A tarde do último domingo (25/1) foi de festa para a torcida do Gama. No primeiro Clássico Verde-Amarelo da temporada 2026, o Periquito levou a melhor sobre o Brasiliense, no Estádio Serejão. Eficiente no ataque, o time gamense venceu por 2 a 1, manteve a liderança do Candangão 2026 e ainda jogou o rival para fora da zona de classificação.
Vencedor do duelo, o Gama não demorou para assustar o adversário e marcou o primeiro gol com apenas 20 segundos de partida. Depois, ainda no primeiro tempo, Clemente insistiu mais um pouco e encontrou o lance perfeito para ampliar o placar contra o Brasiliense.
Outro destaque da vitória foi David Lucas – volante que agradou a torcida gamense. O jogador reforçou a importância do resultado e contou sobre a preparação para o duelo: “Trabalhamos bastante durante a semana e sabíamos que ia ser um jogo muito difícil”.
Além do triunfo em campo, o clássico marcou a estreia do camisa 8 como titular do Gama: “Esperei minha chance. Poder jogar e vencer o clássico é motivo de muita alegria. Agora, pé dar aquela dor de cabeça boa para o treinador”, disse.
Com mais três pontos na contagem, David já começa a projetar a próxima rodada do Campeonato Candango 2026. O Gama recebe o Paranoá, no Estádio Bezerrão, às 19h30 deste sábado (31/1). O volante alviverde mantém as expectativas no alto e visa a próxima vitória da equipe: “Os jogos do candango não tem vida fácil, vamos nos preparar durante a semana para chegar contra o Paranoá e conseguir desempenhar mais uma boa partida e sair com os três pontos”, finalizou.
O Ceilândia conquistou uma vitória importante no Estádio Bezerrão e venceu o Brasília, por 2 a 1, na tarde deste domingo (25/1), pela quarta rodada do Campeonato Candango. Com gols de Fabinho e Cleyton, o Gato Preto chegou aos sete pontos, igualou a pontuação do Capital e passou a pressionar diretamente a zona de classificação para as semifinais. O Colorado, por outro lado, ampliou sequência negativa e permanece sem pontuar na competição.
O confronto apresentou início favorável ao Ceilândia, com maior posse, presença no campo ofensivo e controle das ações. Na estreia do técnico Paulo Palinha, o Brasília apostou em bolas laterais e tentativas isoladas de infiltração, cenário insuficiente para equilibrar o duelo diante de um adversário mais organizado. No fim, três gols de cabeça, dois do time alvinegro, desenharam os gols da partida no Bezerrão.
Brasília corre atrás
O Gato Preto começou com intensidade e criou a primeira chance logo aos oito minutos, quando Henrique Vigia arriscou de muito longe, a bola quicou e passou perto da trave esquerda de Niccolas. O Brasília respondeu aos 15, em cruzamento rasteiro de Bruno Oliveira afastado por Edmar Sucuri. Aos 17 minutos, a pressão resultou em gol. Magdiel avançou pela esquerda e cruzou na medida para Fabinho cabecear no canto, sem chances para o goleiro colorado.
O gol trouxe leve queda de ritmo na partida no Bezerrão, mas o Ceilândia manteve controle das ações. O Brasília voltou a assustar aos 19, em finalização de Eliandro após boa jogada pela direita. A resposta fatal, no entanto, veio apenas aos 22 minutos, quando Guilherme Bazílio cruzou com precisão e Milla subiu para cabecear e empatar a partida, reacendendo o jogo no Bezerrão.
Foto: Renan Pariz/Ceilândia
Cleyton define
A etapa final começou mais travada e com menos oportunidades claras. O Brasília chegou aos dois minutos, em cabeceio de Eliandro para fora após novo cruzamento de Bruno Oliveira. O Ceilândia respondeu aos 13, com Marquinhos finalizando por cima do gol. Um lance de reclamação aconteceu aos 16, quando o Colorado pediu penalidade em disputa na área, mas a arbitragem mandou o jogo seguir.
O Ceilândia retomou presença ofensiva aos poucos. Pedro Foguete recebeu pela direita aos 26 minutos, finalizou forte e obrigou Niccolas a espalmar para escanteio. Três minutos depois, o alívio veio. Marquinhos levantou na área com precisão e Cleyton apareceu bem posicionado para cabecear firme e recolocar o Gato Preto em vantagem.
Nos minutos finais, o Brasília tentou reação com bolas longas e pressão emocional, enquanto o Ceilândia administrou o resultado com marcação ajustada e controle do tempo. O apito final confirmou vitória importante do time alvinegro, resultado direto na briga pelo G-4 e mais um capítulo difícil na campanha do Colorado.
Brasília 1
Niccolas; Bruno Oliveira, Henrique Gigante, Geykson e Vinícius; Guilherme Bazílio, Tinga 🟨 (Gabriel Kersul) e Milla ⚽ (Luan Brasília); Nuno (Raphael Augusto 🟨), Kauã (Matheus Félix) e Eliandro (Rafael Grampola). Técnico: Paulo Palinha
Ceilândia 2
Edmar Sucuri; Paulinho, Pedrinho, Badhuga e Magdiel; Pará (Cleyton ⚽), Henrique Vigia 🟨 e Cabralzinho (Barão); Fabinho (Pedro Foguete), Patrickão ⚽ (Édson Reis) e Marquinhos (Marcelinho). Técnico: Adelson de Almeida
No primeiro encontro da temporada de aniversário de 25 anos do Clássico Verde-Amarelo, o Gama encontrou mais razões para comemorar. Na tarde deste domingo (25/1), o Periquito visitou o Brasiliense, no Estádio Serejão, e levou a melhor em um duelo movimentado. Letais quando foram ao ataque, os gamenses ganharam por 2 a 1, mantiveram a liderança do Campeonato Candango BRB 2026 e jogaram o rival para fora da zona de classificação.
O Gama levou apenas 20 segundos para marcar o primeiro e ganhou o direito de abdicar da bola. Mesmo com posse, o Jacaré pecava em ser assertivo e levou o segundo ainda na etapa inicial. No segundo tempo, o Brasiliense foi para cima, diminuiu de pênalti, mas parou em um herói improvável. Acionado após lesão de Renan Rinaldi, o goleiro Leandro fez boas defesas e foi crucial para os gamenses conquistarem os três pontos fora de casa. O Periquito lidera com 10 pontos, enquanto o time amarelo caiu para quinto, com cinco.
Periquito letal
O Gama começou o clássico em ritmo avassalador e precisou de apenas 20 segundos para golpear o rival. Clemente deu a saída, avançou e aproveitou bola espirrada para carimbar a trave. Na sobra, Ramon rolou para Renato estufar a rede com um golaço. O Brasiliense passou a ter a posse de bola, ocupou o campo de ataque, mas teve dificuldades de criar. Na primeira chance amarelo, Pernambucano arriscou de longe, mas errou o alvo.
Bem postado defensivamente, o Periquito aguarda uma espetada ofensiva. Na primeira, Clemente chutou cruzado e Kayser defendeu. Pouco depois, o camisa 11 recebeu cruzamento a esquerda e ampliou para 2 a 0. Ainda com a bola no pé, o Brasiliense teve chances. A zaga do Gama saiu mal, Longuine recuperou, mas tomou decisão errada ao tocar para o impedido Wallace Pernambucano. O camisa 10 teve oportunidade logo em seguida, mas o Renan Rinaldi salvou chute da entrada da área.
Foto: Diller Abreu/FFDF
Jacaré pressiona
O primeiro a chegar na etapa final foi o Gama. Aos dois, Renato recebeu na área e exigiu defesa elástica de Kayser em chute cruzado. O cenário do primeiro tempo, no entanto, se repetiu. Apesar de ter a bola, o Brasiliense pouco ameaçava. Isso até os 19, quando Pernambucano sofreu pênalti em agarrão de Toninho Paraíba. O próprio camisa nove bateu e diminuiu: 2 a 1. O alviverde, porém, lamentou mais por outro motivo. Lesionado, o goleiro Renan Rinaldi deixou o jogo.
Com a diferença menor, o Brasiliense seguiu a blitz. O goleiro Leandro precisou fazer intervenções para impedir avanços amarelos. Concentrado em marcar, o Gama pouco aparecia no campo de ataque do Serejão. Aos 40, o arqueiro reserva alviverde fez defesaça em meia-bicicleta engatada por Anderson Magrão. Três minutos depois, foi a vez de Wallace Pernambucano parar na muralha gamense.
Os oito minutos de acréscimo mantiveram a pressão dos donos da casa. Aos 51, Darlan chegou a ser expulso ao receber o segundo amarelo, mas o cenário não mudou o resultado do clássico. Na última chance, Leandro voltou a crescer em chute de Montanha para manter o 2 a 1 e garantir os três pontos para o líder Gama.
O Sobradinho confirmou força no Estádio Defelê e venceu a Aruc, por 2 a 1, na manhã deste domingo (25/1), pela quarta rodada do Campeonato Candango. Com o resultado, o Leão da Serra chegou a oito pontos, consolidou presença no G-4 e manteve bom momento na competição, enquanto o Gavião estacionou em três pontos e segue na zona de rebaixamento.
A partida apresentou domínio amplo do Sobradinho desde os primeiros minutos de bola rolando, especialmente na etapa inicial. O time alvinegro controlou posse, ocupou o campo ofensivo e criou sequência de oportunidades claras. A Aruc apresentou dificuldades para sair do campo defensivo e pouco ameaçou durante grande parte do confronto. Mesmo assim, o Leão da Serra suou para conseguir os três pontos.
Pressão, chances perdidas
O Sobradinho iniciou com intensidade elevada. Aos 10 minutos, Thiago André cruzou pela esquerda, Pipico fez a parede e Geovane finalizou para fora. Dois minutos depois, a insistência trouxe resultado. Andrézinho acionou Bernardo pela direita, o camisa 10 colocou na área e Thiago André mergulhou de peixinho para abrir o placar, em belo gol no Estádio Defelê.
Mesmo em vantagem, o Leão da Serra manteve controle do jogo e seguiu criando. Bernardo desperdiçou chance clara aos 26 minutos após lançamento de Andrézinho, ao tirar o marcador e bater por cima. Em outro lance, Bernardo levantou na área e encontrou Pipico livre, além de Geovane atacando a segunda trave, ambos sem sucesso na finalização. O único susto da Aruc surgiu aos 43, quando Dharllyson infiltrou pela esquerda e finalizou, exigindo grande defesa de Brandão.
Reação e retomada
A etapa final começou com postura mais cautelosa do Sobradinho e maior posse da Aruc. O jogo ganhou outro desenho, com o visitante avançando linhas e o Leão apostando em transições. Pipico voltou a aparecer aos oito minutos, após jogada de Andrézinho, mas finalizou por cima. A Aruc respondeu com Dharllyson, em chute forte defendido por Brandão.
A melhora da Aruc ganhou força. Jeferson levou perigo em chute desviado aos 12 minutos e voltou a aparecer aos 21, em lançamento profundo, novamente parado por Brandão. Aos 25, o empate saiu. Hugo Mendes avançou pela esquerda, chegou à linha de fundo e encontrou Dharllyson livre na área. O atacante dominou com calma e finalizou no canto, deixando tudo igual no Defelê.
O empate acionou reação imediata do Sobradinho. A equipe voltou a pressionar alto e recuperou posse próxima à área adversária. Aos 33 minutos, Rodriguinho encontrou Mirandinha na quina direita. O atacante entrou na área e soltou bomba cruzada, no canto de Viny, recolocando o Leão da Serra em vantagem. Nos minutos finais, o Sobradinho administrou o resultado com solidez defensiva e controle emocional. A Aruc tentou reação, mas não voltou a criar chances claras.
Sobradinho 2
Brandão; Andrézinho, Medeiros (Wallace), Felipe Kauan e Vandinho; Aldo 🟨, Geovane e Thiago André ⚽ (Roniel); Bernardo (Mirandinha ⚽), Rodriguinho (Lucas Paranhos) e Pipico (Jadson). Técnico: Daniel Franco
Aruc 1
Marcos Viny; Jeferson, Lucena, Danilo 🟨 e Hugo Mendes (Stefan 🟨); Sebastian, Juninho (Matheus 🟨) e Yuri Medeiros (João Vitor Neres); Pom Pom (Hugo Fernandes), Dharllyson ⚽ e Isaac (Kauã Luva). Técnico: Dedé Rodrigues
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) realiza na quarta-feira (28/1), às 15h, o sorteio dos mandos de campo da primeira fase da Copa do Brasil, além da definição dos confrontos da segunda etapa. O evento acontece na sede da entidade, no Rio de Janeiro (RJ), e inaugura oficialmente o calendário da competição nacional em 2026. O Gama será o representante do Distrito Federal na largada do torneio.
A edição traz novidade histórica. Pela primeira vez, a Copa do Brasil reúne 126 clubes e será disputada em nove fases. O formato amplia alcance territorial e aumenta o número de jogos ao longo da temporada, consolidando o torneio como eixo central do calendário do futebol masculino brasileiro.
A primeira fase tem datas-base previstas para 18 e 19 de fevereiro (terça-feira e quarta-feira da semana em questão). O regulamento mantém caráter eliminatório logo na largada, cenário capaz de gerar confrontos decisivos desde o início. A final ocorre em jogo único no sábado (6/12), data reservada para encerrar a temporada nacional.
O Distrito Federal conta com três representantes na competição. Por questões de ranqueamento na CBF, o Gama entra desde a fase inicial e aguarda definição entre Baré-RR ou Monte Roraima como adversário potencial. O sorteio também define mando do confronto, fator considerado estratégico para equipes em busca de avanço logo na estreia.
Ceilândia e Capital também representam a capital federal no torneio, porém, iniciam trajetórias em fases posteriores. A entrada mais adiante oferece calendário distinto e menor desgaste inicial, ao passo que reduz margem para erros em confrontos eliminatórios.
Com calendário definido e sorteio à vista, os clubes do Distrito Federal acompanham a movimentação nacional em busca de organização logística e planejamento técnico. A Copa do Brasil abre a temporada com promessa de equilíbrio, diversidade regional e decisões rápidas desde a largada.
O Capital transformou o Dérbi do Paranoá em demonstração de força coletiva. Na tarde de sábado (24/1), o Coruja entrou em campo ligado no modo turbo, marcou no primeiro minuto, ampliou no segundo tempo e dominou o confronto do início ao fim, vencendo o Paranoá por 3 a 0 em atuação segura e agressiva, em duelo válido pela quarta rodada do Campeonato Candango BRB 2026.
O clássico da cidade colocou frente a frente propostas distintas. O Paranoá tentou valorizar posse e circular a bola no meio-campo, enquanto o Capital apostou em pressão alta, transições rápidas e intensidade desde o apito inicial. O roteiro ficou claro cedo, com o visitante aproveitando cada espaço concedido para construir um resultado capaz de consolidá-lo nas primeiras colocações.
Primeiro tempo
O jogo começou elétrico. Logo no primeiro minuto de bola rolando no Estádio JK, o Capital trocou passes com velocidade, Deisinho recebeu próximo da grande área e finalizou firme no canto, abrindo o placar e esfriando qualquer plano inicial da Cobra Sucuri. O lance dignificou as condições lisas do gramado molhado. O gol precoce deu confiança ao Coruja e obrigou o Paranoá a assumir mais riscos.
Após o impacto inicial, a Cobra Sucuri conseguiu equilibrar ações e passou a ter mais posse durante boa parte da etapa. Lopeu levou perigo aos 13 minutos em chute forte de fora da área, exigindo boa defesa do goleiro Luan. Mesmo assim, o Capital seguiu perigoso nas escapadas e quase ampliou aos 38, em cabeceio de Matheusinho, passando muito perto do gol. O placar era magro, mas havia domínio do tricolor.
Foto: Diller Abreu/FFDF
Segundo tempo
A volta do intervalo manteve o ritmo intenso. Aos três minutos, o Capital levantou bola na área, a finalização parou na trave e Lima apareceu no rebote para empurrar para o fundo da rede, ampliando a vantagem para 2 a 0. O gol desmontou qualquer tentativa de reação do Paranoá. Aos 15 minutos, veio o golpe definitivo. Matheusinho pressionou a saída de bola, roubou do goleiro Gabriel e, com tranquilidade, tocou para marcar o terceiro gol.
A partir daí, o Coruja passou a controlar completamente o confronto, mantendo o rival preso no campo defensivo durante quase toda a etapa final. O Paranoá só voltou a ameaçar aos 30 minutos, em chute de fora da área de Guilherme Pitbull, defendido por Luan. A resposta veio rápida, com Deisinho avançando pela direita e finalizando cruzado, exigindo nova intervenção do goleiro adversário.
Paranoá 0
Gustavo Pereira (Gabriel F.); JV Silveira, Moisés, Alex Augusto 🟨 e Vitinho; Guilherme Pitbull 🟨, Jotta (João Bernardo) e Bebeto (Marcos Rassi); Lopeu (Léo Mineiro), David Weslley e Renê Silva (João Marcelo). Técnico: Klésio Borges
Capital 3
Luan; Genilson (Lenon), Richardson, Éder (Lucas Oliveira) e Lima ⚽ (Jerry); Renan, Deisinho ⚽ e Rodriguinho 🟨 (Bala); Lucas Rangel (Alison Mira), Matheusinho ⚽ e Tobinha. Técnico: Fábio Brostel
O Samambaia transformou controle em resultado e saiu do Estádio Defelê, na Vila Planalto, com uma vitória cirúrgica e importante sobre o Real Brasília. Na tarde de sábado (24/1), o Cachorro Salsicha aproveitou brecha rara no primeiro tempo, viu Diego Xavier decidir e sustentou o 1 a 0 até o apito final, em atuação madura pela quarta rodada do Campeonato Candango BRB 2026.
O duelo apresentou contraste de ideias desde os minutos iniciais. Mesmo longe de casa, o Samambaia assumiu posse, empurrou o jogo para o campo ofensivo e impôs ritmo alto. O Real Brasília apostou em transições rápidas e bolas longas, mas encontrou dificuldades diante da marcação visitante, cenário moldado até o momento decisivo da primeira etapa, quando eficiência fez diferença no placar.
Primeiro tempo
O jogo começou disputado, com o Samambaia controlando ações nos 10 minutos iniciais. Mesmo assim, a primeira chance foi do Real Brasília. Juanzinho avançou pela direita, trouxe para o meio e sofreu falta na entrada da área. Davi Araújo cobrou buscando o canto, mas a bola saiu pela linha de fundo. A resposta visitante veio em jogada de lateral cobrada por Caetano, desviada por Vitor Xavier na primeira trave e concluída por Gustavo Lila por cima do gol.
O Samambaia manteve domínio territorial, ainda sem transformar posse em sequência de finalizações. O Real Brasília encontrou dificuldades para desenvolver o jogo ofensivo diante da marcação alta dos visitantes. Aos 30 minutos, a pressão surtiu efeito. Nolasco interceptou passe no campo de ataque, Gustavo Lila conduziu pelo meio e acionou Vitor Xavier. O camisa 20 encontrou Diego Xavier livre pela direita: finalização precisa, sem chances para Léo Teles, e vantagem no placar para o Cachorro Salsicha.
Segundo tempo
A etapa final começou com postura mais agressiva do Real Brasília. Juanzinho chegou ao fundo pela esquerda e cruzou. Murilo afastou mal, e PV cabeceou para fora, levando perigo. O Samambaia seguiu com presença ofensiva, embora com linhas um pouco mais baixas. O espaço apareceu e Diego Xavier quase ampliou em passe rasteiro para Danielzinho: finalização direcionada, bola na trave e alívio para os donos da casa.
Com o passar dos minutos, o Real Brasília valorizou a posse, porém, sem contundência. O Samambaia se defendeu com organização e buscou matar o jogo nos contra-ataques. Perto dos 40 minutos, Garcia cabeceou e Davi Araújo finalizou com perigo, ambos sem sucesso. O time visitante chegou a balançar as redes novamente com Vitor Xavier após troca rápida no ataque, mas o lance foi invalidado por impedimento.
Nos seis minutos de acréscimo, o Real Brasília correu contra o relógio, mas erros técnicos impediram uma reação efetiva. O Samambaia manteve postura firme, gastou tempo quando necessário e confirmou a vitória mínima, construída com eficiência e leitura correta do jogo.
REAL BRASÍLIA 0
Léo Teles; Caio Mendes, Garcia 🟨, Victor Gabriel e Roberto (Lucas Inácio); Jhuan Pablo 🟨 (Arthur) (Ian), Gustavo 🟨 e PV (Romo); Johann (Kauã), Davi Araújo e Juanzinho. Técnico: Raphael Miranda.
SAMAMBAIA 1
Murilo; Renan, Iago, Regino 🟨 e Luan Vitor 🟨; Filipe Werley (Wisman 🟨), Nolasco (Pablo Schimaltz) e Gustavo Lila; Diego Xavier ⚽ (Ian Carlos), Romarinho (Daniel) e Vitor Xavier 🟨 (Gabriel Pedra). Técnico: Léo Roquete.
O grande Clássico do Distrito Federal tem seus detalhes definidos. O prato principal da quarta rodada do Candangão BRB 2026 acontece neste final de semana, junto dos outros quatro jogos que iniciam o miolo desta fase inicial do campeonato distrital.
Na classificação, tudo ficou embolado após a rodada da última quarta-feira (21/1). O Gama segue como líder antes do clássico, com sete pontos, mas tem o rival Brasiliense (junto de Samambaia e Sobradinho) como escolta, com cinco unidades. Ceilândia, Capital e Real Brasília estão em um empate triplo, com quatro pontos, enquanto Paranoá e Aruc (ambos com três pontos) além do zerado e lanterna Brasília, fecham a competição. Confira local, hora, ingressos e arbitragem dos duelos a seguir.
Dois bons enxadristas irão mover as suas peças em busca do triunfo. A primeira vitória do Leão do Planalto, sobre o Capital, escancara um projeto que ninguém via vir, capitaneado não só pelos bons garotos da equipe, mas sobretudo pelo técnico Raphael Miranda. Do outro lado, um já crescente e invicto Samambaia (com um também reconhecível treinador como Léo Roquete) vem de roubar pontos do líder Gama na rodada anterior. É um muito interessante e intrigante duelo para abrir a rodada clássica deste final de semana.
Horário: 15h, no sábado (24/1) Local: Defelê, Vila Planalto Ingressos: R$ 40, valor de inteira, em bilheteriadigital.com
Arbitragem: Pedro Alves de Oliveira, com Lucas Costa Modesto e Felipe dos Santos Oliveira como auxiliares e Allysson de Souza Zilse como quarto árbitro
Transmissão: FFDF TV, no YouTube
Paranoá x Capital
Foto: Filipe Fonseca/Distrito do Esporte
O horário nobre da televisão nas transmissões do Candangão tem o primeiro clássico da rodada. Que momento melhor para a Cobra Sucuri enfrentar seu rival local após a primeira vitória, logo após o mesmo ter perdido em casa? O Coruja pode até ter certo favoritismo na teoria, mas um clássico iguala os desiguais. Não dou certeza, mas aposto que quem ligar a TV para ver o Clássico do Paranoá não irá se arrepender.
Horário: 16h, no sábado (24/1) Local: Estádio JK, Paranoá
Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia) na Farmanossa e na Bilheteria do Estádio JK
Arbitragem: Maguielson Lima Barbosa, com Josieliton Silva dos Santos e David Sousa Santana como auxiliares e Luiz Gustavo Andrade de Almeida como quarto árbitro; no VAR, Rafael Martins Diniz comanda, auxiliado por José Reinaldo Nascimento Júnior e Rodrigo Raposo
Transmissão: TV Record Brasília, canal 8.1 da TV digital
Sobradinho x Aruc
Foto: Lucas Rodrigues/Metrópoles
Falta um desbloqueio para que o Sobradinho deslanche nesse Candangão. A hora apropriada de fazê-lo pode ser justamente diante da pior defesa da competição, goleada duas vezes na última semana. Em contrapartida, a Aruc sabia que não haveria vida fácil e pode ter em um rival que vem com um ataque bem abaixo (o sexto da competição) mais uma presa na luta contra o rebaixamento: o que não pode é se entregar após ter entrado na zona da degola pela primeira vez nesta edição.
Horário: 10h, no domingo (25/1) Local: Defelê, Vila Planalto Ingressos: R$ 20, valor de inteira, na bilheteria do estádio no dia do jogo
Arbitragem: Pedro Copatt, com Renato Gomes Tolentino e Isabela Morais Vivas como auxiliares e Luiz Paulo da Silva Aniceto como quarto árbitro
Transmissão: FFDF TV, no YouTube
Brasília x Ceilândia
Foto: Renan Pariz/Ceilândia
Para confirmar a paz com a torcida e consolidar a virada de chave no campeonato, o Gato Preto visita o lanterna, que está em plenos apuros. Com três derrotas em três jogos e raros lampejos, a diretoria colorada pensou por bem em demitir o técnico Paulo Helder. Pode ter tido razão na busca por solucionar o problema no tiro curto desta primeira fase, mas pode encarar a inconsistência na corrida pela permanência. Com isso, o Ceilândia tem plenas condições de emplacar seu segundo triunfo seguido e buscar a briga na parte alta da tabela.
Horário: 17h, no domingo (25/1) Local: Bezerrão, Gama
Arbitragem: Marcello Rudá, com Lucas Torquato Guerra e Marconi de Souza Gonçalo como auxiliares e Marcos Antônio Ferreira dos Santos como quarto árbitro
Transmissão: FFDF TV, no YouTube
Brasiliense x Gama
Foto: Filipe Fonseca
É a hora mais perigosa do Candangão (se não for da temporada) para qualquer dos lados. Todos sabemos os efeitos que podem existir ao perder um Clássico Verde-Amarelo. A edição 2025 foi prova viva disso, quando o Brasiliense efetivamente demitiu o técnico Glauber Ramos ao vencer por 2 a 0 e na ida das semifinais sofreu do mal da virada de chave gamense ao ser goleado no Bezerrão.
Para o dia, o Periquito perdeu os 100% de aproveitamento no empate sem gols contra o Samambaia e ainda procura o melhor ajuste do meio para a frente do time. No Jacaré a situação é exatamente a mesma, ainda que com mais dificuldades para encontrar quem possa resolver a favor da equipe amarela. Chegamos ao jogo com algumas perguntas e sairemos dele com mais respostas: um Clássico Verde-Amarelo sempre nos dá o X da questão.
Horário: 16h, no domingo (25/1) Local: Serejão, Taguatinga Ingressos: R$ 10, valor de inteira, com meia entrada para quem estiver de camisa amarela ou do Brasiliense, em bilheteriadigital.com
Arbitragem: Matheus de Moraes Silva, com Daniel Henrique da Silva Andrade e Lehi Sousa Silva como auxiliares e Maricleber Cardoso de Gois como quarto árbitro; no VAR, o comando é de Rodrigo Raposo, auxiliado por José Reinaldo Nascimento Júnior e Rafael Martins Diniz
Evento dos mais aguardados em cada Candangão, o Clássico Verde-Amarelo terá mais uma edição neste final de semana. A maior rivalidade do Centro-Oeste no Século XXI, porém, se vê de frente a um particular panorama recente: desde a redução dos integrantes do Candangão para dez clubes, em 2022, o Gama tem levado notória superioridade ao Brasiliense.
Neste último recorte foram quatro vitórias gamenses contra três amarelas e mais um empate. Este empate, inclusive, foi na edição 77, a última disputada, na volta das semifinais do Candangão passado, onde os rivais não balançaram as redes. No período citado, foram dez gols alviverdes contra nove auribrancos.
Considerando os últimos cinco clássicos, os disputados nas últimas três edições, foram três triunfos do Periquito, um do Jacaré e o último empate. Apesar da fase, favorável ao Gama, a vantagem histórica segue com o Brasiliense: 29 vitórias, 25 derrotas e 23 empates.
A paridade geral também se traduz nos momentos de decisão. Os rivais não se encontram em uma final de Candangão desde a vencida pelo alviverde em 2020, nos pênaltis, após empate no placar agregado em 3 a 3. Desde então, se viram em duas semifinais, com uma classificação para cada: em 2022, o Jacaré aplicou 4 a 0 no quadrangular de semis, enquanto o Gamão venceu a ida das semifinais do ano passado por 3 a 0, empatando sem gols na volta. As duas goleadas citadas foram as únicas no clássico desde 2022.
O Brasiliense tem a chance de alcançar uma expressiva marca na história do clássico na edição 78: falta um gol para chegar aos 100 marcados contra o maior rival. A média de gols do Jacaré sobre os alviverdes é de 1,3 por jogo. A média gamense é razoavelmente menor, de 1,03 gol por clássico, com 79 tentos diante da equipe amarela.
Sobre os goleadores, Iranildo segue isolado e seguro como artilheiro do Clássico Verde-Amarelo, com dez gols. Apenas um jogador do atual elenco do Brasiliense pode voltar a marcar no confronto: Tarta, que tem três gols ao todo no duelo, sendo o primeiro e único deles pelo lado do Jacaré na oitava rodada da primeira fase do ano passado, com os dois anteriores vestindo a camisa gamense.
Do lado verde, Nunes se isolou na ponta, com cinco gols anotados, dois deles nos 2 a 0 da quinta rodada da primeira fase de 2024. Curiosamente, o Ceifador também tem um gol pelo Brasiliense contra o Gama (somando a seis, de ambos lados), marcado na virada por 2 a 1, em 2018. No elenco do atual campeão candango, Luan e Ramon, figuras dos 3 a 0 pela ida das semifinais de 2025, são os únicos que podem repetir artilharia.
O jogo
A edição 78 do Clássico Verde-Amarelo acontece neste domingo (25/1), às 16h, no Estádio Serejão, em Taguatinga. Os ingressos custam R$ 10 nas cadeiras e R$ 20 nas arquibancadas, ambos em valor de inteira, em bilheteriadigital.com e o jogo tem transmissão do Metrópoles Esportes, no YouTube.
O Gama vem de empate sem gols contra o Samambaia na quarta-feira (21/1) e segue como líder, com sete pontos. O Brasiliense teve o mesmo resultado horas antes com o Sobradinho e é um dos três vice-líderes (junto do Leão da Serra e do Cachorro Salsicha) com cinco pontos cada.
Confira como foram os jogos do Clássico Verde-Amarelo desde 2022:
Por fim o Ceilândia conseguiu sua primeira vitória no Candangão 2026. O Gato Preto fez o dever de casa nesta quarta-feira (21/1), ao bater a Aruc por 3 a 0, no Estádio Abadião, em jogo da terceira rodada do torneio.
O resultado é um respiro ao mal começo alvinegro, saltando ao bolo intermediário da tabela, com os mesmos quatro pontos de Capital e Real Brasília, todos na escolta do G-4. Por outro lado, a Aruc entra pela primeira vez no campeonato na zona de rebaixamento, sendo superado pelo Paranoá, que venceu o lanterna Brasília e está fora do Z-2 pelo saldo de gols.
O Gavião ensaiou a primeira pressão no jogo, estudando a real postura do time mandante frente à criativa escalação trazida pelo técnico Adelson de Almeida. Do ensaio à realidade, um dos destaques do jogo abriu logo o marcador aos dez minutos: de um cruzamento desde a direita, apenas tocado por Marquinhos, Magdiel encheu o pé quase na pequena área para anotar o 1 a 0.
Os instantes seguintes compreenderam um Ceilândia com a bola, mas menos agressivo, preocupado com a cadência do resultado. O 2 a 0 pôde vir aos 33, quando Patrickão desperdiçou uma jogada individual ao cortar bem contra Vitor Lucena no início, mas em seguida perder a bola para o mesmo zagueiro. Entretanto, a “noite do nove” ainda estaria por vir.
A oportunidade mais clara da Aruc aconteceu em insólito lance aos 36 minutos. Pará tentou despachar a bola, mas acertou Henrique Alagoano. Na sequência, Dani Bocão passou na linha da grande área para Juninho, que chutou contra o travessão. No rebote, Dharllyson limpou o lance, mas bateu rasteiro e à direita de Edmar Sucuri.
Antes do intervalo, aos 44, Henrique Vigia chutou a gol perigosamente, em cobrança de falta que foi por cima do gol de Marcus Vynicios. Era apenas o presságio do que viria após o descanso contra o time do Cruzeiro.
Artilheiro liquida a fatura
O gol que ampliou o placar foi mais rápido do que a escrita dessa frase que você leu. Em 13 segundos, o Gato Preto deu a saída e, em um balão, Marquinhos passou a bola em profundidade na entrada da área para Patrickão, que bateu rasteiro, na saída do goleiro do Gavião, realizando uma inesperada festa entre a torcida.
O técnico Dedé Rodrigues tentou fazer de seu time mais competitivo no ataque após Yuri Medeiros entrar no intervalo. Em reação obrigatória após sofrer o segundo gol, Jefferson bateu falta perigosa aos seis minutos, passando perto do gol de Sucuri. O goleiro alvinegro foi acionado três minutos depois, em batida de Juninho, de fora da área.
O golpe de misericórdia veio aos 14 minutos. Em cobrança de falta de Magdiel, Patrickão furou na primeira tentativa de chute e, na segunda, contou com a bola molhada pela chuva para vencer o goleiro da Aruc. Desta forma, o centroavante se isola na artilharia do Candangão ao fim de três rodadas.
Com a vantagem administrada, o Ceilândia chegou protocolar e raramente ao ataque até o apito final. Tem destaque o chute de Marquinhos, desviado pela defesa e passando perto da meta, após o ponta limpar dois marcadores. Foi o suficiente para aliviar o cismado torcedor que compareceu bem ao Abadião: mesmo em tempo nublado, o alvinegro almeja dias de maior brilho.
Ceilândia 3
Edmar Sucuri; Pedro Foguete (Paulinho), Pedrinho, Henrique Alagoano e Magdiel ⚽ (Matheuzinho); Pará 🟨, Henrique Vigia (Barão) e Romário 🟨; Marquinhos (Vinicius Torres), Fabinho e Patrickão ⚽⚽ (Edson Reis); Técnico: Adelson de Almeida
Aruc 0
Marcus Vynicios; Jefferson, Adam (Luan, substituído por Livinho), Vitor Lucena e Hugo 🟨; Sebastian, Juninho e Pom Pom (Kauã Luva); Matheus 🟨 (Yuri Medeiros), Dharllyson e Dani Bocão (Lucas); Técnico: Dedé Rodrigues