Neste fim de semana Vicente Luque estará mais uma vez em ação no UFC. O peso meio-médio enfrentará o americano Geoff Neal no UFC Fight Nigth em Las Vegas, no próximo sábado (06/08).
Luque vem para esta luta motivado. O atleta vem de um revés: em sua última apresentação ele foi parado por Belal Muhammad por decisão unânime. O lutador vinha de uma boa sequência de quatro vitórias seguidas, mas esbarrou em jogo pragmático, porém eficiente, de Belal.
Com a derrota veio os aprendizados. Segundo o que Luque postou em suas redes sociais ele aprendeu bastante com a derrota e o seu estilo agressivo vai ser colocado em prática novamente.
Do outro lado, Luque irá enfrentar um duro adversário. Geoff Neal é um peso meio-médio forte que em sua última luta ele venceu o argentino Santiago Pozinibio em um combate eletrizante.
Uma vitória de Vicente Luque o coloca novamente no trilho para a disputa do cinturão do peso meio-médio. Luque já mostrou à vontade lutar com o campeão da categoria Kamaru Usman.
Usman irá defender o título contra Edwards no dia 20 de agosto. Uma vitória convincente de Luque, e o título ficando com Usman é a combinação perfeita para o lutador que mora e treina em Brasília disputar o cinturão.
A primeira rodada do Campeonato Candango da Segunda Divisão começou no último final de semana, e com a chegada da competição local, também vieram as informações desencontradas logo na abertura do certame. Depois do empate na estreia diante da equipe do Cruzeiro por 1 a 1, o SESP/Samambaense vai se reforçar com alguns atletas, além de continuar com o técnico Marcos Sidney, que poderia deixar o comando da Pantera, mas permaneceu.
Depois do jogo que aconteceu no último domingo (31/7) no Estádio Rorizão, entre SESP/Samambaense e Cruzeiro, houve um burburinho que o técnico da Pantera seria demitido ainda nos vestiários da cancha localizada em Samambaia. No duelo entre as equipes, os donos da casa saíram na frente com gol de Lucas Lima, ainda no primeiro tempo. O Carcará chegou ao empate próximo do fim da partida, com tento de Matheus. O empate deu a cada clube um ponto.
Em apuração da equipe do Distrito do Esporte, foi confirmado que o treinador que comandou a equipe diante do Carcará, Marcos Sidney, permanecerá no comando do SESP/Samambaense juntamente com sua equipe técnica. O comandante foi efetivado definitivamente na tarde desta terça-feira (30/7), após reunião com o mandatário do clube, Gerson Carvalho. Marcos Sidney estará à frente de seus comandados na partida da segunda rodada, diante do Planaltina.
O presidente da equipe azul, vermelha e branca, também confirmou que foi ao mercado da bola e vai contratar mais alguns jogadores para o seguimento do Campeonato Candango da Segunda Divisão, a Segundinha. Seis atletas já estão bem encaminhados para vestir a camisa do SESP/Samambaense, entre eles, um goleiro que já passou pelo Corinthians. Os jogadores devem ser regularizados no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF ainda nesta semana.
Segunda rodada
Sobradinho x Botafogo/Cristalina
Planaltina x SESP/Samambaense
Ceilandense x Aruc
Cruzeiro x Greval
Real Brasília x CFZ*
Legião x Brazlândia
*Real Brasília ganhará três pontos, já que o CFZ desistiu da competição local **Riacho City e Samambaia folgam nesta rodada
Fotos: Victoriano Callado/Cresspom e Júlio César Silva/Real Brasília
Após um hiato de pouco mais de um mês, a Série A1 do Brasileirão Feminino volta nesta quarta-feira (3/8). A competição, paralisada no final de junho devido à disputa da Copa América, terá duas rodadas para definir os classificados à fase mata-mata e também as quatro equipes rebaixadas para a Série A2. Com Real Brasília e Cresspom como representantes no campeonato – se enfrentam neste retorno -, o Distrito Federal pode ter uma equipe entre as oito melhores e a outra conta com seu destino definido, o descenso.
O Cresspom iniciou sua pausa primeiro. A equipe recebeu o Palmeiras-SP em 19 de junho às 11h e sofreu uma impiedosa goleada. O time alviverde aplicou 7 a 1 no estádio Maria Abadia, em Ceilândia. O único gol do clube candango foi de Keké, aos sete minutos da etapa inicial. Após o tento, porém, as paulistas dominaram o confronto. Quatro gols ainda no primeiro tempo e mais três no segundo deram o placar final e decretaram o rebaixamento do Cresspom.
No mesmo dia, porém às 15h, o Real Brasília recebeu o São José-SP em sua casa, o estádio Defelê, na Vila Planalto. Ocupando a nona posição antes da bola rolar, o Leão do Planalto deu um salto na tabela após vencer o time paulista por 1 a 0, gol de Gaby Soares. Com a vitória, o clube aurianil subiu para a sexta posição. A derrota do São José-SP deixou a equipe quatro pontos atrás do Cruzeiro-MG, primeira agremiação fora da zona de rebaixamento.
Foto: Jessika Lineker/Distrito do Esporte
Duas partidas antes das definições
A derrota do Cresspom para o Palmeiras decretou o rebaixamento da equipe à Série A2. Com apenas seis pontos conquistados e em 15.º lugar, oriundos da campanha de uma vitória, três empates e nove derrotas, o clube da Polícia Militar não consegue mais alcançar o Cruzeiro-MG, primeiro fora da zona de rebaixamento com 13 pontos, e assim, jogará as duas partidas restantes – contra Real Brasília nesta quarta-feira (3/8) e Ferroviária no domingo (7/8) – apenas para cumprir a tabela.
A situação do Real Brasília é totalmente inversa. O clube aurianil ocupa a sexta posição na tabela e soma 20 pontos. Para avançar a fase mata-mata, a equipe do Distrito Federal precisa se manter entre as oito primeiras e para isso, terá dois confrontos: Cresspom nesta quarta-feira (3/8) e Atlético-MG no próximo domingo (7/8). O primeiro jogo será em casa, o estádio Defelê, às 15h, e a partida decisiva, valendo vaga no mata-mata, será fora de casa, no SESC Alterosas, em Minas Gerais, às 11h.
Classificação? Rebaixamento? Veja o que briga cada clube
Quatro equipes já estão com suas classificações à próxima fase garantidas, são elas: o líder Palmeiras-SP (31 pontos), o vice Internacional-RS (30), São Paulo-SP (29) e Corinthians-SP (28). Flamengo-RJ (21), Real Brasília (20), Santos-SP (19), Atlético-MG (19), Ferroviária-SP (18), Avaí/Kindermann-SC (17) e Grêmio-RS (17) brigam pelas outras quatro vagas do mata-mata.
Na parte de baixo, a briga é menos acirrada. Três clubes lutam para não ocuparem as duas vagas restantes do rebaixamento. O Cruzeiro-MG tem a situação mais tranquila. A equipe mineira tem 13 pontos e é a primeira fora do Z4. Com quatro pontos a menos, o São José-SP na 13.ª posição. Em 14.º lugar está o Esmac-PA com 8 pontos conquistados. Cresspom (6 pontos) e Bragantino-SP (4) não tem mais chances de manutenção na elite do futebol feminino.
Jogos restantes
14.ª rodada – quarta-feira, 3 de agosto
São José-SP x Grêmio-RS – 15h Real Brasília x Cresspom – 15h
Internacional-RS x Santos-SP – 15h
Flamengo-RJ x Bragantino-SP – 15h
Palmeiras-SP x Avaí/Kindermann-SC – 16h
Ferroviária-SP x Atlético-MG – 19h
Corinthians-SP x Esmac-PA – 20h
Cruzeiro-MG x São Paulo-SP – 21:30
15.ª rodada – domingo, 7 de agosto*
São Paulo-SP x São José-SP
Santos-SP x Flamengo-RJ
Bragantino-SP x Cruzeiro-MG
Avaí/Kindermann-SC x Internacional-RS
Grêmio-RS x Corinthians-SP
Esmac-PA x Palmeiras-SP Cresspom x Ferroviária-SP
Atlético-MG x Real Brasília
*Na última rodada, todos os jogos iniciarão às 11h (horário de Brasília)
De passagem pela Europa por conta do World Police and Fire Games, o diretor do Paranoá Luís Felipe aproveitou sua estadia na Holanda para levar a mensagem da Cobra Sucuri as terras baixas.
O diretor do Paranoá e atleta – que joga futebol de campo no time da PMDF – visitou o Feyenoord Rotterdam, um dos principais clubes dos países baixos.
A equipe foi campeã holandesa por 15 oportunidades e teve como grande ano a temporada 1969–1970, quando conquistou a Liga dos Campeões da UEFA. Essa foi a primeira de uma sequência de 4 temporadas de ouro do futebol holandês. Nas temporadas seguintes o Ajax conquistou o tricampeonato seguido da Liga dos Campeões.
Luís Felipe entrega camisa para diretor de clube holandês – foto: divulgação
No ano de 1974 faturou seu primeiro título na Taça Uefa, hoje Liga Europa, feito repetido em 2002. Desde 1917 a equipe disputa a elite do futebol holandês, sem nunca ter sido rebaixado. No ano passado terminou em terceiro lugar, garantindo vaga à Liga Europa.
A visita de Luís Felipe foi realizada no Varkenoord, centro de treinamento da equipe profissional e das divisões de base do clube holandês, gerida pelo ex jogador Stanley Brard, que recebeu de presente uma camisa do Paranoá Esporte Clube.
O Feyenoord foi finalista da Conference League em 2022, jogando contra a Roma-ITA.
O último domingo (31/7) foi de melancolia para o Brasiliense na Série D do Brasileirão. A equipe do Distrito Federal empatou por 1 a 1 com o Nova Venécia-ES e o placar agregado ficou 4 a 2 para o clube do Espírito Santo. Assim, o resultado não foi o suficiente para avançar a próxima fase. Com mais uma eliminação – o Ceilândia não passou para a fase eliminatória -, o futebol do Distrito Federal irá amargar dez anos sem jogar à Série C, terceira divisão nacional.
A Série C do Brasileirão 2013 contou com o Brasiliense como o único representante da capital federal. O Jacaré compôs o equilibrado Grupo A, fechando a primeira fase no nono lugar com 30 pontos – 18.º colocado geral -, oriundos de uma campanha de oito vitórias, seis empates e seis derrotas. A pontuação conquistada não foi suficiente para livrar a equipe de Taguatinga do rebaixamento. Desde então, nenhum clube do Distrito Federal conseguiu disputar a terceira divisão nacional.
Primeiros cinco anos na Série D
Em 2014, Brasiliense e Luziânia foram os representantes da capital federal na Série D. O Jacaré foi eliminado pelo Brasil-RS nas quartas de finais, faltando apenas este confronto para o acesso, e a Igrejinha caiu ainda na primeira fase. No ano seguinte, apenas o Gama, campeão candango de 2015, conquistou a vaga para a competição nacional. O alviverde candango ficou em terceiro lugar em seu grupo, o A6, e não se classificou para a fase mata-mata da quarta divisão.
Após uma edição com apenas um clube do DF, a Série D 2016 voltou a ter dois clubes da capital federal: Luziânia, campeão candango à época, e Ceilândia, vice campeão. A Igrejinha caiu mais uma vez na primeira fase. O Gato Preto fechou a primeira fase na liderança de seu grupo e animou os torcedores da capital. Porém, a frustração bateu nas oitavas. Após igualdade nos dois jogos, a decisão foi para os pênaltis e o Fluminense de Feira-BA conseguiu a classificação.
Na temporada seguinte, o mesmo roteiro: Luziânia eliminado na primeira fase e Ceilândia caindo nas oitavas, desta vez para o América-RN. Em 2018, Brasiliense e Ceilândia foram os representantes do Distrito Federal na Série D do Brasileirão. O Gato Preto foi eliminado como o último colocado de seu grupo e o Jacaré chegou até às oitavas quando foi desclassificado pelo Campinense nos pênaltis.
Foto: Reprodução/Ceilândia Esporte Clube
Mais meia década na quarta divisão
A edição de 2019 contou com Brasiliense e Sobradinho. O Leão da Serra fez campanha pífia com seis derrotas em seis jogos. O Jacaré fez uma boa primeira fase, mas caiu no primeiro jogo do mata-mata para o Vitória-ES. Em 2020, os dois maiores campeões do DF, Brasiliense e Gama, disputaram juntos a Série D pela primeira vez. Após ocuparem as duas primeiras posições no grupo, os clubes caíram no mata-mata. O alviverde candango foi eliminado na segunda fase pelo Goianésia-GO e o Brasiliense na fase seguinte pelo Mirassol-SP.
Em 2021, Brasiliense e Gama representaram o futebol da capital federal mais uma vez na quarta divisão nacional. Desta vez, o alviverde candango caiu ainda na fase de grupos e o Jacaré no primeiro jogo do mata-mata para a Ferroviária-SP. Neste ano, o Ceilândia foi eliminado na primeira fase e o Brasiliense sucumbiu ao Nova Venécia no último domingo (31/7). Em 2023, o Distrito Federal completará o decênio sem equipe na Série C e dois times terão a chance de mudar o panorama: Brasiliense e Ceilândia.
O final de semana no Autódromo de Interlagos ficará na memória do piloto brasiliense Pedro Clerot. Com mais uma etapa da Fórmula 4 Brasil chegando ao fim, o jovem de 15 anos mostrou que pode ser campeão da modalidade no final do ano. Clerot venceu duas das três corridas realizadas no último final de semana, em São Paulo, além de beliscar um pódio quando ficou na segunda colocação em outra prova. A próxima etapa da F4 Brasil será novamente em Interlagos.
A primeira corrida foi realizada na manhã de sábado (30/7). O piloto do Distrito Federal largou na pole position e controlou a prova do início ao fim. Clerot também anotou a volta mais rápida. O corredor da Full Time Sports venceu com um tempo de 27min56s255, seguido por Lucas Staico, da TMG Racing, e Nicolas Giaffone, da Cavaleira Sports. Os dois pilotos que completaram o pódio chegaram pouco mais de seis segundos depois de Pedro Clerot.
A segunda corrida foi bem emocionante, com dois pilotos que largaram fora do top 5 acabando nas duas primeiras posições. Nicolas Giaffone largou da sexta posição, enquanto Pedro Clerot partiu da oitava. Ao fim da corrida, Giaffone ficou na primeira colocação, seguido de perto pelo brasiliense. Completando o top 5, Vinícius Tessara (3º/Cavaleiro Sports), Nelson Neto (4º/Full Time Sports) e João Tesser (5º/Cavaleiro Sports).
A última corrida do final de semana foi realizada no dia seguinte, domingo (31/7). Pedro Clerot largou novamente na Pole Position, assim como na primeira prova do final de semana. Chegando mais uma vez em primeiro, o brasiliense venceu a segunda corrida da etapa de Interlagos, subindo ao pódio nas três oportunidades. Clerot foi à forra e venceu com sobra, seguido por Vinícius Tessara e Lucas Staico.
Após a terceira corrida e mais uma vitória, Clerot falou sobre o final de semana em Interlagos. “Foi um dia muito bom, e acho que a gente acertou tudo nesse fim de semana. A classificação foi a chave para isso tudo. A equipe, sem dúvida, fez um carro incrível, muito bom, então tudo se encaixou, e agora vamos tentar repetir no fim de semana que vem”, declarou o vencedor.
Depois da segunda etapa da Fórmula 4 Brasil, Pedro Clerot lidera o campeonato com 126 pontos, seguido por Lucas Staico, com 63, e Nicolas Giaffone, com 49. A próxima etapa será novamente na capital paulista, no Autódromo de Interlagos. A terceira etapa será no próximo final de semana, com os treinos livres e classificação acontecendo na sexta-feira (5/8). Conhecendo cada pedaço da pista de São Paulo, Pedro Clerot pode abrir ainda mais vantagem caso vá bem mais uma vez em Interlagos.
Campeonato após duas etapas: 1º – Pedro Clerot, 126 pontos
2º – Lucas Staico, 63
3º – Nicolas Giaffone, 49
4º – Ricardo Gracia, 48
5º – Vinícius Tessaro, 38
6º – Nicholas Monteiro, 30
7º – Fernando Barrichello, 28
8º – Luan Lopes, 27
9º – Felipe Barrichello Bartz, 26
10º – Nelson Neto, 24
11º – Richard Annunziata, 20
12º – Victor Backes, 19
13º – João Tesser, 16
14º – Lucca Zucchini, 14
15º – Álvaro Cho, 2
16º – Aurélia Nobels, 0
Vencedor nas quatro linhas do gramado com o placar de 4 a 2 no agregado da disputa com o Brasiliense, o Nova Venécia manifestou repúdio e insatisfação com a confusão promovida pela torcida no gramado na reta final da partida de volta entre os dois clubes no jogo de volta válido pela segunda fase da Série D do Campeonato Brasileiro. Em nota oficial publicada nas redes sociais, o clube lamentou o ocorrido.
Em tom direto, o Leão do Norte utilizou o termo “vergonha” para definir o ocorrido. O jogo estava empatado por 1 a 1 e se encaminhava para o final, quando a torcida do Brasiliense invadiu o gramado, depredou o estádio e agrediu atletas, incluindo jogadores do primeiro time amarelo. O clima de animosidade evoluía conforme o segundo tempo avançava, quando bombas começaram a ser atiradas das arquibancadas para o campo de jogo.
O Nova Venécia diz ter alertado a segurança sobre a confusão eminente. O time tratou o caso como situação anunciada e prevista. “A torcida do Brasiliense vem promovendo atos como esse ao longo dos anos e a punição é sempre ‘para inglês ver’. Sabíamos do histórico e, por isso, pedimos reforço para a arbitragem, delegado da partida e a própria Polícia Militar. Todos fizeram vista grossa e foram levianos”, criticam os capixabas.
O Leão do Norte citou, ainda, o foguetório promovido no hotel de concentração na madrugada anterior ao jogo para seguir com o pronunciamento. “Se um clube não pode prover a segurança do time visitante, não pode atuar em nível profissional. Torcedores que participam desse ato não podem viver livres na sociedade. Tentaram nos intimidar”, reclamou. “Em campo, onde tudo se decide, a classificação é nossa e a vergonha é deles.”
Além da eliminação precoce na Série D do Brasileiro, o Brasiliense pode sofrer sanções esportivas pela baderna promovida pela torcida no Estádio Abadião. Horas após o jogo, o árbitro Antônio Dib de Moraes Sousa relatou toda a confusão em súmula. A descrição do problema pode causar punições ao time amarelo no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), como multas e perda de mandos de campo em torneios nacionais.
Por Maurício Carvalho, Rayssa Loreen e Jéssika Lineker O Brasiliense foi eliminado pelo Nova Venécia na tarde deste domingo (31/7) na Série D do Campeonato Brasileiro. A eliminação, infelizmente, passou longe dos holofotes do espetáculo. De maneira covarde e violenta, antes do encerramento do jogo, a torcida do Jacaré protagonizou cenas lamentáveis e invadiu o gramado do estádio Maria de Lourdes Abadia, o Abadião. Na noite deste domingo (31/7), o árbitro da partida, Antônio Dib Moraes de Sousa, relatou toda a confusão em súmula.
A confusão iniciou próximo do fim do confronto, aos 48 minutos da etapa final. O goleiro Paulo Henrique, do Nova Venécia, estava próximo à torcida organizada do Brasiliense e a partir da primeira invasão ao campo, foi o primeiro a dirigir-se ao vestiário. Daí em diante, parte dos torcedores correram em direção aos atletas dos dois times. O zagueiro Badhuga foi agredido com um chute de forma covarde. Os invasores não desistiram e tentaram invadir os vestiários. Além de golpes proferidos na intenção de arrombar as portas, objetos também foram atirados na direção dos vestiários.
Jéssika Lineker/Distrito do Esporte
Ineficácia da Polícia Militar
Assim que as movimentações de violência e o tumulto começaram, um fato chamou a atenção: a demora para a reação da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF). Os poucos agentes da corporação presentes no estádio, aproximadamente sete, se concentraram no meio do campo e focaram na proteção da comissão de arbitragem. Após uma longa demora para combater as reações da torcida organizada do Brasiliense, a polícia disparou tiros de bala de borracha e bombas de efeito moral com o intuito de apaziguar a situação.
A falta de proteção nas arquibancadas e na área da imprensa foi outro fator a ser observado. Os torcedores (os pacíficos) evacuaram o estádio. A imprensa também foi vítima da violência. A transmissão da Instat TV – detentora dos direitos de transmissão da competição – mostrou uma cadeira sendo arrancada da tribuna de imprensa por um dos vândalos que estava com uma camisa obstruindo rosto. Em seguida, as imagens foram cortadas e a transmissão caiu.
Segundo membros da equipe do Distrito do Esporte, viaturas da Polícia entraram nos portões que dão acessos aos vestiários, onde estavam os ônibus da equipe. Uma grande concentração de torcedores também foi vista próxima a um comércio local, nas proximidades da Via Oeste da Ceilândia Sul. Mesmo após meia hora do ocorrido, os dois elencos permaneceram no estádio. Outra informação obtida foi a de confusões envolvendo os mesmos indivíduos, próximo às estações do metrô Ceilândia Sul e Guariroba.
Foto: Jéssika Lineker/Distrito do Esporte
O número de pessoas agredidas ainda é desconhecido.
Súmula detalha confusão na partida
O árbitro do confronto, Antonio Dib Moraes de Sousa, detalhou toda a confusão. Segundo a arbitragem, a torcida organizada do Brasiliense iniciou toda a confusão. Antônio Dib informou a tentativa de agressão aos jogadores das duas equipes, mas não citou o chute recebido pelo zagueiro Badhuga. O árbitro ainda documentou que duas bombas foram lançadas no campo, mas não chegaram a atingir os atletas.
Confira a súmula na íntegra:
“Relato que a partida foi paralisada aos 48 minutos do segundo tempo, quando a bola estava em jogo, devido à invasão de campo por membros da torcida organizada da equipe do Brasiliense F. C., que se localizava atrás da meta defendida pelo goleiro adversário no segundo tempo. Informo ainda que os referidos membros da torcida organizada da equipe do Brasiliense F. C. correram em direção aos jogadores de ambas as equipes, fazendo com que estes corressem em direção aos seus respectivos vestiários. Esclareço ainda que depois de os jogadores da equipe do Nova Venécia terem entrado no seu vestiário, os torcedores invasores tentaram arrombar a porta deste vestiário com socos e pontapés, porém sem êxito, devido à intervenção da polícia militar, comandada pelo 1.º sargento patamo bravo, Raimundo Nonato Barreira dos Santos. Informo que, logo após a invasão, a equipe de arbitragem se dirigiu ao seu vestiário escoltada por policiais. Após conversa com o já referido comandante do policiamento e com o delegado da partida, o sr. Rodrigo Paulino, a partida foi dada por encerrada por falta de segurança em prosseguir, tendo as duas equipes sido avisadas. Informo que foram lançadas duas bombas atrás da meta defendida pela equipe Nova Venécia, uma aos 39 minutos do segundo tempo, e outra aos 44 minutos do segundo tempo, oriundas de onde se localizava a torcida organizada da equipe Brasiliense F. C, não atingindo nenhuma pessoa envolvida na partida. Esclareço que em ambos os momentos, a polícia militar foi informada e a partida prosseguiu normalmente”
Torcida pode receber punições
De acordo com a Lei 13.912, de 25 de novembro de 2019, a torcida do Brasiliense pode ser impedida de comparecer aos jogos por até meia década. Isso porque a Lei estabelece que “a torcida organizada que promover tumulto, praticar ou incitar a violência ou invadir local restrito aos competidores, árbitros, fiscais, dirigentes, organizadores ou jornalistas seja impedida de comparecer a eventos esportivos pelo prazo de até cinco anos”. Antes, a multa era de três anos.
Após um péssimo resultado fora de casa, o Brasiliense entrou em campo precisando vencer o Nova Venécia por dois gols de diferença (ao menos para levar a decisão para os pênaltis) para seguir na Série D. No entanto, o que mais chamou atenção no estádio Abadião foram os atos de selvageria e violência de parte da torcida do time da capital. Aos 48 minutos do segundo tempo e o 1 a 1 no placar, vândalos invadiram o gramado e o caos foi instaurado. Atletas e imprensa foram agredidos e ameaçados.
O Brasiliense tentou avançar suas linhas e incomodar o Nova Venécia, entretanto, a bola aérea foi único artifício bem explorado na primeira etapa. Pelo lado dos visitantes, Patrick (contratado pelo Brusque) fez muita falta. Na etapa complementar o Esquadrão Amarelo voltou com outra intensidade e até abriu o placar. Em uma rara subida ao ataque, a agremiação capixaba conseguiu o seu gol e a vaga na próxima fase da Série D. Infelizmente, já nos acréscimos, o futebol deu lugar às cenas lamentáveis propagadas por parte da ‘torcida do Brasiliense’.
Chuveirinho na área e nada de gols
Jéssika Lineker/Distrito do Esporte
Logo nos primeiros minutos o Brasiliense se mostrou disposto a reverter a desvantagem do confronto de ida. Na primeira finalização, Zotti alçou a redonda na área e Hernane cabeceou fraco, nas mãos de Paulo Henrique. O Jacaré começou a se precipitar na saída de bola e em um erro de Tarta, Dodô cruzou na área e Caio Monteiro, com certo preciosismo, furou o cruzamento, após tentar a conclusão de letra. O jogo passou a ter muitos erros de passes e poucas chances.
Aos 21, Tarta avançou pela direita e cruzou na área do Nova Venécia. Paulo Henrique espalmou e nenhum atacante do Ense conseguiu aproveitar o rebote. A equipe mandante começou uma blitz aérea. Primeiro com Keynan. A defesa do time capixaba afastou e, posteriormente, Tarta bateu o corner na cabeça de Aldo. A finalização foi para fora. Aos 26, Tarta arrematou da entrada da área, mas a bola desviou e saiu pela linha de fundo.
Os visitantes seguiam apostando no contra-golpe, mas sem êxito para concatenar as jogadas. O Jacaré, no que lhe concerne, tentava tramas pelas laterais, mas esbarrava na falta de criatividade. Aos 40, novamente na bola aérea, o Brasiliense assustou a meta do Nova Venécia. Aldo arrematou de cabeça e a pelota tirou tinta da trave. Os últimos lances de perigo do primeiro tempo caíram nos pés de Tarta. Contudo, em falta da entrada da área e em finalização após belo drible, a bola saiu pela linha de fundo.
Celso Teixeira promoveu a entrada de Cabralzinho e Romarinho e o Jacaré pareceu mais ligado na etapa final. No primeiro lance de perigo, Hernane recebeu o cruzamento no susto e não conseguiu tirar proveito da trama ofensiva. Aos 6, Romarinho foi derrubado na grande área: pênalti para o Jacaré! Após desentendimento entre os adversários e uma catimba dos visitantes, Hernane Brocador foi para a cobrança e bateu rasteiro no canto, abrindo o marcador no Abadião.
A cera virou o 12° jogador do Nova Venécia. Sempre que possível, algum jogador da equipe capixaba caia no campo. Aos 18, Cabralzinho arriscou de muito longe e por pouco não encobriu Paulo Henrique. Cinco minutos mais tarde, Tarta ergueu a pelota na área e Keynan cabeceou para a boa defesa de Paulo Henrique. Tarta, seguia tentando. Em uma cobrança de falta despretensiosa, o camisa 8 quase surpreendeu. A bola balançou a rede, mas pelo lado de fora. Precisando de mais um gol, o Jacaré se lançou ao ataque. Daniel Alagoano chutou e um desvio venenoso da defesa quase matou o arqueiro do Nova Venécia.
Em um contra-ataque rápido, Dodô invadiu a área e Keynan só parou o atacante na base da falta: pênalti para o Nova Venécia. Odilávio bateu o pênalti firme, Arthur até resvalou na bola, mas não impediu o empate do Leão do Norte. O time de Taguatinga não desistiu e após uma bobeira da defesa, Cabralzinho ficou de frente para o gol vazio, mas de maneira inacreditável, finalizou na trave.
O final do jogo ganhou em emoção. Matheus Barboza finalizou com estilo e Max tirou a bola em cima da linha. Em outro lance de perigo, Romarinho bateu colocado, mas Paulo Henrique salvou o Leão do Norte novamente.
Invasão e vandalismo
Jéssika Lineker/Distrito do Esporte
Os nove minutos de acréscimos foram interrompidos e a partida não obteve um apito final. Por volta dos 48 minutos, parte da torcida do Brasiliense invadiu o gramado e a confusão foi instaurada em campo. No intuito de se defender, atletas dos dois times correram para o vestiário. Entre os vários atos de vandalismo, objetos foram atirados contra a polícia militar e os vestiários, além de partes do estádio que começaram a ser depredadas.
A imprensa também foi alvo de violência. Uma cadeira foi arrancada da tribuna de imprensa, os profissionais começaram a ser ameaçados e a transmissão da InStat TV foi encerrada de maneira abrupta. A polícia demorou para reagir o que postergou a ação dos vândalos mascarados de torcedores.
Brasiliense 1
Artur; Andrezinho🟨, Keynan, Badhuga🟨 e Aloísio; Aldo🟨 (Matheus Barboza), Tarta e Zotti; Luquinhas🟨, Tobinha (Daniel Alagoano) e Hernane⚽ (Marcão) Técnico: Celso Teixeira
Nova Venécia 1
Paulo Henrique🟨; Jairo🟨, Max🟨, Ramon Mexicano🟨(Tavares) e Maicon; Matheus Lira🟨(Andrey), Emerson Martins, Diego Souza e Dodô; Arthur (Júnior Ramos🟨) e Caio Monteiro (Odilávio⚽) Técnico: Cássio Barros
Após 21 anos sem disputar uma competição oficial, o Greval recebeu o Ceilandense na rodada de estreia da Segunda Divisão do Campeonato Candango 2022. O clube de Valparaíso-GO mandou o confronto no estádio municipal Salvador Amado, em Cristalina-GO. O início do clube foi animador e abriu o placar no primeiro tempo. Porém, após a volta do intervalo, a equipe de Ceilândia marcou duas vezes e deu números finais. Com o resultado, o Ceilandense assumiu a liderança do seu grupo.
A ansiedade pela volta do Greval à Segundinha demorou um pouco mais que o esperado. Com início marcado para às 15:30, o confronto entre o clube e o Ceilandense atrasou 12 minutos pela ausência da ambulância no estádio de Cristalina. Após a chegada do veículo, a partida iniciou e o time de Valparaíso abriu o placar aos 18 minutos da etapa inicial. Marcus Davi recebeu na área, bateu cruzado e acertou a trave do goleiro Hugo. No rebote, o meia Antonu empurrou para o fundo do gol.
Porém, após a volta do intervalo, o cenário mudou drasticamente. O Ceilandense voltou mais atento e marcou por duas vezes. O primeiro foi de cabeça com o experiente zagueiro Gilson Somália, logo aos seis minutos, após cruzamento de Ruan. Pouco mais de 20 minutos depois, a virada com um golaço. Misael avançou pela direita, cruzou na área e o jovem Gabriel acertou um lindo voleio no ângulo de Rogério, que ficou estagnado no canto contrário.