As Leoas do Planalto chegaram à Arena Vera Cruz, em Betim, Minas Gerais, na tarde deste domingo (26/3) em situação delicada na competição. O Real Brasília, 13º colocado, enfrentou o Atlético-MG, na 12ª posição, e foi derrotado, pelo quarto jogo seguido, na Série A1 do Brasileirão Feminino. O gol das Vingadoras saiu ainda na primeira etapa com a atacante Ludmila.
As Vingadoras abriram o placar aos 22 minutos. Jorelyn cruzou na área, Katielle finalizou para o gol, Dida defendeu e no rebote, Ludmila estufou as redes da equipe brasiliense. As donas da casa ainda tentaram o segundo gol em duas oportunidades. Na primeira, Katielle arriscou de longe e Dida fez defesa segura. Em outra oportunidade, já nos minutos finais da primeira etapa, Bárbara conseguiu bom cruzamento e Guerra, de voleio, quase marcou um lindo gol em solo mineiro.
Na volta do intervalo, o Real Brasília foi em busca do empate e tentou em jogadas pelo lado direito de ataque com Dani Silva. Apesar da vontade, as chances não foram convertidas em gols. Nos minutos finais, as Leoas do Planalto impuseram uma pressão ainda maior, mas sem efetividade. Com mais um revés na competição, o quarto consecutivamente, o Real Brasília liga o sinal de alerta. As representantes do Distrito Federal somam apenas três pontos, conquistados na primeira rodada, e seguem na zona de rebaixamento da elite do futebol feminino.
O que vem por aí
O Real Brasília terá um confronto difícil na sexta rodada da Série A1 do Brasileirão Feminino. As Leoas do Planalto recebem as líderes da competição, o Corinthians, no próximo domingo (2/4), às 15h, no estádio Defelê, na Vila Planalto. Do outro lado, o Atlético-MG tem o clássico estadual pela frente. As Vingadoras duelam contra o Cruzeiro às 20h30 do próximo domingo (2/4). A partida ocorre na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, Minas Gerais.
Atlético-MG 1
Raíssa; Bárbara, Cotrim 🟨, Jorelyn (Gabi Arcanjo) e Katielle (Leidiane); Dayana, Luciana Gómez (Karol Bermúdez) e Neném (Iara); Ludmila ⚽🟨 (Emily), Soraya e Guerra. Técnica: Lindsay Camila
Real Brasília 0
Dida; Laine, Petra Cabrera, Isabela Melo e Carol Gomes; Lorena Bedoya, Karla Alves, Jú Oliveira e Gaby Soares; Nenê e Dani Silva. Técnico: Gerson Ramos
Sem vantagem na semifinal! Na tarde ensolarada deste sábado (25/3), Paranoá e Real Brasília duelaram pelo primeiro jogo do mata-mata do Campeonato Candango 2023. O palco do confronto decisivo foi o Estádio Jk. Em jogo de quase nenhum perigo, o Real Brasília aproveitou um erro dos donos da casa e garantiu a vantagem no primeiro tempo. Porém, o Paranoá interferiu os planos dos Leões do Planalto nos últimos minutos do duelo, deixando tudo igual na contagem.
O primeiro tempo não rendeu emoções para os torcedores. Sob forte sol, os dois times entraram em campo sem apresentar um jogo frenético e de boas chances. Depois de oferecer um cenário morno, o Real conseguiu abrir vantagem. O gol solitário da etapa saiu dos pés de Lucas, que começou o confronto no banco. Na etapa final, os donos da casa voltaram dando mais trabalho para os Leões do Planalto. Pressionando bastante, o Paranoá buscou o arremate diversas vezes e conseguiu deixar tudo igual quase nos 53 minutos do período final.
Real Brasília com a vantagem
Apitou, começou! O início do confronto não teve bons movimentos. Ainda nos primeiros minutos, as equipes trabalhavam pelo meio campo, sem jogadas ofensivas e de perigo. Cenário tranquilo que permaneceu ao longo da primeira etapa. Uma das primeiras oportunidades surgiu com 4 minutos. Daniel Guerreiro foi veloz e ficou com a bola, mas Josué também foi perspicaz e afastou o perigo. Dois minutos mais tarde, Felipe Torres tomou uma caneta de Uederson. O camisa 10 dos Leões do Planalto lançou para Marcos Paulo e o companheiro cruzou para Guilherme. O número 7 do time azul e branco perdeu uma grande chance de finalizar. Com 14′, Uederson tentou o ataque e foi impedido por Dedé, que apareceu rapidamente parda fazer o corte.
Outra chance surgiu aos 17 minutos. Igor Feijão tabelou com Uederson. O destaque do Real Brasília tinha chance de finalizar, mas a marcação do Paranoá subiu para atrapalhar a continuação da jogada. Depois disso, a partida prosseguiu em ritmo lento. Poucas eram as brechas para sair um golzinho. Aos 27′, o Paranoá teve chance na bola parada. Felipe Assis foi derrubado e o juiz apitou falta. Quem cobrou foi Willian Jr. Porém, bateu mal demais e viu uma boa possibilidade de gol ir embora. Cinco minutos depois, mais uma falta para a Cobra Sucuri. De novo, o camisa 21 na cobrança. Ele chutou direto para a área e antes de a pelota encontrar alguém da equipe Josué quase foi ao céu para afastar o perigo.
Nos últimos minutos, os dois times começaram a buscar o ataque com mais intensidade, mas ainda com lances de quase nenhum risco. Aos 37′, Lucas Vitor conseguiu espaço pela lateral esquerda e buscou o ataque. Caio Mendes correu na velocidade da luz para tirar a pelota. Na sequência, a arbitragem deu falta para os Leões do Planalto. Na cobrança, Gabriel Lima. O jogador fez o lançamento direto para a área. Ninguém recebeu e a bola saiu pela lateral. Entretanto, quem achou que o primeiro tempo terminaria sem gols se enganou. A defesa do Paranoá falhou. Lucas, do Real Brasília, recebeu, dominou e chutou forte. Sem chances para Damasceno defender, o time comandado por Gerson Ramos abriu a vantagem no Estádio JK.
Com seis minutos de acréscimo, os times ainda buscaram mais possibilidades para mudar a realidade do placar. Do lado da Cobra Sucuri, Daniel Guerreiro correu para ficar com a bola e conseguiu. Quis lançar para a rede adversária, mas Josué não deixou. Aos 47′, Uederson se apresentou novamente. O atacante deixou a pelota com Caio Mendes e ele fez fez o cruzamento para a pequena área. A defesa da Cobra Sucuri foi inteligente e tirou o poder dos Leões. Na sequência, Felipe Assis ficou sozinho do lado direito do gol adversário. Chutou e quis comemorar um possível empate gol. Wendell defendeu. Com isso, o Real Brasília foi para o tempo final com a vantagem no placar: 1 x 0.
Pressão da Cobra
As equipes voltaram com uma postura diferente. Com uma alteração, o Paranoá retornou para o segundo tempo chegando mais. Porém, ainda sem conseguir assustar o adversário. Ainda com a vantagem no placar, o Real Brasília ficou totalmente recuado e na função trabalho de evitar lances de ameaça do lado dos donos da casa.
Aos 5’, Guilherme cobrou escanteio e a bola passou do segundo pau sem oferecer risco. No lance seguinte, Daniel recebeu, avançou para a grande e driblou do Real Brasília. Mesmo depois de tanta maestria na jogada, chutou mal e perdeu uma boa oportunidade. Dois minutos mais tarde, o camisa 14 da Cobra Sucuri recebeu pela esquerda e, de novou, pecou na hora de finalizar. Depois de uma pausa para troca de chuteiras, os dois times voltaram com várias substituições na esperança de colocar mais bols no fundo da rede.
Com 31’, Vandinho recebeu e dominou. Ele tinha a chance de lançar rasteiro para Daniel Guerreiro, mas preferiu tentar a finalização. Rápido, Damasceno defendeu. Na sequência, uma chance de bola parada. Após encontro violento entre Medeiros e Lucas, o juiz apitou falta. O camisa 21 do Paranoá chutou direto e a bola saiu por cima do gol. Aos 36’, Gabriel Lima passou pelos adversários, ficou na esquerda do gol e bateu na expectativa de ampliar a vantagem. A bola quase entrou, mas saiu tirando tinta da trave. Ainda na pressão, o Paranoá foi atrás do ataque mais uma vez/ Aos 38’, Willian Magrão teve espaço pela lateral direita, cruzou para a área e João Eric subiu para impedir o arremate.
Perto do apito final, a torcida do Paranoá ficou com o grito de comemoração preso na garganta. Com 42’, Vandinho avançou. Passou por toda a disposição adversária e não conseguiu finalizar. O time treinado por Luiz Carlos continuou insistindo em busca de um gol de empate. Apesar dos esforços, a defesa do Real Brasília se organizou de forma estratégica. Aos 45′, Lucas chutou de fora da área e deixou o gostinho do segundo gol. A pelota saiu rasteira. A persistência do Paranoá foi tanta que, finalmente, o time balançou a rede adversária. Emerson cruzou dentro da área, Dedé foi esperto, se adiantou, cabeceou e deixou tudo igual no último lance.
O que vem aí…
De olho na final, os times voltam a campo no próximo sábado (1/4), pelo segundo jogo da semifinal do Candangão 2023. Dessa vez, o Paranoá vai até a casa do Real Brasília, o Estádio Defelê, às 15h. Uma hora mais tarde, às 16h, Brasiliense e Capital se encontram pelo jogo que define mais um dos finalistas do maior torneio local.
Ficha técnica
Paranoá 1
Damasceno; João, Dedé ⚽️, Medeiros, Felipe Assis (Emerson); André, Luiz Meneses (Fernandinho/Willian Magrão), Willian Jr; Lucas Victor (Jayme), Vandinho e Daniel Guerreiro. Técnico: Luiz Carlos
Real Brasília 1
Wendell🟨; Caio Mendes (Felipe Mendes), Josué, Hyago; Thiago Ulisses, Gabriel Lima, Guilherme 🟨 (Maxwell), Igor Feijão; Marcos Paulo (João Eric), Uederson (Dudu) e Matheus Jesus (Lucas ⚽🟨). Técnico: Gerson Ramos
As semifinais do Campeonato Candango 2023 começam neste sábado (25/3) com o confronto entre Paranoá, quarto colocado na primeira fase, e Real Brasília, líder. Capital, terceiro, e Brasiliense, segundo, jogam no domingo (26/3). Os quatro semifinalistas possuem uma coincidência entre eles: foram fundados nos anos 2000. O Real Brasília estabeleceu-se com seu respectivo nome após reformulação de outra equipe, o Dom Pedro, mas o clube contabiliza sua formação em 2016.
Neste sábado (25/3), Paranoá e Real Brasília dão início às semifinais do Candangão 2023. A Cobra Sucuri recebe o Leão do Planalto às 15h30, no estádio JK. A volta ocorrerá em 1º de abril, às 15h, no estádio Defelê. Do outro lado, o Capital enfrenta o Brasiliense no domingo, às 15h45, no estádio JK. O confronto decisivo será no estádio Serejão, em 2 de abril, às 16h, com mando do Jacaré.
Dom Pedro para Real Brasília
Líder na primeira fase do Candangão 2023 e o mais novo entre os semifinalistas, o Real Brasília conta com sua fundação oficial em 1º de novembro de 2016. Porém, a história da equipe começou a ser formada em 22 de fevereiro de 1996 com a criação do Esporte Clube Dom Pedro II. Em 2009, a primeira mudança: o nome Esporte Clube Dom Pedro Bandeirante. O Leão do Planalto foi criado após o presidente do clube, Luís Felipe Belmonte, decidir mudar o nome, escudo e cores de sua antiga equipe. À época, o clube dos Bombeiros, como era conhecido, foi campeão da Segunda Divisão de 2016 e depois da conquista do acesso, o mandatário definiu pela nova nomenclatura.
Vice-líder na fase de classificação e o mais vencedor entre os semifinalistas, o Brasiliense Futebol Clube foi fundado em 1º de agosto de 2000 e desde então assumiu protagonismo no futebol da capital federal. No primeiro ano de criação, o Jacaré foi campeão da Segundinha e garantiu o seu acesso à elite do Candangão. Em 2001, o vice-campeonato na primeira divisão do certame levou o clube à disputa da Série C do Brasileirão, campanha que culminou com o título, e a Copa do Brasil em 2002, que seria vice-campeão contra o Corinthians.
Após o início promissor, 11 títulos do Candangão, uma Copa Verde e dois nacionais (Série C em 2002 e Série B em 2004) foram conquistados e o protagonismo no futebol candango consolidado. Porém, os feitos não se repetiram no cenário nacional e o clube passou a ser figura frequente na quarta divisão nacional desde 2014 – 2015, 2016 e 2017 não participou —, quando foi rebaixado da Série C do Brasileirão.
Mudanças na estrutura do Capital
Terceiro colocado na primeira fase, o Capital Clube de Futebol foi fundado em 5 de julho de 2005. Entre o ano de sua criação e 2019, ano da assunção de Godofredo Gonçalves, o clube contou com algumas parcerias e participações nas três divisões — o terceiro nível do futebol brasiliense foi criado em 2006 e extinto em 2009 — do Campeonato Candango. Em 2011, a Coruja passou a utilizar a nomenclatura de Capital/Cristalina e depois, em 2017, Capital/UnB.
Em 2018, o clube foi campeão da Segundinha e garantiu seu acesso à elite do Candangão. No ano seguinte, o atual presidente da equipe, Godofredo Gonçalves, assumiu a Coruja e mudou a estrutura do Capital. O time passou a ser figura frequente na primeira divisão e brigando para ser um dos semifinalistas nas recentes edições, conseguindo o feito na temporada passada com o terceiro lugar no campeonato.
Mais velho entre os semifinalistas
Quarto colocado da primeira fase e o mais velho entre os semifinalistas, a Cobra Sucuri foi fundada em 30 de abril de 2000 ainda com o nome de Colorado Esporte Clube Paranoá. A equipe disputava futebol amador e somente dois anos de criação, se profissionalizou e a nova nomenclatura foi instituída: Paranoá Esporte Clube. Desde então, o time mudou diversas vezes de escudo e o atual foi desenhado em 2022, ano que o clube completou 20 anos de profissionalização.
Apesar do tempo de futebol profissional, a equipe não conseguiu grandes conquistas na elite do campeonato local. A melhor colocação foi em 2005 quando fechou a competição no terceiro lugar. No atual formato, com semifinais e finais, é a primeira participação da Cobra Sucuri. Na divisão de acesso, o Paranoá foi campeão por três vezes: em 2004, 2019 e em 2021.
Fundações dos clubes da capital federal
Ordem cronológica de fundação
Associação Atlética Luziânia – 13 de dezembro de 1926 (96 anos) Planaltina Esporte Clube – 30 de maio de 1963 (59 anos) Unaí Esporte Clube – 5 de junho de 1966 (56 anos)
Taguatinga Esporte Clube – 18 de fevereiro de 1974 (49 anos) Sobradinho Esporte Clube – 1 de janeiro de 1975 (48 anos) Brasília Futebol Clube – 2 de junho de 1975 (47 anos)
Sociedade Esportiva do Gama – 15 de novembro de 1975 (47 anos)
Sociedade Esportiva Ceilandense – 8 de outubro de 1977 (45 anos)
Bosque Formosa Esporte Clube – 21 de setembro de 1978 (44 anos) Ceilândia Esporte Clube – 25 de agosto de 1979 (43 anos) Grêmio Esportivo Valparaíso – 13 de dezembro de 1992 (30 anos) Samambaia Futebol Clube – 29 de janeiro de 1993 (30 anos)
Grêmio Esportivo Brazlândia – 5 de junho de 1995 (27 anos) Associação Recreativa Cultural Unidos do Cruzeiro – 10 de junho de 1999 (23 anos) Centro de Futebol Zico de Brasília – 1 de agosto de 1999 (23 anos)
Sociedade Esportiva Planaltina – 30 de março de 2000 (22 anos) Paranoá Esporte Clube – 30 de abril de 2000 (22 anos) Cruzeiro Futebol Clube – 10 de maio de 2000 (22 anos) Riacho City Futebol Clube – 10 de maio de 2000 (22 anos)
Sociedade Esportiva Santa Maria – 5 de julho de 2000 (22 anos) Brasiliense Futebol Clube – 1 de agosto de 2000 (22 anos) Capital Clube de Futebol – 5 de julho de 2005 (17 anos) Legião Futebol Clube – 11 de maio de 2006 (16 anos)
Associação Botafogo Futebol Clube – 14 de julho de 2009 (13 anos)
Real Brasília Futebol Clube – 1 de novembro de 2016 (6 anos)
Desde que me entendo por gente, eu gosto de futebol. Na minha tenra infância, em Brasília, eu desejava muito ir a um estádio para assistir um jogo, ali, próximo do gramado e junto de outros torcedores. Meu pai, em outubro de 1975, atendeu a minha vontade e me levou no recém-inaugurado Estádio Governador Hélio Prates, atualmente conhecido como Mané Garrincha, para assistir o Ceub contra o Santos. Foi na última rodada da fase de grupos do Campeonato Brasileiro de 1975. As regras da competição eram completamente distintas das atuais e não vale a pena gastar tinta explicando-as. Para os mais curiosos, uma rápida consulta na internet permitirá entendê-la melhor. O importante de ser relatado, em relação à minha experiência inaugural, foi a euforia que senti ao lado da torcida do Ceub, quando, depois de sair perdendo por 2X0, a equipe de Brasília empatou o jogo.
Mesmo não me tornando um habitué, comecei a ir com alguma frequência aos estádios de futebol. Assisti diversas partidas não só no Mané Garrincha mas também no, hoje demolido, Estádio Edson Arantes do Nascimento, que ficou popularmente conhecido como Pelezão. Meu primeiro encontro presencial com o Botafogo, por exemplo, foi no extinto estádio. Pode parecer loucura, mas quando morei em Formosa, eu preferia ir ao Diogão para assistir a equipe local que disputava o Campeonato Brasiliense do que ficar em casa e, pela TV, ver um jogo do Campeonato Carioca ou Paulista.
Outra consequência das minhas idas dominicais ao Diogão foi acompanhar ainda mais de perto o Candangão. O campeonato do DF, em diversas edições, apresentou uma interessante característica que o diferencia de outros estaduais, a participação de clubes de outros estados, como o Formosa ou o Luziânia (Goiás) e Unaí ou o Paracatu (Minas Gerais). Com os rebaixamentos de Unaí e Luziânia em 2022, o atual campeonato contou apenas com equipes do DF, fato que não ocorria desde 2001 no Candangão.
VAR utilizado na final do Candangão 2022. Gol anulado do Ceilândia. Foto: arquivo pessoal
O Candangão chegou nas suas semifinais e diversos clubes tradicionais não disputarão o título de 2023. O maior campeão do DF, o Gama, com treze conquistas, clube que já foi campeão da Série B do Brasileirão (1998) e jogou por quatro temporadas na Série A (1999 – 2002), não se classificou para as fases decisivas. O Ceilândia, campeão em 2010 e 2012, também fracassou. Por fim, as duas equipes que dominaram o futebol local nas décadas de 1980-1990, lembrando das rupturas existentes em suas histórias, o Brasília e o Taguatinga, foram os dois últimos colocados e terminaram rebaixados.
Se clubes tradicionais e mais antigos fracassaram, outros, mais novos ou menos famosos, exceto pelo Brasiliense, definirão o Candangão. O Real Brasília, sediado na Vila Planalto, mais conhecido pelo exitoso projeto no futebol feminino, foi vice-campeão da segunda divisão brasiliense do ano passado e retornou à elite do futebol candango de forma triunfal. O Leão do Planalto, como a equipe é apelidada, terminou a primeira fase no topo da tabela de classificação e com a defesa menos vazada do campeonato.
A cidade em festa é o Paranoá. Seus “dois” representantes, o Paranoá e o Capital, se classificaram para as semifinais. O Capital, em 2021 se mudou do Guará para o Paranoá e vem se destacando nos últimos anos no cenário brasiliense. Na última edição do torneio, em 2022, o Corujão terminou em um honroso terceiro lugar. Sua missão para alcançar a grande final não será fácil, uma vez que terá que enfrentar um dos clubes mais tradicionais do DF, o Brasiliense que luta para conquistar o tricampeonato. Apesar da goleada sofrida para o Botafogo na Copa do Brasil, por 7X1, e da irregularidade demonstrada ao longo da primeira fase do Candangão, o Brasiliense ainda é o favorito no confronto contra o Capital.
O Paranoá (PEC), que terminou na quarta colocação na primeira fase e garantiu, dessa forma, a última vaga para a fase seguinte, é considerado a maior surpresa da competição. A Cobra Sucuri não chegava entre os quatro primeiros colocados do Candangão desde 2005. Há coisas que só acontecem no futebol de Brasília. O Capital é o time que joga no Estádio do Paranoá e a equipe que tem o nome da cidade optou por levar os seus jogos para o Defelê, Estádio do Real Brasília, na Vila Planalto. Como o Paranoá e o Real Brasília se enfrentarão em uma das semifinais, e o Defelê é a casa do Real Brasília, o jogo de sábado (25/03), marcará a volta do PEC ao seu estádio, o JK, como mandante. Com a melhor campanha e jogando por dois resultados iguais, entendo que o Real Brasília é o favorito no confronto.
No Rio de Janeiro, o Fla-Flu, pela quarta vez consecutiva, consagrará o campeão estadual. No último final de semana, o Fluminense simplesmente massacrou o Volta Redonda por 7X0 e o Flamengo derrotou o Vasco por 3X1. O clássico não foi tão fácil quanto o resultado sugere. Com a vantagem do empate, o rubro-negro saiu na frente com Pedro, eleito o “Rei da América”, mas o Vasco igualou o resultado no final do primeiro tempo com Compasso. Na etapa final, o Cruzmaltino chegou a ensaiar a virada, mas o Flamengo, cirúrgico, conseguiu matar o confronto.
Ao contrário dos últimos anos, a imprensa aponta um leve favoritismo para o Tricolor das Laranjeiras, no entanto, se eu fosse chamado para quantificar a chance de cada uma das equipes em um “palpitomêtro”, apontaria 50% para cada lado. Não estou em cima do muro, entendo que o rubro-negro possui um elenco mais robusto e investimentos bem mais altos, contudo o tricolor sabe, como ninguém, enfrentar e colocar o seu adversário em dificuldade.
Discordo inteiramente de alguns comentaristas que afirmaram que é constrangedor o Água Santa, clube de Diadema, ter alcançado a final do Paulistão. Constrangedor para quem? Para os grandes clubes, com as suas folhas salariais astronômicas e que foram desclassificados no tortuoso caminho, certamente. A equipe de Diadema comprovou a competitividade do Paulistão e a sua presença na final não deveria depor contra o campeonato, mas ser um outro elemento de sua valorização.
A final paulista ainda joga por terra a ideia de que os campeonatos estaduais atrapalham o planejamento dos grandes clubes e apertam negativamente o calendário. Corinthians, Santos e São Paulo ficarão sem jogos oficiais por quase um mês porque foram incapazes de chegar à fase final da competição regional, mesmo atuando com seus times titulares. Elas terão agora bastante tempo para ajustar suas equipes. Resta saber se irão aproveitar o tempo e realizar campanhas convincentes no Brasileirão. Ao meu ver, muito mais importante é colocar em pauta a necessidade de que equipes como o Água Santa, ausentes das divisões nacionais, tenham um calendário anual de competições e que elas não tenham que fechar as portas pelo restante do ano tão logo os seus campeonatos se encerrem.
O fim de semana tem um confronto importantíssimo para o Real Brasília na Série A1 do Campeonato Brasileiro Feminino. No domingo (26/3), às 15h, as Leoas do Planalto viajam até Minas Gerais para medir forças com o Atlético-MG. O jogo é válido pela quinta rodada da primeira fase da competição nacional e se tornou um confronto direto na briga contra o rebaixamento.
Mesmo de longe, o torcedor do aurianil no Distrito Federal terá a oportunidade de passar força para o Real Brasília tentar a recuperação no Brasileirão Feminino. Mandante da partida na Arena Vera Cruz, localizada na cidade mineira de Betim, o Atlético-MG confirmou a transmissão do jogo através das plataformas das Vingadoras no YouTube, a Galo TV.
Como apenas o SporTV está veiculando as partidas da competição nacional, os clubes estão recorrendo justamente aos canais próprios para não deixarem as partidas às escuras. O próprio Real Brasília vem utilizando o meio on-line para transmitir as partidas como mandante na competição nacional. As derrotas para Santos e Palmeiras passaram no canal do YouTube.
🐔 Segue a preparação das #Vingadoras para o duelo contra o Real Brasília.
O jogo entre Atlético-MG e Real Brasília tem tudo para movimentar a classificação da competição nacional. Os dois clubes entram em campo colados na tabela: as Vingadores estão em 12º lugar, enquanto as Leoas do Planalto aparecem em 13º, abrindo a zona de rebaixamento da Série A1 do Brasileirão Feminino. Com isso, quem ganhar fica mais uma rodada fora das posições de degola.
O Real Brasília está caminhando para a segunda rodada consecutiva sem um treinador efetivo no comando. Desde a saída de Adilson Galdino, oficializada pelo clube aurianil em 13, a equipe feminina vem sendo liderada por interinos. Na derrota por 4 a 0 para o Santos, quem esteve na área técnica foi Gerson Ramos. O técnico, porém, deve estar indisponível pelo compromisso do masculino na semifinal do Campeonato Candango.
O futebol feminino do Distrito Federal vai iniciar mais uma empreitada em busca de um lugar na elite do Campeonato Brasileiro da modalidade. Com início marcado para abril, a Série A2 da competição nacional vai dar quatro vagas na primeira divisão e dois times do Distrito Federal vão participar da corrida para tentar concretizar o feito. Um deles é o Minas Brasília.
Um dos clubes candangos de maior sucesso nos últimos anos no cenário nacional feminino, as Minas tentam voltar para a elite pela segunda temporada consecutiva. No ano passado, a equipe local até avançou da fase de grupos, mas acabou eliminada pelo Bahia e adiou o sonho. O Minas Brasília, inclusive, foi o primeiro time do Distrito Federal a chegar na elite do Brasileirão.
Campeão do torneio de acesso em 2018, o Minas Brasília vai começar a nova empreitada na Série A2 do Brasileirão Feminino em 15 de abril. Neste dia, o clube candango recebe as paulistas do Taubaté, no Estádio Defelê, na Vila Planalto. Assim com as demais partidas da competição, o horário ainda vai ser detalhado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
Em 2023, a Série A2 terá um formato diferente do utilizado nas últimas temporadas. Agora, os 16 clubes da competição foram divididos em apenas dois grupos com oito equipes cada (antes, eram quatro com quatro). Na primeira fase, os quatro mais bem colocados avançam para o mata-mata. Quartas de final, semifinal e final serão jogadas no modelo de ida e volta.
Jogos do Minas Brasília na Série A2
1ª rodada 15 de abril
Minas Brasília x Taubaté (Defelê)
2ª rodada 22 de abril
América-MG x Minas Brasília (Complexo Esportivo da PUC)
3ª rodada 29 de abril
Minas Brasília x Cresspom (Defelê)
4ª rodada 7 de maio
Fluminense x Minas Brasília (Laranjeiras)
5ª rodada 13 de maio
Botafogo x Minas Brasília (Nilton Santos)
6ª rodada 20 ou 21 de maio
Minas Brasília x São José (Defelê)
7ª rodada 27 ou 28 de maio
Red Bull Bragantino x Minas Brasília (CFA Jarinú)
O Cresspom sentiu o gosto da elite do Campeonato Brasileiro Feminino no ano passado, mas a experiência durou pouco. Rebaixado na competição nacional com o amargor da última colocação, as Tigresas do Cerrado reiniciam, em abril, a caminhada para voltar a figurar entre os principais times do país. O desafio será na disputa da Série A2 da competição nacional.
Maior campeão do cenário local com sete conquistas do Campeonato Candango, o Cresspom não teve êxito na tentativa de se estabelecer na primeira divisão do futebol brasileiro. As Tigresas do Cerrado, porém, não deixaram o objetivo de lado e tentam, ao lado do Minas Brasília, recolocar dois clubes locais na elite nacional. O Real Brasília está atualmente na elite do Brasileirão Feminino.
Semifinalista na edição de 2021 do segundo escalação da competição nacional, o Cresspom inicia a caminha em busca de um novo acesso longe do Distrito Federal. Em 16 de abril, as Tigresas do Cerrado viajam até o estado de São Paulo para medir forças com o Red Bull Bragantino, no CFA Jarinú. O horário do jogo ainda vai ser definido pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
Em 2023, a Série A2 terá um formato diferente do utilizado nas últimas temporadas. Agora, os 16 clubes da competição foram divididos em apenas dois grupos com oito equipes cada (antes, eram quatro com quatro). Na primeira fase, os quatro mais bem colocados avançam para o mata-mata. Quartas de final, semifinal e final serão jogadas no modelo de ida e volta.
Jogos do Cresspom na Série A2
1ª rodada 16 de abril
Red Bull Bragantino x Cresspom (CFA Jarinú)
2ª rodada 23 de abril
Cresspom x São José (Abadião)
3ª rodada 29 de abril
Minas Brasília x Cresspom (Defelê)
4ª rodada 6 de maio
Cresspom x Botafogo (Abadião)
5ª rodada 14 de maio
Cresspom x Fluminense (Abadião)
6ª rodada 20 ou 21 de maio
América MG x Cresspom (Complexo Esportivo da PUC)
7ª rodada 27 ou 28 de maio
Cresspom x Taubaté (Abadião)
Com o fim da primeira fase do Campeonato Candango, quatro times avançaram e continuam na saga em busca da taça do Candangão. No próximo final de semana, acontece o pontapé inicial nas semifinais da competição local. Com dois jogos sendo disputados em dias diferentes, o torcedor poderá acompanhar tranquilamente as partidas que serão disputadas no Estádio JK. Confira os valores dos ingressos para os jogos de ida desta fase.
No sábado (25/3), Paranoá e Real Brasília abrem a segunda etapa do Campeonato Candango. Às 15h30, a Cobra Sucuri e o Leão do Planalto duelam no Estádio JK, já que o mando de campo é do time azul e amarelo. Querendo encher a cancha da Região Administrativa que representa, a diretoria do clube anunciou que os ingressos podem ser adquiridos pelo valor de R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia-entrada). Os bilhetes serão comercializados na bilheteria do estádio.
No dia seguinte, o Capital, que mandou todas suas partidas no Estádio JK na primeira fase do Candangão, recebe o Brasiliense. Às 15h45 de domingo (26/3), a Coruja e o Jacaré fazem o primeiro jogo das semifinais. O Tricolor manteve os valores das entradas que foram comercializadas na primeira fase do Campeonato Candango. Para os interessados, os ingressos custarão R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia-entrada).
Melhores colocados durante a fase inicial, Real Brasília e Brasiliense possuem a vantagem nas semifinais. Além do mando de campo a favor na segunda partida, o Leão do Planalto e o Jacaré irão se classificar à final caso haja um empate no placar agregado ao término dos dois confrontos. O segundo duelo das semifinais entre Real Brasília vs. Paranoá e Brasiliense e Capital serão realizados nos dias 1º e 2 de abril, no Defelê e Serejão, respectivamente.
Torcida única
Os dois confrontos das semifinais irão acontecer somente com torcedores do clube mandante. Ou seja, apenas adeptos do Paranoá e Capital poderão comparecer ao Estádio JK nas respectivas partidas. O Distrito do Esporte entrou em contato com o Tricolor, gestor da cancha. Após um novo pedido de vistoria por parte do clube, a Polícia Militar do DF e outros órgãos de segurança ainda não foram ao estádio fazer as verificações. Portanto, o JK ainda não poderá receber duas torcidas em dias de jogos.
O Real Brasília surpreendeu na primeira fase do Campeonato Candango da atual temporada. Depois de anunciar que faria o campeonato com a maioria do elenco sendo preenchido por jogadores oriundos das categorias de base do clube, muito se ouviu que o Leão do Planalto não chegaria longe. Desbancando grandes equipes e quebrando diversas barreiras dentro da competição local, o clube aurianil demonstrou a força da mescla entre jovens e atletas mais experientes, terminando a primeira fase na liderança do certame.
Na primeira rodada, o Real Brasília conheceu sua primeira e única derrota dentro do Candangão. A derrota por 2 a 1 no Estádio Serejão, diante do Brasília, deu forças para o plantel do Leão do Planalto. Em conversa com a reportagem do Distrito do Esporte, Uederson, um dos destaques do time, falou sobre esse revés. ” Foi uma derrota necessária, para a gente acertar os erros, ver onde tínhamos errado e conseguir ajustar. Não é à toa que depois nós não perdemos mais”, concluiu.
Foto: Júlio César/Real Brasília
A mescla de atletas jovens com mais experientes deu uma liga no time. Com cinco vitórias, três empates e apenas uma derrota, o Leão do Planalto tornou-se um time praticamente imbatível. “Nos treinos os meninos já mostravam que tinham capacidade, que poderiam jogar de igual para igual com qualquer outra equipe. Na nossa cabeça tínhamos um time que poderia brigar lá em cima”, começou. Uederson enalteceu ainda mais os jogadores das categorias de base do clube e disse sobre passar ensinamentos para eles.
“Eu sou o jogador mais velho do elenco. Os meninos aqui são bem tranquilos, são trabalhadores, têm fome mesmo de vencer. O que podemos fazer (os mais experientes), é dar conselho, passar o que a gente já viveu dentro do futebol, o que foi bom, o que foi ruim também, para eles não passarem pelos mesmos erros. Não tenho o que reclamar, os meninos aqui são 100%, dão o melhor deles e ajudam demais”, concluiu. Juntamente com Uederson, o Real Brasília conta com mais atletas experientes, como o goleiro Wendell.
Foto: Júlio César/Real Brasília
Artilheiro do Leão do Planalto com três gols marcados na competição, o camisa número 10 é um pilar do setor ofensivo do clube aurianil, Uederson exalta o elenco inteiro. “O individual aparece quando o coletivo está ajustado. O nosso coletivo está muito bom, todo mundo está jogando bem e dando o seu melhor. Acho que o Gerson trabalha muito bem isso, ele prega isso, dizendo que somos um grupo, que precisamos um do outro e isso que está fazendo a diferença. A gente é um time muito coeso e estamos um ajudando o outro”.
Uederson exalta Real Brasília na semifinal
Depois de terminar a primeira fase na liderança do certame, com 18 pontos conquistados, o Real Brasília avançou de forma antecipada às semifinais da competição local. Agora, o clube irá enfrentar o Paranoá. O primeiro jogo é no sábado (25/3), às 15h30, no Estádio JK, na casa do adversário. Segundo Uederson, esta fase do Candangão pode ser considerada outro campeonato. “As semifinais, no meu ponto de vista, é outro campeonato, muda tudo. São dois jogos que temos que ter mais concentração, pois se perdemos esses dois jogos e fomos desclassificados, estamos fora da competição”, iniciou.
“O que a gente fez até agora não vai adiantar de nada, por isso temos que entrar com mais concentração, mais vontade de vencer e vamos dar isso e muito mais. A gente precisa muito para dar calendário para o clube e chegar nessa final, que a gente almeja desde o início e queremos ser campeões. Temos um adversário difícil pela frente, que veio de uma grande vitória, vem motivado, pregamos o respeito mas queremos passar”, concluiu o jogador.
A Copa Verde 2023 acabou para o Brasiliense. Na noite desta quinta-feira (23/3), o Jacaré visitou o Goiás, no estádio Hailé Pinheiro, a Serrinha, em Goiânia, pela partida de volta das quartas da competição. O jogo de ida, no Serejão, terminou empatado por 0 a 0 e o clube brasiliense precisava de uma vitória simples para avançar. Porém, quem conseguiu o placar foi a equipe de Guto Ferreira, que venceu por 1 a 0, gol de Palacios. Agora, o time goiano enfrentará o Cuiabá e briga por uma das vagas na final da competição.
O Goiás começou incisivo e saiu na frente com o meia Palacios aos 12 minutos. Após o gol, o Brasiliense melhorou e chegou duas vezes com perigo, mas Tadeu evitou o empate. Já o clube goiano perdeu o ímpeto e pouco assustou no decorrer do primeiro tempo. Na volta do intervalo, as equipes impuseram velocidade e os arqueiros das equipes trabalharam mais. Tarta tentou diversas vezes, mas Tadeu, inspirado, salvou o clube goiano. Do outro lado, o setor ofensivo também enfrentou dificuldades para furar a zaga brasiliense.
Goiás é efetivo e abre o placar
Muito estudado, os minutos iniciais do confronto não representaram perigo para os dois goleiros. Aos 11′, o primeiro lance de perigo. Maguinho recebeu ótimo lançamento, avançou e chutou rasteiro, mas Artur defendeu em dois tempos. No minuto seguinte, o Goiás abriu o placar. Diego Gonçalves entrou na área pelo lado esquerdo de ataque, finalizou firme, Artur desviou e a bola sobrou livre para Palacios. O camisa dez, pouco à frente da marca do pênalti, chutou forte e estufou as redes da equipe brasiliense.
Com 16′, após escanteio cobrado, Eduardo Thuram subiu entre os zagueiros e cabeceou por cima da meta de Artur. Dois minutos depois, Tarta rolou para Yuri Mamute, o atacante dominou na entrada da área e finalizou mal para o gol. Aos 19′, Aloísio cruzou na área, a bola sobrou para Yuri Mamute, o atacante ajeitou para Radamés e o meia chutou por cima do gol de Tadeu. Com 27′, Eduardo Thuram lançou Diego Gonçalves, o meia ganhou na corrida de Andrezinho e tentou o cruzamento para a área, mas Artur jogou para escanteio.
O Brasiliense teve a chance de empatar aos 32′. Tobinha tocou para Yuri Mamute, o atacante devolveu o passe, Tobinha cortou o zagueiro, bateu firme para o gol e Tadeu salvou o Goiás. Dois minutos depois, Tarta finalizou pelo lado esquerdo de ataque e Tadeu, mais uma vez, fez ótima defesa. Aos 44′, Tarta recuperou a bola no meio de campo, achou Andrezinho livre, mas o lateral se atrapalhou e perdeu grande chance de empatar o confronto. No lance seguinte, Diego Gonçalves lançou, Hugo ajeitou de cabeça e Alesson finalizou mal.
Goiás segura a pressão amarela e avança
A volta do intervalo contou com as equipes correndo mais e buscando os ataques. O Goiás foi o primeiro a chegar aos cinco minutos. Maguinho cruzou rasteiro na área, Palacios tentou finalizar de carrinho, mas a defesa brasiliense conseguiu afastar. No minuto seguinte, Diego Gonçalves chutou de fora da área e tirou tinta da trave de Artur. Aos sete, Diego Gonçalves cobrou falta e acertou a rede pelo lado de fora. Quatro minutos depois, em cobrança de escanteio, Alesson cabeceou e por pouco não aumentou a vantagem para o time goiano.
Com 12′, Yuri Mamute rolou para Aldo, o meia ajeitou para Tarta, que finalizou firme e viu a bola desviar na defesa. No lance seguinte, parecido com o anterior, Tarta chutou desequilibrado e errou o alvo. Aos 19′, Tarta tentou a finalização de longe mais uma vez e Tadeu jogou para escanteio. Cinco minutos depois, Fellipe Bastos chutou firme, a bola bateu na defesa amarela e sobrou para Hugo. O lateral finalizou forte e obrigou Artur a operar um milagre. Aos 33′, Hugo chegou forte em Gabriel Henrique e recebe cartão vermelho direto.
Com um a mais em campo, o Brasiliense pressionou mais o Goiás e aos 41′, a bola sobrou para Yuri Mamute finalizar, mas Tadeu conseguiu defender sem dificuldades. Três minutos depois, em cruzamento na área, Hernane Brocador dominou no peito e chutou por cima do arqueiro goiano. A defesa esmeraldina afastou, Tarta tentou mais uma vez e os zagueiros goianos conseguiram afastar de vez. Com 45′, Daniel Mendonça chutou de fora da área, Tadeu espalmou, a bola tocou em Aldo e sobrou para Yuri Mamute, o atacante, sozinho, chutou, mas o gol foi anulado por impedimento.