Surpresa com uma mistura indescritível de felicidade. Foi a assim que a goleira Karen, do Minas Brasília, traduziu a primeira convocação dela para a Seleção Brasileira de Futebol. Na tarde desta terça-feira (5/10), a técnica sueca Pia Sundhage incluiu a arqueira de 28 anos no time candango na lista de atletas que irão participar dos amistosos preparatórios contra a Austrália, em 23 e 26 de outubro.
Horas após o chamado, Karen falou pela primeira vez após estar na lista de 23 jogadores que irão defender o Brasil. O chamado foi o segundo no ciclo visando os Jogos Olímpicos de Paris-2024. Para a goleira, a convocação foi inesperada, mas recompensou o trabalho que vem sendo feito no Minas Brasília em competições como o Campeonato Candango e o Campeonato Brasileiro.
“Me sinto lisonjeada com tudo que vem acontecendo. Confesso que não esperava essa convocação, mas estou muito feliz, em êxtase, aguardando por esse momento de vestir a amarelinha. Estou um pouco ansiosa, mas com meus pés no chão. Sempre tive essa ambição. Fico muito feliz que esse momento tenha chegado”, vibrou a camisa 1 em entrevista divulgada pelo Minas Brasília.
Karen representará o futebol candango na Seleção Brasileira – Foto: Luã Tomasson
Karen aproveitou, ainda, para agradecer a Nayara e Nayeri Albuquerque, presidentes do Minas Brasília. “Não imaginava que eu iria estar jogando profissionalmente, mas acabou acontecendo. As presidentes me cativaram dizendo que gostariam de contar com a minha pessoa, que confiavam no meu trabalho e que eu agregaria muito no meu elenco. Isso foi a base para que eu viesse de coração aberto”, explicou.
A goleira chegou ao Minas Brasília na temporada 2021 e já defendeu o clube candango em 15 partidas. Atualmente, ela é parte do elenco verde e azul que está disputando o Candangão Feminino. Antes, ela defendeu clubes como Portuguesa, Audax, Palmeiras e Atlético Nacional, da Colômbia. No Centro Olímpico, em 2013, ela ganhou o título da Série A1 do Brasileirão da categoria.
O Campeonato Candango Sub-17 seguiu no último final de semana, com cinco partidas realizadas. A rodada terminou nesta terça-feira (05/10), com o confronto entre Legião e Guaraense. A terceira rodada ficou marcada pela goleada do Real Brasília, além de um dos maiores clássicos do futebol do Distrito Federal sendo realizado no CT Ninho do Periquito, a partida entre Gama e Brasília. CFZ e Samambaia voltaram a vencer no certame e se mantêm vivos na competição local.
Grupo A
O invicto Real Brasília segue dominando a chave A da competição Sub-17. Na manhã de sábado, o Leão do Planalto foi até o estádio Serra do Lago, em Luziânia, para enfrentar o Santa Maria. O time visitante não tomou conhecimento da Águia Grená e goleou por 8 a 1. O clube aurianil fez 2 a 0 na primeira etapa, com Kennedy e Júlio César. Nos 45 minutos finais, Renato, Kennedy, Cauã, Caio e Arthur (duas vezes) marcaram para o Real. Bruno Maia balançou as redes para os donos da casa.
Na Metropolitana, o CFZ recebeu o Galáticos. Os donos da casa voltaram a vencer depois de ter tropeçado na rodada anterior. Leandro e Dennis marcaram para o CFZ. No último jogo da rodada, o Legião recebeu o Guaraense. Os dois times não conseguiram tirar o zero do placar, com a partida terminando em 0 a 0. Com o empate, cada equipe somou um ponto.
Grupo B
Movimentando o grupo B, Gama e Brasília estremeceram o Centro de Treinamento Ninho do Periquito, com um dos maiores clássicos do futebol do Distrito Federal. O jogo foi muito brigado, com diversos cartões distribuídos pelo árbitro. O placar foi formado no primeiro tempo, com Ronilson abrindo o placar para os donos da casa. Aos 16′, André empatou para o Colorado. Só que alguns minutos depois,Gabriel fez o gol da vitória para o time alviverde, 2 a 1.
No Caeso, o Maringá recebeu o Brazlândia, na tarde de domingo. A partida não teve um vencedor, com o confronto terminando empatado em 1 a 1. Bruno marcou para o Brazlândia, enquanto Michel fez para o Maringá. Fechando a chave B, o Samambaia conseguiu uma importante vitória diante do Ceilandense. O rubro-negro abriu o placar no primeiro tempo, com Gabriel. A Cobra Cipó conseguiu virar o placar na segunda etapa, com João Lucas e Marcelo Henrique. O Luziânia folgou na rodada e segue com 100% de aproveitamento.
4ª Rodada
Penharol x CFZ
Guaraense x Santa Maria
Galáticos x Legião
Luziânia x Gama
Samambaia x Maringá
Brasília x Ceilandense
Na tarde desta terça-feira (05/10), a técnica da Seleção Brasileira Feminina, Pia Sundhage, convocou 23 atletas para a disputa de dois amistosos, contra a Austrália. Os duelos serão nos dias 23 e 26 de outubro, em Sidney-AUS. Esse será o próximo desafio do Brasil após vencer a Argentina em dois jogos, realizados em João Pessoa, na Paraíba. A goleira Karen, do Minas Brasília, é uma das novidades na lista de convocação de Pia, juntamente com outras cinco jogadoras de outros times.
A arqueira da equipe do Distrito Federal tem 28 anos, e chegou no Minas Brasília para disputar o Campeonato Brasileiro Série A1. A goleira se destacou em diversas partidas, salvando o “As Minas” muitas vezes. Karen começou no Centro Olímpico em 2013, sendo campeã brasileira. Em 2016, a atleta atuou pelo Corinthians, um dos maiores clubes brasileiros na atualidade. A defensora teve mais oportunidades no ano seguinte, quando defendeu o Foz Cataratas-PR.
Em 2019, Karen se destacou atuando pelo Osasco Audax, defendendo a equipe vermelha no Brasileirão. No mesmo ano, a goleira pisou pela primeira vez no Distrito Federal, onde vestiu a camisa do Ceilândia no Candangão Feminino. A arqueira ainda teve uma breve passagem no Palmeiras, no ano passado (2020). Em suas atuações pelo Minas Brasília, diversos torcedores do alviverde de São Paulo, comentavam que sentiam falta do paredão de 28 anos, que agora vesta camisa do Minas Brasília.
Em entrevista coletiva, Pia Sundhage falou sobre a convocação realizada nesta terça-feira. “Cada convocação é muito importante e haverá mudanças em todas elas, para encontrarmos sempre a melhor formação. É ótimo termos novas jogadoras, e é necessário também, muitas coisas acontecem quando você muda a dinâmica de um grupo”, concluiu a treinadora.
Confira a seguir as jogadoras convocadas para os amistosos.
O jogador brasiliense de vôlei Aboubacar Neto sofreu um baque e tanto na última sexta-feira (1°/10). Campeão sul-americano com a Seleção Brasileira em setembro em torneio disputado em Brasília, o atleta teve um rompimento total do tendão de Aquiles direito. A lesão aconteceu durante um torneio de pré-temporada do Tours, equipe francesa defendida pelo oposto.
O problema aconteceu justamente quando o jogador vinha em um momento de alta. Além do título conquistado com o Brasil, Abouba vinha tendo bom desempenho com o Tours, sendo um dos destaques das primeiras atividades da equipe em preparação para o Campeonato Francês. O jogador foi operado na última terça-feira (4/10). A previsão é que ele fique fora de quadra por oito meses.
“Já estou focando na recuperação. Vou voltar mais forte. A princípio fico aqui na França. O clube está me dando todo o suporte e espero voltar a jogar antes dos oito meses”, projetou Abouba. Nas redes sociais, ele postou uma foto logo após o procedimento agradecendo o apoio. Esta lesão foi a mesma que o campeão olímpico Lucarelli sofreu em novembro de 2017, quando jogava no Taubaté.
Aboubacar é filho de malineses e tem 27 anos e 2,04m de altura. Ele nasceu e passou toda a infância na capital federal. Os pais chegaram ao Brasil no início dos anos 1990 para trabalhar e fixaram morada no país. Em 26 de outubro, o oposto teve atuação decisiva na final da quinta edição da Copa Fred Fellay, em Genebra, na Suíça, onde o time francês derrotou o alemão WWK Herrsching e ficou com o título.
Após o empate sem gols de Ceilandense e Legião, no sábado (2/10), três jogos encerraram a terceira rodada da Segunda Divisão do Campeonato Candango, neste domingo (3/10), com um show de bolas na rede. Com direito a dois placares elásticos, foram 17 gols marcados nos duelos. O maior destaque foi a goleada impiedosa de 10 a 0 aplicada pela Aruc para cima do problemático Bolamense.
Quem também fez bonito e conquistou os três primeiros pontos na Segundinha foi o SESP/Taguatinga. Em Alexânia (GO), o time aplicou 4 a 1, de virada, para cima do Cruzeiro. Em jogo com menos alternativas ofensivas, no Abadião, Bolamense e Planaltina empataram, por 1 a 1. Veja, a seguir, detalhes das três partidas do dia na divisão de acesso do Candangão.
Brazlândia 1 x 1 Planaltina
Pela manhã, o Brazlândia recebeu o Planaltina, no Abadião, em Ceilândia. Em jogo com poucas emoções ofensivas, os donos da casa saíram na frente e mantinham o resultado até a reta final de jogo. Porém, na persistência, o Galo conseguiu igualar o marcador nos acréscimos. O resultado fez as duas equipes chegarem aos cinco pontos e ficarem coladas na classificação da Segundinha.
Com as duas equipes bem postadas em campo, os gols da partida em Ceilândia surgiram apenas no segundo tempo. Com cinco minutos da etapa final, Vandinho desviou cobrança de escanteio e Daniel Felipe completou para o gol. No fim do jogo, o Planaltina, que já tinha perdido boas chances, chegou ao empate. Raul cobrou falta e Wesley foi no terceiro andar para, também de cabeça, mandar para a rede.
Aruc 10 x 0 Bolamense
No Defelê, o Bolamense teve uma tarde para esquecer. A Onça Pintada correu risco de tomar um W.O. e chegou no estádio a menos de uma hora para a bola rolar. O time, mais uma vez, entrou em campo com uniformes improvisados que tinham nem sequer o escudo do clube. Nos 90 minutos, a Aruc fez bom proveito de toda a fragilidade do elenco rival e aplicou um sonoro 10 a 0.
Seis gols saíram somente no primeiro tempo. No minuto inicial de jogo, Felipe Alves fez cruzamento para Fernando girar e marcar. De falta, Bruno ampliou aos 21. Com 28, após bela troca de passes, William achou Fernando, que fez mais um. Aos 34, Vini escorou cruzamento da direita e anotou o quarto. E quinto veio dois minutos depois: Fernando tocou e Miguel escorou para a rede. Com 40, Fernando bateu de fora da área e fez outro.
O sétimo saiu aos cinco do segundo tempo. Dede cruzou e Vini desviou bem de cabeça. Com 36, a Aruc voltou à carga e fez três gols em três minutos. Primeiro, Victor Hugo recebeu na área e bateu cruzado para a rede. Na saída de bola, o time do samba recuperou e tocou rápido até Dede marcar. Por fim, Dede deu mais uma assistência e James fechou o show de gols para cima do Bolamense.
SESP/Taguatinga 4 x 1 Cruzeiro
No Estádio Municipal de Alexânia, o SESP/Taguatinga fechou a terceira rodada da divisão de acesso para o Candangão se recuperando das goleadas sofridas nas duas primeiras partidas na Segundinha. Diante do Cruzeiro, que lutava para emendar o segundo triunfo seguido no torneio local, o Pantera fez valer o fator casa e venceu, de virada, por 4 x 1, somando os primeiros três pontos.
O Cruzeiro até saiu na frente do placar e marcou com José, em belo chute de fora da área. Nos acréscimos do primeiro tempo, Rodrigo subiu de cabeça e igualou o placar. Na etapa final, o SESP/Taguatinga construiu todo o resultado. Na infelicidade de Marcos Vinícius, que tentou recuar, veio a virada. No terceiro, Victor Hugo desviou cruzamento do goleiro. Após bate e rebate, Wesley mostrou oportunismo e fechou o placar.
Na tarde deste sábado, dia 2 de outubro, a bola rolou em partidas isoladas de duas competições locais no Distrito Federal. Pelo Campeonato Candango Feminino, o Aruc/Fúrias recebeu o Legião no Centro de Treinamento Ninho do Periquito, no Gama. Enquanto isso, Ceilandense e Legião abriram a terceira rodada da Segunda Divisão do Campeonato Candango, com confronto realizado no estádio Serra do Lago, no entorno sul da capital federal.
Legião vence fora de casa no Candangão Feminino
Em duelo realizado às 15h30, no centro de treinamento do Gama, o Aruc/Fúrias recebeu o Legião. As duas equipes vinham de derrota na primeira rodada, com goleadas aplicadas pelo Real Brasília e Cresspom. Os dois times entraram em campo em busca dos primeiros pontos no certame, e quem se deu melhor foram as Leoas. Com um gol marcado em cada tempo, marcados por Milene e Erika, o time laranja conquistou três pontos e está na quarta colocação. O Aruc/Fúrias estaciona na quinta posição.
Com a segunda rodada do Candangão Feminino encerrada, com seis pontos conquistados e invictos na competição, estão Real Brasília e Cresspom. Porém, as Leoas do Planalto permanecem na primeira posição pelo saldo de gols. Vindo em terceiro está o Minas Brasília, que perdeu nesta rodada, com três pontos conquistados. Com a mesma pontuação das minas, o Legião vem em quarto. Aruc/Fúrias (5º) e Estrelinha (6º) ainda não pontuaram na competição.
Na Segundinha, Ceilandense e Legião empatam
Abrindo a terceira rodada do Campeonato Candango da Segunda Divisão, Ceilandense e Legião se enfrentaram no estádio Serra do Lago, em Luziânia. O rubro-negro da maior região administrativa do DF folgou na rodada passada, enquanto o Leão da capital perdeu para o Cruzeiro no Abadião, por 1 a 0. Em jogo realizado às 15h30, as duas equipes não conseguiram balançar as redes, com a partida terminando em 0 a 0.
O outro confronto do grupo A acontecerá na tarde deste domingo, no estádio Municipal de Alexânia. O Sesp/Taguatinga receberá o Cruzeiro. Pela chave B, o Brazlândia recebe o Planaltina às 10h, no estádio Abadião, em Ceilândia. A partida será importante e bem disputada, já que definirá o líder do grupo após o encerramento da rodada. Às 15h, Aruc e Bolamense duelam no Defelê, na Vila Planalto.
O Ministério da Cidadania negou que tenha enviado o texto do Plano Nacional do Desporto à Casa Civil da Presidência da República. Contatada pelo Distrito do Esporte, a pasta apontou que o projeto ainda “está em fase de conclusão”. Na última semana, nos bastidores da Praça dos Três Poderes, ventilou-se a possibilidade do PND ser entregue ao Congresso Nacional já na próxima quarta-feira (6) – informação confirmada à reportagem por fontes na Esplanada.
O ministério, que abarca a Secretaria Especial do Esporte – antes Ministério do Esporte – taxou o tema como “prioridade” do Executivo nacional “desde o início da atual gestão”. Ainda assim, às vésperas do último ano do primeiro mandato de Jair Bolsonaro (sem partido) à frente da Presidência, o órgão comunica que o projeto do PND deve ser encaminhado ao parlamento “ainda neste semestre”.
Ainda de acordo com a Cidadania, “o Projeto de Lei [PL] que prevê a instituição do PND”, por se tratar de “tema transversal”, passa por análise em diferentes pastas do governo federal, de forma a “garantir a segurança jurídica às medidas a serem implementadas”. No presente momento, conforme a comunicação do ministério, resta apenas a assinatura das pastas coautoras. Ainda assim, não há previsão mais precisa para envio do PL para apreciação legislativa.
O que é o PND?
Aprovado pelo Conselho Nacional do Esporte (CNE) em setembro do ano passado, o Plano Nacional do Desporto é um dispositivo criado pela Lei Pelé, sancionada em 1998, que baliza a atuação esportiva do país nos mais diversos âmbitos. Segundo o Ministério da Cidadania, “a proposta reúne diretrizes, como a garantia do acesso à prática de educação física nas escolas, o incentivo à prática do esporte com foco na qualidade de vida de jovens, adultos e idosos, e a promoção do esporte de alto rendimento, livre de dopagem, desde as categorias de base.”
A demora de décadas na apresentação do projeto tem mobilizado atletas e profissionais de educação e educação física de todo o país. Na última semana, a entidade Atletas Pelo Brasil enviou uma comitiva à Câmara dos Deputados para encontro com o presidente da Comissão do Esporte na Casa, o deputado Felipe Carreras (PSB-PE). Ex-atletas como Daiane dos Santos e Thiago Pereira estiveram no encontro.
Atual bicampeão do Campeonato Candango Feminino, o Real Brasília mostrou, mais uma vez, que está possante na briga pelo terceira taça do torneio local. Após estrear com goleada de 8 a 0 no último fim de semana, as Leoas do Planalto subiram o sarrafo e castigaram ainda mais o Estrelinha. Na manhã deste sábado (2/10), no estádio Defelê, o time aurianil não tomou conhecimento da adversária e aplicou um impiedoso 11 a 0.
O resultado foi todo construído no imenso abismo técnico entre os dois times. Membro da elite feminina no país, o Real Brasília conta com peças qualificadas e fez valer a superioridade ao longo dos 90 minutos. O elástico placar poderia ter sido ainda maior, mas esbarrou em algumas tentativas erradas e em defesas da goleira Evellin. Com a vitória, o time aurianil segue líder por ter mais saldo de gols que o Cresspom.
Leoas avassaladoras
O time aurianil fez valer a superioridade logo na primeira volta do relógio e assustou em chute de Daniele Silva. Com sete minutos, Geovana recebeu de Marcela, mas mandou para para fora. Tamanha pressão gerou o primeiro gol aos 11. Dani Silva aproveitou sobra de cruzamento e mandou um chutaço para as redes. O segundo não demorou a sair. Aos 13, Camila Pini cobrou falta com categoria: 2 a 0.
O Real Brasília parecia imparável em campo. Logo na sequência, Marcela perdeu duas oportunidades de cabeça. Com 16, Daniele arriscou um voleio, mas errou o alvo. O terceiro gol saiu com 26 minutos. Roberta fez cruzamento, a bola tocou na marcação e acabou entrando para o gol. Aos 29, as Leoas do Planalto fizeram mais um. Evellin saiu jogando errado e Geovana mostrou oportunismo para guardar mais um.
O quinto parou momentaneamente no travessão em chute de Maiara. Mas, aos 32, ele saiu em grande estilo. Dani Silva recebeu e deu novo chute de categoria: 5 a 0. Aproveitando a manhã inspirada, o Real Brasília marcou mais um. Com 39, Sassá arriscou de fora da área e acertou o ângulo de Evellin. Tinha tempo para mais. Aos 42, Geovana aproveitou escanteio e anotou o sétimo. Em novo cruzamento, a mesma Geovana fez o oitavo.
Mais gols
Os 15 minutos de intervalo foram de alívio para um acuado Estrelinha. Porém, na segunda etapa, o Real Brasília voltou para o campo querendo fazer mais. Em cinco minutos, o time aurianil criou boas chances com Sassá e Marcela Guedes, mas a bola não entrou. Com 11 minutos, o nono gol saiu de pênalti. Dani Silva converteu bem a infranção. Com 15, Gaby Soares, que acabara de entrar, recebeu na área e fez 10 a 0.
Com a vantagem imensa de dois dígitos, o Real Brasília seguiu jogando solto no gramado do Defelê. A goleira do Estrelinha, porém, foi bem para impedir um estrago maior. Evellin salvou o décimo primeiro em chute de Marcela. Depois, a arqueira pegou finalizações de Geovana em sequência. Aos 26, ela nada pôde fazer. Marcela Guedes recebeu boa bola, driblou a marcação e finalização com beleza para as redes.
Aos 34, Isabela tentou de falta, mas pegou muito embaixo da bola. Por milímetros, o décimo segundo não nasceu aos 36. Camila Pini bateu pênalti, mas carimbou a trave. Com 41 minutos, foi a vez de Gaby Soares arriscar próximo à grande área, mas ela errou o alvo. O Real Brasília teve nova chance nos acréscimos, mas Thaís Lemos também não mandou na direção do gol. Mas não fez falta. Fim de jogo e 11 a 0 no placar do Defelê.
REAL BRASÍLIA 11
Thaís Amorim; Roberta ⚽, Petra (Jamile), Isabela Melo e Bruna Natiele (Carol Gomes); Sassá ⚽ (Luciana), Maiara (Gaby Soares ⚽) e Camila Pini ⚽; Marcela Guedes ⚽, Daniele Silva ⚽⚽⚽ (Thais Lemos) e Geovana Alves ⚽⚽⚽. Técnico: Adilson Galdino
ESTRELINHA 0
Evellin; Raissa, Juciaria, Tatiane e Andreia; Meire, Ivonete (Érica 🟨), Cirlene e Larissa (Marcela); Raquel (Natália) e Bruna (Fernanda). Técnico: Rosanne Delmira Ferreira
No clássico candango do futebol feminino melhor para as tigresas do cerrado. Mais concentradas durante toda a partida, as jogadoras do Cresspom aproveitaram das várias falhas defensivas do Minas na reta final da primeira etapa e bateram, por 4-1, as Minas.
Com problemas defensivos, Davih Rodrigues teve a necessária prova do que encarará nos campeonatos nacionais no decorrer do ano. Contra um time superior tecnicamente, ficou evidente que o comandante técnico do Minas terá de trabalhar, bastante, seu esquema defensivo, recomposição, marcação e afastar a bola.
Já o Cresspom do bom Robson Marinho soube se reinventar após um início tenebroso de jogo. A equipe, contra um adversário mais organizada que o ARUC, goleado pelas tigresas na estreia, demorou para entender que estava num jogo, ainda mais num clássico. Mas com o passar do jogo ampliou o placar e soube administrar a vantagem.
Destaque negativo para a estrutura ofertada pelo Cresspom, mandante. O campo do clube não tem condições de receber uma partida de campeonato, ainda mais um clássico. O gramado não rola a bola, que quica seguidamente. Há buracos nas áreas dos dois gols e as jogadoras do Minas não tiveram sequer um vestiário para colocar uniforme. Vestiram a roupa no banco de reservas aberto, passaram o intervalo sentadas no gramado.
Cresspom x Minas – Foto: Luã Tomasson – Minas Brasília
1º Tempo: Minas começa melhor, mas Cresspom retoma jogo no meio
Assim que a bola saiu, primeira jogada pela direita pelas Minas. Robinha recebeu pela esquerda e arriscou cruzado, levando perigo à meta adversária. Aos 3′ outra boa chance, dessa vez com Gabi Arcanjo que do meio da área arriscou um tirambaço pela direita do gol adversário.
Pressionando nos primeiros minutos, as Minas logo saíram na frente. Aos 6′ Katielle cobrou falto no meio de um bololô de atletas, na confusão Camila do Cresspom cabeceou contra a meta e a goleira Michelle, confusa, saiu errado. Cresspom 0-1 Minas.
As visitantes controlavam, em absoluto, a partida. Aos 12′ nova chance perigosa em cobrança de falta de Robinha, espalmada por Michelle. Aos 20′ foi a vez de Pelé ganhar na corrida, chegar na ponta, cruzar para Luana, de primeira, pegar mal na bola e isolar por cima do gol.
Com o transpassar do relógio o Cresspom melhorava e igualava o controle do jogo. O time teve três oportunidades de ataque até os 30′, mas pecava na hora de finalizar. Bolas levantadas na mão da goleira Karen, erros de domínio no meio e na hora do passe, sempre próximo à área do Minas.
Aos 33′ saída de bola errada do Minas. Moara, atenta, roubou a bola, deu para Katyelle entrar na área com velocidade, de calcanhar devolver com categoria pra Moara chegar batendo no cantinho esquerdo de Karen que ainda foi na bola, mas não alcançou. Tudo igual. 1-1.
Aos 36′ foi a vez de Katyelle arriscar, mas dessa vez Karen salvou o Minas. Era o Cresspom quem mandava no jogo. Aos 42′ Camila retomou o domínio de bola na defesa, passou pra Katyelle que, numa visão de jogo primorosa, ligou a bola com Barbara dentro da área, de sem pulo de esquerda, estufar o gol de Karen. Cresspom virava. 2-1.
Aos 45′, mais uma vez, vacilo defensivo do Minas. Ligação direta da defesa do Cresspom, Madu ficou sozinha pra se desvencilhar de Barbara e Moara, furou na hora de afastar e deixou Barbara livre para dar um toquinho por cima de Karen e fazer o terceiro. Cresspom 3-1 Minas. Aos 47′ o árbitro finalizou o primeiro tempo.
Sem mudanças no intervalo, o Minas voltou com os mesmos erros. E logo no primeiro minuto, mais uma vez, pagou por seus erros. Em cobrança de escanteio, Madu falhou na hora de afastar a bola, Camila espertamente se posicionou bem e marcou seu segundo gol, o primeiro a favor do Cresspom. Cresspom 4-1 Minas.
Só depois do quarto gol que o técnico David Rodrigues foi mexer no time. Madu, que falhara duas vezes, deu lugar pra Kaká e Isa para Farinon.
O Minas melhorou com as mudanças. O time voltou a ter volume de jogo e explorar os lados. Mas os erros de fundamento na defesa, especialmente na marcação, continuavam atrapalhando o desempenho da equipe.
Dih no lugar de Gabriela Arcanjo e Manu entrou pra saída de Bia pelo Minas, Katleen no lugar de Eliude e Barbara deu lugar pra Bruna no Creespom.
Aos 22”, de dentro da área, Nenê ficou com a sobra e chutou forte. A bola pegou no travessão, caiu próxima à linha do gol, e não ficou claro se entrou ou não. O árbitro não marcou, para reclamação geral das Minas.
Rarefeito nas oportunidades, a partida ganhava contorno nas reclamações das comissões técnicas dos dois times. Embolado no meio de campo, a partida perdia em qualidade técnica com sequências de passes interceptados pros dois times.
As jogadoras do Cresspom aproveitavam a vantagem no placar para administrar o resultado, passando vários minutos no chão em qualquer falta. Os Minas melhorou com as mudanças, mas não foi suficiente para marcar mais nenhum gol. Aos 50” o árbitro apitou pela ultima vez. O clássico candango, ao final, foi das tigresas.
Karen Hipólito; Madu (Kaká), Bia 🟨(Manu), Jéssica, Katielle; Gabriela Arcanjo (Dih), Robinha, Isa (Farinon); Pelé, Luana, Nenê
Tec.: Davih Rodrigues
Arbitragem
Árbitro central Marcos Antonio Ferreira dos Santos Assistente 1 Robson Barbosa Leite Assistente 2 Matheus Felipe Pinheiro de Melo Quarto Árbitro Maguielson Lima Barbosa
Felipe Carreras (ao centro) anunciou que o Ministério da Cidadania encaminhou o texto do PND à Casa Civil. Foto: Michel Jesus/Câmara dos Deputados
Por Olavo David
Instituído pela Lei Pelé em 1998, o Plano Nacional do Desporto (PND) finalmente será encaminhado à Câmara dos Deputados na próxima quarta (6/10). Ao menos é essa a promessa do deputado Felipe Carreras (PSB-PE), presidente da Comissão do Esporte (Coesp) na Casa. Em encontro com uma comitiva da Atletas Pelo Brasil – entidade que trabalha pela melhoria da legislação e de políticas públicas esportivas no Brasil –, o parlamentar comentou que a Casa Civil do Governo Federal avalia o texto do projeto e deve remetê-lo ao Congresso em breve.
O PND surgiu no escopo da Lei 9.615/98, nome de batismo da legislação, e tem por objetivo alinhar os principais pontos que concernem ao Poder Público para garantia do direito constitucional à prática esportiva. Atua, também, como dispositivo de monitoramento, bem como incentivador do aprimoramento de políticas públicas para a área. Outro ponto do PND é a criação de novas diretrizes para entidades como a Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD) e a Secretaria Nacional de Futebol e de Defesa dos Direitos do Torcedor (SNFDT).
Desde a sanção da Lei Pelé, entretanto, o escopo do PND ocupa gavetas do Executivo nacional – cabe ao Palácio do Planalto a edição de nova Lei para instituir o projeto. Agora, de acordo com Carreras, o Congresso poderá se debruçar sobre o texto e dar continuidade à regulamentação, emperrada há 23 anos. “É uma reivindicação não só da Atletas Pelo Brasil, mas de toda a comunidade esportiva brasileira e dos deputados e senadores em Brasília que lutam pelos avanços na legislação para o bem do desporto e do paradesporto do nosso país”, pontuou.
Estiveram presentes na reunião o vice-presidente da Coesp, Júlio Cesar Ribeiro (Republicanos-DF), Luiz Lima (PSL-RJ) e a ex-secretária de Esportes e Lazer do DF, Celina Leão (PP-DF). Membro da Comissão Especial para Modernização da Lei Pelé, Newton Cardoso Júnior (MDB-MG) também marcou presença no encontro.
João José Vianna teve relação direta com dois dos quatro títulos nacionais de basquete conquistados na capital federal, mas pouca gente o conhece pela alcunha. Em 2007, o ala Pipoka – agora, sim – conquistou o Campeonato Brasileiro, ainda organizado pela Confederação Brasileira de Basquete (CBB); dois anos depois, já aposentado das quadras e atuando como auxiliar, veio o primeiro título do Novo Basquete Brasil (NBB), este organizado pela Liga Nacional de Basquete (LNB).
“A partir daí, que seja acelerado”
Pipoka também faz parte da Atletas pelo Brasil. Em conversa com o Distrito do Esporte, o hoje professor de Educação Física comemorou o andamento do projeto na Esplanada. “Essa evolução mostra o comprometimento das autoridades envolvidas com o plano e da própria entidade [Atletas pelo Brasil]; são 23 anos de demora, e enquanto a gente esperava outros setores já tinham sua regulamentação. Alguns parlamentares até nos criticavam, dizendo que a culpa da demora era nossa pela falta de mobilização”, explica.
Coordenador de Políticas Públicas da Atletas Pelo Brasil, Rafael Lane se antecipa à apresentação do projeto por parte do Executivo nacional. “O Plano Nacional do Desporto vai tratar de diretrizes importantes, principalmente na atuação conjunta do Esporte com Saúde e Educação. São seis diretrizes principais, e a gente já identificou uma necessidade de maior atenção ao paradesporto”, revela o gestor.
De acordo com Lane, a ausência de um plano nacional para a área, com política estatal alinhada, fez mal ao Esporte brasileiro. “Em outras áreas, o plano foi fundamental para evoluir as políticas públicas, com um maior direcionamento das verbas. Mas vale lembrar que a apresentação do plano não quer dizer aprovação”, pondera.
Rafael explica, ainda, que há uma inversão dos gastos com Esporte no país. “Falta direcionar os recursos para a base, priorizar o gasto com Esporte educacional, inverter a pirâmide. O Brasil investe mais mais alto rendimento que em esporte educacional”, atenta. Pipoka faz coro. “A partir daí, que seja acelerado e aprovado nos melhores termos”, torce o ex-jogador.