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Quatro equipes, duas rodadas: quem escapa do rebaixamento no Candangão?

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Jogadores do Gama comemoram vitória contra o Sobradinho pelo Candangão
Foto: Filipe Fonseca/SE Gama

A fase classificatória do Candangão BRB 2026 está chegando ao fim. Com apenas duas rodadas para o término, quatro equipes ainda brigam contra o descenso. Paranoá e Real Brasília, seis e quatro pontos, respectivamente, estão fora da zona de rebaixamento. Já Brasília e Aruc, ambos com três pontos, ocupam o temido Z2. Veja os dois últimos jogos de cada equipe na competição.

 

Mais bem colocado dos quatro, o Paranoá é o que enfrentará os confrontos mais difíceis das rodadas finais. A Cobra Sucuri tem o Ceilândia como adversário no próximo sábado (21/2), às 16h, no estádio Abadião. Atual sexto lugar, o Gato Preto precisa vencer para continuar vivo na busca por uma das quatro vagas às semifinais. O último jogo da equipe de Klésio Borges será contra o Samambaia, atual vice-líder do campeonato. A bola rola em 28 de fevereiro, às 16h, em local ainda a definir.

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Jogos restantes das equipes*

8ª rodada
Ceilândia x PARANOÁ – 21 de fevereiro às 16h – Abadião
Gama x ARUC– 21 de fevereiro às 19h30 – Bezerrão
BRASÍLIA
 x REAL BRASÍLIA – 22 de fevereiro às 10h00 – Defelê

9ª rodada
PARANOÁ x Samambaia – 28 de fevereiro às 16h – Local a definir
ARUC x REAL BRASÍLIA – 28 de fevereiro às 16h – Rorizão
Sobradinho x BRASÍLIA – 28 de fevereiro às 16h – Defelê

*Datas, locais e horários ainda podem sofrer alterações pela Federação de Futebol do Distrito Federal (FFDF)

Gama altera horário de jogo contra o Goiás pela Copa do Brasil

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Foto: Diller Abreu/FFDF

O Gama agiu de forma correta pensando em sua torcida e no grande confronto diante do Goiás, na próxima quarta-feira (25/2). Para o duelo, válido pela segunda fase da Copa do Brasil, o Periquito teve pedido aceito nesta sexta-feira (20/2) para a mudança de horário, indo para 20h, no Bezerrão.

O horário é o mesmo em que o atual campeão candango venceu o Monte Roraima no confronto da primeira fase, nesta quarta (18/2), por 2 a 0. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) havia marcado o encontro dos alviverdes inicialmente para as 16h. A decisão desagradou um grande número de torcedores nas redes sociais e a entidade nacional acatou o pedido do mandante para um jogo realizado fora do horário comercial.

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O Goiás terá sua estreia na Copa do Brasil no Distrito Federal e, com o horário alterado, mais torcedores (de torcida aliada aos gamenses) podem comparecer como visitante caso desejem e possam viajar. Já o Gama foca no jogo mais difícil da temporada até o momento, apesar de ter compromisso ainda neste sábado (21/2), contra a Aruc, às 19h30, no Bezerrão, pela oitava rodada do Candangão, valendo a garantia do primeiro lugar incontestável da primeira fase com uma rodada de antecedência.

Líder confirmado na primeira etapa em seu estadual, o Esmeraldino tem pela frente o primeiro jogo das semifinais do Goianão 2026, quando joga fora de casa, às 17h, contra a Anapolina, no Jonas Duarte, em Anápolis. Em caso de classificação à terceira fase da Copa do Brasil, Gama ou Goiás enfrentam Trem-AP ou Fluminense-PI, em casa (passe quem passe) no dia 11 ou 12 de março.

Sobre premiações, em caso de vitória, o Gama somaria R$ 950 mil de “Pix na conta”. O total somado chegaria a R$ 2,18 milhões, quase dobrando o montante de R$ 1,23 milhão recebido até o momento.

Brasília Basquete cresce no fim, vence Cruzeiro e cola no G-4 do NBB

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Brasília
Foto: Divulgação/Cruzeiro

O CAIXA Brasília Basquete mostrou maturidade e poder de reação na noite desta quarta-feira (19/2). Em duelo equilibrado na Arena Dona Salomé, em Belo Horizonte, a equipe do Distrito Federal venceu o Cruzeiro por 93 a 87, em confronto válido pelo Novo Basquete Brasil (NBB), e manteve a pressão sobre o grupo dos quatro primeiros colocados.

O resultado ganhou contornos ainda mais relevantes diante das circunstâncias da partida. O time candango perdeu Lucas e Facundo pouco antes do intervalo e precisou redistribuir funções em quadra. A resposta veio com intensidade defensiva no último quarto, melhor aproveitamento nas bolas de três e controle emocional nos minutos decisivos.

O primeiro tempo foi marcado por alternâncias no placar. O Cruzeiro fechou o primeiro quarto em vantagem mínima (26 a 24) e foi para o intervalo na frente por 49 a 44. O Brasília manteve o equilíbrio mesmo com menor volume nos rebotes totais na etapa inicial e sustentou o jogo com bom aproveitamento nas infiltrações e lances livres.

Na volta do intervalo, o cenário seguiu parelho. O Cruzeiro ainda liderava ao fim do terceiro quarto (71 a 68), mas o Brasília já apresentava sinais de crescimento coletivo. A equipe candanga terminou a partida com 33 rebotes, contra 24 do adversário, além de 13 bolas convertidas do perímetro, com 52% de aproveitamento nas tentativas de três pontos.

No último quarto, o Brasília assumiu o controle definitivo. A equipe venceu a parcial por 25 a 16 e virou o duelo com consistência defensiva e eficiência ofensiva. O time cometeu apenas um desperdício de posse em toda a partida, contra quatro do Cruzeiro, fator determinante para administrar a vantagem nos instantes finais.

O destaque individual ficou com Dani Von Haydin. O ala-armador anotou 24 pontos, distribuiu três assistências e contribuiu com três rebotes, liderando o time nos momentos de maior pressão. Crescenzi apareceu com 17 pontos, enquanto Buiú marcou 15. Brunão registrou duplo impacto no garrafão, com 11 pontos e 12 rebotes.

Após o jogo, Von Haydin destacou o espírito coletivo do elenco diante das adversidades. “Não foi uma partida como imaginávamos. Perdemos o Lucas e o Facundo logo antes do intervalo e acabou que todo mundo teve que se desdobrar. Mas é esse espírito que o Dedé sempre pede para a gente. Fomos confiantes e saímos com uma importante vitória hoje”.

Com o triunfo fora de casa, o CAIXA Brasília Basquete soma mais um resultado expressivo na campanha e reforça a condição de candidato a brigar diretamente por mando de quadra nos playoffs. A reta final da fase classificatória promete confrontos decisivos, mas o desempenho em Minas Gerais deixa claro: o Alienígena está pronto para voos mais altos.

Copa do Brasil: Gama garante R$ 1,23 milhão e mira prêmio ainda maior

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Gama
Foto: Diller Abreu/FFDF

A classificação do Gama para a segunda fase da Copa do Brasil representou mais do que o avanço esportivo para o alviverde. O triunfo por 2 a 0 diante do Monte Roraima, na noite desta quarta-feira (18/2), no Estádio Bezerrão, colocou R$ 1,23 milhão nos cofres do clube do Distrito Federal e reforçou a importância do torneio como principal fonte de receita no calendário nacional.

Somente pela participação na primeira fase, o alviverde assegurou R$ 400 mil em premiação. Com a vaga confirmada para a sequência da Copa do Brasil, o Gama passa a integrar o Grupo II do ranking de premiação — composto por equipes das Séries C e D do Campeonato Brasileiro — e receberá mais R$ 830 mil pela presença na segunda etapa. A soma já alcança R$ 1,23 milhão, antes mesmo da bola rolar novamente.

O próximo desafio será contra o Goiás, adversário tradicional do Centro-Oeste e integrante da próxima edição da Série B do Brasileirão. Além do peso esportivo, o confronto carrega impacto financeiro direto. Uma eventual classificação à terceira fase renderia mais R$ 950 mil ao clube candango. O valor está encaixando no mesmo Grupo II de premiações da Copa do Brasil de 2026.

Caso supere o Goiás, o Gama poderá acumular, portanto, R$ 2,18 milhões apenas nas três primeiras etapas da competição nacional. Para um time em calendário nacional completo (o time terá, ainda, Copa Verde e Série D do Brasileirão) e com orçamento enxuto em comparação aos gigantes do país, o valor representa fôlego para folha salarial, estrutura e reforços ao longo da temporada.

Historicamente, a Copa do Brasil é tratada nos bastidores como “o pote de ouro” para clubes de menor investimento. As cotas pagas pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) funcionam como diferencial competitivo e podem alterar o planejamento anual de maneira significativa. Dentro de campo, o elenco celebra o momento, mas mantém foco na preparação para o duelo decisivo. Fora das quatro linhas, a diretoria acompanha atentamente o impacto das cifras.

A combinação entre resultado esportivo e retorno financeiro coloca o Gama diante de uma oportunidade estratégica rara. Agora, o desafio é transformar o embalo em mais um passo rumo à terceira fase. Se vencer o Goiás, o alviverde não apenas seguirá vivo na competição nacional, mas também verá o caixa ganhar um reforço milionário capaz de mudar o rumo da temporada.

Com golaço e controle, Gama bate Monte Roraima e avança na Copa do Brasil

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Gama
Foto: Diller Abreu/FFDF

Debaixo de chuva e com arquibancadas pulsantes no Estádio Bezerrão, o Gama tratou de transformar a noite de quarta-feira (18/2) de cinzas em roteiro de classificação. A vitória por 2 a 0 sobre o Monte Roraima, pela primeira fase da Copa do Brasil, teve controle territorial, golaço de longa distância e autoridade suficiente para credenciar o alviverde ao confronto contra o Goiás, marcado para quarta-feira (25/2), novamente na arena gamense.

O início apresentou tensão típica de mata-mata. Gramado pesado, divididas fortes (com direito a duas substituições de Wellington Silva e Moisés no alviverde ainda no primeiro tempo) e um adversário disposto a travar o ritmo. O Monte Roraima tentou encurtar espaços, apostou em bolas longas e buscou esfriar o ambiente. O Gama rodou a bola, insistiu pelas pontas e esbarrou na marcação compacta durante pouco mais de 20 minutos.

Aos 23, o jogo ganhou rumo definitivo e favorável ao time do Distrito Federal. Em cobrança de falta pela direita, Michel levantou com precisão na área. Russo subiu firme e testou para o fundo da rede, aliviando a situação no jogo. A vantagem trouxe tranquilidade ao líder candango e inflamou a torcida. O alviverde passou a acelerar transições e explorar a insegurança defensiva do rival.

Ainda no primeiro tempo, com 29, veio o lance da noite responsável por encaminhar a classificação do Gama. Com bastante espaço na zona intermediária, David Lucas dominou no peito e arriscou do meio de campo. A bola viajou, surpreendeu o goleiro Luis Henrique pela velocidade e morreu no fundo da rede. O Bezerrão explodiu. O 2 a 0 consolidou superioridade técnica e mental antes do intervalo.

Controle sob chuva

Na etapa final, o Monte Roraima voltou com postura mais agressiva. Tentou encurralar o Gama, adiantou linhas e buscou reduzir a desvantagem cedo. O alviverde, porém, administrou o cenário com maturidade. Renan Rinaldi mostrou segurança nas raras investidas e a defesa alviverde fechou os espaços centrais. Com campo aberto, o time da casa empilhou oportunidades para ampliar.

Sequências de finalizações encontraram defesas importantes de Luis Henrique. A diferença poderia ter sido maior, mas faltou capricho na conclusão das jogadas. O cronômetro correu a favor do mandante. Nem mesmo um gol contra de Zulu, anulado por impedimento, comprometeu a boa atuação do Gama no Bezerrão.

Nos minutos finais, o Gama baixou a intensidade, valorizou a posse e aguardou o apito final. Classificação sem sustos, confiança reforçada e novo desafio já no horizonte. Na próxima quarta-feira (25/2), o Bezerrão volta a receber decisão. O adversário será o Goiás, em confronto de peso regional. A noite chuvosa deixou claro: o alviverde sabe jogar com pressão e está pronto para subir mais um degrau na Copa do Brasil.

CBF divulga detalhes e tabela da Série A2 do Brasileirão Feminino

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Série A2
Foto: Maurícia da Matta/CBF

A Série A2 do Campeonato Brasileiro Feminino de 2026 já tem roteiro definido. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou a tabela básica da competição nacional, marcada para começar em 14 de março, com aumento no número de partidas e mudança no formato de disputa. Ao todo, serão 134 jogos distribuídos em 21 datas ao longo da temporada.

Representante do Distrito Federal, o Minas Brasília inicia a caminhada fora de casa, diante do Atlético Piauiense-PI, em 16 de março. A equipe azul e verde terá calendário apertado até maio, com jogos praticamente semanais na busca por uma das vagas no acesso à elite nacional. Na temporada passada, o clube candango foi eliminado nas quartas de final para o Fortaleza.

A edição 2026 chega com uma manutenção importante: todos os clubes participantes têm vaga assegurada na Copa do Brasil Feminina, ampliando o peso esportivo e financeiro da disputa. O novo modelo também aumenta o número de confrontos, exigindo elenco mais profundo e regularidade ao longo da primeira fase.

Para o Minas Brasília, o desafio começa longe do DF e passa por sequência pesada já nas primeiras semanas. Depois da estreia no Piauí, o time recebe o Doce Mel/Jequié-BA, em 21 de março, e visita o Sport-PE, em 28 de março. Abril reserva compromissos diante de 3B-AM, Ação-MT e UDA-AL. A maratona segue em maio com confrontos contra Itabirito-MG, JC Itacoatiara-AM, Paysandu-PA, Pérolas Negras-RJ, Taubaté-SP e Atlético Rio Negro-AM. A reta final da tabela básica inclui Ceará-CE, Vasco da Gama-RJ e Vila Nova-GO, já no segundo semestre.

Jogos do Minas Brasília

16/3 – Atlético Piauiense-PI x Minas Brasília
21/3 – Minas Brasília x Doce Mel/Jequié-BA
28/3 – Sport-PE x Minas Brasília
4/4 – Minas Brasília x 3B-AM
18/4 – Minas Brasília x Ação-MT
25/4 – UDA-AL x Minas Brasília
2/5 – Minas Brasília x Itabirito-MG
9/5 – JC Itacoatiara-AM x Minas Brasília
16/5 – Minas Brasília x Paysandu-PA
20/5 – Pérolas Negras-RJ x Minas Brasília
23/5 – Taubaté-SP x Minas Brasília
30/5 – Minas Brasília x Atlético Rio Negro-AM
25/7 – Minas Brasília x Ceará-CE
1º/8 – Vasco da Gama-RJ x Minas Brasília
A definir – Minas Brasília x Vila Nova-GO

Samambaia vence Aruc por 3 a 0 e assume a vice-liderança do Candangão

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Foto: Renan Pariz/@parizfotos

No fechamento da sétima rodada do Candangão 2026, o Samambaia venceu a Aruc pelo placar de 3 a 0. O confronto aconteceu na tarde desta quarta-feira (12/2), no Estádio Rorizão, em Samambaia, onde o time da cidade manteve firme a boa fase e a manutenção na briga por vaga nas semifinais, enquanto o clube do Cruzeiro segue preocupado com a permanência.

A atuação da sensação do campeonato, entretanto, não foi a mais vistosa, sobretudo pelo desempenho até o gol da primeira etapa. Em um dia de boas defesas, o confronto manteve a toada de poucas oportunidades nos dois tempos. Novamente, Vitor Xavier foi às redes e resolveu a parada a favor de seu time.

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Só de Vitor Xavier vai viver o Samambaia?

O começo da partida compreendeu ampla posse de bola do Samambaia, chegando à área adversária e aplicando grande pressão. Entretanto, na pressão, a Aruc misturava sorte e juízo ao resistir diante de um rival que seguia sem acertar o último passe, impossibilitando a forma de chegar ao gol de forma mais efetiva.

Este cenário se desenhava para seguir assim ao longo do jogo inteiro. Inclusive com as dificuldades em finalização do Cachorro Salsicha. A primeira foi só com 15 minutos, quando Iago bateu de fora da área, mas ao lado da meta. Uma nova chance foi aos 24, quando Nolasco perdeu grande chance na área, finalizando por cima.

Na primeira metade da etapa inicial o time visitante somou 83% de posse de bola, findando em 71% após 45 minutos. Entretanto não foi concretizar essa superioridade até os acréscimos. Antes disso, aos 28, a Aruc, na sua única investida de risco, teve Sebastyan finalizando à meta, com Murilo rebatendo e Dani Bocão, impedido, tocando para o gol.

A abertura do placar foi se dar somente com 46. Nolasco encontrou Vitor Xavier na área: o vice-artilheiro da competição chegou ao sexto gol ao arrematar cruzado, rasteiro e sem chances para o goleiro Viny. Assim, se espantava qualquer zebra no que aparentava ser a pior atuação samambaense no ano.

Apenas para patentear

O jogo pouco emocionante seguia após o intervalo. Vitor Xavier até faria seu segundo gol no jogo, aos seis minutos, de cabeça, mas em posição de impedimento, devidamente anulado. A Aruc até ensaiava deixar a retranca da etapa inicial, se aventurando aos poucos depois do seu tento anulado, mas tendo o mesmo resultado de sempre, contribuindo com a insistência monotonia do encontro.

Aos 26, houve um lance cômico: Shinaider furou ao tentar rebotar bola cruzada em sua área, mas a mesma pingou duas vezes entre o goleiro do Gavião e dois atacantes do Cachorro Salsicha, ainda assim sem resultar em gol. Xarás, Diego Xavier serviu a Vitor Xavier pela direita da área e o centroavante isolou, na sequência do lance.

No minuto seguinte o placar foi ampliado por João Torres, que recebeu de Romário pela esquerda. Dentro da área, bateu rasteiro e foi às redes. Aos 39 saiu o terceiro, de passe de Vitor Xavier a Ian Carlos, que tocou na saída do goleiro Viny e transformar o resultado mais justo: goleada.

Com o resultado, o Samambaia segue no bolo dos escoltas ao líder Gama, com os mesmos 18 pontos de Brasiliense e Sobradinho, à frente de ambos pelo saldo de gols. Por outro lado, a Aruc segue dentro do Z-2, com os mesmos três pontos, estando atrás do Brasília, na lanterna devido a dois cartões vermelhos a mais.

O que vem por aí

Apesar da parada para o Carnaval, a Aruc não tem tantos motivos para festa dentro de campo. Sem vencer desde a primeira rodada, a missão das últimas duas rodadas será árdua: visita o Gama, no dia 21, e fecha participação na primeira fase no que pode ser um confronto direto contra o Real Brasília, na semana seguinte.

Na batalha pelo mata-mata, o Samambaia terá de cara um confronto direto, também no dia 21, contra o Sobradinho, como mandante. Já na rodada final, visita o Paranoá, também preocupado com a permanência.

Aruc 0
Viny; Jess (Renan Berny), Shineider, Luan Berny (Yuri Medeiros 🟨) e Livinho 🟨; Sebastyan (Landin), Vitor Lucena e Pom Pom; Hugo, Hugo Mendes (Arthur Lima) e Dani Bocão (Dharllyson); Técnico: Dedé Rodrigues

Samambaia 3
Murilo; Caetano, Iago, Regino e Luan Vitor 🟨; Talisca, Dandan (João Torres ⚽) e Nolasco (Filipe Werley); Romário (Jadilson), Diego Xavier (Ian Carlos ⚽) e Vitor Xavier ⚽ (Júnior Timbó); Técnico: Léo Roquete

Candangão: Capital vence Brasília e entra provisoriamente no G-4

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Foto: Diller Abreu/FFDF

O Capital alcançou a sua quarta vitória no Candangão 2026 nesta quinta-feira (12/2). Pela manhã, a formação tricolor bateu o Brasília por 3 a 1, no Estádio Defelê, na Vila Planalto, em compromisso válido pela sétima e antepenúltima rodada da primeira fase da competição. Assim, o clube do Paranoá tem chance de fechar a data entre os quatro semifinalistas, enquanto do outro lado o time do Plano Piloto segue o desespero na luta pela permanência.

A abertura prematura do placar condicionou um ritmo lento com a bola e a gestão física do Coruja. Em verdade, esperava algum erro do ineficaz time colorado no seu campo para ter espaço ao sair nos contra-ataques e, nesta lógica, perdeu algumas boas oportunidades. No segundo tempo o jogo foi levemente mais franco, apesar de menor criação, gerando um justo resultado.

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Na cadência

O começo do jogo foi estudado, com um Capital permissivo sobre a posse de bola adversária. A primeira finalização, inclusive, foi do time mandante, com Gabriel Kersul pegando de fora da área, aos cinco minutos, mas com um desvio defensivo mais ajudando do que atrapalhando o goleiro Luan. A resposta rival veio com Matheusinho, dois minutos depois, experimentando ao lado da meta.

O Coruja não tardaria em abrir o placar. Aos 11, Renan Luís achou Matheusinho na área pelo lado esquerdo: o camisa 10 bateu cruzado e o goleiro Niccolas espalmou para o meio, onde Rodriguinho aproveitou para encher o pé para as redes. O arqueiro colorado, dois minutos mais tarde, faria uma falha clamorosa ao errar a saída em passe alto para Genilson. O mesmo rolou para o meio, onde Alisson Soares, hesitante, praticamente recuou de novo a bola para Niccolas, desperdiçando a chance de já ampliar a conta.

Muito raramente, mas com ideia de jogo nos passes curtos, o Brasília descia ao ataque. Ainda que explorando alguns erros na saída de bola tricolor, o time esbarrava na lentidão na tomada das decisões. Aos 21, o visitante veio em contra-ataque, com Alisson Soares servindo Matheusinho que, no cara a cara, tentou tirar o goleiro Niccolas, que cresceu bem em X e tirou o segundo gol do jogo com o pé esquerdo. Focado na cadência do resultado, o Coruja assistia às nulas tentativas coloradas enquanto esperava alguma chance de chegar em contra-ataque.

Aos 32, o Tricolor criou mais uma chance, desta vez em bola parada, com Rodriguinho cruzando fechado na primeira trave, onde Alison Mira não aproveitou e Niccolas tirou de soco. Aos 37, talvez a oportunidade mais inacreditavelmente desperdiçada do campeonato: o zagueiro Kauã tocou a bola em cima de Alison Mira, sobrando para Matheusinho, na frente da pequena área e com o goleiro vencido. O meia do Capital chutou por cima. É bem fato que o calor (pouco refrescado pela parada para reidratação) prejudicava cada vez mais o jogo, ao se acercar do meio-dia. Assim terminaram os primeiros 45 minutos.

Foto: Diller Abreu/FFDF

A primeira impressão é a que fica (dessa vez)

Também no começo do segundo tempo o Capital resolveu sua vida. No primeiro minuto, Alison Mira recupera um passe errado na intermediária, tabela com Matheusinho e toca dentro da grande área, na saída do goleiro Niccolas: 2 a 0. A primeira chance do Brasília no jogo aconteceu aos oito, quando Richardson perdeu a bola para Milla, que recebeu passe de Kersul, marcado pelo goleiro Luan, que saiu do gol. O camisa 8 tentou por cobertura, mas errou a meta.

Aos 11, Matheusinho seguiu sua saga de perseguição ao gol. Recebeu passe de Alison Mira na entrada da área e bateu colocado, para boa intervenção de Niccolas. Aos 15, o Colorado conseguiu seu desconto. Após escanteio rebotado para a esquerda, Gabriel Kersul voltou a cruzar para a área e Kauã aproveitou desvios pelo caminho para emendar de puxeta e vencer o goleiro Luan.

O gol forçou movimentações nos bancos a fim de estabelecerem os objetivos, um de cada lado. Havia receio de que o Coruja poderia, pela terceira vez na competição, perder a vitória após abrir dois gols de vantagem. No entanto, ao invés de fogo no jogo, o que houve foi um esfriamento das hostilidades. Só aos 27 Matheusinho experimentou de novo de longa distância, parando outra vez em Niccolas. Na casa dos 40, o tricolor moveu-se taticamente para se fechar com três zagueiros e assegurar o resultado.

O goleiro colorado foi novamente testado aos 43, após chute à distância de João Vilela. No escanteio seguinte, Eder Lima ainda cabeceou na trave, mas a bola se ofereceu ao jovem Balotelli, que decretou números finais ao duelo.

Foto: Diller Abreu/FFDF

Com o triunfo, o clube comandado pelo treinador Fábio Brostel chega aos 13 pontos e entra, pelo menos por algumas horas, no G-4. Um tropeço do Samambaia contra a Aruc na tarde desta quinta-feira (12/2) garante a posição entre os semifinalistas até a próxima rodada. Por outro lado, o time do técnico Jairo Araújo agoniza na zona de descenso, com os mesmos três pontos, além do saldo pior em relação à Aruc, agora em três gols.

O que vem por aí

Os times agora entram na parada para o Carnaval, com um paro de uma semana e meia. No dia 21, o Capital recebe o Brasiliense no JK, antes de fechar a participação na primeira fase diante do Gama, também em casa. Já o Brasília terá, no mesmo dia 21, confronto diretíssimo contra o Real Brasília, em condição de mandante, antes de se ver com o Sobradinho na rodada final da primeira fase.

Brasília 1
Niccolas; Bruno Oliveira 🟨, Kauã ⚽, GG 🟨 e Vinícius; Geykson Sheik (Bazílio), Milla (Jonathan) e Gabriel Kersul (Léo Carvalho); Tinga 🟨, Matheus Félix (Iago) e Victor Lima (Eliandro); Técnico: Jairo Araújo

Capital 3
Luan; Genilson (Lenon), Richardson, Eder Lima e Renan Luís (João Vilela); Lima 🟨, Rodriguinho ⚽ e Matheusinho; Jerry (Deysinho), Alisson Soares (Lucas Oliveira) e Alison Mira ⚽🟨 (Balotelli ⚽); Técnico: Fábio Brostel

Gama vence Ceilândia e se classifica às semifinais do Candangão

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Foto: Mateus Dutra/Distrito do Esporte

O Gama é o primeiro clube classificado às semifinais do Candangão 2026. Na noite desta quarta-feira (11/2), o alviverde venceu o Ceilândia pelo placar de 2 a 1, em confronto válido pela sétima rodada. Desta forma, a nova meta gamense é garantir um dos dois primeiros lugares ao final das duas partidas restantes para assim ter o mando de campo na volta das semifinais, estância a qual o alvinegro almeja voltar a integrar na classificação.

A superioridade foi dividida entre os tempos. Já havia finalizado antes do primeiro minuto de jogo. O Gato Preto ainda amornou o jogo com cera e contato físico. Tudo se encaminhava a que os mandantes tentariam, mais uma vez, resolver a parada no segundo tempo, mas Felipe Clemente tinha outros planos e marcou duas vezes contra a ex-equipe. Na etapa final, mais iniciativa e o desconto visitante levaram a tensões entre os alviverdes.

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A chave do cadeado é a Lei do Ex

O Gama já veio para cima rapidamente, com antes de um minuto, quando Ramon foi lançado e perdeu o gol num cara a cara com o goleiro Edmar Sucuri. Em cinco minutos, o Ceilândia já somava dois cartões amarelos, mostrando que o artifício para parar o time gamense seria na falta. Com a bola, os alvinegros encontravam pouca alternativa, perdendo rápido a posse e ganhando tempo a cada bola parada a favor: dentro de dez minutos, Sucuri já caíra pela primeira vez, além de gastar relógio em dois tiros de meta.

A defesa do Gato Preto se fechava num 5-4-1 sem a bola, com direito ao ponta Marquinhos fechando a linha inicial e dificultando o trabalho do alviverde pelo chão, apesar da clara superioridade na posse de bola, limitada a cruzamentos infrutíferos e muita má pontaria. Novamente, destaque para os laterais do Periquito, com notória subida e colaboração na criação, além de serem responsáveis de boa parte dos centros à área rival.

Tal lógica arrastou a etapa inicial, após o fracasso local na tentativa de abertura do placar logo cedo. Apenas aos 27 o Gama voltou a assustar, com um cruzamento de Lucas Piauí que deu em bate e rebate, não aproveitado por Russo, de cabeça, e logo por Felipe Clemente, com os pés. Aos 34, Michel teve chance clara, após bola perdida por Marquinhos, finalizando cruzado, dentro da área, e parando em Edmar Sucuri. Ainda aos 37, Lúcio arriscou ao lado da meta ceilandense.

Eventualmente o Gato Preto encontrava algumas situações de saída para buscar a sua hora de chutar a gol. Porém, encaixotado na entrosada defesa alviverde, os visitantes não lograram uma finalização sequer em toda a primeira parte. Quem sim chegou aos 44 foi o Gama, com um passe maestro de David Lucas que iludiu a retranca adversária encontrando Felipe Clemente, que venceu o ex-colega de time Edmar Sucuri para abrir o marcador.

Ainda no minuto seguinte, o artilheiro do Candangão, com sete gols, tentou de bicicleta, desta vez melhor para o goleiro. Aos 49, o atacante voltou a mostrar o melhor de sua fase: aproveitou novo bate e rebate, após um escanteio, para ampliar a conta. Na comemoração, Clemente repetiu a “metralhadora”, infelizmente contra a torcida do Ceilândia, motivando uma breve briga, além do cartão amarelo ao camisa 11.

Foto: Mateus Dutra/Distrito do Esporte

Tava resolvido, pero no mucho

A necessidade de propor do Ceilândia fez com que o Gama naturalmente tivesse mais espaço para circular a bola, seguindo com maior posse da mesma. Aos seis minutos, Fabinho finalizou pela primeira vez no jogo para os visitantes, em bola ao lado da meta de Renan Rinaldi. O goleiro gamense teve de sujar o uniforme dois minutos depois: Cardoso deu um drible da vaca em Wellington e correu aproximadamente 15 metros em liberdade, pela direita. Bateu cruzado e parou no arqueiro. No rebote, o ponta cruzou para Marquinhos que, de cabeça, também parou no camisa 25.

O mesmo goleiro, de excelente Candangão até o momento, deu uma forcinha aos 21 para os ceilandenses. Cleyton, vindo do banco e na primeira bola, em batida de falta à meia altura, chutou da quina esquerda da área e Renan Rinaldi aceitou, espalmando para dentro da meta. Aos 29, os gamenses cometeram falta no mesmo lugar do desconto rival: Cleyton trocou o lado da batida, finalizando cruzado e exigindo o espalmar de Rinaldi. No rebote do escanteio seguinte, Marquinhos experimentou e o arqueiro alviverde deu rebote.

Os nervos do campo subiram às arquibancadas e, contra-prognóstico, o técnico Luiz Carlos Carioca respondeu com as entradas de Henrique Almeida (entrando no lugar do mui aplaudido Felipe Clemente) e Danilinho. O Ceilândia seguia levando mais perigo, apesar das mudanças terem efeito na cadência da posse local. Foi assim que, mesmo com sustos, o treinador do quadro gamense selou mais um triunfo.

A torcida ficou aliviada e projetou o jogo da próxima quarta-feira (18/2), pela primeira fase da Copa do Brasil, em casa, contra o Monte Roraima. “É guerra! (x3) Quarta-feira é guerra!”, gritava a organizada após o último apito.

Com o resultado, o Gama se classificou às semifinais do certame. Com 19 pontos, os comandados do técnico Luiz Carlos Carioca seguem como os únicos invictos, somando seis vitórias e um empate. Com uma vitória diante da Aruc, os líderes garantem a ponta definitiva da primeira fase com uma rodada de antecedência.

Por outro lado, a derrota preocupa o time liderado pelo treinador Adelson de Almeida. Agora, o Ceilândia aguarda o desfecho da rodada, esperando por tropeços do Capital (dez pontos) contra o Brasília e do Samambaia (11 pontos) contra a Aruc, com ambos jogos na quinta-feira (12/2), para ter vida menos complicada na briga pelo mata-mata. Os alvinegros terminarão a rodada em sexto lugar, com dez pontos, tendo cinco gols a menos no saldo em relação ao Coruja.

O que vem por aí

O Gama agora terá uma parada de uma semana e meia referente ao Candangão (assim como os demais nove clubes) devido ao feriado de Carnaval. No dia 21, receberá a Aruc, no Bezerrão, antes de fechar a participação na primeira fase fora de casa, contra o Capital. O Ceilândia recebe, também no dia 21, o Paranoá, no Abadião, antes de visitar o Brasiliense na última rodada.

Gama 2
Renan Rinaldi; Michel, Darlan, Wellington e Lucas Piauí; Lúcio (Álvaro), Russo 🟨, Renato (Lucão) e David; Ramon 🟨 (Danilinho) e Felipe Clemente ⚽⚽🟨 (Henrique Almeida); Técnico: Luiz Carlos Carioca

Ceilândia 1
Edmar Sucuri 🟨; Paulinho 🟨, Henrique Alagoano e Fabinho; Cleyton Maranhão 🟨 (Bosco 🟨), Henrique Vigia (Vermudt) e Robert 🟨 (Cleyton ⚽); Cardoso (Edson Reis), Marquinhos 🟨 e Vinícius Tanque (Patrickão); Técnico: Adelson de Almeida

Sobradinho atropela o Real Brasília e finca os pés no G-4 do Candangão

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Foto: Eduardo Ronque/Sobradinho

Na tarde desta quarta-feira (11/2), o Sobradinho confirmou o favoritismo e venceu o Real Brasília por 3 a 0, no Estádio Defelê, na abertura da sétima rodada do Campeonato Candango. O resultado levou o Leão da Serra aos 14 pontos e reforçou a presença alvinegra no G-4. O Leão do Planalto, por outro lado, ficou sem chances matemáticas de alcançar a semifinal e ainda arrisca encerrar a jornada no Z-2.

O duelo entre Leões apresentou dois cenários distintos desde o apito inicial. O Sobradinho entrou pressionado pela necessidade de manter posição entre os primeiros colocados. O Real Brasília precisava pontuar para evitar aproximação da zona perigosa. Dentro de campo, o início foi equilibrado e movimentado, com alternância de posse e tentativas rápidas pelos lados.

A melhor oportunidade da etapa inicial pertenceu ao time da casa. Após troca de passes, Juanzinho encontrou Davi Araújo na intermediária. O jogador aurianil acionou PV dentro da área, mas o meio-campista finalizou nas mãos do goleiro Michael Henrique. O Sobradinho respondeu em cobrança de falta de Pedrinho, defendida por Léo Teles. O primeiro tempo terminou sem alteração no placar.

A rede balançou logo aos oito minutos da etapa final. Aldo roubou bola no meio e acionou Geovane. O camisa oito finalizou firme, no canto, abrindo o marcador para o Sobradinho no Estádio Defelê. O gol mudou o ritmo da partida e expôs as dificuldades do Real Brasília na construção ofensiva, fato corriqueiro nas apresentações anteriores do Leão do Planalto no Campeonato Candango.

Com o adversário desorganizado, o Leão da Serra ampliou em contra-ataque. De volta após se recuperar de lesão, o atacante Mirandinha acelerou pela direita e serviu Roniel, que marcou o segundo mesmo sob pressão da marcação. Já nos acréscimos, Andrezinho iniciou nova transição rápida, Mirandinha apareceu como articulador e encontrou novamente Roniel para fechar o placar.

A vitória consolida o Sobradinho na zona de classificação e aumenta a confiança para a sequência decisiva do campeonato antes da pausa de descanso de 10 dias provocada pelo Carnaval. O Real Brasília, pressionado pela tabela, entra na reta final lutando para evitar queda e torcendo por tropeços diretos para não terminar a rodada em situação ainda mais delicada.

Real Brasília 0
Léo Teles; Caio Mendes, Anderson P., Victor Gabriel e Paulo Vinícius 🟨 (Ian); Lucas Inácio, PV e Gustavo H (João Lucas); Davi Araújo (Romo), Juan Mosqueira e Juanzinho (Kauã).
Técnico: Raphael Miranda

Sobradinho 3
Michael; Andrezinho, Medeiros, Felipe Kauan 🟨 e Aldo; Vandinho (China), Thiago André (Paranhos) e Geovane ⚽; Jadson (Bernardo), Pedrinho (Roniel ⚽⚽) e Rodriguinho (Mirandinha).
Técnico: Daniel Franco