemos assim. Isso vêm desde a criação do Centro de Erradicação de Invasões (CEI), deplorável estatal segregacionista criada no governo do ex-ditador Garrastazu Médici, que nos tirou de perto do centro do poder e originou o nome da cidade. Hoje, usamos a sigla do apartheid à brasileira como orgulho. O clube local também a usa, e está a cada dia surpreendendo mais quem subestima os moradores. Resta ainda um novo estádio, para que mais um passo da autodeterminação da comunidade seja alcançado.
* Gabriel de Sousa é jornalista nascido em Ceilândia, na periferia da capital federal, e graduado na Universidade de Brasília (UnB). Trabalhou no Correio Braziliense, SBT News e no Jornal de Brasília. Participou da cobertura das eleições distritais de 2022 e municipais de 2024. Atua no Núcleo de Produção Rápida da Politica (NPR) na Sucursal de Brasília do Estadão
Número 1 do Brasil, Diego Gobbi é uma das atrações da competição na capital federal - Foto: Divulgação/Pinheiros
Entre 26 e 31 de maio, Brasília se tornará o epicentro do squash sul-americano ao sediar o Campeonato Sul-Americano da modalidade. A competição reunirá atletas profissionais de oito países latino-americanos em uma arena de vidro montada à beira da Orla do Lago Paranoá, oferecendo ao público não apenas jogos de alto nível, mas também uma vista privilegiada do cartão-postal da capital federal.
O evento é promovido pela Federação Brasiliense de Squash, com apoio da Secretaria de Esportes e Lazer do Distrito Federal. A expectativa é de partidas intensas, disputadas por alguns dos melhores nomes do continente. A realização do torneio em Brasília reflete a crescente projeção do squash na América do Sul, impulsionada pelo recente reconhecimento do esporte como modalidade olímpica.
Entre os destaques da chave masculina estão os brasileiros Diego Gobbi e Pedro Mometto, além do peruano Alonso Escudero. No feminino, os holofotes se voltam para as paraguaias Lujan Palácios e Fiorella Gatti, favoritas ao título. Os ingressos podem ser retirados gratuitamente na plataforma Sympla. A organização do evento também deve transmitir ao vivo as partidas na internet.
Paralelamente à competição profissional, a capital federal também receberá a Copa Sul-Americana de Squash, voltada para atletas amadores, entre os dias 29 de maio e 1º de junho. As inscrições seguem abertas até 24 de maio, oferecendo uma oportunidade para entusiastas do esporte participarem da festa continental.
Com uma estrutura moderna e um cenário de tirar o fôlego, o Campeonato Sul-Americano de Squash promete ser mais do que um torneio: será uma celebração da técnica, da superação e da paixão pelo esporte em plena capital brasileira.
Squash olímpico
O squash foi oficialmente incluído no programa olímpico para os Jogos de Los Angeles 2028, marcando uma conquista histórica para a modalidade. Após anos de campanhas e tentativas frustradas, o Comitê Olímpico Internacional (COI) reconheceu o dinamismo, a exigência física e a crescente base global do esporte como razões para sua inclusão. A decisão representa um marco para atletas e federações ao redor do mundo, consolidando o squash como uma modalidade de alto rendimento com potencial de maior visibilidade e investimento internacional.
No próximo sábado (24/5), o torcedor do Ceilândia tem um convite especial: além de vestir a camisa alvinegra e apoiar o time no jogo contra a Aparecidense, às 16h30, no Estádio Abadião, poderá também contribuir para uma causa social fundamental, especialmente diante das recentes temperaturas baixas no Distrito Federal. Promovido pelo Coletivo Gato Preto de Luta, a Campanha do Agasalho recolherá peças de roupa antes de a bola rolar.
A iniciativa pretende arrecadar peças de roupas de frio — como casacos, jaquetas, cachecóis, cobertores, gorros, luvas, meias e moletons — para serem doadas a pessoas em situação de rua da região, que sofrem diretamente com o rigor do frio nos últimos dias. A campanha reforça o papel social do torcedor alvinegro, que vai além da paixão pelo futebol e da torcida pelo acesso à Série C do Campeonato Brasileiro.
O recolhimento das doações da Campanha do Agasalho acontecerá no sábado, das 15h às 16h30, ao lado da bilheteria mandante do Abadião, pouco antes da partida do Ceilândia e Aparecidense. Outra oportunidade para colaborar será em 7 de junho, antes do jogo contra do Gato Preto contra o Porto Velho. Para garantir a qualidade e a utilidade das doações, as peças precisam estar em bom estado de conservação.
Em comunicado, o Coletivo Gato Preto de Luta destacou a união dos torcedores por meio do amor pelo clube, o sonho do acesso e o senso de comunidade e responsabilidade social. Os torcedores também aguardar a doação de caixas para facilitar a organização do material arrecadado na primeira ação da Campanha do Agasalho promovida pelos alvinegros, em colaboração com o clube.
Serviço
O quê: Campanha do Agasalho do Coletivo Gato Preto de Luta Onde: Estádio Abadião, ao lado da bilheteria mandante Quando: Sábado (24/5), das 15h às 16h30 O que levar: Peças de roupas de frio em bom estado de conservação e caixas de papelão para organização do material arrecadado Próxima coleta: 7 de junho, antes da partida contra o Porto Velho
Depois de uma sequência de vitórias, o Cerrado Basquete voltou a tropeçar na Liga de Basquete Feminino (LBF). Jogando no Ginásio da Asceb, em Brasília, na noite desta terça-feira (20/5), a equipe candanga foi derrotada pelo Unimed Campinas, por 65 a 54, e se distanciou do pelotão de cima na tabela, embora ainda esteja no G-8. A atuação irregular da equipe, principalmente no segundo tempo, foi determinante para o resultado.
O Cerrado Basquete começou bem o jogo da LBF, com boa movimentação ofensiva e controle dos rebotes de ataque e defesa, fechando o primeiro quarto na frente: 13 a 10. No segundo período, manteve o equilíbrio e foi para o intervalo com vantagem mínima, de 27 a 23. No entanto, o que parecia promissor virou pesadelo no segundo tempo para a equipe verde do Distrito Federal.
O time de Brasília caiu de produção no terceiro quarto, sofrendo uma corrida de 23 a 12 do Unimed Campinas. A equipe paulista impôs uma defesa sufocante e passou a dominar o garrafão. No último quarto, o Cerrado ainda tentou reagir, mas a pontaria falhou e o nervosismo tomou conta. Foram apenas 15 pontos no período final, insuficientes para reverter a desvantagem no duelo da LBF.
A cestinha do jogo foi a argentina Agustina Marin, da Unimed Campinas, com 18 pontos, sendo fundamental para a virada. A ala Izabela Andrade, com 13 pontos e nove rebotes, foi a principal peça da equipe brasiliense. A derrota deixa o Cerrado Basquete em situação menos confortável na briga por classificação aos playoffs da temporada 2025 da LBF. O time candango aparece em sétimo lugar.
O Cerrado Basquete volta à quadra pela LBF no próximo domingo (25/5), às 11h, quando volta a jogar em casa, no Ginásio da Asceb, para medir forças com o Santo André, em mais um confronto importante por um lugar na zona de classificação para a sequência da competição nacional. A TV Brasil anuncia a transmissão do compromisso das candangas ao vivo em sinal aberto de televisão.
Está chegando a hora. As emoções finais da Taça Brasília e do Campeonato Brasiliense de Futsal prometem agitar o Sesc Ceilândia no próximo sábado (24/5). A partir das 9h, o público poderá acompanhar uma maratona de decisões que reúne o talento das categorias de base e o alto nível técnico dos adultos, com times como Brasília Futsal, Fidas e APCEF em ação nas quadras.
A competição movimentou atletas e torcedores ao longo das últimas semanas e chega ao momento mais aguardado: as grandes finais. Seis categorias entram em quadra para definir os campeões da temporada 2025: estão agendadas partidas Sub-10, Sub-12, Sub-16, Sub-20, Adulto Feminino (jogo de ida) e Adulto Masculino (veja todos os enfrentamentos ao fim da matéria).
Com jogos eliminatórios, cada partida promete ser decidida nos detalhes. Os jovens talentos das categorias de base terão a chance de brilhar diante de olhares atentos, enquanto os adultos entram em quadra com o peso da tradição e da rivalidade. O ginásio do Sesc Ceilândia será o palco da festa do futsal. A organização garante uma estrutura completa para atletas, comissões técnicas e público.
As decisões da Taça Brasília e do Campeonato Brasiliense de Futsal terão cobertura ao vivo para quem não puder comparecer. Todos os confrontos serão transmitidos ao vivo pelo canal FEBRASA TV, no YouTube, garantindo que nenhum torcedor perca as emoções das finais. É a chance de ver de perto quem levanta as taças e escreve o nome na história da modalidade do Distrito Federal.