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Após tropeço do Capital, Ceilândia carimba classificação na Série D

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Ceilândia x Luverdense - Série D do Campeonato Brasileiro
Foto: Lucas Alarcão

Hora de comemorar! O sábado (5/7) reservou um capítulo importante na história recente do Ceilândia. Pela Série D do Campeonato Brasileiro, o Gato Preto entrou em campo pela 11ª rodada diante do Luverdense e carimbou a classificação para a próxima fase. Com a vitória em cima do clube mato-grossense, os torcedores alvinegros tiveram a primeira felicidade do dia. Porém, mal eles sabiam que a explosão de alegria aconteceria após o confronto de outro clube da capital federal.

O Ceilândia entrou em campo às 16h para enfrentar o Luverdense no Estádio Maria de Lourdes Abadia, o Abadião, casa do Gato Preto. Após uma tensão no ar depois de ter um jogador expulso, o clube Alvinegro conseguiu a vitória heroica nos acréscimos do segundo tempo. Natan Bahia recebeu dentro da área, deixou a marcação para trás e bateu bonito para o gol, sem chances para Mota: 1 a 0.

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Com a vitória, o Ceilândia chegou aos 23 pontos na tabela de classificação do Grupo A5, ficando na segunda colocação, atrás apenas da Aparecidense, que goleou o Porto Velho por 7 a 0 e que chegou aos 25 pontos. O triunfo deixou o Gato Preto muito próximo da classificação para a segunda fase, necessitando apenas de um tropeço do Capital, que entrou em campo às 18h. Portanto, os jogadores do alvinegro deixaram o estádio e foram direto assistir o duelo do Tricolor Candango.

Atuando fora de casa, o Capital visitou o Mixto. Os donos da casa marcaram ainda na primeira etapa e saíram vitoriosos pelo placar mínimo. Com a derrota do Capital, o Ceilândia garantiu uma vaga na segunda fase da Série D do Campeonato Brasileiro. Agora, no Grupo A5, Aparecidense e o Gato Preto estão classificados. Além deles, Luverdense e Mixto estão bem encaminhados para a fase seguinte.

11ª rodada da Série D – Grupo A5

Sábado (5/7)

Ceilândia 1×0 Luverdense
Goianésia 1×3 Goiânia
Aparecidense 7×0 Porto Velho
Mixto 1×0 Capital

Sub-17: Minas Brasília vence Avaí/Kindermann e retoma liderança do Grupo F

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Minas Brasília x Avaí/Kindermann - Campeonato Brasileiro Feminino Sub-17
Foto: Patricy Albuquerque/Minas Brasília

Cheirinho de liderança! Na tarde deste sábado (5/7), o Minas Brasília, único representante no Campeonato Brasileiro Feminino Sub-17, entrou em campo pela quarta rodada da competição nacional. No Estádio Valmir Campelo Bezerra, o Bezerrão, as Mini Minas, como são carinhosamente conhecidas, fizeram mais uma vítima no certame. Com a vitória magra, porém importante, o esquadrão verde e azul voltou a reinar no Grupo F.

A bola rolou às 15h para Minas Brasília e Avaí/Kindermann no Distrito Federal. Precisando da vitória para retomar a liderança da chave, as Mini Minas partiram para cima das adversárias e conseguiram balançar as redes com menos de 10 minutos no relógio. Após cobrança de falta, a bola explodiu no travessão e, na sobra, Natalia aproveitou o rebote e bateu para o gol, sem chances para Eduarda.

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Com o gol salvador, o Minas Brasília venceu por 1 a 0 e voltou a somar três pontos na classificação do Campeonato Brasileiro Feminino Sub-17. A vitória deixa as Mini Minas na primeira colocação do Grupo F, com nove pontos conquistados. Até aqui, em quatro confrontos, o clube do Distrito Federal soma três triunfos e apenas uma derrota. A equipe é seguida pelo Avái/kindermann. Ação e Taubaté entram em campo neste domingo (6/7).

A próxima rodada, a quinta da competição nacional, será disputada no fim de semana que vem. O Minas Brasília viaja até Varzéa Grande, região metropolitana da capital mato-grossense, para enfrentar o Ação. Na partida de ida, as Mini Minas venceram por 2 a 1, no Bezerrão. O duelo entre as equipes acontece no domingo (13/6), no Estádio Dito Souza, às 16h. Caso as Mini Minas vençam e o Avaí tropece, o esquadrão verde e azul garante a classificação de forma antecipada.

Capital perde para o Mixto-MT e se distancia de classificação ao mata-mata

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Capital
Foto: Reprodução | Metrópoles

O Capital segue em dias difíceis na Série D do Campeonato Brasileiro. Neste sábado (5/7), a equipe do DF perdeu mais uma partida, desta vez para o Mixto-MT, pela 11ª rodada. Os mato-grossenses venceram pelo placar mínimo, 1 a 0, dentro de casa. O meio-campista Raynan, com um golaço de fora da área, foi o único a balançar as redes no Estádio Dutrinha, no Mato Grosso. Com o resultado, o Tricolor Candango chega a cinco jogos sem vencer (três empates e duas derrotas) e se complicou ainda mais na tabela de classificação do Grupo A5 do Brasileirão.

Restam apenas três partidas até o término da fase de grupos. O Tricolor prepara a calculadora para fazer os cálculos de pontos necessários para avançar ao mata-mata. Atualmente, a equipe tem 13 pontos e ocupa a quinta colocação – seis atrás do próprio Mixto, que abre a zona de classificação com 18. Para se classificar, a Coruja terá de conquistar sete dos nove pontos possíveis no restante desta primeira fase. O Capital terá dois jogos em casa e decidirá fora: primeiro, enfrenta o Ceilândia e o Porto Velho no JK, antes decidir contra a Aparecidense, no Goiás. 

Primeiro tempo

Empurrado pela torcida, o Mixto começou com mais posse e buscava propor o jogo desde os primeiros minutos. Os donos da casa eram comandados por Michel dos Santos, auxiliar técnico – Lucas Isotton, treinador efetivo, foi suspenso na última rodada, contra o Ceilândia. O Capital adotava um estilo mais compacto e demorou até se encontrar no Estádio Dutrinha. Os mato-grossenses fechavam as opções de passe do Tricolor, que foi obrigado a escapar com lançamentos e ligações diretas. Nestes moldes, a primeira chegada veio para o time do Mato Grosso, quando o zagueiro Felipe Santiago, estreante da noite, apareceu como elemento surpresa para finalizar dentro da grande área.

O Tricolor respondeu no lance seguinte, quando, enfim, o Tricolor havia conseguido trabalhar a bola no chão. Renan Luis construiu pela esquerda e Matheus Anjos tentou finalizar. A defesa tirou e a sobra ficou com o volante Maycon, na entrada da área. O volante finalizou rente à trave alvinegra. O Mixto voltou a assustar após tabela entre Dionathã e Gabriel Justino. Livre, o camisa 17 invadiu a área e bateu mascado. Mesmo assim, exigiu atenção de Reynaldo, ligado para espalmar pela linha de fundo. 

Dali, o jogo ficou lá e cá. Outra boa chance dos candangos aconteceu na casa dos 20’, quando Matheus Anjos cobrou falta rasteira. Na trajetória, a bola quicou e obrigou o goleiro alvinegro a defender de manchete. A torcida começou a se irritar nas arquibancadas e a pressão cresceu para os donos da casa. Os mato-grossenses aumentaram o volume ofensivo e conseguiram marcar. Aos 32’, Joazi escapou pela direita e cruzou para Gilvan, que tentou bicicleta. Reynaldo defendeu. No lance seguinte Raynan pegou a sobra e mandou um chute forte de longe. A bola entrou no ângulo: 1 a 0 para o Mixto.

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Segundo tempo

Felipe Surian promoveu três alterações para os 45′ finais. Além das mudanças nas peças, o Capital também mudou o comportamento dentro de campo. Logo nos dois primeiros minutos, a equipe chegou com perigo em duas oportunidades: a primeira foi com Adélio, recém acionado na partida. O atacante recebeu na intermediária e costurou a marcação até finalizar de fora da área. O goleiro Mota teve de se esticar para alcançar a bola, no canto esquerdo. Em sequência, Wallace Pernambucano, outro que entrou no intervalo, apareceu na área para finalizar cruzado, mas a bola passou pela linha de fundo.

Se antes chegava com frequência ao gol defendido por Reynaldo, o Mixto diminuiu as investidas ofensivas na etapa final. A primeira de perigo foi com quase vinte minutos jogados na etapa final. Raynan, autor do gol, sofreu falta na entrada da área. Dionathã assumiu a responsabilidade da cobrança e bateu no ângulo, mas o travessão salvou a pele do Tricolor. A defesa afastou logo em sequência. Instantes depois, o meia ainda finalizou mais uma vez, de fora da área, mas Reynaldo foi no canto para defender.

O Capital seguiu superior no confronto. Jogava melhor, tinha mais posse e controlava as descidas mato-grossenses. No entanto, a equipe de Felipe Surian pecava no último passe e, assim, comprometia as finalizações. A de mais perigo foi com 32′, também pelos jogadores recém-acionados. Adélio foi até a linha de fundo antes de cruzar na cabeça de Wallace Pernambucano. O ‘Tanque’ subiu no segundo andar para desviar, mas a bola parou no travessão do Mixto.

Mixto-MT – 1
Escalação: Mota; Joazi, Felipe Santiago, Daniel Felipe e Vançan; Uesley Gaúcho 🟨 (Matheuzinho), Raynan ⚽ (Juninho 🟨) e Dionathã (Abner); Geovani, Gabriel Justino e Gilvan (Índio)
Técnico: Michel dos Santos

Capital – 0
Escalação: Reynaldo; Lenon (Falcão), Pedro Romano, Richardson e Renan Luís 🟨; Maycon 🟨, Erick Varão (Rodriguinho) e Matheus Anjos; Matheuzinho (Adélio), Deizinho (Matheus Silva) e Matheusão (Wallace Pernambucano)
Técnico: Felipe Surian

 

Série D: com um a menos, Ceilândia marca nos acréscimos e vence Luverdense

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Ceilândia
Foto: Reprodução | Metrópoles

O Ceilândia Esporte Clube tem se especializado em testar o coração dos torcedores na Série D do Campeonato Brasileiro. Depois de marcar nos acréscimos e vencer o Mixto-MT na última rodada, na tarde deste sábado (5/7), o Gato Preto conquistou mais três pontos no sufoco, desta vez, diante do Luverdense-MT. Após jogar um tempo inteiro com um jogador a menos (Lagoa foi expulso no fim da primeira etapa), Natan Bahia, com estrela, marcou o único gol responsável por dar mais três pontos para os ceilandenses na tabela de classificação: 1 a 0 e festa no Abadião!

A vitória suada deixa o Ceilândia na vice-liderança do Grupo A5, com 23 pontos conquistados em onze partidas. Desta forma, uma combinação de resultados pode classificar o Gato Preto para o mata-mata da Série D já na próxima rodada, quando enfrentará o Capital. O duelo está marcado para acontecer no Estádio JK no domingo (13/7). O Luverdense vem logo atrás dos ceilandeses na tabela, com 20 de pontuação. O próximo confronto dos mato-grossenses será contra o Mixto, também do estado de Mato Grosso.

Ainda na tarde deste sábado (5/7), a Aparecidense-GO se isolou na liderança do grupo com 25 pontos ao bater o Porto Velho-RO. Dentro de casa, no Estádio Annibal Batista, os goianos golearam por 7 a 0.

Primeiro tempo

Naturalmente, o confronto começou pegado. O duelo direto pela liderança da chave claramente inflamou os jogadores. Divididas e chegadas fortes marcaram os primeiros minutos no Abadião – duas faltas firmes foram marcadas apenas no primeiro minuto. Desta forma, jogo ficou concentrado no meio-campo, sem tantas chegadas para ambos os lados. O primeiro a abrir os trabalhos foi Filipinho, do Luverdense, quando tirou Lagoa da jogada e disparou em direção ao gol ceilandense, mas a defesa desviou e a bola saiu em escanteio. O Ceilândia, por outro lado, encontrava dificuldades para fazer ligações e chegar ao setor ofensivo.

Adelson de Almeida se irritou com o futebol apresentado pelo Ceilândia no primeiros minutos e deu uma bronca nos atletas. Deu resultado: logo após o puxão de orelha, o time obteve três chances claras de marcar. A primeira foi aos 14′, quando Kennedy arrancou em velocidade pela direita e cruzou para a área. A bola passou por todo mundo e chegou até Valter Bala, que não conseguiu finalizar. Minutos depois, foi a vez de Everaldo cruzar e Edson Reis finalizar de bicicleta, mas a bola saiu pela linha de fundo. A terceira veio com Tarta. O camisa oito recebeu na intermediária, preparou e bateu rasteiro, no canto esquerdo do goleiro João Ricardo, atento para espalmar para escanteio.

O Ceilândia ainda criou mais uma chance perigosa, aos 30′. Tarta lançou na área e Valter Bala finalizou de peixinho, mas a bola saiu por cima do travessão. Depois disso, a partida ficou mais travada: o time do DF recuou as linhas, manteve a marcação compacta e impediu o Luverdense de finalizar com perigo. O Gato Preto também conseguia trocar passes no setor ofensivo, mas errava passes bobos e cedia espaços para o contra-ataque. Em uma dessas jogadas, Lagoa errou um passe na intermediária e Gui Azevedo se preparou para sair em velocidade. O volante ceilandese, já amarelado, parou o mato-grossense com um carrinho por trás e foi expulso antes do intervalo, aos 41′.

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Segundo tempo

Sem alterações no intervalo, o jogo seguiu a mesma dinâmica da primeira etapa. Diversas faltas travavam a intensidade da partida. Com apenas dez jogadores em campo, o Ceilândia adotava uma postura mais reativa e deixava o Luverdense trocar passes na intermediária para sair em contra-ataque com ligações diretas e velocidade. A finalização mais perigosa no início do segundo tempo foi dos mato-grossenses. Mais uma vez, Felipinho explorou chutes de fora da área e disparou contra a meta defendida por Elias, com 12 minutos jogados. O goleiro estava bem posicionado para defender em dois tempos.

Diante de uma retranca quase impenetrável do Ceilândia, o Luverdense pouco chegou na meta de Elias. Fora a finalização de Felipinho, chutou ao gol apenas uma vez no decorrer da etapa final. O Gato Preto também não ofereceu perigo: sequer havia finalizado até os 49′ do segundo tempo, quando abriu o placar com Natan Bahia. O atacante aproveitou a bobeada da defesa mato-grossense e recebeu uma enfiada de bola de Dudu e disparou em direção à área. Por lá, finalizou no canto direito do goleiro João Ricardo para explodir a torcida ceilandense no último minuto de jogo: 1 a 0!

Ceilândia – 1
Escalação: Elias; Paulinho, Lucas Mingoti, Badhuga e Everaldo (Dudu); Lagoa 🟨🟨🟥, Tarta e Júnior Timbó (Cabralzinho); Kennedy (Nathan Bahia ⚽), Valter Bala (Romarinho) e Edson Reis
Técnico: Adelson de Almeida

Luverdense – 0
Escalação: João Guilherme; Lázaro (Isac), Anderson Alagoano, Matheus Santos 🟨 e Danilo Borges; Matheus Coruja, Felipinho (Lucas Santos) e Douglas (Luiz Fernando); Lucas Vieira, Gui Azevedo (Felipe Dini) e Bruninho 🟨 (Wender)
Técnico: Wagner Lopes

 

Na Vila! Cotado para o Mané Garrincha, Santos e Flamengo tem local definido

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Santos x Flamengo na vila
Foto: Divulgação/Santos FC

Duelo com local confirmado! Cotado para ser realizado em Brasília, o confronto entre Santos e Flamengo, partida válida pela 14° rodada do Brasileirão 2025 que está marcada para o próximo dia 16/7 teve o local sede finalmente divulgado. Após rumores que apontaram a possível venda do mando de campo por parte da diretoria santista, o alvinegro praiano confirmou que o compromisso será disputado dentro do Estádio Urbano Caldeira, a Vila Belmiro, casa do time paulistano.

O confronto é considerado de extrema importância para as duas agremiações. O duelo marca o primeiro compromisso do alvinegro praiano após a pausa do calendário oficial para a realização da Copa do Mundo de Clubes, já que o clássico diante do Palmeiras na 13° rodada está, ao menos temporariamente, adiado pela CBF. Pelo lado rubro negro, a equipe terá uma “expedição” pelo solo paulista na retomada do Campeonato Brasileiro. No próximo dia 12/7, o clube carioca enfrentará o São Paulo no Morumbis.

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Longe dos gramados a praticamente um mês, o Santos busca repetir a última atuação pelo campeonato nacional. Na oportunidade, o Peixe conseguiu se impor fora de casa diante de um Fortaleza fragilizado e angariou uma vitória fundamental que possibilitou a equipe ir para a pausa do calendário fora da zona de rebaixamento. Para o Flamengo, tudo parece se encaixar. Líder da competição, o clube carioca fez uma última Copa do Mundo de Clubes, onde se classificou na primeira colocação na fase de grupos após bater o Chelsea, mas parou diante do Bayern de Munique nas oitavas de final do torneio.

Sem receber partidas da elite nacional já quase dois meses, a Arena BRB Mané Garrincha tem confronto de Série A marcado para os próximos dias. No próximo sábado, dia 12/7, Vasco e Botafogo se enfrentaram pela 13° rodada do Brasileirão. A bola deve rolar às 18h30 para o duelo que está marcado para ser realizado na Capital Federal

#3 | Lembra dele? Ídolo do Galo, Éder Aleixo venceu o Candangão pelo Guará

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Éder Aleixo
Éder Aleixo na apresentação oficial como jogador do Clube de Regatas Guará. Foto: Arquivo

Nos mais de cinquenta anos desde o primeiro pontapé no futebol candango, inúmeros jogadores conhecidos em todo o país passaram pelos clubes do Distrito Federal. Alguns já consagrados, outros ainda em formação, mas todos deixaram marcas em gramados espalhados por todo o DF. Na série Lembra dele?, o Distrito do Esporte resgata nomes que cruzaram o caminho da capital brasileira em momentos improváveis da carreira. O terceiro episódio relembra a passagem de Éder Aleixo, ídolo do Atlético Mineiro, no Clube de Regatas Guará. Já veterano, aos 39 anos, foi peça importante no único título do Candangão exposto na galeria guaraense, ainda em 1996. 

Leia as primeiras edições da série

Nascido em Vespasiano, interior de Minas Gerais, Aleixo teve início meteórico em 1973 com a camisa do América Mineiro. Chamou atenção cedo pela explosão, velocidade e um forte chute com a perna canhota. Tamanha potência com o pé esquerdo rendeu os apelidos de ‘Canhão’ e ‘Bomba de Vespasiano’. Entre as 15 camisas diferentes que defendeu durante mais de 17 anos de carreira, Éder virou ídolo incontestável no Atlético Mineiro – clube onde, atualmente, atua como auxiliar-técnico. As atuações com a camisa do Galo colocaram o atacante entre os principais nomes da Seleção na Copa do Mundo de 1982, ao lado de Roberto Dinamite, Zico, Sócrates, Júnior e companhia.

Éder Aleixo
Éder Aleixo, o ‘Canhão’, em campo pela Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1982, na Espanha.

Éder chegou a peso de ouro no Guará para a disputa do Candangão de 1996. O ‘Lobo da Colina’ é, até hoje, o time com mais vice-campeonatos da história do torneio, com oito. Na edição anterior, vencida pelo Gama, também deixou escapar após ótima campanha – caiu de rendimento nas últimas rodadas e terminou em terceiro. Após perder Paulo Romero, principal atacante da equipe em 1995, a diretoria optou por trazer um nome de peso para o setor, além do interesse em impulsionar a marca do time. Cipriano Siqueira, presidente do clube, e Alcir Alves de Souza, diretor de marketing, ficaram responsáveis por apresentar o projeto a Éder Aleixo. O atacante havia se aposentado meses antes, no União São João, de São Paulo, onde disputou apenas quinze jogos.

Alcir Alves, atualmente diretor do Jornal do Guará, colaborou com a pesquisa sobre a passagem de Éder pelo ‘Lobo da Colina’. O dirigente relembrou a negociação e a dinâmica com o atacante. “Eu e o presidente Cipriano selecionamos dois jogadores: o Júnior do Flamengo, que naquela época jogava futebol de areia, e o Éder Aleixo. Como não tínhamos condições de manter eles em Brasília, oferecemos um contrato especial: vinham aqui na sexta-feira e ficavam até domingo. O Júnior desistiu, consultamos o Éder. Viabilizamos o patrocínio com o Sérgio Náia (empresário do ramo imobiliário) e ele autorizou. Marquei conversa com o Éder em Belo Horizonte, fui para lá de manhã e passei o dia com ele.”

Pouco antes de completar 39 anos, Éder desembarcou na capital federal em 2 de março de 1996. Em contato com o Distrito do Esporte, o ‘Canhão’ contou que um dos fatores decisivos na negociação foi o fato de o Lobo da Colina nunca ter conquistado o Candangão. “Eu já tinha parado de jogar futebol e surgiu essa oportunidade de jogar no clube, por meio de alguns amigos. O grande motivo que me convenceu a jogar lá foi que o Guará nunca tinha sido campeão — e só foi campeão essa vez. Eu não joguei a final porque viajei para a Europa com a seleção de máster e saí antes do tempo. Mas foi muito bom ter participado”, relembrou o ex-atacante.

Logo ao se apresentar, Aleixo conquistou a titularidade e virou peça chave do plantel dirigido por Déo de Carvalho. Na estreia com a camisa aurinegra, no Estádio do Cave, participou do primeiro gol. Foi em 10 de março de 1996, na abertura do Candangão, contra o Dom Pedro ll – hoje, Real Brasília. De Éder saiu a assistência para o tento marcado por Zinha, com apenas dois minutos de jogo. Os visitantes, no entanto, estragaram a festa guaraense e empataram o confronto ainda na etapa inicial, com Marco Antônio. Aquele foi apenas o primeiro dos sete empates do Guará em 13 jogos da primeira fase. Mesmo com boas atuações, demoraram quatro partidas até o ‘Canhão’ balançar as redes pela primeira vez com a camisa aurinegra.

O gol ficou reservado para um momento importante, na segunda vitória consecutiva do clube no torneio – antes, na 3ª rodada, tinham vencido o Samambaia por 1 a 0. Foi contra o Luziânia, fora de casa, no Estádio Serra do Lago, pela 4ª rodada do Candangão. A partida teve nove gols marcados. O Guará levou os três pontos com o triunfo por 5 a 4. No confronto, a equipe goiana chegou a liderar por 4 a 1, mas viu os futuros campeões virarem o placar. Éder Aleixo marcou o terceiro dos guaraenses, aos 30’ do segundo tempo. Depois, o meia Edi Carlos empatou aos 39’ e o xará Éder Antunes virou no último minuto.

Éder Aleixo
Edição do Jornal do Guará de abril de 1996 destaca as boas atuações do ‘Canhão’ no Lobo da Colina. Foto: Arquivo | Jornal do Guará

Naquela época, rotina de treinos e logística seguiam formatos bem diferentes dos atuais. Éder contou que a distância da vida pessoal atrapalhou o rendimento em campo. “Eu saía de Belo Horizonte em um voo na quinta-feira à noite, treinava sexta e sábado e viajava depois do jogo no domingo. Era assim. Eu não ficava a semana no clube.” Para manter a forma física e cuidar dos negócios em Minas Gerais, Aleixo treinava sozinho no centro de treinamento do Atlético Mineiro. “E mesmo assim fui muito feliz, porque fomos campeões. Apesar de não ter jogado a final, deixei muitos amigos na cidade”. Aleixo vestiu a camisa do Lobo em 12 partidas, com cinco vitórias, seis empates e apenas uma derrota.

O jogo de despedida aconteceu em 2 de junho, contra o Gama — adversário que o Guará venceria na final do torneio, semanas depois. A partida, realizada no Estádio do Cave, terminou zerada. A passagem durou pouco mais de dois meses, tempo suficiente para estampar um dos maiores atacantes da história no hall de campeões do Candangão. Ainda na entrevista, Éder não escondeu o orgulho por ter feito parte da campanha do título. “O clube é interessante, é um clube antigo lá na cidade, colado na capital. Acho que foi importante ter participado de um campeonato que o Guará nunca tinha conquistado e até hoje também não conquistou mais. Sou um cara privilegiado por ter participado. Muita satisfação”.

Éder em foto com os companheiros de clube, no Cave. Aleixo é o primeiro dos agachados. Estão presentes ainda: Tiago, Zinha, Júlio César, Elson, Gilson, Pereira e Marinho – preparador de goleiros (em pé); Eder Aleixo, Jairo, Marco Antonio, Rogerinho e Eder Antunes (agachados)

Carreira de Éder Aleixo

Depois de deixar o Guará, Éder ainda defendeu o Montes Claros, clube do interior de Minas Gerais, antes de pendurar as chuteiras de fato. Encerrada a trajetória como jogador profissional, Aleixo permaneceu ligado ao futebol em diferentes frentes. Assumiu a diretoria de futebol do Atlético Mineiro no início dos anos 2000 e exerceu a função até 2004. Passou a atuar como empresário, criou escolinhas voltadas à formação de atletas em Minas Gerais e participou de projetos sociais relacionados ao esporte. Desde 2021, faz parte da comissão técnica permanente do Galo, onde trabalha como auxiliar fixo.

Éder Aleixo
Éder é membro fixo da comissão técnica do Atlético Mineiro. Foto: Divulgação

Jogo da vida! Minas Brasília visita Fortaleza em duelo que vale o acesso

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Minas Brasília x Fortaleza - Série A2 do Campeonato Brasileiro Feminino
Foto: Patricy Albuquerque/Minas Brasília

Duelo de vida ou morte no Ceará! No próximo domingo (6/7), o Minas Brasília, único representante do Distrito Federal na Série A2 do Campeonato Brasileiro, entrará em campo pelo jogo de volta das quartas de final. O esquadrão verde e azul terá que reverter a vantagem construída pelo adversário no fim de semana retrasado, quando Minas Brasília e Fortaleza se enfrentaram no Estádio Bezerrão, no Gama. Confronto vale o acesso para a Série A1.

O confronto super importante entre Fortaleza e Minas Brasília será disputado no Estádio Presidente Vargas, às 15h, na capital cearense. O jogo terá transmissão da TV Leão, no YouTube. A partida coloca frente a frente duas equipes que fizeram uma boa primeira fase, e que agora se encontram por uma vaga na elite do futebol feminino nacional. Quem se classificar, se juntará a outros 17 times que disputarão a Série A1 da próxima temporada.

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O jogo de ida das quartas de final da Série A2 do Campeonato Brasileiro não foi favorável ao Minas Brasília. Atuando no Estádio Valmir Campelo Bezerra, o Bezerrão, o clube do Distrito Federal acabou perdendo por 2 a 1, de virada. A equipe abriu o placar no segundo tempo com gol de Monse Ayala. Porém, após expulsão de Bia Batista, o Fortaleza conseguiu a virada e agora leva uma vantagem de um gol para o duelo no Ceará.

Para garantir a classificação de forma direta, o Minas Brasília precisa vencer no mínimo por dois gols de diferença. Caso vença por um tento de diferença, o classificado será decidido nas penalidades máximas. Qualquer outro resultado sem vitória das Minas, o clube do Distrito Federal estará eliminado. Confira abaixo os detalhes das quartas de final da segunda divisão nacional.

Quartas de final – Ida

Ação-MT 0x1 Santos
Minas Brasília 1×2 Fortaleza
Mixto 1×2 Botafogo
Atlético-MG 1×0 Vitória

Quartas de final – volta

Sábado (5/7)

Santos x Ação-MT
Vila Belmiro – 15h

Vitória x Atlético-MG
Barradão – 15h

Botafogo x Mixto
Nilton Santos – 19h

Domingo (6/7)

Fortaleza x Minas Brasília
Presidente Vargas – 15h

Série D: Capital tem jogo de guerra diante do Mixto fora de casa

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Capital x Goiânia - Série D do Campeonato Brasileiro - Estádio JK
Foto: Ueslei Costa/Capital

Todo mundo espera algo de sábado à noite, e o torcedor do Capital quer os três pontos fora de casa! Neste sábado (5/7), o Tricolor Candango visita o Mixto, em partida válida pela 11ª rodada da Série D do Campeonato Brasileiro. O confronto é muito importante para o time do Distrito Federal, que quer continuar sonhando com um lugar no G4 do Grupo A5 e vislumbra a classificação para a próxima fase da competição nacional.

A partida entre Mixto e Capital será realizada no Estádio Dutrinha, às 18h, em Cuiabá, e terá transmissão através do canal do Metrópoles, no YouTube. Atualmente, o Tricolor Candango está na quinta colocação, primeira fora do G4 do Grupo A5, com 13 pontos conquistados. Em 10 jogos disputados, o clube do Distrito Federal venceu três partidas, empatou quatro e perdeu outras três. Com esse retrospecto, a equipe soma 43% de aproveitamento.

Já o Mixto está na quarta posição, com 16 pontos. Em 10 jogos, a equipe mato-grossense venceu quatro, empatou outras quatro e perdeu duas. O duelo é muito importante para ambas as equipes, que sonham com a classificação para a próxima fase. O jogo de ida ficou marcado por conta de muita confusão no Estádio JK, e por isso, é esperado um comportamento pouco amigável para o time do DF em Mato Grosso.

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Mixto se envolveu em confusão em dois jogos pela Série D no DF

No duelo do primeiro turno, a partida ficou empatada em 1 a 1, com cada clube somando um ponto. Aos 17 minutos do segundo tempo, Wallace Pernambucano foi derrubado por Keynan dentro da área. Primeiramente, o árbitro Thiago do Carmo Brasil mandou o jogo seguir, porém, dois segundos depois, acabou assinalando um pênalti a favor dos donos da casa. Com isso, os jogadores do Mixto foram para cima do árbitro principal, enquanto membros da comissão técnica e atletas que estavam no banco de reservas foram para cima de Matheus de Moraes, que fazia a função de quarto árbitro.

O Batalhão de Choque da Polícia Militar do Distrito Federal teve que agir para proteger o trio de arbitragem. O jogo foi paralisado por cerca de nove minutos. Durante a confusão, o técnico Lucas Isotton foi expulso. O Mixto acabou chegando ao empate no fim da partida. No último fim de semana, novamente o time mato-grossense se envolveu em uma confusão, desta vez contra o Ceilândia. Após o apito final, o árbitro Gustavo Holanda foi agredido por Keynan, como relatado na súmula.

A partir daí os jogadores do Mixto cercaram a arbitragem, que precisou de apoio policial. Durante a confusão, o Batalhão de Choque soltou uma bomba de efeito moral para dispersar os atletas do clube mato-grossense. Na saída de campo, membros da comissão técnica do Mixto discutiram com profissionais do Ceilândia e esperaram o árbitro sair de campo para ironizar o quarteto de arbitragem, que estava cercado pela polícia. Durante os 90 minutos, o técnico Lucas Isotton foi expulso por reclamação.

11ª rodada da Série D – Grupo A5

Sábado (5/7)

Goianésia x Goiânia
Waldeir José de Oliveira – 16h

Aparecidense x Porto Velho
Anibal Batista de Toledo – 16h

Ceilândia x Luverdense
Abadião – 16h

Mixto x Capital
Dutrinha – 18h

De olho na classificação, Ceilândia recebe Luverdense pela Série D

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Ceilândia x Mixto - Série D do Campeonato Brasileiro
Tarta, em duas cobranças de pênalti, garantiu a vitória do Ceilândia no Estádio Abadião. Foto: Luã Tomasson

Clima de decisão na Série D do Campeonato Brasileiro! Na tarde deste sábado (5/7), o Ceilândia entra em campo pela 11ª rodada da quarta divisão nacional. O Gato Preto terá um confronto difícil diante do Luverdense, mesmo atuando no Estádio Maria de Lourdes Abadia. A rodada será muito importante para o clube Alvinegro do Distrito Federal, que poderá carimbar a vaga na próxima fase da competição.

Candangos e mato-grossenses entram em campo às 16h, no Estádio Abadião, casa do Gato Preto. Atualmente, o Ceilândia está na segunda colocação do Grupo A6, com 20 pontos. Em 10 duelos disputados, a equipe venceu seis confrontos, empatou dois e perdeu outros dois, ficando com 66% de aproveitamento. O clube do DF tem o terceiro melhor ataque da chave, com 16 gols marcados, e a segunda melhor defesa, com 10 tentos sofridos.

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O Luverdense tem uma campanha idêntica ao Ceilândia, somando os mesmos 20 pontos do Alvinegro, porém, ficando na terceira posição por conta do saldo de gols, que conta como critério de desempate. A 11ª rodada será muito importante para ambos os clubes, sendo que um deles pode carimbar a classificação para a segunda fase da Série D do Campeonato Brasileiro, dependendo de outros resultados.

Quem sair vencedor na partida entre Ceilândia e Luverdense chegará aos 23 pontos. Com isso, terá que torcer para que o Capital tropece diante do Mixto, em jogo que será realizado no Estádio Dutrinha, em Cuiabá. Assim, o Tricolor Candango não teria como ultrapassar a equipe vencedora e classificaria o ganhador do confronto. Por ser uma partida importante, muitos torcedores do Ceilândia estão fazendo uma corrente nas redes sociais para lotarem o Estádio Abadião.

11ª rodada da Série D – Grupo A5

Sábado (5/7)

Goianésia x Goiânia
Waldeir José de Oliveira – 16h

Aparecidense x Porto Velho
Anibal Batista de Toledo – 16h

Ceilândia x Luverdense
Abadião – 16h

Mixto x Capital
Dutrinha – 18h

Camilla Orlando avalia início promissor na Seleção Feminina Sub-20

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Camilla Orlando
Foto: Mauro Horita/Staff Images/CBF

A treinadora brasiliense Camilla Orlando concluiu, na quarta-feira (2/7), o primeiro período de treinamentos à frente da Seleção Brasileira Feminina Sub-20. Estreando no comando da equipe verde-amarela de base, a técnica celebrou os dias de trabalho no centro de treinamento da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e destacou o valor do contato inicial com o grupo de atletas.

“Esse primeiro contato tem sido muito especial. Foram dias de muita intensidade, de muita troca e muita evolução”, avaliou Camilla, que foi anunciada oficialmente pela CBF em 14 de junho. Ao longo dos treinos, a comissão técnica realizou observações individuais, setoriais e coletivas, com foco no desenvolvimento das atletas e no entendimento mais amplo da categoria.

“Esse período é sempre muito importante para fazer um diagnóstico não somente das atletas que estão aqui, mas, através delas, compreender como tem se desenvolvido a categoria. Foram dias importantes para potencializar as próximas convocações”, acrescentou a treinadora, natural do Distrito Federal e com passagem pelo Real Brasília, onde ganhou o Campeonato Candango.

Camilla Orlando não escondeu a emoção de vestir o uniforme da Seleção Brasileira. Para ela, o início da trajetória com a Amarelinha representa não só um desafio, mas também a oportunidade de contribuir para a evolução do futebol feminino no Brasil. As atividades marcam o início de uma nova etapa na preparação da equipe Sub-20, que mira as competições internacionais do próximo ciclo.

“Estar aqui é motivo de muita alegria e dedicação. Me sinto honrada por fazer parte desse novo momento, de plantar uma semente da profissionalização e do crescimento da modalidade. Estou aproveitando cada instante para seguir me desenvolvendo como treinadora”, afirmou.