A final da Campeonato Candango Feminino de 2021 entre Real Brasília e Minas Brasília ganhou mais um detalhe bastante especial para o torcedor aficionado pelo futebol da capital federal. Na tarde desta segunda-feira (22/11), a Federação de Futebol do Distrito Federal (FFDF) confirmou que a decisão marcará a volta do público às arquibancadas em um jogo entre clubes locais após quase dois anos.
A partida decisiva do torneio local está marcada para o próximo sábado (27/11), às 10h, no Estádio Defelê, na Vila Planalto, e seguirá os protocolos do atual decreto de combate contra a Covid-19 em vigor. Com isso, a arena do Real Brasília poderá receber até 50% da capacidades da arquibancada de sua casa. Reinaugurado em 2020, o local teve poucos jogos com público presente.
Não haverá comercialização de ingressos para o jogo. O torcedor interessado em acompanhar in loco a partida entre Real Brasília e Minas Brasília terá acesso ao Estádio Defelê mediante a doação de 1kg de alimento. Será necessária, ainda, a comprovação da vacina contra a Covid-19 – duas doses ou única, no caso da Janssen – ou apresentação resultado negativo do teste PCR.
Para os torcedores que não puderem ir até à Vila Planalto assistir os 90 minutos decisivos do Campeonato Candango Feminino, a FFDF preparou uma transmissão ao vivo. A TV da entidade máxima do futebol local veiculará o duelo em seu canal no YouTube. A reabertura dos portões atenderá uma demanda antiga dos torcedores brasilienses. O DF autorizou a volta do público em agosto de 2021, quando recebeu a Libertadores.
Na tarde desta segunda-feira (22/11), a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou o cronograma de futebol feminino brasileiro da temporada 2022. Ao todo, serão nove campeonatos que serão disputados ao longo do ano. Os torneios são das categorias de base, além do profissional. No Distrito Federal, quatro times disputarão algumas dessas competições, podendo brigar por títulos importantes. O primeiro campeonato oficial da temporada seguinte está marcado para acontecer em fevereiro.
Dando o pontapé nas competições, no dia seis de fevereiro está previsto para acontecer a Super Copa do Brasil. Será o primeiro ano do novo campeonato, que contará com oito equipes entre as melhores classificadas no Brasileirão séries A1 e A2 de 2021. O torneio contará com um representante do Distrito Federal, o Real Brasília. As Leoas do Planalto garantiram vaga no certame por serem a melhor equipe da capital federal entre as 12 primeiras colocadas no Brasileirão.
Um mês depois, Real Brasília e Cresspom iniciam a caminhada rumo ao título do Campeonato Brasileiro Série A1. A competição está prevista para começar no dia seis de março, e termina em setembro. As outras duas equipes do DF estrearão no dia 21 de maio, quando começam as séries A2 e A3, com Minas Brasília e Legião, respectivamente, representando a capital federal. A terceira divisão do Brasileirão é outro torneio estreante em 2022. A equipe laranja garantiu a classificação após deixar o Estrelinha e Aruc/Fúrias para trás no Candangão Feminino.
Os torneios de base já são figuras carimbadas no calendário do futebol brasileiro. Antes nas categorias Sub-16 e Sub-18, em 2022 terão duas modificações na categoria, aumentando o limite de idade. O Brasileirão Sub-17 começará no dia 13 de abril, enquanto o Sub-20 terá início em maio. Nos anos anteriores, o Minas Brasília representou o Distrito Federal nas duas competições.
Após um começo de ano movimentado, três competições estão previstas para acontecerem no segundo semestre, todas de caráter internacional. Em julho, acontecerá a Copa América Feminina. No meio de outubro, acontecerá a Libertadores e, por último, em dezembro, a Liga de Desenvolvimento da Conmebol. Esta última competição citada será o fechamento do cronograma de futebol feminino brasileiro, terminando em 11 de dezembro.
Confira abaixo o cronograma de futebol feminino brasileiro da temporada 2022
O Cerrado perdeu por conta dos desempenhos ruins no primeiro e segundo períodos de seu jogo contra o Mogi das Cruzes, na noite deste domingo (21/11) na Asceb. Os 17-26 e 12-16 dos períodos inicias pesaram na contagem final. Cerrado 74-86 Mogi das Cruzes.
A equipe da casa até começou melhor, mas vacilou no fim da etapa inicial com muitos erros de chutes de três, enquanto a defesa dormia no período. No segundo quarto a baixa pontuação e eficiência de apenas 26.7% fizeram a equipe estar abaixo.
No terceiro período Ruan entrou bem, após pausa por lesão de Rafa Moreira em choque de cabeça com Mathias. Mas o time não sustentou a vantagem que abria e viu o Mogi, no finalzinho, virar o período. 22-23. No último, repeteco do terceiro. O Cerrado abriu 6 pontos no período, mas no final errou no ataque e perdeu intensidade na defesa, fechando por 23-21 e 74-86 no geral.
Agora, o Cerrado descansa até sua próxima partida diante do Paulistano em São Paulo. O Mogi vai encarar o Unifacisa em casa, no Hugo Ramos.
Cerrado x Mogi das Cruzes – Carlos Campina/@galeranafoto
1º Quarto: Cerrado dorme no final e Mogi abre distância
E foi o Cerrado quem começou melhor num arremesso certeiro de três de Thonton repetido por Rafa Moreira na jogada seguinte e respondido por Mathias. Não era nem 8’30 para acabar e tínhamos 3 bolas de três na cesta.
Porém, após abrir 6 pontos à frente o Cerrado perdeu efetividade no ataque e o Mogi, bem na marcação, passou à frente com Cerrado 6-10 Mogi faltando 5’30 para acabar. Rafa Moreira quem deu um respiro ao Cerrado acertando de três na casa dos 5’08 para acabar.
Bruno Lopes mexeu duas vezes. Gusmão e Pierotti foram para quadra nas vagas de Dawkins e Serjão. O Cerrado seguia atrás até linda cesta de Thornton, desequilibrado, acertar de dois.
Mas Lessa, Dos Santos e Fabrício abriram vantagem pro Migo que faltando 1′ tinha 17-22 Mogi. A ansiedade do Cerrado jogava contra o time. Mesmo com tempo no cronômetro a equipe da casa pecava na finalização. Ao final, Cerrado 17-26 Mogi das Cruzes com 34% de aproveitamento pro Cerrado e 60.5 pro Mogi.
2º Quarto: Mogi joga bem e abre vantagem sob o Cerrado
O segundo quarto não começou benéfico ao Cerrado, que nos primeiros segundos tomou duas bolas de três de Wesley e Fabrício. Bruno Lopes teve de parar o jogo. Até os 7′ para acabar só Mogi jogava, e havia pontuado, até Dawkins de dois fazer primeira pontuação do time da casa em 5 minutos, contando primeiro e segundo períodos. Por pouco tempo a diferença caia, já que Mathias cravara na seguida.
O mesmo problema da primeira etapa repetia-se. O Mogi marcava bem atrás e conseguia finalizar suas tentativas. O Cerrado chegava a 16% de eficiência em certo momento, muito baixo para o time. Na parte final do quarto o Cerrado se recuperou com Dawkins e Paulo.
Faltavam 2’34 no cronômetro e a diferença anotava Cerrado 24-40 Mogi, até Bruno Lopes parar nova vez. Os números eram piores pro time da casa, que perdia em todos os fundamentos.
Cerrado marcava, Mogi respondia. A diferença de 4 continuava até o último arremesso de três de Lucas não cair. Ia-se ao intervalo com Cerrado 29-42 Mogi, 12-16 no período. O Cerrado muito errava no ataque e na defesa e por isso terminava a etapa inicial atrás.
3º Quarto: Cerrado se recupera, mas vacila no final
As duas primeiras cestas no quarto foi do Mogi, em cobranças de lance livre. O Mogi fez 4 no período, mas o Cerrado correu atrás do prejuízo e chegou a empatar 4-4 no período com Paulo.
Se no segundo período o Cerrado deixava o Mogi abrir distância, no terceiro equilibrou as ações, não permitindo que o time adversário cria-se vantagem. Até os 5’29 jogo parelho, mas choque de cabeça entre Rafa Moreira e Mathias parou a partida por ao menos 4 minutos.
Na volta da parada, com Rafa no banco e Ruan Lucas na quadra, o pivô do Cerrado não satisfeito com toco na boca do garrafão, cravou um contra-ataque sensacional que, ao lado de lance de dois de Dawkins virou no período. Cerrado 14-11 Mogi.
O Cerrado melhorava no jogo, mas o Mogi não deixava abrir, até Dawkins decidir jogar. 14-15, depois 17-15, 19-15 e 22-15. A vantagem de 11 pontos caia a 6, depois 8 e voltava a 11 com lance de três de Fabrício. Faltava 0’42s e o placar mostrava Cerrado 51-62 Mogi, até Wesley virar no quarto pro Mogi que fazia 22-23 Mogi no período e Cerrado 51-65 Mogi no jogo.
4º Quarto: Cerrado novamente deixa Mogi chegar no final do quarto
Foi a vez do Cerrado abrir a contagem do período com duas cestas de Von Haydin na cesta. A entrada de Ruan no terceiro período foi essencial para a melhora da equipe, o que foi mantido no quarto período, com novo toco e cravada na sequência. 6-3 no período, vantagem caia momentaneamente.
6’17s no cronômetro e o Cerrado abria uma recuperação invejável. A diferença caia para 7 pontos com 91.7% de aproveitamento no período. Aos 5’44s era 11-6 no placar do período, e 64-71 no jogo. O Cerrado era outro. A diminuição das tentativas de três e uma valorização maior das jogadas debaixo do garrafão contavam a favor do time da casa.
O problema, mais uma vez, estava nos erros com tempo no cronômetro. Os 91.3% de aproveitamento despencaram para 36.1%. Aos 1’52 para acabar, o Cerrado tinha 15-12 no período, mas no geral 66-77.
Mas com o passar do período o Cerrado voltava a errar, especialmente nos arremesos de lance livre, o que custavam uma diminuição da diferença. Ao termo da partida, 23-21 no período e Cerrado 74-86 Mogi das Cruzes. O Cerrado acumulou sua quarta derrota e o Mogi sua quarta vitória.
Times iniciais:
Cerrado Basquete – Paulo, Thornton, Dawkins, Serjão, Rafa Moreira
Mogi das Cruzes – Lucas, Mathias, Wesley, Lessa, Mogi
O Brasília até começou bem a partida diante do Pato Basquete, mas não conseguiu engrenar a segunda vitória seguida no Novo Basquete Brasil (NBB). Na manhã deste domingo (21/11), o time da capital federal recebeu os paranaenses no Ginásio Nilson Nelson. Com uma atuação fraca, principalmente no segundo e terceiro quartos, a equipe da casa acabou derrotada pelos visitantes por 70 a 53.
O time candango largou bem na partida e saiu na frente dos visitantes. Porém, um desempenho muito abaixo no segundo e terceiro quartos foram preponderantes para dirimir qualquer chance de vitória do Brasília. O Pato também não teve uma apresentação extremamente efetiva, mas, com os erros da equipe da casa, fez o suficiente para voltar ao Paraná com duas vitórias – a outra foi diante do Cerrado.
Foto: Jonas Pereira/Distrito do Esporte
Brasília oscila o desempenho
Nos primeiros cinco minutos de jogo o Brasília Basquete se portou muito bem em quadra e chegou a abrir uma diferente de seis pontos à frente do Pato Basquete. Os paranaenses conseguiram crescer em quatro ainda no quarto inicial e foram, pouco a pouco, tentando diminuir a diferença construída pelo time brasiliense em casa. A sequência valeu a largada com 22 a 17 no placar.
A que veio em diante na partida, porém, foi uma fraca atuação do Brasília. No segundo quarto, o time da capital federal caiu bastante em quadra e deu margem para o Pato tomar a frente pela primeira vez no jogo. Os paranaenses também não eram muito efetivos em suas tentativas, mas o 16 a 8 na parcial foi suficiente para que os visitantes fossem para o intervalo vencendo por 33 a 30.
Foto: Jonas Pereira/Distrito do Esporte
Candangos seguem mal e perdem
As orientações no vestiário acabaram não surtindo muito efeito e o Brasília continuou enfrentando grandes dificuldades de converter pontos. O time candango sofreu com uma sequência de quase quatro minutos sem derrubar uma bola sequer. Nesse tempo, o Pato Basquete deu uma leve engrenada e abriu 12 pontos de frente. O 50 a 38 no marcador deu tranquilidade para os visitantes.
No último quarto, o jogo ficou mais movimentado, mas as duas equipes começaram em marcha lenta e parando em um aro praticamente fechado. A primeira bola caiu faltando 7m36s para o fim. Àquela altura do jogo, o Brasília Basquete partia para o tudo ou nada na tentativa de impedir mais um tropeço em casa. Efetivo quando necessário, o Pato freou qualquer reação e venceu a partida.
Após consagrar o Athletico-PR como bicampeão da Copa Sul-Americana – os paranaenses conquistaram o título com vitória por 1 a 0 sobre o Red Bull Bragantino -, a cidade de Montevidéu, no Uruguai, passou o bastão da organização da final única do torneio continental para outra capital. Brasília, centro do poder no Brasil, é a próxima na lista. O Estádio Nacional Mané Garrincha será o palco da decisão da competição em 2022.
O principal estádio do Distrito Federal foi escolhido pela Conmebol em maio deste ano. Na ocasião, a capital federal venceu a concorrência de Buenos Aires, Santiago del Estero e Avellaneda, na Argentina, Córdoba e Medelín, na Colômbia, Lima, no Peru, e das brasileiras Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, Recife, em Pernambuco, e Salvador, na Bahia, para ficar com o jogo, sonhado pelos gestores do Mané Garrincha desde 2019.
Brasília terá que aguardar pouco mais de dez meses para sediar a final única. A Conmebol agendou o jogo para 1° de outubro de 2022, um sábado. No próximo ano, o torneio será finalizado mais cedo em função da Copa do Mundo do Catar, marcada acontecer entre novembro e dezembro. A próxima temporada da Sul-Americana ainda está em formação, com os participantes sendo conhecidos através da finalização dos torneios nacionais.
Foto: Staff Images/Conmebol
Logística
A realização da final única da Sul-Americana será um teste para a capacidade logística de Brasília. Desde que o modelo de definir o campeão em 90 minutos com neutro foi adotado, as cidades escolhidas receberam verdadeiras mobilizações de torcedores das duas equipes, ocupando rede de hotelaria e outros serviços das sedes, como sistema de locomoção e gastronomia. A cidade foi avaliada de maneira positiva no processo seletivo da Conmebol.
O Conselho da Conmebol fez a escolha da capital como sede da partida com base nos relatórios de inspeção e na avaliação de critérios técnicos da Direção de Competições de Clubes. “O estádio Mané Garrincha, em Brasília, tem as melhores condições para receber a definição da Sul-Americana no ano que vem. A designação dessas sedes com um ano de antecedência permitirá uma melhor preparação e logística”, explicou a entidade em nota.
A participação do Mané Garrincha como palco de jogos importantes nesta temporada também teve peso na escolha. Brasília recebeu três partidas da Libertadores: Santos x San Lorenzo, Flamengo x Defensa y Justicia e Flamengo x Olimpia. A final da Recopa Sul-Americana entre Palmeiras x Defensa y Justicia também foi na cidade, assim como a decisão da Supercopa do Brasil entre Flamengo e Palmeiras.
Foto: Staff Images/Conmebol
Ingressos
Ainda faltam mais de dez meses para o jogo decisivo, mas a experiência de Montevideu em Athletico-PR x Red Bull Bragantino deixa Brasília em alerta sobre os preços de ingressos para a final única da Sul-Americana 2022. Os valores praticados foram entre U$ 100, cerca de R$ 556, e U$ 400, pouco mais de R$ 2.227, na cotação atual. Os torcedores desembolsaram, ainda, muito dinheiro no deslocamento ao Uruguai.
O alto investimento para ver o jogo afastou torcedores do Athletico-PR e do Red Bull Bragantino. Nem mesmo os uruguaios se empolgaram para assistir à final do torneio de segundo escalão do continente na porta de casa. O Centenário recebeu 6.173 torcedores, o pior público desde a criação da competição, na temporada de 2012. A Conmebol chegou a realocar os presentes nas arquibancadas centrais. As laterais ficaram vazias.
Para não precisar passar pela mesma saia justa em Brasília, a Conmebol precisará readequar os valores de ingressos para a próxima temporada. Apesar da fama de encher o Mané Garrincha em jogos de grande apelo, os torcedores da capital federal aguardam por ingressos com preços atrativos para a final única da Sul-Americana. Quem vier de longe, também estará na mesma expectativa.
Real Brasília comemora gol . Foto: Julio César/Real Brasília
Por Bruno H. de Moura
Valendo nada na tabela, Real Brasília e Legião se enfrentaram na tarde deste sábado (20/11), dia da consciência negra, no estádio Defelê pela última rodada do Candangão Feminino 2021. Com a capitã Jamile fazendo o gesto antirracista antes do apito inicial, ao final o Real Brasília saiu-se melhor e venceu o Legião por 2-0 com gols de Geovana e Petra.
Os 85% de aproveitamento em 9 jogos deram às leoas vaga antecipada à final do torneio. Já o Legião, com a 4ª melhor campanha entrava em jogo para cumprir tabela, uma vez que sem chances de ir à final, porém garantidas na Série C do futebol feminino nacional.
Por tudo isso o treinador Adilson Galdino poupou suas titulares e adentrou com um time composto por reservas. Como o time vai estar na elite do feminino nacional em 2022 foi uma oportunidade de dar ritmo de jogo e testar o desempenho de seu banco nas quatro linhas.
Agora o Real Brasília descansa até a final do torneio, no próximo sábado dia 27 de novembro às 10 horas da manhã no mesmo estádio Defelê.
Seu adversário será o Minas Brasília que, no saldo de gols, garantiu a vaga após golear a Aruc por 15-0, enquanto o Cresspom venceu por apenas 10-0 o Estrelinha, o que foi insuficiente no saldo de gols, 38 para o Minas, 36 ao Cresspom. É a terceira vez seguida que as equipes disputam o título local. Em 2019 e 2020 deram as leoas.
1º Tempo morno
A primeira grande chance foi do Real Brasília aos 5′. Margareth recebeu na entrada da área, clareou a jogada e chutou no ângulo de Jéssica que voou para impedir o gol. Na cobrança do escanteio a bola estourou no travessão do Legião e na jogada seguinte, dessa vez com Maiara, o travessão impediu o gol das leoas.
O jogo seguia congestionado no meio de campo, com muitas trocas de posse de bola. O Real Brasília perdia oportunidades com Maiara e Amanda, enquanto Teka e Alê não funcionavam no ataque do Legião. Aos 36′, de longe, Letícia Leme de fora da área mandou uma bomba, a goleira Jéssica foi pra bola, não chegou, mas foi salva, pela terceira vez, pelo travessão.
A partir dos 30 minutos o Real controlou o jogo. Aos 45′ foi a vez de Janety fazer jogada, distribuir para Carol Gomes de dentro da área arriscar, mas em cima de Jéssica que impediu o primeiro gol do jogo. Aos 47 a arbitragem encerrou a primeira etapa.
Real Brasília x Legião – Foto: Julio César / Real Brasília
2º Tempo: Com titulares, Real Brasília marca no placar
Na volta do intervalo o treinador do Legião mudou. Com muitas dores Karen deixou o campo para entrada de Talia.
Aos 4” em excelente cruzamento no segundo pau, Petra subiu lá em cima, deixou a marcação do Legião perdida, e cabeceou no canto contrário da goleira Jéssica que nada pôde fazer. Real Brasília 1-0 Legião.
Letícia Leme era o destaque do time. Aos 12” arriscou pro gol, sobrando para Jéssica espalmar. Na sequência a defesa do Legião afastou o perigo. À frente no placar de forma mínima, o treinador Adilson Galdino sacou Carol Gomes e colocou Bruna Natieli. Aos 22” o quase empate. Pelo lado esquerdo Letícia recebeu, ganhou campo, chutou no lado contrário de KeiKei, quase marcando o empate do Legião.
De uma vez só as leoas mudaram quatro jogadoras. Camila Pini no lugar de Margareth, Gabi na vaga de Mila, Marcela Guedes na posição de Janety, Amanda por Geovana Alves. Já o Legião fez apenas uma. Palmito deu lugar a Tati.
E na primeira jogada da nova formação o Real ampliou. Aos 27” Camila Pini cobrou escanteio, Jéssica saiu mal e Geovana antecipou bem, fazendo seu 14º gol no torneio. Real Brasília 2-0 Legião.
O Real Brasília seguia na pressão. Geovana, Camila Pini, Gabi entraram bem e pressionavam a meta adversária. Mas a boa atuação de Jéssica no gol esbarreirava um placar mais elástico. Aos 49” Victor Augusto apitou pela última vez.
Jamile capitã do Real Brasília – foto: Julio César / Real Brasília
Real Brasília 2
Keikei; Natasha, Petra ⚽, Jamile, Carol Gomes (Bruna Natieli); Margareth (Camila Pini), Milena (Gabi), Janety (Marcela Guedes), Letícia Leme; Maiara e Amanda (Geovana⚽)
Tec.: Adilson Galdino
Legião 0
Jéssica; Karen (Talia), Dayara, Janaina, Adriana; Letícia Palmito (Tati), Laura (Ketellin), Letícia (Érika), Milene; Alê (Ana) e Teka
Há 50 anos, 20 de novembro, dia histórico pela morte de Zumbi dos Palmeiras, a maior representação quilombola da história colonial do Brasil, foi reivindicado como data oficial de celebração do Dia da Consciência Negra no país. Símbolo de força, resistência e orgulho, traz a tona o necessário debate sobre causas antirracistas no esporte. O futebol, obviamente, não fica fora da reflexão. Porém, ainda há muito para avançar em termos de igualdade nas quatro linhas do gramado.
Figuras de destaque do esporte do Distrito Federal, o goleiro Edmar Sucuri, camisa 1 do Brasiliense, e o técnico Hugo Almeida, comandante do Legião, ressaltam que o esporte mais popular do mundo ainda tem muito o que aprender. E eles têm razão. Casos de racismo continuam acontecendo com frequência nos estádios do Brasil e do mundo. Segundo relatório do Observatório Racial do Futebol, foram registrados 58 casos de discriminação no futebol brasileiro em 2020, sendo 31 deles raciais. O local onde ocorre maior incidência ainda é em estádios de futebol. Com a pandemia, os casos na internet saltaram de 10% para 33%, entre 2019 e 2020.
O mais recente envolve a jogadora do Corinthians, Adriana, que foi chamada de “macaca” por uma das atletas do Nacional-URU na disputa das semifinais Libertadores Feminina. O clube alvinegro saiu vitorioso com um placar de 8 a 0 e, após a partida, repudiou o ocorrido. Ainda em campo, jogadores como a atacante brasiliense Victoria Albuquerque passaram a comemorar os gols cerrando o punho. Foi ela, inclusive, quem flagrou as ofensas. Do lado uruguaio, a capitã Valeria Colman pediu desculpas em nome da equipe.
No futebol candango, também há caso recente. No último sábado (13/11), a lateral Buga, do Cresspom, vítima de injúria racial na partida com a Aruc/Fúrias, válida pela nona rodada do Candangão Feminino. A atleta alega que um senhor, identificado na transmissão como Dimas Bezerra da Silva Dutra, a xingou durante a partida, que foi paralisada por cerca de cinco minutos.
“É uma situação muito delicada pois no momento eu fiquei em estado de choque, sem entender. As meninas falando e eu pensei: “não é possível”. Até eu entender a gravidade da situação foi quando eu falei “tenho muito orgulho do meu cabelo, tenho muito orgulho do meu black, tenho muito orgulho de onde eu vim e de quem eu sou” e aí eu vi algumas pessoas querendo deixar o caso passar, outras pessoas eu agradeço, assim como as meninas do meu time pelo apoio. No momento eu fui forte, acho que me fiz de forte”, contou a jogadora ao Distrito do Esporte.
Foto: Silvio Avila/Especial Metrópoles
Sucuri pede punição severa
Edmar Sucuri, goleiro do Jacaré desde 2017, é considerado ídolo com suas grandes defesas e atuações no gol que levaram o time a conquistar títulos. Ele conta que nunca sofreu preconceito racial, mas pede que os autores de atitudes racistas sejam punidos com muito rigor. Para ele, apesar dos casos existentes, as pessoas estão ficando mais conscientes. “Mas em algumas situações a pessoa permitia algum tipo de brincadeira e como o assunto está mais destacado na mídia, eles acabam levando para o lado do preconceito”, frisa. Ele diz ainda que brincadeiras que ferem e ofendem não devem ser toleradas.
O goleiro revela que Lewis Hamilton é o seu ídolo negro no esporte e que possui profunda admiração por sua competência e qualidade, além do respeito do piloto pelo eterno Ayrton Senna. O piloto inglês é um grande personagem na luta por causas raciais e sempre se posiciona a respeito do assunto. Sucuri relembrou do episódio de racismo no jogo entre PSG x Istanbul Basaksehir pela Champions League, em que o quarto árbitro Sebastian Constantin Coltescu se referiu ao auxiliar do clube turco, Pierre Webó, de forma racista. A equipe de Neymar e Mbappé deixou o campo com os atletas do Istanbul em forma de protesto e a partida foi adiada.
Barbosa e Aranha, o racismo marcado na vida de goleiros
Moacyr Barbosa, ídolo do Vasco da Gama, foi reconhecido como o melhor goleiro do continente na década de 1950. Mas nem tudo são flores. No mesmo ano, Barbosa defendeu a seleção brasileira na Copa do Mundo e ficou marcado como o grande vilão da derrota para o Uruguai, após gol de Alcides Ghiggia. Com isso, muitos relacionaram o acontecido com a cor de Barbosa, questionando se negros deveriam ter oportunidade de vestir a camisa verde e amarela. Somente em 1966, a seleção voltou a contar com um negro no gol: Manga, ex-Botafogo.
Foto: Reprodução da Internet
Um caso recente, e que repercutiu no país e no mundo, foi o racismo sofrido pelo ex-goleiro Aranha. Em 2014, na partida entre Grêmio x Santos pelas oitavas de final da Copa do Brasil, uma mulher branca foi flagrada pelas lentes do canal ESPN Brasil chamando o goleiro do Santos de “macaco”. Além dela, outros torcedores imitaram sons e gestos comparando o atleta ao animal. No momento em que ocorreram as ofensas, o arqueiro logo se manifestou e pediu para que as câmeras registrassem tudo.
Em Portugal, técnico viu que o racismo não está apenas no Brasil
Hugo Almeida é técnico do Legião F.C. e atualmente está no comando das categorias de base Sub-15 e Sub-19 do Leão, na disputa da 13ª Copa Brasília. Hugo passou dois anos em Portugal, atuando como auxiliar técnico em quatro times do país, e, assim como Sucuri, nunca foi vítima de discriminação racial. “Nunca sofri racismo, mas já presenciei casos assim em Portugal com atletas e membros da comissão técnica. Minha primeira reação foi de espanto, pois não imaginava que isso ocorria em um país como esse e, logo depois, questionei o porquê das vítimas não responderem e não se defenderem de tais “brincadeiras” preconceituosas”, relata.
Para Hugo, hoje as pessoas não têm vergonha de emitir opiniões racistas, mas, por outro lado, quem tem voz e visibilidade está se posicionando e causando desconforto e constrangimento em quem é preconceituoso. Ele tem como ídolo o boxeador tricampeão mundial dos pesos pesados Muhammad Ali, eleito “O Despostista do Século”, em 1999, pela revista estadunidense Sports Illustrated. Sua forma de pensar, a liderança dentro e fora do esporte e suas reflexões foram alguns aspectos que chamaram a atenção de técnico do Leão.
Foto: Jéssika Lineker/Distrito do Esporte
Um caso de racismo que chamou bastante atenção de Hugo foi justamente contra um time luso. Na partida entre Vitoria de Guimarães e Porto, o atacante Marega foi atacado com ofensas racistas pela torcida do Vitoria. O que deixou Hugo com sentimento de impunidade foi o atleta que sofreu a injúria racial, ao ameaçar deixar o campo, foi punido com dois cartões amarelos e, posteriormente, expulso do jogo.
O negro ainda é minoria no comando de equipes brasileiras
Além de não terem muitos negros nas federações estaduais de futebol (26 das 27 federações têm presidentes brancos), no comando dos times das Séries A, B, C e D do Campeonato Brasileiro não é diferente. Na elite, a mais almejada e importante competição nacional, apenas dois dos 20 técnicos são negros: Marcão do Fluminense e Jair Ventura do Juventude.
Primeiro presidente negro da história da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ednaldo Rodrigues frisou a necessidade de fazer do futebol um espaço de transformação para todos. “O Dia da Consciência Negra é uma data em que reafirmarmos nosso orgulho como povo. E o futebol, mais que um esporte, é um espelho para toda a sociedade. Os jogadores inspiram nossos jovens, os jogos são vistos por todas as camadas sociais. Por isso, ele precisa ser um espaço de fraternidade e tolerância. Nossa missão é conjuntamente trabalhar para que ele jamais seja palco de qualquer tipo de preconceito”, ressalta.
Foto: Lucas Figueiredo/CBF
Racismo é um tema que não deve ser ocultado e nem ignorado nos dias de hoje, principalmente no esporte em que muitos negros exercem com excelência suas funções e são maioria no hall de ídolos nacionais, tornando-se referência a outros tantos jovens negros. O racismo existe e precisa ser combatido todos os dias. No futebol e fora dele.
Zach na cobrança de lance livre - Jonas Pereira/Distrito do Esporte
Por Lucas Espíndola
A forte chuva na noite de sexta-feira na capital federal pode ser explicada pelo que aconteceu no Ginásio Nilson Nelson. Na estreia do novo treinador Régis Marrelli, o Brasília Basquete finalmente venceu no Novo Basquete Brasil. O triunfo foi em cima do Mogi, por 78 a 73. O confronto foi decidido na prorrogação, com muita dedicação da equipe até o final. A vitória dá um ânimo ao time azul e branco para que saia das últimas colocações nas próximas rodadas.
Os dois primeiros quartos de partida foram bastante equivalentes. O confronto pegou fogo dos minutos iniciais até o intervalo de partida. O Mogi terminou os primeiros 10 minutos na frente, porém, o Brasília conseguiu empatar e levar o placar igualado aos vestiários. O jogo continuou muito acirrado na volta dos vestiários, com direito a empate no tempo normal e vitória dos donos da casa na prorrogação.
Primeiro quarto equilibrado
O jogo começou um pouco nervoso, com o Mogi forçando três arremessos seguidos de três pontos, porém, a equipe errou todas as tentativas. O Brasília saiu na frente do placar, após Ronald acertar um lance livre. Após a primeira conversão, a porteira foi aberta e as bolas foram caindo para os dois times. Faltando pouco mais de seis minutos para o fim do quarto, o Mogi estava na frente por dois pontos, 7 a 5. No ataque seguinte, Gemerson colocou os donos da casa na frente, após duas cestas seguidas de três da zona morta.
Rojas marcou mais uma cesta de longe para o Brasília, a terceira seguida, obrigando o Mogi a pedir tempo. O Mogi voltou bem após a parada, encostando no placar e ficando a dois pontos do Brasília, 14 a 12. Faltando pouco menos de um minuto, os visitantes empataram o confronto, 17 a 17. Após um tiro de três pontos, Colina colocou o time de São Paulo na frente ao término do primeiro quarto, 20 a 17.
Brasília vira, mas leva o empate antes do intervalo
O segundo quarto teve um início quente no Ginásio Nilson Nelson. O placar estava apertado, com as duas equipes buscando o ataque e tentando converter as cestas com rapidez. O Mogi teve a chance de se distanciar mais ainda no placar, porém, errou diversas jogadas ofensivas e viu o Brasília empatar o confronto, 23 a 23. Após ver o time da casa empatar, Mathias deu uma bela cravada no ataque seguinte, colocando novamente os visitantes em vantagem.
Faltando pouco mais de cinco minutos para o intervalo, pintou uma estreia no Brasília, Fischer entrou em quadra e estreou pelo time da capital federal. Restando três minutos no relógio, o Brasília virou o placar. João Pedro deu uma bela enterrada e, em seguida, Fischer emplacou uma cesta de três pontos, 30 a 27. Os visitantes cresceram nos minutos finais, e o jogo seguiu equiparado até o fim do segundo quarto, 34 a 34.
Mogi volta a ficar na frente por um ponto
A volta do intervalo foi bastante positiva para o Mogi, que soube aproveitar o bom sistema ofensivo e emplacar 11 pontos rapidamente, tomando a frente do placar e abrindo seis pontos de vantagem: 43 a 37. Após um erro de ataque, Zach Graham diminuiu para os mandantes.
Depois de alguns erros ofensivos, o Mogi voltou abrir seis de vantagem faltando pouco menos de quatro minutos para o fim do terceiro quarto. O Ginásio Nilson Nelson explodiu depois da defesa aplicar um lindo toco e, no ataque seguinte, Rojas converter três pontos e deixar a vantagem do Mogi em apenas um ponto: 48 a 47.
Fim de jogo eletrizante
O Mogi abriu cinco a zero nos primeiros dois minutos do último quarto, obrigando o treinador Régis Marrelli a pedir um tempo na quadra. A parada fez bem ao Brasília, que conseguiu converter seus primeiros pontos logo após o tempo técnico. Além disso, o sistema defensivo conseguiu segurar o ataque seguinte do Mogi. O jogo voltou a ficar acirrado depois dos primeiros pontos do Brasília no quarto. Faltando pouco menos de quatro minutos para o fim do jogo, o placar marcava 57 a 56 para o Mogi.
Restando dois minutos no relógio, os donos da casa viraram o placar depois de dois lances livres convertidos por Fischer, 60 a 59. O Brasília voltou com tudo após a paralisação por conta da chuva, colocando quatro pontos de vantagem no placar, 64 a 60. Faltando 20 segundos para o fim, o Mogi voltou a encostar no placar, 64 a 63. Os segundos finais foram eletrizantes, e Lucas empatou para o Mogi, 66 a 66. O jogo foi para a prorrogação.
Brasília vence na prorrogação
O Brasília mostrou que queria a primeira vitória no campeonato e, Fischer, tratou de acertar uma bola de três pontos no primeiro ataque dos brasilienses. No lance seguinte, Lucas teve a chance de diminuir, mas acabou errando os dois lances livres. O Mogi só conseguiu os seus primeiros pontos faltando pouco mais de dois minutos para o fim. Wesley, após marcar três pontos, colocou os visitantes na frente, 71 a 69. Em dois lances, Gustavo empatou o jogo, 71 a 71.
Faltando pouco mais de 30 segundos para acabar o jogo, Gustavo Basílio acertou uma cesta de três, colocando o Brasília em vantagem, 74 a 71. No ataque seguinte, Fischer fez falta e obrigou o Mogi a ir para a linha de lance livre. O armador Lucas converteu os dois lances, 74 a 73 para os donos da casa. Após falta dos visitantes, foi a vez de Ronald ir para os arremessos, acertando os dois, 76 a 73. Faltando três segundos, a equipe de SP forçou uma falta em cima de Arthur. Com o acerto dos dois arremessos, o Brasília venceu por 78 a 73.
Velho problema no Nilson Nelson
Quando o relógio marcava um minuto e cinquenta e quatro segundos para o fim da partida e o placar marcava 60 a 60, apareceram diversas goteiras no Nilson Nelson, o principal ginásio do Distrito Federal. Chovia forte na noite brasiliense e os velhos problemas apareceram.
A água da chuva pingava e molhada a quadra, além de provocar poças fora das quatro linhas, porém, dentro do ginásio ainda. Após um bom tempo com o jogo paralisado e uma força tarefa para enxugar a quadra, a partida voltou a rolar no Nilson Nelson.
O que vem por aí
O próximo jogo das equipes irá acontecer no mesmo dia, domingo (21/11). O BRB/Brasília Basquete entra em quadra pela manhã, às 11h, no Ginásio Nilson Nelson. O confronto será com outro time que está nas últimas posições da tabela, o Pato Basquete. O Mogi permanece na capital federal para o jogo da próxima rodada. O esquadrão do interior paulista vai até a Asceb enfrentar o Cerrado, às 18h.
A noite de basquete no Distrito Federal foi, mais uma vez, muito movimentada. Nesta sexta-feira (19/11), além da vitória do Brasília sobre o Mogi Mirim, o Cerrado entrou em quadra para enfrentar a equipe do Pato Basquete pelo Novo Basquete Brasil (NBB). O time verde chegou a ter boa chance de ganhar a partida, mas, na prorrogação, acabou levando uma virada do adversário paranaense, que venceu por 86 a 85.
O equilíbrio durante os quatro quartos regulamentares de partida no Ginásio da Asceb, na 904 sul, explica, e muito, a necessidade de mais uma prorrogação na temporada do Cerrado. Somente na temporada 2021/2022 do NBB, o time candango jogou o overtime quatro vezes (as outras foram nas vitórias contra São Paulo e União Corinthians, e na derrota contra o Bauru).
Foto: Gabriel Costa/Cerrado Basquete
Cerrado larga na frente
Na parcial inicial de jogo, o Pato Basquete conseguiu abrir apenas um ponto de vantagem sobre o Cerrado. Apesar de perseguir de perto o time paranaense no marcador, o clube da capital federal não chegou a sentir o gosto de liderar a partida diante de sua torcida nos primeiros dez minutos de partida. A desvantagem, entretanto, não chegou a ser de mais do que seis pontos.
Mais incisivo, o time da casa teve um momento mais favorável no segundo quarto. O Cerrado não demorou muito para tomar a frente do placar. No início dessa vantagem, o Pato Basquete se manteve perto, tentando impedir que os donos da casa disparassem com o apoio da torcida. Mesmo assim, os candangos conseguiram descer para frente com três pontos na dianteira: 43 a 40.
Foto: Gabriel Costa/Cerrado Basquete
Pato Basquete leva no overtime
Após o descanso de meio de partida, o Cerrado Basquete voltou para a quadra da Asceb em um ritmo mais lento do que os adversários paranaenses. Com uma boa sequência de cestas convertidas, o Pato conseguiu ter a maior vantagem do confronto: dez pontos em um 57 a 47. Na reta final, o time candango conseguiu se reencontrar e foi diminuindo a desvantagem para uma bola de três.
Com isso, o último quarto começou aberto. O Cerrado seguiu com um ímpeto mais agressivo e passou a figurar, outra vez, na frente do marcador. Em crescente na partida, o time verde do Distrito Federal chegou a ter uma vantagem de cinco pontos com menos de um minuto para o cronômetro estourar. Os paranaenses, porém, não desistiram e forçaram a prorrogação com um 75 a 75.
O bom momento fez o Pato Basquete começar melhor o overtime no ginásio da Asceb. Assim, os visitantes se mostraram incômodos e conseguiram abrir uma vantagem, de certa forma, confortável no placar. O Cerrado seguiu lutando com bastante disposição e se manteve vivo até os segundos finais. Mas um ponto foi suficiente para dar a vitória aos adversários do Paraná: 86 a 85.
Vindo de uma sequência ruim com três derrotas seguidas, o Brasília Vôlei entrou em quadra na noite desta quinta-feira (18/11) para enfrentar o lanterna da Superliga Feminina, o Curitiba Vôlei, que ainda não havia vencido na competição. O confronto, válido pela quinta rodada do torneio, foi disputado na casa da equipe do Distrito Federal, o ginásio Sesi Taguatinga (DF). E com o apoio da torcida, o representante da capital federal venceu por três sets a zero, parciais de 27-25, 25-20 e 25-9.
O primeiro set começou bem para o Brasília Vôlei, abrindo larga vantagem no início. Porém uma reação do Curitiba Vôlei deixou a partida disputada até o final, sendo vencida pela equipe do Distrito Federal por 27-25. O set seguinte manteve o equilíbrio durante os primeiros pontos, mas logo o time da capital federal disparou e venceu por 25 a 20. Mais efetivas, as atletas do Distrito Federal comandaram o terceiro set com larga vantagem, fechando o confronto com parcial de 25 a 9.
Foto: Jonas Pereira/Distrito do Esporte
O jogo
Os primeiros minutos começaram disputados com as equipes derrubando, ponto a ponto, bolas na quadra adversária. Com isso, nenhum time conseguiu abrir vantagem no início. Porém, aproveitando-se do ataque eficiente e a defesa bem posta, o Brasília Vôlei marcou seis pontos seguidos e fez 11 a 4 no placar. Após parada técnica, o Curitiba melhorou e diminuiu para 14 a 12. Jogando bem, o time paranaense virou o confronto em 19-20. Alternando nos pontos, o primeiro set terminou com 27 a 25 para o Brasília Vôlei.
Seguindo o mesmo padrão do primeiro set, os primeiros pontos foram se alternando entre as equipes e o equilíbrio dando o tom do confronto. Entretanto, a partir dos dois dígitos de pontuação, o Brasília Vôlei disparou, abrindo 19 a 13. Apesar dos esforços das paranaenses, a equipe do Distrito Federal matinha o controle do placar e administrava a fim de vencer mais um set e assim aconteceu. O time de Rogério Portela chegou ao 2 a 0 depois de fechar a segunda parcial por 25 a 20.
O terceiro – e último – set começou avassalador para o Brasília Vôlei, que abriu 9 a 3. A diferença aumentava constantemente e o time da capital federal caminhava a passos largos para sua segunda vitória. Sem dar chances para ataques paranaenses, o Brasília Vôlei só pontuava e não deixava seu adversário marcar. E assim venceu com muita facilidade por 25 a 9. Ao final do jogo, a líbero Ju Paes foi eleita a melhor da partida, ganhando o troféu Viva Vôlei com 39.3% dos votos.
Foto: Jonas Pereira/Distrito do Esporte
Próximas rodadas
Com a vitória, o Brasília Vôlei chegou ao sexto ponto na competição e subiu para a décima posição no campeonato, perdendo a nona posição nos critérios de desempate para o Barueri Volleyball Clube (SP). A equipe paulista será a próxima adversária das brasilienses. O jogo ocorrerá na próxima terça-feira (2311) às 17h (horário de Brasília) no ginásio José Correa, em São Paulo. Três dias depois, na sexta-feira (26/11) às 19h (de Brasília), a equipe de Brasília voltará a jogar dentro de seu território. As comandadas de Rogério Portela enfrentarão o Pinheiros (SP), atual quinto colocado.
Equipes iniciais
Brasília Vôlei 3
Titulares: Ana Cristina, Edna, Natália, Neneca, Mimi Sosa, Arianne e Ju Paes.
Reservas: Maynara, Aline, Ana Caroline, Geovana, Vitória, Sara e Paquiardi. Técnico: Rogério Portela