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Justiça condena envolvidos em manipulação de jogos no Candangão 2024

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William Rogatto em depoimento na CPI da Manipulação de Resultados - ex-gestor do Santa Maria
William Rogatto em depoimento na CPI da Manipulação de Resultados - Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

A Justiça do Distrito Federal deu um passo decisivo no combate à manipulação de resultados no futebol local ao condenar quatro réus por envolvimento em um esquema criminoso em jogos do Santa Maria no Campeonato Candango de 2024. A decisão, publicada na terça-feira (31/1), partiu da Vara Criminal de Santa Maria do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) e detalha a atuação estruturada do grupo voltado à obtenção de lucro por meio de apostas esportivas. Líder do esquema, William Pereira Rogatto, autointitulado como Rei do Rebaixamento, cumprirá pena superior a 13 anos.

A sentença tem origem em denúncia apresentada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), ligado ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), no âmbito da operação denominada “Fim de Jogo”. A investigação apontou uma organização com divisão clara de funções, envolvendo desde a gestão esportiva até a atuação direta de jogadores em campo para interferir nos resultados.

Apontado como líder do esquema, William Pereira Rogatto recebeu pena unificada de 13 anos e seis meses de reclusão, em regime inicial fechado, além de 58 dias-multa calculados com base no salário-mínimo vigente à época dos fatos. Amauri Pereira dos Santos também foi condenado, com pena fixada em 11 anos e 10 meses de reclusão em regime fechado, somada a 45 dias-multa.

Outros dois réus, Alexandre Batista Damasceno e Nathan Henrique Gama da Silva, receberam penas de sete anos de reclusão cada, em regime inicial semiaberto, além de 30 dias-multa individuais. A decisão ainda absolveu Dayana Nunes Feitosa, presidente do Santa Maria naquela edição do Candangão, após análise das provas apresentadas no processo. Todas as decisões ainda cabem recurso.

Esquema estruturado

De acordo com a sentença, a organização criminosa explorou fragilidades financeiras do Santa Maria para estabelecer um ambiente favorável às fraudes no Candangão. A atuação incluía ajustes prévios de resultados e participação deliberada de atletas em lances determinantes das partidas, sempre com foco em ganhos no mercado de apostas esportivas.

A decisão judicial destacou a existência de divisão de tarefas e planejamento interno, elementos típicos de uma estrutura organizada. A influência direta no desempenho esportivo comprometeu a normalidade das partidas e gerou distorções nos resultados observados ao longo da competição.

Relembre o caso

O caso ganhou repercussão ao longo do Campeonato Candango de 2024 após uma sequência de resultados atípicos envolvendo o Santa Maria. Goleadas expressivas, como as derrotas do Santinha para o Gama, por 5 a 0, e o Ceilândia, por 6 a 0, e comportamentos incomuns dentro de campo acenderam o alerta de autoridades e operadores do mercado de apostas.

As investigações apontaram a atuação direta de jogadores em lances específicos, como pênaltis cometidos de forma incomum, erros técnicos fora do padrão e interferências decisivas no andamento das partidas. O grupo atuava com alinhamento prévio, com definição de ações dentro do jogo voltadas ao favorecimento de resultados previamente combinados.

A apuração também identificou movimentações financeiras suspeitas e padrões anômalos em plataformas de apostas, cenário reforçado por relatórios técnicos e análises detalhadas das partidas. O conjunto de evidências levou à deflagração da operação “Fim de Jogo” e à denúncia formal apresentada pelo MPDFT.

Provas e impacto

As condenações tiveram como base relatórios técnicos com identificação de padrões anômalos em apostas, além de comunicações financeiras consideradas suspeitas e análises detalhadas de lances incompatíveis com a lógica esportiva. Depoimentos colhidos em juízo e demais provas reunidas ao longo da investigação reforçaram o conjunto probatório apresentado pelo MPDFT.

Na decisão, o magistrado ressaltou o impacto direto das ações sobre a credibilidade do futebol. A manipulação de resultados afetou a integridade das competições e abalou a confiança do público, extrapolando o campo esportivo e configurando crimes previstos na legislação penal, com reflexos sobre a lisura do desporto e o funcionamento das instituições.

Brasilienses Igor Thiago e Endrick ganham pontos na corrida pela Copa

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Igor Thiago
Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Na terça-feira (31/3), a Seleção Brasileira encontrou eficiência e talento candango na vitória por 3 a 1 sobre a Croácia, em amistoso disputado nos Estados Unidos. A equipe comandada pelo técnico Carlo Ancelotti viveu uma noite de afirmação com participação direta dos brasilienses Igor Thiago e Endrick, protagonistas em momentos-chave do triunfo verde e amarelo.

O confronto serviu como mais um teste dentro do ciclo rumo à Copa do Mundo de 2026, cenário com observações importantes na formação do elenco. Em campo, a equipe brasileira mostrou consistência ofensiva e aproveitamento nas oportunidades, com impacto imediato dos atletas oriundos do Distrito Federal ao longo do segundo tempo.

Nascido no Gama e criado na Cidade Ocidental, o atacante Igor Thiago, do Brentford FC, começou no banco de reservas e precisou de apenas 24 minutos em campo para deixar a marca. O centroavante anotou o segundo gol da Seleção Brasileira e ainda participou da construção da jogada do terceiro, mostrando presença ofensiva e leitura de jogo em alto nível.

Após a partida, o jogador celebrou o momento vivido com a camisa da Seleção Brasileira. “A gente dentro do vestiário é assim, todo mundo apoiando. Estou muito feliz por ele (Endrick) ter me dado a bola, confiado em mim e acreditado no meu trabalho. Na última Copa, saímos assim, tomando gol no fim, mas fomos resilientes. Estou muito feliz pela oportunidade”, comemorou o centroavante.

Participação decisiva

Natural de Taguatinga e criado no Valparaíso, Endrick, atacante do Lyon, também entrou ao longo da etapa final e mostrou influência direta em apenas 14 minutos. O jovem sofreu o pênalti convertido por Igor Thiago e ainda deu a assistência para o gol marcado por Gabriel Martinelli, consolidando uma atuação eficiente em curto espaço de tempo.

As atuações dos dois jogadores reforçam o crescimento de atletas formados na região do Distrito Federal no cenário internacional. Em meio à disputa acirrada por vagas na lista final da Seleção Brasileira, o desempenho diante da Croácia representa um passo importante na corrida por um lugar no grupo convocado para a Copa do Mundo de 2026.

Brasília Vôlei reage, vira sobre Montes Claros e fica a um passo da elite

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Brasília Vôlei
Foto: Rogério Bertoldo Guerreiro/Brasília Vôlei

O Brasília Vôlei transformou pressão em combustível e largou na frente na semifinal da Superliga B masculina. Neste domingo (29/3), no Ginásio do Sesi de Taguatinga, a equipe candanga venceu o Montes Claros por 3 sets a 2 (parciais de 21/25, 19/25, 30/28, 25/21 e 15/12), após sair em desvantagem, e ficou a uma vitória do acesso à elite do voleibol nacional.

O resultado coloca o time do Distrito Federal em posição privilegiada na série melhor de três diante dos mineiros. Com a vitória no jogo de ida, o Brasília Vôlei depende de mais um triunfo para garantir presença na final e, automaticamente, confirmar vaga na próxima edição da Superliga Masculina principal.

A partida teve roteiro de superação. O Montes Claros abriu 2 a 0, com parciais de 25 a 21 e 25 a 19, e parecia encaminhar o confronto. A reação veio no momento decisivo. Empurrado pela torcida, que compareceu em bom número impulsionada pela promoção de ingressos gratuitos no Sesi, o Brasília cresceu no jogo e mudou o cenário.

O terceiro set marcou a virada emocional da equipe do Distrito Federal. Em uma parcial equilibrada, definida em 30 a 28, o time candango ganhou confiança para buscar o empate. Na sequência, manteve o ritmo e fechou o quarto set em 25 a 21, levando a decisão para o tie-break.

No set desempate, o Brasília Vôlei confirmou a reação. Com mais consistência nos pontos decisivos, fechou em 15 a 12 e garantiu a vitória diante da torcida, consolidando uma das viradas mais marcantes da campanha.

A série decisiva agora segue para Minas Gerais. O segundo jogo será disputado no segunda-feira (6/4), às 18h30, no Ginásio Tancredo Neves. Caso vença novamente, o Brasília assegura vaga na final e o acesso para a Superliga A. Em caso de derrota, a decisão será levada para o terceiro confronto.

Capital perde em casa para o Rio Branco e amplia série negativa no JK

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Capital
Foto: Diller Abreu/FFDF

O Capital voltou a tropeçar dentro de casa e viu o Estádio JK se transformar, mais uma vez, em cenário de frustração. Neste domingo (29/3), o time candango foi derrotado por 2 a 0 pelo Rio Branco, pela Copa Centro-Oeste, em um jogo de pouca inspiração e decidido nos detalhes na etapa final. O resultado amplia o momento negativo como mandante: agora são sete jogos e apenas uma vitória em casa.

O roteiro da partida seguiu uma linha de equilíbrio no primeiro tempo e definição no segundo. O Capital criou a melhor chance antes do intervalo, acertou a trave e viu o adversário responder em lances pontuais. Na etapa final, o Rio Branco foi mais eficiente, marcou em dois momentos-chave, um deles um golaço de falta do zagueiro Rafael Vaz, e soube administrar a vantagem até o apito final.

Equilíbrio sem brilho

O primeiro tempo foi travado e com baixo nível técnico no Estádio JK. O Capital tentou assumir o controle desde o início, mas encontrou dificuldades para transformar posse em oportunidades claras. Aos 15 minutos, a melhor chance: Nescau aproveitou falha defensiva e acertou a trave direita.

O Rio Branco respondeu aos 28, quando Neto Oliveira avançou livre e parou no goleiro Luan. Aos 33, um susto no sistema defensivo: Richardson recuou mal e Luan se atrapalhou, mas evitou o gol contra em cima da linha. Apesar das tentativas, o jogo seguiu sem brilho e terminou zerado na primeira etapa .

Castigo no segundo tempo

O Capital voltou tentando acelerar e quase abriu o placar logo aos dois minutos, com cabeçada perigosa de Éder. O Rio Branco respondeu com eficiência. Aos seis, Gui Mendes acertou um belo chute de fora da área após jogada construída pela direita e abriu o placar. O gol mudou o cenário. O Coruja passou a pressionar, criou boas chances e parou no goleiro Andrey. Aos 20, Nescau cabeceou e exigiu grande defesa. O time seguiu tentando, mas esbarrou na própria falta de precisão nas finalizações.

A reta final foi de tensão e espaços. Aos 52 minutos, Rafael Vaz cobrou falta rasteira por baixo da barreira e marcou o segundo, sacramentando a vitória do Rio Branco. O Capital ainda tentou reagir, mas já sem força para mudar o destino da partida. A derrota tirou o Coruja do Z-2 do grupo B da Copa Centro-Oeste.

O apito final confirmou mais um tropeço em casa e acendeu o alerta. O Capital segue sem encontrar regularidade no Estádio JK e vê a pressão crescer na competição regional. Mais do que o resultado, a atuação reforça a necessidade de ajustes para reencontrar o caminho das vitórias diante da própria torcida.

Série D: CBF detalha primeiras rodadas de jogos dos clubes do DF

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Série D
Foto: Divulgação/CBF

O calendário da Série D do Campeonato Brasileiro começou a ganhar contornos mais claros após a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgar o detalhamento das cinco primeiras rodadas da competição nacional. A edição de 2026 contará com a presença de quatro representantes do Distrito Federal, em meio a uma disputa ampla com 96 clubes na briga por vagas na Série C: Brasiliense, Capital, Ceilândia e Gama representam o quadradinho.

A rodada de abertura está marcada para sábado (4/4), com 48 partidas distribuídas ao longo do fim de semana inaugural. O formato mantém a divisão em 16 grupos com seis equipes cada, cenário com avanço dos quatro melhores colocados por chave para a fase eliminatória. A partir da segunda etapa, o sistema passa a funcionar em mata-mata, com jogos de ida e volta.

O regulamento ainda prevê um caminho ampliado para o acesso. Os quatro semifinalistas garantem presença direta na Série C do Brasileirão, enquanto os eliminados nas quartas de final disputam um playoff adicional. O modelo oferece mais duas vagas, totalizando seis equipes promovidas ao fim da competição nacional organizada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

O calendário também apresenta datas-chave já estabelecidas. A segunda fase terá início em 20 de junho, enquanto as oitavas de final começam em 17 de julho. Os playoffs de acesso estão previstos para 26 de agosto e 2 de setembro, com as finais marcadas para 6 e 13 de setembro, encerrando a caminhada rumo ao acesso na última prateleira do futebol nacional.

Entre os representantes candangos, o Gama abre a participação fora de casa diante da Aparecidense, no sábado (4/4), às 16h. O Brasiliense estreia no domingo (5/4), também às 16h, contra o Primavera. No mesmo fim de semana, o Capital visita o União no sábado (4/4), às 17h, enquanto o Ceilândia recebe o Mixto no domingo (5/4), às 16h, completando a agenda inicial do Distrito Federal.

A sequência inicial reserva confrontos importantes logo nas primeiras semanas, incluindo o duelo candango entre Brasiliense e Gama na quarta rodada, marcado para sábado (26/4), às 16h. No mesmo dia, o Ceilândia enfrenta o Capital, formando um fim de semana com dois clássicos locais na competição nacional.

Na quinta rodada, o Gama recebe o Luverdense no sábado (2/5), às 19h30. No domingo (3/5), o Brasiliense encara a Aparecidense às 16h, enquanto o Ceilândia mede forças com o União no mesmo horário. O Capital fecha a participação da rodada diante do Operário VG, às 17h, fora de casa, mantendo a sequência intensa de compromissos no início da Série D.

Veja os jogos agendados

1ª rodada
4 de abril
16h Aparecidense-GO x Gama
17h União-MT x Capital

5 de abril
16h Brasiliense x Primavera-MT
16h Ceilândia x Mixto-MT

2ª rodada
11 de abril
18h Luverdense-MT x Brasiliense
18h30 Goiatuba-GO x Ceilândia
19h30 Gama x Inhumas-GO

12 de abril
16h Capital x Operário VG-MT

3ª rodada
18 de abril
16h Ceilândia x União-MT
18h30 Inhumas-GO x Brasiliense

19 de abril
16h Capital x Goiatuba-GO
17h Primavera-MT x Gama

4ª rodada
26 de abril
16h Brasiliense x Gama
16h Ceilândia x Capital

5ª rodada
2 de maio
19h30 Gama x Luverdense-MT

3 de maio
16h Brasiliense x Aparecidense-GO
16h Ceilândia x União-MT
17h Operário VG-MT x Capital

Com gol de Clemente, Gama vence Cuiabá e lidera grupo da Copa Centro-Oeste

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Gama
Foto: Filipe Fonseca/Gama

O Gama venceu no detalhe, na insistência e na maturidade. Em uma noite de paciência no Estádio Bezerrão, o alviverde bateu o Cuiabá por 1 a 0, neste sábado (28/3), em um duelo de poucas brechas e muita disputa. O gol solitário de Felipe Clemente no segundo tempo premiou um time mais presente no campo ofensivo e levou o líder do grupo B aos seis pontos. O alviverde deixou o gramado na bronca com a arbitragem por lances específicos da partida, mas comemorando a manutenção da invencibilidade na temporada.

O roteiro da segunda rodada da Copa Centro-Oeste no gramado do Bezerrão seguiu uma linha de controle territorial do Gama e resistência do Cuiabá. O time da casa dominou a posse, criou as principais chances e esbarrou em uma defesa fechada e em uma atuação segura do goleiro Pedro Mello. Após um primeiro tempo travado, o jogo ganhou tensão na etapa final, com expulsão, mudanças e o gol decisivo. Artilheiro gamense em 2026, Felipe Clemente foi mais uma vez primordial em um triunfo da equipe em casa.

Pressão sem gol

O primeiro tempo começou amarrado, com as equipes se estudando e pouca fluidez ofensiva. Aos poucos, o Gama assumiu o controle das ações, trocou passes e tentou infiltrar pelas laterais, mas encontrou um Cuiabá fechado em linha de cinco defensores. O cenário manteve as equipes com poucas oportunidades ofensivas, apesar da sensação de domínio estabelecida pelo alviverde diante da equipe integrante da Série B do Campeonato Brasileiro.

As chances surgiram em bolas paradas e jogadas individuais. Ramon levou perigo em chute de fora e cruzamento rasteiro, aos nove minutos e aos 18, enquanto Renato assustou em cobrança de falta, aos 21, defendida pelo goleiro do Cuiabá. A melhor oportunidade da primeira etapa veio com Felipe Clemente, que recebeu dentro da área e finalizou por cima, aos 28. Com 31, Darlan ainda obrigou Pedro Mello a fazer boa defesa em cabeçada. Apesar do volume do time casa, o placar seguiu zerado até o intervalo.

Gol e resistência

O segundo tempo começou com o Gama tentando acelerar. Renato arriscou de fora logo no início, aos dois minutos, e o time alviverde seguiu pressionando o Cuiabá. Aos 16 minutos, o cenário ganhou um ingrediente extra: Lucas Piauí foi expulso após falta dura, deixando o alviverde com um jogador a menos. Mesmo em desvantagem numérica, o Gama manteve a postura ofensiva. As substituições deram novo fôlego, e as chances começaram a aparecer com mais frequência.

Aos 23, Michel assustou de cabeça, Danilinho finalizou para defesa de Pedro Mello e o goleiro voltou a brilhar em chute forte de Felipe Clemente. A insistência virou gol aos 25 minutos. Renato cruzou na área, Zulu desviou e Felipe Clemente finalizou. Pedro Mello ainda tocou na bola, mas, desta vez, não evitou o gol que fez o Bezerrão explodir.

Com a vantagem, o Gama seguiu criando. Aos 28, Danilinho parou no goleiro do Cuiabá. O time rival chegou apenas aos 38, com Índio finalizando mal de fora da área. Com 39, Felipe Clemente foi mais um a exigir grande intervenção de Pedro Mello. Pouco depois, David Lucas quase marcou de falta e até arriscou do meio-campo, levando perigo. Luan ainda teve grande chance dentro da área, mas desperdiçou. Nos minutos finais, o time controlou o ritmo e segurou o resultado até o apito final.

O triunfo confirma a força do Gama mesmo em cenário adverso. Com um a menos, o time encontrou o gol, sustentou a vantagem e mostrou maturidade para liderar o grupo B da Copa Centro-Oeste. O alviverde, agora, tem dois compromissos longe do Distrito Federal. Primeiro, enfrenta a Aparecidense pela Série D do Campeonato Brasileiro, no próximo sábado (4/4), às 15h, no Estádio Aníbal Batista de Toledo. Em 8 de abril, encara o Tocantinópolis, às 19h30, em Ribeirão (TO).

Minas Brasília marca cedo e bate o Sport na Série A2 do Brasileirão

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Minas Brasília
Foto: Igor Cysneiros/Sport

O Minas Brasília entrou em campo com pressa, como quem sabia exatamente o roteiro da tarde na terceira rodada da Série A2 do Campeonato Brasileiro Feminino. Em apenas 18 segundos, a rede já balançava na Ilha do Retiro para encaminhar o resultado positivo das candangas. A vitória por 3 a 0 sobre o Sport, neste sábado (28/3), nasceu de um início fulminante e se consolidou com controle, eficiência e maturidade ao longo da partida.

O duelo teve um desenho claro desde cedo. O Minas Brasília abriu vantagem relâmpago, ampliou ainda na primeira etapa e administrou o cenário diante de um Sport mais agressivo no segundo tempo. Quando a pressão cresceu, a defesa respondeu, a goleira Rubi apareceu e o contra-ataque virou arma para selar o resultado no fim. O resultado deixou as Minas parcialmente na quarta colocação do torneio nacional.

Impacto imediato

O primeiro tempo começou com um golpe rápido. Na saída de bola, o Minas Brasília trocou passes até encontrar Rayla livre. A atacante avançou cara a cara e finalizou com precisão para abrir o placar antes mesmo do relógio completar um minuto. Um início que desmontou qualquer plano inicial das donas da casa.  A vantagem deu tranquilidade e abriu espaço para mais.

Aos nove minutos, Suzana avançou pela direita e cruzou com precisão para Rayla, que subiu bem e cabeceou para marcar o segundo. O controle passou a ser total, com o time candango criando as melhores chances e desperdiçando oportunidades para ampliar ainda mais. O Sport só conseguiu responder perto do intervalo, em finalização de Andreia de fora da área, mas a bola passou rente à trave. O Minas Brasília seguiu dominante, mesmo com ritmo mais cadenciado após construir a vantagem.

Pressão e resposta

O segundo tempo trouxe um cenário diferente, com o Sport mais agressivo e presente no campo ofensivo. As Leoas da Ilha passaram a pressionar, buscaram finalizações e encontraram a melhor chance aos nove minutos, em pênalti após lance dentro da área. Na cobrança, Andreza tentou diminuir, mas parou em Rubi, que fez grande defesa e manteve o placar intacto. O momento foi decisivo para esfriar a reação das donas da casa e devolver confiança ao Minas Brasília.

Mesmo com maior posse do Sport, o time candango mostrou organização defensiva e soube administrar o jogo. As investidas adversárias perderam força, enquanto o Minas aguardava o momento certo para atacar novamente. O golpe final veio aos 45 minutos. Em cobrança de falta, Manu bateu, a bola desviou no caminho e morreu no fundo da rede, fechando o placar em 3 a 0. Um desfecho que premiou a eficiência e confirmou uma atuação segura fora de casa.

Na Ilha do Retiro, o Minas Brasília mostrou força, equilíbrio e leitura de jogo. Uma vitória construída com impacto inicial e sustentada com inteligência, daquelas que reforçam confiança e colocam o time em posição de protagonismo. No domingo (5/4), às 16h, a equipe candanga volta ao Distrito Federal para duelar contra o 3B da Amazônia, em duelo na parte de cima da classificação da Série A2 do Brasileirão.

Série A3: Cresspom sofre com início forte do Planalto e perde no Abadião

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Cresspom
Foto: Reprodução/FFDF

O Cresspom viu o jogo escapar cedo demais no Estádio Abadião e perdeu mais uma na Série A3 do Campeonato Brasileiro Feminino. Neste sábado (28/3), as Tigresas do Cerrado foram superadas por 4 a 1 pelo Planalto-GO, em uma partida marcada por um início avassalador das visitantes. O resultado deixou o time candango pressionado na tabela e expôs dificuldades diante de um adversário mais eficiente.

O confronto em Ceilândia teve um roteiro claro desde os primeiros minutos. O Planalto tomou conta das ações, abriu vantagem ainda na primeira etapa e construiu um placar confortável antes do intervalo. O Cresspom tentou reagir no segundo tempo, chegou ao gol de honra, mas não conseguiu mudar o panorama do jogo. O time, agora, está na lanterna do grupo 2 do torneio nacional.

Domínio visitante

O primeiro tempo foi de controle total do Planalto. Com mais organização e presença ofensiva, o time visitante encontrou espaços e construiu o placar com autoridade. Thainá abriu o caminho aos 10 minutos cabeceando cobrança de escanteio. Aos 12, Idalana ampliou em belo chute de fora da área. O terceiro das goianas saiu aos 32 com Moara, de pênalti.

A sequência desmontou o sistema defensivo das Tigresas do Cerrado. O Cresspom encontrou dificuldades para reagir. Com pouca posse qualificada e dificuldade na criação, o time candango pouco ameaçou no campo ofensivo e viu o adversário impor ritmo e intensidade ao longo da etapa inicial.

Reação insuficiente

Na volta do intervalo, o cenário mudou em postura, mas não em resultado. O Cresspom tentou avançar linhas, buscou mais presença no ataque, mas tomou o quarto. Em nova jogada de escanteio, Rocha aproveitou desvio iniciou para transformar o placar em goleada.

O Cresspom diminuiu apenas aos 39 minutos, com Mylena finalizando cruzando bonita troca de passes no campo de ataque. Mesmo com mais iniciativa, as Tigresas do Cerrado não conseguiram sustentar pressão constante. O Planalto administrou a vantagem com segurança, controlou o ritmo e evitou riscos maiores até o apito final.

O resultado colocou o Planalto na liderança provisória do grupo, enquanto o Cresspom permanece sem pontuar após duas rodadas. A equipe candanga volta a campo no sábado (4/4), às 15h, no Abadião, diante do Várzea Grande-MT, em busca de recuperação na competição.

Brasília Basquete vence Flamengo no detalhe em partida pegada do NBB

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Brasília Basquete
Foto: Luiz Eduardo/@Lsmarkesfotos

O relógio virou adversário, o silêncio virou tensão e o Nilson Nelson explodiu no último suspiro. O Brasília Basquete venceu o Flamengo por 89 a 87, na quarta-feira (25/3), pelo Novo Basquete Brasil (NBB), em um duelo amarrado, físico e decidido nos detalhes. Em uma noite de alto nível, o time candango soube sofrer, respondeu nos momentos críticos e encontrou a vitória no limite.

O roteiro seguiu uma linha de equilíbrio do início ao fim. O primeiro quarto terminou empatado em 23 a 23, o segundo deu vantagem ao Brasília Basquete com 28 a 21, o terceiro trouxe a reação do Flamengo com 19 a 13, e o último período manteve o drama até a última posse, com 25 a 24 para os mandantes. Um jogo de ajustes constantes, trocas de controle e decisões no detalhe.

O primeiro quarto apresentou um duelo franco, com ataques fluidos e respostas rápidas dos dois lados. O Brasília Basquete encontrou pontos no jogo interno, enquanto o Flamengo apostou na velocidade e no perímetro. A igualdade em 23 a 23 refletiu o equilíbrio de forças dentro de quadra.

No segundo período, o Brasília Basquete elevou o nível defensivo e passou a controlar melhor o ritmo. Com mais presença no garrafão e domínio nos rebotes, o time abriu vantagem importante. O ataque ganhou fluidez nas mãos de Von Haydin, protagonista da noite, e o placar de 28 a 21 levou o time candango em vantagem para o intervalo.

O Flamengo voltou mais agressivo após o intervalo e mudou o cenário do jogo. Com maior volume ofensivo e eficiência nas bolas de três, o time carioca encurtou a diferença ao vencer o terceiro quarto por 19 a 13. A partida voltou a ficar completamente aberta para os minutos finais.

O último período foi um teste de nervos. O Flamengo cresceu no jogo, encontrou pontos importantes com Baralle e pressionou até o fim. O Brasília Basquete respondeu com maturidade, sustentado por Von Haydin, cestinha com 32 pontos, e pela versatilidade de Corvalan, que somou 21 pontos, oito rebotes e cinco assistências.

Posse a posse e com vários lances livres não convertidos dos dois lados, o jogo caminhou para um final dramático. O Flamengo teve volume, converteu 17 bolas de três e distribuiu 20 assistências, mas o Brasília Basquete encontrou vantagem no físico, com 40 rebotes contra 31, fator determinante para segurar o placar apertado.

O apito final selou uma vitória com cara de playoff. O Brasília Basquete mostrou força coletiva, resistência mental e capacidade de decidir sob pressão. Em uma noite pesada no Nilson Nelson, o detalhe virou aliado e a vitória virou afirmação.

Capital vence Primavera-MT em jogo de sete gols pela Copa Centro-Oeste

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Capital
Foto: Diller Abreu/FFDF

O Estádio JK virou palco de um daqueles jogos raros, cheios de reviravoltas e emoção até o último suspiro. O Capital venceu o Primavera-MT por 4 a 3, na noite de quarta-feira (25/3), em uma estreia eletrizante na Copa Centro-Oeste. O placar elástico traduziu um duelo aberto, com alternância de domínio e um roteiro imprevisível do início ao fim, com prêmio para o time do Distrito Federal.

O confronto apresentou um enredo digno de montanha-russa. O Primavera abriu o placar, o Capital respondeu rapidamente, voltou a sofrer desvantagem, buscou a virada ainda no primeiro tempo e ampliou na etapa final. A reta final trouxe nova pressão visitante, com um gol que reacendeu o drama, mas o Coruja sustentou a vantagem até o fim, apesar de levar aprendizados para melhorar visando a sequência da temporada.

Viradas no JK

O primeiro tempo começou truncado, com muita disputa e poucos espaços. Isso até o jogo deslanchar em gols. O Primavera encontrou a primeira brecha aos 10 minutos, quando Dimitri cruzou com precisão e Bryan finalizou para o fundo da rede. A resposta veio quatro minutos depois, com Renan lançando em profundidade e Lessinho tocando na saída de Medina para empatar.

O equilíbrio não durou. Após bola rolada para trás, Bryan apareceu novamente e colocou o Primavera em vantagem. O Capital avançou linhas, ocupou o campo ofensivo e passou a pressionar. Aos 37, Matheusinho cobrou falta com qualidade e Richardson desviou de cabeça para igualar. Aos 42, o camisa 10 cobrou escanteio e Nescau aproveitou sobra na área para virar o placar.

Controle e reação

Na volta do intervalo, o Capital manteve o ritmo e ampliou cedo. Aos oito minutos, Lima tabelou com Matheusinho e finalizou na saída de Medina, consolidando o bom momento. Maestro da noite no Estádio JK, o camisa 10 do Coruja brilhou e ditou o ritmo ofensivo do tricolor com três assistências. O time apresentou organização ofensiva e aproveitamento alto nas chegadas ao ataque.

Com dois gols de desvantagem, o Primavera passou a arriscar mais e aumentou a pressão. O sistema defensivo do Capital segurou as investidas por boa parte da etapa, mas a insistência visitante trouxe resultado aos 27 minutos, quando Wesley recebeu lançamento, venceu a marcação e diminuiu para 4 a 3. Os minutos finais tiveram clima de tensão, com os visitantes tentando o empate e o Coruja se defendendo com disciplina.

O apito final confirmou um triunfo construído na base da resiliência e da eficiência. O Capital inicia a Copa Centro-Oeste com vitória e mostra capacidade de competir em jogos de alta exigência emocional. O tricolor volta a campo no domingo (29/3), às 16h, quando reabre o Estádio JK para medir forças com o Rio Branco-ES, pela segunda rodada do torneio regional.