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Fifa convoca auxiliar Leila Cruz para Copa do Mundo Feminina

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Leila Cruz
Foto: Jéssika Lineker/Distrito do Esporte

A Fifa divulgou a lista dos árbitros convocados para a Copa do Mundo Feminina, que acontece entre 20 de julho e 30 de agosto de 2023, na Austrália e Nova Zelândia. Ao todo, são 107 profissionais de arbitragem, dentre os quais estão os nomes das quatro brasileiras Edina Alves, Neuza Back, Daiane Muniz e da brasiliense Leila Cruz.

A lista conta com 33 árbitras e 55 auxiliares em campo, com presença masculina na cabine do árbitro de vídeo (VAR). Das 19 vagas, 13 são árbitros homens. Esta, entretanto, será a primeira vez em que terão árbitras mulheres atuando na tecnologia de vídeo.

A árbitra Edina Alves e a árbitra assistente Neuza Back já possuem essa competição no currículo, as duas estiveram no Mundial de 2019, na França. Back também ficou nos holofotes após participar da Copa do Mundo 2022, no Catar, ao fazer história ao lado de outras cinco árbitras. Foi a primeira vez que um trio de árbitras mulheres atuaram em uma Copa do Mundo masculina, sendo a assistente a primeira e única brasileira.

Auxiliar Leila Cruz
Foto: Jéssika Lineker/Distrito do Esporte

A árbitra Daiane Muniz, que estará na cabine do VAR, participou pela primeira vez na função de árbitra de vídeo na Copa do Mundo Feminina sub-20 em 2022, na Costa Rica. Leila Cruz, árbitra assistente e primeira mulher do Distrito Federal a entrar para o quadro de árbitros da Fifa, fará sua estreia em Copas do Mundo. Leila começou a atuar na arbitragem do DF em 2014 e carrega o patch desde 2019. Sua última atuação em uma competição internacional foi a Copa Libertadores Feminina, em outubro de 2022 no Equador.

Os árbitros convocados viajam para Doha, no Catar e Montevidéu, no Uruguai, ainda este mês e em fevereiro, para um treinamento padrão de aprimoramento da atuação em campo e no VAR.

Ceilândia empata com o América-RN e avança para o mata-mata da Copinha

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Ceilândia Copinha
Foto: Divulgação/Ceilândia

O Distrito Federal terá um representante na segunda fase da Copa São Paulo de Futebol Júnior. Na tarde desta segunda-feira (9/1), o Ceilândia sofreu, mas confirmou a classificação após empatar com o América-RN, no Estádio Silvio Salles, por 2 a 2. O resultado garantiu ao Gato Preto uma das duas vagas do grupo 6 da competição de base. O alvinegro, agora, espera algumas horas para conhecer os próximo adversário.

O Ceilândia entrou em campo no gramado de Catanduva, cidade do interior paulista, dependendo apenas de si para se classificar. A situação favorável aconteceu devido aos quatro pontos somados em duas rodadas. A chuva na cidade antes da partida complicou bastante o campo. O Gato Preto esteve duas vezes na frente do marcador, mas sofreu o empate em ambas. O 2 a 2 veio nos acréscimos do segundo tempo.

Gol nasce no fim

No primeiro tempo, o América-RN começou mais incisivo e exigiu a primeira defesa de Gabriel em chute de fora da área. Gradualmente, o Ceilândia foi encontrando o ritmo do jogo e entendo como atuar no gramado encharcado. Primeiro, Charles invadiu a área sozinho e tocou para Kersul. Sem goleiro, o jogador do alvinegro chutou e a zaga tirou em cima da linha.

Mesmo com o Gato Preto melhor em campo, a partida ficou mais fria e com poucas emoções concretas de gol. De toda forma, os candangos pareciam estar mais próximos de marcar. Nos acréscimos, o Ceilândia conseguiu pular na frente do placar. Após cruzamento de Lilla, o zagueiro Izarron brigou com a defesa e deixou a equipe do Distrito Federal em ótima situação para garantir a classificação ao mata-mata.

Foto: Victor Eduardo/América FC

Susto e vitória confirmada

A vantagem do Ceilândia, porém, ruiu logo no primeiro minuto da etapa final. Alan fez o gol do 1 a 1. O Gato Preto respondeu bem rápido ao golpe. Com 10, Tubarão cobrou falta com muita força e conseguiu vencer o goleiro do América-RN. Em desvantagem, o time potiguar se lançou para o ataque e perdeu, ao menos, duas oportunidades claríssimas de decretar a igualdade outra vez na partida.

Acuado, o Gato Preto ficou em situação perigosíssima. Aos 26, o América-RN fez uma blitz na área e quase empatou. Gabriel salvou duas vezes. O Ceilândia apostou nos contra-ataques para matar o jogo. A ineficiência nas jogadas de velocidade, porém, atrapalharam o objetivo. Nos acréscimos, quando a partida estava mais fria, o time potiguar teve um pênalti a seu favor, converteu e garantiu o empate, mas não a vaga.

Foto: Divulgação/Ceilândia

Próximo adversário

Na fase seguinte da Copa São Paulo de Futebol Júnior, o Ceilândia terá pela frente um adversário oriundo do grupo 5 da competição. Se não perder o primeiro lugar da chave 6 para o Catanduva (o Gato Preto tem um ponto de vantagem e um de saldo com um jogo a mais), o time candango encara o Floresta. Se for ultrapassado pelos paulistas no fim da noite, o adversário será o Flamengo.

Mané Garrincha pode receber duelo entre Vasco e Nova Iguaçu em fevereiro

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Flamengo e Criciúma se enfrentarão pela 18ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro - Estádio Mané Garrincha
Foto: Staff Images/Conmebol

O Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília, pode ser palco de mais um jogo do Campeonato Carioca. O duelo entre Vasco e Nova Iguaçu, válido pela sétima rodada da Taça Guanabara (o primeiro turno do estadual do Rio de Janeiro), está marcado para 7 de fevereiro e deve acontecer na capital federal. O clube do interior do estado fluminense teria aceitado a proposta e acertado a mudança de sede da partida com os cruzmaltinos.

A informação foi antecipada pelo site do ge.globo. Segundo o portal, o Nova Iguaçu acertou a venda de mando de campo com o clube cruzmaltino e falta apenas a decisão da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj). Em operações desta natureza, faz parte do procedimento a entidade do estado mandante dar o aceite para que a partida possa ser realizada em outras praças, no caso, o Distrito Federal.

A equipe do Distrito do Esporte procurou a Federação de Futebol do Distrito Federal (FFDF), mas a entidade não informou mais detalhes sobre a movimentação para a vinda do confronto a Brasília. A entidade que vai receber a partida também precisar dar o ‘ok’ para a transferência e recebe uma parte da renda com a venda de ingressos.

Cariocas em Brasília

O tradicional clube do futebol brasileiro já jogou na capital federal em outras oportunidades. A última foi em 2019, contra o Flamengo no Clássico de Milhões. Na ocasião, o “Gigante da Colina” perdeu por 4 a 1. Bruno Henrique, Gabigol e Arrascaeta foram os marcadores do rubro-negro, e Leandro Castán diminuiu para o Vasco.

O Nova Iguaçu já marcou passagem por Brasília, também contra o Flamengo. A partida aconteceu em 2018, válida pela última rodada da fase de grupos da Taça Guanabara, e terminou em 1 x 0 para o rubro-negro.

Balanço de amistosos: veja como os times do Candangão se saíram na semana

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O deadline para o início do Campeonato Candango de 2023 está ficando apertado. Com isso, os 10 clubes envolvidos na primeira divisão do futebol do Distrito Federal estão acelerando os planejamentos para chegarem voando na competição. Os amistosos são parte fundamental desse processo. Durante a semana, pelo menos seis times jogaram partidas para aprimorarem a condição física.

Brasília, Samambaia, Paranoá, Capital, Ceilândia e Taguatinga entraram em campo na última semana. Curiosamente, os seis representantes do futebol do Distrito Federal escolheram marcar compromissos contra equipes do futebol goiano. A prática de medir forças com os times vizinhos antes do início do torneio local é uma prática comum dos clubes locais antes do início de cada edição do Candangão.

Capital e Samambaia venceram bem. No Estádio JK, o Coruja abriu os portões para a torcida e ganhou do Goiânia, time da primeira divisão de Goiás, por 2 a 1. Fora de casa, o Cachorro Salsicha fez ainda melhor. Diante da Aparecidense, no Estádio Annibal Batista de Toledo, o clube candango bateu a Aparecidense, por 3 a 1. Michael, Caju e Romário marcaram os gols locais do jogo.

Na preparação para o Candangão 2023, o Ceilândia também somou mais um resultado positivo na pré-temporada. No Abadião, o Gato Preto não deu chances para o Grêmio Anápolis e ganhou por 2 a 0, com gols de Dudu e Clemente. No Jonas Duarte, o Brasília pegou o Anápolis, outro time da cidade goiana, e empatou por 1 a 1. O atacante Ricardo Oliveira não esteve no compromisso.

Os demais clubes do Candangão envolvidos em amistosos acabaram perdendo. No Estádio Ferreirão, o Taguatinga não conseguiu fazer frente para o Iporá e foi derrotado por 2 a 1 no primeiro teste de 2023. O Paranoá enfrentou um rival de ainda mais peso. No CT do Dragão, a Cobra Sucuri mediu forças com o Atlético-GO, time da primeira divisão nacional, e voltou para casa com um placar de 3 a 1 contra.

Confusão: gol que concorreu ao Prêmio Dimba teve autor errado na súmula

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gol súmula
Foto: Jonas Pereira/Distrito do Esporte

Dono do belíssimo gol pelo Ceilandense contra o Grêmio Valparaíso pela segunda divisão do Campeonato Candango, Wallace Santos se orgulhou de ser participado do Prêmio Dimba 2022. Porém, oficialmente, o jogador “quase” perdeu a pintura. Devido a um erro na súmula do jogo, a autoria do golaço foi dada ao seu companheiro de clube, Gabriel. O fato curioso hoje é lembrado com gargalhadas pelos personagens deste jogo, mas causou desconforto para Wallace à época.

Em 31 de julho de 2022, rodada inaugural da Segundinha, Greval e Ceilandense se enfrentaram. Aos 28 minutos do segundo tempo, Misael avançou pela direita e cruzou na ponta esquerda da área. Bem colocado, Wallace Santos acertou um lindo voleio, anotando o segundo gol do Ceilandense na partida. Este tento colocou o atleta como um dos concorrentes ao Prêmio Dimba 2022. Porém, em uma das conferências da equipe do Distrito do Esporte, notou-se outro nome como autor do gol: Gabriel de Jesus Luis.

A reportagem entrou em contato com Wallace Santos, dono do gol, que elucidou a situação. “A culpa foi dos diretores do Ceilandense que deram a súmula errada para a arbitragem”, explicou. O equívoco aconteceu nas numerações de Wallace e Gabriel. “Joguei com a 7 e na súmula constava com a 16, que era a do Gabriel. Na súmula estava eu com a 16 e o Gabriel com 7”, revelou. Com as inversões nos números, o segundo gol foi creditado para Gabriel e não para o Wallace.

A confusão deixou Wallace chateado. “Fiz cinco gols, mas contou somente quatro. Estava disputando a artilharia”, reclamou. O jogador comentou que solicitou junto a diretoria para entrar em contato com a Federação de Futebol do Distrito Federal (FFDF), mas isso não aconteceu. “Os diretores ficaram de resolver isso, mas até hoje nada”, afirmou. O atacante confidenciou que o fato foi uma novidade. “Desse jeito foi a primeira vez, espero que tenha sido a última”, contou aos risos.

Após todo o ocorrido, Wallace e Gabriel brincaram com a situação. “Quando conversamos, foi só risada”, narrou Wallace. Gabriel lamentou o fato. “Foi uma loucura. O Wallace fez um golaço e colocaram para mim. Foi uma pena”, disse. O volante contou como descobriu o erro. “Eu descobri quando escutei o pessoal falando ‘que belo gol do Gabriel’, não entendi nada. Ainda brinquei e disse a ele que já que deram o gol para mim, o gol é meu”, riu. Porém, deixou claro o autor do tento. “Importante é que todo mundo sabe que o gol foi do Wallace”.

Coluna Visão de Jogo #15: Um treinador estrangeiro, por que não?

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Coluna Visão de Jogo
Por Luiz Henrique Borges

Finalizada a Copa do Mundo, o primeiro desafio da CBF para o próximo ciclo, que será meio ano mais curto, é escolher o novo treinador da Seleção Brasileira. Meses antes do Mundial, Tite já havia anunciado a sua saída, independente do resultado. Na expectativa de conquistar o hexacampeonato, o treinador brasileiro acreditou que o mercado europeu se abriria para ele, como se deu com Carlos Alberto Parreira em 94, quando foi comandar o Valencia e com Luiz Felipe Scolari em 2003, que se tornou o técnico da Seleção Portuguesa. Após a eliminação para a Croácia, a imprensa divulgou que o estafe de Tite trabalha com cinco ofertas, de três seleções e dois clubes da Europa, mas não há pistas dos interessados. Certamente, o treinador gaúcho saiu do Mundial bem menor do que entrou, o que me faz pensar se há efetivamente o interesse divulgado, ou não seria apenas uma estratégia dele e de seus assessores de tentar recuperar algo do prestígio perdido. Se há o interesse, resta uma outra pergunta: os supostos pretendentes figuram na primeira prateleira do futebol mundial?

Bem, os caminhos que o Tite seguirá não fazem parte do meu rol de dúvidas. Da minha parte, no momento, eu tenho duas grandes curiosidades, a primeira, relacionada às mudanças políticas gerais e no local em que trabalho: quem será o novo ou a nova presidente do Iphan e a segunda questão, quem dirigirá a Seleção Brasileira.

Distinto de diversas outras escolhas para um dos mais espinhosos cargos existentes no Brasil, não há atualmente em nosso futebol um nome unânime para ser escolhido para dirigir a seleção. No início dos anos 80 e depois em 86, o nome de Telê Santana era indiscutível. Em 1994, se o nome de Parreira não era unânime, ele era um treinador renomado e muito respeitado. Na Copa de 98, Zagallo, além de tricampeão mundial, ele havia sido o coordenador técnico da seleção tetracampeã, ou seja, ele foi um nome de continuidade. Após 1998, novos nomes unânimes apareceram: Wanderley Luxemburgo, seguido por Felipão. Ninguém discutiu os retornos de Parreira e Felipão para os ciclos de 2006 e 2014 respectivamente. Tite, em 2016, alçou ao comando da Seleção Brasileira de forma incontroversa.

Não faço parte daqueles que acreditam que todos os treinadores brasileiros estão defasados taticamente em relação ao futebol europeu. Há treinadores estudiosos, que buscam se aperfeiçoar e entendem que é preciso superar o hiato entre o trabalho em campo e o conhecimento acadêmico. Mas, não vejo atualmente um nome que carregue a unanimidade dos torcedores brasileiros.

O falastrão treinador do Grêmio, Renato Gaúcho, criticou a possibilidade do Brasil ser comandado por um estrangeiro. Os argumentos por ele utilizados são frágeis e corporativistas. O primeiro argumento é que somos o país com mais títulos mundiais. É verdade, vencemos cinco Copas do Mundo, contudo perdemos outras dezessete. Outro contra-argumento é que a Holanda, que nunca venceu um Mundial, já produziu grandes treinadores que revolucionaram o futebol mundial, no entanto, pela ótica de Renato Gaúcho, a Real Associação Neerlandesa de Futebol, a CBF deles, deveria buscar um técnico entre os países campeões do mundo, afinal é apenas neste seleto universo que existiria vida inteligente para comandar uma seleção.

A metralhadora falante continuou: “A gente costuma falar com todo respeito, tem grandes treinadores lá fora também, mas é muito fácil você ter um time de R$ 1 bilhão. Põe um treinador brasileiro para treinar um time de R$ 1 bilhão lá fora, vamos ver”. O treinador do Grêmio ainda não aprendeu que o peixe morre pela boca.

Quando foi cobrado, em 2020, em relação à qualidade do futebol apresentado pelo Grêmio, ele afirmou: “Futebol bonito vocês têm que cobrar do Atlético Mineiro e do Flamengo. Essas duas equipes têm a obrigação de apresentar futebol bonito, pelo que gastaram. Se um dia a diretoria do Grêmio, o presidente do Grêmio falarem assim: ‘Olha, Renato, você tem R$ 200 milhões para contatar’. Aí pode me cobrar futebol bonito. Enquanto isso não acontecer, vai ter partidas com altos e baixos”. No ano seguinte, ele dirigiu o “clube de R$ 200 milhões”. Após um bom início no Flamengo, a qualidade técnica apresentada pela equipe despencou e Renato não conquistou nenhum título. Lógico que os investimentos são importantes para formar um time vitorioso, mas eles não são a única variável que precisa ser levada em conta e o fracasso de Renato Gaúcho é prova disso.

Se a ingênua hipótese construída por nosso principal personagem da crônica desta semana tivesse um fundo de verdade, a seleção campeã do mundo em 2022 seria a Inglaterra. Os seus atletas são avaliados em 1,49 bilhão de euros e o Brasil, mensurado em 1,45 bilhão de euros, teria realizado uma disputa acirradíssima com os inventores do futebol e teria sido vice-campeão. Na realidade, perdemos para a “pobre” Croácia, cotada em 478 milhões de euros.  Não vamos nos deter em todas as seleções, mas vale a pena perceber que a campeã, a Argentina, amargaria, pela lógica monetária, uma longínqua 8° posição, uma vez que seus jogadores alcançaram o “o parco” valor de 748 milhões de euros. O treinador gaúcho não entende ou finge não entender que clubes e seleções não podem ser tratados pela mesma métrica, especialmente no que tange aos valores monetários.

O argumento de que o Brasil é uma mãe na medida em que não exigimos a carteirinha de treinador para os estrangeiros e que o brasileiro não consegue trabalhar lá fora por não ter a qualificação acadêmica exigida é outra questão, no mínimo, discutível. Renato e diversos outros treinadores exerceram a atividade de técnicos de futebol durante anos exatamente porque o Brasil não exigia que eles tivessem o certificado para exercer a profissão, ou seja, eles se beneficiaram do nosso caráter “materno”.

Para gerir um grupo de estrelas como é a Seleção Brasileira, repleto de vaidades, eu entendo que um treinador reconhecido, cascudo, experiente e, em certa medida, maior que os próprios jogadores, não é necessariamente sinônimo de êxito, mas pode se tornar um diferencial para que a equipe apresente um bom futebol e lute pelos principais títulos. Não encontro, entre os treinadores brasileiros em atividade, alguém que cumpra com tais requisitos.

É engraçado encontrar um treinador que defendeu nas últimas eleições o candidato dito liberal, mas que atua em favor de reserva de mercado quando se trata do seu espaço de trabalho. O nome disso é hipocrisia.

América-MG x Cruzeiro: clássico mineiro fica próximo de Brasília

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América-MG Cruzeiro Brasília - Final do Candangão vai ser no Mané
Foto: Marcelo Cortes/Flamengo

A agenda de jogos de times de outros estados no Estádio Nacional Mané Garrincha na recém-inaugurada temporada de 2023 está começando a ficar movimentada. Com a possibilidade de receber a Supercopa do Brasil no fim de janeiro, a principal arena de Brasília também tem negociações em andamento para abrigar uma partida do Campeonato Mineiro. Trata-se do clássico América-MG e Cruzeiro.

Mandante da partida, o América-MG tem conversas avançadas para trazer o duelo contra o Cruzeiro para o Distrito Federal. De acordo com informações da rádio Itatiaia, o Coelho aceitou a proposta feita por empresários brasilienses e estaria na fase de troca da documentação para oficializar o jogo em Brasília. O clássico está marcado para 4 de fevereiro, um sábado, às 16h.

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A página A Voz Celeste também indicou a possibilidade de América-MG e Cruzeiro ser realizado em Brasília, assim como o jornal O Tempo. Conforme a assessoria de imprensa do Coelho, a negociação ainda está em andamento. Se for aprovada, a transferência dependerá da autorização da Federação Mineira de Futebol (FMF), que organiza o Campeonato Mineiro.

Com América-MG e Cruzeiro em Brasília, o Estádio Nacional Mané Garrincha repetirá a experiência de abrigar times de Minas Gerais. O clube celeste jogou na capital em três oportunidades, a última delas foi em 2021, no empate com a Chapecoense, por 1 a 1, em jogo válido pela Série B do Campeonato Brasileiro. O Atlético-MG também já atuou na capital federal. O Coelho teria a primeira partida em solo candango.

Ceilândia empata com o Catanduva e definição da vaga é postergada

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Ceilândia Catanduva
Foto: Fran Zanini/Divulgação/Ceilândia

O Ceilândia entrou em campo na Copa São Paulo de Futebol Júnior, nesta sexta-feira (6/1), com uma missão bastante clara: vencer o Catanduva para garantir a classificação de forma antecipada para o mata-mata da competição de base. Porém, o time candango não conseguiu tirar o zero do placar contra a equipe paulista. O ponto somado, porém, ainda deixa o Gato Preto em boas condições.

Isso porque a igualdade também prevaleceu no outro jogo do grupo 6. Com o 1 a 1 entre América-MG e Avaí, o Ceilândia segue dependendo apenas de si para conquistar a vaga na primeira etapa de mata-mata da Copinha. Um simples empate contra os potiguares, na segunda-feira (9/1), às 17h45, é suficiente para o Gato Preto garantir o objetivo da classificação.

No contexto do grupo, o time alvinegro do Distrito Federal conseguiria avançar até mesmo com uma derrota. O tropeço, entretanto, poderia ser no máximo por um gol de diferença. Assim, o Ceilândia não seria ultrapassado pelo América-RN e o resultado entre Catanduva e Avaí, na outra partida da chave, também não iria interferir e nem tiraria os candangos do G-2.

No primeiro tempo, o Ceilândia conseguiu ter alguns lances de perigo em direção ao gol do Catanduva. Porém, os primeiros 20 minutos no Estádio Sávio Salles acabaram sendo de pouquíssimas emoções concretas. Na melhor oportunidade do time alvinegro na partida, Lilla recebeu a bola cara a cara com o goleiro. Porém, o jogador se desequilibrou e perdeu até a chuteira.

Na etapa final, Rubinho assustou o Candantuva em chute forte. Com a pouca efetividade ofensiva, Léo Roquette passou a usar o banco de reservas para mudar o jogo. Aos 21 minutos, Lilla finalizou bom lance para fora. Na reta final da partida na cidade paulista, o Ceilândia ficou com um jogador a mais. Porém, o time confundiu velocidade com pressa e não foi efetivo.

Gama perde para o Goiás e dá adeus à Copa São Paulo 2023

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Gama Goiás
Foto: Bruno Motta/Goiás

A Copa São Paulo de Futebol Júnior está encerrada para o Gama. Na tarde desta sexta-feira (6/1), o alviverde do Distrito Federal entrou em campo para um jogo de extrema importância diante do Goiás. Porém, a jovem equipe do Periquito não conseguiu segurar o ímpeto do Esmeraldino e acabou derrotada por 3 a 0. O resultado acabou culminando na eliminação.

Como ainda não venceu na principal competição de base do país, o alviverde não consegue mais entrar na zona de classificação para o mata-mata, que hoje tem Goiás, com seis pontos, e Atlético Guaratinguetá, com quatro. Na última rodada, o Gama se despede do torneio diante do Grêmio Pague Menos. A partida está agendada para segunda-feira (9/1), às 13h.

Os gols que encaminharam a vitória do Goiás sobre o Gama foram marcados ainda no primeiro tempo da partida em Guaratinguetá-SP. Aos 12 minutos, Pedro Junqueira abriu o placar. O atacante esmeraldino aproveitou jogada ensaiada em cobrança de falta. Aos 37, Alan ampliou para a equipe goiana de cabeça e fez o alviverde candango ir para o intervalo em grande desvantagem.

No segundo tempo, o Gama tentou encontrar os meios para conseguir ao menos um empate e chegar na última rodada com remotas chances de classificação. Porém, o time do Goiás estava bem distribuído em campo e dificultou bastante o desafio. Já nos acréscimos do segundo tempo, veio o 3 a 0 quando Valber marcou mais um para os goianos e deu números finais ao jogo.

Taguaparque vai abrigar primeiro campo de futebol americano do DF

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futebol americano Taguaparque
Foto: Divulgação/Agência Brasília

Um dos grandes gargalos da expansão do futebol americano no Distrito Federal é a ausência de um campo exclusivo para a prática do esporte. Sem um local para chamar de seu, a modalidade perambula por estádios de futebol. Porém, o problema parece estar próximo de ser parcialmente resolvido, pois o Taguaparque, em Taguatinga, vai abrigar o primeiro espaço para a prática do esporte.

O projeto do futebol americano no Taguaparque é de autoria da Secretaria de Esporte e Lazer do Distrito Federal (SEL-DF). De acordo com a pasta, a idealização da proposta foi finalizada e terá um investimento de aproximadamente R$ 8,5 milhões, recursos originários da Caixa Econômica Federa. O banco público vai analizar todo o processo. Depois, será aberto o processo licitatório para viabilizar a construção.

O campo vai ocupar um espaço de 5 mil m². A arena de futebol americano no Taguaparque vai ter, ainda, uma arquibancada coberta para receber cerca de 300 torcedores. Serão construídos, ainda, dois vestiários para os atletas, dois para os árbitros, salas administrativas, banheiros comuns e para pessoas com necessidades especiais, além de sala de equipamentos.

Divulgação/SEL-DF

Conforme a Secretaria de Esporte, o campo de futebol americano terá um estacionamento com capacidade para receber 130 veículos, número considerado ideal para a realização de eventos da modalidade. O campo no Taguaparque também terá outra função. Além do gramado para a prática do esporte da bola oval, o complexo será rodeado por uma pista de atletismo de 400 m².

O secretário de Esporte e Lazer do DF, Júlio César Ribeiro, apontou os benefícios do projeto para o futebol americano. “Os times do Distrito Federal já jogam, inclusive, em campeonatos nacionais”, aponta. “Ter um campo próprio para a modalidade também é uma facilidade para trazermos eventos e torneios aqui para a nossa capital. Será excelente”, ressaltou o membro governamental.