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Apenas um atleta nascido no Distrito Federal foi convocado por Tite

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Felipe Anderson pela seleção principal no jogo entre Brasil e Panamá em março de 2019
Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Às vésperas da Copa do Mundo, o técnico da seleção brasileira, Tite, convocará nesta segunda-feira (7/11) os 26 atletas que disputarão o campeonato mundial de seleções, que será realizado entre os meses de novembro e dezembro de 2022, no Catar. Desde junho de 2016, quando foi anunciado como treinador da seleção canarinha após a saída de Dunga, Tite convocou 122 atletas. Destes, apenas um nasceu na capital federal: o meia Felipe Anderson.

Natural de Santa Maria, Felipe Anderson foi o único atleta nascido no Distrito Federal lembrado por Tite. A convocação ocorreu em fevereiro de 2019 para dois amistosos em março. Jogador do West Ham-ING à época, o meia entrou aos 26 minutos do segundo tempo na partida contra o Panamá no lugar do volante Arthur, atualmente no Liverpool-ING. Contra a República Tcheca, três dias depois, o jogador não foi utilizado. Desde então, Felipe Anderson, hoje jogador da Lazio-ITA, não foi mais convocado.

Apesar de ter sido convocado apenas uma vez por Tite, esta não foi a única vez do brasiliense na seleção brasileira principal. Em 2015, jogando pela Lazio-ITA, Felipe Anderson foi lembrado por Dunga e atuou contra o México, entrando no jogo aos 38 minutos do segundo tempo. No jogo seguinte, contra Honduras, o meia ficou apenas no banco de reservas. Assim como no comando de Tite, Felipe Anderson foi convocado apenas uma vez por Dunga.

Pela seleção olímpica, Felipe Anderson fez parte do plantel medalha de ouro na Olimpíada Rio-2016. Na competição, o meia fez quatro jogos – dois na fase de grupos, um pela semifinal e outro na final contra a Alemanha – e deu uma assistência na partida que garantiu vaga na decisão do torneio. O atleta brasiliense ainda possui passagens pelas seleções de base do Brasil.

Felipe Anderson pela seleção olímpica
Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Paulistas dominam convocações

Dentre os 122 convocados por Tite, São Paulo aparece como o Estado com mais representantes, foram 48 jogadores lembrados pelo treinador. Em segundo lugar, o Rio de Janeiro com 21 atletas. Rio Grande do Sul soma dez jogadores, Minas Gerais tem nove, Bahia e Paraná com seis cada, Paraíba quatro e Ceará totaliza três. Com dois jogadores estão Alagoas, Espírito Santo, Goiás e Santa Catarina.

Além do Distrito Federal, outros Estados contam com apenas um representante nas convocações de Tite, são eles: Acre, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Pernambuco e Rio Gande do Norte. O meia Andreas Pereira, belga de nascimento e jogador do Fulham-ING, foi o único atleta não nascido no Brasil convocado para a seleção brasileira. Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Piauí, Rondônia, Roraima, Sergipe e Tocantins não tiveram convocações de atletas.

Convocação final para a Copa do Mundo

Nesta segunda-feira (7/11), por volta de 13h, Tite convocará os 26 atletas que disputarão a Copa do Mundo. Na última semana, o técnico enviou à FIFA a relação de 55 jogadores pré-selecionados para a Copa. Esta deve ser a última convocação do treinador sob o comando da seleção brasileira. Tite anunciou, em fevereiro deste ano, no programa Redação SporTV, do Grupo Globo, que se despedirá do comando após a competição mundial de seleções.

Real Brasília goleia Minas Brasília e tetra consecutivo fica próximo

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Real Brasília x Minas Brasília pelo Candangão Feminino 2022
Foto: Júlio César Silva/Real Brasília

Segundo tempo arrasador. Assim foi definido o confronto entre Minas Brasília e Real Brasília neste sábado (5/11) às 15h. A primeira partida da final aconteceu no estádio Defelê, na Vila Planalto e deixou a equipe de Adilson Galdino muito próxima do seu quarto título consecutivo do Candangão Feminino. Com quatro gols nos 45 minutos finais, as Leoas do Planalto venceram As Minas por 5 a 1, gols de Dani Silva (duas vezes), Marcela Guedes (duas vezes) e Nenê. O Minas Brasília descontou com Monse na etapa inicial.

O Real Brasília começou melhor e abriu o placar logo aos seis minutos com Marcela Guedes após rebote de Karen em chute de Gaby Soares. Aos 15′, o Minas Brasília empatou com Monse depois do cruzamento de Elisa. Na volta do intervalo, massacre do Real Brasília. Dani Silva marcou por duas vezes, um em lindo chute e outro de carrinho. Nenê deixou o dela após bom passe de Carol Gomes. Marcela Guedes marcou de novo no fim e decretou a goleada por 5 a 1.

Um gol para cada lado

A partida iniciou movimentada, com as equipes procurando o ataque. Logo aos seis minutos, o primeiro gol do confronto. Nenê lançou Gaby Soares, a meia bateu cruzado, Karen defendeu e no rebote, Marcela Guedes empurrou para o fundo da rede e abriu o placar para as Leoas do Planalto. Com 12′, Manu Balbinot tentou finalizar duas vezes, mas a defesa auri anil conseguiu intervir. Dois minutos depois, Elisa chutou de fora da área e tirou tinta da trave de Dida.

O Minas Brasília chegou ao empate no minuto seguinte. Elisa cruzou na área, a defesa do Real Brasília não conseguiu afastar e Monse bateu de primeira, sem chances para Dida. Aos 17′, Monse tocou para Elisa, a meia achou Renata, que chutou de muito longe, mas sem perigo para a meta das Leoas. Com o placar empatado, o jogo ficou truncado com muitos erros de passes e pouca efetividade. Aos 41′, Laine arriscou de muito longe e acertou o travessão de Karen.

Com 44′, Maria Dias avançou pelo lado direito, cruzou rasteiro na área, Laine pegou de primeira e Karen faz uma belíssima defesa. Marcela Guedes ainda tentou finalizar, mas a defesa do Minas conseguiu jogar para escanteio. Um minuto depois, Isabela Melo errou na defesa, Milena recuperou, tabelou com Pelé e finalizou, mas Isabela Melo se recuperou e interviu para escanteio. Na cobrança, Laurinha tentou um gol olímpico, mas Dida, atenta, defendeu.

Etapa final arrasadora

Aos cinco minutos, Lia errou na defesa, Marcela Guedes recuperou e foi puxada pela zagueira do Minas na entrada da área. Na cobrança, Isabela Melo cobrou a falta e obrigou Karen a fazer um milagre. Com 17′, Sassá rolou para Gaby Soares, a meia ajeitou a bola e chutou rasteiro, mas não conseguiu acertar o gol. Dois minutos depois, Dani Silva recebeu bom passe, cortou a zagueiro do Minas e bateu de chapa, mas a bola subiu. Aos 20′, o Real Brasília voltou a ficar na frente. Dani Silva arriscou de longe e dessa vez acertou um lindo chute, sem chances para Karen.

Com o cronômetro marcando 29 minutos, Dani Silva recebeu passe pelo lado direito de ataque, cortou a zagueira e bateu para o gol, mas Karen defendeu. No minuto seguinte, as Leoas do Planalto aumentam a vantagem. Camila Pini deu lindo passe para Gaby Soares, a meia bateu cruzado, Karen não conseguiu chegar na bola e Dani Silva, de carrinho, empurrou para o fundo do gol. Com 32′, Marcela Guedes tabelou com Dani Silva e bateu de biquinho, mas Karen defendeu com os pés.

O Real Brasília chegou ao quarto tento aos 37 minutos. Carol Gomes achou Nenê livre, a meia bateu de chapa no canto de Karen e marcou um lindo gol. As Leoas do Planalto comemoram mais uma vez com Marcela Guedes. A atacante avançou na área, cortou a zagueira e bateu de chapa. Karen ainda tentou defender com os pés, mas a rede do Minas Brasília balançou pela quinta vez no jogo.

O que vem por aí

A vitória por 5 a 1 deixou o Real Brasília bem próximo do seu tetracampeonato consecutivo. As Leoas e o Minas Brasília disputam o segundo jogo da final no próximo sábado (12/11) às 10h no estádio Defelê, na Vila Planalto. O confronto coroará a nova tetracampeã do Distrito Federal. Com três títulos para cada lado, as vencedoras empatarão com o CFZ e ficarão como a segunda maior equipe em número de troféus do Candangão Feminino. Em primeiro, isolado, está o Cresspom com sete taças da competição.

Minas Brasília 1
Karen; Laurinha (Milena Ceará), Lia 🟨, Tati Antônio, Teles; Manu Balbinot 🟨 (Debinha 🟨), Monse ⚽ (Jhennifer), Elisa (Magna), Renata; Milena e Pelé (Sassá).
Técnico: Rodrigo Campos

Real Brasília 5
Dida; Laine (Dani Silva ⚽⚽), Rafa Soares, Isabela Melo, Carol Gomes; Petra (Camila Pini), Nenê , Gaby Soares, Sassá; Maria Dias (Natasha Rosas) e Marcela Guedes .
Técnico: Adilson Galdino

🟨 🟥

Visão de Jogo #6: Discordância de opiniões e desprezo pelos preconceitos

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Coluna Visão de Jogo

Por Luiz Henrique Borges

O Professor Fábio Santa Cruz, além de um grande amigo, é também um estudioso do futebol, em particular do Centro-Oeste. Tenho grande respeito por suas opiniões, contudo nem sempre concordamos, mas como bons republicanos e democratas, buscamos, por meio do diálogo, preferencialmente regado por um bom chope, discutir nossas posições.

Defensor das fases eliminatórias no Campeonato Brasileiro, um autêntico “mata-matista”, após a vitória do América Mineiro sobre o Internacional, no dia de Finados, o Professor Fábio publicou nas suas redes sociais: “O gol do título do Palmeiras… foi marcado por Alê, do América de Minas Gerais. Ué! (Parabéns aos patetas responsáveis por essa patetice)”.

Eu compreendo as diversas críticas tecidas em relação ao campeonato de pontos corridos, tais como: o título pode ser definido, como aconteceu em vários anos, antes da última rodada ou perdemos a emoção dos jogos finais ou, ainda, que os pontos corridos reduzem as possibilidades de as equipes menos estruturadas ganharem o título.

Eu entendo a insatisfação, mas não concordo com a afirmação que o meu amigo postou em suas redes sociais, ou seja, que o gol do título do Palmeiras foi marcado pelo jogador do América Mineiro. Na verdade, o Palmeiras ganhou o título em virtude da enorme consistência que mostrou ao longo das 35 rodadas do campeonato e isto não pode ser minimizado. O alviverde, até o momento, venceu 22 partidas e, ainda mais impressionante, perdeu apenas 2 confrontos. Em outras palavras, o gol do Alê significou apenas a antecipação do título que já estava conquistado e que seria, de qualquer forma, ratificado na noite de quarta-feira, após o Palmeiras golear o Fortaleza.

O sucesso, as vitórias e os títulos das equipes nos campeonatos de pontos corridos são decorrentes da organização e da formação de elencos fortes e tal fato diminuiu significativamente as oportunidades das equipes menos estruturadas e organizadas. No entanto, seus efeitos transbordaram também para os diversos campeonatos de mata-mata e não há mais espaço, há anos, para as surpresas e para as equipes desorganizadas administrativa e financeiramente, inclusive nos campeonatos estaduais, particularmente naqueles que possuem representantes na Série A.

O Palmeiras, desde a gestão de Paulo Nobre, dirigente que assumiu o clube logo após o rebaixamento para a Série B no final de 2012, promoveu um verdadeiro choque de gestão ao profissionalizar os diversos departamentos do clube. As gestões competentes se seguiram com Maurício Galiotte e Leila Pereira. Os bons resultados não são exclusivos do futebol profissional, mas eles se alastraram pelas categorias de base do alviverde, com conquistas nacionais no sub-13, sub-17 e sub-20.

Outro aspecto importante e que precisa ser ressaltado é a manutenção da vitoriosa comissão técnica. Abel Ferreira não está comemorando apenas o título brasileiro neste mês, mas também dois anos dirigindo o Palmeiras. Tenho certeza de que o torcedor palmeirense não se importou se o título foi conquistado antecipadamente e chegou um pouco mais cedo, com a vitória da equipe mineira. Ele só quer gritar Hendecacampeão.

O Flamengo, apesar de ter realizado um jogo sofrível, conquistou pela terceira vez a Copa Libertadores da América após vencer o Athletico Paranaense por 1X0. O rubro-negro do Paraná, exceto nos minutos iniciais do confronto, não conseguiu ameaçar o clube carioca. A expulsão do defensor Pedro Henrique, nos minutos finais da etapa inicial, abriu o caminho para o gol flamenguista. Neste ponto, entendo, juntamente com o meu chefe, Ruy Cesar, que o Felipão se equivocou. Acredito que o experiente treinador, sabendo que faltavam poucos minutos para o intervalo, resolveu adiar a substituição para recompor a defesa para conversar com a equipe no vestiário. Gabigol frustrou a manobra de Felipão e garantiu o título para o Flamengo em um jogo morno, quase sonolento.

Poderíamos abordar de forma mais aprofundada a final da Libertadores da América, no entanto, após as acirradas eleições presidenciais, a esposa do presidente do Flamengo, a senhora Angela Machado, que ocupa o cargo de Diretora de Responsabilidade Social do clube, divulgou em suas redes sociais um dos mais tristes e desprezíveis comentários depreciando as populações e a região que se posicionou contra o candidato que ela defendia. Não sei se o post foi criado por ela, uma vez que já havia lido no facebook de um conhecido: “Ganhamos onde se produz, perdemos onde se passa férias, bora trabalhar, pq se o gado morrer o carrapato passa fome”.

A Análise de Discurso nos ensina que as mensagens não estão expressas apenas no que foi dito, mas elas também devem ser lidas no interdito, nas entrelinhas e no silêncio. O construtor da frase xenófoba não precisou falar explicitamente que os seus ataques se dirigiam aos nordestinos, mas eles foram o alvo. Vários aspectos me espantam. Inicialmente, saber que a esposa do presidente do Flamengo é diretora de responsabilidade social e cidadania e a sua postagem, que obviamente reverbera o seu pensamento, se choca frontalmente com diversas diretrizes da diretoria por ela ocupada, em particular a terceira: “posicionar-se como clube defensor de direitos e inclusão social”.

Segundo aspecto, não sei se viver no Rio de Janeiro fez com que tal digna senhora tenha se esquecido de sua origem sergipana e nordestina. Também adoraria saber em que local a esposa do dirigente se formou em Serviço Social, pois certamente na sua grade curricular faltaram leituras básicas de antropologia, uma vez que os determinismos – geográficos e biológicos – e o evolucionismo já caíram em descrença no início do século XX.

Não sei se as pessoas que publicaram e divulgaram a repugnante postagem possuem capacidade cognitiva para ler e entender um Franz Boas, um Alfred Kroeber, dentre outros, por isto sugiro uma leitura bem mais básica, mas muito bem elaborada e marcada pelo rigor acadêmico, de um antigo professor do Departamento de Antropologia da Universidade de Brasília, o mineiro de Pouso Alegre, Roque de Barros Laraia: “Cultura: um conceito antropológico”. Talvez ela seja capaz de arejar as cabeças retrógradas, xenófobas e preconceituosas.

Por último, mas não menos importante, o post afirma, ganhamos onde se produz, perdemos onde se passa férias, ou seja, há uma clara divisão entre os estados que, supostamente, trabalham e não trabalham. Demonstrando limitada inteligência, o construtor da pérola se esquece que para ele curtir suas merecidas férias, os residentes estão trabalhando arduamente, ou seja, seguindo a mesma analogia do post, alguém poderia afirmar que o carrapato trabalha para que o gado possa colocar seu traseiro na sombra!

Paranoá renova com mais dois e contrata novo atacante para Candangão 2023

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Michel Platini com a camisa do Paranoá
Foto: Jessika Liniker/Distrito do Esporte

Paranoá Esporte Clube continua se reforçando em busca de uma sonhada classificação à segunda-fase do Candangão 2023. O time da região leste do DF anuncia mais três nomes para o plantel do próximo ano: um atacante, um centro-avante e um goleiro.

Michel Platini, um dos mais longevos jogadores do futebol de Brasília, seguirá na cobra-sucuri para a elite do Candango. O jogador de 39 anos foi campeão candango e artilheiro da Segunda Divisão pelo Samambaia há poucos meses, mas o atacante retornou ao Paranoá para a competição do próximo ano.

No ano ele teve 14 jogos e anotou 9 gols, uma média de 0,64 gol por partida. Antes da cobra-sucuri defendeu as cores do Brasiliense em 2020 e 2021. Mas seu melhor ano foi 2020 com a camisa do Gama, tendo anotado 13 gols em 23 jogos e sagrado-se campeão candango naquela oportunidade. Taguatinga, Sobradinho, Ceilândia, Bolamense, Brasília, dentre outros. Platini acumula 2 títulos da Segunda Divisão, 1 Copa Verde e 3 títulos do Candangão.

Ao lado de Platini, o atacante Lucas Victor dividirá o ataque do Paranoá. Aos 25 anos ele tem passagens por Brasília, Inhumas, Taguatinga, Jataiense, Sobradinho. Foi campeão pelo Samambaia neste ano e pela primeira vez vestirá o amarelo e branco do Paranoá.

No gol da cobra-sucuri Matheus Rodrigues Damasceno continuará por pelo menos mais uma temporada. O atleta de 23 anos revelado pelas categorias de base do Ceilândia em 2019, que jogou pelo Gama em 2020 e 2021, chegou ao Paranoá em 2021 e disputou dois candangões pela equipe, 2021 e 2022. Neste ano vestiu as camisas do Itararé (SP) e também do Guanabara City (GO).

Os reforços se juntam a  Daniel Guerreiro, Gabriel Pedra e Pedro Medeiros,Filipe Werley e Artur Rodrigues, todos já anunciados pela equipe da região leste do DF. Recentemente o Paranoá alterou seu escudo e pretende modificar, ainda mais, sua identidade visual.

Matheus Damasceno com a camisa do Guanabara City. Jogador é reforço do Paranoá para 2023 – arquivo pessoal jogador

Brasília Vôlei ganha a primeira partida da temporada na Superliga Feminina

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Brasília Superliga
Foto: Rogério Bertoldo Guerreiro/Brasília Vôlei

O resultado não veio fácil, mas o confronto de quinta-feira (3/11) entre Brasília Vôlei e Barueri, pela Superliga Feminina, foi bastante favorável para a equipe do Distrito Federal. Em um duelo marcado por muito equilíbrio durante todas as parciais no ginásio José Correa, em São Paulo, o time candango superou as paulistas por 3 sets a 2 e ganhou o primeiro duelo na temporada 2022/2023.

A vitória fora de casa após a estreia como mandante na Superliga com derrota serviu para corrigir os rumos do Brasília Vôlei no certame nacional. Mesmo sendo o único time com dois jogos disputados na temporada – o restante da rodada acontece durante o próximo fim de semana -, o time do Distrito Federal subiu para a quarta colocação geral e manteve as perspectivas de brigar bem pelas vagas do topo da classificação.

O maior destaque das candangas na importante vitória em território paulista foi a central Camila Paracatu. A jogadora marcou 21 pontos na partida da Superliga contra o Barueri, foi eleita a melhor da partida e recebeu o Troféu Viva Vôlei. O Brasília teve outros destaques individuais na partida. Samaret e Ana Medina, por exemplo, contribuíram com o triunfo anotando 15 acertos.

A força da torcida até contribuiu para o Barueri sair na frente do Brasília com um 25/18. Resiliente, o time visitante encontrou o seu volume de jogo, equilibrou o duelo e empatou as parciais ao vencer por 25/23. No terceiro set, as paulistas voltaram a se sobressair e pularam outra vez na frente: 25/21. A retomada candango no confronto veio em um novo 25/23. No tie-break, a vitória foi confirmada no triunfo por 15/13.

Oxigenadas com a vitória em São Paulo, o Brasília Vôlei terá uma semana de preparação até o próximo compromisso pela Superliga Feminina. E a partida não será das mais fáceis. Na quinta-feira (10/11), às 19h, o time candango recebe as meninas do Fluminense, no Ginásio do Sesi, em Taguatinga. O compromisso, válido pela quarta rodada da competição nacional, será transmitido pelo Canal Vôlei Brasil.

ADEF vai para São Paulo disputar o Brasileiro de Futebol de Cegos

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Jefferson jogador da ADEF - Foto: Lucas Rodrigues / ADEF

Por Bruno H. de Moura com informações da assessoria de imprensa da ADEF

A partir do próximo domingo (06/11) o time de futebol de cegos da ADEF encara sua principal missão do ano. A equipe Candanga participará do Campeonato Brasileiro Série A 2022, em São Paulo. O torneio acontece do dia 06 ao dia 13 e reunirá as 15 principais equipes do país no Centro de Treinamento Paralímpico em São Paulo.

Os treinos da ADEF foram intensificados nas últimas semanas visando evoluir individual e coletivamente. Para a preparação, também foi realizado ao menos um amistoso por mês com a equipe de Goiás, o que permitiu ao treinador Marcelo Ottoline observar a melhora da equipe.

“Nossa meta é terminar a competição entre as dez melhores equipes do país e permanecer na Séria A do ano que vem”, disse Marcelo à assessoria de imprensa da ADEF. Será uma competição extremamente difícil na avaliação do técnico multicampeão na categoria. “Fomos sorteados na chave mais difícil, o que também dificulta, entretanto, buscamos nos preparar da melhor forma e assim ter melhores condições de superar as dificuldades”, afirmou.

Além do seu conhecido plantel de Brasília, a ADEF terá dois reforços argentinos que ajudaram o time a garantir a vaga para a elite no Regional Centro-Norte, disputado em junho em Belém. No futebol de cegos, cada time é formado por cinco atletas, sendo um goleiro, com visão total, e quatro na linha totalmente cegos que usam uma venda nos olhos para deixá-los em iguais condições, já que alguns atletas possuem um resíduo visual.

Quem segura a meta do time do Distrito Federal é Tales Resende, experiente arqueiro com passagens pela Liga Nacional de Futsal (LNF) e que já se adaptou ao futebol de cegos. Tales foi convocado para a Seleção Brasileira no ano passado.

Goleiro Tales da seleção Brasileira de futebol de cegos – Foto: Lucas Rodrigues / ADEF

Artilheiro da equipe nos últimos amistosos, o atacante Jeferson está no futebol de cegos desde 2017, ao perder a visão com 27 anos devido à distrofia da retina. Para ele a evolução da equipe é nítida em relação ao último campeonato disputado no meio do ano.

“Aproveitamos muito bem esse período, fizemos vários amistosos e evoluímos bastante desde o regional. Também contamos com os argentinos que são excelentes jogadores e constantemente convocados para a seleção daquele país”, concluiu.

O paradesporto da ADEF conta com o patrocínio da Loterias Caixa e o apoio do Governo Federal. O projeto permite a aquisição de equipamentos necessários, acompanhamentos de nutricionista, fisioterapeuta, psicólogo, uniformes para treinos e jogos.

Treinador do time de futebol de cegos da ADEF, Marcelo Ottoline – Foto: Lucas Rodrigues / ADEF

Giro do NBB: Brasília e Cerrado Basquete perdem partidas no Sul do Brasil

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Giro do NBB - Brasília Basquete
Foto: Matheus Magnani/Caxias

Os times do Distrito Federal seguem com dificuldades de engrenar uma sequência de vitórias no Novo Basquete Brasil (NBB). Na noite de quinta-feira (3/11), Brasília e Cerrado entraram em quadra na Região Sul do Brasil e acabaram derrotados. Em Caxias do Sul (RS), o time azul caiu diante do Caxias por 86 a 76. Em Santa Cruz do Sul (RS), a equipe verde foi superada pelo União Corinthians por 92 a 81.

Os resultados mantiveram os clubes candangos na parte inferior da classificação da competição nacional. Melhor classificado com duas vitórias em seis jogos, o Brasília está na 12ª colocação, a última que leva aos playoffs do NBB. O time azul, porém, tem mais jogos do que a maioria dos concorrentes próximos. Com um triunfo em cinco partidas disputadas, o Cerrado está no 15º lugar.

Contra o Caxias do Sul, o Brasília até começou bem e saiu na frente ao fim do primeiro quarto por 21 a 18. No segundo período, porém, o time candango viu o desempenho cair e acabou ultrapassado com um 33 a 24. O desempenho abaixo do esperado seguiu nos dez minutos seguintes, quando o clube da capital federal marcou apenas oito pontos. A reação no final do jogo não impediu a derrota por 86 a 76.

Foto: Vinícius Molz Schubert/União Corinthians

O enredo do jogo do Cerrado Basquete contra o União Corinthians até chegou a ter um equilíbrio maior, mas com desempenho ruim em dois períodos. No primeiro quarto, os gaúchos largaram na frente com um 23 a 16. O time verde ganhou o segundo período, mas por apenas dois pontos. No terceiro, o time da casa conseguiu abrir mais oito. No último, os candangos tiraram outros dois e perderam por 92 a 76.

Agora, os times candangos jogam com mando de campo distintos. No sábado (5/11), o Cerrado Basquete fecha a rodada de partidas no Rio Grande do Sul contra o Caxias, às 17h, sem indicação de transmissão do duelo. O Brasília terá uma pausa no calendário e volta às quadras somente em 19 de novembro, quando encara o Minas, às 18h, no Nilson Nelson, com transmissão ao vivo do YouTube da LNB.

Real Brasília e Minas Brasília farão quarta final consecutiva do Feminino

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Real Brasília x Minas Brasília pelo Candangão Feminino
Foto: Eduardo Ronque/Real Brasília

O primeiro jogo da final do Campeonato Candango Feminino será no próximo sábado (5/11) às 15h no estádio Defelê, na Vila Planalto. Após passarem por Capital e Cresspom, respectivamente, Real Brasília e Minas Brasília disputarão o troféu. As duas equipes se encontram pela quarta vez consecutiva na decisão do campeonato. Nas outras três edições, as Leoas do Planalto saíram vencedoras e buscam o tetracampeonato, assim como suas adversárias, campeãs em 2016, 2017 e 2018.

A primeira decisão das equipes ocorreu em 2019, ano de estreia do Real Brasília no torneio. À época, o Minas Brasília buscava seu tetracampeonato. As Minas ainda somavam um vice-campeonato em 2012, que contou com o Cresspom vencedor. Disputada em dois jogos, a primeira final terminou empatada por 1 a 1, gols de Jéssica (Minas) e Marcela Guedes (Real). O segundo confronto finalizou com vitória por 2 a 0, gols de Marcela Guedes e Maiara, para as Leoas do Planalto e o inédito título.

No ano seguinte, o segundo capítulo das decisões das equipes. Desta vez, a final foi disputada em partida única no estádio Bezerrão, em dezembro de 2020. O Real Brasília saiu na frente com Luciana ainda no primeiro tempo. Na volta do intervalo, Dani Silva aumentou o placar aos dez minutos da etapa final. O Minas Brasília ainda diminuiu com Katrine, mas não foi suficiente para impedir as Leoas do Planalto de levantarem o seu bicampeonato.

A trilogia entre Real Brasília e Minas Brasília contou com mais uma final em jogo único. A partida aconteceu em novembro de 2021 no estádio Defelê, palco das duas decisões de 2022. As Leoas do Planalto saíram na frente com Geovana Alves na etapa inicial. O Minas Brasília empatou o confronto aos 40 minutos com Manu Balbinot. Nos acréscimos, Geovana Alves anotou o seu segundo gol e decretou a vitória do Real Brasília. As comandadas de Adilson Galdino conquistaram o terceiro título seguido sobre o Minas Brasília.

Campanha das finalistas

As Leoas do Planalto fizeram campanha perfeita até à decisão. Foram disputados nove jogos até o momento e todos os confrontos terminaram com vitória do Real Brasília. Na fase de classificação foram marcadas 54 gols, média de 7,7 gols por partida. A equipe treinada por Adilson Galdino sofreu apenas um gol, este no último embate contra o Cresspom. No mata-mata, duas vitórias contra o Capital. A primeira por 3 a 0 e a segunda uma impiedosa goleada de 11 a 1.

O Minas Brasília terminou a fase de classificação em terceiro lugar, atrás do Real Brasília e Cresspom. As Minas terminaram empatadas em pontos com as Tigresas do Cerrado, perdendo apenas no saldo de gols, 32 contra 22. O desafiante ao tetracampeonato do Real Brasília marcou 28 gols e sofreu 6. Nas semifinais, 5 a 1 contra o Cresspom no primeiro jogo. Na partida decisiva, um revés de 1 a 0, mas o resultado não foi suficiente para tirar a quarta final seguida do clube.

Novo tetracampeão do Candangão Feminino

Com três títulos para cada lado, o Candangão Feminino terá um novo tetracampeão. A taça levantada por um dos lados fará com que uma das duas equipes se iguale ao CFZ, campeãs em 2000, 2001, 2002 e 2003. Isolado na primeira posição está o Cresspom, terceiro colocado da atual edição. As Tigresas do Cerrado somam sete títulos conquistados em 2007, 2008, 2009, 2011, 2012, 2014 e 2015. Outra equipe campeã que disputou a atual edição do torneio foi o Capital. A Coruja levantou o troféu em 2013.

Copa Verde: CBF muda data e marca Brasiliense x Vila Nova para quarta-feira

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Foto: AssCom Dourado

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) modificou o planejamento inicial da partida da semifinal da Copa Verde entre Brasiliense e Vila Nova. De início, a intenção da entidade era marcar o jogo para sábado (5/11). Porém, em uma atualização, o jogo de ida entre candangos e goianos passou para a próxima quarta-feira (9/11), às 20h, no Estádio Boca do Jacaré, em Taguatinga.

O jogo na arena de Taguatinga, porém, será com portões fechados e, com isso, não terá a presença do torcedor do Brasiliense nas arquibancadas. A opção de transmissão do confronto entre os times amarelo e rubro também é única. Detentora dos direitos de transmissão da Copa Verde, a plataforma DAZN ficará responsável por veicular a partida contra o Vila Nova ao vivo pela internet.

Ao contrário das outras fases da Copa Verde, as semifinais serão realizadas em sistema de ida e volta, sem vantagem para nenhum dos dois lados. Com isso, caso os 180 minutos de confronto entre Brasiliense e Vila Nova fiquem empatados, o classificado para a grande final da competição regional será conhecido nos pênaltis. O duelo de volta será no sábado (12/11), às 16h, no Onésio Brasileiro Alvarenga (OBA).

Esta será a segunda vez que Brasiliense e Vila Nova jogam um mata-mata de Copa Verde. Na campanha de 2020, os times se encontraram justamente nas semifinais. Na ocasião, o Jacaré venceu a partida de ida, em Goiânia, por 2 a 0, enquanto o Tigre ganhou no Serejão, por 3 a 1, e forçou os pênaltis, com o time do Distrito Federal levando a melhor por 5 a 3 e arrancando até a conquista do título

Adversários definidos: Ceilândia e Gama conhecem seus grupos na Copinha

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Ceilândia e Gama pelo Candanguinho Sub-20. Copinha 2023
Foto: Jéssika Lineker/Distrito do Esporte

A Copa São Paulo de Futebol Júnior 2023 conheceu na tarde desta quinta-feira (4/11) seus grupos e suas sedes. Ceilândia, campeão do Candanguinho Sub-20, e Gama, vice-campeão, serão os representantes do Distrito Federal na competição. O Gato Preto está no Grupo 6 com sede em Catanduva e o Periquito, componente do Grupo 13, disputará suas partidas em Guaratinguetá. A competição iniciará em 2 de janeiro e a final ocorrerá em 25 de janeiro.

A 53ª edição da Copinha terá o Ceilândia no Grupo 6 com sede em Catanduva. O Gato Preto jogará as três partidas da fase classificatória contra Catanduva-SP, América-RN e Avaí-SC. Já o Gama ficou alocado no Grupo 13 ao lado do Atlético Guaratinguetá-SP, Goiás-GO e Grêmio Pague Menos-CE. As datas dos jogos e seus respectivos horários ainda serão definidos pela Federação Paulista de Futebol (FPF).

A maior competição de base do futebol brasileiro tem seu início programado para 2 de janeiro e termina em sua tradicional data, 25 de janeiro, aniversário de São Paulo. O torneio compreende 128 clubes divididos das 27 federações do Brasil em 32 grupos com quatro clubes cada. Se classificam as duas melhores de cada chave e se enfrentam em sistema eliminatório até a grande final.

Participações de equipes candangas na Copinha

A primeira participação de uma equipe do Distrito Federal foi em 1973 com o Gama. O alviverde candango é o clube da capital federal com mais participações na competição, 13 no total. Logo após vem o Brasiliense com oito disputas entre os anos 2003 e 2010. Na sequência vem o Brasília. O Colorado jogou o certame em 1979, 2014, 2016 e 2017. O Cruzeiro e o Real Brasília estão empatados com três: 2012, 2013 e 2018 para o Carcará e 2018, 2020 e 2022 para o Leão do Planalto.

O Ceilândia disputará em 2023 sua terceira Copinha. O Gato Preto disputou outras edições em 2008 e 2019. Somando uma participação cada, estão os seguintes clubes da capital federal: Tiradentes (1990), Guará (1991), CFZ (2010), Bandeirante (2011), Santa Maria (2011), Capital (2014), Unaí (2015), Sobradinho (2016), Paranoá (2017), Legião (2019) e Taguatinga (2022).