Por Stefany Fernanda
O clima de paixão pairava no Mané Garrincha. O Flamengo voltava a Capital Federal em pleno dia dos namorados. E a relação amorosa entre o clube e sua torcida foi mostrada logo na entrada de campo, com um mosaico que dizia “Fla ama (simbolizada por um coração) BSB”. Do outro lado, a torcida alagoana vive em constante “DR” com sua equipe, que está na zona de rebaixamento do Brasileirão e com seu técnico, Marcelo Cabo, balançando no cargo de comandante do time.
O time alagoano não se intimidou com a torcida do estádio a favor do time rival e começou o jogo com muita pressão. Porém, o rubro-negro tomou as rédias da partida e se impôs durante o restante do jogo. O clima ficou mais romântico no intervalo, quando houve um pedido de casamento e palmas, quando a, agora noiva, disse sim. Voltando pro campo, o resultado de 2 a 0, gols de Vitinho e Gabriel Barbosa, deixou o Flamengo com 17 pontos e momentaneamente na terceira posição. Já o CSA, apenas seis pontos e a vice-lanterna da competição.

Primeiro tempo de equilíbrio entre as equipes
Logo no primeiro minuto, ataque rubro-negro. Gabriel Barbosa deu um passe em profundidade para Bruno Henrique, mas o ponta estava em posição irregular. Aos 4 minutos, Carlinhos tem uma chance desperdiçada pelo lado direito da área. Poucos minutos depois, o CSA teve outra chance de gol com Jonatan Gómez, mas o chute foi pra fora da área. O Flamengo só foi ter uma outra oportunidade de gol aos 19 minutos com Vitinho. O atacante chuta de fora da área, mas a bola passa por cima do gol.
Aos 23, Éverton Ribeiro chuta no lado esquerdo do gol, mas Jordi defende. Dez minutos depois, a maior polêmica da partida. O árbitro começa uma longa conversa com o VAR, para analisar um possível pênalti para o CSA, com a dúvida da bola ter batido no braço de Bruno Henrique. A partida ficou parada por pouco mais de cinco minutos e após a análise, o pênalti não foi marcado, para delírio da torcida flamenguista. O rubro-negro impôs uma pressão no fim, mas não conseguiu reverter em gol.
Insistência transformada em vitória
Logo nos primeiros minutos do segundo tempo, o Flamengo já mostrava forte poder ofensivo. No primeiro lance, Gabriel Barbosa quase abre o placar, fazendo a torcida gritar “uuuh”. Aos 6, foi a vez de Bruno Henrique tentar um chute, mas a bola não balança a rede. Cinco minuto depois, Vitinho recebe um belo passo de Rodinei, chuta, mas a bola sai para tiro de meta. Quando o cronômetro marcava 13 minutos, Rodinei toca novamente para Vitinho dentro da área, o atacante chuta e Jordi faz uma bela intervenção.
No primeiro terço da etapa final, o CSA tem a primeira chance de gol com Gómez, que recebeu uma bola cruzada de Apodi e fez César trabalhar. Aos 18 minutos, Éverton Ribeiro chuta de fora da área e Jordi brilha novamente, defendendo primeiro com as mãos e depois tirando com os pés, impedindo Willian Arão de aproveitar o rebote. A pressão rubro-negra teve resultado aos 20 minutos. Éverton Ribeiro cruzou, Vitinho se antecipou à zaga e cabeceou para o fundo das redes de Jordi.
O resultado animou a torcida, que pedia mais gol. O Flamengo controlava a partida e não dava chances para o CSA igualar o jogo. E a situação ficou melhor quando Gabriel Barbosa marcou o segundo gol. Willian Arão fez boa jogada, invadiu a área e chutou de bico, Jordi não consegue segurar e a bola sobe. Gabriel faz jus ao seu apelido de Gabigol e sozinho, cabeceou sem chances para o arqueiro do CSA. A torcida ainda comemorou quando pediu Berrío e Marcelo Sales atendeu, finalizando a festa rubro-negra em Brasília.
Flamengo 2
César; Rodinei (João Lucas), Rodrigo Caio, Thuler, Renê; Piris da Motta, Willian Arão, Éverton Ribeiro; Vitinho, Bruno Henrique (Lincoln) e Gabriel Barbosa (Berrío).
Técnico: Marcelo Sales
CSA 0
Jordi; Celsinho, Gerson, Leandro Souza, Carlinhos; Jonatan Gómez, Nilton (Patrick Fabiano), Apodi (Maranhão), Victor (Gersinho), Didira e Cassiano.
Técnico: Marcelo Cabo
