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Luiza Estevão: “Esse é o ano do Brasiliense”

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Luiza Estevão
Foto: Instagram/Luiza Estevão

Por Bruno H. de Moura e Victor Parrini

Filha do empresário e ex-senador Luiz Estevão, figura que arrebata sentimentos díspares – a uns idolatria, a outros antipatia -, Luiza Estevão não herdou apenas o afixo paterno, mas principalmente a paixão de infância do pai: o futebol.

Remando contra a maré de outros experientes dirigentes e cartolas do futebol brasileiro, atualmente, o Brasiliense é comandado não apenas por um jovem de 24 anos, mas por uma mulher. Caso raro, ainda mais se tratando de uma atividade esportiva dominada pelo falo, o Jacaré do papo amarelo é uma espécie de oásis na modalidade nacional, dentre as várias razões, por sua mandatária.

Oficialmente Presidente, autoproclamada vice-presidente – para Luíza o cargo máximo do Brasiliense sempre pertencerá a seu pai -, a cartola de pensamento rápido, língua afiada e mente desconfiada levou o Jacaré rumo a um título inédito: A Copa Verde 2020.

É a primeira competição nacional faturada pelo Brasiliense desde 2006, há 14 anos. É a segunda Copa de caráter nacionalizado em que o time vai longe. Em 2002, no polêmico campeonato da Copa do Brasil daquele ano, o Brasiliense foi finalista, mas sucumbiu ao apito amigo corintiano de Carlos Eugênio Simon.

Em entrevista ao Distrito do Esporte, Luiza Estevão falou sobre o título da Copa Verde, o elenco do Brasiliense, a saída de Edson Souza e a chegada de Vilson Taddei, as expectativas para a temporada 2021, os adversários do Brasiliense no Candangão, como quase contratou o atacante Ademir, principal nome do atual elenco do América-MG, os veteranos do Brasiliense, a possibilidade de categorias de base e a percepção de seu pai a respeito da gestão de Luíza à frente do Brasiliense.

A seguir você confere a íntegra do bate-papo com Luíza Estevão.

Distrito do Esporte – Vocês esperavam ganhar o título da Copa Verde quando tiveram o primeiro jogo da competição?

Luíza Estevão – Não vou dizer que esperávamos, mas estávamos confiantes. Temos um time muito bom e conseguimos mostrar isso. Estamos trabalhando há muito tempo para conseguir um time fechado e entrosado, do jeito que temos agora. No primeiro jogo, a gente ganhou do Vitória-ES de 4×0, já mostramos o poder que o Brasiliense tinha para chegar à frente na competição. Mas o que realmente colocou a chance de título na nossa cabeça, foi ter eliminado o Atlético-GO, que era um dos favoritos a ganhar. A gente só pegou time difícil, uma chave complicada e com equipes candidatas ao título.

DDE – Então a chave virou a partir daquela vitória sobre o Atlético-GO por 2×1 em Goiânia?

LE – Foi. Acredito eu.

DDE – E o elenco também teve essa percepção ou foi só você?

LE – (Luíza da uma leve risada) O elenco também. Não querendo desmerecer o trabalho das outras equipes na Copa Verde, mas jogamos contra o Vitória-ES e contra o Luverdense-MT, duas equipes que ainda estavam em fase de montagem de elenco. Então, talvez os dois times não representassem a dificuldade que viria pela frente. A gente sentiu maior dificuldade a partir dos confrontos diante do Atlético-GO, que foram em jogos de ida e volta.

DDE – Eu lembro de acompanhar no Serejão o jogo diante do Vila-Nova, e eles tinham certeza que iriam chegar à final ne?!

LE – Sim. Tinham certeza. Eu não me incomodo com eles tendo essa certeza porque eles eram um dos favoritos ao título. Eles vieram com a cabeça cheia que poderiam levar  a classificação a final, e vieram com tudo. Tanto que venceram o segundo jogo, mas foram eliminados nos pênaltis. E acredito que a eliminação foi o motivo da indignação de membros da comissão técnica e diretoria, que estavam sentados na arquibancada, ficarem bem abalados com a eliminação, que não estavam esperando.

DDE – Você acha que a empáfia desses times, o fato de Atlético-GO jogar a Série A, e Vila Nova-GO ser o atual campeão da Série C do Brasileiro pesou nas respectivas eliminações?

LE – Acredito que não. Eles vieram sabendo que o Brasiliense tinha um time muito forte. No primeiro jogo, o Atlético-GO jogou com uma equipe bastante mista, com juniores e acho que só quatro reservas, enquanto no segundo, após a partida contra o Santos pela Série A, eles já vieram direto para o confronto final, sabendo que éramos um adversário difícil, senão não teriam vindo com o time completo, que joga a primeira divisão.

DDE –  O Brasiliense encarou de igual para igual times de Série A, como o Atlético GO e o Cuiabá, times de Série C como o Vila Nova que foi campeão do torneio e o Remo que também subiu e quase foi campeão. Então os adversários que o time encarou foram de divisões do futebol brasileiro. Mas o Brasiliense está na Série D, no momento e acabou sendo eliminado no último ano para o Mirassol que foi o campeão:

LE – Acho que a gente deu azar na tabela, justamente porque Brasiliense e Mirassol-SP eram dois favoritos ao título da Série D. São coisas do futebol que acontecem. Mas eu acho que as pessoas têm que parar um pouco de dizer ‘Um time de Série D’, de certa forma, menosprezando os times da quarta divisão. Para você ver, o próprio Mirassol que era um time de Série D, ganhou do São Paulo e o eliminou do Paulistão.  A Série D sempre tem times muito fortes. É uma das divisões mais difíceis de se conquistar o acesso, comparado às Séries C e B. Não é uma competição que deve ser menosprezada.

DDE – Na sua perspectiva, com o comando técnico de Vilson Tadei, que já resultou no título da Copa Verde, esse é o ano do título da Série D e, consequentemente, do acesso à terceira divisão?

LE – Acredito que este é o ano sim! Claro, a gente não pode dizer isso com tanta certeza porque, afinal, são coisas do futebol. Mas o nosso objetivo é ser campeão da Série D. Já temos os troféus das Séries B e C, então falta o da quarta divisão para nos consagramos. Com essa contratação, com essa pré-temporada que tivemos, teremos mais tempo de preparação. Temos uma comissão técnica muito competente, o pessoal pergunta muito sobre essa rivalidade, se tem a ver uma coisa com a outra, mas a gente faz as contratações, as mudanças no time, pensando na gente…

DDE – Então quando o Brasiliense contratou o Vilson Taddei ele não estava pensando o Gama?

LE – De forma alguma.

DDE – Saiu uma informação de que teria sido um pedido político para enfraquecer o Gama por questões de eleição em 2022.

LE – Não, de forma alguma. A gente estava na verdade precisando trocar de técnico naquele momento. Eu sei que muitas pessoas vendo de fora acham até difícil de acreditar “mas porquê?”. Fizemos a melhor campanha da Série D até então, mas acontecem coisas nos bastidores, e foi uma coisa conversada com elenco, comissão, e o melhor técnico naquele momento era o Vilson Taddei. Lembrando que o melhor técnico para gente, não importa em qual time ele estava.

DDE – O Brasiliense venceu o Samambaia com um elenco, que não vou chamar de reserva, mas de jogadores que não entram muito.

LE – O Brasiliense, no momento, está com um elenco muito qualificado, onde não temos nenhum titular absoluto no Brasiliense. E muitos daqueles jogadores que jogaram não haviam atuado ainda pelo Brasiliense, muito por causa das normas da Copa Verde, o Vila Nova teve o mesmo problema, e esses jogadores tiveram a oportunidade agora de jogar no Candangão.

DDE – Vai existir uma rotatividade maior do Brasiliense com relação ao elenco recheado. O Brasiliense vai colocar meio que times do Rio de Janeiro e colocar o sub-23 para disputar o Candangão?

LE – Não tenho como dizer isso, apesar de termos feito isso agora nas primeiras rodadas do Candangão. Isso porque tivemos uma campanha incansável agora na Copa Verde, jogando, muitas vezes, duas vezes por semana, e tudo isso logo na sequência da Série D. Então, alguns atletas estão bem cansados e optamos por dar chance para quem não vinha jogando. Mas a gente não pode pensar que o Candangão é uma competição fácil que dá para jogar assim.

DDE – Levar nas coxas?

LE – Isso, não dá para levar nas coxas, mas a gente vai buscar sempre colocar o melhor time em campo. Se tiver uma alta rotatividade é porque temos um elenco muito qualificado e são várias as opções para a comissão técnica que é realmente quem irá decidir.

DDE – Você disse que acompanha muito futebol e eu te acompanho no twitter e sei que é verdade. Você só não acompanha os jogos do América – MG, mas é um hábito que você vai adquirir com o tempo, quando começar a ver o que é o futebol de verdade (o repórter é torcedor do América)

LE – Eu gosto muito do América-MG também, inclusive, o atacante Ademir quase veio para o Brasiliense.

DDE – Como assim o Ademir, você queria prejudicar meu Coelhão, o que que é isso?! (o repórter é muito torcedor do América-MG e começa a rir)

LE – Não, não. O Ademir jogava no Patrocinense-MG, e alguns anos atrás nós fizemos um amistoso na estreia do estádio deles. Foi muito legal, nós fomos muito bem recebidos lá, e o Ademir deu um show, tanto é que eu falei tanto dele que o pessoal da rádio lá de Patrocínio me entrevistou e disse: “Luíza, você quer tirar nosso jogador né”, eu falei “Quero!”. No meio disso ele foi pro América, justamente para o América, então isso ficou e eu tenho memórias boas e gosto muito do América.

DDE: Mas eu estava fazendo essa introdução, primeiro para valorizar o Coelhão, mas para te perguntar: quem você acha que são os adversários diretos do Jacaré na competição?

LE – É um candangão atípico, diferente. Eu vi sua matéria que você fez sobre o arbitral e as mudanças no candango e eu fui uma das pessoas que votou pelos pontos corridos. Porque eu acho que inclusive a Série D poderia ser de pontos corridos, porque eu acho que 32 times de mata-mata é muito. Mas todos os clubes entenderam muito bem a necessidade da federação. Mas como ficou desse forma ficou complicado. Eu não posso dizer, mas o Gama, o Real Brasília e o Capital são adversários diretos para o Brasiliense. Acredito que, passando da primeira fase, qualquer um será um adversário direto também.

DDE – O Vilson Taddei deu uma entrevista para a WebZone e ele disse que um dos motivos que ele foi para o Brasiliense foi para abrir um canal para as categorias de base. Vocês estão pensando em criar uma categoria de base para o Brasiliense?

LE – Pensar, a gente sempre pensa, mas o Brasiliense não tem base há 11 anos, e tem uma razão para isso.

DDE – E qual a razão para isso?

LE – Eu não essa pergunta há 11 anos (rsrsrsrs). Claro que eu dei uma entrevista recentemente que eu falei muito sobre isso, mas quando encerrou a base a gente não imaginou que seria por tanto tempo. Mas não é segredo nenhum que minha família passa por momentos complicados, o que dificulta a expansão de projetos como esse, até tranquilizamos nossa situação. Mas é um assunto que está sempre na minha cabeça, especialmente categorias sub-19, pois tenho muito interesse em disputar a Copinha. A gente tinha planos e comissão técnica para iniciarmos o sub-19 em 2020, porém, devido à pandemia, ficou muito mais complicado de executar.

DDE – Mas a médio e longo prazo ou a se perder de vista?

LE – No momento a médio e longo prazo, porque o foco é subir nosso time principal para a Série C. E com a incerteza que a gente tem do futebol, hoje eu não sei se o futebol vai parar continuar, então é complicado fazer nessa incerteza.

DDE – O Brasiliense que está diminuindo a média de idade, o que sempre foi uma crítica da torcida “ah, o Brasiliense só tem velho, só tem jogador caro e experiente”, mas as últimas contratações foram jogadores novos, como o Luquinhas.

LE – Mas temos uma variação muito boa de idade. Inclusive temos o Coquinho de 16 anos, que está integrado à nossa equipe. Mas eu não trabalho procurando essa ou aquela idade, eu trabalho procurando jogadores bons que possam integrar o time.

DDE – Por isso que você contratou o Jorge Henrique?

LE – Não foi por isso, foi porque ele é um jogador bom que vai integrar a equipe. Era um jogador que estava na Série B e ele vai ajudar a gente bastante.

DDE – Essa dupla de ataque, Zé Love e Jorge Henrique, o que você pensa dos dois jogando juntos na titularidade pelo Brasiliense?

LE – O Zé Love foi o artilheiro da Série D.

DDE – Foi uma surpresa para você a artilharia do Zé Love?

LE – Nem um pouco, a gente contratou ele para jogar bem ué. Foi uma surpresa para a torcida, para a imprensa, pro povo que fica falando que o Brasiliense só contrata velho e não dá em nada. Pra mim não foi surpresa nenhuma. E não será surpresa essa dupla jogar muito bem juntos lá na frente.

DDE – Entendi. Vai queimar a língua dos críticos?

LE – Eu não preciso também, eu não faço nada pensando em crítico. Claro que quando acabam queimando a língua é bom e eu me sinto na obrigação de encher o saco. Mas eu não procuro ativamente fazer isso (fala rindo).

DDE – Eu sei que você não vai responder, mas eu preciso perguntar. O bicho da Copa Verde foi bom?

LE – Não sei. Sei não. Eu perdi essa reunião, tava dormindo, estudando.

DDE – Mas teve?

LE – Não sei não. Não sei não (risadinhas).

DDE – O Sucuri, quando ganhou o título da Copa Verde gravou uns vídeos direcionados ao jornalista Danny Pança que é identificado com o Gama. Vocês chegaram a conversar com o Sucuri sobre isso, acham que ele passou um pouco do ponto?

LE – Eu acho que ele estava em seu momento. O próprio Danny Pança também já fez vários comentários direcionados ao Sucuri. Mas acho que o goleiro, no calor do momento, se exaltou um pouco. Claro que comemorar, fazer esse tipo de comentário. Esse tipo não ne?! Mas esse tipo de provocação faz parte do futebol, é uma coisa que agrega muito ao jogo, mas acho que ali naquele momento ele passou um pouco do ponto.

DDE – Falando em Sucuri, ele teve uma fase importante no Brasiliense, no Candangão. Mas porque vocês contrataram o Fernando Henrique naquele momento se o Sucuri estava tão bem? E porque vocês dispensaram o Fernando Henrique depois de tanto tempo?

LE – O Fernando não foi dispensado, ele está emprestado para o Santo André. Na verdade esse é um namoro antigo, a gente estava tentando trazer ele há um bom tempo e o Sucuri é titular do Brasiliense há muito tempo e as pessoas não podem ficar acomodadas. O que aconteceu foi que perdemos ali nosso jogador reserva, o Elisson, que é um goleiro excelente inclusive, e ai o Sucuri ficou sem uma competição direta, então foi uma oportunidade, até porque o Santo André tinha dispensando os jogadores por causa da pandemia e etc.

Então, por opção técnica, o Sucuri ficou no banco e os dois sempre tiveram uma relação muito boa inclusive nos treinos.

DDE – Por fim, para encerrar. Papai (Luiz Estevão) está feliz com o comando de Luiza Estevão no Brasiliense?

LE – Está muito. Está feliz comigo aqui, está feliz com as nossas conquistas e está feliz com o time também que é o maior sonho dele de criança era ser presidente de um time de futebol e ver o time ter sucesso assim é uma coisa muito boa.

O ganho do futebol do DF com título do Brasiliense na Copa Verde

Ao final da conversa, Luiza Estevão falou sobre a importância do título da Copa Verde, não só para o Brasiliense, mas também para o cenário do Distrito Federal. “Estou torcendo pelo futebol de Brasília. Eu acho que a Copa Verde que o Brasiliense conquistou é muito importante para nós e para o futebol do Distrito Federal. E, com o título da Copa Verde, agora, temos o Real Brasília na Copa do Brasil 2021. Portanto, o DF agora conta com três representantes no torneio nacional. Isso é bacana, pois sobe o ranking da FFDF, dá mais visibilidade aos clubes”, pontuou.

PS: A entrevista foi gravada no dia 05 de março de 2021 por telefone com o repórter Bruno Henrique de Moura, o tal torcedor do América-MG.

Candangão 2021 está suspenso por pelo menos duas semanas

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Arte: Danilo Queiroz/Distrito do Esporte

Por Redação do Distrito do Esporte

O Campeonato Candango está oficialmente paralisado. Após esbarrar no decreto que impede a realização de eventos esportivos no Distrito Federal e na proibição, de última hora, de partidas em Formosa (GO), a Federação de Futebol do Distrito Federal (FFDF) jogou a toalha e decidiu suspender a competição pelos próximos 15 dias. A decisão foi tomada, na noite desta quinta-feira (11/3), em reunião com os clubes participantes do torneio local.

O encontro, inclusive, foi motivado justamente pela perda de mais uma praça para a realização de partida. O prefeito do município de Formosa (GO), Gustavo Marques, decidiu durante a manhã aumentar as restrições de combate à covid-19 após recomendação proferida pela promotora Andreia Barcelos, do Ministério Público de Goiás (MP-GO). Com isso, a FFDF ficou com apenas duas opções de mando de campo: Luziânia (GO) e Unaí (MG).

O encontro, realizado de forma on-line, definiu que a competição será interrompida nesta sexta-feira (12/3). A última partida com realização garantida será entre Luziânia e Formosa. O jogo está marcado para o estádio Serra do Lago, às 15h30. O confronto é válido pela terceira rodada do torneio local. No município goiano, até o momento, não existem restrições para que ocorram eventos coletivos nos espaços esportivos.

Taguatinga x Sobradinho, Real Brasília x Santa Maria e Gama x Brasiliense serão as partidas com realização pendente da terceira rodada. As demais rodadas serão disputadas somente após o fim do decreto implementado pelo Governo do Distrito Federal (GDF) ou reavaliação da situação no entorno. No comunicado, a FFDF alegou estar seguindo as recomendações do Executivo local e anunciou a paralisação até, na melhor das hipóteses, 22 de março.

Veja a nota da FFDF na íntegra

Em reunião realizada na noite desta quinta-feira (11), de forma online, a Federação de Futebol do Distrito Federal – FFDF e os 12 os clubes participantes do 46° Campeonato de Futebol Profissional do DF decidiram suspender a competição até o próximo dia 22/03, acompanhando o lockdown decretado pelo GDF. Entretanto, a partida que já estava marcada para ser realizada no estádio Serra do Lago, em Luziânia, entre a equipe da casa e o Formosa, pela terceira rodada, está mantida. Todos os demais confrontos estão, desta forma, suspensos.

Real Brasília perde para o América-RN e dá adeus à Copa do Brasil

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Foto: Júlio César Silva / Real Brasília

Por Michael Nunes

Pela primeira fase da Copa do Brasil 2021, Real Brasília e América- RN  se enfrentaram na tarde desta quinta-feira (11/3) no estádio Serra do Lago, em Luziânia. A arena sofreu fortes críticas da diretoria pontepretana após a vitória da macaca sobre o Gama, também  pela Copa do Brasil na última quarta feira (10).

Primeiro Tempo:

A etapa inicial começou com o Real Brasília mais fechado, com o time potiguar partindo para o ataque. Logo aos 7 minutos o meia Iranilson do América sofreu uma grave contusão, o atleta faturou o braço e foi levado de ambulância para o hospital de Luziânia. No lugar do meia, entrou o atacante Caxito.

O primeiro ataque do jogo foi somente aos 19 minutos, após batida de chapa de meio campo de Elvinho, para defesa sem sustos de Deola.

O América gostava do jogo. Wallace Pernambucano fez boa jogada, invadiu a área, bateu forte dando trabalho para o experiente goleiro Deola que espalmou. O Real Brasília respondeu e teve uma chance clara para abrir o placar. Pedrinho avançou pela ponta direita, fez o arco, mas o seu companheiro Carlos Henrique desperdiçou.

Os donos da cada apostavam nas jogadas aéreas, mas a zaga do América estava bem posicionada. Aos 34 minutos a chance de gol mais clara da partida foi do Real Brasília. Tarta fez linda jogada e tocou para David Manteiga bater forte, obrigando o arqueiro Samuel Pires operar um milagre.

Uma boa partida do goleiro Samuel Pires. Em novo ataque do Real com Pedrinho, o camisa 1 se saiu bem novamente. No final do primeiro tempo, Erick Gabriel veio pelo meio e arriscou de longe, porém a bola subiu demais.

A partida teve um acréscimo de 10 minutos. Aos 49 minutos, o time Potiguar teve um escanteio ao seu favor, no bate rebate a bola sobrou para Serginho que finalizou mal. Ainda deu tempo de Tarta fazer outra boa jogada, porém a finalização foi por cima. Fim do primeiro tempo.

Foto: Júlio César Silva/ Real Brasília

Segundo tempo:

A etapa final iniciou com o Mecão indo para cima. A iniciativa deu resultado. Logo aos 7 minutos Romarinho fez grande jogada, achou Wallace Pernambucano pela esquerda que viu Caxito, o substituto do contundido Iranilson, mandar para o fundo da rede aurianil. América de Natal na frente.

No minuto seguinte o Real Brasília quase empatou com David Manteiga. O volante arriscou com categoria e a bola explodiu no travessão. O jogou ficou morno e diminuiu a intensidade. Aos 24 minutos quase o Mecão amplia o placar novamente com Caxito, mas desta vez o atacante não teve sorte.

O América continuava dominando a partida. Kabrine afastou bem em jogada de Clebinho. O travessão salvou o Real Brasília de sofrer o segundo gol. Flávio Boaventura subiu no quarto andar e testou firme no travessão. Aos 38 da etapa final, o América RN fez o segundo gol. Dessa vez em jogada aérea o atacante Luan Silva cabeceou firme e ampliou. Real Brasília 0-2 América-RN.

O time potiguar só esperou o apito final, fim de papo, América RN se classifica para a segunda fase da Copa do Brasil, garantindo R$ 1.5 Milhão pela classificação. Já o Real Brasília da adeus à competição.

O que vem por aí

O Real Brasília volta a focar 100% no Candangão. A equipe não vem fazendo boa campanha no campeonato, não somou nenhum ponto e é o lanterna do grupo A. Já o América-RN aguarda seu adversário na competição nacional e retorna suas atenção ao campeonato potiguar, em que lidera com 100% de aproveitamento.

Real Brasília 0

Deola, Gabriel Arantes, Felipe Marcelino, Cristian Lucca, Kabrine, David Manteiga, Tarta, Rychely, Pedrinho (Júnior Batata), Carlos Henrique (Moisés Brito) e Erick Gabriel (Matheus)

América RN 2

Samuel Pires, Éverton Silva, Flávio Boaventura, Alisson Brand, Peri, Serginho (Clebinho), Felipe Guedes, Iranilson (Caxito), Romarinho, Elvinho (Luan) e Wallace Pernambucano (Cláudio Murici)

EXCLUSIVO: Prefeito de Formosa suspende jogos na cidade e afeta Candangão

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Foto: Reprodução

Por Bruno H. de Moura e Juni César

O prefeito de Formosa, Gustavo Marques, suspendeu a autorização dada para jogos na cidade do entorno do Distrito Federal. A informação foi confirmada com o secretário de esportes da cidade, Caburé e com o prefeito do Município, além da FFDF.

Marques recebeu um telefone da promotora Andreia Barcelos do Ministério Público de Goiás ameaçando processar o prefeito com ação civil pública se não suspendesse os eventos esportivos em Formosa de ainda hoje. Há forte pressão do setor de comércio para o mandatário impedir a continuidade dos jogos na cidade, já que os serviços empresariais seguem proibidos.

Gustavo Marques ampliou o lockdown na cidade no dia de hoje. Agora a suspensão de atividades estará valendo até, pelo menos, dia 18/03/2021.

O jogo entre Samambaia vs Capital fica sem local. As delegações já estavam na cidade. A FFDF fará uma reunião emergencial ainda hoje, conforme informação do diretor de futebol, Márcio Coutinho.

Nota oficial da prefeitura:

Em cumprimento da recomendação da promotora Andrea Barcelos (MP-GO), e atendendo às últimas notas técnicas da Secretaria de Estado de Saúde de Goiás sobre eventos que possam causar aglomeração de pessoas em cidades que estão classificadas como “risco altíssimo de contágio”, a Prefeitura de Formosa anuncia a suspensão das atividades esportivas que estavam previstas no Estádio Municipal Diogo Francisco Gomes (Diogão) nos próximos dias, incluindo os jogos do Campeonato Brasiliense que ocorreriam no local. 

 

 

Seleção da Rodada #2 – Campeonato Candango 2021

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Arte: Danilo Queiroz/Distrito do Esporte

Após o término de cada rodada do Campeonato Candango 2021, o Distrito do Esporte apresentará a Seleção da Rodada, um esquadrão eleito pelos jornalistas do portal e convidados, que tiveram a missão de indicar os melhores de cada posição na rodada. A escolha dos jogadores que integram o esquadrão de cada um dos certames do torneio local é baseada unicamente no desempenho das atletas e times durante as partidas da competição.

Para ficar ainda melhor, os leitores do Distrito do Esporte também podem interagir e participar na escolha do Craque da Rodada. Ao fim desta matéria, uma enquete estará disponível para que você possa escolher seu atleta preferida. O vencedor da votação pública será divulgado na matéria da Seleção da Rodada subsequente e nas redes sociais do site. Vale lembrar que cada usuário só poderá votar uma vez e é preciso estar conectado à conta Google.

Nas partidas da segunda rodada do Candangão, Taguatinga, Capital, Gama, Brasiliense e Luziânia emplacaram jogadores na Seleção da Rodada. Desta forma, o time ficou formado com Matheus (Gama); Wester (Capital), Vinícius (Gama), Perivaldo (Luziânia) e Romarinho (Capital); Leandro Bulhões (Capital), Filipe Werley (Gama) e Peninha (Brasiliense); Lucas Victor (Taguatinga), Roberto Pitio (Capital) e Itagol (Taguatinga). Júnior Araújo (Taguatinga) foi escolhido como o melhor técnico.

Vote no Craque da Rodada #2

Sala de Imprensa #13 – “Acostuma-te à lama que te espera!”, ô futebol do DF

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O texto se trata de um artigo de opinião e, portanto, é de inteira responsabilidade de seu autor. As opiniões nele emitidas não estão relacionadas, necessariamente, ao ponto de vista do Distrito do Esporte.

Por Bruno H. de Moura*

Li no portal Metrópoles, coirmão deste Distrito do Esporte, que o presidente da Arena BSB, Richard Dubois, já está com a data de 11 de abril reservada para receber Flamengo x Palmeiras pela Supercopa do Brasil.

Segundo ele, a ideia é que a capital federal, e por óbvio seu Mané Garrincha, arena que o consórcio de Dubois arrendou por 35 anos e R$ 5 milhões por ano, receba a partida entre os campeões da Copa do Brasil e da Série A do Campeonato Brasileiro todos os anos.

Falta um mês ou 30 dias ou 720 horas, aproximadamente, para a bola rolar nessa partida que não vale absolutamente nada. Sinceramente. O que vale a final da Supercopa do Brasil? Quem por aí vai bater no peito e falar, em 2022, 2023, 2024, que seu time foi campeão da gloriosa Supercopa do Brasil? Por acaso o torcedor corintiano sai por ai bradando que ganhou a Supercopa de 1990? Ou o flamenguista que bateu o Athletico-PR em 2019?

Desconheço.

Mas eu te garanto que o amante do futebol candango lembrará muito bem do escárnio que a política candanga, em especial do Excelentíssimo Senhor Governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, segue cuspindo na cara do futebol local.

Não preciso nem falar da tão carimbada carência de apoio financeiro estatal, que só deu migalhas a alguns clubes do DF após a repercussão negativa dos milhões – que virarão bilhões pelo modelo de negócio adotado – ao Clube de Regatas do Flamengo, ou do ridículo investimento do dobro do valor ao Basquete do Flamengo em detrimento do tetracampeão brasileiro Brasília Basquete, que hoje vive uma situação de tão deprimente que eu nem sei como descrever.

Bastava ao governador, que sequer tem coragem de ir a um estádio de futebol do Distrito Federal e, em absolutamente todas as oportunidades que teve durante seu governo, mandou o vice-governador fazer as vezes de chefe do executivo local, demonstrar o mínimo de empatia pelo futebol de Brasília e autorizar a volta da modalidade em solo candango.

E não falemos que a pandemia de coronavírus – questão essencial e importantíssima que deve ser tratada como tal – é a ratio decidendi de Sua Excelência para proibir atividades de cunho esportivo no Distrito Federal. Não foi o governador que uma semana após decretar um lockdown no setor de serviços permitiu academias e escolas de voltarem com suas atividades?

Esse mesmo governador não teve a honradez de assinar o ofício em resposta à Federação de Futebol do Distrito Federal (FFDF) denegando do pedido da entidade e dos clubes de flexibilização, para o torneio, da proibição de jogos no DF. Colocou um diretor da Secretaria de Esporte e Lazer (SEL/DF) para dar a notícia denegatória. Se é que se deu ao trabalho de receber em mãos o documento.

Mas, agora, pipocam notícias, que este repórter confirmou, de que Brasília poderá receber a gloriosa final da Supercopa do Brasil, tão importante quanto as minhas partidas de tênis no Setor de Clubes Sul. Enquanto isso, o Candangão 2021 virou Entornão 2021 e, em uma semana, Serra do Lago, em Luziânia, receberá cinco jogos e o Diogão, em Formosa, outros quatro.

E que não se engane o torcedor: Sua Exc.ª não apenas sabe da ideia como trabalhará nos bastidores pela vinda da partida a solo candango, como fez no ano passado. E mais. A ninguém assustará caso o governador esteja nos camarotes da Arena BSB, vermelhos, a cor do Flamengo, vermelho a cor da vergonha de dar tudo ao time carioca e nada, sequer estádios de futebol, aos times do DF.

Não duvide, torcedor, se o GDF manter a proibição de futebol local em Brasília mesmo com o retorno gradual das atividades em Brasília, tal qual feito ano passado, em que bares, restaurantes e até cinemas já eram permitidos, mas o esporte profissional não. Ah, falar nisso, alguém se lembra que a mesma Arena BSB ofereceu seu glorioso espaço para o campeonato carioca voltar em maio do ano passado enquanto os times locais suavam para pagar as contas?

Proporei à FFDF que adote um epílogo nas próximas comunicações que tiver com o GDF, em homenagem ao belo tratamento que o futebol candango recebe:

Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de sua última quimera.
Somente a Ingratidão – esta pantera –
Foi tua companheira inseparável!

Acostuma-te à lama que te espera!
O homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.

Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.

Se alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!

Poema: Versos Íntimos. Pau d’Arco, 1906, Augusto dos Anjos.

Publicado no livro Eu (1912).

In: REIS, Zenir Campos. Augusto dos Anjos: poesia e prosa. São Paulo: Ática, 1977. p.129-130.

*Bruno Henrique de Moura é jornalista e advogado. Filho orgulhoso da Universidade de Brasília, já falou de política e economia no JOTA e no Estadão. No esporte do quadradinho passou por Esportes Brasília, Lance FM, Terra FM, Nova Aliança, Nossa Brasil FM, Ativa FM entre outras. Hoje se divide entre a advocacia criminal, o Distrito do Esporte, o cargo de Assessor Especial da Presidência da ABRACE e broncas do seu professor de tênis. 

Formosa perde seu único lateral direito, mas já acerta com substituto

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Arte: Danilo Queiroz/Distrito do Esporte

Por Bruno H. de Moura

O Formosa Esporte não conta mais com os serviços de Léo Rodrigues. O lateral direito com passagens por Navegantes, Imperatriz, Passo Fundo, Marcílio Dias, Vila Nova, Macaé, Sampaio Correa, Tombense e Figueirense se despediu do Tsunami do Cerrado na última segunda-feira (8/3). O jogador pediu o término do seu vinculo com o time goiano.

Para a posição do jogador, único lateral direito do elenco do alviverde goiano, a diretoria fechou com Diogo Bahia, também lateral direito. Destro, de 1,75 m de altura, Diogo tem caraterísticas parecidas com as de Léo Rodrigues.

Segundo apurou a reportagem, o técnico Marcelo Casado não conta com o jogador para o importantíssima partida diante do Luziânia, sexta-feira (12/3), às 15:30 no estádio Serra do Lago em Luziânia. Diogo está em trâmites de saída do seu atual time e não deve ter condições de registro, e físicas, até sexta-feira. Casado vai ter de improvisar um volante ou zagueiro na posição.

Atleta também de 29 anos jogou grande parte de sua carreira no futebol gaúcho, dentre os clubes o Toledo, Batel, Passo Fundo, Cruzeiro-RS e Luverdense são algumas das equipes no currículo do baiano de salvador. Diogo está jogando no União Harmonia e, no momento, rescinde seu contrato com a equipe de Canoas-RS. O União Harmonia disputará a Segunda Divisão do futebol Gaúcho em 2021. O torneio equivale à Terceira Divisão do Rio Grande do Sul.

Gama toma virada da Macaca e está eliminado na Copa do Brasil

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Material cedido ao Distrito do Esporte

Por Lucas Espíndola

Em jogo válido pela primeira fase da Copa do Brasil, Gama e Ponte Preta entraram em campo no estádio Serra do Lago em busca da vaga para a próxima fase, além da bolada de R$ 1,5 milhão para o classificado. Após jogo bem disputado pelas duas equipes, a equipe de São Paulo conseguiu sair com a vitória por 2 a 1. Com esse resultado, o time alvinegro se classificou para a próxima fase, deixando o alviverde candango para trás. Agora, o Gama volta suas atenções para o Candangão.

O primeiro tempo começou com a Ponte Preta em cima, achando que estava jogando no Moisés Lucarelli. Com 19 segundos a Macaca teve a chance de abrir o placar, com Moisés. Depois de muita pressão da equipe alvinegra, o Gama começou a se acertar em campo e conseguiu marcar ainda no primeiro tempo, com Daniel Alagoano, na parte final da primeira etapa. Na volta do intervalo a Ponte Preta partiu para o ataque e empatou aos 12, com Apodi. A Macaca continuou em cima e a pressão foi tanta que virou o placar, com Thalles.

Jogo tenso e alívio gamense

Sem deixar o Gama respirar, a Ponte Preta chegou com perigo logo aos 19 segundos de jogo, mostrando que viajou até Luziânia para se classificar. O atacante Moisés recebeu, tirou a marcação e bateu cruzado, Matheus fez a defesa para o alviverde candango. Os primeiros 10 minutos foram de total domínio alvinegro, com o time da casa não levando perigo à meta adversária. Aos 11′, outra boa chegada da Macaca, Renan Mota tabela com Moisés, mas o atacante bateu para fora.

Com o passar do primeiro tempo, o Gama começou a se acertar em campo, tocando mais a bola e buscando infiltrar na defesa pontepretana, mas sempre falhava na hora da finalização. O primeiro chute ao gol da equipe do Distrito Federal aconteceu aos 23 minutos de jogo. Após cobrança para dentro da área feita por Fernandinho, a bola sobrou para Daniel Alagoano que bateu de primeira para o gol, a redonda saiu à esquerda do gol de Ygor.

Aos 32′, o Gama teve um contra-ataque avassalador, quase abrindo o placar no entorno do DF.  Após bola rolada para a entrada da área, João Victor chegou batendo colocado, a bola passou raspando à trave esquerda de Ygor. As boas chegadas do alviverde deram certo aos 38 minutos de jogo. Após boa troca de passes na entrada da área, Caíque rolou para Daniel Alagoano, o atacante recebeu dentro da área e fuzilou para a meta adversária, sem chances para o arqueiro alvinegro, 1 a 0.

Depois do tento gamense a Ponte Preta cresceu no jogo, se jogando ao ataque, deixando espaços para o Gama chegar com perigo através dos contra-ataques. Aos 47 o time do DF teve a chance de fazer o segundo, mas Caíque perdeu na dividida para o marcador pontepretano. Aos 48′, Zandick Godim encerrou o primeiro tempo de partida.

Material cedido ao Distrito do Esporte

Virada alvinegra e água no chopp do time candango

Os 10 primeiros minutos da segunda etapa começaram sem grandes chances para ambas as equipes, mas com chegadas duras. Nesse meio tempo, o árbitro advertiu com um amarelo para cada lado, após faltas duras. Aos 12 minutos, a Ponte Preta chegou com perigo e empatou a partida em Luziânia. Após cruzamento vindo do lado direito, Apodi, que estava sozinho dentro da pequena área, cabeceou para o fundo do gol, 1 a 1.

Aos 16′, falta perigosa a favor do time do Distrito Federal. Igor bateu muito bem na bola e a redonda foi no cantinho direito da meta adversária, mas o arqueiro alvinegro espalmou para a linha de fundo. Aos 17′ quase a virada campineira. Depois da defesa do Gama falhar, Moisés ficou cara a cara com Matheus, o goleiro gamense afastou o perigo, mas na sobra, Locatelli bateu para o gol, mas a pelota passou por cima da meta alviverde.

Buscando a vitória para se classificar, o técnico Victor Santana fez diversas mudanças na equipe e botou o time para frente, em busca do segundo tento. Após as substituições, o Gama começou a ficar boa parte no campo de ataque, tentando furar a muralha alvinegra, enquanto a Ponte Preta buscava encaixar o contra-ataque para matar a partida. Aos 36′, Igor cobrou falta novamente para o Gama, a bola venenosa passou por cima do travessão de Ygor Vinhas.

Aos 38′, a Macaca acabou com o sonho alviverde. Depois da bola sobrar na entrada da grande área, Thalles, que entrou no primeiro tempo, bateu muito bem na redonda, sem chances para Matheus. Com esse tento, o Gama dá adeus à Copa do Brasil. Sem grandes chances até o final, Zandick encerrou a partida aos 49 do segundo tempo.

Material cedido ao Distrito do Esporte

O que vem por aí

Com mais uma eliminação na Copa do Brasil, agora as atenções do alviverde se voltam para o Candangão. Na próxima rodada tem jogo muito importante, já que o confronto será diante do Brasiliense. O clássico verde-amarelo será no domingo (14), no estádio Serra do Lago, às 15:30.

Gama 1

Escalação: Matheus; Fernandinho (João Magalhães), Vinicius, Igor e Júnior Alves (Ramiro); Kasado (Filipe Werley), João Victor e Gustavo Lila (Gustavo Henrique); Ueslei (Igor Paim), Daniel e Caíque.
Técnico: Victor Santana

Ponte Preta 2

Escalação: Ygor Vinhas; Apodi (Thiago Lopes), Luizão, Ruan Renato e Yuri; Dawhan, Locatelli (Barreto) e Renan Mota (Thalles); João Veras, Pedrinho e Moisés (Faye).
Técnico: Fábio Moreno

Voz do Quadradinho #2: Copa depois de Copa

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Voz do Quadradinho - Podcast do Distrito do Esporte

Por Redação do Distrito do Esporte

O que você se acostumou a ler, agora pode, também, ouvir. Na noite da última quarta-feira (3), o Distrito do Esporte lançou o Voz do Quadradinho, mais novo podcast do portal (clique aqui para ouvir). Apresentado pelo jornalista Olavo David, o programa semanal recebe tanto colaboradores do DDE quanto personalidades e profissionais de outras unidades federativas, todos relacionados ao esporte nacional e distrital.

Com proposta leve, o Voz do Quadradinho surge para suprir uma lacuna de produção sonora na nova fase que vive o Distrito do Esporte, com entrada em outras plataformas de comunicação. Novos episódios serão lançados a cada quarta-feira, sempre com temas de relevante interesse ao esporte candango, com maior enfoque ao futebol.

O projeto é uma parceria entre o portal e a produtora Colóquio, especializada em materiais de áudio. Cabe lembrar ao leitor/ouvinte que comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, e serão lidos na gravação do próximo episódio.

Segundo episódio

Gravado na terça-feira (9), o segundo episódio do Voz do Quadradinho abordou os confrontos dos times do Distrito Federal na Copa do Brasil. Olavo David Neto recebeu Bruno Henrique de Moura, do Distrito do Esporte, e a participação especial do jornalista potiguar Rafael Morais. Os participantes também fizeram análises do mal início de campeonato Candango do Real Brasília e da fase conturbada do Gama, além dissecar o América-RN e a Ponte Preta.

Você pode ouvir o Voz do Quadradinho no Spotify, comentar nas redes sociais do Distrito do Esporte – facebook.com/distritodoesporte, twitter.com/DistritoEsporte e compartilhar com seus amigos, vizinhos e colegas por todas as plataformas de interação.

Real Brasília: Em busca de novos ares, e de vitórias

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Luquinhas, ex-jogador do Real Brasília se despediu da equipe. Foto: Luã Fontenele - Real Brasília

Por Redação do Distrito do Esporte

Já são 180 minutos, cinco gols sofridos, um gol marcado, zero pontos e a lanterna do seu grupo no Candangão 2021. A soma desses fatores só poderia ter um resultado possível para um dos clubes de maior investimento do futebol candango: a dispensa de oito pessoas envolvidas diretamente com o futebol masculino.

O Real Brasília, que segura a lanterna do grupo A do Candangão, aproveitou a pausa no campeonato para fazer a famosa “barca” e tentar recuperar o que foi perdido nas rodadas iniciais. Membros da comissão técnica, Rafael Toledo e Jonhes Santos, além dos atletas Douglas Pires, Lídio, Jeison, Gustavo Henrique, Luquinha e Marquinhos entraram para o rol de dispensados. Dos jogadores dispensados apenas Jeison não entrou em campo oficialmente pelo clube aurianil.

Com a proximidade do duelo que vale vaga na próxima fase da Copa do Brasil e uma premiação alta em jogo, a diretoria realense agiu rápido e ativou o modo “Brasfoot” mirando o mercado nacional. Para a reposição das peças que partiram, o clube contratou o treinador Edson Souza, seu auxiliar Ricardo Cruz, e mais cinco atletas: o goleiro Deola, que tem passagens por grandes clubes do futebol nacional como Palmeiras-SP, Guarani-SP, Vitória-BA, e estava no América-RJ; o zagueiro Christian Lucca, que também estava no América-RJ; o conhecido zagueiro do futebol candango, Felipe Marcelino, com passagens pelo Ceilândia, Gama e Sobradinho; o atacante Junnior Batata, outro conhecido do futebol de Brasília, que estava atuando em Malta; e para finalizar o pacotão de reforços o atacante Henrique, que vem da base do Vila Nova-GO, surge como uma aposta da diretoria.

O Real Brasília volta a campo nesta quinta-feira (11) contra o América-RN pela Copa do Brasil, a partida será no estádio Serra do Lago, às 15h30. Como o regulamento da competição privilegia o clube potiguar com a vantagem do empate, apenas a vitória interessa ao clube candango.