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Seleção da Rodada #5 – Campeonato Candango 2025

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Seleção da Rodada #5 - Distrito do Esporte
Foto: Luis Moreira/Distrito do Esporte

Após o término da quinta rodada do Campeonato Candango 2025, o Distrito do Esporte apresenta a Seleção da Rodada, um esquadrão eleito pelos jornalistas do portal, que tiveram a missão de indicar os melhores de cada posição no certame de jogos. A escolha dos jogadores que integram a seleção de cada rodada do torneio local é baseada unicamente no desempenho dos atletas e times durante os jogos da elite do futebol candango.

Para ficar ainda melhor, os leitores do Distrito do Esporte também podem interagir e participar da escolha do “Craque da Rodada #5”. Ao fim desta matéria, uma enquete estará disponível para você poder escolher seu atleta preferido e votar nele quantas vezes quiser. O vencedor da votação pública será divulgado em nossas redes sociais no próximo terça-feira (11/2) às 10h.

Nas partidas da quarta rodada do Candangão 2025, Brasiliense, Capital, Ceilândia, Gama e Sobradinho emplacaram jogadores na Seleção da Rodada #5. Desta forma, o time ficou formado com Renan Rinaldi (Gama); Lenon (Capital), Wellington (Gama), Pedro Romano (Gama) e China (Sobradinho); Pedro Bambu (Ceilândia), Luisinho (Gama) e Mateusinho (Capital); Felipe Clemente (Ceilândia), Pipico (Sobradinho) e Marllon (Brasiliense) . Léo Roquete (Sobradinho) foi escolhido como o melhor técnico.

Veja como foram os jogos da rodada

No Mané, Palmeiras joga mal e deixa vitória escapar diante do Água Santa

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Palmeiras
Foto: Mateus Dutra | @dutrafotos

A Arena BRB Mané Garrincha recebeu uma partida do campeonato Paulista na noite deste domingo (9/2). Neste embate, Água Santa e Palmeiras mediram forças pela oitava rodada do Campeonato Paulista. Com a bola rolando, o Verdão administrou as ações do confronto do começo ao fim, mas teve dificuldades para furar a barreira adversária e acabou apenas no empate em 1 a 1 na capital federal. Os gols da partida foram marcados por Flaco Lopez, pelo Alviverde e Willen Mota, pelo ‘Netuno’.

De olho na classificação para o mata-mata do Paulistão, o Palmeiras volta a campo na próxima quinta-feira (13/2), fora de casa. O adversário da vez é a Inter de Limeira. A bola deve rolar no interior paulista às 19h30. Já o Água Santa volta à Diadema para encarar a Portuguesa na próxima quarta-feira (12/2), às 19h30. A equipe busca fugir do rebaixamento no campeonato estadual. Atualmente o Netuno amarga a última colocação da tabela geral.

Primeiro tempo

O Palmeiras teve pressa para abrir o placar. Logo aos três minutos de jogo, em uma bola rifada do campo de defesa do Alvierde, o zagueiro Robles falhou no corte da jogada, chegou a tocar na bola, mas não conseguiu afasta-la. Flaco Lopez, que não tem nada haver com isso, ganhou no corpo e saiu cara a cara com o goleiro adversário, tocando por cima do guarda redes para abrir o placar no Mané Garrincha.

Como esperado pelo gol marcado no início e pela disparidade de elenco entre as duas equipes, o Palmeiras mantinha as rédeas do confronto e praticamente não era incomodado pelo adversário. Porém, o volume e dominância do Porco não se converteram em chances claras de gol na etapa inicial. O primeiro tempo ficou marcado pela demonstração de habilidade pelos atletas das duas equipes. No total, foram 4 canetas nos 45 minutos primários.

Palmeiras
Foto: Mateus Dutra | @dutrafotos

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Segundo tempo

E o roteiro da partida se repetiu completamente. Porém, desta vez, o caçador virou a caça. Também aos três minutos, desta vez da segunda etapa, a defesa do Palmeiras falhou na bola infiltrada na área e espaço para o centroavante do Água Santa entrar sozinho de frente ao goleiro. Willen Mota bateu firme no teto da rede palmeirense para igualar o placar no Mané Garrincha e dar um banho de água fria nos torcedores alviverdes presentes: 1 a 1.

A tônica da primeira parcela voltava a se repetir. O Palmeiras controlava a bola e empurrava o adversário para trás, mas falhava muito no sistema de criação de jogadas. Os palmeirenses circulavam a posse de bola, mas não criavam oportunidade reais de marcar. Enquanto o Água Santa apostava quase sempre nas escapadas por contra-ataque, mas também não conseguia dar sequência nas descidas.

Necessitando do resultado para assegurar a vaga no mata-mata do estadual e diante do clube de pior campanha no Paulistão até então, o Palmeiras se lançou à frente para tentar desempatar o confronto. A equipe demonstrava muito mais transpiração que inspiração, pois apesar da raça e disposição mostrada, não criou nenhuma oportunidade clara para levar os três pontos para casa. Assim, o placar permaneceu igualado na Arena BRB Mané Garrincha.

Brasiliense – 2
Escalação: Luan; Ynaiã 🟨, Robles, Rafael Vaz e Renan Castro; Wesley Dias 🟨(Fábio Sanches), Ramon e Mike (Diogo Batista); Gabriel Silva, Davi Gomes e Willen Mota⚽(Ademilson)
Técnico: Abel Ferreira

Palmeiras – 1
Escalação: Weverton; Marcos Rocha, Murilo, Naves e Vanderlan; Moreno, Fabinho (Richard Rios🟨) e Maurício (Rony); Mayke (Estevão), Allan e Flaco Lopez⚽.
Técnico: Abel Ferreira

CBF agenda partidas de Capital e Ceilândia na Copa do Brasil 2025

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Copa do Brasil
Foto: Staff Images/CBF

Representantes do futebol do Distrito Federal na Copa do Brasil de 2025, Capital e Ceilândia anotaram na agenda as datas de estreia na competição nacional. Na noite deste domingo (9/2), a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) detalhou a primeira fase do mata-mata e indiciou os detalhes dos duelos dos clubes candangos contra Portuguesa-RJ e Coritiba. Os times vão jogar em semanas diferentes e à noite.

A primeira agremiação candanga em campo pela Copa do Brasil será o Capital. Estreante no torneio nacional, o Coruja recebe os adversários cariocas em 19 de fevereiro, uma quarta-feira, às 20h. A CBF agendou o compromisso para o Estádio JK, no Paranoá. A escolha do horário no período da noite foi possível graças à nova iluminação da arena, inaugurada recentemente pelo clube.

Na Copa do Brasil, o Ceilândia também terá a possibilidade de voltar a atuar à noite no Estádio Abadião. O duelo entre candangos e paranaenses, válido pela primeira fase da competição nacional, está agendado para a arena da maior região administrativa do Distrito Federal para 27 de fevereiro, uma quinta-feira, às 19h. A partida, inclusive, tem tudo para reinaugurar o sistema de luz do local.

Apenas uma das partidas da primeira fase da Copa do Brasil no Distrito Federal terá transmissão ao vivo em canais fechados. Conforme o planejamento da CBF, Ceilândia x Coritiba fará parte da grade de programação do SporTV e do Premiere. O organograma não indica Capital x Portuguesa-RJ em canais fechados, de streaming ou outras detentoras dos direitos de tevê.

Os compromissos de Ceilândia e Capital farão parte de uma mudança importante no regulamento da Copa do Brasil. Agora, os visitantes não jogam mais com a vantagem do empate para seguir adiante no torneio nacional. Portanto, quem vencer no tempo regulamentar leva a classificação. Se a partida ficar empatada, a definição será nas penalidades máximas.

Copa do Brasil

19 de fevereiro
20h Capital x Portuguesa-RJ (Estádio JK)

27 de fevereiro
19h Ceilândia x Coritiba (Abadião)

Brasiliense supera Ceilandense e mantém liderança no Candangão 2025

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Brasiliense x Ceilandense - Candangão 2025
Foto: Mateus Dutra | @dutrafotos

Chegamos à quinta rodada do Candangão 2025 e o Jacaré segue líder! Neste sábado (9/2), o Brasiliense recebeu o Ceilandense no estádio Serejão, a famosa Boca do Jacaré. A partida terminou em vitória expressiva do Jacaré por 2 a 0, que consolidou a liderança da equipe de Luiz Carlos Winck. Já a situação do Dragão ficou ainda mais complicada, ocupando apenas uma posição acima da lanterna do campeonato.

Na sequência do campeonato, o Brasiliense encara o Capital no estádio JK. Enquanto o Ceilandense enfrenta o Paranoá na próxima quarta-feira (12/02), no estádio Serejão. A equipe de Mariozan estacionou em um local com alerta de perigo e vai precisar se reerguer com urgência. Já o Jacaré precisa manter a constância contra o time da Coruja.

Primeira etapa

No primeiro tempo disputado entre as equipes, o Brasiliense mostrou força como anfitrião com a casa cheia. O Ceilandense tentou ser o problema por resolver do Jacaré de todas as formas. Mesmo sem alcançar o objetivo, a insistência foi constante. Logo nos primeiros minutos, a intensa troca de passes chamou a atenção, em uma espécie de “toca daí que eu toco daqui”. O Dragão pressionou o lado direito do Jacaré e dificultou a construção ofensiva do esquadrão amarelo.

Com o Ceilandense resistindo bem à equipe da casa, a velha máxima poderia se concretizar: o Dragão cansaria em breve. Ciente disso, o Brasiliense aumentou a ofensividade e obrigou o goleiro adversário, Vavá, a trabalhar. Apesar da presença constante do Jacaré na área do adversário, o Dragão manteve a defesa sólida e segurou a pressão.

Aos 22 minutos, o Brasiliense tentou abrir o placar com uma jogada ensaiada travada pela defesa da equipe do Ceilandense. Durante os lances seguidos, a partida foi marcada por uma série de suposições: “e se fosse criada tal jogada”, “e se concretizasse essa finalização”. Com todas essas preces que não foram cumpridas, o jogo esquentou, mas não em forma de bom futebol e sim de estresse. 

Aos 30 minutos, o Jacaré teve a faca e o queijo na mão para abrir o marcador. Com uma falta frontal, que mais parecia um pênalti, João Santos desperdiçou a melhor oportunidade que o Brasiliense teve na partida. O Ceilandense, então, não conseguiu reagir da mesma forma que o Esquadrão Amarelo, e o estresse do Dragão apenas dificultou ainda mais o desempenho nos minutos finais do primeiro tempo.

De qualquer forma, apesar de o Brasiliense demonstrar maior ofensividade ao longo dos primeiros 45 minutos, o desempenho das duas equipes não foi satisfatório para nenhum dos lados. Sem conseguir transformar as finalizações em gols, falhando nos passes e com a criatividade em falta, os times voltaram aos vestiários conscientes do que precisavam mudar para melhorar o futebol, tanto individualmente quanto no conjunto da partida.

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Segunda etapa 

Assim que o juiz autorizou o início do segundo tempo, o Brasiliense recebeu a oportunidade de abrir o placar mais uma vez. Novamente, a chance foi desperdiçada por Tarta, que, “apesar dos pesares”, foi um dos nomes de destaque da partida do Jacaré.

Aos 14 minutos, o placar foi aberto de uma forma um tanto inesperada: após um cruzamento de Netinho, a bola tocou em Vava, que acabou desviando para a nuca de Yuri, resultando a primeira finalização eficaz da partida, em um gol contra. 

Os lances seguintes foram intensos, o Jacaré tinha fome de gol e queria mais. O time se tornou mais ofensivo, com passes mais rápidos, e a entrada de Yago Ferreira ajudou a equipe a ganhar velocidade, ampliando ainda mais a pressão sobre o Ceilandense.

O Dragão ficou tímido após o gol contra, e o que restou ao professor Mariozan foi alterar a equipe. Com uma série de mudanças, o Ceilandense tentou se reencontrar no jogo, mas não conseguiu executar suas ideias. O que restou foi se defender dos ataques do Jacaré, que seguiu inspirado e pressionando constantemente. Aos 39 minutos, o domínio foi mais que confirmado. Com uma assistência de Douglas, Marllon colocou a bola no gol com intensidade, ampliando a vantagem.

Por fim, a segunda etapa foi marcada pelo domínio do Brasiliense, com um gol contra do Ceilandense que consolidou a liderança isolada do Jacaré e complicou ainda mais a situação do Dragão. A expectativa de que a equipe do Dragão cansaria após resistir a um primeiro tempo intenso do Jacaré se confirmou, mostrando que nem sempre é possível viver apenas de contra-ataques.

A esperança do Dragão de reagir ao Esquadrão Amarelo aproveitando erros e espaços deixados não se concretizou. No fim, o Brasiliense saiu da partida com a liderança ainda mais consolidada, enquanto o Ceilandense viu sua situação se agravar, ficando próximo da lanterna.

Brasiliense – 2
Escalação: Matheus Kayser; Caetano 🟨 (Netinho 🟨), Keynan, Gustavo Henrique, Guilherme Santos; Gabriel Galhardo, Tarta, Rafael Longuine 🟨 (Yago); Joãozinho (Pedro Ryan), João Santos e Rubens (Marllon ⚽️🟨)
Técnico: Luiz Carlos Winck

Ceilandense – 0

Escalação: Vavá; Pedrinho (Joãozinho), Yuri ⚽️, Somália, Vandinho 🟨 (Jadilson); Juninho 🟨 (Heitor), Ximenes, Schimaltz 🟨; Thiago Magno, Rony (M. Silas)  e Diego Xavier (Hugo Mendes)
Técnico: Mariozan Felipe

Candangão: na estreia de Marcelo Cabo, Capital vence Legião e entra no G4

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Mateusinho comemorando gol pelo Capital. Capital x Legião - Candangão BRB 2025
Foto: Gustavo Roquete/Capital

De volta aos trilhos da vitória! Em partida válida pela quinta rodada do Candangão BRB 2025, o Capital recebeu a visita do Legião no Estádio JK. A bola rolou às 16h no ninho da Coruja. Sem demonstrar um bom futebol dentro das quatro linhas, os donos da casa venceram por 1 a 0 e voltaram a somar três pontos na tabela da competição local. Com a vitória, o Capital chega aos 10 pontos, e agora, entra na zona de classificação para a próxima fase. Já o Legião permanece na último posição, com zero pontos.

Na estreia de Marcelo Cabo, o Capital começou melhor na partida, chegando ao ataque logo nos primeiros minutos. Assim que o relógio marcou 10, Mateusinho tratou de abrir o placar para os donos da casa. Durante o restante do primeiro tempo o Coruja bem que tentou, mas acabou levando a vantagem de apenas um gol para os vestiários. O segundo tempo foi bastante morno, com poucas chances para ambas as equipes. Com isso, o placar não foi modificado.

Mateusinho deixa o Capital à frente no marcador

Atuando no Estádio JK, no Paranoá, o Capital tratou de tomar a iniciativa e começou ameaçando ofensivamente o Legião. Antes do relógio marcar seis minutos, os donos da casa chegaram duas vezes com perigo, dando um susto no goleiro Batista. Instantes depois, a rede foi balançada. Depois de boa jogada pela esquerda e cruzamento, Mateusinho recebeu dentro da área, girou em cima da marcação e mandou para o fundo do gol, 1 a 0.

Após abrir o placar, o Capital teve uma outra boa oportunidade na sequência, mas o sistema defensivo do Legião acabou tirando o perigo pela linha de fundo. Aos 19′, quase Wallace Pernambucano marca. Lenon cruzou na área pela direita, o centroavante da Coruja subiu alto e cabeceou firme para a meta adversária. Batista voou na bola e espalmou para fora. Depois de um período de quase 10 minutos sem chances para ambas as equipes, o Capital voltou a atacar.

Mateusinho comemorando gol pelo Capital. Capital x Legião - Candangão BRB 2025
Foto: Gustavo Roquete/Capital

Aos 26′, Lenon fez boa jogada e finalizou para o gol, a bola passou tirando tinta da trave direita de Batista, que ficou torcendo para a redonda ir para fora. Com o tempo foi passando o Legião não apresentava nenhum perigo a meta de Reynaldo. A equipe não conseguia chegar sequer a entrada da área, tendo muitas dificuldades em criar jogadas perigosas. Aos 36 foi a vez de Mattheus Silva tentar fazer o segundo do Capital. Porém, a finalização acabou passando por cima do travessão de Batista.

Após sentir algumas dores, Wallace Pernambucano foi substituído ainda no primeiro tempo. Aos 39′, Mateusinho quase fez mais um. Depois de Matheus Anderson finalizar, a bola sobrou com o camisa número sete do Capital. A finalização do atleta acabou saindo ao lado esquerdo do gol do Legião. Aos 48 minutos da etapa inicial, o árbitro Pedro Copatt deu apitou o final do primeiro tempo.

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Capital joga mal no 2º tempo, mas segura vitória no Candangão

O Capital voltou dos vestiários com vontade de balançar as redes novamente. Assim como na primeira etapa, os donos da casa se lançaram ao ataque desde o início da peleja. Porém, o primeiro lance perigoso foi do Legião. Luigi finalizou de forma perigosa para o gol, a bola quase entrou no ângulo direito de Reynaldo. Essa foi a primeira finalização do Leão Branco no jogo. Depois desse ataque do adversário, o clube mandante tentava deixar a bola longe do sistema defensivo da equipe.

Capital x Legião - Candangão BRB 2025
Foto: Gustavo Roquete/Capital

A primeira chegada perigosa do Capital foi aos 16 minutos. Depois de boa jogada de Matheus Anderson pela esquerda, Mateusinho recebeu na meia lua da grande área e finalizou para o gol, a redonda acabou saindo a esquerda da meta do Legião. Minutos depois, o camisa número 77 arriscou de fora da área, mas mais uma vez a bola foi para fora. O tempo foi passando e o jogo foi ficando mais morno, sem chances claras de gol para ambas as equipes.

Após um longo tempo sem finalizações, o Capital quase fez o segundo gol aos 35 minutos. Depois de um cruzamento na área, Carpina subiu alto e cabeceou no travessão, assustando o goleiro Batista. Na parte final da partida, novamente Carpina tentou marcar, mas desta vez parou na defesa do goleiro adversário. Aos 49′, o atacante finalizou mais uma vez, novamente a pelota saiu pela linha de fundo. Sem mais chances claras, Pedro Copatt encerrou o duelo aos 50 minutos.

O que vem por aí no Candangão?

A próxima rodada do Campeonato Candango da atual temporada acontece no meio de semana. O Legião entra em campo na quinta-feira (13/2), às 15h30, no Estádio Bezerrão, no Gama. Já o Capital terá folga forçada. Isso se deve ao remanejamento da partida para outra data, que ainda será definida pela Federação de Futebol do Distrito Federal. O confronto diante do Brasiliense não irá acontecer na quarta-feira (12/2), já que o Jacaré tem um compromisso diante do Vila Nova no dia seguinte, em duelo válido pela Copa Verde.

Capital 1

Escalação: Reynaldo; Lenon, Lucas Oliveira, Éder Lima e Mattheus Silva; Uchôa (Maycon Lucas), Rodriguinho e Mateusinho ⚽(Juninho Carpina); Matheus Anderson (Deisinho), Robert (Quarcoo) e Wallace Pernambucano (Dudu)
Técnico: Marcelo Cabo

Legião 0

Escalação: Batista; Bocão, Kaio (Gabriel Gaúcho), Maycon e Izarron (Alex); Wester, Peppe (Rafinha) e Luigi (Luquinhas); Neres, Igor e Felipe (Kaká)
Técnico: Evilásio de Almeida

Sobradinho bate o Real Brasília sem dificuldades e se distancia da degola

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Enfim, chegou a primeira vitória do Leão da Serra no Campeonato Candango 2025. Na tarde deste domingo (9/2), no Estádio Defelê, o Sobradinho “visitou” o Real Brasília pela quinta rodada do torneio. Em um combate entre equipes que não fazem uma boa campanha no campeonato, o Alvinegro levou a melhor fora de casa por 3 a 1, com dois gols de Pipico e um de Welton. Matheus Barboza marcou o único gol realense do confronto.

O Sobradinho volta a campo na manhã da próxima quarta-feira (12/2), para enfrentar o Ceilandense, na abertura da sexta rodada do Candangão. A bola deve rolar às 10h no Estádio Serejão. No mesmo dia, ainda lutando contra a zona da degola, o próximo compromisso do Real Brasília é um duelo diante do Gama, fora de casa. A partida ocorrerá às 21h no Estádio Bezerrão.

Primeiro tempo

Os alvinegros tiveram agilidade para abrir o placar. Logo aos três minutos de jogo, o volante Wallace Rato, do Real Brasília, cochilou na saída de bola e foi desarmado na frente da área por Welton. O camisa cinco do Sobradinho aproveitou a lambança da defesa realense e bateu forte para abrir o placar no Defelê: 1 a 0 para o Leão da serra.

Real Brasília vs Sobradinho
Foto: Giovani Leonel | Sobradinho

O Real não se abateu com o golpe sofrido. Na marca dos 23 minutos, o lateral Paulo Vitor apareceu livre na linha de fundo após uma inversão perfeita de Iury, o outro ala da equipe. O camisa seis acertou um belo cruzamento para Davi Araújo, que cabeceou mal. No entanto, a bola sobrou para Matheus Barbosa livre de marcação na risca da pequena área. O centroavante dominou e completou para o fundo da rede para igualar o marcador.

Um fenômeno que se repetia no jogo, era a equipe que acabara de sofrer um gol passar a dominar as ações ofensivas. Poucos minutos após o golpe sofrido, o Leão da Serra partiu em uma jogada pela faixa central do campo e já adentrou a área adversária. O goleiro Léo Telles saiu mal para abafar a chegada do atleta e derrubou o rival: pênalti para o Sobradinho. A cobrança foi feita por Pipico, que bateu mal, mas o suficiente para vencer o guarda-redes do Real: 2 a 1 para a equipe visitante que descia para vestiário na frente do placar.

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Segundo tempo

Após começo morno de etapa complementar, o Sobradinho retomou a bola na defesa e saiu em um rápido contra-ataque, aproveitando o buraco deixado pela marcação do Real na ala direita. Andrezinho, que acabara de entrar, disparou no espaço vago até a linha de fundo. O camisa 13 rolou para trás, onde estava o artilheiro Pipico. O experiente atacante empurrou para o gol sem goleiro e ampliou a vantagem do Leão da Serra: 3 a 1.

O Real Brasília buscava a reação, mantendo a posse de bola e tentando organizar suas jogadas pelo meio, mas não obteve êxito algum na estratégia. Com o resultado praticamente garantido diante do resultado e da força ofensiva que o adversário demonstrava na partida, restou ao Sobradinho apenas administrar a vantagem para conquistar a primeira vitória e somar mais três pontos na tabela de classificação.

Real Brasília vs Sobradinho
Foto: Júlio César Silva | Real Brasília

Real Brasília – 1
Escalação: Léo Telles; Iury (Israel), Pedro Carvalho, Vinicius (Maksuel 🟨) e Paulo Vitor; Wallace Rato, Gabriel Silva (Pedro Ayubi) e Michael 🟨; Davi Araújo, Matheuzinho 🟨 e Matheus Barboza ⚽ (PV)
Técnico: Kaká

Sobradinho – 3
Escalação: Sidão; Léo (Andrezinho), Ednei (Medeiros), Kadu e China; Welton ⚽, Geovane (Ítalo) e Renan Oliveira (Pedrinho); Talisca, Guilherme (Mirandinha) e Pipico ⚽⚽ (Enzo)
Técnico: Léo Roquete

Ceilândia vira sobre o Paranoá e volta a vencer no Candangão

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Ceilândia
Foto: @filipeffoto

Em partida válida pela quinta rodada do Candangão 2025, Paranoá e Ceilândia se enfrentaram na tarde deste sábado (8/2), no Estádio Defelê. Dentro de campo, a Cobra Sucuri marcou primeiro com o centroavante Carlão, ainda na etapa inicial. Porém, o Ceilândia foi buscar a virada na etapa complementar, com gols dos atacantes Edson Reis e Felipe Clemente.

O Paranoá enfrenta o Ceilandense na rodada a seguir. As equipes se encontram na manhã da próxima quarta-feira (12/2), às 10h, no Estádio Serejão. Já o Ceilândia volta a campo um dia depois, diante do Legião. O duelo está marcado para as 15h30 no Estádio Bezerrão.

Primeiro tempo

O Ceilândia iniciou melhor no duelo. O Gato Preto pressionava a saída de bola e após conseguir a roubada, abusava dos cruzamentos na área adversária. A primeira grande chance da partida saiu de um escanteio para o Alvinegro Ceilandense. Depois de um bate e rebate dentro da área, o atacante acertou um remate no travessão e no rebote, obrigou o goleiro Pereira a fazer uma ótima defesa para manter o placar zerado.

Milagre esse que deu um ânimo especial à Cobra Sucuri. Pouco tempo depois do último lance citado, a equipe saiu em um troca de passes verticais rápidos até a linha de fundo adversária. Com a bola rolada para trás, o atacante Vitor bateu direto para o gol, mas Carlão apareceu livre para desviar e colocar a bola no fundo do barbante: 1 a 0 para o Paranoá.

O Ceilândia claramente acusou o golpe sofrido, logo quando a equipe estava melhor na etapa inicial. A equipe não conseguiu mais assustar a meta rival no primeiro tempo. O Paranoá ensaiava mais escapadas em contra-ataques similares ao do gol marcado, mas também não obteve êxito. Assim, a metade primária do combate terminou em 1 a 0 para a equipe mandante.

Ceilândia
Foto: @filipeffoto

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Segundo tempo

Apesar de manter a posse de bola por mais tempo, o Ceilândia parecia perdido com as ações do jogo. O meio-campo da equipe se mostrava fora de jogo não só na marcação, mas também na transição para jogadas ofensivas do time. Enquanto isso, o Paranoá seguia um padrão claro de ataque, iniciando a construção das jogadas pela faixa central e esticando a bola nas costas dos laterais adversários.

A primeira grande chance do Ceilândia na etapa complementar aconteceu após uma bobeada do Paranoá. Na saída de bola da Cobra Sucuri, o volante Schneiders escorregou sozinho na entrada da área. Assim, a bola se ofereceu à Júlio César na meia lua da área adversária. Porém, o volante também bateu para fora.

Em uma cobrança perfeita de escanteio de Pedro Bambu, o goleiro Pereira saiu mal no lance e deixou o gol livre para o centroavante Edson Reis subir sozinho. Na marca do pênalti, o atacante testou para o fundo da rede e igualou o marcador: 1 a 1. O curioso foi que, logo após marcar o gol, o atleta ceilandense se machucou na aterrissagem e automaticamente pediu substituição.

Já nos acréscimos do duelo, Pablo Félix recuperou uma bola praticamente perdida para iniciar a jogada. Desta forma, o atacante Felipe Clemente foi acionado. O camisa 11 fez um belo facão pelas costas da defesa do Paranoá e completou a virada do Gato Preto no finalzinho da partida no Estádio Defelê: 2 a 1 para o atual campeão.

Paranoá – 0
Escalação: Pereira; David, Dedé (Jeferson), Gabriel Alves e Lucão; Guilherme Schneiders (João), Russo (Alex) e Rafinha (Celsinho);Thiago André 🟨 (Christopher), Lucas Victor e Carlão
Técnico: Klésio Moraes

Ceilândia – 0
Escalação: Sucuri; Paulinho (Vitinho), Wallace🟨, Badhuga e Danillo(Pablo Félix); Borges(Júlio César), Pedro Bambu e Nolasco; Kennedy (Edson; Jean Patrick), Felipe Clemente e Wisman
Técnico: Adelson de Almeida

Fora de casa, Gama vence o Samambaia e dorme na liderança do Candangão

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Gama
Foto: Mateus Dutra | @dutrafotos

Chegamos a metade do Campeonato Candango 2025 e o Gama segue sem perder no torneio. Pela primeira vez longe do Bezerrão nesta edição do torneio, o Gama conquistou mais três pontos na tabela de classificação. Neste sábado (8/2), o Alviverde venceu o Samambaia por 1 a 0 no Estádio Serejão. Pedro Romano marcou o gol da vitória já no segundo tempo, após cobrança de falta de Daniel Costa. Agora, os gamenses assumem a liderança de forma momentânea.

Invicto, a equipe de Glauber Ramos totaliza 13 pontos neste Candangão, com quatro vitórias e um empate. Para assumir o topo da tabela de forma definitiva, os gamenses precisam torcer por uma derrota do Brasiliense diante do Ceilandense neste domingo (9/2). No próximo quarta (12/2), o Gama volta ao Bezerrão para encarar o Real Brasília, às 19h30. Do outro lado, o Samambaia segue na sexta colocação. O próximo adversário do Cachorro Salsicha é o Sobradinho, também no Estádio Serejão.

Primeiro tempo

Diversos erros técnicos marcaram os minutos iniciais do confronto. O Samambaia começou em cima e tinha mais posse no campo de ataque. Lila era o principal nome da equipe. O camisa dez flutuava pelo meio-campo e era responsável por articular as jogadas samabaenses. Do outro lado, fora do Estádio Bezerrão pela primeira vez neste Candangão, o Gama mostrou dificuldades para se adaptar ao gramado do Serejão. O campo era mais seco e dificultava a rápida troca de passes do time, características cruciais da equipe de Glauber Ramos no torneio.

Neste cenário, os jogadores do Gama erravam passes com certa frequência, e praticamente entregavam a bola aos samambaenses. Um destes erros resultou na chance mais clara do Samambaia no primeiro tempo. Foi com apenas sete minutos. Pedro Romano errou um passe logo na transição ofensiva e Filipe Wirley aproveitou o presente para avançar em direção à área. No entanto, o camisa nove se enrolou com a bola e chegou sem equilíbrio para finalizar. A bola foi embora pela linha de fundo.

Com o tempo, os gamenses se adaptaram ao gramado e tomaram as rédeas do duelo. Glauber Ramos avançou as linhas e passou a “morder” o Samambaia logo no campo de defesa. Rafa Marcos foi o primeiro a finalizar, mas a bola foi para fora. Depois, foi a vez de Toscano cabecear por cima da meta, também sem oferecer grandes riscos ao goleiro Murilo. O guarda-redes foi ter perigo em finalização de Luisinho. O camisa oito alviverde experimentou de fora da área e com a ajuda de um quique, carimbou a trave esquerda samambaense. Disparada, a principal chance de gol do primeiro tempo.

Gama
Foto: Mateus Dutra | @dutrafotos

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Segundo tempo

Enquanto Glauber Ramos voltou para a etapa complementar sem alterações, Gabriel Teixeira promoveu duas mudanças. Os jovens Dharlysson e Kersul foram acionados para adicionar mais velocidade no jogo do Samambaia. Justamente em jogada mais veloz, os donos da casa chegaram pela primeira vez no segundo tempo. Mateus Falero, na ponta-esquerda, mandou a bola até Vitor Xavier. O artilheiro do Candangão, no entanto, estava em posição ilegal.

Pouco tempo depois, Glauber também promoveu duas mudanças: Nunes e Lucas Lourenço, estreante com a camisa gamense, entraram para dar um novo fôlego no Alviverde. Os dois tiveram o pé quente. Poucos minutos depois da entrada, Rafa Marcos sofreu falta na direita. Como de praxe, Daniel Costa assumiu a responsabilidade da cobrança. Com maestria, o camisa dez cruzou na cabeça de Pedro Romano. O zagueiro, posicionado como um exímio centroavante, apareceu livre de marcação para abrir o placar e explodir a torcida gamense no Serejão: 1 a 0.

Atrás no placar, o Samambaia se lançou ao ataque em busca do empate. Três chegadas de perigo vieram dos pés de João Marcelo, outro recém-acionado no confronto. Aos 37′, após um bate-rebate oriundo de cobrança de escanteio, o atacante encheu o pé e tirou tinta do travessão alviverde. Quatro minutos depois, teve mais uma chance depois de receber lançamento de Luquinhas. Chegou a deixar um zagueiro no chão, mas foi interceptado ao finalizar. A terceira foi na marca de 45′, já na reta final, quando chegou na entrada da área para finalizar, mas isolou. Não havia mais tempo para nada: 1 a 0 para os gamenses.

Samambaia – 0
Escalação: Murilo; Daniel Mendonça (Dharlysson), Bahia (João Marcelo), Pedrão, Júlio Lima; Dudu (Kersul 🟨), Filipe Wirley, Lila; Montanha (Ian Carlos), Falero (Luquinhas) e Vitor Xavier
Técnico: 

Gama – 1
Escalação: Renan Rinaldi; Michel, Wellington, Pedro Romano ⚽(Gabriel) e Lucas Piauí; Lúcio, Luisinho (Lucas Lourenço), Willian Jr (Lima) e Daniel Costa; Rafa Marcos (Rafa Pontes) e Marcelo Toscano (Nunes)
Técnico:Glauber Ramos

Brasília Basquete se recupera após derrotas e domina o Fortaleza pela NBB

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Na noite desta sexta-feira (7/2), o Brasília Basquete foi à capital cearense enfrentar o Fortaleza pela NBB. A equipe candanga amargou uma sequência negativa na liga e a dolorosa eliminação na Copa Super 8. No entanto, diante do lanterna, o Extraterrestre esteve à frente durante todo o embate e superou o tricolor sem dificuldades, mantendo o adversário na última colocação do campeonato.

O destaque da noite foi o ala-armador Gui Santos, com 28 pontos anotados, sua maior pontuação na carreira, além de oito rebotes. Outro nome importante foi Cook. O norte-americano somou 20 pontos na partida. Pela equipe cearense, o maior pontuador foi Renan com 13 pontos.

 

O jogo

O primeiro quarto foi frenético. Com o jogo ofensivo das equipes se sobressaindo, as defesas tiveram muita dificuldade para se ajustar. O período foi marcado pelo maior número de arremessos tentados e bolas convertidas durante toda a partida. Ao final do quarto, melhor para o Brasília Basquete que mostrou mais eficiência e venceu por 26 a 21.

Passada a fase de adaptações, o que vimos foi um monopólio do Brasília nos segundo e terceiro quartos com Gui Santos fazendo chover na capital cearense. A equipe do Distrito Federal mantinha uma grande disparidade no confronto com suas bolas triplas e aumentava cada vez mais a diferença no placar. Ao fim da terceira parcial, o marcador apontava um sonoro 45 a 69 a favor dos visitantes.

Com o apoio da torcida nordestina mesmo com o resultado parcial negativo, o Fortaleza fez o seu melhor quarto no jogo, limitando o número de arremessos do Brasília e impondo uma frequência defensiva diferente do visto durante todo o confronto. O tricolor cearense terminou o quarto período melhor na partida, anotando mais pontos que o visitante no período. Apesar da melhora, o placar manteve o Brasília Basquete à frente e decretou mais uma derrota para o Fortaleza, mantendo a equipe na última posição do torneio.

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Voz da Arquibancada #2: Torcida única e as consequências da infantilidade

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O texto se trata de um artigo de opinião e, portanto, é de inteira responsabilidade de seu autor. As opiniões nele emitidas não estão relacionadas, necessariamente, ao ponto de vista do Distrito do Esporte.
Por Gabriel de Sousa*

Os próximos dois jogos entre Ceilândia e Brasiliense devem ser realizados com torcida única. Essa é a recomendação do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) que, em documento enviado na última quarta-feira (5/2) ao secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar, afirma que a medida busca coibir a violência nos estádios do DF. Graças a infantilidade de alguns torcedores e a rigidez do Poder Público, a medida pode ajudar a afastar torcedores dos estádios.

O que se tem até agora são relatos de uma tentativa de briga, ocorrida após o término da vitória do Jacaré sobre o Gato Preto, por 1 a 0, no último domingo (2/2). Segundo a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), uma parcela de torcedores visitantes rompeu contra o bloqueio policial e avançou contra a torcida local, desencadeando uma tentativa de confronto.

O presidente da Camisa 13, organizada do Ceilândia, James Cruz, afirmou que, após uma troca de provocações entre torcedores comuns, isto é, sem relação com as duas organizadas, houve um confronto entre as forças policiais e a torcida do Jacaré. Ele diz que teme que a punição possa atrapalhar os planos da entidade de ter uma sede que deve contar com aulas de artes marciais, escola de percussão e distribuição de cestas básicas. A construção do espaço está sendo discutida com o GDF.

A coluna também procurou a Facção Brasiliense, mas não obteve retorno.

Até o momento, não foram registradas prisões ou ocorrências médicas relacionadas ao embate entre os torcedores. Na imprensa, a tentativa de confronto só foi conhecida por conta da recomendação do MPDFT.

Segundo fontes ouvidas pela coluna, o poder público deu a entender, em reuniões feitas com os membros das organizadas de Ceilândia e Brasiliense, que a rigidez da punição seria uma forma de mostrar que, em Brasília, não haverá nenhum tipo de confronto entre as organizadas. Isso tudo porque, um dia antes, no sábado, cenas de uma batalha campal entre torcedores do Sport e do Santa Cruz chocaram o país com cenas de agressões e até de estupro em uma rua de Recife.

Se o governo ganhar capital político com a punição às torcidas, poderá haver revezes na aproximação dos torcedores aos estádios. O jogo de domingo já não teve o público esperado, devido à final da Supercopa do Brasil entre Flamengo e Botafogo e, com a repercussão da punição e da tentativa de briga, aproximar as famílias das praças esportivas poderá ser mais difícil.

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Isso tudo porque, para alguns torcedores, o amor pelo clube não deve ser explanado através dos cantos, percussões e bandeiras, e sim pelo ódio, pelas ofensas e pela agressão. No final do jogo, atletas adversários trocam as camisas entre si, mas, do lado de fora, os adeptos insistem em querer ferir outros por causa das cores dos clubes.

E essa não é a primeira vez que isso ocorre. Para muitas pessoas de fora de Brasília, a principal lembrança entre o Clássico Verde-Amarelo é o confronto que se deu entre os dois times, em março de 2017, onde membros das organizadas de Brasiliense e Gama arriscaram as vidas por uma faixa.

Agora, basta saber se a punição de fechar os estádios proposta pelo MPDFT, a lá Alexandre Dumas no conceito “um por todos, e todos por um”, vai ser suficiente para coibir as hostilidades após clássicos entre equipes do DF. Até o momento, a criação de um plano efetivo de policiamento para agir nos estádios não foi sugerida.

Um policiamento inteligente que, ao invés de agir para impedir que as hostilidades ocorram, trabalham para que isso não aconteça seria mais eficaz. Porém, é mais fácil fechar as portas do estádio. Porém, quem perde é quem ama os clubes e o futebol e não quem prefere a arruaça.

Até porque, sabemos que quem quer brigar vai fazer isso em qualquer outro lugar. Basta lembrar de fevereiro do ano passado, quando um membro da Ira Jovem foi espancado em um bar do Gama, após o confronto dos dois times. O jogo também foi realizado com torcida única. Tendo isso posto, qual seria a lição?

* Gabriel de Sousa é jornalista nascido em Ceilândia, na periferia da capital federal, e graduado na Universidade de Brasília (UnB). Trabalhou no Correio Braziliense, SBT News e no Jornal de Brasília. Participou da cobertura das eleições distritais de 2022 e municipais de 2024. Atua no Núcleo de Produção Rápida da Politica (NPR) na Sucursal de Brasília do Estadão.