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Brasília Basquete volta ao NBB contra o União Corinthians em casa

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Foto: Divulgação/NBB

Após três semanas, o Brasília Basquete volta a jogar em casa pelo Novo Basquete Brasil (NBB). Nesta terça-feira (3/2), o time da capital federal recebe o gaúcho União Corinthians, a partir das 20h15, no Ginásio Nilson Nelson, em um dos únicos dois jogos em casa no mês de fevereiro, antes de encarar o Vasco, no sábado (7/2).

A partida é a primeira do tetracampeão nacional após a eliminação na Copa Super 8. Nas quartas de final, fora de casa, os comandados do técnico Dedé Barbosa caíram por 90 a 85 contra o Franca. De volta à liga, o quinto colocado da competição (com campanha de 17 vitórias e cinco derrotas, a três jogos e meio do líder Flamengo) recebe o 11º (12-10).

Brasília tem nove vitórias e uma derrota jogando em casa, enquanto os visitantes têm três triunfos e nove reveses atuando longe de Santa Cruz do Sul. O último confronto como local da equipe candanga também foi diante de um time rio-grandense: venceu por 77 a 65 o Caxias, em 12 de janeiro.

Os ingressos para a partida custam R$ 60, em valor de inteira, e estão no aplicativo do Caixa/Brasília Basquete, disponível para Android e iOS. A meia-entrada é possível com a doação de um quilo de alimento não-perecível. A partida tem transmissão do XSports no canal 32.1 da TV Digital ou no YouTube.

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Encontro amargo no primeiro turno

As duas equipes já jogaram na primeira volta da temporada regular, em uma partida de desfecho desagradável para a formação do Distrito Federal. À frente do placar durante 39 minutos, desde o princípio do primeiro quarto, a equipe alviazul abriu 13 pontos com 3:10 restantes no relógio, mas tomou o empate e perdeu por 95 a 88 na prorrogação.

Curiosamente, neste momento o União Corinthians tem a mesma campanha mandando no Ginásio Arnão que o Brasília no Nilson Nelson: 9-1. Perdeu apenas para o Minas, que se sagrou no último sábado (31/1) campeão do Super 8, e tem como últimos resultados, no Sul, vitórias expressivas contra o atual tricampeão Franca (98 a 95) e Bauru, também na prorrogação, por 103 a 99.

No dito encontro de ida, em 7 de novembro do ano passado, o destaque foi o career-high do armador Facundo Corvalán, com 38 pontos, sendo 24 deles nas oito bolas de três, outro recorde pessoal quebrado naquela noite. Do lado mandante, o cestinha foi o ala-pivô André Góes, com 25 pontos, além dos duplo-duplos dos estadunidenses Devon Scott (19 pontos e 11 rebotes) e Desmond Holloway (14 pontos e 11 rebotes).

Gama se manifesta no Bezerrão e cobra justiça pelo caso do cachorro Orelha

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Cachorro Orelha
Foto: Filipe Fonseca/Gama

A vitória do Gama por 4 a 1 sobre o Paranoá, na noite deste sábado (31/1), no Estádio Bezerrão, pelo Campeonato Candango de 2026, teve um forte componente extra-esportivo: homenagem e pedido de justiça pelo caso do cachorro Orelha, animal vítima de maus-tratos no sul do Brasil que ganhou repercussão nacional e mobilizou movimentos em várias cidades do país.

O clube fez a manifestação pública ao entrar em campo com uma camisa especial alusiva ao caso e divulgou nota oficial repudiando violência contra animais. “Hoje, entramos em campo pedindo justiça por Orelha! Repudiamos veementemente qualquer forma de violência contra animais, em todos os sentidos e em qualquer circunstância. A crueldade não pode ser normalizada, relativizada ou esquecida. Quem agride um animal atinge valores básicos de respeito, empatia e humanidade”, destacou o comunicado.

A presença da mensagem sobre o cachorro Orelha antes de a bola rolar na partida responsável por garantir a liderança do alviverde no Candangão 2026 chamou atenção dos torcedores no estádio e nas redes sociais. Comentários na postagem do clube renderam elogios pela atenção ao caso e ao repúdio à violência contra animais.

O caso do cachorro Orelha ocorreu em 4 janeiro de 2026, na Praia Brava, em Florianópolis, no estado de Santa Catarina. Animal comunitário, o vira-lata vivia há cerca de 10 anos sob cuidado de moradores e foi encontrado gravemente ferido após ser agredido por um grupo de adolescentes. O cachorro acabou sendo submetido à eutanásia devido à gravidade dos ferimentos.

Cachorro Orelha
Foto: Filipe Fonseca/Gama

A repercussão do episódio provocou mobilizações em diversas cidades, com protestos e pedidos por punições mais severas aos responsáveis, além de reforçar a discussão sobre leis de proteção animal. Organizações e protetores independentes também adotaram a hashtag #JustiçaPorOrelha, transformando o caso em pauta de conscientização nacional.

No jogo no Bezerrão, a manifestação do Gama pelo cachorro Orelha foi percebida como uma forma de ampliar o debate durante evento esportivo com grande visibilidade (9.782 torcedores estiveram no estádio), aproximando causa social ao universo das competições locais. A iniciativa soma-se a outros gestos públicos de atletas e clubes em apoiar causas ligadas a bem-estar animal e cidadania.

Dentro das quatro linhas, o alviverde protagonizou virada convincente, confirmando sequência de vitórias e liderança isolada do Campeonato Candango. Fora dela, a postura adotada nesta rodada reforçou compromisso de parte do futebol candango com temas que extrapolam o campo, gerando diálogo entre torcedores, clubes e sociedade civil.

Gama vira sobre o Paranoá, goleia no Bezerrão e mantém a liderança

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Gama
Foto: Filipe Fonseca/Gama

O Gama confirmou o bom momento no Campeonato Candango ao vencer o Paranoá por 4 a 1, na noite deste sábado (31/1), no Estádio Bezerrão, no complemento da quinta rodada da competição local. Após sair atrás no marcador na etapa inicial, o alviverde ajustou a postura no segundo tempo, aproveitou a superioridade numérica e construiu resultado expressivo diante da torcida.

O confronto apresentou dois roteiros distintos. O Paranoá mostrou organização no primeiro tempo e aproveitou espaço para abrir o placar. O Gama manteve controle territorial, intensificou presença ofensiva após o intervalo e transformou volume de jogo em gols, consolidando a liderança da competição, agendando para a próxima rodada um duelo de líder e vice-líder contra o Sobradinho.

Cobra Sucuri assusta

O início teve equilíbrio e disputa intensa no meio-campo. O Paranoá mostrou maior criatividade nos primeiros minutos, embora sem finalizações de grande perigo. O Gama respondeu com jogadas trabalhadas pelos lados e passou a criar oportunidades. Aos 14 minutos, Lucas Piauí acionou Felipe Clemente, ajeitada precisa e finalização colocada de Henrique Almeida explodindo na trave.

Aos 20, Clemente recebeu novo passe de Lucas Piauí e, na tentativa de ajuste, levou perigo ao gol. Quatro minutos depois, Henrique Almeida arriscou de fora da área, com a bola passando rente à trave. O Paranoá aproveitou oportunidade aos 28 minutos. Lopeu recebeu livre na área, ajeitou e finalizou rasteiro no canto. Após o gol, a Cobra Sucuri baixou linhas e passou a se defender, enquanto o Gama pressionou até o intervalo, mas sem efetividade, fechando a etapa inicial em 1 a 0.

Foto: Filipe Fonseca/Gama

Alviverde atropela

O Gama voltou mais agressivo. Aos quatro minutos, Ramon finalizou de fora da área, com a bola passando ao lado. Na sequência, Clemente ganhou em velocidade e sofreu pênalti. Henrique Almeida cobrou aos seis minutos, parando em grande defesa de Gustavo Pereira, repetida no rebote. Mesmo assim, o alviverde manteve pressão constante. Aos 10, João Bernardo fez falta forte, recebeu o segundo amarelo e foi expulso. O jogo seguiu tenso, com confusão em substituição do Paranoá, aos 13.

Com um a mais, o Gama cercou o ataque e igualou. Aos 25, Lucas Lourenço cruzou, Lucas Piauí não conseguiu finalizar após choque com o goleiro e a bola sobrou para Felipe Clemente empatar. A equipe seguiu no campo ofensivo. Aos 30, novo cruzamento de Lucas Lourenço terminou em cabeceio firme de Ramon, exigindo grande defesa do goleiro. A virada veio aos 38 minutos, com Kennedy cruzando pela direita, Lucas Piauí dominando, limpando a defesa e finalizando com força.

O domínio se refletiu novamente no placar aos 43 minutos. Luan lançou na área, Lucas Piauí apareceu bem posicionado e tocou para Ramon finalizar rasteiro, ampliando para 3 a 1. Já nos instantes finais, chute de Lucas Lourenço tocou no braço do defensor dentro da área, pênalti marcado. Luan cobrou com tranquilidade e fechou o placar em 4 a 1 no Bezerrão e garantindo o Gama líder por mais uma rodada.

Ceilândia embala no Abadião, vence o Real Brasília e retorna ao G-4

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Ceilândia
Foto: Renan Pariz/Ceilândia SAF

O Ceilândia confirmou fase ascendente no Campeonato Candango ao vencer o Real Brasília por 2 a 0, na tarde deste sábado (31/1), no Estádio Abadião. O triunfo recolocou o Gato Preto no G-4 e transformou o time no primeiro a engatar três vitórias consecutivas na edição de 2026 do torneio. O resultado foi construído com gols do atacante Patrickão e do volante Henrique Vigia.

Assim como o clima alternando chuva e sol, o confronto apresentou cenários distintos ao longo dos 90 minutos. O Ceilândia aproveitou o mando de campo, construiu vantagem ainda sob água caindo e adotou postura mais reativa no segundo tempo mais quente. O Real Brasília tentou assumir o controle após o intervalo, mas esbarrou em dificuldades ofensivas e acabou punido nos acréscimos.

Patrickão matador

A etapa inicial começou marcada por chuva, disputas intensas e ritmo físico elevado. O jogo concentrou-se no meio-campo, com divididas fortes e poucas construções limpas. Dentro desse cenário, o Ceilândia demonstrou maior eficiência ao explorar o lado direito do ataque. Conforme o sol foi aparecendo, o Gato Preto amadureceu o gol para pular na frente do marcador.

Foto: Renan Pariz/Ceilândia SAF

Aos 19 minutos, a insistência se converteu em vantagem. A jogada avançou pela direita, a bola sobrou para Patrickão, finalização precisa para abrir o placar e chegar ao quarto gol dele no Candangão. O Real Brasília tentou responder, mas encontrou dificuldades na transição entre defesa e ataque, sem incomodar Edmar Sucuri. Do outro lado, Léo Teles realizou boas defesas e manteve o placar mínimo até o intervalo.

Vigia define no fim

Com a vantagem no marcador, o Ceilândia adotou linhas mais baixas na etapa final e passou a explorar contra-ataques. A tática de Adelson de Almeida formava linhas firmes na zona defensiva à espera da oportunidade de definir o confronto. O Real Brasília teve mais posse de bola e tentou construir pelo meio e pelos lados, mas encontrou bloqueios constantes na defesa alvinegra. As melhores chances do Leão do Planalto surgiram em bolas alçadas na área. Em todas, Edmar Sucuri apareceu com segurança, neutralizando o avanço visitante.

O Ceilândia também levou perigo em escapadas rápidas, obrigando Léo Teles a trabalhar em finalizações em velocidade. Nos minutos finais, o Real Brasília se lançou de vez ao ataque e deixou espaços. Aos 47 minutos, o Gato Preto aproveitou contra-ataque rápido iniciado pela direita. Henrique Vigia recebeu no meio, encontrou o gol vazio e empurrou para a rede, fechando o placar em 2 a 0 e confirmando mais uma vitória sólida diante da torcida no Abadião.

Sobradinho reage, vira nos acréscimos e derruba o Capital no JK

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Sobradinho
Foto: Reprodução

O Sobradinho protagonizou uma das grandes histórias da quinta rodada do Campeonato Candango ao vencer o Capital por 3 a 2, de virada, na tarde deste sábado (31/1), no Estádio JK. O Leão da Serra esteve em desvantagem de dois gols, sofreu pressão do Coruja durante parte do confronto, mas construiu reação marcada por intensidade, bolas aéreas e decisão nos instantes finais.

O duelo reuniu dois times inseridos na briga direta pelas primeiras posições e apresentou clima tenso desde o apito inicial. O Capital entrou em campo tentando impor ritmo e posse, enquanto o Sobradinho apostou em força física, jogo pelos lados e presença ofensiva na bola parada, cenário decisivo no desfecho da partida. O alvinegro chegou a 11 pontos, para o tricolor em cinco e mandou o rival para fora do G-4.

Coruja na frente

A etapa inicial começou truncada, com disputa intensa no meio-campo e ausência de finalizações nos primeiros minutos. A primeira chegada foi do Capital, quando Alison Mira ganhou no corpo e finalizou de fora da área, sem sucesso diante de Michael. Na sequência, Matheusinho arriscou de longa distância, em chute centralizado, facilitando a defesa de Michel.

A pressão do Capital ganhou força após cobrança de falta e escanteio consecutivos. Em uma das jogadas, a arbitragem assinalou pênalti para o Coruja. Matheusinho deslocou o goleiro e abriu o placar. O Sobradinho tentou reagir com cruzamentos e bolas aéreas, com destaque para tentativa de Pipico após assistência de Pedrinho, mas sem eficiência.

Mesmo com o Leão buscando o empate, o Capital ampliou ainda antes do intervalo. Após erro na saída defensiva, Moisés recuperou a bola e cruzou para Deysinho empurrar para a rede, fazendo 2 a 0. O Sobradinho ainda criou oportunidade em falta cobrada por Pedrinho, com cabeceio de Medeiros para fora, encerrando a etapa inicial em cenário adverso.

Virada do Leão

A segunda etapa começou com o Sobradinho tentando encurtar espaços e acelerar o jogo ofensivo, embora sem grande perigo inicial. O Capital quase marcou o terceiro em contra-ataque, após cruzamento de Matheusinho e desvio de Moisés, com bola passando rente à linha de fundo. O jogo mudou de roteiro a partir da postura mais agressiva do Leão.

Em reposição rápida do goleiro Michel, Bernardo saiu frente a frente com o goleiro, mas foi travado por Éder no último instante. Pouco depois, Pedrinho iniciou jogada ofensiva, Bernardo sofreu empurrão na área e a arbitragem marcou novo pênalti. Pedrinho cobrou com categoria e diminuiu o placar. Empurrado pela reação, o Sobradinho manteve pressão constante.

Em cobrança de escanteio, um bate-rebate se formou na área e Geovane desviou com o corpo para empatar a partida. O Capital sentiu o golpe e passou a defender em bloco baixo nos minutos finais. No último lance do jogo, o Leão da Serra transformou insistência em redenção. Geovane ganhou pelo alto e escorou para Roniel, livre, tirar do goleiro e decretar a virada por 3 a 2, levando o Estádio JK ao delírio e selando uma das vitórias mais marcantes da rodada.

Brasiliense marca cedo, resiste com um a menos e vence o Samambaia

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Brasiliense
Foto: Diller Abreu/FFDF

O Brasiliense conquistou uma vitória de peso na tarde deste sábado (31/1) ao bater o Samambaia por 1 a 0, no Estádio Serejão, pela quinta rodada do Campeonato Candango. O gol marcado por Montanha logo aos três minutos definiu um jogo intenso, marcado por pressão visitante, expulsão precoce e resistência amarela até o apito final.

O resultado embaralhou ainda mais a parte de cima da tabela. O Brasiliense chegou aos oito pontos, alcançou a quarta colocação, voltando ao G-4 do Candangão apenas nos critérios de desempate. O Samambaia, até então vice-líder, caiu para a quinta posição, também com oito pontos, após desperdiçar a chance de assumir, ao menos provisoriamente, a liderança isolada.

Gol veloz

A partida começou sob chuva no Serejão e apresentou ritmo acelerado desde os primeiros instantes. Logo aos três minutos, o Brasiliense aproveitou erro na saída de bola do Samambaia. Tarta recuperou a posse no meio-campo e acionou Montanha em profundidade. O camisa 7 avançou pela direita e finalizou forte, cruzado, sem chances reais para Murilo, abrindo o placar.

Após o gol, o Samambaia passou a valorizar a posse e tentou responder com cruzamentos e bolas longas, mas encontrou dificuldades para superar a marcação. A melhor sequência do Cachorro Salsicha surgiu a partir dos 20 minutos. Em lance de contra-ataque, Nolasco conduziu em velocidade e finalizou rente à trave. Pouco depois, Ian encontrou Pedra em profundidade, finalização cruzada, defesa segura de Matheus Kayser.

Foto: Diller Abreu/FFDF

Na reta final da etapa inicial, o Samambaia aumentou a pressão. Dandan cobrou falta fechada, Kayser afastou, e no rebote Nolasco finalizou com o gol aberto, mas Anderson Magrão salvou praticamente sobre a linha. O Brasiliense respondeu em contra-ataque rápido, com Montanha cruzando para Wallace Pernambucano acertar a trave, levando perigo antes do intervalo.

Expulsão amarela

O início da etapa final mudou o panorama da partida. Aos cinco minutos, Everaldo chegou atrasado em disputa com Ian, recebeu o segundo cartão amarelo e acabou expulso, deixando o Brasiliense com um jogador a menos por quase todo o segundo tempo. Com superioridade numérica, o Samambaia passou a ocupar o campo ofensivo e rondar a área adversária, mas sem a mesma objetividade demonstrada no primeiro tempo.

O Brasiliense recuou as linhas, compactou o setor defensivo e passou a apostar exclusivamente nos contra-ataques. O Samambaia chegou a comemorar o empate em lance confuso. Após cruzamento rasteiro, Kayser abafou finalização, e no rebote a bola entrou, mas o assistente já havia assinalado impedimento. Mesmo em inferioridade numérica, o Jacaré ainda conseguiu criar boa chance em transição rápida.

Montanha tabelou com Rafael Longuine e finalizou colocado, exigindo grande defesa de Murilo. Na reta final, o Samambaia não conseguiu transformar volume em chances claras, facilitando o trabalho defensivo do Jacaré. Com acréscimos longos e clima de tensão, o Brasiliense sustentou a vantagem até o apito final e confirmou uma vitória construída na eficiência ofensiva inicial e na entrega coletiva ao longo do segundo tempo.

Brasília vence a Aruc, respira no Candangão e vence a primeira no ano

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Brasília
Foto: Lucas Bolzan/FFDF

O Brasília conquistou alívio importante no Campeonato Candango ao vencer a Aruc, por 1 a 0, na tarde deste sábado (31/1), no Estádio Rorizão, pela quinta rodada da competição local. O gol marcado por Milla ainda no primeiro tempo garantiu três pontos fundamentais em confronto direto na parte inferior da tabela.

O resultado deu um novo panorama na briga contra o rebaixamento. Agora, Brasília, Paranoá e Aruc estão empatados com três pontos ganhos e sete negativos no saldo de gols. Nos demais critérios de desempate, o Colorado leva a melhor e se posiciona na oitava colocação, com o Time do Samba em nono e a Cobra Sucuri amargando a lanterna pelos cartões velmelhos tomados.

Colorado na frente

A partida começou equilibrada, com disputa intensa pela posse de bola no meio-campo. O Brasília apresentou postura mais agressiva desde os primeiros minutos, acelerando transições ofensivas e dificultando a saída de jogo da Aruc. A estratégia rendeu frutos com abertura do placar em finalização de fora da área. Milla arriscou com precisão e venceu o goleiro, colocando o Colorado em vantagem.

Após o gol, o Brasília ajustou linhas defensivas e passou a controlar o ritmo. A Aruc tentou responder, mas esbarrou em erros de passe e dificuldades para infiltrar na defesa. O Colorado manteve domínio territorial e voltou a levar perigo em jogadas de média distância, como na tentativa de Victor Lima, desviada para escanteio. A equipe visitante ainda encontrou espaço para duas chegadas perigosas. Pom Pom finalizou por cima em lance de maior perigo, enquanto outra tentativa terminou afastada pela defesa colorada..

Vantagem mantida

A etapa final começou com o Brasília novamente mais presente no campo ofensivo. Rafael Grampola finalizou logo nos primeiros minutos, sem sucesso. O clima ficou mais tenso após falta dura no meio-campo, gerando discussão e cartão amarelo para jogador da Aruc. Em cobrança de falta ofensiva, o Brasília quase ampliou. Geykson Sheik ganhou pelo alto, a bola sobrou na área e a defesa salvou em cima da linha antes de nova intervenção do goleiro.

Pouco depois, falha no recuo da Aruc permitiu nova chance para Pom Pom, finalização por cima, mantendo o jogo aberto. O desgaste físico passou a pesar, levando o Brasília a realizar várias substituições ainda cedo. A Aruc cresceu no confronto e passou a rondar a área com mais frequência. Em falta perigosa, a bola explodiu no travessão e, no rebote, Marcos Vinycius realizou defesa decisiva, evitando o empate.

Nos minutos finais, a pressão visitante aumentou. Hugo Mendes arriscou de fora da área, Mateus também levou perigo, e Dharllysson exigiu boa defesa de Niccolas após cruzamento na área. O Brasília recuou, fechou espaços e segurou o resultado até o apito final, garantindo vitória vital na luta pela permanência.

Supercopa terá ato coletivo contra o racismo no Mané Garrincha

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Racismo
Foto: Jhonatan Vieira/Sejus-DF

A decisão da Supercopa Rei entre Flamengo e Corinthians, neste domingo (1º/2), às 16h, na Arena BRB Mané Garrincha, em Brasília, vai além da disputa por um título nacional. Diante de público estimado em cerca de 70 mil pessoas, o estádio receberá uma grande manifestação coletiva contra o racismo, por meio da campanha Cartão Vermelho para o Racismo.

Antes do apito inicial, servidores da Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal vão distribuir cartões vermelhos nas entradas da arena. Em ato simbólico e simultâneo, torcedores, jogadores, comissões técnicas e equipe de arbitragem erguerão os cartões, formando um minuto de protesto e conscientização contra qualquer forma de discriminação racial.

A mobilização também estará presente nos telões e nas peças de comunicação visual do estádio, ampliando o alcance da mensagem de tolerância zero ao racismo e de valorização da diversidade. A iniciativa transforma um dos símbolos mais conhecidos do futebol em ferramenta direta de mobilização social, utilizando a visibilidade do esporte como plataforma de conscientização.

Criada pela Sejus-DF em parceria com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), a campanha teve estreia em maio de 2025, em partida realizada no próprio Mané Garrincha, e desde então percorre estádios de diferentes regiões do país. O gesto já marcou presença em jogos do Campeonato Candango, da Copa do Brasil, de diversas séries do Campeonato Brasileiro e também do Campeonato Brasileiro Feminino Sub-17.

A força do movimento ganhou dimensão nacional em ações recentes, como no clássico entre Remo e Paysandu, em Belém, quando mais de 45 mil torcedores levantaram o cartão vermelho de forma simultânea. O cenário reforçou o caráter coletivo da campanha e consolidou o futebol como espaço de posicionamento social.

Idealizadora da iniciativa, a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, destaca o compromisso permanente da ação. “Esse acordo com a CBF firma o compromisso do futebol em abrir espaço para falarmos de igualdade racial. Em todas as comunicações nos estádios, a mensagem será a mesma: cartão vermelho para o racismo”, afirmou.

O presidente da CBF, Samir Xaud, também ressaltou o papel social do esporte no enfrentamento ao preconceito. “O futebol é de todo mundo e não aceita mais esse tipo de atitude. Precisamos ser firmes contra o racismo e fazer essa mensagem alcançar todo o país”, declarou.

Supercopa terá esquema especial de segurança no Mané Garrincha

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Supercopa
Foto: Staff Images/Conmebol

Brasília receberá a abertura oficial da temporada nacional de futebol com um aparato de segurança reforçado. A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) definiu um esquema especial para a partida entre Flamengo e Corinthians, válida pela Supercopa, marcada para domingo (1º/2), às 16h, na Arena BRB Mané Garrincha. A abertura dos portões está prevista para as 12h, com público estimado em 71 mil pessoas.

O planejamento da operação foi formalizado por meio de um Protocolo de Operações Integradas (POI), documento responsável por orientar a atuação conjunta das forças de segurança, órgãos públicos e empresas privadas envolvidas no evento. A proposta busca garantir fluidez no acesso, segurança ao público e resposta rápida a eventuais ocorrências antes, durante e após a partida.

O monitoramento será um dos pilares da operação. Cerca de 600 câmeras exclusivas do Centro de Comando e Controle da Arena BRB estarão integradas ao Programa de Videomonitoramento Urbano do Distrito Federal. As imagens serão transmitidas em tempo real para o Centro Integrado de Operações de Brasília (Ciob) e distribuídas às dez centrais de monitoramento remoto da Polícia Militar do DF (PMDF). Na área externa, uma cidade policial será montada para acompanhamento simultâneo da operação.

No Distrito Federal, o sistema de vigilância funciona de forma integrada entre forças de segurança e outros 31 órgãos dos governos local e federal. As câmeras de alta resolução auxiliam não apenas no controle do evento, mas também na mobilidade urbana e no atendimento emergencial das corporações. Eventuais ocorrências serão encaminhadas à 5ª Delegacia de Polícia da Polícia Civil do DF.

A PMDF reforçará o policiamento nas áreas interna e externa da Arena BRB Mané Garrincha, além de acompanhar os deslocamentos das delegações. Regiões centrais de Brasília terão atenção especial, como o Setor Hoteleiro Norte (SHN), o Setor de Divulgação Cultural (SDC) e a Zona Cívico-Administrativa. As ações de fiscalização viária ficarão sob responsabilidade do Departamento de Trânsito do DF (Detran-DF).

O Corpo de Bombeiros Militar do DF atuará na fiscalização das medidas de prevenção contra incêndio e pânico, mantendo viatura de prontidão junto ao efetivo do BPChoque da PMDF. Empresas privadas serão responsáveis pela segurança interna, brigadistas e atendimento pré-hospitalar.

Acesso e itens proibidos

Haverá revista pessoal em todos os acessos ao estádio. Não será permitida a entrada com sinalizadores, fogos de artifício, artefatos explosivos, capacetes, garrafas e copos de vidro, guarda-chuvas, carrinhos de bebê, frascos de perfume, cigarros, dispositivos eletrônicos para fumo, objetos perfurocortantes, drones não autorizados, além de cartazes, bandeiras ou manifestações com conteúdo ofensivo.

Intervenções no trânsito

O Detran-DF realizará intervenções viárias nas proximidades do estádio antes e depois da partida. Na Via N1, na altura do Planetário, haverá ponto específico para travessia de pedestres. A via que contorna a arena terá fiscalização reforçada contra estacionamento irregular, principalmente nas áreas próximas ao Colégio Militar de Brasília e ao estacionamento rotativo.

Durante a dispersão do público, a Via N1, nas imediações do estacionamento leste do ENB, contará com três faixas liberadas para facilitar o acesso à Via N2. Para garantir a fluidez, a rotatória da 5ª Delegacia de Polícia e a de acesso ao autódromo estarão fechadas. O fluxo na Via Contorno do ENB será direcionado em sentido único na Curva do Chinelo e no trecho do Cine Drive-in.

Semáforos em pontos estratégicos operarão em modo intermitente, e guinchos estarão posicionados ao longo da Via Contorno do ENB e no Setor Recreativo Parque Norte (SRPN). A recomendação das autoridades é para os motoristas seguirem a sinalização temporária e as orientações dos agentes de trânsito, evitando transtornos e contribuindo para a segurança viária.

*Com informações da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF).

Confira como chega o Flamengo à Supercopa Rei contra o Corinthians

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Foto: Gilvan de Souza/Flamengo

Costume da recente e gloriosa história construída pelo clube, o Flamengo pode levantar mais uma taça neste domingo (1º/2), a primeira de 2026. O tricampeão da Supercopa Rei, maior campeão do torneio, buscará não só a defesa, mas o tetra diante do Corinthians, a partir das 16h, no Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília. O Mengão alcançou a competência ao lograr seu nono Brasileirão da história, em 2025.

Apesar do recente passado vencedor do rubro-negro, com três das seis Supercopas vencidas desde a volta da competição, em 2020, o ano não começou da melhor forma. Em seis jogos em 2026 foram cinco pelo Cariocão, onde o time da Gávea busca o sétimo tricampeonato histórico. A situação, porém, não está boa: venceu apenas o Vasco, enquanto empatou contra a Portuguesa e perdeu para Bangu, Volta Redonda e Fluminense. Na estreia do Brasileirão, o Fla voltou a cair, desta vez por 2 a 1 para o São Paulo.

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O técnico Filipe Luís decidiu por ingressar com sua formação titular pela primeira vez na vitória contra o Vasco, por 1 a 0. A mesma fórmula, entretanto, não funcionou diante do Fluminense, onde o cenário de domínio não foi o mesmo, caindo por 2 a 1. O Mengão está em quinto lugar no Grupo B do Campeonato Carioca, ocupando posição no quadrangular de rebaixamento, mas em plenas condições de evitar tais confrontos após a última rodada, ainda a se disputar no fim de semana seguinte.

Para o momento, o rubro-negro estaria enfrentando o Maricá, o Sampaio Corrêa e a Portuguesa contra a degola. A partir da rodada final da primeira fase que o Fla saberá seu destino no calendário. Para fevereiro, de certeza, estão compromissos pelo Campeonato Brasileiro, além da Recopa Sul-Americana, contra o Lanús, da Argentina.

Rompendo o mercado

A grande notícia do futebol brasileiro nesta primeira janela de transferências foi a repatriação do meia Lucas Paquetá. O Flamengo pagou R$ 260 milhões de reais ao West Ham inglês, sendo a transferência mais cara da história do futebol brasileiro, quebrando o recorde estabelecido há pouco pelo Cruzeiro, que trouxe o volante Gerson do Zenit russo por R$ 169 milhões.

Paquetá está regularizado no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF e pode ir a campo contra o Corinthians. Para além do meia, o clube também se interessa pelo volante Marcos Antônio, do São Paulo, que pode ser novidade em breve no time carioca. Anteriormente, o zagueiro Vitão (ex-Inter) e o goleiro Andrew (vindo do Gil Vicente, de Portugal) foram contratados. Além deles, o jovem atacante Josmar, de 17 anos e proveniente do Avaí, também foi negociado.

Também de saídas se faz o mercado flamenguista. Nesta semana, o atacante Michael foi desligado da equipe após comum acordo, ficando livre. Algumas saídas também foram acertadas: o atacante Wallace Yan foi para o Bragantino, o centroavante Juninho foi para o Pumas mexicano, o meia-atacante Matheus Gonçalves foi para o Al-Ahli saudita e o meia Lorran foi para o Pisa italiano. Outras saídas envolvendo revelações da base podem acontecer em breve.