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Samambaia atropela Paranoá, confirma vice-liderança e está nas semis

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Samambaia
Foto: Diller Abreu/FFDF

O Estádio Bezerrão testemunhou uma exibição de autoridade de um dos clubes mais eficientes da temporada local. Na tarde deste sábado (28/2), o Samambaia goleou o Paranoá por 6 a 0, pela nona e última rodada da primeira fase do Campeonato Candango, confirmou a segunda colocação e carimbou presença nas semifinais. O Cachorro Salsicha, agora, terá o Sobradinho como rival na briga por vaga inédita na decisão. Mesmo com o placar elástico, a Cobra Sucuri garantiu permanência na elite do Distrito Federal.

A rodada exigia atenção máxima do Samambaia. A equipe dependia apenas de si para confirmar posição privilegiada na tabela e evitar combinações externas. A vitória expressiva recolocou o clube na rota do protagonismo e, no mínimo, repete a campanha de 1993, quando o time terminou a competição em quarto. Do outro lado, o Paranoá entrou em campo já livre do risco de queda, porém ainda interessado em encerrar a campanha com dignidade. O roteiro ganhou contornos claros ainda na etapa inicial.

Goleada precoce

A primeira grande oportunidade surgiu aos 15 minutos. Pedro Talisca arriscou de fora da área, a bola desviou no trajeto e quase traiu o goleiro, obrigado a usar o peito para evitar o gol. O lance serviu como aviso da pressão crescente. O Samambaia mantinha posse de bola qualificada e empurrava o rival para trás. A insistência encontrou eco pouco depois, quando Vitor Xavier apareceu livre e acertou o travessão em finalização plástica.

O gol amadureceu e saiu aos 37 minutos. Matheus Nolasco recebeu dentro da área e bateu rasteiro no canto, inaugurando o marcador. Dois minutos depois, erro na saída de bola do Paranoá terminou em passe de Pedro Talisca para Ian Carlos ampliar. Ainda antes do intervalo, Vitor Xavier aproveitou assistência e finalizou de primeira para fechar a etapa inicial em 3 a 0. A vantagem refletia superioridade técnica e intensidade ofensiva.

Três vira, seis acaba

O Paranoá voltou com postura mais ousada e assustou logo aos três minutos, quando Bebeto arriscou de longe e exigiu boa defesa de Murilo. A reação, contudo, perdeu força diante da organização aurianil. O Samambaia controlava o ritmo e explorava espaços deixados pela tentativa adversária de adiantar linhas. A segurança defensiva permitia transições rápidas e objetivas. O domínio territorial permanecia evidente.

Aos dez minutos, Ian Carlos recebeu na entrada da área, ajeitou o corpo e acertou chute no ângulo para anotar o quarto gol. A vantagem confortável abriu espaço para administração estratégica e novas investidas. Romário quase ampliou aos 34, acertando a trave após jogada individual. Em seguida, Wisman marcou o quinto após falha defensiva e assistência de Ian Carlos. O sexto nasceu de reposição longa de Murilo e desvio infeliz contra a própria meta, selando a goleada.

A vitória confirmou o Samambaia como vice-líder e reforçou o embalo para o confronto contra o Sobradinho na semifinal. O Cachorro Salsicha chega confiante, com ataque eficiente e elenco ajustado. O Paranoá, apesar do revés, permanece na elite e terá tempo para reorganizar planejamento e corrigir fragilidades. A fase decisiva se aproxima e o campeonato entra em temperatura máxima.

Capital empata com o Gama, cai fora do G-4 e dá adeus ao Candangão 2026

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Gama
Foto: Filipe Fonseca/Gama

O sábado (28/2) reservou roteiro dramático no Estádio JK. Em duelo frenético e cercado de tensão, Capital e Gama empataram por 1 a 1 pela nona e última rodada da primeira fase do Campeonato Candango. O resultado eliminou precocemente o Coruja, atual vice-campeão, e de fora do G-4. O alviverde, por outro lado, confirmou a liderança e a melhor campanha geral para seguir defendendo a taça de campeão do ano passado. Na semifinal, o Periquito terá pela frente o Ceilândia.

A festa nas arquibancadas deu o tom antes da bola rolar. Dividindo o JK, as torcidas empurraram as equipes desde o primeiro minuto, criando ambiente de decisão antecipada. Dentro das quatro linhas, entretanto, o clima era de nervosismo e cobrança constante. Cada dividida era disputada como se valesse classificação imediata. Houve momentos de tensão entre os jogadores. O empate não servia ao Capital, e a matemática pressionava o time da casa.

Jogo pegado

Logo nos instantes iniciais, um lance polêmico incendiou o JK. O goleiro Leandro se chocou com Jeremias dentro da área e jogadores do Capital pediram pênalti com veemência. O árbitro Matheus Moraes mandou o lance seguir, ampliando o tom de reclamação. A partida seguiu truncada, com muita disputa física e pouca criatividade. A posse de bola alternava domínio sem transformar volume em finalizações claras. O Gama, no entanto, se portava melhor no gramado.

Nova bronca surgiu após bate-rebate na área alviverde. A bola tocou na mão de Michel Henriques e a arbitragem assinalou falta fora da área, decisão contestada pelos atletas tricolores. Na cobrança, Rodriguinho exigiu boa defesa do goleiro Leandro. O Gama respondeu com Kennedy, em chute de fora, defendido por Luan. O intervalo chegou com 0 a 0 e sensação de tensão acumulada.

Expulsões e gols

A etapa final começou com o Gama mais organizado na posse de bola. Kennedy puxou contra-ataque e encontrou Felipe Clemente, que finalizou com perigo, obrigando Luan a trabalhar. A notícia de gol do Sobradinho no outro jogo aumentou a pressão sobre o Capital. Pouco depois, Darlan recebeu o segundo amarelo em dividida forte com o goleiro Luan e deixou o alviverde com um jogador a menos. O cenário parecia favorecer o time da casa.

O Capital avançou linhas e quase abriu o placar com Lessinho e Deysinho, mas faltou precisão nas conclusões. Mesmo com um a menos, o Gama apostava em transições rápidas e quase marcou com Danilinho. A insistência visitante encontrou recompensa em cobrança ensaiada de falta: Danilinho rolou para Michel Henriques chutar com força, a bola tocou na trave e morreu na rede. A bola na rede ampliou a pressão no Coruja.

Nos acréscimos, nova confusão elevou a temperatura. Daniel Guerreiro recebeu vermelho direto após desentendimento e chutar a bola em direção a um atleta rival, deixando o Gama com dois a menos. Pouco depois, Matheusinho levantou na área e Éder cabeceou firme para empatar. O Capital foi ao abafa final e teve a última bola com João Vilela, que cabeceou para fora. Aliado aos demais resultados da rodada, o apito decretou o empate e a eliminação tricolor.

Real Brasília goleia a Aruc e sela rebaixamento rival no Candangão

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Real Brasília
Foto: Giovani Leonel/Real Brasília

A tarde deste sábado (28/2) marcou capítulos opostos no Estádio Rorizão, em Samambaia. O Real Brasília goleou a Aruc, por 4 a 1, pela nona e última rodada da primeira fase do Campeonato Candango. O Leão do Planalto entrou em campo confortável, distante do Z-2 e sem ambições de semifinal. Do outro lado, o Gavião precisava vencer e torcer por combinação favorável de resultados. O roteiro terminou cruel para o recém-promovido, rebaixado na temporada seguinte ao título da segunda divisão em 2025.

O contraste de cenários apareceu desde os primeiros movimentos. A Aruc jogava com o peso da necessidade, enquanto o Real Brasília atuava solto, leve e organizado. A matemática pressionava apenas um lado. O Leão do Planalto, mesmo sem urgência na tabela do Candangão, tratou de assumir o protagonismo técnico da partida. A postura agressiva desmontou qualquer esperança inicial do rival.

Ritmo intenso

O Real Brasília impôs ritmo acelerado e abriu o placar aos dez minutos. Após desvio de Davi Araújo na área, o zagueiro Shineider tentou cortar e mandou contra o próprio patrimônio. O gol esfriou momentaneamente o ímpeto da Aruc, mas não apagou o espírito de luta. Em jogada de lateral alçada na área, Livinho encontrou Dani Bocão, que testou firme para empatar e reacender a esperança cruzeirense.

A reação, porém, durou pouco. Aos 24 minutos, Juan Mosquera apareceu livre após cruzamento pela direita e cabeceou sem marcação, recolocando o Leão em vantagem. O domínio técnico se transformou em placar elástico cinco minutos depois. Em bela troca de passes, Gustavo Henrique invadiu a área e finalizou com categoria para fazer o terceiro. O intervalo chegou com sensação de controle absoluto do Real.

Destino fatal

Com dois gols de margem, o Real Brasília reduziu intensidade e administrou a posse. A situação da Aruc ficou ainda mais delicada com a expulsão de Neres, após segundo cartão amarelo. Mesmo com um a menos, o Gavião tentou buscar espaços, mas esbarrou na organização defensiva do Leão. O cenário apontava para administração tranquila do resultado.

Aos 29 minutos, o golpe final consolidou a goleada e a queda da Aruc no Campeonato Candango de 2026. Rômulo recebeu na entrada da área, ajeitou o corpo e acertou chute preciso no canto esquerdo. O quarto gol selou destino das equipes na competição. Após a parada para hidratação, o ritmo caiu, as equipes aceitaram o desfecho e o apito final confirmou a permanência realense e o descenso da Aruc.

O Real Brasília encerra campanha estável, longe de riscos e pronto para planejar 2027. A Aruc, por outro lado, experimenta retorno imediato à segunda divisão, encerrando ciclo curto na elite local. O Candangão 2026 termina com lições duras para quem não conseguiu transformar necessidade em desempenho.

Enzo Elias é último anunciado do grid da Stock Car na equipe de Massa

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Foto: José Mário Dias/JMDPhoto

Finalizando o grid de 2026 com chave de ouro, a Stock Car Pro Series fez o anúncio de seu último piloto neste sábado (28/2). Se trata do brasiliense Enzo Elias, que irá integrar a TMG Racing em sua quarta temporada na categoria. Seu companheiro de equipe: nada menos que o vice-campeão da temporada 2008 da Fórmula 1, Felipe Massa.

A combinação entre experiência e arrojo de novato é tido como carta da vez da equipe na tentativa de surpreender na nova edição. Massa já era parte da Stock quando Enzo Elias estreou no pelotão, em 2023, após o candango ter vencido o título da Porsche Cup.

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Entretanto, o piloto da capital federal promete oferecer resistência ao colega de garagem, vide sua evolução dentro do certame ano após ano. Em 2023, Enzo Elias foi o 26º colocado, evoluindo a 11º em 2024 e quebrando seu recorde novamente no ano passado, ficando em oitavo lugar, enquanto Massa (que sofreu com várias retiradas ao longo da temporada) foi apenas o 17º.

Falando em pilotos experientes, o posto de Enzo Elias em sua ex-equipe, a Scuderia Bandeiras, foi ocupado por outro ex-F1: Rubens Barrichello, que inclusive é bicampeão da Stock em 2014 e 2022. O outro piloto nascido em Brasília no grid é Lucas Foresti, da Mattheis Vogel Motorsport, equipe campeã de pilotos de três dos últimos cinco campeonatos, em 2021, 2023 e 2024, todos com seu companheiro de equipe, o paranaense Gabriel Casagrande. A Stock Car se inicia na próxima sexta-feira (6/3), com a Etapa de Curvelo, em Minas Gerais.

Saiba tudo sobre a última rodada da primeira fase do Candangão

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Candangão
Foto: Lucas Bolzan/FFDF

Eis a hora da verdade! Quem vai à semifinal? Quem cai e quem fica na elite do futebol de Brasília? As respostas virão neste sábado (28/2), na última rodada do Candangão 2026. Oito de dez times ainda precisam jogar para saber do que será suas vidas no curto, médio e até longo prazo dentro do nosso futebol. Vale pontuar que todos os jogos se iniciam simultaneamente às 16h.

Apenas o líder Gama (22 pontos) e o Real Brasília (já salvo do rebaixamento e sem chance de semifinais, com sete pontos) podem ter interesses menores. Ainda na batalha pelo mata-mata, Samambaia (17), Brasiliense (15), Capital (14, com nove gols de saldo), Sobradinho (14, com dois gols de saldo) e Ceilândia (13) seguem vivos por três vagas. Da degola apenas se salva um: o Paranoá tem seis pontos enquanto Brasília e Aruc têm três pontos, com vantagem colorada nos gols pró, com dois a mais marcados.

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Aruc x Real Brasília

Foto: Diller Abreu/FFDF

Diante de um Leão do Planalto talvez desinteressado, se pode crer que o cenário do Gavião pela permanência é difícil. Mas é tangível? Além de uma derrota do Paranoá contra o Samambaia, o time do Cruzeiro precisa vencer e tirar uma diferença de quatro gols no saldo para a Cobra Sucuri para se salvar. Isto, impreterivelmente, sem que o Brasília consiga uma melhor vitória do que a sua, caso consiga bater o Sobradinho, uma vez que os dois times do Z-2 têm saldo de -14.

Local: Rorizão, Samambaia

Arbitragem: Pedro Alves de Oliveira, auxiliado por Mateus Rodrigo Santos Campelo e Carlos Alehandro dos Santos Silva, com Cássia França de Souza como quarto árbitro

Transmissão: FFDF TV, no YouTube

Paranoá x Samambaia

Vitor Xavier marca hat-trick na vitória do Samambaia contra o Brasília
Foto: Diller Abreu/FFDF

Se olharmos a tabela de classificação, a lógica de um empate respeita e serve a ambos: classifica o Cachorro Salsicha e mantém a Sucuri na elite. Um simples empate do Samambaia garante no mínimo a terceira posição, podendo ser ultrapassado apenas pelo Brasiliense, caso este vença o Ceilândia, nesta combinação. Mesmo perdendo, o time comandado por Léo Roquete pode se classificar, considerando que o quinto colocado Sobradinho tem três pontos a menos, mas oito gols de diferença no saldo, uma abismal diferença. Uma vitória mantém o segundo lugar e a vantagem de definir a volta das semifinais contra o terceiro colocado, seja quem seja, como mandante.

Local: Bezerrão, Gama

Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia) na Farmanossa e na bilheteria do estádio

Arbitragem: Marcello Rudá, com Lucas Torquato Guerra e Marconi de Souza Gonçalo como auxiliares e Marcos Antônio Ferreira dos Santos como quarto árbitro

Transmissão: Metrópoles Esportes, no YouTube

Sobradinho x Brasília

Foto: Eduardo Ronque/Sobradinho

A situação da permanência colorada respeita os mesmos critérios descritos sobre a Aruc anteriormente: derrota do Paranoá, tirar quatro gols de saldo e que o Gavião não tenha uma vitória melhor, devido ao empate no saldo de gols. Do lado do Leão da Serra, um empate serviria apenas com um tropeço do Ceilândia contra o Brasiliense e com uma derrota do Capital contra o Gama. A verdade é que só a vitória interessa ao time alvinegro. E pode ser que nem ela mesmo resolva, se somada com vitórias de Brasiliense e Capital.

Local: Defelê, Vila Planalto
Ingressos: R$ 10, em valor de inteira, na bilheteria do estádio a partir das 15h. O clube irá disponibilizar ônibus para torcedores desde o Estádio Augustinho Lima e desde a Feira Permanente de Sobradinho II

Arbitragem: Maguielson Lima Barbosa, auxiliado por Lucas Costa Modesto e David Sousa Santana, com Luiz Paulo da Silva Aniceto como quarto árbitro

Transmissão: FFDF TV, no YouTube

Capital x Gama

Foto: Diller Abreu/FFDF

O Gama ganha ares de “todo poderoso”, como se pudesse “definir quem enfrentar nas semis de acordo como quiser”. Líder e sem poder ser ultrapassado, se sabe que o alviverde enfrenta quem finalizar a rodada em quarto nas semifinais, definindo a volta no Bezerrão. Inclusive, se o Capital se mantiver em quarto, haverá a reedição do duelo no mata-mata. Por sua vez, o Coruja pode até se classificar sem vencer, contanto que nem Sobradinho nem Ceilândia tenham resultados melhores que si. Vencendo, garante lugar nas semifinais e pode até terminar a primeira fase em segundo, o que daria o benefício de jogar a volta das semifinais no mesmo Estádio JK.

Local: JK, Paranoá

Ingressos: R$ 25, valor de inteira, na bilheteria do estádio a partir das 14h30. Terão 700 camisas de brinde sem custo adicional ao valor da entrada

Arbitragem: Matheus de Moraes Silva, com Daniel Henrique da Silva Andrade e Josieliton Silva dos Santos como auxiliares e Pedro Copatt como quarto árbitro

Transmissão: TV Record Brasília, canal 8.1 na TV Digital

Brasiliense x Ceilândia

Foto: Diller Abreu/FFDF

Capital x Gama tem coisas para ser um bom jogo, mas não é um confronto direto como este Brasiliense x Ceilândia. O Jacaré pode até passar ao mata-mata com um tropeço, mas deve secar Capital e Sobradinho. Uma vitória garante a classificação para a fase seguinte, com chance de ser vice-líder e fechar a chave de semifinais no mesmo Serejão. Quem tem que zicar impreterivelmente os demais pretendentes é o Gato Preto, que em caso de vitória não pode ver Capital ou Sobradinho vencerem também.

Local: Serejão, Taguatinga
Ingressos: R$ 10, valor de inteira, em bilheteriadigital.com

Arbitragem: Sávio Pereira Sampaio, auxiliado por Leila Naiara Moreira da Cruz e Lehi Sousa Silva, com Luiz Gustavo Andrade de Almeida como quarto árbitro; no VAR, comanda Rafael Martins Diniz, com José Reinaldo Nascimento Júnior e Allyson de Souza Zilse como auxiliares

Transmissão: Metrópoles Esportes, no YouTube

Capital engorda cofre com classificação à terceira fase da Copa do Brasil

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Capital
Foto: Divulgação/Capital

O Capital precisou de nervos firmes e sangue frio na tarde de quarta-feira (25/2), mas saiu de campo maior do que entrou. Fora de casa, o Coruja eliminou a Juazeirense nos pênaltis e carimbou presença na terceira fase da Copa do Brasil. A classificação mantém o tricolor vivo no torneio nacional e ainda amplia de forma significativa o caixa do clube candango. Com a participação em duas etapas do mata-mata nacional, o tricolor acumulou 1,780 milhão de reais em premiação, engordando o faturamento do clube na largada da temporada 2026.

A vaga veio após um confronto equilibrado no tempo regulamentar, com tensão até o último minuto. Nas penalidades, o Capital mostrou maturidade, converteu as cobranças decisivas e contou com eficiência para superar a equipe baiana longe do Distrito Federal. O triunfo reforça a campanha consistente do time na temporada e aumenta a confiança para a sequência do calendário. Com o avanço, o Coruja agora aguarda o vencedor do duelo entre Betim-MG e Operário-PR para conhecer o adversário da terceira fase. A definição ocorrerá na próxima semana, quando a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) detalhará os confrontos.

Além do peso esportivo, a classificação representa impacto direto nas finanças da equipe finalista das duas últimas edições do Campeonato Candango. Só por disputar a segunda fase, o Capital recebeu R$ 830 mil. O valor faz parte da cota destinada aos clubes alocados no Grupo II. A faixa engloba equipes das Séries C e D do Campeonato Brasileiro, além de outros participantes fora da elite nacional. Agora, com a vaga assegurada na terceira fase, o Coruja já tem garantido mais R$ 950 mil de premiação. A soma das etapas eleva de maneira considerável o lucro do clube na competição, consolidando a Copa do Brasil como uma das principais fontes de receita para equipes de menor orçamento no cenário nacional.

O cenário financeiro reforça a importância do torneio para o Capital. Cada fase superada não apenas projeta o nome do clube em âmbito nacional, mas também fortalece a estrutura para a sequência da temporada, que ainda inclui a reta final do Campeonato Candango e compromissos no calendário brasileiro. No campo, a vitória nos pênaltis simboliza maturidade competitiva. Fora de casa, sob pressão, o tricolor mostrou organização, controle emocional e capacidade de decisão. No cofre, o reflexo já aparece. Na Copa do Brasil, cada passo vale milhões e o Coruja segue caminhando.

Renato Moicano é realocado para o UFC Vegas 115 após lesão de Brian Ortega

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UFC
Foto: UFC

Nas últimas semanas, o confronto entre Renato Moicano, lutador candango que ocupa a décima posição no ranking da categoria até 70 kg, e Bryan Ortega, que detém a mesma posição na lista dos penas, e que aconteceria no UFC 326, foi cancelado devido a uma lesão do atleta estadunidense. Com a contusão, a organização realocou Moicano para enfrentar o escocês Chris Duncan no Fight Night Vegas 115, no dia 4 de abril.

Até o momento, nenhum detalhe a respeito da lesão de Bryan Ortega foi divulgado pelo UFC ou pelo entorno do atleta. Por meio das redes sociais, Renato Moicano questionou a situação devido à falta de esclarecimento oficial sobre a contusão que cancelou o duelo. Após o cancelamento do combate, o co-main event do card 326 será ocupado pelo confronto entre Caio Borralho e Reiner de Ridder.

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O novo casamento diante de Chris Duncan marca uma tentativa da empresa de substituir o leão velho para afirmar a chegada do novo. Com 36 anos, Renato Moicano conta com a sequência ativa de duas derrotas. Como agravante, o último confronto do atleta brasileiro foi diante o iraniano Beneil Dariush, que foi brutalizado na rodada seguinte diante de Benoit Saint Denis.

Pelo lado do escocês, o lutador tem uma grande oportunidade de se colocar no top-10 da categoria mais populosa do MMA. Aos 32 anos, Chris Duncan conta com seis vitórias em sete lutas dentro da organização e vê Renato Moicano como o primeiro adversário dentro do ranking do UFC. O confronto está designado como a luta principal do UFC Vegas 115, evento que será realizado no dia quatro de Abril.

Copa do Brasil: Gama vê classificação escapar nos pênaltis para o Goiás

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copa do brasil gama goiás

Não apto para cardíacos, o Gama fica pelo caminho na segunda fase da Copa do Brasil. Nesta quarta-feira (25/2), o quadro gamense teve ótimo desempenho em 90 minutos, mas caiu nos pênaltis por 5 a 4, após empatar no tempo normal por 2 a 2, no Estádio Bezerrão.

Um verdadeiro clássico foi vivido no sul do DF. O Gama exibiu sua melhor faceta no ano, como indício, sobretudo na criatividade ofensiva, de que pode aspirar a boas e maiores coisas. Outra prova foi não ter se abatido ao gol de abertura do placar, mostrando a resiliência da equipe. No segundo tempo, a baixa de rendimento deixou o visitante com poucas oportunidades e com o letal mandante conseguindo sua hora de virar o jogo, bem como um insistente que veio buscar o empate e forçar penalidades.

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Nem tu, nem eu!

Aqui é onde a crônica se separa da notícia. 18h30, ainda no trânsito do Balão do Periquito: um clássico do Centro-Oeste se aproximava com vento de chuva, que ficou apenas no campo da ameaça. Na chegada ao estádio, a dificuldade de encontrar vaga de estacionamento se misturava ao clima amistoso e já conhecido entre as duas torcidas. Uma Festa Junina em pleno final de fevereiro, que teria ingredientes e fogueira no Walmir Campelo Bezerra.

O começo da festividade teve intensidade e choque físico, na luta inicial pelo meio-campo. O Gama até ousou fazer uma primeira marcação mais alta, forçando erros de passe na origem das jogadas. Apesar do público chegar para assistir a dança das quadrilhas, a coreografia ao andar prematuro do primeiro tempo não era atrativa, mas desengonçada. Os embates insistiam, mas a tônica eram os erros de passe, tirando algo da beleza do confronto.

Os ânimos da noite só surgiram aos 14, quando Renato ajeitou bom passe para Felipe Clemente bateu rasteiro e cruzado com a destra, exigindo excelente defesa de Tadeu. Sem dúvida o mais recente ídolo esmeraldino seria um problema para o Gamão nesta noite. A trama do meio gamense se mostrou muito mais efetivo, no que foi claramente o melhor jogo em criação do atual campeão candango. Aos 19, outra excelente chegada: Renato cruzou para a área e foi interceptado, com corte para a porta da área. Lá estava Lúcio que, de tamanho capricho, mandou a bola no pé da trave esquerda do goleiro do time goiano.

O Gama era melhor. Até baixou algo de ritmo diante de um clube da segunda divisão nacional – e só neste momento, próximo aos 20, se notou esta diferença – quando recebeu algo de pressão. Era infrutífero frente ao improviso que fazia do Gama jogar algo mais bonito, ou, ao menos, plástico. Aos 27, nova investida local, quando Ramon (também em boa noite) cortou três marcadores para bater rasteiro, fraco e fácil à direita de Tadeu.

No minuto seguinte, veio o anticlímax: após corte de Lucas Piauí, Diego Caito, nota mais positiva do Esmeraldino até então, teve liberdade para receber do lado direito da área e cruzar rasteiro para o experiente e incansável Anselmo Ramon tirar do goleiro Leandro e abrir o placar. O gol do Goiás baixou todo o ímpeto gamense, com Felipe Clemente mostrando clara insatisfação com os companheiros após cometer falta em um dos zagueiros adversários aos 36, fruto de um passe errado vindo de Ramon, por elevação.

A rodagem e qualidade dos atletas goianos pareciam invalidar o descanso que os titulares gamenses tiveram no último fim de semana. Algo funcionava para os mandantes quando o Goiás acelerava pelo meio, facilitando os botes dos locais. Foi dessa forma que Clemente bateu a carteira de Diego Caito e aproveitou da atual estrela para bater ao gol, da entrada da área, aos 41, parando no travessão. Aos 46, Tadeu errou na saída de bola e Lúcio errou passe primoroso que renderia ótima chance de gol de David.

O volante gamense deu uma verdadeira aula de assistência justo no minuto seguinte. Lançou a Ramon da própria intermediária para a ponta esquerda de forma espetacular: o atacante saiu habilitado nas costas de Diego Caito e encheu o pé, entre as pernas de Tadeu, para dar maior justiça ao que disse respeito a primeira etapa.

Desleixo, delírio e desilusão

A expectativa pelo segundo tempo era alta devido a como o primeiro tempo se finalizou. Entretanto, todo aquele fervor se aquietara no intervalo, com dois times que surgiram jogando muito mais burocraticamente. Aquela mesma batalha física do começo do jogo se repetia, com o Goiás buscando ter mais posse de bola no campo de ataque, ainda que sem efetividade e como novidade uma maior presença na saída de bola, no campo gamense.

A etapa complementar baixou a toada do muito bom confronto. Talvez a resposta viesse do banco. Juninho, pelo Esmeraldino, teve o primeiro arremate da parcial, aos 16 minutos, por cima da meta. Ainda assim, a partida se arrastou e um aceite pelo empate e pela queda no nível parecia mais aceita no trecho intermediário da etapa final. As defesas se aperfeiçoaram diante de qualquer tentativa de investida, de ambos lados.

Aos 28, surgiu a primeira boa chance do time da casa. Luisão, pressionado, errou passe e deu a bola em Felipe Clemente, que tabelou com Renato, se livrou de três marcadores pela direita e bateu fraco, cruzado e rasteiro. Caso Tadeu não tivesse interceptado, Ramon apareceria livre desde a segunda trave para virar o jogo. Quatro minutos mais tarde, David voltou a dar seu toque de maestria: até tinha servido Renato em ótimo passe, mas, frustrado o contra-ataque, se serviu na entrada a área para arriscar de esquerda, contar com desvio na defesa, iludir Tadeu e levar o Bezerrão à loucura com a virada.

Aos 37, em nova saída errada do Goiás, Ramon arriscou ao lado da meta, contando com desvio que desta vez salvou o Esmeraldino. No minuto seguinte, houve polêmica: Michel fez falta rente à linha da área, em que a arbitragem determinou como falta fora do terreno penal. A discussão com o colegiado gerou um breve entrevero, logo resolvido. A obrigação moral de pressão dos goianos era rechaçada pela concentrada e competente marcação gamense.

Aos 43, a euforia reverteu-se de lado. Esli García foi lançado primorosamente por Jean Carlos dentro da área, cara a cara com Leandro: o venezuelano sofreu pênalti, mas Cadu teve vantagem, dada pela arbitragem e fez o gol com a meta vazia. O latino quase viraria aos 46, recebendo dentro da área e deslocando o goleiro gamense, que desta vez realizou excepcional defesa. Repletos de aplausos, os dois times partiam para definir a vaga nos pênaltis.

Converteram para o Gama: Luan, Henrique Almeida, Darlan, Michel. No Goiás, marcaram Tadeu, Lucas Lima, Lourenço, Esli García, Nicolas. Fechando toda a série normal, Lucas Piauí até bateu bem, rasteiro, para sua direita, mas parou num goleiro do calibre de Tadeu, que fechou a classificação. Fecha-se a quermesse gamense nesta Copa do Brasil, escorrida pelos dedos. É fato que os goianos estão a um (ou alguns, se quiserem) níveis acima, mas este Gama promete mais para o largo desta temporada.

O que vem por aí

Agora, o Periquito se concentra na última rodada do Candangão: no sábado (28/2), às 16h, visita o Capital no JK. Pelo Campeonato Goiano, o Goiás também joga no mesmo dia, em casa, pela volta da semifinal, às 16h, contra a Anapolina, pós os 2 a 2 da ida. Na terceira fase da Copa do Brasil, o Goiás enfrenta o vencedor de Trem-AP ou Fluminense (que se enfrentam no dia 5/3, em Macapá) no dia 11 ou 12 de março.

Gama 2

Leandro; Michel 🟨, Darlan, Zulu (PV) e Lucas Piauí; Lúcio, Russo (Henrique Almeida), Renato 🟨 e David 🟨⚽ (Lucas Lourenço); Ramon ⚽ (Luan) e Felipe Clemente 🟨; Técnico: Luís Carlos Carioca

Goiás 2

Tadeu; Diego Caito (Rodrigo Soares), Luiz Felipe, Luisão e Nicolas; Lucas Rodrigues (Juninho 🟨, substituído por Brayann), Filipe Machado (Esli García), Lourenço, Jean Carlos e Lucas Lima 🟨; Anselmo Ramon ⚽ (Cadu ⚽); Técnico:  Daniel Paulista

Ceilândia vai mal nos pênaltis e cai para o Jacuipense na Copa do Brasil

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Ceilândia
Foto: Renan Pariz/Ceilândia

Se mais cedo as penalidades máximas pesaram positivamente para o futebol do Distrito Federal no duelo contra baianos, a segunda oportunidade equilibrou a balança na Copa do Brasil. Na noite desta quarta-feira (25/2), o Ceilândia não seguiu o roteiro do Capital e acabou eliminado para o Jacuipense. No tempo regulamentar, as duas equipes empataram por 1 a 1. Na marca da cal, o time visitante foi mais efetivo, ganhou por 4 a 1 e carimbou um lugar na terceira fase do torneio nacional.

O Abadião viveu uma noite com um time atuando melhor em cada tempo. No primeiro, o Jacuipense tomou a bola para si e insistiu bastante em bolas alçadas na área de Ceilândia. Em uma jogada lateral, Thiaguinho marcou. O Gato Preto voltou mais organizado na etapa final e também exerceu pressão, embora com menos chances claras. A melhor dela, no entanto, não foi perdida por Marquinhos. Nos pênaltis, o Gato Preto começou mal e não buscou a desvantagem.

Baianos aproveitam pressão

O Jacuipense começou melhor no Abadião e teve cinco escanteios seguidos antes dos nove minutos de jogo. No melhor deles, Thiaguinho tentou olímpico e Sucuri espalmou. A resposta do Ceilândia veio aos 11. Em boa jogada pela esquerda, Cardoso fez corta-luz, mas a bola não chegou a Patrickão. Estudado, o jogo forçava ações pelas laterais por parte das duas equipes. Aos 17, Cardoso chutou cruzado, mas para fora. Com mais posse de bola, o time baiano buscava espaço para ser perigoso.

Aos 25, ele surgiu. Pedro Henrique chutou de fora da área e Sucuri se esticou para salvar. Aos 34, a pressão do Jacuipense gerou gol. Pedro Henrique construiu pela direita e cruzou rasteiro para Thiaguinho, livre, escorar para a rede. A desvantagem despertou no Ceilândia a urgência de ser ofensivo, mas o time esbarrava na pressa. Aos 38, Patrickão resolveu chutar de longe e isolou. O Gato Preto seguiu a pressão, mas sem exigir defesas de Marcelo. A última chance também foi ceilandense: a bola se ofereceu, Paulinho ajustou o corpo, mas errou o alvo.

Gato Preto ressurge

A necessidade de marcar fez o Ceilândia ficar com a posse, mas sem gerar abafa com chances. A primeira veio apenas aos 10 minutos, em cobrança de falta de Fabinho. A boa postura defensiva da equipe baiana dificultava bastante a missão alvinegra. Quando avançava, o Gato Preto esbarrava nos defensores rivais, sem progressão. Na insistência, veio o gol. Com 18, o cruzamento de Paulinho veio certeiro para Marquinhos desvencilhar-se da marcação e empatar. Aos 22, o Jacuipense fez o segundo, mas o lance foi anulado por impedimento.

O gol do Ceilândia abriu o jogo, com as duas equipes se revezando, sem sucesso, no ataque. Apesar da intensidade, o duelo não gerava oportunidades de gol. Conforme o tempo passava, uma bola na rede definiria o confronto. Assim, as equipes acumularam cuidados defensivos. Com os técnicos usando o banco de reservas, o tempo passou mais rápido e o destino da classificação ficou mesmo guardado para as penalidades máximas no Abadião.

Marcelo garante a vaga

Autor de gol no tempo regulamentar, Thiaguinho e marcou. Fabinho não teve a mesma efetividade e parou em Marcelo. Jarles cobrou no meio e ampliou a vantagem do Jacuipense. Robert bateu mal e também parou no goleiro rival. Vicente Reis encontrou a rede de Sucuri e deixou a vida do Gato Preto ainda mais complicada. Na sequência, Cabralzinho fez o primeiro dos donos da casa. No primeiro match-point, Flavinho classificou os baianos.

CEILÂNDIA 1 (1)
Edmar Sucuri; Paulinho 🟨, Henrique Alagoano 🟨, Badhuga e Fabinho; Bosco (Cabralzinho 🟨), Cleyton Maranhão (Henrique Vigia) e Cleyton (Robert); Cardoso (Vinicius Tanque), Marquinhos ⚽ e Patrickão (Edson Reis). Técnico: Adelson de Almeida

JACUIPENSE 1 (4)
Marcelo; Hugo Moura (Vicente), JP Talisca 🟨, Railon 🟨, Weverton, Ruan Nascimento (Vicente Reis), Thiago, Vinícius (Flavinho), Thiaguinho ⚽🟨, William 🟨 (Gabriel Pereira) e Pedro Henrique (Jarles). Técnico: Rodrigo Ribeiro

Fora de casa, Capital elimina Juazeirense nos pênaltis da Copa do Brasil

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Capital
Foto: Divulgação/Juazeirense

Foi com o meio pé direito que o Capital e o futebol do Distrito Federal começou sua campanha na Copa do Brasil de 2026. Na tarde desta quarta-feira (25/2), o tricolor venceu a Juazeirense nos pênaltis por 3 a 1, após empatar por 1 a 1 no tempo normal, no Estádio Adauto de Moraes, em Juazeiro da Bahia, pela segunda fase da competição.

O Capital realizou um bom jogo e mereceu a classificação, isso à parte de jogar desde os 30 minutos do primeiro tempo com um jogador a mais. Consciente na marcação e evoluindo junto ao terreno aos poucos, o tricolor soube pôr a paciência no lugar e a bola no chão para encontrar melhores condições ao longo do primeiro tempo. Porém, contrário do esperado, o gol suficiente que seria da classificação custou muito no segundo tempo, sendo insuficiente para evitar o risco dos pênaltis pela desconcentração no final, com o gol de empate sofrido.

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E a coisa foi melhorando…

Ainda em estudo, o Capital aguardou para conferir o que seu rival teria a oferecer. Em boa posição, aos três minutos, já veio a primeira chance do time baiano, com Anderson Pato cruzando rasteiro para a área e Adriano Pardal chutando por cima. As tentativas do Cancão eram em velocidade, muito provavelmente se aproveitando do conhecimento de terreno, que se mostrava clara dificuldade para o Coruja.

Aos 11, Anderson Pato foi novamente lançado pro cara a cara e tropeçou no gramado, desperdiçando o primeiro gol do jogo. A resposta tricolor no primeiro arremate no minuto seguinte, quando Alison Mira chutou por cima. Passado o primeiro abafa local, ambos times voltaram a estudar o meio campo, sem obter o melhor sucesso com a bola nos pés. A arma do time candango era a chegada em bando, com contra-ataques volumosos, que aos poucos se adaptavam ao ritmo do jogo e ao gramado.

Aos 25, Lima partiu em lance individual com velocidade e bateu rasteiro, mas fraco, para a primeira intervenção do goleiro Pedro Campanelli. O Capital se mostrava gradativamente superior no confronto, notada a superioridade técnica. Com meia hora, aproveitando uma saída em velocidade, Alison Mira partia para ficar apenas contra o goleiro, mas sofreu falta por trás cometida por Elivélton, corretamente expulso pelo árbitro Fabiano Monteiro dos Santos.

O tricolor impôs, de forma lógica, a pressão no território rival. O clube da casa, porém, teve o alívio da parada de hidratação logo após o vermelho para se reorganizar e oferecer resistência. Aos 40, o Capital encontrou a chance mais clara até então, com Alison Mira tocando de cabeça após cruzamento de Renan Luís e parando em Pedro Campanelli. Como saldo da primeira etapa, se viu um time sóbrio e consciente de sua responsabilidade dentro de um difícil jogo de copa, em um terreno desconhecido.

Quis se complicar…

Contra qualquer prognóstico, não foi o Capital que voltou ambicioso do intervalo. A Juazeirense buscou o ataque mesmo com um a menos, procurando repetir a pressão dos 15 minutos iniciais da primeira etapa. Entretanto, a desvantagem numérica atrapalhava a eficácia do assédio ao território tricolor. Aos 13, Alison Mira foi novamente lançado, tentou driblar o goleiro, mas não conseguiu concluir uma assistência a Elton, atrapalhado pela marcação.

Entretanto, gerava curiosidade o não aparentar da vantagem numérica do time candango. Não pressionava como deveria, como vinha fazendo nos minutos finais da etapa inicial. Esta lógica veio a se aplicar após os 15 minutos, quando o abafa novamente se fez notar, ainda com dificuldade no acerto final das jogadas visitantes. Além do mais, outro fator de estranheza era a pouca pressa do Coruja com o avançar do relógio, dando mais brecha para o claro desejo do Cancão de levar a disputa da vaga aos pênaltis.

Mesmo tentadas alternativas no meio campo, o time de Brasília não conseguia nada diferente de rodar a bola na frente da área. Ainda conseguia neutralizar, por sorte, os sustos sofridos nos raros contra-ataques. A única boa jogada, que pisou a área, veio a originar no gol aos 36, quando Éder lançou Lima pela direita: em cruzamento à meia altura, indo para a marca penal, Jeremias falhou no domínio de costas e, sem querer, ajeitou para Alison Mira, claro merecedor do gol, como melhor homem em campo, arrematar para as redes.

Obrigado pelo desespero, o Cancão veio ao ataque de forma desordenada e, pasmem, o fraco segundo tempo do Capital foi resultante do empate. Livre após cruzamentos de lado a lado, de cara para a meta e no minuto final (52), Eduardo Rosado deu esperança a sua torcida no Adautão.

Nos pênaltis, Matheusinho e Rodriguinho fizeram para o Capital; Bravo converteram para a Juazeirense. Já no primeiro penal, Caculé finalizou na trave direita de Luan. Na terceira cobrança, Éder encheu o pé contra o travessão, desperdiçando a cobrança do Coruja. Por sorte, na chance do empate, Romarinho parou no goleiro tricolor, chutando do lado direito. Na cobrança seguinte, João bateu à meia altura, também do mesmo lado, favorecendo Pedro Campanelli. Bino, em seguida, trocou de lado mas de novo parou em Luan. Coube a Jeremias confirmar a classificação.

É bem verdade que um jogo de copa se ganha como seja. Mais se deve ganhar do que jogar. Porém, o Capital deveria ter apresentado algo mais, ficando como lição ao menos para o futuro próximo, também alentado pelo Pix de R$ 950 mil embolsados pela classificação à terceira fase desta Copa do Brasil.

O que vem por aí

Agora, o Coruja vira a chave para o Candangão, quando, no sábado (28/2), às 16h, recebe o Gama, no JK, na espera de confirmar sua presença nas semifinais do distrital. Pelo Campeonato Baiano, a Juazeirense também joga no mesmo dia, mas diante do Bahia, em Salvador, pela semifinal única da competição, às 17h. Na terceira fase da Copa do Brasil, o Capital enfrenta o vencedor de Betim ou Operário-PR (que se enfrentam na próxima quarta-feira, 4/3, em Minas Gerais) no dia 11 ou 12 de março.

Juazeirense 1

Pedro Campanelli; Vitinho, Zé Romário (Romarinho), Eduardo Rosado ⚽ e Daniel 🟨; Elivélton 🟥, Breno (Bino) e Luan (Caculé); Marlon (Waguinho), Anderson Pato e Adriano Pardal (Bravo); Técnico: Carlos Rebelo

Capital 1

Luan; Genilson (Lucas Oliveira), Richardson, Éder e Renan Luís; Lima, Rodriguinho e Matheusinho; Deysinho (Jeremias), Elton (João) e Alison Mira ⚽ (Jerry); Técnico: Fábio Brostel