Por João Marcelo
O Universo chegou à São Paulo com uma dura missão: vencer o Corinthians dentro de seu território, o Ginásio Wlamir Marques. As equipes paulista e brasiliense estavam empatadas em 1 a 1 na série, a primeira vencida pelo time da capital federal e a segunda pelo alvinegro. A decisão ficou para a cidade da garoa por conta da melhor campanha do clube do estado.
Com a vitória dos paulistas, o Univero/Brasília dá adeus à NBB e começa a planejar o futuro de sua equipe. Se a equipe brasiliense digere a derrota, a paulista vibra com a classificação. O Corinthians irá para as quartas enfrentar o Flamengo, que terminou a fase de classificação em segundo lugar, atrás apenas do Sesi/Franca. Como terminou melhor colocado, o Flamengo jogará a última, caso necessário, em casa.
Primeiro tempo equilibrado
O primeiro quarto foi extremamente equilibrado, assim como já era previsto. Os donos da casa, Corinthians, procurou arremessar mais, foram 22 entre 3 pontos, 2 pontos e lances livres. Destes, apenas 11 foram convertidos, totalizando 18 pontos em 41 possíveis. Do lado brasiliense, foram apenas 15 tentativas e 9 convertidas, fazendo 15 dos 29 pontos. Humberto (Corinthians) e Graterol (Universo) foram os que tiveram o melhor aproveitamento, 4 pontos em 4 possíveis.
No quarto seguinte, mais equilíbrio e um aproveitamento baixíssimo das equipes. Foram 12 pontos em 45 possíveis pelo lado brasiliense, um aproveitamento de apenas 26,7%. Mesmos números de Nezinho, apenas 4 pontos em 15. As mãos alvinegras também estavam descalibradas. Com isso, o jogo perdeu em nível técnico e foi para o intervalo com a mandante vencendo por 33 a 27.
Segundo tempo com emoção
No terceiro quarto, dois nomes foram destaques: Graterol (Universo) e Fuller (Corinthians). O armador corintiano distribuiu bem o jogo e pontuou, levantando a torcida presente no ginásio. O venezuelano da equipe brasiliense soube usar sua força característica e botou a sua equipe de volta à partida. Ele e seus companheiros venceram o primeiro quarto e diminuíram para três pontos a diferença, 44 para o Corinthians, 41 para Universo/Brasília.
O último quarto criou enorme expectativa em quem assistia a partida. Graterol, ele novamente, calibrou a mão e acertou 5 dos 6 arremessos que fez. Seus seis pontos levaram o Universo/Brasília a diminuir novamente em três pontos o placar, terminando o tempo regulamentar em 60 a 60, levando a partida para a prorrogação.
Prorrogação corintiana e desespero brasiliense
Se durante o jogo, o equilíbrio foi a palavra-chave, na prorrogação isso mudou completamente. Com Graham irreconhecível e Giovannoni inspirado, o Corinthians atropelou a equipe brasiliense. O ala/armador errou muitos ataques e viu seu rival deslanchar. O ala/pivô do timão chamou a responsabilidade e ditou o tom dos cinco minutos finais, decretando a vitória de sua equipe, 23 a 14 para os paulistas no quarto final.
