Além das cores e soms vibrantes que tomam a Avenida Paulista no domingo do feriado de Corpus Christi desde 1997, a capital do Estado mais rico do Brasil sedia, desde 2023, o primeiro, e até o momento único, torneio de tênis 100% dedicado ao público LGBTIA+ na América do Sul.
A competição que reuniu 48 jogadores em um final de semana em 2023 ganhou destaque por englobar competitividade com um ambiente de acolhimento e camaradagem entre os atletas. Era um espaço de aceitação para a prática de tênis que o fundador do torneio, Victor Abadio, procurava quando teve a ideia do Pride Open: “A ideia surgiu depois que eu fiz aula com um rapaz e depois acabamos jogando mais vezes. Quando eu, por acaso, descobri que ele também era gay, parece um que peso saiu dos meus ombros. Jogar com alguém que entende suas dores trouxe uma nova leveza para o tênis que eu nunca havia tido antes. Sempre me senti bem acuado e com receio do que falar e principalmente do que iria ouvir. Infelizmente vários dos praticantes comuns do tênis aqui no Brasil são preconceituosos, e eu mesmo já ouvi várias pequenas ofensas em quadra”, falou ao Distrito do Esporte.
Divulgação Pride Open
A inédita iniciativa em terras brasileiras ganhou ares internacionais. Desde 2024, quando o torneio aglutinou 88 participantes em 12 chaves, o Pride Open é associado à GLTA (Gay and Lesbian Tennis Alliance), uma liga internacional com mais de 40 torneios anuais ao redor do mundo dedicado ao público LGBTIA+. E o comparecimento estrangeiro aumenta anualmente: foram 9 países diferentes representados em 2024 e nessa edição de 2025 há 25 estrangeiros chaveados.
A Associação LGBTennis+, organizadora do evento, também promove a Britney Jean Queen Cup (alusão à Billie Jean King Cup), um torneio de times aos moldes da Billie, menor, em equipe e no final do ano também dedicado ao público LGBTIA+.
Neste 2025 serão 109 atletas em 12 chaves, de níveis diferentes, jogando tênis de manhã até à noite por 4 dias (entre 19 e 22 de junho) em 4 quadras de saibro no complexo Arena ACE.
Victor Abadio, diretor do Pride Open, espera para essa edição “muito tennis bom, clima de celebração e que todos se sintam bem entre os seus. O pertencimento dentro da quadra sempre foi e sempre será nosso objetivo maior, assim como fomentar a comunidade local”.
Começa a se desenhar o plantel da Sociedade Esportiva do Gama para 2026. Campeão do Candangão, o clube terá calendário cheio após cinco anos e já iniciou a montagem do elenco para a Série D e Copa do Brasil da próxima temporada. Depois de anunciar a sequência de Luis Carlos Carioca no comando técnico do clube e de outros três atletas, o clube confirmou, na tarde desta quarta-feira (18/6), a renovação de mais um dos pilares da equipe campeã distrital: o volante e capitão Moisés. O novo contrato do meio-campista de 34 anos vai até outubro do próximo ano.
Moisés chegou ao Gama em dezembro de 2025, ainda na pré-temporada. Logo nos primeiros jogos, assumiu a faixa de capitão e um posto de liderança dentro do grupo. No decorrer da campanha, o camisa cinco foi titular em 10 das doze partidas na campanha do título – esteve suspenso na vitória diante do Samambaia, fora de casa, e iniciou no banco de reservas na derrota contra o Ceilândia, no Abadião. Mesmo sem balançar as redes ou dar assistências, o volante foi peça fundamental tanto no esquema de Glauber Ramos, quanto nos compromissos finais, sob comando de Luis Carlos Carioca.
Foto: Filipe Fonseca
Em contato com o Distrito do Esporte, Wendel Lopes, presidente do alviverde, exaltou e comemorou a renovação: “o Moisés é um atleta muito experiente e decisivo e que tem a cara do Gama. Renovamos o contrato e contamos com ele para a próxima temporada”. No vídeo publicado pelo clube, o meia mandou um recado à torcida gamense: “estamos juntos para mais uma temporada! Estou muito feliz em vestir a camisa desse grande clube mais uma vez! Vamos juntos em busca dos nossos objetivos”.
O camisa cinco é o terceiro remanescente do elenco desta temporada a acertar a renovação com o Alviverde: Renan Rinaldi, Michel, Lucas Piauí também estarão no plantel do próximo ano. Além dos atletas, o treinador Luis Carlos Carioca também acertou a permanência. O Gama também tem a preferência no empréstimo de Willian Júnior para 2026. Nos termos da transferência do meia ao Santa Cruz, o ele não pode ser nefociado com nenhum outro time do Distrito Federal. O clube terá calendário cheio e disputará, além do Candangão, a Série D e a Copa do Brasil – Copa Verde ainda não foi confirmada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
torcida final Gama x Capital - Candangão 2025 - Geovana Albuquerque / Agência Brasília
O texto se trata de um artigo de opinião e, portanto, é de inteira responsabilidade de seu autor. As opiniões nele emitidas não estão relacionadas, necessariamente, ao ponto de vista do Distrito do Esporte.
Por Gabriel de Sousa*
Entre os vários entraves que impedem o crescimento dos clubes de futebol do Distrito Federal, a dificuldade de deixar as contas no verde é um dos principais destaques. Ingressos de baixo custo não são suficientes para pagar os custos das partidas, e isso impede um planejamento mais ousado das equipes. É possível então subir os preços?
Essa foi uma das questões levantadas por torcedores nas últimas semanas. Para alguns, Capital e Ceilândia precisam encontrar maneiras de encher o caixa com a disputa da Série D. Caso algum dos clubes alcance a final, ele terá que disputar 24 partidas até a final, prevista para ocorrer no término de setembro. Ou seja, um calendário arrastado de nove meses, a contar com o torneio distrital.
Para os defensores da ideia de se subir o preço dos ingressos, o valor da entrada junto às promoções feitas por Capital e Ceilândia, que buscam cativar mais torcedores, faz com que as partidas não ganhem lucro.
Eles estão certos em abrir os olhos para essa questão. Futebol também é negócio, subir de divisão é um investimento. Além dos resultados positivos dentro de campo, uma boa gestão financeira é imprescindível para o sucesso de um clube.
Na última partida do Gato Preto no Estádio Abadião, na vitória por 3 a 0 contra o Porto Velho no sábado, 7, o ingresso foi vendido por R$ 35 a inteira e R$ 15 a meia. Houve um aumento de R$ 5 no valor da inteira comparado aos últimos jogos e, desta vez, não houve uma camisa de brinde. A estratégia foi outra: as peças foram entregues em uma promoção realizada por um supermercado patrocinador.
Segundo o boletim financeiro da partida, o público foi de 784 pessoas e a renda foi de R$ 3.920. As despesas, por sua vez, foram de R$ 12.163. Ou seja, três vezes mais do que a receita. Para se ter ideia, o valor é suficiente apenas para pagar a equipe de arbitragem (R$ 3.780).
Divulgação preço ingressos Ceilândia x Porto Velho
Já no jogo do Capital no Estádio JK contra o Goiânia, em um empate sem gols no dia 1º de junho, a inteira foi comercializada por R$ 20, enquanto a meia ficou por R$ 10. O público foi de 642 pessoas e a renda foi de R$ 6.770. As despesas totais foram de R$ 10.739,94. Ou seja, faltou quase R$ 4 mil para fechar a conta.
Com os números colocados para a discussão, a solução de aumentar o preço dos ingressos parece ser a mais viável. A matemática é simples: se o torcedor pagar mais, mais dinheiro o clube vai ter para se equilibrar nas contas até o término da Série D.
Não é bem assim. Os que defendem que o preço do ingresso deve aumentar esquecem que, em Brasília, 60 mil pessoas lotam o Mané Garrincha para assistir o Flamengo, desembolsando entre R$ 89 e R$ 358, mas poucos são os aventureiros que abrem um pouco mais a carteira para assistir uma equipe local.
A comparação é esdrúxula, mas é uma forma fácil de explicar os obstáculos do aumento dos tickets como forma de dar saúde financeira aos times. Tal como no cinema, ninguém quer pagar muito para ver um filme de baixa qualidade. Agora, é possível subir o preço quando no cartaz estão as superproduções.
Se o preço dos ingressos aumentar, haverá torcedores fiéis que farão o possível para estar no estádio, mesmo com o gasto a mais. Mas, como eu disse, futebol também é negócio. Poucos torcedores apaixonados que pagam caro não vão pagar a conta. Muitos “descamisados” que pagam barato são os que acabam colocando dinheiro no caixa.
Matematicamente falando, 500 comuns que pagam R$ 20 se torna R$ 10 mil, mas 100 fiéis que pagam R$ 50 se torna R$ 5 mil. E você, torcedor? Se você saísse da arquibancada e tivesse a mesa e a caneta de um clube, quem você iria priorizar?
Projeto de bilheteria no Estádio JK – Foto: Divulgação/Capital
As campanhas feitas por Capital e Ceilândia, que distribuem camisas para a população local, é uma proposta interessante para o crescimento do público nos estádios. Mas, o verdadeiro trunfo para a demanda aumentar está no aprimoramento das equipes.
Ou seja, para subir o preço, é preciso elevar a qualidade. O esporte local precisa se tornar mais atrativo. Assim, como consequência, vai virar mais rentável. Mas aí está o “pulo do gato”: se não há dinheiro, como fazer o padrão crescer?
Neste momento chegamos em um dos motivos pelo qual o futebol candango está na draga há um bom tempo. Ao competir com os grandes clubes, que possuem mais torcida, qualidade e espaço midiático, o público que acompanha as equipes do DF é irrisório. Sem torcida, não tem lucro.
Um horizonte possível que permite que o futebol se torne mais atrativo, possibilitando o aumento dos ingressos, está nos investimentos vindos de fora das bilheterias. Novamente tentando simplificar o “economês”. É preciso ter dinheiro para cobrar mais dinheiro.
* Gabriel de Sousa é jornalista político formado pela Universidade de Brasília e repórter do jornal O Estado de S. Paulo. Apaixonado pelo futebol e pelo seu Ceilândia Esporte Clube, usa esse espaço para analisar o impacto de esporte local no lazer dos moradores do Distrito Federal e o cotidiano das arquibancadas candangas.
Permanência garantida! Na última semana, em meio à disputa da Liga das Nações, o Sada Cruzeiro confirmou através das redes sociais oficiais do clube que o levantador Matheus Brasília permanecerá no plantel para a próxima temporada. Logo no ano de estreia no clube mineiro, o atleta candango foi peça fundamental para a temporada histórica angariada pela raposa em 24-25. Durante a última época, a agremiação se sagrou campeã em todas as cinco competições em que esteve presente.
Após uma decepcionante temporada 23-24, o Sada Cruzeiro promoveu uma pequena revolução no plantel. Dentre os contratados, a chegada de Douglas Souza e Matheus Brasília se destacaram perante os fãs da equipe, devido ao fato dos novos atletas serem peças que já conquistaram medalhas com a Seleção Brasileira. Mesmo com a alta espectativa dos torcedores, o “cabuloso” ainda extrapolou todas as previsões. Durante a temporada, o clube conquistou todos os cinco títulos que disputou, sendo o Campeonato Mineiro, a Supercopa do Brasil, a Superliga Masculina, a Copa do Brasil, o torneio Sul-americano e Mundial de Clubes.
De encontro com a temporada fenomenal do clube, o excelente desempenho de Matheus Brasília acabou refletido em diversos prêmios individuais e honrarias cedidas ao atleta candangos. Dentre as competições vencidas, o levantador angariou diversas performances magistrais, o que lhe possibilitou ser nomeado como o melhor jogador da posição em três dos cinco campeonatos vencidos pelo cabuloso: a Superliga, o Sul-americano e Mundial de Clubes.
Após conquistar o quinteto com a Sada Cruzeiro, Matheus Brasília angariou mais uma convocação para se juntar a delegação da Seleção Brasileira na Liga das Nações. Com o término da primeira semana da competição, etapa que foi disputada em solo tupiniquim, a equipe verde e amarela se encontra na terceira colocação na tabela geral. Dentre os quatro confrontos realizados até então, o Brasil conquistou três triunfos, que se deram diante de Irã, Ucrânia e Eslovênia, além de um revés sofrido diante da Seleção Cubana.
A sétima rodada, a antepenúltima da primeira fase do Campeonato Candango Sub-20, começa a ser disputada nesta sexta-feira (20/6), com uma partida isolada. Enquanto isso, outros sete confrontos serão realizados ao longo do sábado (21/6) e duas partidas encerram a rodada no dia seguinte. Ao todo, 20 clubes disputam o Candanguinho e brigam por duas vagas na Copa São Paulo de Futebol Júnior da próxima temporada, além de uma vaga na Copa do Brasil da categoria.
O duelo que abre mais uma série de jogos do Candanguinho é Ceilandense e Luziânia. O confronto ocorre na sexta-feira (20/6), às 10h, na ASSEF. No sábado (21/6), a sétima rodada da competição local prossegue. Às 10h, Ceilândia e Santa Maria duelam no Estádio Abadião, casa do Gato Preto. Meia hora mais tarde é a vez de Paranoá e SESP Brasília duelarem no Campo do Atlético, em Brazlândia.
No período vespertino, o Real Brasília recebe o Gama no Estádio Ciro Machado do Espírito Santo, o Defelê, na Vila Planalto. A bola rola às 15h30. No mesmo horário ocorrem outras quatro partidas. No Estádio Dirceuzão, em Planaltina de Goiás, o Canaã recebe o Sobradinho na briga pelo G4 do Grupo A. No Centro de Treinamento do Planaltina, o Galo do Planalto enfrenta o Cruzeiro.
No Ninho do Carcará, a ARUC recebe o Samambaia. Já no CAUB, Riacho City e Legião lutam pelos três pontos, no Centro de Treinamento do Leão Branco. No domingo (22/6), o Greval recebe o Candango no Estádio Luiz Alfredo, no Novo Gama, às 15h. Duas horas depois, o Brasiliense enfrenta o Capital no Serejão, na Boca do Jacaré, em duelo importante que coloca duas equipes que brigam pelo G4 válido pelo Grupo B.
Na última segunda-feira (16/6), o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) determinou o banimento da torcida Facção Brasiliense dos estádios do país até 2030. A decisão também afetou o Brasiliense Futebol Clube, por omissão diante da violência da principal organizada da equipe. A medida teve origem após a confusão generalizada entre torcedores organizados do Jacaré e do Gama, em um clássico realizado em fevereiro de 2022. No entanto, mesmo envolvidos, os gamenses não sofreram punições ou sanções mais severas.
Ainda em fevereiro de 2022, pela 2ª rodada do Candangão daquele ano. As organizadas de ambas as equipes protagonizaram cenas de selvageria nas arquibancadas do Mané Garrincha, já no segundo tempo da partida. Desde então, o processo corria na justiça com todos os envolvidos: Gama e Brasiliense, junto às respectivas organizadas (Ira Jovem e Facção), a Federação de Futebol do Distrito Federal (FFDF) e a Arena BSB – administradora do estádio.
O Tribunal de Justiça ofereceu a todos os envolvidos um Termo de Ajustamento de Conduta – forma jurídica de reduzir punições em troca de compromissos formais para que os atos cometidos não se repitam. Gama e Ira Jovem assinaram o documento. Brasiliense e Facção recusaram e alegaram ausência de responsabilidade, por se tratar de jogo com mando do Alviverde. Também atribuíram ao rival a obrigação de garantir a segurança, em conjunto com os órgãos competentes e organizadores do evento – FFDF e Arena BSB.
Esta negativa perante ao termo logicamente teve peso na decisão final, onde a organizada do Jacaré foi punida, mas o histórico da torcida também influenciou. Responsável pela sentença, a juíza Grace Correa Pereira mencionou episódios de violência protagonizados pela Facção mesmo com o mando de campo do Brasiliense. Segundo a sentença, a direção do clube demonstrou omissão no controle da violência da organizada.
A decisão impôs restrições rigorosas: proibição de acesso a estádios, uso de símbolos e uniformes da Facção, circulação num raio inferior a cinco quilômetros das arenas nos dias de jogos, além do veto à entrada em centros de treinamento e sedes do clube. O descumprimento gera multas entre R$ 500 e R$ 20 mil. O Brasiliense perdeu o direito de fornecer transporte, ingresso ou qualquer benefício à Facção. Tanto o clube quanto a torcida ainda podem recorrer. O prazo é de 15 dias úteis após a notificação da decisão.
Vem aí a premiação Melhores do Ano 24/25, do NBB. Nesta segunda-feira (16/6), os canais oficiais da Liga Nacional de Basquete começaram a divulgar os postulantes a alguns dos prêmios. Depois de uma das melhores campanhas nos últimos anos no torneio, o Brasília já tem o primeiro jogador indicado. O ala Daniel Von Haydin, de 25 anos, foi indicado na categoria de ‘maior evolução’ – quem mais se desenvolveu de uma temporada para a outra. Os concorrentes serão Andrezão, do Bauru e Wini Silva, do Minas. Os postulantes de outras categorias ainda serão divulgados pelos canais oficiais do Novo Basquete Brasil.
Von Haydin já tinha sido lembrado em eventos do NBB ainda nesta temporada. No Jogo das Estrelas, o atleta do Brasília foi convocado para o Time Brasil. Ele também já havia sido eleito o Jogador da Semana, em dezembro de 2024, quando se destacou em atuações contra Corinthians e Pinheiros. Não é atoa: o jogador foi um dos melhores da equipe brasiliense durante todo o torneio. Dentre todo o elenco brasiliense, Daniel foi o melhor em rebotes e eficiência (6.4 e 16.2), o segundo em pontos (14.6 de média) e o quarto em assistências (2.5) Nesta temporada, o ala atingiu a maior marca pessoal ao cravar 29 pontos em apenas uma partida, na vitória contra o Paulistano.
Antes de retornar ao Brasília Basquete – havia sido revelado pela equipe em 18/19 -, o ala de 25 anos defendia o Cerrado. Pelo clube, foram quatro temporadas de destaque no NBB. As boas atuações com a camisa alviverde levaram Von Haydin até a Seleção Brasileira de Basquete 3 x 3, no torneio mundial sub-23 da categoria, disputado em 2022, na Romênia. Daniel foi um dos jogadores que ficaram à deriva após o fim das atividades masculinas da equipe cerradista na última temporada, quando alegou dificuldades financeiras para disputar o Novo Basquete Brasil 24/25.
Outro ex-Cerrado na disputa pelo prêmio de Maior Evolução é o pivô Andrézão, hoje no Bauru. O jogador foi outro a ficar livre no mercado após a equipe desistir de disputar o NBB desta temporada. O terceiro concorrente é Wini Silva, pivô do Minas. Além deles, também foram divulgados os nomes postulantes ao título de melhor treinador desta edição do campeonato. Dedé Barbosa, do Brasília, ficou de fora dos selecionados. Os concorrentes escolhidos foram Léo Costa, do Minas, Paulo Jaú, do Bauro Basket e Vitor Galvani, do Pinheiros.
A juíza Grace Correa Pereira da 9ª Vara Cível de Brasília baniu a Facção Brasiliense de estádios de futebol de todo o país pelo prazo de cinco anos – até, pelo menos, 2030. A magistrada ainda determinou que a associação apresente, em 90 (noventa dias), a listagem completa, com dados pessoais, endereço e biometria, de todos os associados à Facção. O Brasiliense também foi condenado por não ter agido para impedir atos de violência da Facção. Ainda cabe recurso da sentença.
O processo corria desde 2022, quando a organizada do Jacaré e a Ira Jovem, do Gama, protagonizaram uma briga generalizada na Arena BRB Mané Garrincha. No entanto, os gamenses da Ira Jovem e da Sociedade Esportiva e Gama assinaram um termo de ajustamento de conduta com uma série de obrigações, homologadas pela juíza. Já a Facção, e o Brasiliense, não chegaram a um denominador comum com o Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT). Eles alegaram que a culpa da confusão foi da organização da partida – da Arena BRB e da Federação de Futebol do DF (FFDF).
Foto: Divulgação
A decisão proíbe membros e associados de frequentarem estádios sob posse de qualquer elemento alusivo à Facção, como camisas, bandeiras, acessórios ou quaisquer instrumento identificativos. A magistrada impediu, ainda, a venda de qualquer material da torcida, sob multa de R$ 20 mil, além da retirada dos membros ou associados onde estejam indevidamente. A proibição também cita que o Brasiliense Futebol Clube não pode contribuir com absolutamente nada referente à organizada, seja com ingressos (multa de R$ 500 por unidade), alimentação, transporte ou qualquer ajuda de custo.
Para o Tribunal, o intuito da Facção Brasiliense não é apoiar o clube, mas praticar atos de violência. “Eventuais falhas das organizadoras dos eventos, não justificam os atos de barbárie cometidos pela torcida organizada, tampouco amenizam a sua responsabilidade. É salutar destacar que os integrantes de uma torcida organizada não podem, sob o pretexto de apoiarem a sua equipe, utilizarem dos estádios de futebol e demais locais esportivos como arenas para o combate e disseminação de violência”, destacou.
Para justificar o banimento a juíza afirmou que “Ano após ano, novos atos de barbárie e selvageria são praticados pelos integrantes da torcida Facção Brasiliense e somente o fazem em razão do sentimento de impunidade. Rememoro que, somente neste ano, em que o Brasiliense disputou apenas uma competição, foram reportados conflitos em 02 (dois) jogos.”
O Brasiliense Futebol Clube também foi condenado pela magistrada. A juíza entendeu que o clube falhou em prevenir e garantir a segurança dos torcedores comuns e em repelir ou dificultar atos de agressão da Facção. Na defesa, o clube alegou que a responsabilidade do jogo específico em 2022 pertencia ao Gama, mandante do confronto. Disse, também, que não possui controle ou ingerência na Facção.
No entanto, a magistrada esclareceu que o processo não se deve apenas ao ocorrido de 2022. “Ao menos desde 2011, são diversos os conflitos em que se envolve a torcida Facção Brasiliense, inclusive em partidas em que o Brasiliense é mandante […], esses fatos evidenciam que a agremiação se omite em adotar medidas eficazes para impedir os atos de violência”.
Nas palavras de Grace Correa, “O Brasiliense Futebol Clube, enquanto instituição importante no cenário distrital e nacional, “não pode fechar os olhos” e se manter inerte ao contexto de violência enraizado no futebol. Assim, em articulação com os órgãos públicos, deve desempenhar um papel ativo e condizente com a história da equipe para mudar drasticamente o cenário instaurado”, e por isso responsabilizou a equipe, assim como a Facção.
Ambos, Brasiliense e Facção, poderão recorrer da sentença em até 15 (quinze) dias úteis da ciência da sentença. O Ministério Público do DF também pode recorrer, o que é improvável, uma vez que a sentença acolheu todos os pedidos feitos pelo Promotor de Justiça responsável. O banimento só deve ter efeito após um futuro julgamento de recurso, já que a apelação tem efeito de suspender a eficácia da sentença, ou em caso de nenhuma das partes recorrerem.
Na noite desta segunda-feira (16/6), a Confederação Brasileira de Futebol (CBF)divulgou de forma oficial todos os detalhes dos confrontos das quartas de final da Série A2 do Campeonato Brasileiro. A primeira fase da competição nacional foi encerrada no último fim de semana, com oito clubes se classificando para a fase seguinte. Entre eles está o Minas Brasília, único representante do Distrito Federal no certame.
Classificado de forma antecipada, o Minas Brasília entrou com um time totalmente reserva na última rodada da primeira fase, diante do Atlético-MG. A rodada serviu para o esquadrão verde e azul conhecer o adversário nas quartas de final. O clube da capital do país, que terminou na quarta colocação do Grupo A, irá enfrentar o Fortaleza na briga pelo acesso à primeira divisão do futebol feminino nacional.
Segundo o que foi divulgado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o Minas Brasília recebe o Fortaleza no próximo domingo (22/6). O duelo será realizado no Estádio Bezerrão, com a bola rolando às 16h. Já o confronto de volta acontece no dia 6 de julho, um domingo, no Estádio Presidente Vargas, na capital cearense. O apito inicial será dado às 15h.
Como o Fortaleza se classificou?
O Fortaleza acabou na liderança do Grupo B de forma invicta. Com quatro vitórias e três empates, o clube alcançou os 15 pontos e o primeiro lugar na chave apenas na última rodada. O Tricolor do Pici venceu o Itacoatiara e contou com a derrota do Vitória para o Ação, em jogo realizado na Bahia. Com o revés do clube baiano, o Fortaleza tomou a ponta. Confira abaixo os confrontos das quartas de final da Série A2 do Campeonato Brasileiro.
Quartas de final – Série A2
IDA
Sábado (21/6)
Ação x Santos
Ditou Souza – 16h
Domingo (22/6)
Minas Brasília x Fortaleza
Bezerrão – 16h
Mixto x Botafogo
Dutrinha – 18h
Segunda-feira (23/6)
Atlético-MG x Vitória
Arena MRV – 20h
VOLTA
Sábado (5/7)
Santos x Ação
Vila Belmiro – 15h
Vitória x Atlético-MG
Barradão – 15h
Botafogo x Mixto
Nilton Santos – 19h
Domingo (6/7)
Fortaleza x Minas Brasília
Presidente Vargas – 15h
Vitória fora de casa! Na tarde deste domingo (15/6), o Minas Brasília entrou em campo pelo Campeonato Brasileiro Feminino Sub-17. O esquadrão verde e azul é o único representante do Distrito Federal na competição de categorias de base e está no Grupo F, ao lado de Taubaté, Avaí/Kindermann e Ação-MT. As Mini Minas viajaram até o interior de São Paulo e trouxeram uma bagagem pesada de volta ao quadradinho, com três pontos conquistados.
A partida entre Taubaté e Minas Brasília foi realizada no Estádio Joaquinzão e a redonda rolou às 15h. Após 45 minutos sem gols, o clube do Distrito Federal precisou de 18 minutos no segundo tempo para balançar as redes. O Minas Brasília construiu uma jogada pela direita, mas o Taubaté acabou recuperando a bola. Porém, as donas da casa saíram mal, e a posse voltou novamente para as visitantes.
Após ótimo lançamento da intermediária, Yhasmin foi mais esperta que a marcação e recebeu cara a cara com a goleira adversária dentro da área. Com um bonito toque na saída da arqueira, a camisa número 19 colocou a pelota no fundo da rede: 1 a 0. O gol foi o único do triunfo do Minas Brasília sobre o Taubaté. Com a vitória, o clube do Distrito Federal somou os três primeiros pontos no Brasileirão Feminino Sub-17.
Com o resultado, o Minas Brasília está atualmente na primeira colocação do Grupo F, empatado em pontos com o Avaí/Kindermann, que derrotou o Ação-MT por 1 a 0. Porém, as Mini Minas estão na frente por conta do critério de desempate de cartões amarelos. O clube recebeu apenas um, enquanto o time de Santa Catarina recebeu quatro cartões amarelos. Na próxima rodada, a segunda da competição, o Minas Brasília recebe o Ação no Estádio Bezerrão. O duelo será no sábado (21/6), às 15h.
Resultados da 1º rodada do Brasileirão Sub-17
GRUPO A
Paraná 0x14 Internacional
Paysandu 0x6 Vasco da Gama
GRUPO B
Amazônia 0x20 Grêmio
Criciúma 14×0 Mixto
GRUPO C
ADERGS 0x10 São Paulo
Vitória 1×2 Sport
GRUPO D
Centro Olímpico 0x1 Corinthians
Recanto da Criança 2×7 UDA-AL
GRUPO E
Remo 0x5 Fortaleza
Atlético Rio Negro 0x8 Ferroviária