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Atletas nascidas no DF são campeãs da Copa América de Futebol Feminino

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Seleção Brasileira Feminina é campeã da Copa América de Futebol Feminino
Foto: Livia Villas Boas/CBF

A noite de sábado (2/8) foi bastante memorável para duas atletas nascidas no Distrito Federal! Em Quito, no Equador, a Seleção Brasileira Feminina de futebol entrou em campo pela finalíssima da Copa América. O esquadrão verde e amarelo enfrentou a Colômbia e, após um duelo muito pegado e dramático durante os 90 minutos e prorrogação, o Brasil foi campeão pela nona vez na história. Jogadoras que possuem origem na capital do país fizeram parte do título.

O confronto foi muito dramático, começando com a Colômbia abrindo o placar na primeira etapa, com Linda Caicedo. Nos acréscimos dos 45 minutos iniciais, o Brasil teve um pênalti a seu favor, convertido por Angelina. As colombianas voltaram a ficar à frente do marcador após gol contra de Tarciane. Porém, o Brasil foi em busca do resultado positivo, empatando com Amanda Gutierres. A Colômbia voltou a marcar com Ramirez, aos 44 minutos do segundo tempo.

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Quando tudo parecia perdido, Marta mandou um chutaço de fora da área e deixou tudo igual aos 50 minutos do segundo tempo. A partida então foi para a prorrogação e a Seleção Brasileira virou a partida com mais um tento da rainha: 4 a 3. As colombianas chegaram ao empate e o campeão então foi decidido nos pênaltis. Com boa atuação e defesas de Lorena, o Brasil foi campeão da Copa América pela nona vez na história.

Entre as atletas campeãs, estavam duas jogadoras que nasceram no Distrito Federal: Kaká e Gabi Portilho. Durante a trajetória do título, a zagueira Kaká atuou em três partidas, diante da Bolívia, Paraguai e Uruguai. Já a atacante Gabi Portilho atuou mais vezes, inclusive sendo titular na final diante do Colômbia. A atleta acabou não marcando gols na competição, porém, é uma peça de confiança do treinador Arthur Elias.

Ceilândia sai na frente, mas cede empate na ida do mata mata da Série D

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Água Santa e Ceilandia ficam no empate em 1-1 - foto: Alan araujo/ @a5_fotografia
Da Arena Inamar, Diadema/SP

 

Em um jogo absolutamente distinto entre os dois tempos – o segundo muito bem, para compensar uma modorrenta primeira etapa -, o Ceilândia passou perto de levar uma excelente vantagem para o Distrito Federal contra o Água Santa. O Gato Preto saiu na frente com Romarinho, mas uma cera de vários minutos em uma falta com duas substituições resultou no empate dos donos da casa que ainda perderam 1 jogador, o autor do gol, por expulsão. Mas o placar ficou em 1-1 e com a decisão da vaga a se ver na próxima semana.

Na primeira etapa o Água Santa iniciou melhor, mas o Ceilândia foi igualando a partida conforme o tempo passava e Adelson de Almeida gritava. Todavia, poucas chances reais dos dois lados, também idênticos na falta de prumo em finalização.

No segundo tempo os dois times mostraram mais apetite, foram atrás do resultado e fizeram, ambos de cabeça, um tento cada, suficientes para o placar sair do zero e a decisão ser postergada.

Caberá ao plantel de Adelson de Almeida fazer valer o mando de campo e decidir a partida na próxima semana, às 16h do sábado dia 09/08, com cobertura do Distrito do Esporte.

Ceilandia comemora seu único gol. Foto: Bruno Moura/Distrito do Esporte

1* Tempo: início quente, desenvolvimento de jogo morno

Os primeiros 10` podem ser relembrados pelo povoamento do meio, de ambos os lados, e das quase falhas de Edmar Sucuri e Badhuga. Mas foi aos 14’, em cobrança de escanteio da direita, que o capitão Gabriel Vidal, do Água Santa, cabeceou rente à trave de Sucuri, traduzindo em chance real de gol as investidas dos donos da casa.

Aos 19’ Cesinha costurou no meio, passou para João Guilherme cruzar na medida para Felipinho que sem marcação perdeu o tempo da bola e encostou nela, desviada a tiro de meta. O Água Santa, com um time mais novo, possuía controle do jogo.

O Ceilândia foi aparecer aos 22’ em cobrança de falta, que resultou em cartão amarelo para Villian, de Tarta. A bola desviou e sobrou para Regino cabecear fraco para fora. 3 minutos depois foi Kennedy que não chegou no cruzamento de Romarinho.

O jogo amornava e trocava as infiltrações, dos minutos iniciais, por faltas. 8 em menos de 10 minutos. Aos 30’ o Gato Preto recuperou a bola na defesa, Tarta recebeu, meio em queda levantou, mas ao invés de correr ou de passar, travou por 2 segundos e quando foi passar para Romarinho, em bola posição infiltrando pelo flanco esquerdo, a defesa do Água Santa, em conjunto à fraqueza do passe, afastaram o perigo.

Sem muitas construções, o Ceilandia relembrou, um pouco, os outros desempenhos ao longo do campeonato aos 41’, quando criativa jogada de Lagoa sobrou para Kennedy de calcanhar ajeitar para Regino emendar de fora e ver a bola ser encaixada pelo goleiro Luan Ribeiro. E foi so no início dos 47 minutos iniciais.

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2* Tempo: quente, do início ao fim

Alan Dotti não quis arriscar a presença do amarelado Villian e o trocou no intervalo por Marquinhos. Adelson igual a primeira etapa. Se a iluminação foi acender aos 8”, foi a partir daí que o segundo tempo passou a ter emoção.

Aos 10” de longe Kennedy obrigou Luan Ribeiro a fazer boa defesa espalmando a bola. Mas foi aos 14” que Tarta cobrou escanteio, o meia Lucas Duni do Água Santa subiu errado, desviou a bola que sobrou livre para Romarinho ⚽️, quase roçando a grama, cabecear para o fundo vazio do gol dos donos da casa. Ceilândia abria o placar, 1-0.

O Água Santa precisou sair pro jogo, enquanto o Ceilândia começou a se fechar. Romarinho caiu e ficou sentindo por vários minutos, ate que Adelson de Almeida sacou ele e Kennedy para as entradas de Valter Bala e Natan Bahia.

Na sequência, aos 27”, cobrança de escanteio de Eduardo Ribeiro no meio para João Guilherme ⚽️ subir mais que a marcação e colocar no canto esquerdo. Sucuri ate tocou na bola, mas o desvio foi na bochecha da rede. 1-1.

Com dois gols no placar, a partida ganhava em intensidade. Aos 36”, após falta dura no meio, João Guilherme, autor do gol, foi agraciado com o segundo amarelo e um vermelho 🟥. O Água Santa perdia 1 jogador na linha e mudava dois, Lucas Duni e Bruno Vinicius por Luan Santos e Alison. Adelson, muitos depois, sacou Regino por Junior Timbó.

O Água Santa pressionava e, próximos aos 45”, em dois escanteios seguidos, Edmar Sucuri impediu Marquinhos de colocar o Água na frente do placar. Foram 6 os acréscimos, mas sem novas surpresas. O Ceilândia leva o empate para casa.

 

Água Santa: 1

Luan Ribeiro; Eduardo Ribeiro, Jailson, Gabriel Vidal, Villian 🟨 (Marquinhos); Willian Bahia, João Guilherme ⚽️🟨🟨-🟥, Cesinha; Lucas Dani (Luan Santos), Bruno Vinícius 🟨 (Alison), Felipinho

Tec. Alan Dotti

 

Ceilândia: 1

Edmar Sucuri; Paulinho, Euller, Badhuga, Lucas Piaui, Lucas Silva; Lagoa, Tarta; Romarinho ⚽️🟨 (Natan Bahia), Kennedy (Valter Bala), Regino 🟨 (Lucas Timbó🟨).

Tec. Adelson de Almeida

 

Rumo ao inédito: Sobradinho bate Santa Maria e vai à final do Candanguinho

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Sobradinho x Santa Maria - Semifinal do CAndanguinho Sub-20
Foto: Filipe Fonseca/Sobradinho EC

Está definido: o Sobradinho é o primeiro candango classificado para a Copa São Paulo de Futebol Júnior 2026. Após vencer a partida de ida por 1 a 0, o Alvinegro da Serra necessitava apenas de um empate diante do Santa Maria neste sábado (2/8), para garantir a vaga na final do Candanguinho. A equipe de Léo Roquete, no entanto, preferiu repetir o placar do primeiro e, com gol de Kauã Vinícius, assegurou a classificação à finalíssima. Consequentemente, o Leão se garantiu na próxima edição da Copinha após dez anos de fora do torneio.

Agora, o Sobradinho tentará conquistar Candanguinho Sub-20 pela primeira vez na história. O Alvinegro já chegou à final do torneio em quatro oportunidades, mas foi ficou com o vice em todas: 1986, 1997, 1999 e 2015. O adversário da decisão desta temporada sairá do duelo entre Brasiliense e Real Brasília, programado para este domingo (3/8), no Estádio Serejão. O Jacaré venceu a partida de ida por 1 a 0, no Defelê, com gol de Carmino. O jogo do título está marcado para o Mané Garrincha, ainda sem data definida pela Federação de Futebol do Distrito Federal (FFDF).

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O jogo

Atrás no placar, o Santa Maria entendeu o peso da urgência e se lançou ao ataque logo no primeiro minuto. Com linhas adiantadas e posse dominante, Matheus Bahia foi o primeiro a encontrar espaço pela esquerda. Por lá, chegou até a linha de fundo e cruzou para a área. Cleiton Júnior e Nicolas tentaram finalizar, mas sem direção e força para ameaçar o arqueiro Luiz Felipe. Mesmo assim, a pressão seguiu. Thiaguinho, aos 15′, arriscou de longe e o goleiro do Sobradinho fez a primeira defesa difícil, no ângulo. Pouco depois, Arthur Oliveira também finalizou, com novo chute de fora — e mais uma defesaça do guarda-redes alvinegro.

O Sobradinho demorou a reagir. Recuado, tentava escapar em velocidade pelas pontas, mas tinha dificuldades em encaixar o estilo de jogo. A primeira finalização veio apenas aos 30′, em chute de Gustavinho, de fora da área. O camisa dez chutou mascado, sem grandes dificuldades para a defesa do goleiro Salsicha. Era pouco: com quase 70% de posse, o Santa Maria ditava o ritmo da partida e impunha mais presença e intensidade no campo ofensivo. A chance mais clara da equipe grená apareceu nos acréscimos. Luiz Felipe saiu ‘catando borboleta’ e Nicolas apareceu dentro da área para desviar, mas a bola parou no travessão.

Toda a intensidade impressa pelo Santa Maria na etapa inicial diminuiu durante o segundo tempo da partida. O jogo era outro: agora, o Sobradinho passava a ter mais a posse e administrar a vantagem. Quando não tinha a bola, a equipe de Léo Roquete afunilava a marcação e não sedia chances ao time grená. Quando o relógio cronometrava 20′ minutos da parcela final, o Alvinegro matou o jogo e sacramentou a vaga na decisão. Ainda na linha intermediária, Kauã Vinícius aproveitou a bobeada do zagueiro e partiu em direção à área. Com frieza, deixou o goleiro no chão e teve apenas o trabalho de empurrar a bola para o fundo da rede e marcar o gol da classificação do Leão da Serra: 1 a 0!

Sobradinho
Jogadores comemoram o gol marcado por Kauã Vinícius, no Estádio JK. Foto: Filipe Fonseca

Sobradinho – 1
Escalação: Luiz Felipe; Patcholla, Juan Moteiro, Bruno Nobre e Bruno Nunes; Lorran 🟨, Daniel (João Carvalho) e Gustavinho; Kauã Vinícius ⚽, Pierry e Brayan (Dudu)
Técnico: Léo Roquete

Santa Maria – 0
Escalação: Salsicha; Ricardo, Lucas Matheus, Paulo Vitor e Matheus Bahia; Arthur Oliveira, Eduardo Nolasco (Índio) e Tiaguinho; Cleiton Júnior, Pablo Dias (Vinícius Esquilo) e Nicolas
Técnico: Sebastião Rocha

Sai Cartaxo, entra Marconi: ex-jogador assume diretoria do Capital

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Capital
Vice-campeão do Candangão com o Capital em 2024 e 2025, Marconi assume como diretor de futebol do clube. Foto: Arquivo pessoal

Nem deu tempo da cadeira de diretor do Capital esfriar. Dois dias após a saída de Gustavo Cartaxo, anunciada na última quarta-feira (30/7), o clube confirmou um novo nome para o cargo. Ex-atleta da equipe, Marconi Ribeiro assumirá a diretoria de futebol. O anúncio foi feito pelo perfil oficial do Tricolor na tarde desta sexta-feira, 1º de agosto. Aos 37 anos, o dirigente encerrou a carreira em campo e vai para a primeira experiência fora das quatro linhas. Como jogador, defendeu as cores da Coruja nas três últimas temporadas.

Em contato com a reportagem do Distrito do Esporte, Marconi não escondeu a alegria de exercer a nova função. “É um setor que eu sempre me identifiquei, até quando atuava como atleta. Sempre fui um de controlar o grupo, com um perfil de liderança, de capitão e eu estou extremamente feliz pelo desafio que eu vou enfrentar agora. Sei que eu vou ter grandes pessoas do meu lado para estar me ajudando”. Durante as três temporadas pelo Capital, sempre com a braçadeira de capitão, o ex-jogador atuou em 25 partidas e marcou dois gols.

Marconi havia se lesionado no fim de 2024, quando estava emprestado ao Porto Vitória, do Espírito Santo. Após seis meses fora de campo, retornou no decorrer da Série D e disputou cinco jogos. Ainda nas primeiras palavras como dirigente, Ribeiro projetou grandes conquistas à frente do clube. “Agradeço ao presidente Godofredo por estar oportunizando nessa transição de carreira de atleta. Sozinho a gente não consegue nada e estamos montando um elenco forte, competitivo e que vai buscar os resultados. Vamos buscar o título Candango, avançar de fase da Copa do Brasil, Copa Verde. Na Série D não vai ser diferente: vamos buscar o acesso”.

Jailson e Marconi comemorando o gol do camisa 11 no jogo entre Capital e Planaltina, pelo Candangão BRB 2024
Jailson e Marconi comemorando o gol do camisa 11 no jogo entre Capital e Planaltina, pelo Candangão BRB 2024. Foto: Mateus Dutra/Distrito do Esporte

Sem calendário profissional no restante de 2025, o Capital volta as atenções para as categorias de base, onde ainda disputa o Candango Sub-15 e 17. A reapresentação do elenco principal está programada para novembro.

Mudanças no Tricolor

Os últimos dias foram movimentados pelos lados do Estádio JK. Após a eliminação na fase de grupos da Série D, uma barca de 15 jogadores rescindiu com o Capital — onde, inclusive, o próprio Marconi estava incluso. Além do novo diretor, foram dispensados os goleiros Reynaldo e Aleksander; os zagueiros Éder Lima e Pedro Romano; Renan Lima, Matheus Silva e Vinicius Baracioli, laterais; os meias Erick Varão, Falcão e Maycon Lucas; e os atacantes Mateus Ramos, Rikelmi, Tobinha e Wallace Pernambucano.

Na quarta divisão do Brasileiro, a campanha em geral foi melancólica: apenas quatro vitórias em 14 jogos. Perdeu e empatou cinco jogos – total de 17 pontos. Apesar de apresentar momentos de competitividade, o time não conseguiu engrenar uma sequência positiva. Empates em casa, derrotas diretas contra rivais de zona de classificação e a dificuldade para fazer gols nos momentos decisivos foram determinantes para a eliminação antecipada. Durante todo o ano, cinco treinadores passaram pelo Capital: Kobayashi, Marcelo Cabo, Roberto Fernandes, Felipe Surian e Dino Camargo.

Mister na casa: português Manuel Rodrigues é o novo treinador do Brasília

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Brasília
Divulgação | Brasília

Um novo treinador desembarcou no Distrito Federal. Manuel Rodrigues, português de 41 anos, chega de terras lusitanas para dirigir o Brasília Futebol Clube durante a Segunda Divisão do Campeonato Candango. O perfil oficial da equipe anunciou a contratação na tarde desta sexta-feira (1/8). O último trabalho do técnico foi na temporada 2020/21, à frente do Sport Club Beira-Mar, à época na terceira divisão de Portugal. Além dele, o Colorado anunciou as chegadas de Ricardo Oliveira, para o cargo de vice-presidente e de Phillype Réquia como diretor executivo. O clube estreia na Segundinha em 30 de agosto, diante do Grêmio Valparáiso.

Desde a saída do Beira-Mar em 2021, Manuel se dedicou à estudos e cursos profissionalizantes no futebol. Na reta final de 2023, ganhou o certificado da Licença Pro da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) — o nível mais alto de formação para treinadores no futebol brasileiro. Exigida na Série A e em torneios continentais, o curso inclui aulas presenciais, módulos internacionais e estágios com clubes de alto rendimento. A entidade reserva vagas para profissionais com Licença A e experiência em competições de elite. O processo seletivo avalia currículo, desempenho anterior e entrevistas.

Durante a curta passagem pelo Sport Club Beira-Mar, clube de coração do treinador, foram apenas seis jogos. O comandante obteve o mesmo número de vitórias, derrotas e empates: duas, cada — 44% de aproveitamento. Neste período, a equipe dirigida por Rodrigues marcou sete gols marcados e sofreu outros dez. Anteriormente, o português havia tido a primeira e única experiência como auxiliar-técnico no pelo Seoul, da primeira divisão da Coreia do Sul. Antes de se aventurar no país asiático, dirigiu o Pedras Rubras, da terceira divisão de Portugal, na temporada 19/20. No clube português, foram 12 partidas: venceu e empatou três e perdeu outras seis.

Manuel sob o comando do Beira-Mar, na terceira divisão de Portugal.

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Atleta do DF, Tandara é pega novamente no doping e pode ter pena ampliada

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Pedro Vilela

Mais uma vez, Tandara Caixeta voltou a ser punida por doping. Natural do Distrito Federal, a jogadora testou positivo para a substância ostarina durante a disputa do Campeonato Brasileiro Master, realizado em abril. Aos 36 anos, ela deverá ficar fora das quadras até julho de 2027. Esta foi a segunda infração da atleta pelo mesmo motivo. Em 2021, às vésperas dos Jogos Olímpicos de Tóquio, Tandara foi cortada da Seleção Brasileira e posteriormente suspensa por dois anos.

Confirmada pela Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD), a nova punição pode resultar no aumento da pena. O caso segue em análise e aguarda decisão definitiva. Mesmo durante o período de inatividade profissional, a jogadora participou do Campeonato Brasileiro Master — voltado a ex-atletas e amadores — sem comunicar a entidade responsável. A primeira suspensão teria fim em maio de 2026. O descumprimento da medida gerou uma nova sanção, de mais dois anos.

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A primeira suspensão de Tandara ocorreu em 2021, durante a preparação final para os Jogos Olímpicos de Tóquio. A jogadora foi afastada da Seleção Brasileira após o resultado positivo para ostarina, substância anabolizante proibida pela Agência Mundial Antidoping. O exame foi realizado fora do período de competição, mas ainda assim resultou em corte imediato da delegação. Em maio de 2022, a pena foi oficializada com dois anos de afastamento das competições.

Apesar de todo o caso, a Seleção Brasileira de Vôlei Feminino não será punida. A federação internacional de voleibol (FIVB) considerou o episódio isolado, sem impacto no resultado coletivo da equipe em Tóquio, onde o Brasil terminou com a medalha de prata. A substância foi identificada apenas nas amostras de Tandara, sem relação com o desempenho do restante grupo.

Carreira de Tandara

Tandara Alves Caixeta é filha de Evaldo Caixeta, ex-jogador amador da AABB (Associação Atlética Banco do Brasil). A ponteira acumula passagens por diversos clubes do país e se notabilizou como uma das principais atacantes do vôlei brasileiro nas últimas décadas. A primeira Superliga foi em 2005, quando tinha apenas 16 anos.

Durante a carreira, foram oito medalhas de ouro com a Seleção Brasileira. Uma na Olímpiada de Londres, em 2012; três de Grand Prix (Tóquio-2014, Bangkok-2016 e Nanquim-2017), uma da Copa dos Campeões (Japão-2013), um Masters Montreaux (Suíça-2017), um Pan-Americano (Guadalajara-2011) e um Sul-Americano (Cáli-2017). Também conquistou duas pratas, no Grand Pix de Macau, em 2011 e na Copa dos Campeões do Japão, em 2017. Além do bronze no Campeonato Mundial da Itália, de 2014.

FFDF define formato de disputa e clubes presentes no Candanguinho Sub-17

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Candanguinho
Foto: Diller Abreu | FFDF

Estão definidos os detalhes do Campeonato Candango Sub-17 2025. Na tarde desta quinta-feira (31/7), representantes de 24 clubes se reuniram na sede da Federação de Futebol do Distrito Federal (FFDF) para definirem, em conselho arbitral, os moldes da competição de base. A reunião confirmou a fórmula de disputa, times participantes e os respectivos grupos. O torneio começa em 30 de agosto. O campeão do torneio garante vaga na Copa do Brasil da categoria em 2026.

Divididos em três grupos, os 24 clubes se enfrentarão dentro das chaves. Classificam-se para o mata-mata os cinco primeiros colocados de cada grupo, além do melhor sexto colocado geral. As oitavas de final serão disputadas em jogo único, com vantagem de empate para a equipe com melhor campanha na primeira fase. Quartas e semifinais terão jogos de ida e volta, com decisão nos pênaltis em caso de empate no agregado. A final será disputada em jogo único, em local definido pela FFDF.

Confira os três grupos:

  • Grupo A: Greval, Samambaia, Formosa, Brazlândia, União, Maringá, Planaltina e Estrelinha
  • Grupo B: Canaã, Real Brasília, Candango, Riacho City, Galáticos, Gaminha, Cresspom e Legião
  • Grupo C: Capital, Gama, Penharol, Ceilândia, Sobradinho, Sesp, Luziânia e Ceilandense

Todo o regulamento foi aprovado mediante aprovação entre os clubes. Ao todo, serão 105 partidas, distribuídas em 13 datas. A presença de um médico em todas as partidas foi aprovada como obrigatória. O profissional, indicado pelo mandante, deve estar à disposição das duas equipes. A FFDF arcará com os custos da arbitragem e fornecerá uma bola oficial por partida ao clube anfitrião. Mais informações e atualizações sobre a competição serão divulgadas nos canais oficiais da Federação.

Também foram definidos os confrontos da primeira rodada. Veja:

Grupo A
Greval x União
Samambaia x Maringá
Formosa x Planaltina
Brazlândia x Estrelinha

Grupo B
Canaã x Galáticos
Real Brasília x Recreativo Gaminha
Candango x Cresspom
Riacho City x Legião

Grupo C
Capital x Sobradinho
Gama x Sesp Brasília
Penharol x Luziânia
Ceilândia x Ceilandense

Herói em 2022, Gabriel Vidal reencontra o Ceilândia: “carinho enorme”

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Foto: Alan Silva

Eliminar o Coritiba no começo deste ano na Copa do Brasil pode ofuscar outras façanhas do Gato Preto em outras edições do torneio. Uma delas, em 11 de março de 2022, foi inédita. Naquele dia, o Ceilândia foi até o Estádio Ressacada, enfrentar o Avaí-SC, à época na Série A do Campeonato Brasileiro. Diante de uma chuva torrencial, os ceilandenses se classificaram pela primeira vez na copa nacional ao baterem os donos da casa por 2 a 1. Gabriel Vidal, autor do gol responsável por classificar o Alvinegro, estará do outro lado da moeda neste sábado (2/7), com a camisa do Água Santa-SP. Os paulistas são os adversários dos candangos no duelo válido pela segunda fase da Série D do Brasileirão.

“Creio que aquele gol foi algo inédito não só pra mim, mas para também para o Ceilândia. A classificação elevou o patamar do clube, até na infraestrutura, que melhorou bastante.” Aos 44′ do segundo tempo, com o jogo empatado em 1 a 1, Gabriel abandonou a zaga e se fez de atacante para aparecer como elemento surpresa na entrada da área. Por ali, ficou com a sobra após a defesa catarinense rebater mal e para finalizar de primeira, no canto esquerdo. Foi o gol da classificação inédita do time ceilandense. “Tenho um carinho enorme pelo clube. Creio que vai ser um encontro especial”, declarou o zagueiro de 28 anos.

Foto: Arquivo pessoal

A campanha do Gato Preto ainda deixou o Londrina-PR pelo caminho, antes de serem eliminados pelo Botafogo. Vidal deixou o Ceilândia no mesmo ano, durante a disputa da Série D. Depois, rodou Brasil afora antes de ser anunciado pelo Água Santa, em março. O Netuno passava por uma reformulação geral após ser rebaixado no Paulistão e o zagueiro de 28 anos foi um dos primeiros reforços para o Campeonato Brasileiro. Natural de Diadema, Gabriel não teve problemas de adaptação e logo assumiu a titularidade. Tornou-se peça fundamental dentro de campo, no sistema defensivo, e fora dele, com papel de liderança no plantel.

Gabriel foi titular em dez dos 14 jogos do Água Santa nesta edição da Série D do Campeonato Brasileiro. Com a chegada do novo treinador Allan Dotti, ainda na 10ª rodada, o zagueiro assumiu a braçadeira de capitão e não largou mais. Ainda sem balançar as redes com a camisa do Netuno, Vidal comentou sobre a possibilidade de marcar contra o ex-clube. “Tenho a esperança de fazer gols com a camisa do Água Santa. É um cube especial porque é da minha cidade. Vou buscar esse gol dentro da competição, mas se fizer, não irei comemorar em respeito ao Ceilândia”, projetou.

Foto: Alan Silva

O confronto de ida da segunda fase da Série D está marcado para este sábado (2/8), às 16h. O Ceilândia visita o Água Santa na Arena Inamar, em Diadema. Sobre o duelo diante do Gato Preto, Vidal preferiu adotar uma postura mais sóbria. “Sempre ajuda mantermos os pés no chão. É uma partida muito importante. As duas equipes são muito equilibradas e fortes. É um jogo digno de mata-mata”. A equipe classificada será definida uma semana depois, em 8 de agosto, no Estádio Abadião. Quem passar para as oitavas, enfrenta o vencedor de Barra-SC e Cascavel-PR.

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Atleta do Brasília Basquete é alvo de ofensas racistas em jogo da LDB

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Brasília Basquete
Foto: Brasília Basquete

Uma partida válida pela Liga de Desenvolvimento de Basquete Sub-22 terminou na delegacia. Na noite da última terça-feira (30/7), o Brasília saiu derrotado pelo União Corinthians-RS por 77 a 76. Após o confronto, o time brasiliense veio a público denunciar um caso de racismo sofrido pelo atleta Rahim Arsene Mouaha, de 20 anos. O jogador foi alvo de manifestações racistas e xenofóbicas vindas de torcedores presentes no Ginásio Poliesportivo Arnão, no Rio Grande do Sul. O episódio marcou a estreia do atleta com a camisa do clube. A Polícia Civil do Rio Grande do Sul investiga o caso.

Em nota, o Brasília informou ter acionado a Liga Nacional de Basquete (LNB) sobre o ocorrido. A entidade aplicou o protocolo antirracista, previsto em regulamento. “Nos solidarizamos profundamente com Rahim, oferecendo todo nosso apoio e suporte ao atleta neste momento. É inadmissível que qualquer jogador tenha sua humanidade violada em um ambiente que deveria promover o esporte e a inclusão. O CAIXA Brasília se compromete a dar todo suporte necessário para que a punição ocorra. Esse não será mais um ato de racismo que ficará esquecido em breve”, completou o pronunciamento.

O clube declarou intenção de acompanhar o caso e cobrar a identificação dos envolvidos. Pedrinho Rava, supervisor do clube, também se pronunciou após o ocorrido. Segundo ele, atitudes dessa natureza não podem ser tratadas como opiniões ou episódios isolados. “O Rahim é um jovem, um profissional exemplar e merece respeito, como qualquer ser humano. O CAIXA Brasília Basquete estará sempre ao lado dos seus atletas, dentro e fora de quadra, e vai seguir combatendo todo e qualquer tipo de preconceito. Racismo não é opinião. É crime, e precisa ser tratado como tal”, declarou.

Mesmo com a derrota do Brasília, Rahim foi um dos principais nomes da partida. Estreante da noite, o armador anotou 25 pontos durante o duelo e foi o segundo maior cestinha do duelo, além de nove rebotes e quatro assistências. Antes de chegar ao time brasiliense, o camaronês estava no Paulistano.

Brasília Basquete
Foto: Brasília Basquete

Mandante da partida, o União Corinthians também repudiou os atos. O clube afirmou ter tomado conhecimento da denúncia ainda durante a partida, após alerta da comissão técnica e de atletas do Brasília. De acordo com a nota, dirigentes e o representante oficial da Liga Nacional de Basquete iniciaram imediatamente uma tentativa de identificar o autor das ofensas, mas não houve êxito. A direção reforçou o compromisso com os protocolos da LNB e afirmou ter adotado todas as medidas cabíveis diante do caso. O pronunciamento também repudiou qualquer forma de racismo, preconceito ou discriminação.

Nesta quarta-feira (31/7), durante a primeira posse de bola na partida diante do Pato Basquete, os jogadores do Brasília cerraram os punho em forma de protesto e apoio ao companheiro de equipe.

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Brasília Basquete promove campanha para definir modelo da terceira camisa

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Brasília Basquete

Os torcedores do Brasília Basquete terão participação significativa na escolha do novo terceiro uniforme da equipe. Nos últimos dias, o perfil oficial do clube publicou os três modelos disponíveis na campanha “Escolha Monumental”, onde a torcida escolherá qual será a camisa utilizada durante o NBB 25/26. A votação vai durar cerca de duas semanas: começa neste domingo (2/8) e vai até 15 de agosto. No dia seguinte, o clube anunciará o modelo escolhido. O público pode votar pelo aplicativo Kwai, na página da equipe. 

As três camisas possuem visual semelhante, mas se diferenciam nos detalhes e nas homenagens à capital federal. O primeiro modelo aparece em azul turquesa, com recortes em azul marinho inspirados no céu da cidade. A textura remete às tesourinhas do Plano Piloto e aos azulejos de Athos Bulcão, artista responsável por decorar edifícios e monumentos no Distrito Federal. O uniforme exibe quatro estrelas em alusão aos maiores títulos da história do clube: três NBBs (2009/10, 2010/11 e 2011/12) e o Campeonato Brasileiro de 2007.

Batizado de ‘Azul Monumental’, o segundo modelo segue a mesma pegada do primeiro, mas com as cores inversas: agora, o azul marinho é predominante por todo o uniforme, enquanto os detalhes adotam um tom azulado mais claro e branco. As referências às tesourinhas e artes de Athos Bulcão também estão presentes na camisa. Este, no entanto, não conta com as estrelas dos títulos brasileiros. Na parte de trás da gola, o lema “Capital do Basquete” estampa a identidade do clube.

Por último, a terceira opção para o novo terceiro uniforme do Brasília Basquete vem na cor branca. O ‘Concreto Monumental’, de acordo com o clube, é inspirado na força e na sobriedade da cidade. Com os detalhes em tons de cinza e preto, o modelo faz referência à arquitetura e identidade visual da capital federal. A camisa também segue sem as estrelas em alusão às conquistas, mas também conta com a frase “Capital do Basquete” na parte superior das costas.

Mais novidades

Depois da repercussão positiva com a campanha, o clube aproveitou para começar a anunciar algumas novidades no elenco e comissão do NBB 25/26. A primeira delas foi publicada nesta segunda-feira (28/7): a permanência do técnico Dedé Barbosa. No clube desde 2022, o treinador de 48 anos comandará o Brasília pela terceira edição consecutiva do Novo Basquete Brasil. Na última temporada, a equipe brasiliense terminou a primeira fase na 4ª colocação, com 55.9% de aproveitamento e classificou a equipe aos play-offs após mais de cinco anos.

Além da renovação com o Dedé, outros três jogadores remanescentes tiveram a permanência anunciada. A primeira foi a de Daniel Von Haydin, principal nome do Brasília durante a edição 24/25. Neste momento, o ala está a serviço da Seleção Brasileira em um torneio amistoso na China. Daniel ainda foi premiado como o atleta com maior evolução entre uma temporada e outra de todo o NBB. Outro garantido é Allan Beller. Cria da base, o jovem de 21 anos caminha para o terceiro ano como profissional do clube. O ala-pivô Daniel Mendonça foi o último confirmado como parte do elenco da próxima temporada.

Brasília Basquete
Dedé Barbosa permanece como treinador do Brasília Basquete para a temporada 25/26. Foto: Pedro Santana

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