Uma partida válida pela Liga de Desenvolvimento de Basquete Sub-22 terminou na delegacia. Na noite da última terça-feira (30/7), o Brasília saiu derrotado pelo União Corinthians-RS por 77 a 76. Após o confronto, o time brasiliense veio a público denunciar um caso de racismo sofrido pelo atleta Rahim Arsene Mouaha, de 20 anos. O jogador foi alvo de manifestações racistas e xenofóbicas vindas de torcedores presentes no Ginásio Poliesportivo Arnão, no Rio Grande do Sul. O episódio marcou a estreia do atleta com a camisa do clube. A Polícia Civil do Rio Grande do Sul investiga o caso.
Em nota, o Brasília informou ter acionado a Liga Nacional de Basquete (LNB) sobre o ocorrido. A entidade aplicou o protocolo antirracista, previsto em regulamento. “Nos solidarizamos profundamente com Rahim, oferecendo todo nosso apoio e suporte ao atleta neste momento. É inadmissível que qualquer jogador tenha sua humanidade violada em um ambiente que deveria promover o esporte e a inclusão. O CAIXA Brasília se compromete a dar todo suporte necessário para que a punição ocorra. Esse não será mais um ato de racismo que ficará esquecido em breve”, completou o pronunciamento.
O clube declarou intenção de acompanhar o caso e cobrar a identificação dos envolvidos. Pedrinho Rava, supervisor do clube, também se pronunciou após o ocorrido. Segundo ele, atitudes dessa natureza não podem ser tratadas como opiniões ou episódios isolados. “O Rahim é um jovem, um profissional exemplar e merece respeito, como qualquer ser humano. O CAIXA Brasília Basquete estará sempre ao lado dos seus atletas, dentro e fora de quadra, e vai seguir combatendo todo e qualquer tipo de preconceito. Racismo não é opinião. É crime, e precisa ser tratado como tal”, declarou.
Mesmo com a derrota do Brasília, Rahim foi um dos principais nomes da partida. Estreante da noite, o armador anotou 25 pontos durante o duelo e foi o segundo maior cestinha do duelo, além de nove rebotes e quatro assistências. Antes de chegar ao time brasiliense, o camaronês estava no Paulistano.

Mandante da partida, o União Corinthians também repudiou os atos. O clube afirmou ter tomado conhecimento da denúncia ainda durante a partida, após alerta da comissão técnica e de atletas do Brasília. De acordo com a nota, dirigentes e o representante oficial da Liga Nacional de Basquete iniciaram imediatamente uma tentativa de identificar o autor das ofensas, mas não houve êxito. A direção reforçou o compromisso com os protocolos da LNB e afirmou ter adotado todas as medidas cabíveis diante do caso. O pronunciamento também repudiou qualquer forma de racismo, preconceito ou discriminação.
Nesta quarta-feira (31/7), durante a primeira posse de bola na partida diante do Pato Basquete, os jogadores do Brasília cerraram os punho em forma de protesto e apoio ao companheiro de equipe.
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