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Na agenda: UFC marca nova luta de Vicente Luque para abril de 2022

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Foto: Reprodução/UFC

Por Michael Nunes

Belal Muhammad é o novo adversário de Vicente Luque no Ultimate Fighting Championship (UFC). O combate está marcado para 16 de abril, no UFC Fight Night, em local ainda não divulgado pela organização, e terá a luta de Luque x Muhammad como a principal. Adversários já conhecidos, os atletas lutaram em novembro de 2016 e o “The Silent Assassin” saiu vitorioso com menos de dois minutos de embate. O lutador com sangue brasiliense ainda tinha a expectativa de um title shot (disputa de cinturão) contra o campeão Kamaru Usman.

A luta entre Vicente Luque e Belal Muhammad será a principal do evento. Esta será a primeira vez que Luque fará o main event. Em entrevista ao UFC, Vicente falou sobre esse momento ímpar. “Eu venho trabalhando para sempre poder estar entrando no card principal, e agora fazer o main event é muito especial. Acho que traz algo a mais para essa luta, além de ser um cara que está ranqueado lá em cima”, disse.

Vicente Luque não luta desde agosto de 2021 quando venceu o americano Michael Chiesa por finalização. Esse último confronto foi a quarta vitória consecutiva de Luque na organização, ganhando o título “Perfomance da Noite”. As vitórias fizeram Vicente subir no ranking da categoria meio-médio e hoje ocupa o quarto lugar, atrás de Colby Covington, Gilbert Durinho e Leon Edwards. Seu próximo adversário, Belal Muhammad, está uma posição abaixo, no quinto lugar.

O confronto entre Luque e Muhammad não é novidade no evento. Os dois se enfrentaram em novembro de 2016 com vitória avassaladora de Vicente por nocaute técnico logo no primeiro minuto de luta. Desde então, Muhammad melhorou o seu jogo e se tornou um adversário duro de ser batido. O lutador com raízes palestinas venceu dez lutas, um no contest (luta sem resultado devido a uma dedada no olho ilegal de Leon Edwards) e só teve apenas um revés para Geoff Neal em janeiro de 2019.

Apesar da dificuldade da luta, Vicente Luque esperava lutar pelo cinturão contra Kamaru Usman ou pegar alguém do Top-3 da categoria. Dana White, mandatário do UFC, já deixou bem claro que o próximo desafiante pelo título é o inglês Leon Edwards, número três no ranking dos meio-médios. Porém, Luque poderá aproveitar o embate para vencer Muhammad mais uma vez e fazer coro para ser o próximo desafiante do cinturão.

Card Luque x Muhammad*

Vicente Luque x Belal Muhammad (meio-médio)
Drakkar Klose x Brandon Jenkins (leve)
Uriah Hall x André Sergipano (médio)
Rafa Garcia x Jesse Ronson (leve)
Miguel Baeza x Adversário ainda não divulgado (meio-médio)
Chris Barnett x Martin Buday (pesado)
Lina Lansberg x Pannie Kianzad (galo)
Caio Borralho x Gadzhi Omargadzhiev (médio)
Melsik Baghdasaryan x TJ Laramie (pena)
Elizeu Capoeira x Mounir Lazzez (meio-médio)

*As lutas podem ser alteradas.

Em noite épica, Brasília e Cerrado Basquete vencem no Novo Basquete Brasil

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Foto: Matheus Maranhão/ BRB/Brasília Basquete

Por Lucas Espíndola

Quem acompanha o basquete na capital federal terá uma lembrança muito boa da noite de quarta-feira (09/02). Depois de um bom tempo, Brasília e Cerrado venceram na mesma rodada do Novo Basquete Brasil (NBB). Os dois confrontos foram realizados no Distrito Federal, no Ginásio BRB Nilson Nelson e Asceb. O time extraterrestre venceu o União Corinthians por 92 a 71, enquanto o esquadrão verde triunfou por 79 a 61 em cima do Caxias do Sul.

Em noite espetacular, Brasília liquida União Corinthians

Às 20h no Ginásio BRB Nilson Nelson, o Brasília Basquete recebeu o União Corinthians. O clube do Sul do país chegou com moral na capital federal, já que havia desbancado o último invicto do campeonato, o Franca. Mas os donos da casa não quiseram saber e começaram com tudo, vencendo o primeiro quarto por 27 a 13. O clube cedeu alguns pontos ao adversário no período seguinte, mas manteve a boa mira ofensivamente, levando para o vestiário o placar de 53 a 34.

O terceiro quarto foi um pouco mais apertado, porém, o Brasília Basquete conseguiu se manter à frente do marcador, abrindo uma boa vantagem de mais de 20 pontos. O último e derradeiro período foi tranquilo para os donos da casa, que tiraram o pé do acelerador e viram o União Corinthians vencer por 15 a 14, mas não foi suficiente para derrotar o Brasília, que triunfou  com uma larga vantagem no placar: 92 a 71.

O nome do jogo foi Gemerson. O atleta quase conseguiu um double double, convertendo 25 pontos (cestinha da partida) e sendo líder de rebotes, com nove ao todo. Thomas comandou as assistências, com 11 no total. O camisa número 24 também se destacou nos rebotes, pegando seis embaixo da cesta. Pelo União Corinthians, Malachias marcou 18 pontos, além segurar cinco rebotes, juntamente com Teichmann.

Foto: Matheus Maranhão/Brasília Basquete

Cerrado Basquete passa pelo Caxias

Meia hora depois, na Asceb, o Cerrado enfrentou o Caxias do Sul. A vitória foi muito importante para os donos da casa, que subiram duas posições na tabela, chegando à 14ª colocação e podendo sonhar com uma vaguinha nos playoffs. O esquadrão verde mostrou a sua força logo no primeiro quarto, vencendo por 24 a 16 e colocando oito pontos de vantagem. Os candangos continuaram impondo um bom ritmo de jogo, levando para o intervalo o marcador em 44 a 28.

Na volta dos vestiários, o Cerrado deu uma pequena deslizada, não conseguindo converter as cestas de forma simples e viu o Caxias do Sul diminuir a vantagem imposta pelo adversário, 56 a 46. Os 10 minutos finais foram bons para os candangos, que conseguiram demonstrar a força do primeiro tempo e novamente se impuseram de forma ofensiva. O confronto terminou 79 a 61 para o Cerrado.

O cestinha da partida foi Humberto, do Caxias do Sul, que anotou 21 pontos. Pelo lado do Cerrado, Dawkins foi quem converteu mais pontos, 16 no total. O armador foi acompanhado por Thornton, com 14, e Gusmão, 13. Assim como na conversão de pontos, quem comandou as assistências dos donos da casa foi o americano que veste a camisa 14, com sete. Líder de rebotes, Serjão conseguiu pegar 10 no total.

Foto: João Pires/LNB

O que vem por aí

O Cerrado volta às quadras na próxima sexta-feira (11/02). Jogando no Ginásio da Asceb, às 20h30, os donos da casa recebem o União Corinthians, para mais uma rodada do segundo turno do Novo Basquete Brasil. Já o Brasília só joga na semana que vem, dia 17 de fevereiro, fora de casa. A equipe enfrenta o Pato Basquete, no Sul do país. O confronto está marcado para às 19h30.

Real Brasília é derrotado pelo Corinthians e se despede da Supercopa

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Foto: Divulgação/CBF

Por Rayssa Loreen

O Real Brasília se despediu da Supercopa feminina nesta quarta-feira (9), jogando na Arena Barueri, no interior paulista. O representante do Distrito Federal entrou em campo contra o Corinthians e, mesmo jogando uma partida com forte marcação, perdeu por 2 a 0, se despedindo de cabeça erguida da competição nacional.

Caminho para a semi

As Leoas conseguiram vaga na semifinal depois de derrotarem o Internacional por 1 a 0, no Beira-Rio, na primeira fase da disputa. Já o Corinthians eliminou o Palmeiras por 3 a 0.

Dentro de campo, gol somente no final da primeira etapa

O primeiro tempo começou devagar para os dois times. Melhor em campo, o Corinthians conseguiu pressionar um pouco mais e buscar o ataque. Aos cinco minutos, Adriana chegou perto para marcar, mas Dida defendeu sem dificuldades.

Dez minutos depois, o Corinthians perdeu mais uma chance de abrir o placar. Tamires entregou bem a bola para Zanotti, que tocou por cima da goleira, mas a bola saiu pelo canto do gol.

Foto: Divulgação/CBF

Com 21 minutos, Adriana encontrou espaço pelo lado direto do Real Brasília, chutou para o gol, mas Dida, de novo, defendeu. Aos 28, Tamires apareceu mais uma vez no ataque. A camisa 37 cruzou para Yasmin, que não conseguiu balançar a rede.

A pressão alvinegra continuava, e aos 38 minutos, falta perigosa marcada a favor do Corinthians. Yasmin foi para a cobrança, mas a bola chegou tranquila nas mãos de Dida. Depois disso, não demorou muito para o Timão abrir o placar na Arena Barueri. Adriana bateu, a bola foi tirada e, na sobra, Jheniffer não bobeou e chutou direto no gol levando a vantagem no placar para o intervalo.

Timão consolidou o placar

A segunda etapa começou mais movimentada. Logo aos cinco minutos, a defesa das Leoas falhou e o Timão encontrou espaço para marcar o segundo. Liana recebeu a bola de Tamires e a camisa 11 aproveitou que não estava sendo marcada e balançou a rede.

Muito presente no jogo, Tamires tentou fazer o dela. Aos 11, a jogadora arriscou de fora da área, porém a bola saiu pelo canto do gol. O Real Brasília ficou menos recuado no segundo tempo, mas isso não foi suficiente para mudar o rumo do jogo. A equipe não conseguiu criar jogadas perigosas e continuou precisando muito da defesa para impedir mais um gol da equipe adversária.

Aos 19, Bianca Gomes buscou o terceiro gol e não conseguiu. No rebote, Adriana também tentou, mas Dida defendeu. Poucos minutos depois, Bianca foi de novo na bola, Dida foi rápida e defendeu.

Para a história…

O tempo ia passando e as duas equipes não atacavam mais. Porém, na reta final da partida, um momento histórico aconteceu na Arena Barueri. Pelo lado do Corinthians, Zanotti saiu para a entrada de Ellen, jogadora da base. Este registro mostra a importância da valorização do futebol feminino no país, desde os primeiros passos para quem sonha em valorizar a carreira dentro da modalidade.

Mesmo com a atuação e o esforço de Ellen bem elogiada na reta final da partida, a atleta viu de perto a árbitra encerrar a partida e sacramentar o Corinthians na final da primeira Supercopa do Brasil de Futebol Feminino, contra o Grêmio.

Futuro do Real Brasília

Eliminado da Supercopa, o Real Brasília só volta a jogar em março, quando começa o Brasileirão A1. Os confrontos ainda não foram definidos, mas o campeonato começa no dia 6 e vai até 25 de setembro.

CORINTHIANS 2

Kemelli; Kati, Giovanna Campiolo (Juliette), Tarciane; Yasmin, Diany, Liana ⚽️ (Jaque) Salazar, Gabi Zanotti (Ellen); Adriana (🟨), Tamires (Grazi) e Jheniffer ⚽️ (Bianca).

REAL BRASÍLIA 0

Dida; Roberta (Nenê), Petra, Isabela Melo, Bruna Natieli; Maiara, Sasá, Gaby Soares, Marcela Guedes (Dany); Carol Gomes e Geovana Alves.

Brasília vence o Paranoá pelo placar mínimo e salta para o G-4 do Candangão

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Foto: Jéssika Lineker/Distrito do Esporte

A boa postura defensiva mais uma vez foi essencial para o Brasília somar pontos no Campeonato Candango BRB 2022. Na tarde desta quarta-feira (9/2), o time colorado recebeu o Paranoá, no Estádio Nacional Mané Garrincha, controlou o ímpeto adversário e aproveitou boa trama para vencer por 1 a 0. O resultado foi suficiente para fazer o colorado ultrapassar o Brasiliense e terminar a 6ª rodada no grupo dos quatro classificados para o quadrangular semifinal do torneio local.

Em bom momento no Candangão, o Paranoá começou a partida no campo de ataque em busca de oportunidades concretas. Porém, quem marcou foi o Brasília e o lance mudou o jogo. Com a vantagem, o Colorado conseguiu marcar bem e acuar a Cobra Sucuri. A etapa final no Mané Garrincha teve poucas chances concretas. Atrás do placar, os visitantes ficaram com a bola no pé, mas esbarraram na postura defensiva do Avião e não conseguiram mudar o cenário da partida.

Foto: Jéssika Lineker/Distrito do Esporte

Paranoá sai melhor, mas Brasília marca

O Paranoá assustou logo no primeiro minuto de jogo. Após troca de passe envolvente, a bola sobrou na entrada da área com João Carlos, que chutou para fora. Com o Brasília encontrando dificuldades de chegar no ataque, a Cobra Sucuri apertava a marcação em busca da recuperação no campo ofensivo. Porém, com faltas e passes errados, o jogo perdeu intensidade. Os goleiros Luan Carlos e Matheus Damasceno pouco foram exigidos e os visitantes voltaram a finalizar somente aos 15 minutos com Paulinho.

Bem postado na defesa, o Paranoá seguia sem sofrer sustos. Ao menos até os 18. Ikaro fez boa jogada pela ponta e achou Willian na área. Matheus Damasceno saiu bem e fez a defesa. Dois minutos depois, o Colorado não perdeu. Lucas Victor recebeu na direita e deu passe na medida para Titico tocar para a rede. A vantagem no placar deixou o Avião mais confortável em campo. A Cobra Sucuri, por sua vez, passou a esbarrar na marcação rival. Aos 24, o Brasília ameaçou outra vez em finalização de Lucas Victor.

A postura colorada de aguardar um contra-ataque era clara. Com o time rival todo posicionado no campo de defesa, o Paranoá lutava por espaços. A dificuldade em impor as ideias deixou o jogo sem sequência. Aos 38, um erro quase virou gol da Cobra Sucuri. Santiago deu passe curto e Daniel Guerreiro sairia livre se não fosse bom corte de Vinícius Machado. Aos 48, os visitantes tiveram outra boa chance. Samuel ficou com a bola espirrada na área e chutou para defesa de Luan Carlos.

Foto: Jéssika Lineker/Distrito do Esporte

Cobra Sucuri esbarra na defesa colorada

A desvantagem deixou o técnico Klésio insatisfeito e o Paranoá recomeçou o jogo com três mudanças. O panorama de ações, porém, seguiu dividido e sem grandes chances nos primeiros minutos. Brigada no meio, a partida ficou faltosa e truncada. Atrás do empate, a Cobra Sucuri seguia rodando a bola por espaço, mas sem sucesso. Os lances de bola na área eram a principal aposta dos visitantes, mas sem grande efetividade. O Brasília seguia fechado na marcação e paciente por uma jogada fatal.

Além da boa postura defensiva do Colorado, o Paranoá também esbarrava nos próprios erros. Aos 21, Daniel Guerreiro ajeitou na entrada da área e Norton finalizou sem direção. O camisa 11, inclusive, era a principal arma ofensiva dos visitantes na partida. Porém, a marcação do Brasília por muitas vezes se sobressaiu nos combates. Aos 29, Norton achou espaço e avançou. Na finalização, Luan Carlos fez a ponte e salvou. O escanteio teve o mesmo roteiro de vários outros no jogo e não foi aproveitado.

Quando ficava com a bola no pé, o Brasília não tinha pressa para chegar na frente do gol e trocava passes na intermediária. As faltas sofridas viraram arma para o Colorado esfriar as ações do jogo. Do outro lado, nem mesmo os chutes de longe chegavam perto de Luan Carlos. Com 44, Luan Carlos fez a grande defesa do jogo. Em escanteio, Gustavo Macapá cabeceou com força, a bola quicou no chão e o goleiro colorado fez defesa providencial para salvar o Avião e garantir o resultado.

BRASÍLIA 1
Luan Carlos; Adilson, Santiago 🟨, Vinícius Machado e Ikaro; Dadinho (Obina), Johnson e Willian; Lucas Victor (Matheus Rocha), Titico ⚽ (Ian) e Leandro Aguiar. Técnico: Luís Carlos

PARANOÁ 0
Matheus Damasceno; David (Vitinho), Gustavo Macapá, William e Vandinho; João Carlos 🟨, Klécio (Cocada), Paulinho (Lucas Dantas) e Marquinhos (Norton); Daniel Guerreiro 🟨 e Samuel 🟨 (Magal). Técnico: Klésio Borges de Moraes.

Ceilândia empata com o Taguatinga e perde os 100% no Candangão

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Foto: Alan Rones/Ceilândia E. C.

Por Maurício Carvalho

No confronto entre cidades vizinhas, Ceilândia e Taguatinga protagonizaram um jogo de baixíssimo nível técnico. Com a classificação para a próxima fase bem encaminhada, o Ceilândia pouco se esforçou, e terminou a partida sem gols. Mesmo jogando em ‘casa’, no Defelê, o Taguatinga até tentou se impor mas esbarrou na falta de criatividade ofensiva e não conseguiu superar a defesa do Gato, que completou seu terceiro jogo sem ser vazada.

O Taguatinga começou com a posse de bola, mas sem assustar a defesa do Gato preto. Os goleiros fizeram boas defesas durante o jogo, porém faltou inspiração por parte dos ataques. No primeiro tempo o Ceilândia chegou na bola parada e até acertou a trave. Pelo lado azul e branco, Wisman desperdiçou uma chance de ouro. Mesmo com mudanças nos dois times, as oportunidades ficaram mais escassas na etapa final. Destaque para o número baixo de faltas de jogo e o cartão amarelo que não saiu do bolso do árbitro Sávio Sampaio. No fim, o zero não saiu do placar.

Poucas chances e nenhum gol

O jogo começou sonolento, com as duas equipes muito cautelosas. O primeiro lance de perigo veio a partir de um erro de passe do goleiro Lucas. O gol ceilandense só não saiu porque o próprio Lucas fez bela intervenção com os pés evitando o gol de Mirandinha. O Ceilândia passou a rondar a área do Taguatinga e no momento em que controlava o jogo, a Águia obteve sua primeira finalização em chute perigoso de Henrique, para grande defesa de Léo Unamuzaga.

Com trinta minutos no relógio, o árbitro Sávio Sampaio fez uma pausa para a hidratação dos jogadores. Na volta da parada o jogo ganhou em emoção: primeiro, Wisman lançou bola na área e Leo evitou o gol do Taguatinga. Na sequência foi a vez do gato preto assustar, Tarta bateu falta venenosa, Lucas deu rebote, e o zagueiro Gilson carimbou a trave dos donos da casa.

Já nos acréscimos veio a grande chance da primeira etapa. Wisman invadiu a área e cara a cara com o goleiro Léo chutou rasteiro à esquerda do gol. O Taguatinga ensaiou uma pressão nos minutos finais, mas sem sucesso, não conseguiu tirar o zero do placar.

Etapa final

O Ceilândia voltou do intervalo com a mesma postura, tentando manter a posse de bola sem sofrer riscos. Aos 12 minutos Wisman emendou uma linda bicicleta, mas o gol do Taguatinga não saiu. Três minutos mais tarde, o líder da competição chegou com China. O lateral cruzou errado e quase surpreendeu o arqueiro Lucas. Com pouquíssima criatividade em campo, o jogo não desenvolvia.

Foto: Alan Rones/Ceilândia E. C.

A bola parada foi responsável pela primeira chance de perigo da etapa final. Aos 29 minutos Tarta cobrou falta com muita força e o goleiro Lucas tirou a bola praticamente de dentro do gol. Em um raríssimo instante de emoção, Hyury recebeu bom passe de Cabralzinho, e o gol alvinegro não saiu porque Vena, capitão do Taguatinga, chegou de carrinho para desarmar. Aos 42 minutos Wesley teve a bola do jogo para o Taguatinga. Mais uma vez Leo fez uma defesaça, porém o impedimento foi assinalado.

De olho na próxima rodada

No próximo sábado (12/02), o Ceilândia vai encarar o Brasiliense no estádio Abadião. A reedição da final do campeonato de 2021 será transmitida pela TV Câmara Distrital às 16hrs. No domingo, às 10:30, o Taguatinga vai até o entorno do Distrito Federal encarar o Santa Maria no estádio Serra do Lago.

TAGUATINGA 0

Lucas; João Pedro, Somália, Daniel, Evanilson; Vena, Luan, Henrique (Wesley), Foguinho (Felipe); Wisman, Itagol (Kantê). Técnico: Luiz Carlos Prima🟨

CEILÂNDIA 0

Léo Unamuzaga; Crystian, Fernando Gomes, Vidal, China; Werick (Gabriel Henrique), Tarta, Fernandinho (Hyuri); Cabralzinho (Fogão), Mirandinha (Tchelê), Gabriel Pedra (Romário). Técnico: Adelson de Almeida

Capital goleia o Luziânia e pula para o segundo lugar na classificação

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Luziânia x Capital
Foto: Gustavo Roquete/Capital C.F.

A chegada do técnico Édson Porto ao Capital foi, literalmente, um divisor de águas. Na tarde desta quarta-feira (9/2), a Coruja mostrou, mais uma vez, a efetividade imposta pelo treinador e venceu o Luziânia, por 4 a 0, no Estádio Serra do Lago. O resultado foi a terceira goleada seguida construída pelo time tricolor, que pulou para a segunda posição na classificação do Campeonato Candango BRB 2022. Os goianos, por sua vez, seguem na lanterna e flertando cada vez mais com o rebaixamento.

O forte calor no município goiano fez os dois times entrarem em campo com uma postura de observação. Na segunda metade do primeiro tempo, o Capital deslanchou e marcou duas vezes com Wallace – em belo chute de falta – e Judson. Na etapa final, a Coruja aproveitou a afobação da Igrejinha para matar de vez o resultado. Com gols de Charles e Pedrinho, a equipe de Édson Porto confirmou o resultado e sacramentou, de vez, a boa fase atravessada no torneio local.

Foto: Gustavo Roquete/Capital C.F.

Na imposição, Capital sai na frente

O jogo no Serra do Lago começou bastante estudado e com as duas equipes com dificuldades de criar jogadas de grande ímpeto. O Luziânia parecia ter um controle melhor da bola no pé. Porém, principalmente com chutes de longe, o Capital foi quem mais arriscou no rumo do gol. Com as marcações se sobressaindo, nenhuma das equipes criou oportunidades claras nos primeiros minutos do jogo. O primeiro lance de real perigo apareceu somente aos 23. Após chute inesperado de Judson, Gabriel caiu e espalmou.

No minuto seguinte, o Capital colocou duas bolas na trave. Em levantamento despretensioso de Judson, a redonda ganhou altura e carimbou o poste. No rebote, Wallace também acertou a quina. O lance em sequência, porém, foi algo isolado sob o forte calor do Serra do Lago. Até o time visitante mudar a partida. Com 32, em nova tentativa de longe, Wallace fez Gabriel trabalhar outra vez. Aos 33, Gabriel fez outra defesaça. Após bola na área, Grampola subiu e exigiu grande ação do goleiro do Luziânia.

Com 35, Wallace foi perfeito. Em cobrança de falta, o camisa 5 do Capital colocou a bola no ângulo e não deu nenhuma chance de defesa para o arqueiro rival. Mesmo precisando do resultado, o Luziânia pouco fez em busca dele. E o time goiano acabou pagando caro pela falta de objetividade, pois o segundo gol da Coruja saiu nos acréscimos. Após boa jogada pela esquerda, Grampola invadiu a área e cruzou para Clemente finalizar em Gabriel. No rebote, Judson não desperdiçou e ampliou.

Foto: Gustavo Roquete/Capital C.F.

Coruja mata o jogo

Com duas alterações, o Luziânia voltou a campo disposto a mudar o cenário do jogo. Com Wallace em dia ofensivo, o Capital tentou duas vezes, mas o volante errou o alvo nas duas. Aos 10, o time goiano puxou contra-ataque, mas Rodrigo Menezes se precipitou e chutou para fora. O nervosismo seguiu atrapalhando os planos da Igrejinha. Em um deles, a Coruja puxou jogada em velocidade e a bola chegou nos pés de Charles. Com categoria, ele bateu no canto do goleiro Gabriel.

Com o resultado encaminhado, o técnico Edson Porto rodou o elenco tricolor. Muito mais na base da vontade, o Luziânia tentou alguns chutes isolados em direção ao gol de Léo Rodrigues, mas pouco assustou o time do Capital. A Coruja tinha a partida totalmente sob controle e seguiu com calma em busca de mais gols. Com os três gols de vantagem do time candango, a partida já não tinha tanta velocidade dos dois lados. Aos 31, Gabriel saiu bem em escorada de cabeça.

O cenário da partida no Serra do Lago deixava a partida com poucas faltas e muita bola rolando. Os goleiros Gabriel e Léo Rodrigues, porém, passaram a ser menos exigidos. Aos 40, Judson fez boa jogada e passou para Clemente. Com os pés, Gabriel defendeu. Apesar da vontade, o Luziânia não conseguia criar grandes jogadas ofensivas. O panorama seguiu nos últimos minutos da partida. Aos 45, a zaga goiana vacilou e Pedinho escorou para a rede e fechou o placar.

LUZIÂNIA 0
Gabriel; Luís Felipe (João Victor), Cristiano, Perivaldo, e Ronald; Felipe 🟨 (José Carlos), Rodrigo Menezes (Roger Lucas) e Adalto (Luíz Felipe); China, Lucas e Rodrigo Pelezinho 🟨 (Brendo). Técnico Vandinho.

CAPITAL 4
Léo Rodrigues; Gabriel (Tavares), Juan Pablo, Emerson e Romarinho; Wallace ⚽ (Maicom), Sandy (Geovane), Judson ⚽ e Charles ⚽ (Pedrinho ⚽); Felipe Clemente e Rafael Grampola (David Souza). Técnico: Édson Porto.

Em jogo eletrizante, Unaí vence Brasiliense e respira no Candangão

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Lucas Bolzan/Distrito do Esporte

No duelo entre mineiros e candangos, o Unaí levou a melhor por 3 x 2 sobre o Brasiliense, na abertura da 6ª rodada do Campeonato Candango. A partida realizada na manhã desta quarta-feira (9/2), no Estádio Urbano Adjunto, foi marcada pelo domínio verde sobre a equipe de Taguatinga. O resultado deu fôlego ao esquadrão de MG, enquanto o tropeço pode custar a vaga do Jacaré no G-4 ao fim da jornada.

O Unaí foi superior ao Brasiliense desde o apito inicial. Os donos da casa precisaram de apenas 20 segundos para conseguir a primeira investida. A recompensa veio aos 33 minutos, quando Akin finalizou de longe, com desvio no meio de caminho, abrindo o placar no interior mineiro. Na volta dos vestiários, Matheus Falero ampliou e, de quebra, anotou o terceiro do Verdão da Serra. O Jacaré conseguiu descontar com Aldo e Badhuga na reta final. No entanto, o tropeço longe do DF não evitado.

Lucas Bolzan/Distrito do Esporte

Unaí se impõe e larga na frente

Focado na vitória, o Unaí se atirou ao ataque com menos de 20 segundos de jogo. Matheus Falero avançou pela direita, superou a marcação e tentou o cruzamento. Atento, Aldo afastou. Passados cinco minutos, os mineiros continuaram pressionando. Acionado novamente, Falero apostou corrida pelo setor direito, mas foi travado pela defesa amarela. A resposta amarela veio após cruzamento de Goduxo pelo setor canhoto. Daniel Alagoano escorou de cabeça para Aloísio que, de primeira, bateu mascado. Marcão tentou a sobra, mas sem sucesso.

Com espaço, o Unaí tentou assustar com finalizações de longa distância. Felipinho dominou de longe e arrematou por cima do gol. O Jacaré respondeu na mesma moeda. Aloísio recebeu pelo centro, ajeitou o corpo e bateu rasteiro, rente à trave do goleiro mineiro. Foi seguindo a receita de finalizar de fora da área que o Verdão da Serra abriu placar. Akin ganhou campo pela direita e não titubeou em chutar de longe. A finalização contou, ainda, com desvio no meio do caminho, impedindo qualquer reação do arqueiro candango.

Após o gol, o clima ficou tenso no interior mineiro. Em disputa pela bola, Daniel Alagoano deixou o braço no rosto de Akin, que desabou, gerando tumulto nas áreas técnicas. A confusão, porém, não mudou o rumo da partida na primeira etapa.

Jacaré reage, mas não evita derrota

Na volta dos vestiários, o Brasiliense precisou de apenas um minuto para chegar ao ataque. Aloísio cortou da direta para o meio e chutou rasteiro e fora da área. No lance seguinte o Unaí foi às redes com Matheus Falero. Felipinho foi levando até a entrada da área e viu a passagem de João de Deus, que bateu cruzado para Falero completar. O assistente, porém, assinalou impedimento, acendendo nova polêmica. E após pouco mais de um minuto de conversa, o trio de arbitragem confirmou o segundo gol mineiro.

Com o prejuízo ainda maior, o Jacaré promoveu mudanças para melhorar a saída de bola e aumentar o poderio ofensivo. As alterações, no entanto, não surtiram efeito. Muito pelo contrário, aos 14’, Paulo Renê aproveitou o buraco na defesa amarela e lançou Matheus Falero. O camisa 11 venceu Badhuga na corrida, driblou o goleiro e anotou o terceiro do Unaí na partida. Com dificuldade para criar, o Brasiliense parava no bloqueio verde e pouco assustava o adversário.

Incomodado pelo resultado, o Brasiliense conseguiu diminuir em bola parada. Bernardo cobrou escanteio, Aldo antecipou na primeira trave e descontou para o Jacaré. Na sequência, o esquadrão amarelo quase marcou o segundo em cabeceio de Matheus Silva. Por capricho, a ofensiva parou no travessão do goleiro Edson. Nos acréscimos, novamente após tiro de canto, o Jacaré diminuiu. Badhuga aproveitou sobra na pequena área e escorou para o fundo das redes.

O que vem por aí

A vitória em casa sobre o Brasiliense deu fôlego ao Unaí no Candangão. O Verdão da Serra chega aos seis pontos e deixa momentaneamente a zona de rebaixamento. O próximo compromisso mineiro no torneio será no sábado (12/2), contra o Capital, às 15h30, no Estádio JK. A derrota pode custar a 3ª posição do Jacaré, podendo ser ultrapassado ao final da rodada. A equipe amarela também volta a campo no sábado, às 15h30, quando recebe o Ceilândia, no Abadião, na reedição da final local do ano passado.

UNAÍ – 3
Edson; Lucas, Vidal, Vinícius e Júlio; Gabriel Almeida 🟨, Akin ⚽ (Madson), Felipinho (Pedrão 🟨) e Micael; Matheus Falero ⚽⚽🟨 (Brendon) e João de Deus (Paulo Renê). Técnico: Emerson Matheus

BRASILIENSE – 2
Fernandes; Andrezinho, Badhuga ⚽, Preto Costa e Goduxo (Peu); Aldo ⚽, Aloísio e Tiago Luís (Bernardo 🟨); Luquinhas (Matheus Silva), Daniel Alagoano 🟨 (Kesley) e Marcão 🟨. Técnico: Reinaldo Gueldini

TJD-DF condena Gama e Brasiliense por confusão no clássico

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Foto: Francisco Stuckert/Fotoarena

Por Bruno H. de Moura

A Primeira Comissão Disciplinar do Tribunal de Justiça Desportiva do Distrito Federal decidiu na noite desta terça-feira (08/02) punir Gama e Brasiliense pelos acontecimentos no estádio Mané Garrincha durante o clássico 70 entre Jacaré e Periquito.

Os membros do TJD-DF entenderam que as duas equipes foram responsáveis por “Deixar de tomar providências capazes de prevenir e reprimir” desordens e lançamento de objetos no campo. Condenados pelo art. 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, Gama e Brasiliense também foram punidos pela elevada gravidade e por ter havido prejuízo ao andamento do jogo, interrompido por quase uma hora. A punição foi unânime.

Os membros da Primeira Comissão Disciplinar só discordaram das punições. Por maioria, os auditores condenaram o Gama a pagar multa de R$ 40.000,00 (quarenta mil reais) e à perda de 5 mandos de campo. Já o Brasiliense foi punido em R$ 20.000,00 (vinte mil reais) e à perda de 2 mandos de campo.

2 julgadores entendiam que a punição mais justa era perda de 2 jogos e multa de R$ 20.000,00 (vinte mil reais) para as duas agremiações, mas foram vencidos.  Cabe recurso ao pleno do TJD-DF e, posteriormente, ao Superior Tribunal de Justiça Desportivo – STJD.

Como o público está proibido de comparecer a competições esportivas no Distrito Federal, o TJD-DF determinou à FFDF definir como se dará o cumprimento da punição. O prazo, segundo a decisão, para pagamento da multa é de 7 dias.

Foto: Francisco Stuckert/Fotoarena

Há duas semanas, durante a partida, membros das torcidas organizadas Facção – vinculada ao Brasiliense – e IRA Jovem – ligada ao Gama – entraram em confronto na reta final da segunda etapa. As imagens da briga entre os dois lados viajou pelo país e até a Polícia Militar foi tida como culpada por não apartar a confusão.

O presidente do TJD-DF, Vinícius Henrique Bernardes dos Santos, já havia determinado a suspensão das duas torcidas organizadas por tempo indeterminado das praças esportivas de Brasília.

A Coruja está voando alto: Capital cresce em momento decisivo da competição

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Foto: Luã Tomasson

Por Maurício Carvalho e João Marcelo Pepi

Cercado de expectativa após contratações expressivas, o Capital não teve o início dos sonhos no Campeonato Candango BRB 2022. Com apenas um ponto conquistado durante as duas primeiras rodadas e um desempenho aquém, a diretoria da equipe azul e branco não hesitou em dispensar Vilson Tadei. Para seu lugar, trouxe Edson Porto. O treinador aprimorou o setor de criação, melhorou a defesa, aperfeiçoou o sistema ofensivo e a crescente de rendimento foi notória, conquistando sete pontos em nove possíveis.

O zagueiro/volante Wallace, autor de um dos gols da vitória sobre o Brasília no último sábado, e o treinador Edson Porto falaram com exclusividade ao Distrito do Esporte, relatando a mudança de ares e a expectativa para o restante da competição. Atualmente em quarto lugar, a Coruja mira se consolidar no grupo que avançará para o quadrangular semifinal com base nos resultados das próximas partidas no Candangão.

Exercendo as funções de zagueiro e volante, de acordo com cada momento da partida, Wallace, fez um gol na vitória contra o Brasília e teve destaque pela boa atuação. O jogador contou sobre como foi a chegada de Edson Porto e o tão sonhado inédito título do Candangão. “Ele trouxe muita confiança para nós e nos deu liberdade para jogar, isso foi fundamental contra o Gama. O mesmo pensamento foi para Santa Maria e Brasília, mas nesses dois jogos conseguimos a vitória”, comentou.

Sobre a gana de ser campeão, Wallace falou da unanimidade do grupo. “A disposição e a vontade que estamos tendo é impressionante, está todo mundo querendo muito ser campeão. Desde a pré-temporada já estávamos com esse pensamento de ser campeão e tenho certeza que estamos no caminho certo para isso. O Capital merece calendário para 2023. Aqui é tudo muito correto, diretoria não nos deixa faltar nada”, complementou.

Um dos nomes da virada de chave do Capital no Candangão, o treinador Edson Porto falou sobre o momento em que chegou ao clube, que ocupava a zona de rebaixamento. “Chegamos muito em cima do jogo contra o Gama. Por sorte, eu conhecia a maioria do grupo e o trabalho foi feito na base da conversa para ajustar o posicionamento da equipe e eles assimilaram bem. É um time com bons valores individuais”, disse.

Sobre o que espera do Capital, Edson foi direto: G-4. “O objetivo principal é estar entre os quatro primeiros colocados. Porém, temos mais quatro jogos pela frente para confirmar esse bom momento. Passando por essa fase, primeiramente, o objetivo passa a ser o título e conseguir um maior calendário para a temporada que vem. Quarta temos mais uma decisão. Falo isso, pois é dessa maneira que devemos encarar cada jogo, como uma decisão”, finalizou.

Em busca da sexta vitória seguida, Ceilândia pode atingir feito histórico

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Foto: Alan Rones/Ceilândia E.C.

Por Maurício Carvalho

Dono da melhor campanha, melhor defesa e melhor ataque do Campeonato Candango BRB, o Ceilândia começou o torneio com o pé-direito e se consolidou com 100% de aproveitamento nas rodadas inicias: são cinco vitórias em cinco jogos e uma classificação bastante encaminhada para o quadrangular semifinal da competição local. Além da vaga na sequência da disputa, o bom início na temporada 2022 pode render ao alvinegro um recorde pessoal de melhor largada em sua história.

Em 40 temporadas na elite candanga, o Gato Preto teve um início tão positivo somente na temporada de 1987. Na ocasião, o time alvinegro conquistou a mesma largada e emendou cinco vitórias consecutivas. A primeira derrota veio somente no sexto jogo daquele ano. Ou seja: nem mesmo em 2010 e 2012, quando conquistou seus títulos do Candangão, o Ceilândia engatou tantos bons resultados em sequência como nas primeiras rodadas da atual disputa do torneio local.

Portanto, pela primeira vez em sua história, o Gato Preto pode engatar seis vitórias seguidas em seis jogos disputados. Em 1987, o alvinegro venceu Taguatinga, Tiradentes, Gama, Sobradinho e Planaltina. A primeira derrota veio na partida contra o Guará. No Candangão 2022, os triunfos em sequência foram contra Gama, Santa Maria, Brasília, Luziânia e Unaí. O recorde de vitórias seguidas na largada pode vir nesta quarta-feira (9/2), às 15h30, contra o Taguatinga, no Defelê.

Foto: Alan Rones/Ceilândia E.C.

Cinco rodadas iniciais do Ceilândia em 1987:
Taguatinga 0 x 1 Ceilândia
Tiradentes 1 x 3 Ceilândia
Gama 0 x 1 Ceilândia
Ceilândia 2 x 0 Sobradinho
Ceilândia 1 x 0 Planaltina

Classificação antecipada

Com um pé na próxima fase, o Ceilândia pode carimbar matematicamente sua vaga no quadrangular final do Campeonato de 2022 já nesta 6ª rodada. Se vencer o Taguatinga, o Ceilândia chegará a 18 pontos com 100% de aproveitamento no torneio local. O Brasília, primeira equipe fora do G-4, tem sete pontos. Em caso de tropeço do Colorado contra o Paranoá, seja empate ou derrota, não conseguirá mais alcançar a diferença de pontuação para o líder da competição.